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EPISODE · Aug 12, 2024 · 5 MIN

12/08/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro

from BBCast Agro · host Broto

Olá! Hoje é segunda-feira, 12 de agosto de 2024, meu nome é Luciano Scuccuglia, sou Assessor(a) de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.   Iniciando com a soja, espera-se que   O mercado siga a divulgação de dados do relatório mensal de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre a oferta e demanda mundial, a data  da divulgação é do dia 12/08, podendo ocasionar cortes nos estoques finais dos Estados Unidos na safra 2024/2025. O câmbio pode seguir pressionando as cotações no Brasil e as novas notícias sobre a oferta nos principais países produtores continuarão impondo desafios a safra atual e futura. Segundo a Agência climática norte-americana (NOAA), os mapas climáticos não indicam dificuldades para o mês de agosto, forçando negativamente as cotações quanto ao fundamento clima. O clima Americano colaborando para o desenvolvimento das lavouras, a manutenção de elevada oferta global de soja junto a demanda estável, o novo relatório mensal do USDA e o arrefecimento do câmbio dólar/real irão ditar o ritmo do mercado. No Brasil a semana deverá ser marcada por estabilidade com viés de queda no curto prazo e no médio e longo prazo, permanecem os fundamentos baixistas.  No tocante ao milho,   As perspectivas climáticas (temperatura e chuvas), segundo os dados do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), nos próximos dias para os Estados Unidos estão na faixa de normal à acima da média, de acordo com o histórico desse mesmo período. A colheita na Argentina segue para a reta final e já alcança 96,3% de área colhida segundo os dados da Bolsa de Cereales. O rendimento médio esperado é de 111,67 sacas por hectares. Esse relatório ainda aponta uma produção total de mais de 46,5 milhões de toneladas, um aumento de 25% em relação à safra passada. Segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deve exportar 6,29 milhões de toneladas no mês de agosto, cerca de 32% menor se comparada ao mesmo período do ano passado. A finalização da colheita no país deve aumentar oferta do cereal no mercado pressionando o preço. Caso o dólar mantenha viés de baixa durante a semana, a expectativa é de que ele não consiga dar suporte às cotações domésticas, podendo influenciar negativamente os preços.  Para o café, destaca-se que,   A estimativa de manutenção na volatilidade das cotações nas bolsas ICE Nova Iorque e Londres, com suporte nos efeitos negativos do clima na Ásia e no Brasil. Há perspectiva de manutenção na estratégia de comercialização pelos cafeicultores na atual safra, com vendas parciais para cumprir com as despesas mais imediatas e da colheita. Mantidas as condições climáticas brasileiras para os próximos dias, com temperaturas acima da média e sem previsão de chuvas. A Rural Clima informa que teremos retorno do período chuvoso somente em meados de setembro/2024 para as principais regiões produtoras do sudeste brasileiro. Recomendações técnicas para atenção no estado vegetativo e sanitário das lavouras de café após o final da colheita visando a próxima safra 2025. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos, dólar alto e consumo aquecido, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços.  Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: A desvalorização cambial nas últimas semanas trouxe ganho de competitividade do boi gordo brasileiro no mercado internacional. Está desvalorização repercuti na Indústria exportadora e tende a melhorar sua receita de embarque. O boi gordo, está valendo cerca de US$ 40/@, um dos menores valores observados nos últimos cinco anos, o que traz competitividade a carne brasileira no mercado internacional. Em comparação, o valor da arroba nos EUA e Australia está em aproximadamente US$ 100/@ e US$ 55/@, respectivamente. Além disso, esse período de pagamento de salários e a data festiva de dia dos pais deve aumentar o ritmo de reposição entre o varejo e o atacado, fatos que trazem expectativa de preços firmes na primeira quinzena do mês. Assim, acredita-se em uma semana com preços em estabilidade com viés de alta nas principais praças, principalmente, devido a um menor volume de animais prontos para o abate do sistema de confinamento, o que diminui a oferta. Reforçamos a necessidade de adoção das estratégias de mitigação de risco para garantia de preços, como contrato a termo, contratos futuros ou o uso de contratos de opções. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!

Olá! Hoje é segunda-feira, 12 de agosto de 2024, meu nome é Luciano Scuccuglia, sou Assessor(a) de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.   Iniciando com a soja, espera-se que   O mercado siga a divulgação de dados do relatório mensal de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre a oferta e demanda mundial, a data  da divulgação é do dia 12/08, podendo ocasionar cortes nos estoques finais dos Estados Unidos na safra 2024/2025. O câmbio pode seguir pressionando as cotações no Brasil e as novas notícias sobre a oferta nos principais países produtores continuarão impondo desafios a safra atual e futura. Segundo a Agência climática norte-americana (NOAA), os mapas climáticos não indicam dificuldades para o mês de agosto, forçando negativamente as cotações quanto ao fundamento clima. O clima Americano colaborando para o desenvolvimento das lavouras, a manutenção de elevada oferta global de soja junto a demanda estável, o novo relatório mensal do USDA e o arrefecimento do câmbio dólar/real irão ditar o ritmo do mercado. No Brasil a semana deverá ser marcada por estabilidade com viés de queda no curto prazo e no médio e longo prazo, permanecem os fundamentos baixistas.  No tocante ao milho,   As perspectivas climáticas (temperatura e chuvas), segundo os dados do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), nos próximos dias para os Estados Unidos estão na faixa de normal à acima da média, de acordo com o histórico desse mesmo período. A colheita na Argentina segue para a reta final e já alcança 96,3% de área colhida segundo os dados da Bolsa de Cereales. O rendimento médio esperado é de 111,67 sacas por hectares. Esse relatório ainda aponta uma produção total de mais de 46,5 milhões de toneladas, um aumento de 25% em relação à safra passada. Segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deve exportar 6,29 milhões de toneladas no mês de agosto, cerca de 32% menor se comparada ao mesmo período do ano passado. A finalização da colheita no país deve aumentar oferta do cereal no mercado pressionando o preço. Caso o dólar mantenha viés de baixa durante a semana, a expectativa é de que ele não consiga dar suporte às cotações domésticas, podendo influenciar negativamente os preços.  Para o café, destaca-se que,   A estimativa de manutenção na volatilidade das cotações nas bolsas ICE Nova Iorque e Londres, com suporte nos efeitos negativos do clima na Ásia e no Brasil. Há perspectiva de manutenção na estratégia de comercialização pelos cafeicultores na atual safra, com vendas parciais para cumprir com as despesas mais imediatas e da colheita. Mantidas as condições climáticas brasileiras para os próximos dias, com temperaturas acima da média e sem previsão de chuvas. A Rural Clima informa que teremos retorno do período chuvoso somente em meados de setembro/2024 para as principais regiões produtoras do sudeste brasileiro. Recomendações técnicas para atenção no estado vegetativo e sanitário das lavouras de café após o final da colheita visando a próxima safra 2025. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos, dólar alto e consumo aquecido, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços.  Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: A desvalorização cambial nas últimas semanas trouxe ganho de competitividade do boi gordo brasileiro no mercado internacional. Está desvalorização repercuti na Indústria exportadora e tende a melhorar sua receita de embarque. O boi gordo, está valendo cerca de US$ 40/@, um dos menores valores observados nos últimos cinco anos, o que traz competitividade a carne brasileira no...

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