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EPISODE · May 29, 2023 · 35 MIN

#SegundasTrajetórias: Bella Gonçalves

from Segundas Feministas · host GT Gênero ANPUH Brasil

APRESENTAÇÃO Em março deste ano de 2023 o Fórum Brasileiro de Segurança Pública publicou o relatório “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, com resultados de pesquisa que mostra que em 2022 todas as formas de violência contra mulheres aumentaram. A pesquisa estima que 18,6 milhões de mulheres de 16 anos ou mais sofreram alguma forma de violência.  Os números de assédio sexual foram surpreendentes. Cerca de 46,7% das mulheres de 16 anos ou mais sofreram alguma forma de assédio sexual; a projeção feita pela pesquisa é de que cerca de 30 milhões brasileiras foram assediadas sexualmente no ano de 2022” (FBSPa, 2023, p.37).  O assédio é resultado da cultura patriarcal e das imensas desigualdades de gênero e está sendo desvelado em todos os espaços, dentre eles, as universidades. Pesquisas recentes indicam que, no Brasil, mais de 70% das mulheres já sofreram assédio nas universidades. Por esse motivo, aprovou-se recentemente a lei Lei Nº 14.540 que obriga as instituições a criarem políticas educativas de enfrentamento a essa forma de violência.  O assédio às mulheres, juntamente com outras formas de violência política de gênero também está presente nas câmaras de vereadores, nas Assembleias, Congresso, Senado e no poder executivo de todos os níveis. Quanto mais ocupamos esses espaços de poder historicamente destinados aos homens, mais cresce a violência sobre nós, como estratégia de humilhar, aterrorizar e nos fazer retornar silenciadas para o espaço doméstico.  Para falar sobre esse e outros temas o Segundas Feministas de hoje recebe a deputada estadual mineira Isabella Gonçalves Miranda. Bella Gonçalves, como é mais conhecida, é cientista política, doutora em Pós Colonialismos e Cidadania Global pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal) e em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mulher lésbica e jovem, BELLA atuou como assessora na Gabinetona, mandato coletivo de mulheres e com ações compartilhadas na Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, onde também atuou vereadora eleita. Bella atua nas lutas pelo direito à cidade e por uma reforma urbana popular e feminista. Sua experiência é marcada pelo trabalho junto a movimentos sociais, ocupações urbanas, vilas e favelas, diversos segmentos de trabalhadores informais e ainda junto a movimentos pela agroecologia e contra a mineração predatória. No seu mandato tem como propósitos fortalecer a luta pela democracia e por maior participação e poder às mulheres, negras, indígenas e LGBTQIA+. FICHA TÉCNICA: Segundas Feministas Episódio 143: #SegundasTrajetórias: Sobre assédio, ocupações e outras lutas feministas Entrevistada: Bella Gonçalves Equipe de Produção (projeto e execução): Direção Geral (Coordenação): Andréa Bandeira (UPE) Direção executiva e Locução: Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Supervisão: Indiara Launa Teodoro (UFRPE) Pesquisa e Roteiro: Cláudia Maia (Unimontes-MG) Edição de áudio: Indiara Launa Teodoro (UFRPE) Pesquisa gráfica, Arte e Social media: Kaoana Sopelsa (UFGD), Marília Belmonte (USP), Geisy Suet (USP), Ingryd Damásio Ribeiro Tófani (Unimontes-MG), Renan de Souza Nascimento (Unimontes-MG) e Maria Clara de Oliveira (Unimontes-MG). Colaboração: Cláudia Maia (Unimontes-MG), Aline Beatriz Coutinho (UERJ) e Suane Felippe Soares (UFRJ). Trilha sonora: Anelis Assumpção, Mergulho Interior (2018). Realização e apoio: Universidade de Pernambuco/NUPECS; PPGH da Universidade Estadual de Montes Claros;  GT GÊNERO ANPUH Brasil e ANPUH Brasil.  País/Ano: Brasil, Ano IV, 2023. Acompanhe o Segundas Feministas nas redes sociais! www.instagram.com/segundasfeministas/ www.facebook.com/Segundas-Feministas/

