“Fiar, Tecer e Rezar”: História das mulheres e trabalho têxtil episode artwork

EPISODE · Jun 12, 2023 · 1H 7M

“Fiar, Tecer e Rezar”: História das mulheres e trabalho têxtil

from Segundas Feministas · host GT Gênero ANPUH Brasil

APRESENTAÇÃO Para a intelectual e ativista Silvia Rivera Cusicanqui, em qualquer projeto de fortalecimento das mulheres, o têxtil deve ser um elemento central, porque têm um potencial impressionante de recuperação da memória, e uma vez que o têxtil é, também, um registro de memória. Essa afirmação deixa ver as dimensões materiais e simbólicas das diversas práticas manuais que envolvem tecer, bordar e costurar, realizadas por mulheres em todo o mundo e que, no ocidente, estiveram associados à construção social de uma feminilidade específica, operando principalmente na ideia das “prendas domésticas” e colocando as linhas e agulhas como instrumentos relegados à mulheres silenciosas, preocupadas exclusivamente com a decoração do lar. Porém, muito além dessa definição “ideal” de mulher, as práticas têxteis existem e foram articuladas como estratégias de subsistência por mulheres de diferentes classes sociais. Seja na costura de roupas para si mesmas e para a família, seja na sua comercialização para o ganho de renda dentro da comunidade, e não raro, sendo empregadas em longas rotinas de trabalho pela  viabilidade econômica da prática. Nesse mapa, que se tece nas presenças e nos fazeres de mulheres, em cada ponto, elas contam suas histórias, formam laços de sociabilidade e garantem seu sustento através da linha, observada como arquivo para ler e narrar suas estratégias de sobrevivência, de expressão e de resistência.  É o caso das mulheres empregadas na Fábrica de Tecidos de Biribiri, em Diamantina (MG), entre os anos de 1918 e 1959. Para contar essa história e refletir sobre a construção de pesquisas feministas, sobre mundos de trabalho “nas margens”, os contextos da divisão de gênero das ocupações e a cultura popular, hoje recebemos Kátia Franciele Corrêa Borges. FICHA TÉCNICA Segundas Feministas Episódio 145 – “Fiar, Tecer e Rezar”: História das mulheres e trabalho têxtil Convidada: Kátia Borges (UFJF) Direção Geral: Andréa Bandeira (UPE) Direção executiva e Locução: Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Supervisão, Pesquisa e Roteiro: Indiara Launa Teodoro (UFRPE) Edição de áudio: Indiara Launa Teodoro (UFRPE) Pesquisa gráfica, Arte e Social media: Kaoana Sopelsa (UFGD), Marília Belmonte (USP), Geisy Suet (USP), Ingryd Damásio Ribeiro Tófani (Unimontes-MG), Renan de Souza Nascimento (Unimontes-MG) e Maria Clara de Oliveira (Unimontes-MG). Colaboração: Cláudia Maia (UNIMONTES-MG), Aline Beatriz Coutinho (UERJ) e Suane Felippe Soares (UFRJ). Trilha sonora: Ekena, Todxs Putxs (2017).  Realização e apoio: Universidade de Pernambuco/NUPECS; PPGH da Universidade Estadual de Montes Claros;  GT GÊNERO ANPUH Brasil e ANPUH Brasil.  País/Ano: Brasil, Ano IV, 2023. Acompanhe o Segundas Feministas nas redes sociais! www.instagram.com/segundasfeministas/ www.facebook.com/Segundas-Feministas/ FONTES E INDICAÇÕES:  Fiar, tecer e rezar: a história das mulheres na Fábrica de Tecidos do Biribiri | Paco Editorial  

APRESENTAÇÃO Para a intelectual e ativista Silvia Rivera Cusicanqui, em qualquer projeto de fortalecimento das mulheres, o têxtil deve ser um elemento central, porque têm um potencial impressionante de recuperação da memória, e uma vez que o têxtil é, também, um registro de memória. Essa afirmação deixa ver as dimensões materiais e simbólicas das diversas práticas manuais que envolvem tecer, bordar e costurar, realizadas por mulheres em todo o mundo e que, no ocidente, estiveram associados à construção social de uma feminilidade específica, operando principalmente na ideia das “prendas domésticas” e colocando as linhas e agulhas como instrumentos relegados à mulheres silenciosas, preocupadas exclusivamente com a decoração do lar. Porém, muito além dessa definição “ideal” de mulher, as práticas têxteis existem e foram articuladas como estratégias de subsistência por mulheres de diferentes classes sociais. Seja na costura de roupas para si mesmas e para a família, seja na sua comercialização para o ganho de renda dentro da comunidade, e não raro, sendo empregadas em longas rotinas de trabalho pela  viabilidade econômica da prática. Nesse mapa, que se tece nas presenças e nos fazeres de mulheres, em cada ponto, elas contam suas histórias, formam laços de sociabilidade e garantem seu sustento através da linha, observada como arquivo para ler e narrar suas estratégias de sobrevivência, de expressão e de resistência.  É o caso das mulheres empregadas na Fábrica de Tecidos de Biribiri, em Diamantina (MG), entre os anos de 1918 e 1959. Para contar essa história e refletir sobre a construção de pesquisas feministas, sobre mundos de trabalho “nas margens”, os contextos da divisão de gênero das ocupações e a cultura popular, hoje recebemos Kátia Franciele Corrêa Borges. FICHA TÉCNICA Segundas Feministas Episódio 145 – “Fiar, Tecer e Rezar”: História das mulheres e trabalho têxtil Convidada: Kátia Borges (UFJF) Direção Geral: Andréa Bandeira (UPE) Direção executiva e Locução: Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Supervisão, Pesquisa e Roteiro: Indiara Launa Teodoro (UFRPE) Edição de áudio: Indiara Launa Teodoro (UFRPE) Pesquisa gráfica, Arte e Social media: Kaoana Sopelsa (UFGD), Marília Belmonte (USP), Geisy Suet (USP), Ingryd Damásio Ribeiro Tófani (Unimontes-MG), Renan de Souza Nascimento (Unimontes-MG) e Maria Clara de Oliveira (Unimontes-MG). Colaboração: Cláudia Maia (UNIMONTES-MG), Aline Beatriz Coutinho (UERJ) e Suane Felippe Soares (UFRJ). Trilha sonora: Ekena, Todxs Putxs (2017).  Realização e apoio: Universidade de Pernambuco/NUPECS; PPGH da Universidade Estadual de Montes Claros;  GT GÊNERO ANPUH Brasil e ANPUH Brasil.  País/Ano: Brasil, Ano IV, 2023. Acompanhe o Segundas Feministas nas redes sociais! www.instagram.com/segundasfeministas/ www.facebook.com/Segundas-Feministas/ FONTES E INDICAÇÕES:  Fiar, tecer e rezar: a história das mulheres na Fábrica de Tecidos do Biribiri | Paco Editorial

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