Servos indignos - Jonas 4.2,4 episode artwork

EPISODE · Aug 16, 2024 · 4 MIN

Servos indignos - Jonas 4.2,4

from Fiel Devocional · host Ministério Fiel

E orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, [eu] me adiantei, fugindo para Társis, pois [eu] sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal. […] E disse o Senhor: É razoável essa tua ira? (Jn 4.2, 4)Quando as crianças fazem algo errado, muitas vezes buscam o perdão dos pais, o recebem e depois dizem: “Eu sei que estava errado, mas… havia uma razão perfeitamente boa para eu ter feito o que fiz”. Vemos algo semelhante com o profeta Jonas. Deus o perdoou, o pegou e o colocou de volta nos trilhos, e ainda assim ele tentou justificar sua desobediência anterior. Ele estava simultaneamente se sentindo irado, discutindo e orando — o que não é uma tarefa fácil!Na argumentação de Jonas, observe quantas vezes o pronome pessoal “eu” aparece. Havia “Jonas” de mais em seu discurso — e, portanto, em seu coração — quando ele apresentou seu caso como uma questão de ser a sua palavra contra a do Senhor. Ele tolamente supôs que seu caminho era melhor do que o de Deus.A queixa de Jonas também estava enraizada em dois pesos e duas medidas. Embora ele tivesse sido recentemente o destinatário da compaixão e misericórdia de Deus, ele encontrou falhas em Deus por demonstrar essa mesma misericórdia para aqueles que Jonas achava que deveriam estar além da redenção.O grande problema para Jonas era a graça soberana de Deus. Ele estava zangado com Deus por agir de uma maneira que ele não entendia ou aprovava. Mas o Senhor havia declarado havia muito tempo: “terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer” (Êx 33.19). A graça divina para com os pecadores nunca pode ser explicada. Não tem uma razão; simplesmente reflete quem Deus é.Em resposta à reação de Jonas, o Senhor não perguntou se ele estava irado, mas se ele tinha o direito de estar irado. Esta era a questão central: Jonas — um representante de um povo a quem Deus havia favorecido mesmo quando se desviou, e que em sua desobediência conhecera pessoalmente a mão salvadora de Deus — tinha algum motivo válido para se opor à compaixão de Deus para com os outros? A resposta é claramente “não”. Nem temos o direito de desafiar a Deus sobre como e a quem ele estende sua misericórdia ou como ele dirige todas as coisas para salvar o seu povo e glorificar seu Filho.Se nos pegarmos irados com Deus e reclamando sobre o caminho que ele escolheu para cumprir os seus propósitos, é porque nos esquecemos de quão indignos somos de receber a graça de Deus. Aqui está o perigo: é nos tornarmos tão tolerantes com a nossa própria desobediência, que pensamos ter direito ao favor e à bênção de Deus. Mas tudo é graça, todos os dias. Somente quando formos dominados pela graça, seremos capazes de nos alegrar na abundância da misericórdia de Deus, a qual é derramada sobre os seus santos indignos.

E orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, [eu] me adiantei, fugindo para Társis, pois [eu] sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal. […] E disse o Senhor: É razoável essa tua ira? (Jn 4.2, 4)Quando as crianças fazem algo errado, muitas vezes buscam o perdão dos pais, o recebem e depois dizem: “Eu sei que estava errado, mas… havia uma razão perfeitamente boa para eu ter feito o que fiz”. Vemos algo semelhante com o profeta Jonas. Deus o perdoou, o pegou e o colocou de volta nos trilhos, e ainda assim ele tentou justificar sua desobediência anterior. Ele estava simultaneamente se sentindo irado, discutindo e orando — o que não é uma tarefa fácil!Na argumentação de Jonas, observe quantas vezes o pronome pessoal “eu” aparece. Havia “Jonas” de mais em seu discurso — e, portanto, em seu coração — quando ele apresentou seu caso como uma questão de ser a sua palavra contra a do Senhor. Ele tolamente supôs que seu caminho era melhor do que o de Deus.A queixa de Jonas também estava enraizada em dois pesos e duas medidas. Embora ele tivesse sido recentemente o destinatário da compaixão e misericórdia de Deus, ele encontrou falhas em Deus por demonstrar essa mesma misericórdia para aqueles que Jonas achava que deveriam estar além da redenção.O grande problema para Jonas era a graça soberana de Deus. Ele estava zangado com Deus por agir de uma maneira que ele não entendia ou aprovava. Mas o Senhor havia declarado havia muito tempo: “terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer” (Êx 33.19). A graça divina para com os pecadores nunca pode ser explicada. Não tem uma razão; simplesmente reflete quem Deus é.Em resposta à reação de Jonas, o Senhor não perguntou se ele estava irado, mas se ele tinha o direito de estar irado. Esta era a questão central: Jonas — um representante de um povo a quem Deus havia favorecido mesmo quando se desviou, e que em sua desobediência conhecera pessoalmente a mão salvadora de Deus — tinha algum motivo válido para se opor à compaixão de Deus para com os outros? A resposta é claramente “não”. Nem temos o direito de desafiar a Deus sobre como e a quem ele estende sua misericórdia ou como ele dirige todas as coisas para salvar o seu povo e glorificar seu Filho.Se nos pegarmos irados com Deus e reclamando sobre o caminho que ele escolheu para cumprir os seus propósitos, é porque nos esquecemos de quão indignos somos de receber a graça de Deus. Aqui está o perigo: é nos tornarmos tão tolerantes com a nossa própria desobediência, que pensamos ter direito ao favor e à bênção de Deus. Mas tudo é graça, todos os dias. Somente quando formos dominados pela graça, seremos capazes de nos alegrar na abundância da misericórdia de Deus, a qual é derramada sobre os seus santos indignos.

NOW PLAYING

Servos indignos - Jonas 4.2,4

0:00 4:09

No transcript for this episode yet

We transcribe on demand. Request one and we'll notify you when it's ready — usually under 10 minutes.

No similar episodes found.

No similar podcasts found.

Frequently Asked Questions

How long is this episode of Fiel Devocional?

This episode is 4 minutes long.

When was this Fiel Devocional episode published?

This episode was published on August 16, 2024.

What is this episode about?

E orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, [eu] me adiantei, fugindo para Társis, pois [eu] sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e...

Can I download this Fiel Devocional episode?

Yes, you can download this episode by clicking the download button on the episode player, or subscribe to the podcast in your preferred podcast app for automatic downloads.
URL copied to clipboard!