EPISODE · Jun 18, 2020 · 1H 24M
Heavy Hour #096 - Que caiam todos!
from Heavy Hour · host Coletivo Catarse
Estátuas e privilégios foram erguidos em cima de sangue e suor negro e indígena. O Novo Mundo inteiro é assim. Onde houve escravidão e genocídio há ruas, avenidas, praças e monumentos que exaltam os nomes de quem escravizou e matou. Que espécie de lógica é essa que naturaliza algo tão cruel? Há muito tempo se fala de negritude. Seus monumentos imateriais, tais como a música, a comida, a história contada de boca em boca. Na materialidade das cidades está a plenitude da branquitude, conceito que vem se espraiando e trazendo reflexões cruciais para o momento em que vivemos. Como não achar normal que aqueles que têm nomes de praças e logradouros sejam os mesmos que tenham as posses, os cargos, os títulos? Que tenham a caneta que escreve a história? Os momentos são de questionamento e luta. Luta pela vida e questionamento sobre o papel que desempenhamos nessa máquina. André Simões, mestrando em Antropologia Social, revisita o Heavy Hour, agora à distância, mantendo o olhar e a voz aguçados. Ledeci Lessa Coutinho, ativista do movimento negro há 3 décadas, Historiadora, ex-Secretaria de Educação do município de Cangucu, Mestre em Educação pela Ufpel, no ano em que comemoramos uma década do lançamento d'O Grande Tambor (documentário que emergiu o Coletivo Catarse na História do Tambor de Sopapo e numa parte da trajetória do povo negro no Estado do RS), segue nos trazendo reflexões fundamentais e que mexem também com nossas emoções. A luta contra o racismo segue sendo central, e, nela, o coração e a razão precisam andar juntos, para que realize em toda sua plenitude! Setlist: O Grande Tambor - Suíte Senzala Bob Marley & The Wailers - Africa Unite Elza Soares - A Carne Victoria Santa Cruz - Me Gritaron Negra Emicida - Mãe Blecaute - Eldorado do Sulfur
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Estátuas e privilégios foram erguidos em cima de sangue e suor negro e indígena. O Novo Mundo inteiro é assim. Onde houve escravidão e genocídio há ruas, avenidas, praças e monumentos que exaltam os nomes de quem escravizou e matou. Que espécie de lógica é essa que naturaliza algo tão cruel? Há muito tempo se fala de negritude. Seus monumentos imateriais, tais como a música, a comida, a história contada de boca em boca. Na materialidade das cidades está a plenitude da branquitude, conceito que vem se espraiando e trazendo reflexões cruciais para o momento em que vivemos. Como não achar normal que aqueles que têm nomes de praças e logradouros sejam os mesmos que tenham as posses, os cargos, os títulos? Que tenham a caneta que escreve a história? Os momentos são de questionamento e luta. Luta pela vida e questionamento sobre o papel que desempenhamos nessa máquina. André Simões, mestrando em Antropologia Social, revisita o Heavy Hour, agora à distância, mantendo o olhar e a voz aguçados. Ledeci Lessa Coutinho, ativista do movimento negro há 3 décadas, Historiadora, ex-Secretaria de Educação do município de Cangucu, Mestre em Educação pela Ufpel, no ano em que comemoramos uma década do lançamento d'O Grande Tambor (documentário que emergiu o Coletivo Catarse na História do Tambor de Sopapo e numa parte da trajetória do povo negro no Estado do RS), segue nos trazendo reflexões fundamentais e que mexem também com nossas emoções. A luta contra o racismo segue sendo central, e, nela, o coração e a razão precisam andar juntos, para que realize em toda sua plenitude! Setlist: O Grande Tambor - Suíte Senzala Bob Marley & The Wailers - Africa Unite Elza Soares - A Carne Victoria Santa Cruz - Me Gritaron Negra Emicida - Mãe Blecaute - Eldorado do Sulfur
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