EPISODE · Jun 19, 2024 · 15 MIN
Os desafios da mulher engenheira no mercado de trabalho
from StudiumCast · host Studium Eficaz Comunicação
No programa "Fala Mulher’’, a jornalista Vera Lima aborda o tema do mercado de trabalho para mulheres na engenharia, com a presença de Maria Helena Barbosa, engenheira eletricista e 1ª secretária do Sindicato dos Engenheiros de Minas Gerais (Senge/MG). Maria Helena compartilha sua trajetória de formação e carreira, destacando a pouca presença feminina durante seu curso de engenharia na Universidade Federal de Uberlândia, onde apenas 10 mulheres estavam entre os 100 alunos e não havia professoras. Ela enfrentou preconceitos, incluindo a insinuação de que mulheres tinham dificuldades com raciocínio lógico, mas sempre contou com o apoio de seus pais para seguir seus sonhos. Um episódio simbólico de exclusão institucional ocorreu quando sua carteira profissional foi emitida com o título de "engenheiro". Somente após a criação oficial do termo "engenheira", ela conseguiu retificar seu registro, evidenciando a institucionalização da exclusão de mulheres no mercado. Maria Helena destaca que as mulheres, ao escolherem a engenharia, frequentemente se preparam mais que os homens, buscando capacitação adicional como cursos técnicos e pós-graduação. No entanto, ela reconheceu que tanto o sindicalismo quanto a engenharia ainda são ambientes predominantemente masculinos, apesar da crescente discussão sobre a participação e igualdade das mulheres. Ela enfatiza a necessidade de naturalizar a competência das mulheres em processos internos e coletivos e ressalta que a união através de sindicatos é fundamental para que a voz das mulheres seja ouvida e para exigir equidade de gênero.
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No programa "Fala Mulher’’, a jornalista Vera Lima aborda o tema do mercado de trabalho para mulheres na engenharia, com a presença de Maria Helena Barbosa, engenheira eletricista e 1ª secretária do Sindicato dos Engenheiros de Minas Gerais (Senge/MG). Maria Helena compartilha sua trajetória de formação e carreira, destacando a pouca presença feminina durante seu curso de engenharia na Universidade Federal de Uberlândia, onde apenas 10 mulheres estavam entre os 100 alunos e não havia professoras. Ela enfrentou preconceitos, incluindo a insinuação de que mulheres tinham dificuldades com raciocínio lógico, mas sempre contou com o apoio de seus pais para seguir seus sonhos. Um episódio simbólico de exclusão institucional ocorreu quando sua carteira profissional foi emitida com o título de "engenheiro". Somente após a criação oficial do termo "engenheira", ela conseguiu retificar seu registro, evidenciando a institucionalização da exclusão de mulheres no mercado. Maria Helena destaca que as mulheres, ao escolherem a engenharia, frequentemente se preparam mais que os homens, buscando capacitação adicional como cursos técnicos e pós-graduação. No entanto, ela reconheceu que tanto o sindicalismo quanto a engenharia ainda são ambientes predominantemente masculinos, apesar da crescente discussão sobre a participação e igualdade das mulheres. Ela enfatiza a necessidade de naturalizar a competência das mulheres em processos internos e coletivos e ressalta que a união através de sindicatos é fundamental para que a voz das mulheres seja ouvida e para exigir equidade de gênero.
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