EPISODE · Feb 2, 2023 · 5 MIN
Profecia de Malaquias 3,1-4 (com reflexão)
from OUVIR E REFLETIR · host REINALDO ROCHA
Profecia de Malaquias 3,1-4 Assim diz o Senhor: [1] Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o Dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; [2] e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; [3] e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor. [4] Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos. Palavra do Senhor. REFLEXÃO O nome “Malaquias” não é um nome próprio. Significa “o meu mensageiro”. É o título tomado por um profeta anônimo, sobre o qual praticamente nada sabemos e que se apresenta como “mensageiro” de Jahwéh. Atuando na Jerusalém do período posterior ao regresso da Babilônia, é um fervoroso defensor da tradição dos valores judaicos, um fervoroso pregador de reformas, um zeloso defensor do culto autêntico, favorável ao Templo já reconstruído, preocupado com a pureza dos sacerdotes e dos levitas, defensor dos sacrifícios, diante de um culto que funcionava, mas de maneira imperfeita, contrário aos matrimônios mistos. Este quadro, posterior à restauração do Templo, situa-nos na primeira metade do séc. V a.C. (entre 480 e 450 a.C.), muito próximo da época de Esdras e Neemias. Este “mensageiro de Deus” reage vigorosamente contra a situação em que o Povo de Judá está a cair e que veremos mais adiante. Coloca cada um diante das suas responsabilidades para com Jahwéh e para com o próximo, exige a conversão do Povo e a reforma da vida cultual. A lógica deste mensageiro é construída numa base deuteronomista: se o Povo se obstinar em percorrer caminhos de infidelidade à Aliança, voltará a conhecer a morte e a infelicidade; mas se o Povo se voltar para Jahwéh e cumprir os mandamentos, voltará a gozar da vida e da felicidade que Deus oferece àqueles que seguem os seus caminhos. Apenas a título de exemplo, podemos ler Dt 30,15-20, para entender que a concepção da vida e da felicidade do povo de Israel depende de uma escolha, em que a escolha pelos caminhos de Jawéh conduz à vida e à felicidade, ao passo que a escolha pelas forças próprias e sobretudo contrárias a Jawéh conduz à morte e à ruína.
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Profecia de Malaquias 3,1-4 Assim diz o Senhor: [1] Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o Dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; [2] e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; [3] e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor. [4] Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos. Palavra do Senhor. REFLEXÃO O nome “Malaquias” não é um nome próprio. Significa “o meu mensageiro”. É o título tomado por um profeta anônimo, sobre o qual praticamente nada sabemos e que se apresenta como “mensageiro” de Jahwéh. Atuando na Jerusalém do período posterior ao regresso da Babilônia, é um fervoroso defensor da tradição dos valores judaicos, um fervoroso pregador de reformas, um zeloso defensor do culto autêntico, favorável ao Templo já reconstruído, preocupado com a pureza dos sacerdotes e dos levitas, defensor dos sacrifícios, diante de um culto que funcionava, mas de maneira imperfeita, contrário aos matrimônios mistos. Este quadro, posterior à restauração do Templo, situa-nos na primeira metade do séc. V a.C. (entre 480 e 450 a.C.), muito próximo da época de Esdras e Neemias. Este “mensageiro de Deus” reage vigorosamente contra a situação em que o Povo de Judá está a cair e que veremos mais adiante. Coloca cada um diante das suas responsabilidades para com Jahwéh e para com o próximo, exige a conversão do Povo e a reforma da vida cultual. A lógica deste mensageiro é construída numa base deuteronomista: se o Povo se obstinar em percorrer caminhos de infidelidade à Aliança, voltará a conhecer a morte e a infelicidade; mas se o Povo se voltar para Jahwéh e cumprir os mandamentos, voltará a gozar da vida e da felicidade que Deus oferece àqueles que seguem os seus caminhos. Apenas a título de exemplo, podemos ler Dt 30,15-20, para entender que a concepção da vida e da felicidade do povo de Israel depende de uma escolha, em que a escolha pelos caminhos de Jawéh conduz à vida e à felicidade, ao passo que a escolha pelas forças próprias e sobretudo contrárias a Jawéh conduz à morte e à ruína.
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