EPISODE · Jan 20, 2023 · 5 MIN
Carta aos Hebreus 8,6-13 (com reflexão)
from OUVIR E REFLETIR · host REINALDO ROCHA
Carta aos Hebreus 8,6-13 Irmãos, [6] agora, Cristo possui um ministério superior. Pois ele é o mediador de uma aliança bem melhor, baseada em promessas melhores. [7] De fato, se a primeira aliança fosse sem defeito, não se procuraria estabelecer uma segunda. [8] Com efeito, Deus adverte: "Dias virão, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma nova aliança. [9] Não como a aliança que eu fiz com os seus pais, no dia em que os conduzi pela mão para fazê-los sair da terra do Egito. Pois eles não permaneceram fiéis à minha aliança; por isso, me desinteressei deles, diz o Senhor. [10] Eis a aliança que estabelecerei com o povo de Israel, depois daqueles dias - diz o Senhor: colocarei minhas leis na sua mente e as gravarei no seu coração, e serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. [11] Ninguém mais ensinará o seu próximo, e nem o seu irmão, dizendo: 'Conhece o Senhor!'. Porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior. [12] Porque terei misericórdia das suas faltas, e não me lembrarei mais dos seus pecados". [13] Assim, ao falar de nova aliança, declarou velha a primeira. Ora, o que envelhece e se torna antiquado está prestes a desaparecer. Palavra do Senhor. Reflexão Depois de centrar a atenção no sacerdócio de Cristo, o autor da Carta aos Hebreus passa para o tema da Nova Aliança. Um sacerdócio novo implica uma lei nova. Por sua vez, uma lei nova implica uma aliança nova, uma aliança que substitua a antiga. Jesus é o mediador dessa nova aliança: ’este cálice é a nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós’, disse o Senhor na última Ceia. Em cada eucaristia, no momento da consagração, revivemos admirados e comovidos o mistério da ‘Aliança nova’: ‘Este é o cálice do meu Sangue, do Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados’. O autor detém-se a descrever a ‘aliança nova’ servindo-se de Jr 31. Com a ‘aliança nova’, Deus ultrapassa a Aliança antiga, que fora selada por ritos exteriores. O povo quebrou essa aliança. Mas Deus não se rendeu e estipulou outra aliança destinada a penetrar no íntimo do homem, na sua mente e no seu coração. Deus nunca desiste de se dar a conhecer ao homem nem de ser por ele amado. Na Aliança nova, finalmente, cada um ‘conhecerá’, isto é amará Aquele que é misericórdia e perdão. A cruz do seu Filho muito amado, Jesus, será o lugar da suprema manifestação de Deus.
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Carta aos Hebreus 8,6-13 Irmãos, [6] agora, Cristo possui um ministério superior. Pois ele é o mediador de uma aliança bem melhor, baseada em promessas melhores. [7] De fato, se a primeira aliança fosse sem defeito, não se procuraria estabelecer uma segunda. [8] Com efeito, Deus adverte: "Dias virão, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma nova aliança. [9] Não como a aliança que eu fiz com os seus pais, no dia em que os conduzi pela mão para fazê-los sair da terra do Egito. Pois eles não permaneceram fiéis à minha aliança; por isso, me desinteressei deles, diz o Senhor. [10] Eis a aliança que estabelecerei com o povo de Israel, depois daqueles dias - diz o Senhor: colocarei minhas leis na sua mente e as gravarei no seu coração, e serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. [11] Ninguém mais ensinará o seu próximo, e nem o seu irmão, dizendo: 'Conhece o Senhor!'. Porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior. [12] Porque terei misericórdia das suas faltas, e não me lembrarei mais dos seus pecados". [13] Assim, ao falar de nova aliança, declarou velha a primeira. Ora, o que envelhece e se torna antiquado está prestes a desaparecer. Palavra do Senhor. Reflexão Depois de centrar a atenção no sacerdócio de Cristo, o autor da Carta aos Hebreus passa para o tema da Nova Aliança. Um sacerdócio novo implica uma lei nova. Por sua vez, uma lei nova implica uma aliança nova, uma aliança que substitua a antiga. Jesus é o mediador dessa nova aliança: ’este cálice é a nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós’, disse o Senhor na última Ceia. Em cada eucaristia, no momento da consagração, revivemos admirados e comovidos o mistério da ‘Aliança nova’: ‘Este é o cálice do meu Sangue, do Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados’. O autor detém-se a descrever a ‘aliança nova’ servindo-se de Jr 31. Com a ‘aliança nova’, Deus ultrapassa a Aliança antiga, que fora selada por ritos exteriores. O povo quebrou essa aliança. Mas Deus não se rendeu e estipulou outra aliança destinada a penetrar no íntimo do homem, na sua mente e no seu coração. Deus nunca desiste de se dar a conhecer ao homem nem de ser por ele amado. Na Aliança nova, finalmente, cada um ‘conhecerá’, isto é amará Aquele que é misericórdia e perdão. A cruz do seu Filho muito amado, Jesus, será o lugar da suprema manifestação de Deus.
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