EPISODE · Jun 12, 2026 · 11 MIN
A estranha habilidade das esponjas marinhas.
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A estranha habilidade das esponjas marinhas que intriga cientistas e filósofos. Qual é o animal com maior capacidade de regeneração? É a esponja do mar, um ser colorido e de formas exóticas que vive no fundo dos oceanos. Sua capacidade de regeneração é tão impressionante que, mesmo se for triturada num liquidificador, ela consegue renascer. Em condições ideais, um indivíduo completo pode se reconstituir a partir de conjuntos celulares mínimos. A esponja do mar consegue renascer a partir das próprias “cinzas”. Mesmo se for esmigalhada, a esponja do mar vai se regenerar. Isso se deve, em parte, à estrutura simples de seu organismo: sem órgãos bem desenvolvidos, é formada por apenas uns 20 tipos de células polivalentes, capazes de desempenhar funções variadas (alimentação, secreção etc.). Por um mecanismo ainda não totalmente compreendido pela ciência, as células isoladas lançam projeções de seu citoplasma em busca de outras células para se agregar. Em questão de meia hora, elas conseguem se reagrupar em pequenos aglomerados celulares. Nesses agregados iniciais, as células estão simplesmente “coladas” umas às outras, sem nenhum tipo de arranjo funcional. São os coanócitos os responsáveis por retirar da água o alimento necessário para a esponja, fazendo, posteriormente, a digestão intracelular. Eles podem também transferir os alimentos aos amebócitos, que levam as substâncias para outras células. A célula especializada por capturar o alimento e fazer a digestão é chamada de coanócito, uma célula flagelada presente no corpo desses animais. Outras células envolvidas nesse processo são os amebócitos, que recebem o alimento dos coanócitos e o transportam para outras células. À medida que o número de canais e câmaras aumenta, começa a surgir o esqueleto, que pode ser constituído de colágeno, sílica ou carbonato de cálcio. Em uma semana, a esponja, ainda um “brotinho”, está novinha em folha! [...] O experimento clássico é feito com uma esponja azul e outra vermelha que, depois de passar pela malha, se tornam uma nuvem roxa de células que, nas condições adequadas e com tempo suficiente (de uma semana a 10 dias), se transformam em uma esponja azul e... outra vermelha. Assim, elas têm a capacidade de determinar o eu do não eu. As esponjas têm alguma forma de autoconsciência codificada diretamente em suas células individuais. Mas a pergunta de um milhão de dólares é se a esponja que se regenerou é a mesma esponja ou se durante esses 10 dias foi gerado um novo animal, um clone criado a partir de um que deixou de existir. É difícil saber. Depende de quanto de suas recordações e personalidade e outras coisas que pensamos que compõem o "eu" vão da esponja original para a reconstituída. Mas se acabamos de estabelecer que as esponjas não têm cérebro... então elas não devem ter personalidade ou recordações, certo? [...] E elas se lembram do que aprenderam depois de se desintegrar e reintegrar? "Boa pergunta! As populações com que os pesquisadores trabalharam aprenderam algumas coisas. Passando por processos de regeneração, por exemplo, elas se adaptaram à água doce. A questão é quantas vezes você pode pegar uma esponja, reduzi-la a células, deixá-las reagrupar, sem que deixem de ser o que eram. Fontes (textos/créditos): https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-63126056 https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/filo-porifera.htm https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-e-o-animal-com-maior-capacidade-de-regeneracao/ Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=pblCSOzzGhM Tomaso Albinoni Oboe & Violin Concerto. Classical Tunes | Música Clássica Para Todos. Imagem (créditos): https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-63126056
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A estranha habilidade das esponjas marinhas que intriga cientistas e filósofos. Qual é o animal com maior capacidade de regeneração? É a esponja do mar, um ser colorido e de formas exóticas que vive no fundo dos oceanos. Sua capacidade de regeneração é tão impressionante que, mesmo se for triturada num liquidificador, ela consegue renascer. Em condições ideais, um indivíduo completo pode se reconstituir a partir de conjuntos celulares mínimos. A esponja do mar consegue renascer a partir das próprias “cinzas”. Mesmo se for esmigalhada, a esponja do mar vai se regenerar. Isso se deve, em parte, à estrutura simples de seu organismo: sem órgãos bem desenvolvidos, é formada por apenas uns 20 tipos de células polivalentes, capazes de desempenhar funções variadas (alimentação, secreção etc.). Por um mecanismo ainda não totalmente compreendido pela ciência, as células isoladas lançam projeções de seu citoplasma em busca de outras células para se agregar. Em questão de meia hora, elas conseguem se reagrupar em pequenos aglomerados celulares. Nesses agregados iniciais, as células estão simplesmente “coladas” umas às outras, sem nenhum tipo de arranjo funcional. São os coanócitos os responsáveis por retirar da água o alimento necessário para a esponja, fazendo, posteriormente, a digestão intracelular. Eles podem também transferir os alimentos aos amebócitos, que levam as substâncias para outras células. A célula especializada por capturar o alimento e fazer a digestão é chamada de coanócito, uma célula flagelada presente no corpo desses animais. Outras células envolvidas nesse processo são os amebócitos, que recebem o alimento dos coanócitos e o transportam para outras células. À medida que o número de canais e câmaras aumenta, começa a surgir o esqueleto, que pode ser constituído de colágeno, sílica ou carbonato de cálcio. Em uma semana, a esponja, ainda um “brotinho”, está novinha em folha! [...] O experimento clássico é feito com uma esponja azul e outra vermelha que, depois de passar pela malha, se tornam uma nuvem roxa de células que, nas condições adequadas e com tempo suficiente (de uma semana a 10 dias), se transformam em uma esponja azul e... outra vermelha. Assim, elas têm a capacidade de determinar o eu do não eu. As esponjas têm alguma forma de autoconsciência codificada diretamente em suas células individuais. Mas a pergunta de um milhão de dólares é se a esponja que se regenerou é a mesma esponja ou se durante esses 10 dias foi gerado um novo animal, um clone criado a partir de um que deixou de existir. É difícil saber. Depende de quanto de suas recordações e personalidade e outras coisas que pensamos que compõem o "eu" vão da esponja original para a reconstituída. Mas se acabamos de estabelecer que as esponjas não têm cérebro... então elas não devem ter personalidade ou recordações, certo? [...] E elas se lembram do que aprenderam depois de se desintegrar e reintegrar? "Boa pergunta! As populações com que os pesquisadores trabalharam aprenderam algumas coisas. Passando por processos de regeneração, por exemplo, elas se adaptaram à água doce. A questão é quantas vezes você pode pegar uma esponja, reduzi-la a células, deixá-las reagrupar, sem que deixem de ser o que eram. Fontes (textos/créditos): https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-63126056 https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/filo-porifera.htm https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-e-o-animal-com-maior-capacidade-de-regeneracao/ Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=pblCSOzzGhM Tomaso Albinoni Oboe & Violin Concerto. Classical Tunes | Música Clássica Para Todos. Imagem (créditos): https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-63126056
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