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EPISODE · Oct 10, 2022 · 4 MIN

10/10/2022 - Perspectiva semanal: mercado agro

from BBCast Agro · host Broto

Olá! Hoje é segunda-feira, 10 de outubro, meu nome é Alexandre Bittencourt, assessor na Diretoria de Agronegócios, e trago a vocês hoje as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo. Iniciamos nosso panorama pela soja: Os números do USDA podem mudar os patamares de preços em Chicago, no curto prazo e o clima de desconfiança em relação ao cenário da economia mundial seguirá exercendo pressão negativa nos contratos futuros de soja. No entanto, considerando o retorno da China às compras após o feriado da “Golden Week”, pode haver pressão altista nas cotações na CBOT.A colheita da safra dos EUA avança em ritmo abaixo da média nos principais estados produtores, mas o clima seco deve permitir avanço das máquinas nos próximos dias. As condições meteorológicas para o plantio na América do Sul também podem direcionar as cotações externas, pois o tamanho da safra prevista dependerá do clima e do grau de severidade do fenômeno La niña. No Brasil, a chegada da umidade aos estados do Centro-Oeste e do Sudeste deve incentivar os produtores a intensificar o processo de plantio. Considerando esses fatores, espera-se que os preços físicos acompanhem o movimento altista externo, resultando em uma semana com estabilidade com viés de alta.Em relação ao milho: Para algumas regiões do cinturão produtor norte-americano, a previsão para a próxima semana é de chuvas acima da média. Caso ocorram, o ritmo da colheita, que já está mais lento em relação ao ano passado, pode ser prejudicado e resultar em viés altista para as cotações externas do cereal.No dia 12/10 (quarta-feira), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará o relatório de Oferta e Demanda de grãos para outubro, podendo trazer novos cortes de produção em importantes países produtores do hemisfério norte (principalmente Estados Unidos, União Europeia e Ucrânia). A depender da magnitude dos ajustes, poderá haver volatilidade adicional às cotações em Chicago. No mercado interno, o produtor seguirá aguardando as movimentações em Chicago e o comportamento do dólar para avançar na comercialização. Os trabalhos de plantio da safra verão também tiram o foco do produtor nas vendas, movimento que deve resultar em uma semana de estabilidade nos preços físicos domésticos.Para o café:A maior oferta da safra Brasil 2022, ainda que em volume inferior ao previsto, somada à demanda arrefecida, deve manter pressão negativa nos preços externos.As boas chuvas ocorridas e a perspectiva de novas precipitações para os próximos dias, em especial no Sul de Minas Gerais, reforçam o início favorável da safra, com abotoamento e floradas em bom volume. Isso aumenta o otimismo com o tamanho da safra 2023, porém os efeitos negativos do período seco ainda são motivos de preocupação.Os estoques certificados baixos em NY e o estreitamento na relação estoque/consumo são fatores que podem limitar a redução das cotações no médio prazo.O que se espera é que a volatilidade elevada persista na semana, com foco na oferta da safra Brasil 2022 e na preocupação com seu menor volume, além do movimento cambial, tensões geopolíticas mundiais e demanda externa arrefecida.E, finalizando com o Boi Gordo, temos:O mercado de reposição deve permanecer lento para a próxima semana, com preços acomodados. A tendência é de queda dos preços no curto prazo, acompanhando os valores no mercado do boi gordo. É possível que ocorram altas pontuais no valor da arroba, uma vez que no mês de outubro a indústria começa a se preparar para atender ao aumento na demanda de carne bovina sazonal de final de ano e da primeira quinzena do mês, motivado pela entrada salarial. Ainda, a partir deste mês se inicia o período de maior demanda chinesa para as festividades do ano novo lunar. A indústria deverá continuar trabalhando estoques e suas escalas de abate, procurando ditar o ritmo das negociações. Os contratos a termo tornam esse quadro ainda mais favorável para a ponta compradora. Desta forma, para a próxima semana, espera-se um cenário de estabilidade podendo ter volatilidade e possibilidade de altas pontuais.Conte sempre com a assessoria especializada em Agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável!Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!

Olá! Hoje é segunda-feira, 10 de outubro, meu nome é Alexandre Bittencourt, assessor na Diretoria de Agronegócios, e trago a vocês hoje as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo. Iniciamos nosso panorama pela soja: Os números do USDA podem mudar os patamares de preços em Chicago, no curto prazo e o clima de desconfiança em relação ao cenário da economia mundial seguirá exercendo pressão negativa nos contratos futuros de soja. No entanto, considerando o retorno da China às compras após o feriado da “Golden Week”, pode haver pressão altista nas cotações na CBOT.A colheita da safra dos EUA avança em ritmo abaixo da média nos principais estados produtores, mas o clima seco deve permitir avanço das máquinas nos próximos dias. As condições meteorológicas para o plantio na América do Sul também podem direcionar as cotações externas, pois o tamanho da safra prevista dependerá do clima e do grau de severidade do fenômeno La niña. No Brasil, a chegada da umidade aos estados do Centro-Oeste e do Sudeste deve incentivar os produtores a intensificar o processo de plantio. Considerando esses fatores, espera-se que os preços físicos acompanhem o movimento altista externo, resultando em uma semana com estabilidade com viés de alta.Em relação ao milho: Para algumas regiões do cinturão produtor norte-americano, a previsão para a próxima semana é de chuvas acima da média. Caso ocorram, o ritmo da colheita, que já está mais lento em relação ao ano passado, pode ser prejudicado e resultar em viés altista para as cotações externas do cereal.No dia 12/10 (quarta-feira), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará o relatório de Oferta e Demanda de grãos para outubro, podendo trazer novos cortes de produção em importantes países produtores do hemisfério norte (principalmente Estados Unidos, União Europeia e Ucrânia). A depender da magnitude dos ajustes, poderá haver volatilidade adicional às cotações em Chicago. No mercado interno, o produtor seguirá aguardando as movimentações em Chicago e o comportamento do dólar para avançar na comercialização. Os trabalhos de plantio da safra verão também tiram o foco do produtor nas vendas, movimento que deve resultar em uma semana de estabilidade nos preços físicos domésticos.Para o café:A maior oferta da safra Brasil 2022, ainda que em volume inferior ao previsto, somada à demanda arrefecida, deve manter pressão negativa nos preços externos.As boas chuvas ocorridas e a perspectiva de novas precipitações para os próximos dias, em especial no Sul de Minas Gerais, reforçam o início favorável da safra, com abotoamento e floradas em bom volume. Isso aumenta o otimismo com o tamanho da safra 2023, porém os efeitos negativos do período seco ainda são motivos de preocupação.Os estoques certificados baixos em NY e o estreitamento na relação estoque/consumo são fatores que podem limitar a redução das cotações no médio prazo.O que se espera é que a volatilidade elevada persista na semana, com foco na oferta da safra Brasil 2022 e na preocupação com seu menor volume, além do movimento cambial, tensões geopolíticas mundiais e demanda externa arrefecida.E, finalizando com o Boi Gordo, temos:O mercado de reposição deve permanecer lento para a próxima semana, com preços acomodados. A tendência é de queda dos preços no curto prazo, acompanhando os valores no mercado do boi gordo. É possível que ocorram altas pontuais no valor da arroba, uma vez que no mês de outubro a indústria começa a se preparar para atender ao aumento na demanda de carne bovina sazonal de final de ano e da primeira quinzena do mês, motivado pela entrada salarial....

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