EPISODE · Jan 17, 2023 · 5 MIN
Carta aos Hebreus 6,10-20 (com reflexão)
from OUVIR E REFLETIR · host REINALDO ROCHA
Carta aos Hebreus 6,10-20 Irmãos, [10] Deus não é injusto, para esquecer aquilo que estais fazendo e a caridade que demostrastes em seu nome, servindo e continuando a servir os santos. [11] Mas desejamos que cada um de vós mostre até ao fim este mesmo empenho pela plena realização da esperança, [12] para não serdes lentos à compreensão, mas imitadores daqueles que, pela fé e a perseverança, se tornam herdeiros das promessas. [13] Pois quando Deus fez a promessa a Abraão, não havendo alguém maior por quem jurar, jurou por si mesmo, [14] dizendo: "Eu te cumularei de bênçãos e te multiplicarei em grande número". [15] E assim, Abraão foi perseverante e alcançou a promessa. [16] Os homens juram, de fato, por alguém mais importante, e a garantia do juramento põe fim a qualquer contestação. [17] Por isso, querendo Deus mostrar, com mais firmeza, aos herdeiros da promessa, o caráter irrevogável da sua decisão, interveio com um juramento. [18] Assim, por meio de dois atos irrevogáveis, nos quais não pode haver mentira por parte de Deus, encontramos profunda consolação, nós que tudo deixamos para conseguir a esperança proposta. [19] A esperança, com efeito, é para nós qual âncora da vida, segura e firme, penetrando para além da cortina do santuário, [20] aonde Jesus entrou por nós, como precursor, feito sumo sacerdote eterno na ordem de Melquisedec. Palavra do Senhor. Reflexão O autor da carta aos Hebreus fixa a sua atenção nos perigos que ameaçavam os seus leitores, talvez a perseguição durante a qual havia sempre alguém que acabava por cair na apostasia. Dai a exortação à fidelidade e o apontar do prémio e sua garantia. Foi-nos oferecida uma grande esperança, uma esperança segura e firme que nos faz penetrar nos céus com Jesus, que é para nós Caminho para o Pai. Jesus é o Sumo sacerdote - prefigurado em Melquisedec - que penetrou no santuário, isto é, nos céus, e está sentado à direita do Pai sempre a interceder por nós. ‘Nós os que procurámos refúgio em Deus, agarrando-nos à esperança proposta’ vemos realizada em Jesus a nossa aspiração. Assim verificamos que Deus, que prometeu recompensar toda a obra de bem, como Jesus nos revelou, é verdadeiro e bom. Um simples copo de água, dado em seu nome, não ficará sem recompensa. Deus ‘não é injusto’ e não esquece o que se faz aos irmãos na fé, por seu amor. Há que não ceder à preguiça e imitar os Patriarcas, especialmente Abraão, nosso pai na fé, e perseverar até à realização das promessas, particularmente a de alcançarmos o Senhor Jesus na sua glória. As promessas e o juramento feitos a Abraão são válidos também para nós. É esta a esperança segura, o princípio do otimismo e da coragem para permanecer na fé, âncora da alma.
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Carta aos Hebreus 6,10-20 Irmãos, [10] Deus não é injusto, para esquecer aquilo que estais fazendo e a caridade que demostrastes em seu nome, servindo e continuando a servir os santos. [11] Mas desejamos que cada um de vós mostre até ao fim este mesmo empenho pela plena realização da esperança, [12] para não serdes lentos à compreensão, mas imitadores daqueles que, pela fé e a perseverança, se tornam herdeiros das promessas. [13] Pois quando Deus fez a promessa a Abraão, não havendo alguém maior por quem jurar, jurou por si mesmo, [14] dizendo: "Eu te cumularei de bênçãos e te multiplicarei em grande número". [15] E assim, Abraão foi perseverante e alcançou a promessa. [16] Os homens juram, de fato, por alguém mais importante, e a garantia do juramento põe fim a qualquer contestação. [17] Por isso, querendo Deus mostrar, com mais firmeza, aos herdeiros da promessa, o caráter irrevogável da sua decisão, interveio com um juramento. [18] Assim, por meio de dois atos irrevogáveis, nos quais não pode haver mentira por parte de Deus, encontramos profunda consolação, nós que tudo deixamos para conseguir a esperança proposta. [19] A esperança, com efeito, é para nós qual âncora da vida, segura e firme, penetrando para além da cortina do santuário, [20] aonde Jesus entrou por nós, como precursor, feito sumo sacerdote eterno na ordem de Melquisedec. Palavra do Senhor. Reflexão O autor da carta aos Hebreus fixa a sua atenção nos perigos que ameaçavam os seus leitores, talvez a perseguição durante a qual havia sempre alguém que acabava por cair na apostasia. Dai a exortação à fidelidade e o apontar do prémio e sua garantia. Foi-nos oferecida uma grande esperança, uma esperança segura e firme que nos faz penetrar nos céus com Jesus, que é para nós Caminho para o Pai. Jesus é o Sumo sacerdote - prefigurado em Melquisedec - que penetrou no santuário, isto é, nos céus, e está sentado à direita do Pai sempre a interceder por nós. ‘Nós os que procurámos refúgio em Deus, agarrando-nos à esperança proposta’ vemos realizada em Jesus a nossa aspiração. Assim verificamos que Deus, que prometeu recompensar toda a obra de bem, como Jesus nos revelou, é verdadeiro e bom. Um simples copo de água, dado em seu nome, não ficará sem recompensa. Deus ‘não é injusto’ e não esquece o que se faz aos irmãos na fé, por seu amor. Há que não ceder à preguiça e imitar os Patriarcas, especialmente Abraão, nosso pai na fé, e perseverar até à realização das promessas, particularmente a de alcançarmos o Senhor Jesus na sua glória. As promessas e o juramento feitos a Abraão são válidos também para nós. É esta a esperança segura, o princípio do otimismo e da coragem para permanecer na fé, âncora da alma.
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