EPISODE · Jun 30, 2024 · 5 MIN
Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 12,7-10 (COM REFLEXÃO)
from OUVIR E REFLETIR · host REINALDO ROCHA
Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 12,7-10 Irmãos: 7 Para que a extraordinária grandezadas revelações não me ensoberbecesse, foi espetado na minha carne um espinho, que é como um anjo de Satanás a esbofetear-me, a fim de que eu não me exalte demais. 8 A esse propósito, roguei três vezes ao Senhor que o afastasse de mim. 9 Mas ele disse-me: "Basta-te a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta". Por isso, de bom grado, eu me gloriarei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. 10 Eis porque eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor a Cristo. Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte. Palavra do Senhor. REFLEXÃO Corinto possuía uma comunidade fundada por Paulo, à qual ele escreve a fim de resolver várias questões comunitárias, das quais resultaram as duas cartas aos coríntios. As circunstâncias da segunda carta são confusas e parecem reunir diferentes redações. No entanto, certamente Paulo faz sua autodefesa devido ao descrédito de seu ministério por parte de alguns. A passagem proclamada na liturgia deste domingo é parte dessa defesa do apóstolo. Paulo defende a autenticidade do seu ministério diante dos “superapóstolos” que o acusavam. Ele não se sente inferior a ninguém, muito menos aos seus detratores. Se quisesse entrar na mesma dinâmica, poderia orgulhar-se de muitas coisas, nomeadamente das revelações que recebeu e das suas experiências místicas. Entretanto, ele quer apenas que o vejam como um homem frágil e vulnerável, a quem Deus chamou e enviou para dar testemunho de Jesus Cristo entre as pessoas. Paulo menciona um “espinho na carne”, que gerava humildade nele pelos sofrimentos. Não se explicita de que se trata, mas tal “espinho” produziu em Paulo um reconhecimento de que ele não é um herói nem pode confiar demasiadamente em suas habilidades humanas. A força de Paulo está no reconhecimento de sua debilidade, finitude e limitação, pois assim ele se torna forte, confiando na “graça de Deus”, que não lhe falta. Reconhecendo-se fraco, ele é forte devido à ação de Deus. O êxito da missão de Paulo se encontrava na confiança que ele tinha em Deus, por mais que tivesse motivos para confiar nas próprias forças. A evangelização é obra de Deus realizada por meio de pessoas que se dispõem a servir a partir de uma experiência de fé. Portanto, cabe-nos ter atenção para não nos superestimarmos, como se o que se realiza fosse por nossos méritos. Na verdade, tudo é graça de Deus.
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Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 12,7-10 Irmãos: 7 Para que a extraordinária grandezadas revelações não me ensoberbecesse, foi espetado na minha carne um espinho, que é como um anjo de Satanás a esbofetear-me, a fim de que eu não me exalte demais. 8 A esse propósito, roguei três vezes ao Senhor que o afastasse de mim. 9 Mas ele disse-me: "Basta-te a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta". Por isso, de bom grado, eu me gloriarei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. 10 Eis porque eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor a Cristo. Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte. Palavra do Senhor. REFLEXÃO Corinto possuía uma comunidade fundada por Paulo, à qual ele escreve a fim de resolver várias questões comunitárias, das quais resultaram as duas cartas aos coríntios. As circunstâncias da segunda carta são confusas e parecem reunir diferentes redações. No entanto, certamente Paulo faz sua autodefesa devido ao descrédito de seu ministério por parte de alguns. A passagem proclamada na liturgia deste domingo é parte dessa defesa do apóstolo. Paulo defende a autenticidade do seu ministério diante dos “superapóstolos” que o acusavam. Ele não se sente inferior a ninguém, muito menos aos seus detratores. Se quisesse entrar na mesma dinâmica, poderia orgulhar-se de muitas coisas, nomeadamente das revelações que recebeu e das suas experiências místicas. Entretanto, ele quer apenas que o vejam como um homem frágil e vulnerável, a quem Deus chamou e enviou para dar testemunho de Jesus Cristo entre as pessoas. Paulo menciona um “espinho na carne”, que gerava humildade nele pelos sofrimentos. Não se explicita de que se trata, mas tal “espinho” produziu em Paulo um reconhecimento de que ele não é um herói nem pode confiar demasiadamente em suas habilidades humanas. A força de Paulo está no reconhecimento de sua debilidade, finitude e limitação, pois assim ele se torna forte, confiando na “graça de Deus”, que não lhe falta. Reconhecendo-se fraco, ele é forte devido à ação de Deus. O êxito da missão de Paulo se encontrava na confiança que ele tinha em Deus, por mais que tivesse motivos para confiar nas próprias forças. A evangelização é obra de Deus realizada por meio de pessoas que se dispõem a servir a partir de uma experiência de fé. Portanto, cabe-nos ter atenção para não nos superestimarmos, como se o que se realiza fosse por nossos méritos. Na verdade, tudo é graça de Deus.
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