EPISODE · Jan 14, 2021 · 57 MIN
98 - Surf, contracultura e fascismo
from Surf de Mesa · host Flamboiar
"Surfista fascista?" Com esse título, o artigo publicado no dia 8 de janeiro pela escritora Tati Bernardi em sua coluna na Folha de S. Paulo promoveu uma pequena convulsão nas vielas virtuais das redes sociais por onde se cruzam os mais variados perfis e gerações de surfistas. Apesar do título, o artigo não se fixava somente no surf, mas também em outras áreas nas quais a autora encontra contradições entre o princípio da atividade em si e os princípios defendidos pelo atual presidente da República. Assim, ela questiona, ao longo do texto, como pode um surfista ("insurgente e livre"), um jogador de futebol ("inspirador de garotos pobres") e um clínico geral ("defensor da vida") serem apoiadores de Jair Bolsonaro.O artigo em si não aprofunda muita coisa, visto que qualquer um destes microcosmos contém em si uma representação da própria sociedade como um todo. Não são bolhas isoladas do que acontece ao seu redor. Por isso, Junior Faria, Carol Bridi e Rapha Tognini resolveram buscar os motivos pelos quais a constatação de que existem sufistas de posicionamento extremamente conservador ainda causa espanto. Como a resposta passa pela compreensão do surf como uma das manifestações da contracultura em tempos passados, este episódio do Surf de Mesa se dedica a perguntar, e tentar responder: O surf ainda é contracultura?
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"Surfista fascista?" Com esse título, o artigo publicado no dia 8 de janeiro pela escritora Tati Bernardi em sua coluna na Folha de S. Paulo promoveu uma pequena convulsão nas vielas virtuais das redes sociais por onde se cruzam os mais variados perfis e gerações de surfistas. Apesar do título, o artigo não se fixava somente no surf, mas também em outras áreas nas quais a autora encontra contradições entre o princípio da atividade em si e os princípios defendidos pelo atual presidente da República. Assim, ela questiona, ao longo do texto, como pode um surfista ("insurgente e livre"), um jogador de futebol ("inspirador de garotos pobres") e um clínico geral ("defensor da vida") serem apoiadores de Jair Bolsonaro.O artigo em si não aprofunda muita coisa, visto que qualquer um destes microcosmos contém em si uma representação da própria sociedade como um todo. Não são bolhas isoladas do que acontece ao seu redor. Por isso, Junior Faria, Carol Bridi e Rapha Tognini resolveram buscar os motivos pelos quais a constatação de que existem sufistas de posicionamento extremamente conservador ainda causa espanto. Como a resposta passa pela compreensão do surf como uma das manifestações da contracultura em tempos passados, este episódio do Surf de Mesa se dedica a perguntar, e tentar responder: O surf ainda é contracultura?
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