29/05/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro episode artwork

EPISODE · May 29, 2023 · 5 MIN

29/05/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro

from BBCast Agro · host Broto

Olá! Hoje é segunda-feira, 29 de maio, meu nome é Rosilene Ross, assessora na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo. Iniciamos nosso panorama pela soja. O mercado seguirá processando os números divulgados pelo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trouxe fundamentos baixistas, como a estimativa de elevação da oferta global da soja. O clima nos EUA seguirá favorecendo o avanço de plantio e outro fundamento que continuará no radar é o desempenho da economia chinesa, uma vez que esta pode influenciar diretamente a demanda por grãos e, desta forma, pressionar também as cotações da oleaginosa. No Brasil, a colheita já alcançou 99%, estando tecnicamente encerrada, confirmando-se a safra recorde. Com as cotações acumulando baixas nas últimas semanas, os sojicultores deverão permanecer fora do mercado, mantendo apenas negócios pontuais. Desta forma, o mercado doméstico seguirá pressionado negativamente tanto no curto quanto no médio prazo. Em relação ao milho, o plantio estadunidense chegou a 81% da área, de acordo com levantamento de progresso de safra do Departamento de Agricultura Americano (USDA), divulgado em 22 de maio. O ritmo da semeadura está 6% superior em relação à média dos últimos cinco anos. Com esse bom ritmo, possivelmente o país poderá encerrar o cultivo no final de maio, dentro de uma janela ideal de plantio. Para a próxima semana, os mapas meteorológicos mostram retorno de chuvas no cinturão do milho, o que pode trazer pressão negativa às cotações na CBOT. Apesar da renovação do acordo de escoamento de grãos pelo Mar Negro, rumores de que a Rússia não tem permitido navios no maior porto ucraniano deram suporte aos preços na semana passada. Os desdobramentos nos próximos dias e a manutenção das tensões entres os dois países poderão influenciar positivamente os preços no mercado externo. No Brasil, a colheita da 2ª safra se iniciou. De acordo com a Conab, 0,4% da área foi colhida. Com aumento da oferta do cereal e com as boas perspectivas de produtividade, os preços internos deverão seguir pressionados negativamente. Para o café, oferta ainda restrita com ausência de produto “novo”, mas com a evolução da colheita, os preços devem continuar pressionados negativamente. Dados do USDA para o Vietnam mostram elevação de 5,21% na colheita para a Safra 2023/24 e 5,41% na exportação do país. Mercado futuro com preços invertidos mostra a pressão de menor oferta também no conilon. No Brasil, com o clima favorável e colheita evoluindo bem, devem confirmar safra com produto de boa peneira e qualidade. Incertezas quanto à demanda nos países consumidores e início de colheita no Brasil reduzem negócios, na espera da chegada ao mercado do volume das safras de meio de ano em colheita, tanto no arábica quanto no conilon. O mês de maio vem apresentando redução no volume exportado pelos principais países produtores ante a menor disponibilidade. No entanto, com a colheita se iniciando, espera-se maior volatilidade às cotações do grão, mas ainda com movimento baixista moderado. E finalizando com o Boi Gordo temos: Foi detectado casos atípicos do mal da “vaca louca” nos EUA. Diferentemente do que ocorre com o Brasil, no acordo entre China e EUA não ocorre o embargo às exportações quando o animal é diagnosticado. Assim, é pouco provável que o Brasil se beneficie deste acontecimento, uma vez que são nossos concorrentes no mercado externo. A detecção de casos de gripe aviária no Espírito Santo pode afetar o preço da carne bovina. Até o momento não há restrições quanto às exportações da carne de frango e o Brasil trabalha para que isso não aconteça. Porém, um embargo à exportação da carne de frango, concorrente da carne bovina, geraria um excesso de oferta no mercado interno. Tal fato derrubaria o preço do frango e a tendência seria o consumidor migrar para a fonte de proteína mais barata, deixando de consumir a carne bovina. Com escala de abate confortável, os frigoríficos devem seguir ofertando valores abaixo da referência para a arroba. No médio prazo, entre os períodos de junho e julho, a tendência é de haver menor oferta de animais, uma vez que ocorre a transição entre a safra e entressafra. Assim, é possível que haja reação pontual no preço do boi gordo, porém não se deve esperar altas expressivas no valor da arroba. O curto prazo segue com viés baixista. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!

