EPISODE · Oct 25, 2022 · 6 MIN
Carta de São Paulo aos Efésios 5,21-33 (com reflexão)
from OUVIR E REFLETIR · host REINALDO ROCHA
1ª Leitura - Carta de São Paulo aos Efésios 5,21-33 Irmãos, [21] vós que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. [22] As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. [23] Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. [24] Mas como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos. [25] Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. [26] Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. [27] Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga, nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. [28] Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. [29] Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; [30] e nós somos membros do seu corpo! [31] Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. [32] Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja. [33] Em todo caso, cada um, no que lhe toca, deve amar a sua mulher como a si mesmo; e a mulher deve respeitar o seu marido. Palavra do Senhor. Reflexão Paulo falou demoradamente da vida nova em Cristo. Agora vai falar das relações familiares e logo nos oferece uma chave de leitura para toda a secção: unido a Cristo pelo batismo, o cristão orienta toda a sua vida para o serviço e para a obediência. Hoje ouvimos a sua palavra sobre a relação marido-mulher: Como Cristo ama a Igreja, se entrega totalmente a ela, e a cobre de cuidados e atenções, assim o marido deve fazer com a sua mulher; como a Igreja responde ao amor de Cristo com a obediência e a submissão, assim a mulher deve fazer em relação ao seu marido. O amor de Cristo pela Igreja é, pois, modelo do amor conjugal. É o grande mistério que o Apóstolo anuncia. As exortações são iluminadas e motivadas por alusões ao batismo. No batismo, Cristo mostrou o seu amor pela Igreja, tornando-a pura, esposa digna. Nada pode ofuscar a sua beleza ou ser pretexto para o repúdio. Cristo é o garantidor da fidelidade. A exortação dirigida ao marido, para que ame a mulher, é valorizada pelo exemplo do corpo: a mulher é parte do corpo do marido, uma vez que o matrimônio fez deles uma só carne, tal como a Igreja é parte do único corpo de Cristo. ‘Alimentar’ e ‘cuidar’ são ações do amor que tutela a vida. A insistência na submissão da esposa deve entender-se no contexto da sociedade patriarcal, em que a supremacia do homem era indiscutível, e a mulher era considerada propriedade do marido. Com o paralelismo das relações marido-mulher, Igreja-Cristo, a concepção patriarcal assume uma nova tonalidade: a submissão ao marido, repetidamente exortado a amar a mulher, parece assumir o significado de uma resposta ao amor oferecido, mais do que uma passiva sujeição a uma autoridade de que se reconhece o direito natural.
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1ª Leitura - Carta de São Paulo aos Efésios 5,21-33 Irmãos, [21] vós que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. [22] As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. [23] Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. [24] Mas como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos. [25] Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. [26] Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. [27] Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga, nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. [28] Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. [29] Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; [30] e nós somos membros do seu corpo! [31] Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. [32] Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja. [33] Em todo caso, cada um, no que lhe toca, deve amar a sua mulher como a si mesmo; e a mulher deve respeitar o seu marido. Palavra do Senhor. Reflexão Paulo falou demoradamente da vida nova em Cristo. Agora vai falar das relações familiares e logo nos oferece uma chave de leitura para toda a secção: unido a Cristo pelo batismo, o cristão orienta toda a sua vida para o serviço e para a obediência. Hoje ouvimos a sua palavra sobre a relação marido-mulher: Como Cristo ama a Igreja, se entrega totalmente a ela, e a cobre de cuidados e atenções, assim o marido deve fazer com a sua mulher; como a Igreja responde ao amor de Cristo com a obediência e a submissão, assim a mulher deve fazer em relação ao seu marido. O amor de Cristo pela Igreja é, pois, modelo do amor conjugal. É o grande mistério que o Apóstolo anuncia. As exortações são iluminadas e motivadas por alusões ao batismo. No batismo, Cristo mostrou o seu amor pela Igreja, tornando-a pura, esposa digna. Nada pode ofuscar a sua beleza ou ser pretexto para o repúdio. Cristo é o garantidor da fidelidade. A exortação dirigida ao marido, para que ame a mulher, é valorizada pelo exemplo do corpo: a mulher é parte do corpo do marido, uma vez que o matrimônio fez deles uma só carne, tal como a Igreja é parte do único corpo de Cristo. ‘Alimentar’ e ‘cuidar’ são ações do amor que tutela a vida. A insistência na submissão da esposa deve entender-se no contexto da sociedade patriarcal, em que a supremacia do homem era indiscutível, e a mulher era considerada propriedade do marido. Com o paralelismo das relações marido-mulher, Igreja-Cristo, a concepção patriarcal assume uma nova tonalidade: a submissão ao marido, repetidamente exortado a amar a mulher, parece assumir o significado de uma resposta ao amor oferecido, mais do que uma passiva sujeição a uma autoridade de que se reconhece o direito natural.
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