EPISODE · Dec 11, 2025 · 50 MIN
Por que, cada vez mais, homens odeiam mulheres?
from Um Tema · host Rádio Unicamp
Enquanto boa parte do público feminino tem forte engajamento em pautas progressistas e de cunho social abrangente, muitos homens seguem o caminho contrário, do conservadorismo radical e da misoginia. Essa distância se cristaliza, cada vez mais, em violência. O “palco” da internet amplifica esse território de desvalorização, desumanização e morte das mulheres. Os comportamentos distorcidos e ameaçadores – muitas vezes ocorridos dentro de casa ou de pessoas muito próximas às vítimas - têm gerado cliques, visualizações, seguidores e, claro, muito lucro.Um fator agravante é o fato de muitos seguidores serem jovens, o que potencializa o surgimento de uma geração de intolerantes digitais. Os números comprovam o cenário. Uma em cada dez mulheres com 16 anos de idade ou mais já sofreram algum tipo de violência digital nos últimos 12 meses. O dado faz parte da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Datasenado, ligado ao Senado Federal.Os assassinatos de mulheres também resultam numa orfandade trágica. Anualmente, cerca de 2,5 mil crianças e adolescentes perdem as mães devido ao feminicídio no Brasil, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ligado à Câmara dos Deputados, em Brasília.Como se não bastasse ser um alvo diário do ódio masculino, a mulher – principalmente preta e pobre - ainda tem contra ela a falta de acesso à moradia, saúde, emprego e autonomia financeira. Esses são fatores que colocam as mulheres em total condição de vulnerabilidade.As leis contra os criminosos e assassinos existem e são rigorosas, mas a eficácia de sua aplicação é questionável. A grande quantidade de vítimas de feminicídios que tinham em mãos medidas protetivas ou restritivas contra seus parceiros é apenas um das feridas abertas dessa realidade.Para tratar do assunto, o “Um Tema” podcast convida a professora Anna Christina Bentes, coordenadora do Núcleo de Estudos de Gênero – Pagu, ligado à Unicamp e que tem suas atividades ligadas a questões sociais, econômicas, antropológicas, históricas e políticas.Ficha técnicaProdução: Patrícia Lauretti e Fábio GallacciApresentação: Thaís Pimenta e Fábio GallacciTécnica e edição: Bruno PiatoCapa: Alex CalixtoFoto: Marcelo Camargo/Agência BrasilCoordenação geral: Patrícia Lauretti#unicamp #mulher #violência
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Enquanto boa parte do público feminino tem forte engajamento em pautas progressistas e de cunho social abrangente, muitos homens seguem o caminho contrário, do conservadorismo radical e da misoginia. Essa distância se cristaliza, cada vez mais, em violência. O “palco” da internet amplifica esse território de desvalorização, desumanização e morte das mulheres. Os comportamentos distorcidos e ameaçadores – muitas vezes ocorridos dentro de casa ou de pessoas muito próximas às vítimas - têm gerado cliques, visualizações, seguidores e, claro, muito lucro.Um fator agravante é o fato de muitos seguidores serem jovens, o que potencializa o surgimento de uma geração de intolerantes digitais. Os números comprovam o cenário. Uma em cada dez mulheres com 16 anos de idade ou mais já sofreram algum tipo de violência digital nos últimos 12 meses. O dado faz parte da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Datasenado, ligado ao Senado Federal.Os assassinatos de mulheres também resultam numa orfandade trágica. Anualmente, cerca de 2,5 mil crianças e adolescentes perdem as mães devido ao feminicídio no Brasil, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ligado à Câmara dos Deputados, em Brasília.Como se não bastasse ser um alvo diário do ódio masculino, a mulher – principalmente preta e pobre - ainda tem contra ela a falta de acesso à moradia, saúde, emprego e autonomia financeira. Esses são fatores que colocam as mulheres em total condição de vulnerabilidade.As leis contra os criminosos e assassinos existem e são rigorosas, mas a eficácia de sua aplicação é questionável. A grande quantidade de vítimas de feminicídios que tinham em mãos medidas protetivas ou restritivas contra seus parceiros é apenas um das feridas abertas dessa realidade.Para tratar do assunto, o “Um Tema” podcast convida a professora Anna Christina Bentes, coordenadora do Núcleo de Estudos de Gênero – Pagu, ligado à Unicamp e que tem suas atividades ligadas a questões sociais, econômicas, antropológicas, históricas e políticas.Ficha técnicaProdução: Patrícia Lauretti e Fábio GallacciApresentação: Thaís Pimenta e Fábio GallacciTécnica e edição: Bruno PiatoCapa: Alex CalixtoFoto: Marcelo Camargo/Agência BrasilCoordenação geral: Patrícia Lauretti#unicamp #mulher #violência
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