Café com Política | Eduardo Cunha episode artwork

EPISODE · Apr 14, 2026 · 41 MIN

Café com Política | Eduardo Cunha

from O TEMPO Podcasts · host Jornal O TEMPO

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) minimizou as resistências enfrentadas nas articulações partidárias em Minas Gerais e afirmou que a rejeição acontece porque parlamentares temem perder espaço nas chapas proporcionais para nomes com potencial eleitoral elevado. Em entrevista ao Café com Política, exibida nesta terça-feira (14/4) no canal de O TEMPO no YouTube, Cunha, que pretende disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, evitou antecipar ainda apoio a qualquer nome na corrida pelo governo mineiro, sinalizou, no entanto, simpatia pela candidatura de Marcelo Aro ao Senado, mas defendeu que seguirá a orientação do Republicanos nas eleições estaduais.“Eu estando no partido, eu vou ser obrigado a seguir o que o partido definir, mesmo que eu não goste. Então eu não vou ser indisciplinado partidariamente. Não dá para a gente ficar no partido e querer contra o partido”, afirmou o ex-deputado ao comentar uma possivel candidatura de Cleitinho (Republicanos) ao governo do Estado. Sobre a disputa ao Senado, no entanto, Cunha indicou preferência por Marcelo Aro (PP). “Aqui em Minas Gerais eu tenho, todo mundo sabe, uma relação com o Marcelo Aro, enfim, antiga. E eu pretendo, se possível, vou apoiá-lo ao Senado”.Eduardo Cunha minimiza resistências de partidos e diz que legendas rejeitam a nomes fortes por medo de perder cadeirasQuestionado sobre as dificuldades para encontrar espaço partidário em Minas, Eduardo Cunha minimizou resistências e atribuiu a rejeição ao sistema proporcional, no qual candidatos mais votados podem ameaçar a reeleição de parlamentares já mandatários. “Os partidos hoje e os deputados que estão nos partidos não querem outro deputado na legenda, senão ele corre o risco de perder o mandato”, pontuou.Sobre incômodos internos no Republicanos com sua filiação e desconfortos com Cleitinho, Cunha relativizou: “Vai ter sempre gente satisfeita com a presença, vai ter gente insatisfeita, isso sempre aconteceu em todos os lugares que eu tive e não vai ser diferente agora”, avaliou.“Minas reflete o Brasil”Cunha também rebateu críticas sobre sua candidatura em Minas Gerais e justificou a escolha do Estado como base eleitoral. Segundo ele, sua ligação com Minas se consolidou após mudança para Belo Horizonte e investimentos familiares no Estado. “ “Eu resolvi mudar minha vida política para Minas Gerais, por ser um Estado grande, um Estado que reflete a posição do país. Minas Gerais reflete o resultado do Brasil”.*“Zema fez bom trabalho, mas teve condições favoráveis”, afirma Eduardo CunhaAo analisar a gestão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Cunha avaliou positivamente o desempenho do mineiro, mas ponderou que houve fatores externos favoráveis. “Eu acho que o Romeu Zema fez um bom trabalho, embora ele teve condições favoráveis a ele para isso. O acidente de Brumadinho permitiu o ingresso de indenização no caixa do Estado, e ele teve também adiamento do pagamento da dívida com a União”, analisou.“Não há espaço para terceira via no país”, afirma Eduardo CunhaSobre a disputa presidencial de 2026, Cunha descartou espaço para candidaturas alternativas fora da polarização. “A eleição já está polarizada de uma tal maneira que, até por ser uma eleição de rejeição, ela já está definida”, afirmou o ex-deputado, que declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro à presidência. Eduardo Cunha diz não se arrepender de impeachment de Dilma: “Se pudesse, teria feito mais rápido”Figura central no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Cunha afirmou que não se arrepende da condução do processo. “Eu teria feito talvez mais rápido o impeachment. Eu não me arrependo de nada”, afirmou o ex-presidente da Câmara, que ainda sustentou que o afastamento de Dilma abriu caminho para o avanço da direita no país: “Se eu não tivesse feito o impeachment, não teria existido Bolsonaro presidente da República”.Ao comentar o programa Pé-de-Meia, Cunha comparou a iniciativa às pedaladas fiscais atribuídas a Dilma. “O Lula, com o programa Pé-de-Meia, se ele não tivesse tido uma decisão do Tribunal de Contas legitimando o que ele fez, ele poderia sofrer impeachment. Ele fez exatamente a mesma coisa que a Dilma fez”, afirmou.Eduardo Cunha sai em defesa de Hugo Motta: “Ele está preso ao consenso”Durante a entrevista, Cunha também saiu em defesa do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), após as críticas sobre falta de firmeza no comando da Casa. “Ele está cumprindo os compromissos dele. Ele pode passar às vezes a sensação de indecisão, mas não é isso. É a tentativa de conciliação”, avaliou.Ao analisar o protagonismo do Congresso no Orçamento, Cunha disse que fortalecimento do parlamento se deve a ele.  “Isso foi graças a mim, porque eu aprovei a emenda impositiva. (...) Eu fui o precursor da introdução do fortalecimento do Poder Legislativo”, disse.Caso MasterSobre o escândalo envolvendo o Banco Master, Cunha criticou a atuação do Banco Central. “A maior falha foi de fiscalização, porque jamais um Banco Central poderia deixar chegar no estágio que chegou. É impossível não ter detectado sinais”, comentou.Crise no Rio de JaneiroAo comentar a crise institucional no Rio, Cunha defendeu que a sucessão no governo estadual siga o rito constitucional. “Tem que ter uma eleição indireta pela Assembleia Legislativa para cumprir o resto do mandato. Isso é o que manda a Constituição”, afirmou.