EPISODE · Jul 29, 2021 · 19 MIN
#37 | Mobilidade intergeracional das filhas de trabalhadoras domésticas no Brasil | Priscila Souza
from Rasgaí · host Programa de Pós-Graduação em Demografia | UFRN
Quem nunca ouviu a frase: hoje posso dar ao meu filho aquilo que eu não pude ter? O desejo da maioria das pessoas é conseguir ter uma melhora na sua condição socioeconômica, obviamente. Mas principalmente conseguir obter avanços de status socioeconômico de uma geração para outra. Ou seja, numa espécie de retrospectiva familiar, entre uma geração e outra, observar que a geração dos filhos teve melhorias em relação aos seus pais. Os estudos, em geral, chamam isso de mobilidade social intergeracional e analisam como as desigualdades sociais observadas em uma geração são ou não reproduzidas na geração dos filhos. Esse tema de pesquisa é mais importante ainda quando se vive em um país de grandes desigualdades, como o Brasil. Assim, entender as suas características ajudam a romper com esse ciclo de reprodução, onde muitas vezes os jovens têm suas opções de escolha limitadas pela trajetória familiar. Para falar sobre esse tema, conversamos com Priscila Souza. Ela defendeu sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN com uma pesquisa sobre a mobilidade intergeracional com o recorte específico das filhas de trabalhadoras domésticas no Brasil. Essa categoria ocupacional é uma das mais importantes em termos sociais e de volume entre as mulheres brasileiras e ao longo do tempo apresentou importantes transformações nas garantias trabalhistas, na ascensão social e na forma como a ocupação era percebida pela sociedade. Priscila é economista de formação e está atualmente fazendo doutorado aqui no PPGDem. Romper com o ciclo de pobreza de modo individual é uma exceção. É fundamental que políticas públicas contribuam para que seja mais viável para o jovem não ter seu destino definido pela condição social em que nasceu. Claro que há casos de superação individual que até podem servir como inspiração para outras pessoas, mas para a maioria das pessoas trata-se quase de um destino. A pesquisa de mestrado da Priscila evidencia a importância de políticas sociais para ajudar a romper com essas desigualdades. A reprodução das desigualdades de uma geração para a outra é, de fato, um dos grandes desafios para a nossa sociedade. Acesse aqui a dissertação completa Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
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Quem nunca ouviu a frase: hoje posso dar ao meu filho aquilo que eu não pude ter? O desejo da maioria das pessoas é conseguir ter uma melhora na sua condição socioeconômica, obviamente. Mas principalmente conseguir obter avanços de status socioeconômico de uma geração para outra. Ou seja, numa espécie de retrospectiva familiar, entre uma geração e outra, observar que a geração dos filhos teve melhorias em relação aos seus pais. Os estudos, em geral, chamam isso de mobilidade social intergeracional e analisam como as desigualdades sociais observadas em uma geração são ou não reproduzidas na geração dos filhos. Esse tema de pesquisa é mais importante ainda quando se vive em um país de grandes desigualdades, como o Brasil. Assim, entender as suas características ajudam a romper com esse ciclo de reprodução, onde muitas vezes os jovens têm suas opções de escolha limitadas pela trajetória familiar. Para falar sobre esse tema, conversamos com Priscila Souza. Ela defendeu sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN com uma pesquisa sobre a mobilidade intergeracional com o recorte específico das filhas de trabalhadoras domésticas no Brasil. Essa categoria ocupacional é uma das mais importantes em termos sociais e de volume entre as mulheres brasileiras e ao longo do tempo apresentou importantes transformações nas garantias trabalhistas, na ascensão social e na forma como a ocupação era percebida pela sociedade. Priscila é economista de formação e está atualmente fazendo doutorado aqui no PPGDem. Romper com o ciclo de pobreza de modo individual é uma exceção. É fundamental que políticas públicas contribuam para que seja mais viável para o jovem não ter seu destino definido pela condição social em que nasceu. Claro que há casos de superação individual que até podem servir como inspiração para outras pessoas, mas para a maioria das pessoas trata-se quase de um destino. A pesquisa de mestrado da Priscila evidencia a importância de políticas sociais para ajudar a romper com essas desigualdades. A reprodução das desigualdades de uma geração para a outra é, de fato, um dos grandes desafios para a nossa sociedade. Acesse aqui a dissertação completa Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
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