EPISODE · Jan 24, 2023 · 6 MIN
Carta aos Hebreus 10,1-10 (com reflexão)
from OUVIR E REFLETIR · host REINALDO ROCHA
Carta aos Hebreus 10,1-10 Irmãos, [1] a Lei possui apenas o esboço dos bens futuros e não o modelo real das coisas. Também, com os seus sacrifícios sempre iguais e sem desistência repetidos cada ano, ela é totalmente incapaz de levar à perfeição aqueles que se aproximam para oferecê-los. [2] Se não fosse assim, não se teria deixado de oferecê-los, se os que prestam culto, uma vez purificados, já não tivessem nenhuma consciência dos pecados? [3] Mas, ao contrário, é por meio destes sacrifícios que, anualmente, se renova a memória dos pecados, [4] pois é impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes. [5] Por isso, ao entrar no mundo, Cristo afirma: "Tu não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo. [6] Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. [7] Por isso eu disse: Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade. [8] Depois de dizer: Tu não quiseste nem te agradaram vítimas, oferendas, holocaustos, sacrifícios pelo pecado - coisas oferecidas segundo a Lei - [9] ele acrescenta: Eu vim para fazer a tua vontade. Com isso, suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo. [10] É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas. Palavra do Senhor. REFLEXÃO A antiga Lei prescrevia complexos ritos de purificação e exigia a repetida oferta de vítimas em sacrifício: sangue de touros e de bodes. Esses sacrifícios mantinham viva a consciência de pecado no povo, mas eram insuficientes para extirpar esse pecado e reconduzir o povo à liberdade. Um rito exterior não pode curar automaticamente uma ferida interior que tem origem na desobediência a Deus, na soberba rebelião contra a sua vontade. Depois da queda dos nossos primeiros pais, a natureza humana é inclinada para o mal e, de fato, a inclinação torna-se pecado realizado que, por sua vez, torna cada vez mais fáceis novas quedas. Daí decorre um estado de escravidão permanente. Jesus veio ao mundo para percorrer, por primeiro, o caminho de regresso ao Pai, abrindo também aos homens esse caminho, que é o único que leva à salvação. Sendo Filho de Deus, abaixou-Se à condição humana e fez-se obediente até à morte de cruz. Fomos santificados graças à sua entrega sacrificial obediente, e não a determinados sacrifícios ou práticas rituais. Fala-se da oblação do corpo e não do sangue de Cristo. A palavra corpo é utilizada devido à expressão do Salmo: preparaste-me um corpo. Esta oblação inclui, na só a oferta no momento da Encarnação - ao entrar no mundo - mas a entrega de toda a sua vida ao serviço da vontade de Deus. Essa entrega culminou na cruz. Quer quando se fala do corpo, como quando se menciona o sangue, o que está em causa é a total auto entrega de Cristo.
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Carta aos Hebreus 10,1-10 Irmãos, [1] a Lei possui apenas o esboço dos bens futuros e não o modelo real das coisas. Também, com os seus sacrifícios sempre iguais e sem desistência repetidos cada ano, ela é totalmente incapaz de levar à perfeição aqueles que se aproximam para oferecê-los. [2] Se não fosse assim, não se teria deixado de oferecê-los, se os que prestam culto, uma vez purificados, já não tivessem nenhuma consciência dos pecados? [3] Mas, ao contrário, é por meio destes sacrifícios que, anualmente, se renova a memória dos pecados, [4] pois é impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes. [5] Por isso, ao entrar no mundo, Cristo afirma: "Tu não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo. [6] Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. [7] Por isso eu disse: Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade. [8] Depois de dizer: Tu não quiseste nem te agradaram vítimas, oferendas, holocaustos, sacrifícios pelo pecado - coisas oferecidas segundo a Lei - [9] ele acrescenta: Eu vim para fazer a tua vontade. Com isso, suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo. [10] É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas. Palavra do Senhor. REFLEXÃO A antiga Lei prescrevia complexos ritos de purificação e exigia a repetida oferta de vítimas em sacrifício: sangue de touros e de bodes. Esses sacrifícios mantinham viva a consciência de pecado no povo, mas eram insuficientes para extirpar esse pecado e reconduzir o povo à liberdade. Um rito exterior não pode curar automaticamente uma ferida interior que tem origem na desobediência a Deus, na soberba rebelião contra a sua vontade. Depois da queda dos nossos primeiros pais, a natureza humana é inclinada para o mal e, de fato, a inclinação torna-se pecado realizado que, por sua vez, torna cada vez mais fáceis novas quedas. Daí decorre um estado de escravidão permanente. Jesus veio ao mundo para percorrer, por primeiro, o caminho de regresso ao Pai, abrindo também aos homens esse caminho, que é o único que leva à salvação. Sendo Filho de Deus, abaixou-Se à condição humana e fez-se obediente até à morte de cruz. Fomos santificados graças à sua entrega sacrificial obediente, e não a determinados sacrifícios ou práticas rituais. Fala-se da oblação do corpo e não do sangue de Cristo. A palavra corpo é utilizada devido à expressão do Salmo: preparaste-me um corpo. Esta oblação inclui, na só a oferta no momento da Encarnação - ao entrar no mundo - mas a entrega de toda a sua vida ao serviço da vontade de Deus. Essa entrega culminou na cruz. Quer quando se fala do corpo, como quando se menciona o sangue, o que está em causa é a total auto entrega de Cristo.
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