PROSTITUIÇÃO, GÊNERO, MEMÓRIA E SEXUALIDADE NO CASO DA BOATE CHANTECLER episode artwork

EPISODE · Oct 9, 2023 · 35 MIN

PROSTITUIÇÃO, GÊNERO, MEMÓRIA E SEXUALIDADE NO CASO DA BOATE CHANTECLER

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O âmbito de estudos ligadas ao feminino, principalmente, as temáticas sobre a prostituição, sempre foram marginalizadas pela historiografia tradicional, saindo desta obscuridade a partir dos anos de 1960, com as novas narrativas produzidas por vários setores das ciências humanas. Esse debate foi fruto de um esforço coletivo, como forma de mostrar a presença real das mulheres na história mais cotidiana. Consequentemente, essa obscuridade sobre uma História das Mulheres reside no fato de que elas estavam confinadas ao âmbito privado, subjugadas à reificação sexual de seus maridos, filhos, pais e da sociedade, que às enxergava como um ser inferior, um sexo “frágil”. Assim sendo, seu acesso ao espaço público, representado pela vida agitada nos grandes centros urbanos, a sua introdução nas escolas e nas universidades e na participação política, eram vistos como uma ameaça às estruturas sexistas da sociedade, uma vez que, “sua aparição causa medo”. Para desconstruir o discurso sobre a imagem da prostituta, assim como analisar os lugares frequentados por estas mulheres públicas, como espaços de prazer e relações sociais, o historiador é “chamado a prestar contas”, ressignificando o objeto que outrora fora estudado. É nessa perspectiva que a pesquisa da Olivia tenta dar luz à história de uma das boates mais famosas da cidade do Recife, o Chantecler, que funcionava num edifício histórico, atualmente tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. O marco cronológico permeia desde sua inauguração, em 1939, até a data do seu provável fechamento, em 1984. Segundas Feministas Episódio 151 -PROSTITUIÇÃO, GÊNERO, MEMÓRIA E SEXUALIDADE NO CASO DA BOATE CHANTECLER Convidada: Olivia Tereza Pinheiro de Siqueira Direção Geral, Direção executiva e Locução: Kaoana Sopelsa (UFGD), Ana Carolina Coelho (UFG) e Marcela Boni (USP) Supervisão de produção e Edição de áudio: Indiara Launa Teodoro (UFRPE) Pesquisa de conteúdo e Roteiros: Ana Carolina Coelho (UFG), Marcela Boni (USP), Marília Belmonte (USP), Geisy Suet (USP), Aline Beatriz Coutinho (UERJ), Renan de Souza Nascimento (Unimontes-MG) e Indiara Launa Teodoro (UFRPE) Pesquisa gráfica e Arte: Kaoana Sopelsa (UFGD) e Ingryd Damásio Ribeiro Tófani (Unimontes-MG). Social Media: Marília Belmonte (USP), Geisy Suet (USP), Renan de Souza Nascimento (Unimontes-MG) e Indiara Launa Teodoro (UFRPE). Trilha sonora: Ekena, Todxs Putxs (2017).  Realização e apoio: GT GÊNERO - ANPUH Brasil e ANPUH Brasil.  País/Ano: Brasil, Ano IV, 2023. Acompanhe o Segundas Feministas nas redes sociais! @segundasfeministas FONTES E INDICAÇÕES: SIQUEIRA, Olivia Tereza Pinheiro de. BOATE CHANTECLER: A representação da ascensão e do declínio nos espaços de prazer do Recife (1939-1984). Dissertação (Mestrado em História), Universidade Federal Fluminense, 2023. Monique Prada. PUTAFEMINSTA (2018).

O âmbito de estudos ligadas ao feminino, principalmente, as temáticas sobre a prostituição, sempre foram marginalizadas pela historiografia tradicional, saindo desta obscuridade a partir dos anos de 1960, com as novas narrativas produzidas por vários setores das ciências humanas. Esse debate foi fruto de um esforço coletivo, como forma de mostrar a presença real das mulheres na história mais cotidiana. Consequentemente, essa obscuridade sobre uma História das Mulheres reside no fato de que elas estavam confinadas ao âmbito privado, subjugadas à reificação sexual de seus maridos, filhos, pais e da sociedade, que às enxergava como um ser inferior, um sexo “frágil”. Assim sendo, seu acesso ao espaço público, representado pela vida agitada nos grandes centros urbanos, a sua introdução nas escolas e nas universidades e na participação política, eram vistos como uma ameaça às estruturas sexistas da sociedade, uma vez que, “sua aparição causa medo”. Para desconstruir o discurso sobre a imagem da prostituta, assim como analisar os lugares frequentados por estas mulheres públicas, como espaços de prazer e relações sociais, o historiador é “chamado a prestar contas”, ressignificando o objeto que outrora fora estudado. É nessa perspectiva que a pesquisa da Olivia tenta dar luz à história de uma das boates mais famosas da cidade do Recife, o Chantecler, que funcionava num edifício histórico, atualmente tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. O marco cronológico permeia desde sua inauguração, em 1939, até a data do seu provável fechamento, em 1984. Segundas Feministas Episódio 151 -PROSTITUIÇÃO, GÊNERO, MEMÓRIA E SEXUALIDADE NO CASO DA BOATE CHANTECLER Convidada: Olivia Tereza Pinheiro de Siqueira Direção Geral, Direção executiva e Locução: Kaoana Sopelsa (UFGD), Ana Carolina Coelho (UFG) e Marcela Boni (USP) Supervisão de produção e Edição de áudio: Indiara Launa Teodoro (UFRPE) Pesquisa de conteúdo e Roteiros: Ana Carolina Coelho (UFG), Marcela Boni (USP), Marília Belmonte (USP), Geisy Suet (USP), Aline Beatriz Coutinho (UERJ), Renan de Souza Nascimento (Unimontes-MG) e Indiara Launa Teodoro (UFRPE) Pesquisa gráfica e Arte: Kaoana Sopelsa (UFGD) e Ingryd Damásio Ribeiro Tófani (Unimontes-MG). Social Media: Marília Belmonte (USP), Geisy Suet (USP), Renan de Souza Nascimento (Unimontes-MG) e Indiara Launa Teodoro (UFRPE). Trilha sonora: Ekena, Todxs Putxs (2017).  Realização e apoio: GT GÊNERO - ANPUH Brasil e ANPUH Brasil.  País/Ano: Brasil, Ano IV, 2023. Acompanhe o Segundas Feministas nas redes sociais! @segundasfeministas FONTES E INDICAÇÕES: SIQUEIRA, Olivia Tereza Pinheiro de. BOATE CHANTECLER: A representação da ascensão e do declínio nos espaços de prazer do Recife (1939-1984). Dissertação (Mestrado em História), Universidade Federal Fluminense, 2023. Monique Prada. PUTAFEMINSTA (2018).

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