EPISODE · Mar 7, 2022 · 42 MIN
IMPRENSA FEMINISTA NA AMÉRICA LATINA
from Segundas Feministas · host GT Gênero ANPUH Brasil
“Brasil Mulher”, “Nós Mulheres”, “Mulherio”, “Chanacomchana”, “Cadernos da Mulher”, “Um Outro Olhar”, “Brujas”, “Furia”, “Cuadernos de Existencia Lesbiana”... Esses títulos, e dezenas de outros, se multiplicaram a partir dos anos 1980 em toda a América Latina e anunciaram vozes feministas no lastro de publicações alternativas que, desde o século XIX, já ocupam espaços de comunicação como palco de reinvindicações para a emancipação das mulheres. E é nesse contexto turbulento, marcado pelo fim de governos autoritários e pelo processo de redemocratização nos países do Cone Sul, que organizações de mulheres mostraram a força e a diversidade dos feminismos ao tomar a imprensa como forma de ação política, discutindo temas que iam desde a repressão e censura, às condições de trabalho feminino, o combate à violência, racismo, sexualidade, aborto e direitos reprodutivo. Pautas que davam à concepção de participação política novos contornos, e mais do que isso, ampliaram a criação de espaços coletivos autônomos, além dos partidos e sindicatos, politizando a subjetividade e incorporando a militância na esfera cotidiana. Para falar mais da Imprensa Feminista e sua atuação na América Latina, vamos conversar com Júlia Glaciela da Silva Oliveira. Júlia é doutora em História Social pela Universidade de São Paulo, com a tese intitulada “Militância ou profissionalização de gênero? Um estudo comparativo na imprensa feminista do Brasil, da Argentina e do Chile (1981-1996)” premiada pela Associação Nacional de Professores e Pesquisadores de História das Américas (ANPHLAC) e com Menção Honrosa no Prêmio História Social do Programa de Pós-Graduação de História Social (FFLCH/USP). Atualmente, Júlia é professora de História do Instituto Federal do Paraná (IFPR), onde integra o Núcleo de Estudo Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI). Além disso, é coordenadora do Grupo de Estudos em Gênero e História (GRUPEG-Hist) e coorientadora no Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). - FICHA TÉCNICA: Segundas Feministas Episódio 87: IMPRENSA FEMINISTA NA AMÉRICA LATINA. Convidada: Profa. Dra. Júlia Glaciela da Silva Oliveira(USP) Equipe de Produção (projeto e execução): Direção Geral e Coordenção: Andréa Bandeira (UPE) Direção executiva: Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Pesquisa e Roteiro: Indiara Launa Teodoro (UPE) Locução: Andréa Bandeira (UPE); Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Voz: Indiara Launa Teodoro (UPE) Edição de áudio: Andréa Bandeira (UPE), Natália Oliveira (UPE) e Indiara Launa Teodoro (UPE) Pesquisa gráfica, Arte e Social media: Kaoana Sopelsa (UFGD), Maria Clara de Oliveira (Unimontes), Natália Oliveira (UPE), Sthefany Ribeiro e Ingrid Damásio (Unimontes-MG) Coordenação de Educação: Natália Cavalcanti (IFPA) Colaboração: Cláudia Maia (Unimontes-MG) Trilha sonora: Ekena, Todxs Putxs (2017). Realização e apoio: Universidade de Pernambuco/NUPECS; GT GÊNERO ANPUH Brasil; PPGH da Universidade Estadual de Montes Claros e ANPUH Brasil. País/Ano: Brasil, Ano II, 2022. www.instagram.com/segundasfeministas/ www.facebook.com/Segundas-Feministas/
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“Brasil Mulher”, “Nós Mulheres”, “Mulherio”, “Chanacomchana”, “Cadernos da Mulher”, “Um Outro Olhar”, “Brujas”, “Furia”, “Cuadernos de Existencia Lesbiana”... Esses títulos, e dezenas de outros, se multiplicaram a partir dos anos 1980 em toda a América Latina e anunciaram vozes feministas no lastro de publicações alternativas que, desde o século XIX, já ocupam espaços de comunicação como palco de reinvindicações para a emancipação das mulheres. E é nesse contexto turbulento, marcado pelo fim de governos autoritários e pelo processo de redemocratização nos países do Cone Sul, que organizações de mulheres mostraram a força e a diversidade dos feminismos ao tomar a imprensa como forma de ação política, discutindo temas que iam desde a repressão e censura, às condições de trabalho feminino, o combate à violência, racismo, sexualidade, aborto e direitos reprodutivo. Pautas que davam à concepção de participação política novos contornos, e mais do que isso, ampliaram a criação de espaços coletivos autônomos, além dos partidos e sindicatos, politizando a subjetividade e incorporando a militância na esfera cotidiana. Para falar mais da Imprensa Feminista e sua atuação na América Latina, vamos conversar com Júlia Glaciela da Silva Oliveira. Júlia é doutora em História Social pela Universidade de São Paulo, com a tese intitulada “Militância ou profissionalização de gênero? Um estudo comparativo na imprensa feminista do Brasil, da Argentina e do Chile (1981-1996)” premiada pela Associação Nacional de Professores e Pesquisadores de História das Américas (ANPHLAC) e com Menção Honrosa no Prêmio História Social do Programa de Pós-Graduação de História Social (FFLCH/USP). Atualmente, Júlia é professora de História do Instituto Federal do Paraná (IFPR), onde integra o Núcleo de Estudo Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI). Além disso, é coordenadora do Grupo de Estudos em Gênero e História (GRUPEG-Hist) e coorientadora no Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). - FICHA TÉCNICA: Segundas Feministas Episódio 87: IMPRENSA FEMINISTA NA AMÉRICA LATINA. Convidada: Profa. Dra. Júlia Glaciela da Silva Oliveira(USP) Equipe de Produção (projeto e execução): Direção Geral e Coordenção: Andréa Bandeira (UPE) Direção executiva: Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Pesquisa e Roteiro: Indiara Launa Teodoro (UPE) Locução: Andréa Bandeira (UPE); Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Voz: Indiara Launa Teodoro (UPE) Edição de áudio: Andréa Bandeira (UPE), Natália Oliveira (UPE) e Indiara Launa Teodoro (UPE) Pesquisa gráfica, Arte e Social media: Kaoana Sopelsa (UFGD), Maria Clara de Oliveira (Unimontes), Natália Oliveira (UPE), Sthefany Ribeiro e Ingrid Damásio (Unimontes-MG) Coordenação de Educação: Natália Cavalcanti (IFPA) Colaboração: Cláudia Maia (Unimontes-MG) Trilha sonora: Ekena, Todxs Putxs (2017). Realização e apoio: Universidade de Pernambuco/NUPECS; GT GÊNERO ANPUH Brasil; PPGH da Universidade Estadual de Montes Claros e ANPUH Brasil. País/Ano: Brasil, Ano II, 2022. www.instagram.com/segundasfeministas/ www.facebook.com/Segundas-Feministas/
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