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EPISODE · Mar 17, 2024 · 1H 20M

Brasil tem de romper com a forma em que está inserido internacionalmente, alerta Márcio Pochmann

from TUTAMÉIA TV · host Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena

é um problema, mas, sem a complementação, do ponto de vista de internalizar a capacidade produção de bens manufaturados e, sobretudo, de bens e serviço digitais, o país não tem capacidade de gerar empregos decentes. Não há dúvida de que estão sendo criados empregos no Brasil. Isso está permitindo que nós reduzamos a taxa de desemprego. É ótimo o que está ocorrendo. O problema é que o perfil de emprego gerado é um emprego em geral de salários muito contidos, porque está sendo gerado em setores de baixa produtividade. Se houver uma pressão crescente para elevação do salário mínimo, nós podemos voltar à situação que ocorreu na metade do governo da presidenta Dilma, há dez anos, em que você elevava a taxa de salários e comprimia a taxa de lucros, porque são setores de baixíssima produtividade. Esse é um problema. Para que o Brasil possa gerar empregos de melhor qualidade, ele precisa romper com a forma com que hoje está participando da divisão internacional do trabalho. Porque esse tipo de emprego não dá uma perspectiva de que o futuro possa ser melhor. Lembra que hoje 40% da população vive de transferência de renda --ou seja, depende diretamente de políticas governamentais e que a população está estagnada para decrescente: "O Brasil pode chegar a 2100 com população menor do que a que tinha no ano 2000". O economista Marcio Pochmann também diz que o país precisa construir sua soberania de dados e apresenta os planos do IBGE para esse processo assim como para disseminar as informações que produz. Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena. Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...

é um problema, mas, sem a complementação, do ponto de vista de internalizar a capacidade produção de bens manufaturados e, sobretudo, de bens e serviço digitais, o país não tem capacidade de gerar empregos decentes. Não há dúvida de que estão sendo criados empregos no Brasil. Isso está permitindo que nós reduzamos a taxa de desemprego. É ótimo o que está ocorrendo. O problema é que o perfil de emprego gerado é um emprego em geral de salários muito contidos, porque está sendo gerado em setores de baixa produtividade. Se houver uma pressão crescente para elevação do salário mínimo, nós podemos voltar à situação que ocorreu na metade do governo da presidenta Dilma, há dez anos, em que você elevava a taxa de salários e comprimia a taxa de lucros, porque são setores de baixíssima produtividade. Esse é um problema. Para que o Brasil possa gerar empregos de melhor qualidade, ele precisa romper com a forma com que hoje está participando da divisão internacional do trabalho. Porque esse tipo de emprego não dá uma perspectiva de que o futuro possa ser melhor. Lembra que hoje 40% da população vive de transferência de renda --ou seja, depende diretamente de políticas governamentais e que a população está estagnada para decrescente: "O Brasil pode chegar a 2100 com população menor do que a que tinha no ano 2000". O economista Marcio Pochmann também diz que o país precisa construir sua soberania de dados e apresenta os planos do IBGE para esse processo assim como para disseminar as informações que produz. Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena. Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...

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This episode was published on March 17, 2024.

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