EPISODE · May 9, 2026 · 1H 10M
#74 - Diêgo di Paula: “Cada prédio erguido é uma identidade a menos”
from Cuida, Criatura! · host Cuida, Criatura!
A paisagem de Fortaleza tá cada vez mais diferente. A orla paradisíaca tá tomada por paredões de aço, vidro e concreto que desafiam as leis da gravidade e do ordenamento urbano: são os superprédios, edifícios de 30, 40, 50 andares ou mais. Só pra dar uma noção: Fortaleza deve chegar a 22 prédios com mais de 100 metros de altura até o ano de 2030. Construídos principalmente em áreas nobres, os superprédios são símbolo não somente de luxo, mas também da especulação imobiliária e da concentração de renda. A cada novo canteiro de obras, a gente fica pensando. O que essas construções mudam na nossa cidade? Qual a Fortaleza que vamos ter daqui a alguns anos, se os superprédios tomarem conta de tudo?Gentrificação, outorga onerosa, regularização fundiária. Se tu não tá familiarizado com esses termos, vem que a gente te explica de um jeitinho bem descomplicado!Pra essa conversa, chamamos Diêgo di Paula, idealizador do Acervo Mucuripe, um museu comunitário que preserva a memória e a história de uma Fortaleza que muita gente nem imagina que existe. Em entrevista feita no Parque Bisão, Diêgo nos conta sobre como os superprédios impactam mais do que a paisagem de uma cidade: eles também causam a perda de identidade de comunidades que há séculos moram nesses espaços. Inclusive, o áudio que abre este episódio é uma leitura, feita pelo Diêgo, de uma edição do Jornal Unitário do ano de 1961. A notícia fala justamente da remoção de comunidades para a construção da Avenida Beira Mar, em Fortaleza. No episódio, também contamos com a contribuição de Carolina Guimarães. Ela é mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Ceará. Assessora técnica popular pelo Quintau Coletivo, e trabalhou como apoio técnico da participação popular na Revisão do Plano Diretor de Fortaleza.Este episódio foi gravado no dia 02/05/2026.___________A gente faz um Jornalismo independente e crítico. Se tu curte nosso trabalho, que tal virar um apoiador? Tu pode contribuir com qualquer valor! | Chave pix: [email protected] Te alui pra não perder nenhum conteúdo extra. Avia! | Instagram: https://www.instagram.com/cuida.criatura| Newsletter: https://cuidacriatura.substack.com/| Comunidade: https://whatsapp.com/channel/0029VbC903AD8SE2tG2zR73dCréditos| Produção, roteiro e entrevista: Gabriel Matos e Karizia Marques| Apoio técnico: Bernardo Maciel e Ana Alice Freire| Edição de som: Karizia Marques
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A paisagem de Fortaleza tá cada vez mais diferente. A orla paradisíaca tá tomada por paredões de aço, vidro e concreto que desafiam as leis da gravidade e do ordenamento urbano: são os superprédios, edifícios de 30, 40, 50 andares ou mais. Só pra dar uma noção: Fortaleza deve chegar a 22 prédios com mais de 100 metros de altura até o ano de 2030. Construídos principalmente em áreas nobres, os superprédios são símbolo não somente de luxo, mas também da especulação imobiliária e da concentração de renda. A cada novo canteiro de obras, a gente fica pensando. O que essas construções mudam na nossa cidade? Qual a Fortaleza que vamos ter daqui a alguns anos, se os superprédios tomarem conta de tudo?Gentrificação, outorga onerosa, regularização fundiária. Se tu não tá familiarizado com esses termos, vem que a gente te explica de um jeitinho bem descomplicado!Pra essa conversa, chamamos Diêgo di Paula, idealizador do Acervo Mucuripe, um museu comunitário que preserva a memória e a história de uma Fortaleza que muita gente nem imagina que existe. Em entrevista feita no Parque Bisão, Diêgo nos conta sobre como os superprédios impactam mais do que a paisagem de uma cidade: eles também causam a perda de identidade de comunidades que há séculos moram nesses espaços. Inclusive, o áudio que abre este episódio é uma leitura, feita pelo Diêgo, de uma edição do Jornal Unitário do ano de 1961. A notícia fala justamente da remoção de comunidades para a construção da Avenida Beira Mar, em Fortaleza. No episódio, também contamos com a contribuição de Carolina Guimarães. Ela é mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Ceará. Assessora técnica popular pelo Quintau Coletivo, e trabalhou como apoio técnico da participação popular na Revisão do Plano Diretor de Fortaleza.Este episódio foi gravado no dia 02/05/2026.___________A gente faz um Jornalismo independente e crítico. Se tu curte nosso trabalho, que tal virar um apoiador? Tu pode contribuir com qualquer valor! | Chave pix: [email protected] Te alui pra não perder nenhum conteúdo extra. Avia! | Instagram: https://www.instagram.com/cuida.criatura| Newsletter: https://cuidacriatura.substack.com/| Comunidade: https://whatsapp.com/channel/0029VbC903AD8SE2tG2zR73dCréditos| Produção, roteiro e entrevista: Gabriel Matos e Karizia Marques| Apoio técnico: Bernardo Maciel e Ana Alice Freire| Edição de som: Karizia Marques
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