Olá! Hoje é segunda-feira, 29 de maio, meu nome é Rosilene Ross, assessora na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo. Iniciamos nosso panorama pela soja. O mercado seguirá processando os números divulgados pelo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trouxe fundamentos baixistas, como a estimativa de elevação da oferta global da soja. O clima nos EUA seguirá favorecendo o avanço de plantio e outro fundamento que continuará no radar é o desempenho da economia chinesa, uma vez que esta pode influenciar diretamente a demanda por grãos e, desta forma, pressionar também as cotações da oleaginosa. No Brasil, a colheita já alcançou 99%, estando tecnicamente encerrada, confirmando-se a safra recorde. Com as cotações acumulando baixas nas últimas semanas, os sojicultores deverão permanecer fora do mercado, mantendo apenas negócios pontuais. Desta forma, o mercado doméstico seguirá pressionado negativamente tanto no curto quanto no médio prazo. Em relação ao milho, o plantio estadunidense chegou a 81% da área, de acordo com levantamento de progresso de safra do Departamento de Agricultura Americano (USDA), divulgado em 22 de maio. O ritmo da semeadura está 6% superior em relação à média dos últimos cinco anos. Com esse bom ritmo, possivelmente o país poderá encerrar o cultivo no final de maio, dentro de uma janela ideal de plantio. Para a próxima semana, os mapas meteorológicos mostram retorno de chuvas no cinturão do milho, o que pode trazer pressão negativa às cotações na CBOT. Apesar da renovação do acordo de escoamento de grãos pelo Mar Negro, rumores de que a Rússia não tem permitido navios no maior porto ucraniano deram suporte aos preços na semana passada. Os desdobramentos nos próximos dias e a manutenção das tensões entres os dois países poderão influenciar positivamente os preços no mercado externo. No Brasil, a colheita da 2ª safra se iniciou. De acordo com a Conab, 0,4% da área foi colhida. Com aumento da oferta do cereal e com as boas perspectivas de produtividade, os preços internos deverão seguir pressionados negativamente. Para o café, oferta ainda restrita com ausência de produto “novo”, mas com a evolução da colheita, os preços devem continuar pressionados negativamente. Dados do USDA para o Vietnam mostram elevação de 5,21% na colheita para a Safra 2023/24 e 5,41% na exportação do país. Mercado futuro com preços invertidos mostra a pressão de menor oferta também no conilon. No Brasil, com o clima favorável e colheita evoluindo bem, devem confirmar safra com produto de boa peneira e qualidade. Incertezas quanto à demanda nos países consumidores e início de colheita no Brasil reduzem negócios, na espera da chegada ao mercado do volume das safras de meio de ano em colheita, tanto no arábica quanto no conilon. O mês de maio vem apresentando redução no volume exportado pelos principais países produtores ante a menor disponibilidade. No entanto, com a colheita se iniciando, espera-se maior volatilidade às cotações do grão, mas ainda com movimento baixista moderado. E finalizando com o Boi Gordo temos: Foi detectado casos atípicos do mal da “vaca louca” nos EUA. Diferentemente do que ocorre com o Brasil, no acordo entre China e EUA não ocorre o embargo às exportações quando o animal é diagnosticado. Assim, é pouco provável que o Brasil se beneficie deste acontecimento, uma vez que são nossos concorrentes no mercado externo. A detecção de casos de gripe aviária no Espírito Santo pode afetar o preço da carne bovina. Até o momento não há restrições quanto às exportações da carne de frango e o Brasil trabalha para que isso não aconteça. Porém, um embargo à exportação da carne de...

NOW PLAYING

29/05/2023 - Perspectiva semanal: mercado agro

0:00 5:32

No transcript for this episode yet

We transcribe on demand. Request one and we'll notify you when it's ready — usually under 10 minutes.

Frequently Asked Questions

How long is this episode of BBCast Agro?

This episode is 5 minutes long.

When was this BBCast Agro episode published?

This episode was published on May 29, 2023.

What is this episode about?

Olá! Hoje é segunda-feira, 29 de maio, meu nome é Rosilene Ross, assessora na Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo...

Can I download this BBCast Agro episode?

Yes, you can download this episode by clicking the download button on the episode player, or subscribe to the podcast in your preferred podcast app for automatic downloads.
URL copied to clipboard!