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A mitologia grega como literatura

An episode of the Instituto Hugo de São Vítor podcast, hosted by Instituto Hugo de São Vitor, titled "A mitologia grega como literatura" was published on February 11, 2021 and runs 20 minutes.

February 11, 2021 ·20m · Instituto Hugo de São Vítor

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A mitologia grega não era uma religião como a concebida no cristianismo, nem a fé em seus fundamentos era a mesma fé como a concebida pelos cristãos. Como comenta o escritor Gilbert K. Chesterton em "O Homem Eterno":  "Mas quem melhor compreender os mitos perceberá mais plenamente que eles não são e nunca forma uma religião, no sentido em que o cristianismo e até mesmo o islamismo são religiões. Eles satisfazem algumas das necessidades de uma religião, principalmente a necessidade de fazer certas coisas em certas datas, a necessidade das ideias gêmeas de festividade e formalidade. Mas, embora deem ao homem um calendário, não lhe dão um credo. Não houve alguém que se levantasse e dissesse: 'Eu creio em Júpiter e em Juno e Netuno' etc, como quem se levanta e diz: 'Eu creio em Deus, Pai todo-poderoso" e o restante do credo dos Apóstolos. Muitos acreditaram em alguns mitos e não em outros, ou mais em alguns e menos em outros, ou então em qualquer um deles, mas apenas num sentido poético e muito vago. Não houve um momento em que todos os mitos foram coligidos numa ordem ortodoxa que os homens haveriam de defender lutando e enfrentando torturas." (Chesterton, "O Homem Eterno", p. 116, ed. Mundo Cristão)   Assim, ao ser posteriormente melhor elaborada, a mitologia transforma-se em literatura.  O prof. Clístenes Hafner Fernandes explica este processo, a relação da mitologia com a literatura antiga e como estudar ambas as áreas de conhecimento.

A mitologia grega não era uma religião como a concebida no cristianismo, nem a fé em seus fundamentos era a mesma fé como a concebida pelos cristãos. Como comenta o escritor Gilbert K. Chesterton em "O Homem Eterno":  "Mas quem melhor compreender os mitos perceberá mais plenamente que eles não são e nunca forma uma religião, no sentido em que o cristianismo e até mesmo o islamismo são religiões. Eles satisfazem algumas das necessidades de uma religião, principalmente a necessidade de fazer certas coisas em certas datas, a necessidade das ideias gêmeas de festividade e formalidade. Mas, embora deem ao homem um calendário, não lhe dão um credo. Não houve alguém que se levantasse e dissesse: 'Eu creio em Júpiter e em Juno e Netuno' etc, como quem se levanta e diz: 'Eu creio em Deus, Pai todo-poderoso" e o restante do credo dos Apóstolos. Muitos acreditaram em alguns mitos e não em outros, ou mais em alguns e menos em outros, ou então em qualquer um deles, mas apenas num sentido poético e muito vago. Não houve um momento em que todos os mitos foram coligidos numa ordem ortodoxa que os homens haveriam de defender lutando e enfrentando torturas." (Chesterton, "O Homem Eterno", p. 116, ed. Mundo Cristão)   Assim, ao ser posteriormente melhor elaborada, a mitologia transforma-se em literatura.  O prof. Clístenes Hafner Fernandes explica este processo, a relação da mitologia com a literatura antiga e como estudar ambas as áreas de conhecimento.

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