APRESENTAÇÃO Em março deste ano de 2023 o Fórum Brasileiro de Segurança Pública publicou o relatório “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, com resultados de pesquisa que mostra que em 2022 todas as formas de violência contra mulheres aumentaram. A pesquisa estima que 18,6 milhões de mulheres de 16 anos ou mais sofreram alguma forma de violência.  Os números de assédio sexual foram surpreendentes. Cerca de 46,7% das mulheres de 16 anos ou mais sofreram alguma forma de assédio sexual; a projeção feita pela pesquisa é de que cerca de 30 milhões brasileiras foram assediadas sexualmente no ano de 2022” (FBSPa, 2023, p.37).  O assédio é resultado da cultura patriarcal e das imensas desigualdades de gênero e está sendo desvelado em todos os espaços, dentre eles, as universidades. Pesquisas recentes indicam que, no Brasil, mais de 70% das mulheres já sofreram assédio nas universidades. Por esse motivo, aprovou-se recentemente a lei Lei Nº 14.540 que obriga as instituições a criarem políticas educativas de enfrentamento a essa forma de violência.  O assédio às mulheres, juntamente com outras formas de violência política de gênero também está presente nas câmaras de vereadores, nas Assembleias, Congresso, Senado e no poder executivo de todos os níveis. Quanto mais ocupamos esses espaços de poder historicamente destinados aos homens, mais cresce a violência sobre nós, como estratégia de humilhar, aterrorizar e nos fazer retornar silenciadas para o espaço doméstico.  Para falar sobre esse e outros temas o Segundas Feministas de hoje recebe a deputada estadual mineira Isabella Gonçalves Miranda. Bella Gonçalves, como é mais conhecida, é cientista política, doutora em Pós Colonialismos e Cidadania Global pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal) e em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mulher lésbica e jovem, BELLA atuou como assessora na Gabinetona, mandato coletivo de mulheres e com ações compartilhadas na Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, onde também atuou vereadora eleita. Bella atua nas lutas pelo direito à cidade e por uma reforma urbana popular e feminista. Sua experiência é marcada pelo trabalho junto a movimentos sociais, ocupações urbanas, vilas e favelas, diversos segmentos de trabalhadores informais e ainda junto a movimentos pela agroecologia e contra a mineração predatória. No seu mandato tem como propósitos fortalecer a luta pela democracia e por maior participação e poder às mulheres, negras, indígenas e LGBTQIA+. FICHA TÉCNICA: Segundas Feministas Episódio 143: #SegundasTrajetórias: Sobre assédio, ocupações e outras lutas feministas Entrevistada: Bella Gonçalves Equipe de Produção (projeto e execução): Direção Geral (Coordenação): Andréa Bandeira (UPE) Direção executiva e Locução: Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP) Supervisão: Indiara Launa Teodoro (UFRPE) Pesquisa e Roteiro: Cláudia Maia (Unimontes-MG) Edição de áudio: Indiara Launa Teodoro (UFRPE) Pesquisa gráfica, Arte e Social media: Kaoana Sopelsa (UFGD), Marília Belmonte (USP), Geisy Suet (USP), Ingryd Damásio Ribeiro Tófani (Unimontes-MG), Renan de Souza Nascimento (Unimontes-MG) e Maria Clara de Oliveira (Unimontes-MG). Colaboração: Cláudia Maia (Unimontes-MG), Aline Beatriz Coutinho (UERJ) e Suane Felippe Soares (UFRJ). Trilha sonora: Anelis Assumpção, Mergulho Interior (2018). Realização e apoio: Universidade de Pernambuco/NUPECS; PPGH da Universidade Estadual de Montes Claros;  GT GÊNERO ANPUH Brasil e ANPUH Brasil.  País/Ano: Brasil, Ano IV, 2023. Acompanhe o Segundas Feministas nas redes sociais! www.instagram.com/segundasfeministas/ www.facebook.com/Segundas-Feministas/

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