Justiça, misericórdia e humildade - Miquéias 6.8 episode artwork

EPISODE · Jun 10, 2024 · 4 MIN

Justiça, misericórdia e humildade - Miquéias 6.8

from Fiel Devocional · host Ministério Fiel

Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus? (Mq 6.8)Quando John Newton, escritor de hinos e pastor do século XVIII, pregou sobre este versículo, ele intitulou seu sermão “Sem acesso a Deus, senão pelo Evangelho de Cristo”. Por que ele usaria um título que parece não ter nenhuma conexão com o versículo?! O próprio Newton comentou: “Quase não há uma passagem na Bíblia, em geral, mais mal compreendida que esta”. Seu título de sermão, ao que parece, visava corrigir as más interpretações comuns.O título de Newton nos alerta para o perigo de ler as virtudes descritas aqui e depois tentar vivê-las sem o Evangelho, ou proclamá-las no lugar do Evangelho, como um meio de acesso a Deus. Nenhuma delas faz justiça à intenção do profeta — e do Senhor. A melhor maneira de entender Miqueias 6.8 não é como uma lista de coisas que contribuem para nossa justificação, mas como evidências de nossa justificação. Quando vemos dessa maneira, com a motivação e os objetivos adequados estabelecidos, podemos entender o que o Senhor estava chamando Israel para fazer, assim como a nós.O Senhor, por meio de Miqueias, nos manda primeiro “[praticar] a justiça”. Isso significa um compromisso de agir de acordo com a vontade e o propósito de Deus. Por exemplo, em Deuteronômio, Moisés diz que Deus “faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes” (Dt 10.18). Queremos nos importar com as coisas com as quais Deus se importa, o que significa levar essas prioridades a sério, buscando “[fazer] o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6.10).Em segundo lugar, o Senhor nos manda “[amar] a benignidade”. Se fazer justiça é a ação, então a benignidade amorosa é a atitude do coração que a alimenta. É compaixão calorosa, garantindo que busquemos a justiça não como um cumprimento de algum dever, mas como uma ação alegre de benevolência.Terceiro, devemos “[andar] humildemente”. Em outras palavras, devemos andar em submissão à vontade de Deus, abraçando nossa total dependência dele a cada passo do caminho. Por que Miqueias termina esse versículo com humildade? Primeiro, porque a humildade é o necessário para reconhecer que não obedecemos perfeitamente ao chamado de amar a bondade e fazer justiça — e, portanto, precisamos do perdão do Senhor, e não apenas de seus mandamentos. E, segundo, porque, mesmo quando obedecemos a ele da maneira como Miqueias 6.8 nos chama, a fecundidade de nossas obras não depende de nós.Você e eu não podemos consertar o mundo; devemos, em vez disso, confiar a solução ao Rei e Juiz do mundo. Fazer isso nos motiva e nos sustenta, com a ajuda de Deus, a viver o Evangelho que nos salvou, por meio de expressões de justiça, bondade e humildade, para o bem de nossos próximos, para o testemunho da igreja e para a glória de Cristo. Através dos séculos, Miqueias o chama hoje a refletir humildemente sobre sua necessidade do Evangelho, a olhar para o seu coração e pedir ao Espírito que o faça crescer em misericórdia, semelhantemente a Cristo, e então olhar para o seu mundo e buscar ativamente a justiça e a retidão.

Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus? (Mq 6.8)Quando John Newton, escritor de hinos e pastor do século XVIII, pregou sobre este versículo, ele intitulou seu sermão “Sem acesso a Deus, senão pelo Evangelho de Cristo”. Por que ele usaria um título que parece não ter nenhuma conexão com o versículo?! O próprio Newton comentou: “Quase não há uma passagem na Bíblia, em geral, mais mal compreendida que esta”. Seu título de sermão, ao que parece, visava corrigir as más interpretações comuns.O título de Newton nos alerta para o perigo de ler as virtudes descritas aqui e depois tentar vivê-las sem o Evangelho, ou proclamá-las no lugar do Evangelho, como um meio de acesso a Deus. Nenhuma delas faz justiça à intenção do profeta — e do Senhor. A melhor maneira de entender Miqueias 6.8 não é como uma lista de coisas que contribuem para nossa justificação, mas como evidências de nossa justificação. Quando vemos dessa maneira, com a motivação e os objetivos adequados estabelecidos, podemos entender o que o Senhor estava chamando Israel para fazer, assim como a nós.O Senhor, por meio de Miqueias, nos manda primeiro “[praticar] a justiça”. Isso significa um compromisso de agir de acordo com a vontade e o propósito de Deus. Por exemplo, em Deuteronômio, Moisés diz que Deus “faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes” (Dt 10.18). Queremos nos importar com as coisas com as quais Deus se importa, o que significa levar essas prioridades a sério, buscando “[fazer] o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6.10).Em segundo lugar, o Senhor nos manda “[amar] a benignidade”. Se fazer justiça é a ação, então a benignidade amorosa é a atitude do coração que a alimenta. É compaixão calorosa, garantindo que busquemos a justiça não como um cumprimento de algum dever, mas como uma ação alegre de benevolência.Terceiro, devemos “[andar] humildemente”. Em outras palavras, devemos andar em submissão à vontade de Deus, abraçando nossa total dependência dele a cada passo do caminho. Por que Miqueias termina esse versículo com humildade? Primeiro, porque a humildade é o necessário para reconhecer que não obedecemos perfeitamente ao chamado de amar a bondade e fazer justiça — e, portanto, precisamos do perdão do Senhor, e não apenas de seus mandamentos. E, segundo, porque, mesmo quando obedecemos a ele da maneira como Miqueias 6.8 nos chama, a fecundidade de nossas obras não depende de nós.Você e eu não podemos consertar o mundo; devemos, em vez disso, confiar a solução ao Rei e Juiz do mundo. Fazer isso nos motiva e nos sustenta, com a ajuda de Deus, a viver o Evangelho que nos salvou, por meio de expressões de justiça, bondade e humildade, para o bem de nossos próximos, para o testemunho da igreja e para a glória de Cristo. Através dos séculos, Miqueias o chama hoje a refletir humildemente sobre sua necessidade do Evangelho, a olhar para o seu coração e pedir ao Espírito que o faça crescer em misericórdia, semelhantemente a Cristo, e então olhar para o seu mundo e buscar ativamente a justiça e a retidão.

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