EPISODE · Jun 6, 2023 · 3 MIN
06/06/2023 - Cenário climático
from BBCast Agro · host Broto
Olá, hoje é terça-feira, 06 de junho de 2023, meu nome é Fabíola Lira, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra - MT e falaremos sobre o fenômeno climático El Niño .O CPTEC - Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, define o El Niño e a La Niña como partes de um mesmo fenômeno atmosférico-oceânico que ocorre no oceano Pacífico Equatorial (e na atmosfera adjacente), denominado de El Niño Oscilação Sul (ENOS). O ENOS refere-se às situações nas quais o oceano Pacífico Equatorial está mais quente (El Niño) ou mais frio (La Niña) do que a média histórica. A mudança na temperatura do oceano Pacífico Equatorial acarreta efeitos globais na temperatura e na precipitação.Uma das instituições que fornece informações para o CPTEC/INPE, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), descreveu em seu último relatório de 11/05 que “o El Niño provavelmente se formará durante a temporada de maio a julho e persistirá no inverno”.Em relação à intensidade, a NOAA cita que "embora seja provável um El Niño fraco, o leque de possibilidades no final do ano (novembro a janeiro) inclui uma chance de 80% de um El Niño moderado a 55% de chance de um El Niño forte", ou seja, não está descartada a possível ocorrência de um fenômeno de intensidade maior.Ocorrências do El Niño com maiores intensidades foram marcantes no Brasil entre os anos de 1982 e 1983, com seca acentuada no Nordeste e chuvas excessivas no Sul do país. Mais recentemente, entre 2015 e 2016, com estiagem na Região Amazônica e chuvas acentuadas no Sul, foi considerado pela ONU um dos períodos mais quentes da história.Com intensidade maior, as consequências esperadas nas regiões Norte e Nordeste são diminuição do volume das chuvas nos meses de outono e verão, aumento moderado das temperaturas médias na parte central do País durante o inverno e, sobre a região Sul, excesso de chuvas no inverno e na primavera.Devido à iminência do Fenômeno El Niño, o planejamento da safra, associado ao monitoramento climático, tornam-se ferramentas fundamentais para o gerenciamento e mitigação de risco.O Banco do Brasil, em parceria com a plataforma BROTO, disponibiliza este e outros BBCast Agro. Para ouvir, acesse: blog.broto.com.br/bbcast”traço”agro .Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
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Olá, hoje é terça-feira, 06 de junho de 2023, meu nome é Fabíola Lira, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra - MT e falaremos sobre o fenômeno climático El Niño .O CPTEC - Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, define o El Niño e a La Niña como partes de um mesmo fenômeno atmosférico-oceânico que ocorre no oceano Pacífico Equatorial (e na atmosfera adjacente), denominado de El Niño Oscilação Sul (ENOS). O ENOS refere-se às situações nas quais o oceano Pacífico Equatorial está mais quente (El Niño) ou mais frio (La Niña) do que a média histórica. A mudança na temperatura do oceano Pacífico Equatorial acarreta efeitos globais na temperatura e na precipitação.Uma das instituições que fornece informações para o CPTEC/INPE, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), descreveu em seu último relatório de 11/05 que “o El Niño provavelmente se formará durante a temporada de maio a julho e persistirá no inverno”.Em relação à intensidade, a NOAA cita que "embora seja provável um El Niño fraco, o leque de possibilidades no final do ano (novembro a janeiro) inclui uma chance de 80% de um El Niño moderado a 55% de chance de um El Niño forte", ou seja, não está descartada a possível ocorrência de um fenômeno de intensidade maior.Ocorrências do El Niño com maiores intensidades foram marcantes no Brasil entre os anos de 1982 e 1983, com seca acentuada no Nordeste e chuvas excessivas no Sul do país. Mais recentemente, entre 2015 e 2016, com estiagem na Região Amazônica e chuvas acentuadas no Sul, foi considerado pela ONU um dos períodos mais quentes da história.Com intensidade maior, as consequências esperadas nas regiões Norte e Nordeste são diminuição do volume das chuvas nos meses de outono e verão, aumento moderado das temperaturas médias na parte central do País durante o inverno e, sobre a região Sul, excesso de chuvas no inverno e na primavera.Devido à iminência do Fenômeno El Niño, o planejamento da safra, associado ao monitoramento climático, tornam-se ferramentas fundamentais para o gerenciamento e mitigação de risco.O Banco do Brasil, em parceria com a plataforma BROTO, disponibiliza este e outros BBCast Agro. Para ouvir, acesse: blog.broto.com.br/bbcast”traço”agro .Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
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