“O Rio está hoje na mão do crime fisicamente. Se não recuperar o controle físico, você não vai poder recuperar o controle político”.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) minimizou as resistências enfrentadas nas articulações partidárias em Minas Gerais e afirmou que a rejeição acontece porque parlamentares temem perder espaço nas chapas proporcionais para nomes com potencial eleitoral elevado. Em entrevista ao Café com Política, exibida nesta terça-feira (14/4) no canal de O TEMPO no YouTube, Cunha, que pretende disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, evitou antecipar ainda apoio a qualquer nome na corrida pelo governo mineiro, sinalizou, no entanto, simpatia pela candidatura de Marcelo Aro ao Senado, mas defendeu que seguirá a orientação do Republicanos nas eleições estaduais.“Eu estando no partido, eu vou ser obrigado a seguir o que o partido definir, mesmo que eu não goste. Então eu não vou ser indisciplinado partidariamente. Não dá para a gente ficar no partido e querer contra o partido”, afirmou o ex-deputado ao comentar uma possivel candidatura de Cleitinho (Republicanos) ao governo do Estado. Sobre a disputa ao Senado, no entanto, Cunha indicou preferência por Marcelo Aro (PP). “Aqui em Minas Gerais eu tenho, todo mundo sabe, uma relação com o Marcelo Aro, enfim, antiga. E eu pretendo, se possível, vou apoiá-lo ao Senado”.Eduardo Cunha minimiza resistências de partidos e diz que legendas rejeitam a nomes fortes por medo de perder cadeirasQuestionado sobre as dificuldades para encontrar espaço partidário em Minas, Eduardo Cunha minimizou resistências e atribuiu a rejeição ao sistema proporcional, no qual candidatos mais votados podem ameaçar a reeleição de parlamentares já mandatários. “Os partidos hoje e os deputados que estão nos partidos não querem outro deputado na legenda, senão ele corre o risco de perder o mandato”, pontuou.Sobre incômodos internos no Republicanos com sua filiação e desconfortos com Cleitinho, Cunha relativizou: “Vai ter sempre gente satisfeita com a presença, vai ter gente insatisfeita, isso sempre aconteceu em todos os lugares que eu tive e não vai ser diferente agora”, avaliou.“Minas reflete o Brasil”Cunha também rebateu críticas sobre sua candidatura em Minas Gerais e justificou a escolha do Estado como base eleitoral. Segundo ele, sua ligação com Minas se consolidou após mudança para Belo Horizonte e investimentos familiares no Estado. “ “Eu resolvi mudar minha vida política para Minas Gerais, por ser um Estado grande, um Estado que reflete a posição do país. Minas Gerais reflete o resultado do Brasil”.*“Zema fez bom trabalho, mas teve condições favoráveis”, afirma Eduardo CunhaAo analisar a gestão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Cunha avaliou positivamente o desempenho do mineiro, mas ponderou que houve fatores externos favoráveis. “Eu acho que o Romeu Zema fez um bom trabalho, embora ele teve condições favoráveis a ele para isso. O acidente de Brumadinho permitiu o ingresso de indenização no caixa do Estado, e ele teve também adiamento do pagamento da dívida com a União”, analisou.“Não há espaço para terceira via no país”, afirma Eduardo CunhaSobre a disputa presidencial de 2026, Cunha descartou espaço para candidaturas alternativas fora da polarização. “A eleição já está polarizada de uma tal maneira que, até por ser uma eleição de rejeição, ela já está definida”, afirmou o ex-deputado, que declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro à presidência. Eduardo Cunha diz não se arrepender de impeachment de Dilma: “Se pudesse, teria feito mais rápido”Figura central no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Cunha afirmou que não se arrepende da condução do processo. “Eu teria feito talvez mais rápido o impeachment. Eu não me arrependo de nada”, afirmou o ex-presidente da Câmara, que ainda sustentou que o afastamento de Dilma abriu caminho para o avanço da direita no país: “Se eu não tivesse feito o impeachment, não teria existido Bolsonaro presidente da República”.Ao comentar o programa Pé-de-Meia, Cunha comparou a iniciativa às pedaladas fiscais atribuídas a Dilma. “O Lula, com o programa Pé-de-Meia, se ele não tivesse tido uma decisão do Tribunal de Contas legitimando o que ele fez, ele poderia sofrer impeachment. Ele fez exatamente a mesma coisa que a Dilma fez”, afirmou.Eduardo Cunha sai em defesa de Hugo Motta: “Ele está preso ao consenso”Durante a entrevista, Cunha também saiu em defesa do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), após as críticas sobre falta de firmeza no comando da Casa. “Ele está cumprindo os compromissos dele. Ele pode passar às vezes a sensação de indecisão, mas não é isso. É a tentativa de conciliação”, avaliou.Ao analisar o protagonismo do Congresso no Orçamento, Cunha disse que fortalecimento do parlamento se deve a ele.  “Isso foi graças a mim, porque eu aprovei a emenda impositiva. (...) Eu fui o precursor da introdução do fortalecimento do Poder Legislativo”, disse.Caso MasterSobre o escândalo envolvendo o Banco Master, Cunha criticou a atuação do Banco Central. “A maior falha foi de fiscalização, porque jamais um Banco Central poderia deixar chegar no estágio que chegou. É impossível não ter detectado sinais”, comentou.Crise no Rio de JaneiroAo comentar a crise institucional no Rio, Cunha defendeu que a sucessão no governo estadual siga o rito constitucional. “Tem que ter uma eleição indireta pela Assembleia Legislativa para cumprir o resto do mandato. Isso é o que manda a Constituição”, afirmou.“O Rio está hoje na mão do crime fisicamente. Se não recuperar o controle físico, você não vai poder recuperar o controle político”.

