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EPISODE · Apr 25, 2022 · 38 MIN

Feminismos de Terreiros

from Segundas Feministas · host GT Gênero ANPUH Brasil

APRESENTAÇÃO A expansão e consolidação do Catolicismo como religião hegemônica do Brasil não se fez somente pela imposição, mas dependeu em grande parte da atuação de mulheres negras (brasileiras e africanas) na condução da religiosidade popular. Elas se organizavam, ora por meio da adesão híbrida ao catolicismo, como nas irmandades e grupos de Congadas, ora por meio da manutenção da espiritualidade ancestral africana nos terreiros. Os terreiros comandados por elas se tornaram, por sua vez, um espaço de constituição de redes de sociabilidade, solidariedade e ajuda mútua. Neles as mulheres negras criaram canais de comunicação política que ultrapassaram a colonização, perdurando nos dias atuais, através da atuação das mães de santo, rainhas dos festejos populares e congadeiras, benzedeiras, dentre outras formas de atuação. Nossa convidada de hoje, a pesquisadora Thais Marinho, considera essas ações coletivas, específicas de mulheres negras ligadas à religiosidade popular, um movimento social que está sendo nomeado lindamente por Feminismos de Terreiros. No Segundas Feministas de hoje vamos conversar com a Thais sobre a importância da atuação de mulheres negras no catolicismo popular e conhecer os feminismos de terreiros praticados por elas. Thais Marinho é pós-doutoranda em História pela UFMG, doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB); é coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História da PUC Goiás e editora da Revista Mosaico; atua como pesquisadora do Grupo de Pesquisa Cultura, Memória e Desenvolvimento-CMD (CNPQ/UnB), é líder do Grupo de Pesquisa Memória Social e Subjetividade (CNPQ/PUC Goiás) e membro co-fundadora da Rede Latino Americana e Caribenha de pesquisas sobre Feminismos de Terreiros – RELFET. Realiza pesquisas sobre economia criativa e solidária, subjetividade, multiculturalismo, relações étnico-raciais e de gênero, pós-modernidade, educação, globalização, consumo, identidade, cultura, trabalho, territorialidade, políticas públicas. É autora, dentre outros trabalhos, do livro Kalunga: os donos da terra (2019). FICHA TÉCNICA: Segundas Feministas Episódio 93: Feminismos de Terreiros Convidada: Profa. Thais Alves Marinho (PUC-GO) Equipe de Produção (projeto e execução): Direção Geral e Coordenação: Andréa Bandeira (UPE) Direção executiva: Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Pesquisa e Roteiro: Cláudia Maia (Unimontes), Andréa Bandeira (UPE), Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Locução: Andréa Bandeira (UPE); Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Voz: Indiara Launa Teodoro (UPE) Edição de áudio: Andréa Bandeira (UPE), Natália Oliveira (UPE) e Indiara Launa Teodoro (UPE) Pesquisa gráfica, Arte e Social media: Kaoana Sopelsa (UFGD), Maria Clara de Oliveira (Unimontes), Natália Oliveira (UPE), Sthefany Ribeiro e Ingrid Damásio (Unimontes-MG) Coordenação de Educação: Natália Cavalcanti (IFPA) Colaboração: Cláudia Maia (Unimontes-MG) Trilha sonora: Ekena, Todxs Putxs (2017). Realização e apoio: Universidade de Pernambuco/NUPECS; GT GÊNERO ANPUH Brasil; PPGH da Universidade Estadual de Montes Claros e ANPUH Brasil. País/Ano: Brasil, Ano II, 2021. www.instagram.com/segundasfeministas/ www.facebook.com/Segundas-Feministas/

APRESENTAÇÃO A expansão e consolidação do Catolicismo como religião hegemônica do Brasil não se fez somente pela imposição, mas dependeu em grande parte da atuação de mulheres negras (brasileiras e africanas) na condução da religiosidade popular. Elas se organizavam, ora por meio da adesão híbrida ao catolicismo, como nas irmandades e grupos de Congadas, ora por meio da manutenção da espiritualidade ancestral africana nos terreiros. Os terreiros comandados por elas se tornaram, por sua vez, um espaço de constituição de redes de sociabilidade, solidariedade e ajuda mútua. Neles as mulheres negras criaram canais de comunicação política que ultrapassaram a colonização, perdurando nos dias atuais, através da atuação das mães de santo, rainhas dos festejos populares e congadeiras, benzedeiras, dentre outras formas de atuação. Nossa convidada de hoje, a pesquisadora Thais Marinho, considera essas ações coletivas, específicas de mulheres negras ligadas à religiosidade popular, um movimento social que está sendo nomeado lindamente por Feminismos de Terreiros. No Segundas Feministas de hoje vamos conversar com a Thais sobre a importância da atuação de mulheres negras no catolicismo popular e conhecer os feminismos de terreiros praticados por elas. Thais Marinho é pós-doutoranda em História pela UFMG, doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB); é coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História da PUC Goiás e editora da Revista Mosaico; atua como pesquisadora do Grupo de Pesquisa Cultura, Memória e Desenvolvimento-CMD (CNPQ/UnB), é líder do Grupo de Pesquisa Memória Social e Subjetividade (CNPQ/PUC Goiás) e membro co-fundadora da Rede Latino Americana e Caribenha de pesquisas sobre Feminismos de Terreiros – RELFET. Realiza pesquisas sobre economia criativa e solidária, subjetividade, multiculturalismo, relações étnico-raciais e de gênero, pós-modernidade, educação, globalização, consumo, identidade, cultura, trabalho, territorialidade, políticas públicas. É autora, dentre outros trabalhos, do livro Kalunga: os donos da terra (2019). FICHA TÉCNICA: Segundas Feministas Episódio 93: Feminismos de Terreiros Convidada: Profa. Thais Alves Marinho (PUC-GO) Equipe de Produção (projeto e execução): Direção Geral e Coordenação: Andréa Bandeira (UPE) Direção executiva: Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Pesquisa e Roteiro: Cláudia Maia (Unimontes), Andréa Bandeira (UPE), Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Locução: Andréa Bandeira (UPE); Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Voz: Indiara Launa Teodoro (UPE) Edição de áudio: Andréa Bandeira (UPE), Natália Oliveira (UPE) e Indiara Launa Teodoro (UPE) Pesquisa gráfica, Arte e Social media: Kaoana Sopelsa (UFGD), Maria Clara de Oliveira (Unimontes), Natália Oliveira (UPE), Sthefany Ribeiro e Ingrid Damásio (Unimontes-MG) Coordenação de Educação: Natália Cavalcanti (IFPA) Colaboração: Cláudia Maia (Unimontes-MG) Trilha sonora: Ekena, Todxs Putxs (2017). Realização e apoio: Universidade de Pernambuco/NUPECS; GT GÊNERO ANPUH Brasil; PPGH da Universidade Estadual de Montes Claros e ANPUH Brasil. País/Ano: Brasil, Ano II, 2021. www.instagram.com/segundasfeministas/ www.facebook.com/Segundas-Feministas/

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This episode was published on April 25, 2022.

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