EPISODE · May 18, 2026 · 16 MIN
Padre lauromüllense Marcos Legnani reforça trabalho da Pastoral Carcerária nos presídios
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Um trabalho discreto, mas de grande relevância social e humana, vem sendo realizado há quase três décadas pela Pastoral Carcerária da Diocese de Criciúma. Há 28 anos, voluntários atuam dentro das unidades prisionais da região levando acolhimento, evangelização e escuta aos detentos. As visitas acontecem a cada quinze dias em presídios e penitenciárias da região, onde os integrantes da pastoral desenvolvem atividades religiosas, momentos de oração, catequese e conversas com os internos. O trabalho também conta com o apoio do padre lauromüllense Marcos Natalino Legnani, que participa diretamente das ações dentro das unidades. Durante entrevista concedida ao Cruz de Malta Notícias nesta segunda-feira (18), padre Marcos relatou como iniciou sua ligação com a Pastoral Carcerária. Segundo ele, a experiência começou ainda no seminário, em 2011, quando os seminaristas realizavam visitas semanais ao presídio e ao hospital. O sacerdote contou que, após assumir atividades paroquiais próximas ao Presídio Santa Augusta, em Criciúma, sentiu a necessidade de também olhar para os detentos como parte da comunidade cristã. Desde março deste ano, ele atua diretamente na catequese dentro da unidade prisional. Padre Marcos descreveu o ambiente dos presídios como “desafiante” e destacou que o trabalho exige preparo emocional, espiritual e psicológico. Segundo ele, os encontros acontecem com muita cautela e respeito às regras da pastoral e do sistema prisional. Durante as catequeses, os detentos fazem perguntas sobre fé, vida e convivência, além de relatarem dificuldades enfrentadas no cotidiano da prisão. O padre afirma que o principal objetivo é promover a humanização e contribuir para a ressocialização dos internos por meio da espiritualidade e da reflexão sobre valores humanos. O sacerdote também destacou que o contato com os presos exige escuta ativa e sensibilidade. Conforme explicou, os voluntários evitam perguntas sobre os crimes cometidos ou o tempo de prisão para não gerar constrangimentos e manter um ambiente de acolhimento. Outro ponto abordado na entrevista foi a superlotação das unidades prisionais. Segundo relatos recebidos dentro do presídio, o número de novos detentos tem aumentado constantemente. Apenas o Presídio Santa Augusta, conforme citado pelo padre, possui mais de 1.200 presos. Apesar das dificuldades e do ambiente considerado pesado emocionalmente, padre Marcos afirma que o trabalho desenvolvido pela Pastoral Carcerária tem papel fundamental na recuperação humana dos internos. “Vamos trabalhando a espiritualidade, mas também a humanização. Incentivamos eles a serem pessoas melhores, viverem a justiça e reconstruírem a própria vida”, destacou o sacerdote.
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Um trabalho discreto, mas de grande relevância social e humana, vem sendo realizado há quase três décadas pela Pastoral Carcerária da Diocese de Criciúma. Há 28 anos, voluntários atuam dentro das unidades prisionais da região levando acolhimento, evangelização e escuta aos detentos. As visitas acontecem a cada quinze dias em presídios e penitenciárias da região, onde os integrantes da pastoral desenvolvem atividades religiosas, momentos de oração, catequese e conversas com os internos. O trabalho também conta com o apoio do padre lauromüllense Marcos Natalino Legnani, que participa diretamente das ações dentro das unidades. Durante entrevista concedida ao Cruz de Malta Notícias nesta segunda-feira (18), padre Marcos relatou como iniciou sua ligação com a Pastoral Carcerária. Segundo ele, a experiência começou ainda no seminário, em 2011, quando os seminaristas realizavam visitas semanais ao presídio e ao hospital. O sacerdote contou que, após assumir atividades paroquiais próximas ao Presídio Santa Augusta, em Criciúma, sentiu a necessidade de também olhar para os detentos como parte da comunidade cristã. Desde março deste ano, ele atua diretamente na catequese dentro da unidade prisional. Padre Marcos descreveu o ambiente dos presídios como “desafiante” e destacou que o trabalho exige preparo emocional, espiritual e psicológico. Segundo ele, os encontros acontecem com muita cautela e respeito às regras da pastoral e do sistema prisional. Durante as catequeses, os detentos fazem perguntas sobre fé, vida e convivência, além de relatarem dificuldades enfrentadas no cotidiano da prisão. O padre afirma que o principal objetivo é promover a humanização e contribuir para a ressocialização dos internos por meio da espiritualidade e da reflexão sobre valores humanos. O sacerdote também destacou que o contato com os presos exige escuta ativa e sensibilidade. Conforme explicou, os voluntários evitam perguntas sobre os crimes cometidos ou o tempo de prisão para não gerar constrangimentos e manter um ambiente de acolhimento. Outro ponto abordado na entrevista foi a superlotação das unidades prisionais. Segundo relatos recebidos dentro do presídio, o número de novos detentos tem aumentado constantemente. Apenas o Presídio Santa Augusta, conforme citado pelo padre, possui mais de 1.200 presos. Apesar das dificuldades e do ambiente considerado pesado emocionalmente, padre Marcos afirma que o trabalho desenvolvido pela Pastoral Carcerária tem papel fundamental na recuperação humana dos internos. “Vamos trabalhando a espiritualidade, mas também a humanização. Incentivamos eles a serem pessoas melhores, viverem a justiça e reconstruírem a própria vida”, destacou o sacerdote.
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