NOW PLAYING

Café com Política | Eduardo Cunha

0:00 41:21

No transcript for this episode yet

We transcribe on demand. Request one and we'll notify you when it's ready — usually under 10 minutes.

French Your Way Jessica: Native French teacher founder of French Your Way Boost your French listening skills and test your comprehension with this one of a kind series of podcasts. Get the chance to listen to a real conversation between native speakers talking at normal speed AND customise your learning experience through carefully designed sets of questions (2 levels of difficulty) available for download at www.frenchvoicespodcast.com. All interviews also come with the transcript. French teacher Jessica interviews native speakers of French from around the world who share a bit of their life and passion. Where else would you meet in one same place a French yoga teacher based in Melbourne, a soap manufacturer from Provence, or a couple cycling around the world? The Lee Olsen Show Lee Olsen CJF I want to help you improve all areas of your life by 3 types of podcasts!👉Blood, Sweat & Blessings-Interviews of normal people that have achieved BIG things!👉Series!!! For Love of the Horse- Brad Jackman DVM & Lee Olsen CJF, how to help your horse!👉Business Tips- Proven Life Changing Business Strategies with Lee Olsen Zero Așteptări Paul Puscas Podcastul nostru, este un refugiu de pace și introspecție în tumultul cotidian și în mijlocul așteptărilor adesea nerealiste ale societății. Ne-am dedicat acest spațiu digital pentru a oferi o platformă celor care doresc să exploreze diverse perspective și să participe la discuții deschise, autentice, fără prejudecăți sau anticipații predeterminate. Fiecare episod pe care îl lansăm este o invitație la reflecție și explorare personală, acoperind o gamă largă de subiecte, de la dezvoltare personală și spiritualitate, la cultură, artă și știință, prezentate întotdeauna într-o manieră acc 🎙️Truth and Testimony the Broadcast Ray Gauthier & Adrian Scott This Podcast discusses and teaches the word of God. You will hear about world news and how it relates to bible prophecy. You will also hear interviews and testimonies from men and women of God who have devoted their lives to serving Yeshua (Jesus). Hosted by Ray Gauthier and Adrian Scott. These two long term broadcast colleagues have joined forces once again to provide you the highest quality in broadcast excellence, all for the glory of Yahweh: the God of all creation!You can see most of the podcasts uploaded here at our Youtube Channel.https://www.youtube.com/@truthandtestimonythebroadcast

Frequently Asked Questions

How long is this episode of O TEMPO Podcasts?

This episode is 41 minutes long.

When was this O TEMPO Podcasts episode published?

This episode was published on April 14, 2026.

What is this episode about?

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) minimizou as resistências enfrentadas nas articulações partidárias em Minas Gerais e afirmou que a rejeição acontece porque parlamentares temem perder espaço nas chapas...

Can I download this O TEMPO Podcasts episode?

Yes, you can download this episode by clicking the download button on the episode player, or subscribe to the podcast in your preferred podcast app for automatic downloads.
URL copied to clipboard!