EPISODE · Jul 26, 2021 · 57 MIN
A Doutrina Reformada da Liberdade Cristã - Parte VIII
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CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER - CAPÍTULO XX DA LIBERDADE CRISTA E DA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA Seção I. -A liberdade que Cristo, sob o evangelho, granjeou para os crentes, consiste em serem eles libertos da culpa do pecado, da ira condenatória de Deus, da maldição da lei moral; e em serem eles libertos deste presente mundo mau, da escravidão a Satanás e do domínio do pecado, da nocividade das aflições, do aguilhão da morte, da vitória da sepultura e da condenação eterna, bem como em terem eles livre acesso a Deus, em lhe prestarem obediência, não movidos de um medo servil, mas de amor filial e de espírito voluntário. Tudo isso era comum também aos crentes sob a lei; mas, sob o Novo Testamento, a liberdade dos cristãos é muito mais ampla, estando eles livres do jugo da lei cerimonial, à qual estava sujeita a Igreja judaica, e tendo mais ousadia em seu acesso ao trono da graça e mais plenas comunicações do gracioso Espírito de Deus do que ordinária mente participavam os crentes sob a lei. Seção II. - Deus é o único Senhor da consciência, e a deixou livre das doutrinas e mandamentos humanos que, em qualquer coisa, são contrários à sua Palavra, ou que, em matéria de fé ou de culto, vão além dela. De modo que, crer em tais doutrinas, ou obedecer a tais mandamentos, por motivo de consciência, equivale a trair a verdadeira liberdade de consciência; e requer deles uma fé implícita e uma obediência absoluta e cega, equivale a destruir a liberdade de consciência e a própria razão. Seção III.- Aqueles que, sob o pretexto de liberdade cristã, praticam qualquer pecado ou toleram qualquer concupiscência, com isso destroem o propósito da liberdade cristã; pelo contrário, uma vez livres das mãos de nossos inimigos, sirvamos ao Senhor, sem medo, em santidade e justiça, diante dele, todos os dias de nossa vida. Seção IV.- Visto que os poderes que Deus ordenou, e a liberdade que Cristo comprou, não são destinados por Deus para destruir, mas para que mutuamente nos edifiquemos e preservemos uns aos outros; aqueles que, sob o pretexto de liberdade cristã, se opõem a qualquer poder legal, ou ao exercício legal do mesmo, quer civil, quer eclesiástico, resistem à ordenação de Deus." E se porventura publicarem tais opiniões, ou defenderem tais práticas, como sendo contrárias à luz da natureza, ou aos princípios conhecidos do Cristianismo, seja concernentes à fé, ao culto ou à conversação; ou ao poder da santidade; ou àquelas opiniões ou práticas errôneas, como estando em sua própria natureza, ou no modo de publicá-las ou defendê-las, são destrutivas da paz externa e da ordem que Cristo estabeleceu na Igreja, podem legalmente ser chamados a prestar contas e processados com as censuras da Igreja. ______ Confissão de Fé Westminster: Comentada por A. A. Hodge. 4ª Ed. Editora Os Puritanos, 2013, p. 353 - 358
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CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER - CAPÍTULO XX DA LIBERDADE CRISTA E DA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA Seção I. -A liberdade que Cristo, sob o evangelho, granjeou para os crentes, consiste em serem eles libertos da culpa do pecado, da ira condenatória de Deus, da maldição da lei moral; e em serem eles libertos deste presente mundo mau, da escravidão a Satanás e do domínio do pecado, da nocividade das aflições, do aguilhão da morte, da vitória da sepultura e da condenação eterna, bem como em terem eles livre acesso a Deus, em lhe prestarem obediência, não movidos de um medo servil, mas de amor filial e de espírito voluntário. Tudo isso era comum também aos crentes sob a lei; mas, sob o Novo Testamento, a liberdade dos cristãos é muito mais ampla, estando eles livres do jugo da lei cerimonial, à qual estava sujeita a Igreja judaica, e tendo mais ousadia em seu acesso ao trono da graça e mais plenas comunicações do gracioso Espírito de Deus do que ordinária mente participavam os crentes sob a lei. Seção II. - Deus é o único Senhor da consciência, e a deixou livre das doutrinas e mandamentos humanos que, em qualquer coisa, são contrários à sua Palavra, ou que, em matéria de fé ou de culto, vão além dela. De modo que, crer em tais doutrinas, ou obedecer a tais mandamentos, por motivo de consciência, equivale a trair a verdadeira liberdade de consciência; e requer deles uma fé implícita e uma obediência absoluta e cega, equivale a destruir a liberdade de consciência e a própria razão. Seção III.- Aqueles que, sob o pretexto de liberdade cristã, praticam qualquer pecado ou toleram qualquer concupiscência, com isso destroem o propósito da liberdade cristã; pelo contrário, uma vez livres das mãos de nossos inimigos, sirvamos ao Senhor, sem medo, em santidade e justiça, diante dele, todos os dias de nossa vida. Seção IV.- Visto que os poderes que Deus ordenou, e a liberdade que Cristo comprou, não são destinados por Deus para destruir, mas para que mutuamente nos edifiquemos e preservemos uns aos outros; aqueles que, sob o pretexto de liberdade cristã, se opõem a qualquer poder legal, ou ao exercício legal do mesmo, quer civil, quer eclesiástico, resistem à ordenação de Deus." E se porventura publicarem tais opiniões, ou defenderem tais práticas, como sendo contrárias à luz da natureza, ou aos princípios conhecidos do Cristianismo, seja concernentes à fé, ao culto ou à conversação; ou ao poder da santidade; ou àquelas opiniões ou práticas errôneas, como estando em sua própria natureza, ou no modo de publicá-las ou defendê-las, são destrutivas da paz externa e da ordem que Cristo estabeleceu na Igreja, podem legalmente ser chamados a prestar contas e processados com as censuras da Igreja. ______ Confissão de Fé Westminster: Comentada por A. A. Hodge. 4ª Ed. Editora Os Puritanos, 2013, p. 353 - 358
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