EPISODE · Jan 27, 2023 · 5 MIN
Carta aos Hebreus 10,32-39 (com reflexão)
from OUVIR E REFLETIR · host REINALDO ROCHA
Carta aos Hebreus 10,32-39 Irmãos, [32] lembrai-vos dos primeiros dias, quando, apenas iluminados, suportastes longas e dolorosas lutas. [33] Às vezes, éreis apresentados como espetáculo, debaixo de injúrias e tribulações; outras vezes, vos tornáveis solidários dos que assim eram tratados. [34] Com efeito, participastes dos sofrimentos dos prisioneiros e aceitastes com alegria o confisco dos vossos bens, na certeza de possuir uma riqueza melhor e mais durável. [35] Não abandoneis, pois, a vossa coragem, que merece grande recompensa. [36] De fato, precisais de perseverança para cumprir a vontade de Deus e alcançar o que ele prometeu. [37] Porque ainda bem pouco tempo, e aquele que deve vir, virá e não tardará. [38] O meu justo viverá por causa de sua fidelidade, mas, se esmorecer, não encontrarei mais satisfação nele. [39] Nós não somos desertores, para a perdição. Somos homens da fé, para a salvação da alma. Palavra do Senhor. REFLEXÃO O texto contrapõe o “somos” e o “não somos”, cujos valores que definem quem é quem são absolutamente excludentes e opostos: os valores perecíveis desertores e perdição e os valores eternos de fé e vida. O universo da fé cristã gira ao redor deste princípio bíblico: ou desertores e pedidos ou fé e vida. Não há alternativas. Se esta radicalidade de opostos e excludentes fere suscetibilidades humanas, Deus coloca tudo no seu devido lugar. Nos versículos precedentes o autor lembra a fidelidade dos crentes, experimentada com grandes sacrifícios, não como um destino sádico ao qual não há como fugir ou como uma bagagem que garante o prêmio de consolação da vida eterna, mas especificamente para ‘realizar a vontade de Deus, que é o que realmente interessa, afinal de contas. Os cristãos não vivem num mundo ideal, mas realizam a vontade de Deus, justamente porque é interesse de Deus Promover a vida entre os seres humanos também aqui na terra. Mas realizam a vontade de Deus acima de tudo, para que todas as pessoas possam ‘ganhar a vida’, como elas mesmas a ganharão por sua fidelidade ao projeto de Deus. Entre os cristão não há suscetibilidades feridas com a ‘informação’ de que os crentes ganharão a vida, não como uma recompensa pela fidelidade, mas como uma dádiva exclusiva da graça de Deus. É pela fé na obra de Cristo, sua morte e ressurreição, que nos é garantida a vida eterna. E é nesta graça que se baseia nosso propósito de não sermos desertores para a perdição, mas gente de fé para a salvação.
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Carta aos Hebreus 10,32-39 Irmãos, [32] lembrai-vos dos primeiros dias, quando, apenas iluminados, suportastes longas e dolorosas lutas. [33] Às vezes, éreis apresentados como espetáculo, debaixo de injúrias e tribulações; outras vezes, vos tornáveis solidários dos que assim eram tratados. [34] Com efeito, participastes dos sofrimentos dos prisioneiros e aceitastes com alegria o confisco dos vossos bens, na certeza de possuir uma riqueza melhor e mais durável. [35] Não abandoneis, pois, a vossa coragem, que merece grande recompensa. [36] De fato, precisais de perseverança para cumprir a vontade de Deus e alcançar o que ele prometeu. [37] Porque ainda bem pouco tempo, e aquele que deve vir, virá e não tardará. [38] O meu justo viverá por causa de sua fidelidade, mas, se esmorecer, não encontrarei mais satisfação nele. [39] Nós não somos desertores, para a perdição. Somos homens da fé, para a salvação da alma. Palavra do Senhor. REFLEXÃO O texto contrapõe o “somos” e o “não somos”, cujos valores que definem quem é quem são absolutamente excludentes e opostos: os valores perecíveis desertores e perdição e os valores eternos de fé e vida. O universo da fé cristã gira ao redor deste princípio bíblico: ou desertores e pedidos ou fé e vida. Não há alternativas. Se esta radicalidade de opostos e excludentes fere suscetibilidades humanas, Deus coloca tudo no seu devido lugar. Nos versículos precedentes o autor lembra a fidelidade dos crentes, experimentada com grandes sacrifícios, não como um destino sádico ao qual não há como fugir ou como uma bagagem que garante o prêmio de consolação da vida eterna, mas especificamente para ‘realizar a vontade de Deus, que é o que realmente interessa, afinal de contas. Os cristãos não vivem num mundo ideal, mas realizam a vontade de Deus, justamente porque é interesse de Deus Promover a vida entre os seres humanos também aqui na terra. Mas realizam a vontade de Deus acima de tudo, para que todas as pessoas possam ‘ganhar a vida’, como elas mesmas a ganharão por sua fidelidade ao projeto de Deus. Entre os cristão não há suscetibilidades feridas com a ‘informação’ de que os crentes ganharão a vida, não como uma recompensa pela fidelidade, mas como uma dádiva exclusiva da graça de Deus. É pela fé na obra de Cristo, sua morte e ressurreição, que nos é garantida a vida eterna. E é nesta graça que se baseia nosso propósito de não sermos desertores para a perdição, mas gente de fé para a salvação.
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Carta aos Hebreus 10,32-39 (com reflexão)
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