EPISODE · Dec 24, 2022 · 9 MIN
As cidades podem reconstruir a natureza.
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O pensamento sobre a cidade deve incorporar as relações entre atores humanos e não humanos, como o solo, a água e a biodiversidade. O momento atual é crucial para moldar como viveremos no futuro, e profissionais da área devem propor soluções radicais para transformar as cidades em espaços de reconstrução da natureza. Segundo uma especialista em urbanismo, não é mais possível tratar o território como objeto, uma tela abstrata que pode ser rasgada por linhas desenhadas em um prancheta. O território é o sujeito: tem uma identidade, uma morfologia, uma especificidade que o torna único. Cada vez mais será preciso refletir sobre a utopia da coexistência — com as heranças do passado ou os riscos ambientais intensificados pelas mudanças climáticas do presente. Quando você começa a olhar para as cidades desse jeito — com a ideia de coexistência entre humanos e entre humanos e não humanos —, você projeta de uma maneira diferente. Nós sempre imaginamos as cidades como engrenagens de desperdício —de solos, de água de boa qualidade, de materiais etc. Portanto, a cidade como um dispositivo que produz resíduos. Acho que temos que transformar essa relação: uma cidade, com suas próprias engrenagens, que também promova restauração, regeneração, re-naturalização. Dessa forma, a própria produção do espaço da cidade pode ser um dispositivo que gera e regenera a vida. Quando você trabalha ao mesmo tempo com as duas dimensões [humanos e não humanos], você faz um projeto diferente. O urbanismo da transição não será o urbanismo feito só por instituições —será também feito com os cidadãos. Essa mudança cultural tem que afetar todos. Visões coletivas são só uma parte da solução, e certamente elas realmente funcionam em níveis diferentes e também revelam o que já está mudando e se adaptando: da construção de uma visão dos grandes problemas diante de nós até as pequenas ações, existem incentivos para construirmos momentos de elaboração comum. Fontes (textos) - créditos: "https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2021/08/cidades-podem-reconstruir-a-natureza-afirma-urbanista-italiana.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo" https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2021/08/cidades-podem-reconstruir-a-natureza-afirma-urbanista-italiana.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo https://outline.com/yeEUKk" https://outline.com/yeEUKk Imagem (créditos): "https://outline.com/yeEUKk" https://outline.com/yeEUKk Torres do Parque Eólico de Casa Nova (Bahia-Brasil) - Fotografia: Raul Spinassé. Trilha sonora (créditos): Interstellar Travel - Mark Tyner - Audio Library - Free Music (música grátis) - https://www.youtube.com/watch?v=2hWwCQFbn5Q&list=PLKCo4y0JbV2ZrcJeKQgSWg_93QYAAjpCX&index=13
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O pensamento sobre a cidade deve incorporar as relações entre atores humanos e não humanos, como o solo, a água e a biodiversidade. O momento atual é crucial para moldar como viveremos no futuro, e profissionais da área devem propor soluções radicais para transformar as cidades em espaços de reconstrução da natureza. Segundo uma especialista em urbanismo, não é mais possível tratar o território como objeto, uma tela abstrata que pode ser rasgada por linhas desenhadas em um prancheta. O território é o sujeito: tem uma identidade, uma morfologia, uma especificidade que o torna único. Cada vez mais será preciso refletir sobre a utopia da coexistência — com as heranças do passado ou os riscos ambientais intensificados pelas mudanças climáticas do presente. Quando você começa a olhar para as cidades desse jeito — com a ideia de coexistência entre humanos e entre humanos e não humanos —, você projeta de uma maneira diferente. Nós sempre imaginamos as cidades como engrenagens de desperdício —de solos, de água de boa qualidade, de materiais etc. Portanto, a cidade como um dispositivo que produz resíduos. Acho que temos que transformar essa relação: uma cidade, com suas próprias engrenagens, que também promova restauração, regeneração, re-naturalização. Dessa forma, a própria produção do espaço da cidade pode ser um dispositivo que gera e regenera a vida. Quando você trabalha ao mesmo tempo com as duas dimensões [humanos e não humanos], você faz um projeto diferente. O urbanismo da transição não será o urbanismo feito só por instituições —será também feito com os cidadãos. Essa mudança cultural tem que afetar todos. Visões coletivas são só uma parte da solução, e certamente elas realmente funcionam em níveis diferentes e também revelam o que já está mudando e se adaptando: da construção de uma visão dos grandes problemas diante de nós até as pequenas ações, existem incentivos para construirmos momentos de elaboração comum. Fontes (textos) - créditos: "https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2021/08/cidades-podem-reconstruir-a-natureza-afirma-urbanista-italiana.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo" https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2021/08/cidades-podem-reconstruir-a-natureza-afirma-urbanista-italiana.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo https://outline.com/yeEUKk" https://outline.com/yeEUKk Imagem (créditos): "https://outline.com/yeEUKk" https://outline.com/yeEUKk Torres do Parque Eólico de Casa Nova (Bahia-Brasil) - Fotografia: Raul Spinassé. Trilha sonora (créditos): Interstellar Travel - Mark Tyner - Audio Library - Free Music (música grátis) - https://www.youtube.com/watch?v=2hWwCQFbn5Q&list=PLKCo4y0JbV2ZrcJeKQgSWg_93QYAAjpCX&index=13
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