A fragilidade da vida - Tiago 4.13-15 episode artwork

EPISODE · Dec 27, 2024 · 4 MIN

A fragilidade da vida - Tiago 4.13-15

from Fiel Devocional · host Ministério Fiel

Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. (Tg 4.13-15)A Bíblia não condena a perspicácia nos negócios ou o planejamento futuro. O que a Bíblia condena, no entanto, é uma maneira de pensar orgulhosa e egocêntrica que, intencionalmente ou não, deixa Deus fora de nossas decisões e planos futuros — uma mentalidade que pressupõe certezas que nunca nos são prometidas.Tiago nos confronta em termos inequívocos com a realidade de nosso conhecimento e compreensão finitos. Na verdade, ele nos lembra que precisamos aceitar o que não sabemos. Queremos poder planejar com semanas e meses de antecedência? Claro que queremos! Mas Tiago ressalta que não sabemos nem o que acontecerá amanhã. É o orgulho que nos leva a presumir que nossa próxima respiração está garantida.Ele então passa a nos lembrar de nossa fragilidade. O fato é que nossa vida é “como neblina que aparece por instante e logo se dissipa”. Como uma neblina matinal que paira sobre a grama e desaparece ao primeiro toque dos raios do sol, nossa vida é transitória; um dia, ela aparentemente desaparece, sem sequer um traço para ser visto pelas gerações futuras.À luz de nossa fragilidade e limitações, como devemos pensar no futuro? Tiago não apenas denuncia nosso pensamento e planejamento presunçosos, mas também fornece o antídoto. Muito simplesmente, precisamos aprender a fazer planos com humildade, reconhecendo nossa completa dependência do cuidado providencial de Deus. Nada em todo o universo — incluindo nós — continuaria a existir por uma fração de segundo à parte de Deus. Como Alec Motyer escreve: “Recebemos mais um dia não como resultado da necessidade natural, nem por lei mecânica, nem por direito, nem pela cortesia da natureza, mas pelas misericórdias pactuadas de Deus”.O amanhã não está prometido. Podemos planejar isso, mas não podemos presumir controlá-lo. Somente a misericórdia de Deus nos permite despertar para cada novo dia. O pecado da presunção é exposto como loucura quando percebemos que nossa própria vida está fundamentada nos dons sustentadores de Deus. Não podemos ignorar nossas limitações e a brevidade da vida, mas podemos permitir que essas realidades moldem e transformem nosso pensamento e nossas decisões em prol de sua glória. Portanto, considere seus planos para hoje, para amanhã, para o próximo ano e para mais adiante em sua vida. Você orou por eles? Você reconheceu que os planos dele são soberanos e que todos os seus são contingentes aos dele? Levante seus planos para ele agora e coloque-os nas mãos dele. Você não pode controlar o futuro. Mas você não precisa, pois conhece aquele que controla.

Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. (Tg 4.13-15)A Bíblia não condena a perspicácia nos negócios ou o planejamento futuro. O que a Bíblia condena, no entanto, é uma maneira de pensar orgulhosa e egocêntrica que, intencionalmente ou não, deixa Deus fora de nossas decisões e planos futuros — uma mentalidade que pressupõe certezas que nunca nos são prometidas.Tiago nos confronta em termos inequívocos com a realidade de nosso conhecimento e compreensão finitos. Na verdade, ele nos lembra que precisamos aceitar o que não sabemos. Queremos poder planejar com semanas e meses de antecedência? Claro que queremos! Mas Tiago ressalta que não sabemos nem o que acontecerá amanhã. É o orgulho que nos leva a presumir que nossa próxima respiração está garantida.Ele então passa a nos lembrar de nossa fragilidade. O fato é que nossa vida é “como neblina que aparece por instante e logo se dissipa”. Como uma neblina matinal que paira sobre a grama e desaparece ao primeiro toque dos raios do sol, nossa vida é transitória; um dia, ela aparentemente desaparece, sem sequer um traço para ser visto pelas gerações futuras.À luz de nossa fragilidade e limitações, como devemos pensar no futuro? Tiago não apenas denuncia nosso pensamento e planejamento presunçosos, mas também fornece o antídoto. Muito simplesmente, precisamos aprender a fazer planos com humildade, reconhecendo nossa completa dependência do cuidado providencial de Deus. Nada em todo o universo — incluindo nós — continuaria a existir por uma fração de segundo à parte de Deus. Como Alec Motyer escreve: “Recebemos mais um dia não como resultado da necessidade natural, nem por lei mecânica, nem por direito, nem pela cortesia da natureza, mas pelas misericórdias pactuadas de Deus”.O amanhã não está prometido. Podemos planejar isso, mas não podemos presumir controlá-lo. Somente a misericórdia de Deus nos permite despertar para cada novo dia. O pecado da presunção é exposto como loucura quando percebemos que nossa própria vida está fundamentada nos dons sustentadores de Deus. Não podemos ignorar nossas limitações e a brevidade da vida, mas podemos permitir que essas realidades moldem e transformem nosso pensamento e nossas decisões em prol de sua glória. Portanto, considere seus planos para hoje, para amanhã, para o próximo ano e para mais adiante em sua vida. Você orou por eles? Você reconheceu que os planos dele são soberanos e que todos os seus são contingentes aos dele? Levante seus planos para ele agora e coloque-os nas mãos dele. Você não pode controlar o futuro. Mas você não precisa, pois conhece aquele que controla.

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Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo...

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