EPISODE · Nov 11, 2021 · 12 MIN
AO POVO EM FORMA DE ARTE ESPECIAL #4 - POEMAS REVOLUCIONÁRIOS PERUANOS
from A Nova Democracia · host A Nova Democracia
O Ao Povo em Forma de Arte de hoje tratará sobre poetas e combatentes do Exército Guerrilheiro Popular dirigido pelo Partido Comunista do Peru (PCP), mais especificamente sobre José Valdivia Domí (Jovaldo) e Edith Lagos Sáez, militantes históricos do PCP e heróis do proletariado peruano.JATUNSE PUKA NINA ACCHIN(Enorme chama vermelha ilumina) (1984)Poema de Jovaldo, martirizado nas luminosas trincheiras de combate de FrontónFogem as sombras, os tigres se espantamas bestas não contêmo fogo a irromper;se abrem os céuscom hinostriunfaiscem mil vendavaisse escutam rugir.Como uma estrela radiantee formosaluzindo preciosarefulge feliz;a enorme chamade chullos¹vestida;a escuridão rompendoem todo o país.Já pela terratriunfante na guerracom fúria se impõesua espada a brandir;os monstros de espumase afogamem prantose quebram de espantoao verem-se ruir.Como uma estrela radiantee formosaluzindo preciosarefulge feliz;a enorme chamade chullosvestida;a escuridão rompendoem todo o país.¹chullo: gorro tradicional peruano.O REDEMOINHO ROMPEU A CALMA - Edith Lagos (1982) Do alto de uma montanhaAo lado de uma inerte pedraAo aroma das ervas silvestrespergunto:Quando falta para que o rioAumente seu caudal?Para que tormentosamente arraseEste cruel presente.Para o sul avisto os largos caminhosE nas pampas se notam os redemoinhosPergunto aos redemoinhos:Porque se dirigem ao sul?Que querem arrasar?A iniquidade do passado Lá alojada.Retoma o caminho curvilíneo, ziguezagueante se dirige láOnde a calma já é tormentaOnde a tormenta já não quer ser calmaPedra inerte, há muito pedra, há muito inerte.Sei que o caminho, o rioA pampa e o redemoinhoMoveu seus guardados sentimentos.Não querias subir a montanhaPara ver os pampas, o caminho, o rioE o redemoinho.Porém a inércia ficou para trásIncendiados estão teus sentimentos.Erva silvestre, aroma puroTe rogo acompanhar-me em meu caminhoSerá meu bálsamo em minha tragédiaSerá meu alento em minha glória.Será minha amigaQuando crescerSobre minha tumba.Lá: que a montanha me abrigueque o rio me contesteA pampa arda,O redemoinho volte, o caminho descanseE a pedra?...A pedra lápide eterna será nelaGravada,“Tudo permanecerá”.Leia, divulgue e assine!loja.anovademocracia.com.br/assinaturas
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O Ao Povo em Forma de Arte de hoje tratará sobre poetas e combatentes do Exército Guerrilheiro Popular dirigido pelo Partido Comunista do Peru (PCP), mais especificamente sobre José Valdivia Domí (Jovaldo) e Edith Lagos Sáez, militantes históricos do PCP e heróis do proletariado peruano.JATUNSE PUKA NINA ACCHIN(Enorme chama vermelha ilumina) (1984)Poema de Jovaldo, martirizado nas luminosas trincheiras de combate de FrontónFogem as sombras, os tigres se espantamas bestas não contêmo fogo a irromper;se abrem os céuscom hinostriunfaiscem mil vendavaisse escutam rugir.Como uma estrela radiantee formosaluzindo preciosarefulge feliz;a enorme chamade chullos¹vestida;a escuridão rompendoem todo o país.Já pela terratriunfante na guerracom fúria se impõesua espada a brandir;os monstros de espumase afogamem prantose quebram de espantoao verem-se ruir.Como uma estrela radiantee formosaluzindo preciosarefulge feliz;a enorme chamade chullosvestida;a escuridão rompendoem todo o país.¹chullo: gorro tradicional peruano.O REDEMOINHO ROMPEU A CALMA - Edith Lagos (1982) Do alto de uma montanhaAo lado de uma inerte pedraAo aroma das ervas silvestrespergunto:Quando falta para que o rioAumente seu caudal?Para que tormentosamente arraseEste cruel presente.Para o sul avisto os largos caminhosE nas pampas se notam os redemoinhosPergunto aos redemoinhos:Porque se dirigem ao sul?Que querem arrasar?A iniquidade do passado Lá alojada.Retoma o caminho curvilíneo, ziguezagueante se dirige láOnde a calma já é tormentaOnde a tormenta já não quer ser calmaPedra inerte, há muito pedra, há muito inerte.Sei que o caminho, o rioA pampa e o redemoinhoMoveu seus guardados sentimentos.Não querias subir a montanhaPara ver os pampas, o caminho, o rioE o redemoinho.Porém a inércia ficou para trásIncendiados estão teus sentimentos.Erva silvestre, aroma puroTe rogo acompanhar-me em meu caminhoSerá meu bálsamo em minha tragédiaSerá meu alento em minha glória.Será minha amigaQuando crescerSobre minha tumba.Lá: que a montanha me abrigueque o rio me contesteA pampa arda,O redemoinho volte, o caminho descanseE a pedra?...A pedra lápide eterna será nelaGravada,“Tudo permanecerá”.Leia, divulgue e assine!loja.anovademocracia.com.br/assinaturas
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