EPISODE · Jul 1, 2021 · 12 MIN
Oito em Ponto - Entrevista com Bruna Duarte Vitorino
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A pandemia de Covid-19 abalou todas as estruturas econômicas, sociais e políticas do mundo inteiro, e uma área que foi muito afetada e que ainda não encontrou solução é a educação infantil. A maior parte das escolas públicas não conseguiram criar mecanismos para oferecer o ensino à distância, e as escolas particulares, que possuem essas ferramentas, enfrentam dificuldades em estimular seus estudantes de forma virtual. De acordo com pesquisa da Unicef, em novembro do ano passado, quase 1 milhão e meio de estudantes brasileiros de 6 a 17 anos não estavam frequentando a escola (remota ou presencialmente). O maior número de crianças sem educação se encontra na faixa etária de 6 a 10 anos de idade, que representam mais de 40% dos pesquisados. Para falar sobre os desafios do ensino infantil durante a pandemia, e passar algumas dicas para melhorar o desempenho escolar das crianças, o 'Oito em Ponto' entrevistou nesta quinta-feira (01) a pedagoga Bruna Duarte Vitorino, que tem mais de 15 anos de atuação na área e atualmente é coordenadora pedagógica do Kumon. "Tem um grande prejuízo [no ensino à distância]. O que a gente recomenda para as famílias é que elas estimulem as crianças em casa, para brincar, se divertir, longe da televisão e do celular", diz a pedagoga. Segundo Vitorino, a fase da primeira infância, que vai dos zero aos cinco anos, é determinante para a formação pessoal. "Tem estudos que mostram que a criança aprende duas vezes mais [nesta faixa etária] do que crianças mais velhas". Para a pedagoga, é indicado criar uma rotina diária para as crianças em casa. "Os pais devem colocar limites, com uma rotina adequada para a criança. Se ela não sabe o horário de comer, o horário de estar em família, os pais devem começar a guiar esses passos, criar o momento correto para cada atividade". Bruna Duarte Vitorino, coordenadora pedagógica do Kumon, também falou sobre o uso de celulares, tablets, computador e televisão na infância. "A recomendação da OMS [Organização Mundial da Saúde] é que até os dois anos de idade a gente não apresente telas para as crianças. Estudos apontam que a formação criativa fica prejudicada se a criança fica muito exposta diante das telas", disse a pedagoga. Confira a entrevista completa. O programa "Oito em Ponto", com apresentação de Sergei Cobra, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 FM, de segunda à sexta-feira, às 8h da manhã, na Cultura FM, Cultura Brasil e no aplicativo Cultura Digital.
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A pandemia de Covid-19 abalou todas as estruturas econômicas, sociais e políticas do mundo inteiro, e uma área que foi muito afetada e que ainda não encontrou solução é a educação infantil. A maior parte das escolas públicas não conseguiram criar mecanismos para oferecer o ensino à distância, e as escolas particulares, que possuem essas ferramentas, enfrentam dificuldades em estimular seus estudantes de forma virtual. De acordo com pesquisa da Unicef, em novembro do ano passado, quase 1 milhão e meio de estudantes brasileiros de 6 a 17 anos não estavam frequentando a escola (remota ou presencialmente). O maior número de crianças sem educação se encontra na faixa etária de 6 a 10 anos de idade, que representam mais de 40% dos pesquisados. Para falar sobre os desafios do ensino infantil durante a pandemia, e passar algumas dicas para melhorar o desempenho escolar das crianças, o 'Oito em Ponto' entrevistou nesta quinta-feira (01) a pedagoga Bruna Duarte Vitorino, que tem mais de 15 anos de atuação na área e atualmente é coordenadora pedagógica do Kumon. "Tem um grande prejuízo [no ensino à distância]. O que a gente recomenda para as famílias é que elas estimulem as crianças em casa, para brincar, se divertir, longe da televisão e do celular", diz a pedagoga. Segundo Vitorino, a fase da primeira infância, que vai dos zero aos cinco anos, é determinante para a formação pessoal. "Tem estudos que mostram que a criança aprende duas vezes mais [nesta faixa etária] do que crianças mais velhas". Para a pedagoga, é indicado criar uma rotina diária para as crianças em casa. "Os pais devem colocar limites, com uma rotina adequada para a criança. Se ela não sabe o horário de comer, o horário de estar em família, os pais devem começar a guiar esses passos, criar o momento correto para cada atividade". Bruna Duarte Vitorino, coordenadora pedagógica do Kumon, também falou sobre o uso de celulares, tablets, computador e televisão na infância. "A recomendação da OMS [Organização Mundial da Saúde] é que até os dois anos de idade a gente não apresente telas para as crianças. Estudos apontam que a formação criativa fica prejudicada se a criança fica muito exposta diante das telas", disse a pedagoga. Confira a entrevista completa. O programa "Oito em Ponto", com apresentação de Sergei Cobra, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 FM, de segunda à sexta-feira, às 8h da manhã, na Cultura FM, Cultura Brasil e no aplicativo Cultura Digital.
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