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EPISODE · Jul 22, 2024 · 6 MIN

22/07/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro

from BBCast Agro · host Broto

Olá! Hoje é segunda-feira, 22 de julho de 2024, sou Fabiola Lira, estou Assessora de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.   Iniciando com a soja, espera-se que   Esta semana seja marcada pela continuidade dos fatores climáticos da safra norte-americana e pela movimentação da demanda Chinesa focada na América do Sul. A dinâmica da corrida presidencial nos Estados Unidos também é um fator de ponderação na precificação da CBOT, uma vez que poderá aumentar as tensões políticas com a China. Junto a estes fatores, notas técnicas e estudos pressupõem que poderá haver incremento de área de plantio no Brasil e safra recorde para a temporada 2024/2025. As Previsões climáticas americanas sinalizam condições ainda favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de soja. Os volumes devem ficar entre 15 e 35mm nas principais regiões produtoras norte-americanas. As Condições climáticas estáveis nos Estados Unidos, o seu momento político, a expectativa de incremento de área plantada, o volume de produção recorde para a safra 2024/2025 e o câmbio dólar/real deverão ser o foco das atenções dos players de mercado. Internamente, o mercado Brasileiro deverá observar estabilidade nas cotações no curto prazo, no médio e longo prazo os fundamentos permanecem baixistas.    No tocante ao milho,   A demanda pela commodity norte-americano continua sendo acompanhada pelo mercado. No dia 18/07 o USDA divulgou vendas semanais de 437,8 mil toneladas referente à safra 2023/24 no país, queda de 19% em relação à semana anterior. Comparando com a média das últimas quatro semanas a redução foi de 10%. De acordo com o Serviço Climático dos EUA (NOAA), as previsões climáticas no país apontam para os próximos dias temperaturas e precipitações dentro da normalidade na maior parte do cinturão agrícola, podendo ser favorável para o desenvolvimento do cereal, o que pode ser negativo para as cotações na CBOT.  No Brasil, de acordo com a Conab, em acompanhamento das lavouras divulgado em 15/07, a colheita chegou à 74,2% da área total. O ritmo está bem superior em relação ao mesmo período do ano passado, que era de 39,3%. Dentre os mais adiantados destacam-se: Mato Grosso (94,1%), Paraná (66%), Mato Grosso do Sul (55%) e Goiás (50%). A previsão climática para os próximos dias no Brasil é favorável para a maturação e colheita da 2ª safra, e a maior oferta do grão deve manter os preços físicos no curto prazo com viés de baixa   Para o café, destaca-se que,   O monitoramento do clima no Vietnã continuará no radar do mercado, pois o país é o maior player do café robusta. O clima seco nas áreas de café favorece a colheita dos grãos. A baixa oferta pelos países produtores de robusta, mantém a perspectiva de bons preços e a cotação do dólar sustentam os preços no café do Brasil. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos e consumo aquecido, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços.  Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: A desvalorização do real frente ao dólar traz otimismo nas exportações da carne bovina para os próximos meses. Neste início de mês, o mercado físico do boi gordo apresentou cotações mais estáveis, minimizando o movimento de queda observado ao longo do primeiro semestre. A redução na programação de abate da Indústria possibilita estabilidade na cotação do boi gordo, gerando um equilíbrio entre a oferta e a demanda, sinalizando melhora, ainda contida, no preço da arroba. Pode se verificar um movimento de recuperação dos preços da arroba no mês de julho e início de agosto, período em que a oferta de animais terminados a pasto está encerrando e os animais provenientes do primeiro giro do confinamento ainda não estão prontos. Assim, a previsão é de uma semana com preços em estabilidade, com a indústria comprando somente um volume de animais necessários para atender a sua demanda e evitando a pressão por maiores preços. Reforça-se a necessidade de adoção das estratégias de mitigação de risco para garantia de preços, como contrato a termo, contratos futuros ou o uso de contratos de opções. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!

Olá! Hoje é segunda-feira, 22 de julho de 2024, sou Fabiola Lira, estou Assessora de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.   Iniciando com a soja, espera-se que   Esta semana seja marcada pela continuidade dos fatores climáticos da safra norte-americana e pela movimentação da demanda Chinesa focada na América do Sul. A dinâmica da corrida presidencial nos Estados Unidos também é um fator de ponderação na precificação da CBOT, uma vez que poderá aumentar as tensões políticas com a China. Junto a estes fatores, notas técnicas e estudos pressupõem que poderá haver incremento de área de plantio no Brasil e safra recorde para a temporada 2024/2025. As Previsões climáticas americanas sinalizam condições ainda favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de soja. Os volumes devem ficar entre 15 e 35mm nas principais regiões produtoras norte-americanas. As Condições climáticas estáveis nos Estados Unidos, o seu momento político, a expectativa de incremento de área plantada, o volume de produção recorde para a safra 2024/2025 e o câmbio dólar/real deverão ser o foco das atenções dos players de mercado. Internamente, o mercado Brasileiro deverá observar estabilidade nas cotações no curto prazo, no médio e longo prazo os fundamentos permanecem baixistas.    No tocante ao milho,   A demanda pela commodity norte-americano continua sendo acompanhada pelo mercado. No dia 18/07 o USDA divulgou vendas semanais de 437,8 mil toneladas referente à safra 2023/24 no país, queda de 19% em relação à semana anterior. Comparando com a média das últimas quatro semanas a redução foi de 10%. De acordo com o Serviço Climático dos EUA (NOAA), as previsões climáticas no país apontam para os próximos dias temperaturas e precipitações dentro da normalidade na maior parte do cinturão agrícola, podendo ser favorável para o desenvolvimento do cereal, o que pode ser negativo para as cotações na CBOT.  No Brasil, de acordo com a Conab, em acompanhamento das lavouras divulgado em 15/07, a colheita chegou à 74,2% da área total. O ritmo está bem superior em relação ao mesmo período do ano passado, que era de 39,3%. Dentre os mais adiantados destacam-se: Mato Grosso (94,1%), Paraná (66%), Mato Grosso do Sul (55%) e Goiás (50%). A previsão climática para os próximos dias no Brasil é favorável para a maturação e colheita da 2ª safra, e a maior oferta do grão deve manter os preços físicos no curto prazo com viés de baixa   Para o café, destaca-se que,   O monitoramento do clima no Vietnã continuará no radar do mercado, pois o país é o maior player do café robusta. O clima seco nas áreas de café favorece a colheita dos grãos. A baixa oferta pelos países produtores de robusta, mantém a perspectiva de bons preços e a cotação do dólar sustentam os preços no café do Brasil. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos e consumo aquecido, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços.  Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: A desvalorização do real frente ao dólar traz otimismo nas exportações da carne bovina para os próximos meses. Neste início de mês, o mercado físico do boi gordo apresentou cotações mais estáveis, minimizando o movimento de queda observado ao longo do primeiro semestre. A redução na programação de abate da Indústria possibilita estabilidade na cotação do boi gordo, gerando um equilíbrio entre a oferta e a demanda, sinalizando melhora, ainda contida, no preço da arroba. Pode se verificar um movimento de recuperação dos preços da arroba no mês de julho e início de agosto, período em que a oferta de animais terminados a pasto está encerrando e os animais provenientes do primeiro giro do...

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