Amar alguém é estar à mercê daquela pessoa episode artwork

EPISODE · Aug 31, 2023 · 4 MIN

Amar alguém é estar à mercê daquela pessoa

from Psicanálise em Ato · host Adelmo Marcos Rossi

Não está errado não, a sublimação na linguagem propociona um prazer muito barato, quase não proporciona prazer nenhum, a linguagem é um tóxico diferente dos tóxicos químicos, é bom lembrar que Freud também se intoxicou com suas ideias, acreditando que tinha descoberto a pérola, que chamou de peste, que estava levando à América, até que descobriu que era megalomania infantil dele mesmo, arrastado por um Ideal do Eu que ele havia criado para ele, "Ideal do Eu" é expressão que não existia antes do artigo sobre o Narcisismo, um Ideal que eu criou para me direcionar na vida, pode ser uma cilada, eu tinha criado para mim um ideal de homem pai de família da qual eu era o responsável e que na velhice teria companhia de minha mulher, meus filhos, netos, e poderia ficar me arrastando pela casa, ter minhas fraldas, todas borradas de bosta, trocadas por meus familiares, e não seres estranhos, eis que não mais que de repente minha feminista, ganhando mais de 20 mil reais por mês, viu em seu marido um homem misógino, machista, aos 63 anos de idade expulsou-o de casa, como o Rei Lear, expulso por seus três filhos herdeiros, de modo que nesta vida tudo é desilusão, decepção, desgraça, se não matei aquela desgraçada foir porque com ela fiz um verdadeiro “curso prático de Narcisismo”, e encontrei um bom respaldo em Machado de Assis "14. Também foi dito aos homens: Não matareis a vosso irmão, nem a vosso inimigo, para que não sejais castigados. Eu digo-vos que não é preciso matar a vosso irmão para ganhardes o reino da terra; basta arrancar-lhe a última camisa" (Sermão do Diabo, 1892) ou em Freud, “o ser humano não é uma criatura branda, ávida de amor, que no máximo pode se defender, quando atacado, mas sim que ele deve incluir, entre seus dotes in stintuais, também um forte quinhão de agressividade. Em consequência disso, para ele o próximo não constitui apenas um possível colaborador e objeto sexual, mas também uma tentação para satisfazer a tendência à agressão, para explorar seu trabalho sem recompensá-lo, para dele se utilizar sexualmente contra a sua vontade, para usurpar seu patrimônio, para humilhá-lo, para infligir-lhe dor, para torturá-lo e matá-lo. Homo homini lupus [O homem é o lobo do homem]”, escreveu Freud no Mal-Estar, os dois, seguidores de Hobbes, ou melhor, da bíblia, que diz que não se deve confiar no homem de modo nenhum, menos ainda na mulher, portanto, estou em muito boa companhia.

Não está errado não, a sublimação na linguagem propociona um prazer muito barato, quase não proporciona prazer nenhum, a linguagem é um tóxico diferente dos tóxicos químicos, é bom lembrar que Freud também se intoxicou com suas ideias, acreditando que tinha descoberto a pérola, que chamou de peste, que estava levando à América, até que descobriu que era megalomania infantil dele mesmo, arrastado por um Ideal do Eu que ele havia criado para ele, "Ideal do Eu" é expressão que não existia antes do artigo sobre o Narcisismo, um Ideal que eu criou para me direcionar na vida, pode ser uma cilada, eu tinha criado para mim um ideal de homem pai de família da qual eu era o responsável e que na velhice teria companhia de minha mulher, meus filhos, netos, e poderia ficar me arrastando pela casa, ter minhas fraldas, todas borradas de bosta, trocadas por meus familiares, e não seres estranhos, eis que não mais que de repente minha feminista, ganhando mais de 20 mil reais por mês, viu em seu marido um homem misógino, machista, aos 63 anos de idade expulsou-o de casa, como o Rei Lear, expulso por seus três filhos herdeiros, de modo que nesta vida tudo é desilusão, decepção, desgraça, se não matei aquela desgraçada foir porque com ela fiz um verdadeiro “curso prático de Narcisismo”, e encontrei um bom respaldo em Machado de Assis "14. Também foi dito aos homens: Não matareis a vosso irmão, nem a vosso inimigo, para que não sejais castigados. Eu digo-vos que não é preciso matar a vosso irmão para ganhardes o reino da terra; basta arrancar-lhe a última camisa" (Sermão do Diabo, 1892) ou em Freud, “o ser humano não é uma criatura branda, ávida de amor, que no máximo pode se defender, quando atacado, mas sim que ele deve incluir, entre seus dotes in stintuais, também um forte quinhão de agressividade. Em consequência disso, para ele o próximo não constitui apenas um possível colaborador e objeto sexual, mas também uma tentação para satisfazer a tendência à agressão, para explorar seu trabalho sem recompensá-lo, para dele se utilizar sexualmente contra a sua vontade, para usurpar seu patrimônio, para humilhá-lo, para infligir-lhe dor, para torturá-lo e matá-lo. Homo homini lupus [O homem é o lobo do homem]”, escreveu Freud no Mal-Estar, os dois, seguidores de Hobbes, ou melhor, da bíblia, que diz que não se deve confiar no homem de modo nenhum, menos ainda na mulher, portanto, estou em muito boa companhia.

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