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#05 - Oposição

Episode 5 of the Cuba do Avesso podcast, hosted by Cuba do Avesso, titled "#05 - Oposição" was published on August 7, 2021 and runs 69 minutes.

August 7, 2021 ·69m · Cuba do Avesso

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Essa semana o desafio é falar sobre oposição em Cuba. E chamamos de desafio porque este não é mais um grupo uniforme ou fácil de ser definido. Talvez nunca foi, mas alguns elementos eram comuns à maior parte dos que se autoproclamavam opositores do governo: ligações diretas com os Estados Unidos, sentimento diaspórico e discurso agressivo. Hoje, apesar de que algumas dessas características ainda podem ser encontradas, o espectro da oposição se ampliou, ganhando uma heterogeneidade maior e aderind o pautas e discursos mais universais. Do 27N ao Movimento San Isidro e as manifestações populares; da intelectualidade às redes sociais, muita coisa pode e deve ser falada sobre os movimentos opositores em Cuba, mas sem o intuito de esgotar o assunto, escolhemos focar nos pontos fundamentais do cenário atual para tentar entender como essa “nova” oposição se coloca (dentro e fora de Cuba) nas estratégias políticas da ilha. Diante do fato de que a maior parte dos atores levantados pela mídia internacional e, inclusive, aqueles outros que conseguiram ter um diálogo direto com a administração Biden, pertencem à bolha da cultura, achamos necessário explicar porque o setor cultural e intelectual cubano é um dos principais alvos da política intervencionista dos Estados Unidos. Nesse setor, fundações, universidades e ONGs norte-americanas e europeias tem investido consistentemente milhões de dólares em ajudas, fomentos, inserção nos circuitos internacionais, bolsas de estudo e premiações. Pelo que não é difícil encontrar entre as principais caras da oposição atual, jovens criadores, que alimentam um descontentamento com o espaço que suas produções têm dentro dos estreitos limites da produção nacional. Mas qual o peso deles dentro de Cuba? Existe de fato uma intenção de diálogo? Qual o papel das redes sociais na criação da representação desses atores? Nos acompanhe em mais um capítulo de Cuba do Avesso. Textos recomendados: La contrarrevolución cultural cubana: raperos y artistas apoyados por el gobierno de EE.UU. ganan fama como “catalizadores de las protestas” The Many Faces of Regime Change in Cuba J11 in Cuba and the United States’ role: a contribution to the debate Template Revolutions: Marketing U.S. Regime Change in Eastern Europe Exporting exile on TV Martí How Foundations exercise power NGOs and ‘modernization’ and ‘democratization’ of media

Essa semana o desafio é falar sobre oposição em Cuba. E chamamos de desafio porque este não é mais um grupo uniforme ou fácil de ser definido. Talvez nunca foi, mas alguns elementos eram comuns à maior parte dos que se autoproclamavam opositores do governo: ligações diretas com os Estados Unidos, sentimento diaspórico e discurso agressivo. Hoje, apesar de que algumas dessas características ainda podem ser encontradas, o espectro da oposição se ampliou, ganhando uma heterogeneidade maior e aderind o pautas e discursos mais universais.

Do 27N ao Movimento San Isidro e as manifestações populares; da intelectualidade às redes sociais, muita coisa pode e deve ser falada sobre os movimentos opositores em Cuba, mas sem o intuito de esgotar o assunto, escolhemos focar nos pontos fundamentais do cenário atual para tentar entender como essa “nova” oposição se coloca (dentro e fora de Cuba) nas estratégias políticas da ilha.

Diante do fato de que a maior parte dos atores levantados pela mídia internacional e, inclusive, aqueles outros que conseguiram ter um diálogo direto com a administração Biden, pertencem à bolha da cultura, achamos necessário explicar porque o setor cultural e intelectual cubano é um dos principais alvos da política intervencionista dos Estados Unidos. Nesse setor, fundações, universidades e ONGs norte-americanas e europeias tem investido consistentemente milhões de dólares em ajudas, fomentos, inserção nos circuitos internacionais, bolsas de estudo e premiações. Pelo que não é difícil encontrar entre as principais caras da oposição atual, jovens criadores, que alimentam um descontentamento com o espaço que suas produções têm dentro dos estreitos limites da produção nacional.

Mas qual o peso deles dentro de Cuba? Existe de fato uma intenção de diálogo? Qual o papel das redes sociais na criação da representação desses atores?

Nos acompanhe em mais um capítulo de Cuba do Avesso.

Textos recomendados:

La contrarrevolución cultural cubana: raperos y artistas apoyados por el gobierno de EE.UU. ganan fama como “catalizadores de las protestas”

The Many Faces of Regime Change in Cuba

J11 in Cuba and the United States’ role: a contribution to the debate

Template Revolutions: Marketing U.S. Regime Change in Eastern Europe

Exporting exile on TV Martí

How Foundations exercise power

NGOs and ‘modernization’ and ‘democratization’ of media

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