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PODCAST | RIACHAR POR AÍ (6) - A voz das minorias na época do discurso de ódio

An episode of the Riachar por aí podcast, hosted by Riachar por aí, titled "PODCAST | RIACHAR POR AÍ (6) - A voz das minorias na época do discurso de ódio" was published on February 25, 2021 and runs 109 minutes.

February 25, 2021 ·109m · Riachar por aí

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No 6º episódio do podcast “Riachar por aí…” vamos conversar com pessoas que assumem a sua pertença a grupos minoritários e que de alguma forma já sentiram na pele a infâmia da discriminação instigada pelo racismo, xenofobia, homofobia ou outras manifestações de ódio à diferença. Para conversar sobre a actualidade destas problemáticas, convidámos três jovens que concluíram a escolaridade obrigatória na escola secundária Maria Lamas e com uma experiência de vida no campo da cultura e das artes.  a.Ves Liberta, uma artista natural de Torres Novas que inicia o seu percurso no estudo da dança, movimento e artes performativas aos 14 anos com Marta Tomé; Stela Schroeder, luso-brasileira, natural de Torres Novas e filha de imigrantes brasileiros que vieram para Portugal nos anos 90. Nos últimos 2 anos reparte o seu tempo entre Portugal e o Reino Unido, onde é estudante de Communication and Media na Universidade de Liverpool; e Krysthyna Tsupryk, natural de Lviv, Ucrânia. Em 2004 a família imigra para Torres Novas. Frequentou as escolas ESML e ESAG e desenvolveu as suas bases artísticas na escola O Corpo da Dança. Prosseguiu os estudos em Jornalismo e Artes e Humanidades em Portugal e Inglaterra. O “Discurso de Ódio” vem sendo galvanizado pela ascensão mundial da extrema direita e do populismo autoritário, a sua omnipresença engloba todas as expressões que propagam, incitam e promovem formas de ódio baseadas na intolerância e no desrespeito pelos direitos humanos. Tendo em conta as particularidades de cada uma das convidadas e das suas vivências em cidades cosmopolitas, quisemos  saber que exemplos de boas (e más) práticas identificaram nesses lugares e como julgam ser possível difundi-las em cidades pequenas e médias como o caso de Torres Novas? Como é que estas pessoas, e respectivos grupos minoritários, que estão marcadas por processos de estigmatização e discriminação, podem superar o lugar de vítima a que são subordinadas, posicionando-se num lugar de emancipação e reivindicação, transformando as circunstâncias de opressão em condições de igualdade e liberdade? Sob o pano de fundo deste podcast ressalta a indagação acerca da definição dos padrões de normalidade na sociedade contemporânea e da persistência dos discursos que visam normalizar os cidadãos como pessoas aptas a integrar a sociedade. Neste sentido, é insólito que em pleno Séc. 21 o “normal” continue a ser produzido de forma autoritária através de doutrinas promotoras do “darwinismo social”, visando a construção da realidade social alicerçada na homogeneização dos comportamentos por via da norma (e da regra), não deixando assim lugar para que a diferença possa existir na sua plenitude, pluralismo e diversidade cultural.

No 6º episódio do podcast “Riachar por aí…” vamos conversar com pessoas que assumem a sua pertença a grupos minoritários e que de alguma forma já sentiram na pele a infâmia da discriminação instigada pelo racismo, xenofobia, homofobia ou outras manifestações de ódio à diferença.

Para conversar sobre a actualidade destas problemáticas, convidámos três jovens que concluíram a escolaridade obrigatória na escola secundária Maria Lamas e com uma experiência de vida no campo da cultura e das artes.  a.Ves Liberta, uma artista natural de Torres Novas que inicia o seu percurso no estudo da dança, movimento e artes performativas aos 14 anos com Marta Tomé; Stela Schroeder, luso-brasileira, natural de Torres Novas e filha de imigrantes brasileiros que vieram para Portugal nos anos 90. Nos últimos 2 anos reparte o seu tempo entre Portugal e o Reino Unido, onde é estudante de Communication and Media na Universidade de Liverpool; e Krysthyna Tsupryk, natural de Lviv, Ucrânia. Em 2004 a família imigra para Torres Novas. Frequentou as escolas ESML e ESAG e desenvolveu as suas bases artísticas na escola O Corpo da Dança. Prosseguiu os estudos em Jornalismo e Artes e Humanidades em Portugal e Inglaterra.

O “Discurso de Ódio” vem sendo galvanizado pela ascensão mundial da extrema direita e do populismo autoritário, a sua omnipresença engloba todas as expressões que propagam, incitam e promovem formas de ódio baseadas na intolerância e no desrespeito pelos direitos humanos. Tendo em conta as particularidades de cada uma das convidadas e das suas vivências em cidades cosmopolitas, quisemos  saber que exemplos de boas (e más) práticas identificaram nesses lugares e como julgam ser possível difundi-las em cidades pequenas e médias como o caso de Torres Novas?

Como é que estas pessoas, e respectivos grupos minoritários, que estão marcadas por processos de estigmatização e discriminação, podem superar o lugar de vítima a que são subordinadas, posicionando-se num lugar de emancipação e reivindicação, transformando as circunstâncias de opressão em condições de igualdade e liberdade?

Sob o pano de fundo deste podcast ressalta a indagação acerca da definição dos padrões de normalidade na sociedade contemporânea e da persistência dos discursos que visam normalizar os cidadãos como pessoas aptas a integrar a sociedade. Neste sentido, é insólito que em pleno Séc. 21 o “normal” continue a ser produzido de forma autoritária através de doutrinas promotoras do “darwinismo social”, visando a construção da realidade social alicerçada na homogeneização dos comportamentos por via da norma (e da regra), não deixando assim lugar para que a diferença possa existir na sua plenitude, pluralismo e diversidade cultural.


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