EP 6 - Da morte ontológica da arte ao Karaoke Bar nos escombros episode artwork

EPISODE · Jan 28, 2026 · 1H 27M

EP 6 - Da morte ontológica da arte ao Karaoke Bar nos escombros

from Intempérie · host Elagabal Aurelius Keiser e Soraia Simões de Andrade

A “morte da arte” não implica que os ditos “artistas” venham a cessar a sua actividade industrial, essa produção de insólitas mercadorias para decoração dos apartamentos vazios e alvíssimos de Manhattan, e dos salões também brancos das galerias, ou performances e eventos para animar a black box do centro cultural da esquina. Todavia, a arte perdeu o seu lugar de privilégio: pouco revela sobre a verdade (Hegel), não orienta as alminhas deste purgatório para o além ideal (Platão), já não progride segundo narrativa temporal provida de τέλος (Danto) e deixou de conseguir ser ponto de fuga ao mercado, à alienação e ao circuito controlado e totalitário das imagens (Baudrillard). Tentaremos aqui também esboçar os prolegómenos a toda a ilusão contemporânea e futura: a fé supersticiosa de que ainda podemos ser “artistas”, quando a realidade é apenas de gestão burocrática das visibilidades e dos regimes de escuta. Bibliografia Hegel - Lições sobre a Estética Adorno - Teoria Estética Arthur C. Danto - Depois da morte da arte Jean Baudrillard - A Conspiração da Arte Foucault - A Hermenêutica do Sujeito Boris Groys - O poder da Arte Rosi Braidotti - O conhecimento Pós-humano Yuk Hui - Sobre a existência de objectos digitais Jerrold Levinson - Reagir com emoção à arte

A “morte da arte” não implica que os ditos “artistas” venham a cessar a sua actividade industrial, essa produção de insólitas mercadorias para decoração dos apartamentos vazios e alvíssimos de Manhattan, e dos salões também brancos das galerias, ou performances e eventos para animar a black box do centro cultural da esquina. Todavia, a arte perdeu o seu lugar de privilégio: pouco revela sobre a verdade (Hegel), não orienta as alminhas deste purgatório para o além ideal (Platão), já não progride segundo narrativa temporal provida de τέλος (Danto) e deixou de conseguir ser ponto de fuga ao mercado, à alienação e ao circuito controlado e totalitário das imagens (Baudrillard). Tentaremos aqui também esboçar os prolegómenos a toda a ilusão contemporânea e futura: a fé supersticiosa de que ainda podemos ser “artistas”, quando a realidade é apenas de gestão burocrática das visibilidades e dos regimes de escuta. Bibliografia Hegel - Lições sobre a Estética Adorno - Teoria Estética Arthur C. Danto - Depois da morte da arte Jean Baudrillard - A Conspiração da Arte Foucault - A Hermenêutica do Sujeito Boris Groys - O poder da Arte Rosi Braidotti - O conhecimento Pós-humano Yuk Hui - Sobre a existência de objectos digitais Jerrold Levinson - Reagir com emoção à arte

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A “morte da arte” não implica que os ditos “artistas” venham a cessar a sua actividade industrial, essa produção de insólitas mercadorias para decoração dos apartamentos vazios e alvíssimos de Manhattan, e dos salões também brancos das galerias, ou...

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