EPISODE · Apr 19, 2024 · 52 MIN
Tribuna Livre do CMC Podcasts: crianças, adolescentes e mulheres mais seguras
from CMC Podcasts · host Câmara Municipal de Curitiba
A bancada do Tribuna Livre do CMC Podcasts recebeu a vereadora Sargento Tânia Guerreiro (Pode) para debater a segurança para mulheres, crianças e adolescentes. O assunto é uma das principais bandeiras da parlamentar, que tem um histórico no combate à pedofilia. Para ampliar o debate do tema, a vereadora convidou duas especialistas, a delegada Eliete Kovalhuk, atual titular da Delegacia do Adolescente, e a coordenadora-geral da Casa da Mulher Brasileira em Curitiba, Sandra Praddo. “Anos atrás, esses assuntos eram cochichados. Tanto da violência contra mulher que sofria nas garras do marido quanto da criança que sofria violência física, psicológica e sexual”, explicou a vereadora Sargento Tânia Guerreiro. Ela ressaltou que aquela história de que “em briga de marido e mulher não se mete a colher” não deve ser tolerada, porque casos de agressão representam, em verdade, um problema nosso enquanto sociedade. “Tem de meter a colher sim! Não temos bola de cristal para descobrir o que acontece em quatro paredes, pois 90% dos casos da violência sexual são domésticas, dentro dos lares”, explicou Guerreiro. Inscreva-se no canal da CMC no YouTube Responsável pela delegacia que investiga adolescentes que cometem atos infracionais, a delegada Eliete Kovalhuk disse que é preciso compreender todo o contexto do adolescente, pois, muitas vezes, eles podem ter sido vítimas que replicam a violência que sofrem. Nesse sentido, há três demandas que precisam ser esclarecidas: a vulnerabilidade social, os conflitos interpessoais no ambiente escolar e, por fim, o abuso sexual. “As denúncias e os registros têm crescido, mas a subnotificação ainda é grande”, disse a delegada. As três participantes do podcast concordam que é preciso fortalecer a informação para que as vítimas sejam acolhidas ao fazer denúncias. A Casa da Mulher Brasileira em Curitiba é um espaço público que oferece todas as garantias para as mulheres registrarem casos de violência doméstica e sexual. Segundo Sandra Praddo, há somente 11 casas com a mesma estrutura da que existe em Curitiba, próxima ao terminal do Cabral. “Oferecemos todos os serviços que a mulher precisa para sair de um ciclo de violência, com agenda online, triagem, escuta qualificada com psicólogos e assistentes sociais. É preciso ouvir todo o passado para compreender o caso”, disse Praddo. Segundo ela, a instalação da Delegacia da Mulher dentro da Casa da Mulher Brasileira, em 2019, fortaleceu o aumento das denúncias: em 2018, foram cerca de 12 mil denúncias, que subiram para 21 mil no ano seguinte. “Precisamos falar mais sobre isso, a maioria não sabe dos direitos. A violência doméstica é sucinta, ela vai lentamente. A mulher primeiro leva um apertão no braço, depois um empurrão, depois um cala a boca”, disse a Sargento Tânia Guerreiro. Na Casa da Mulher Brasileira, Sandra Praddo explicou que há espaço para acolher não somente a mãe, mas também filhos e, até mesmo, animais de estimação. “Há casos em que o agressor usa o animal para fazer a vítima se calar. Uma das formas da criança ceder é o agressor ameaçar o animal quando a criança começa a se proteger dos abusos”, contou a vereadora. Leia mais em: https://www.curitiba.pr.leg.br/informacao/noticias/tribuna-livre-do-cmc-podcasts-mais-seguranca-para-criancas-adolescentes-e-mulheres #TribunaLivre, #CMCPodcasts, #SargentoTâniaGuerreiro, #SegurançaPública, #Mulheres, #Crianças, #Adolescentes,#CasaDaMulherBrasileira
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A bancada do Tribuna Livre do CMC Podcasts recebeu a vereadora Sargento Tânia Guerreiro (Pode) para debater a segurança para mulheres, crianças e adolescentes. O assunto é uma das principais bandeiras da parlamentar, que tem um histórico no combate à pedofilia. Para ampliar o debate do tema, a vereadora convidou duas especialistas, a delegada Eliete Kovalhuk, atual titular da Delegacia do Adolescente, e a coordenadora-geral da Casa da Mulher Brasileira em Curitiba, Sandra Praddo. “Anos atrás, esses assuntos eram cochichados. Tanto da violência contra mulher que sofria nas garras do marido quanto da criança que sofria violência física, psicológica e sexual”, explicou a vereadora Sargento Tânia Guerreiro. Ela ressaltou que aquela história de que “em briga de marido e mulher não se mete a colher” não deve ser tolerada, porque casos de agressão representam, em verdade, um problema nosso enquanto sociedade. “Tem de meter a colher sim! Não temos bola de cristal para descobrir o que acontece em quatro paredes, pois 90% dos casos da violência sexual são domésticas, dentro dos lares”, explicou Guerreiro. Inscreva-se no canal da CMC no YouTube Responsável pela delegacia que investiga adolescentes que cometem atos infracionais, a delegada Eliete Kovalhuk disse que é preciso compreender todo o contexto do adolescente, pois, muitas vezes, eles podem ter sido vítimas que replicam a violência que sofrem. Nesse sentido, há três demandas que precisam ser esclarecidas: a vulnerabilidade social, os conflitos interpessoais no ambiente escolar e, por fim, o abuso sexual. “As denúncias e os registros têm crescido, mas a subnotificação ainda é grande”, disse a delegada. As três participantes do podcast concordam que é preciso fortalecer a informação para que as vítimas sejam acolhidas ao fazer denúncias. A Casa da Mulher Brasileira em Curitiba é um espaço público que oferece todas as garantias para as mulheres registrarem casos de violência doméstica e sexual. Segundo Sandra Praddo, há somente 11 casas com a mesma estrutura da que existe em Curitiba, próxima ao terminal do Cabral. “Oferecemos todos os serviços que a mulher precisa para sair de um ciclo de violência, com agenda online, triagem, escuta qualificada com psicólogos e assistentes sociais. É preciso ouvir todo o passado para compreender o caso”, disse Praddo. Segundo ela, a instalação da Delegacia da Mulher dentro da Casa da Mulher Brasileira, em 2019, fortaleceu o aumento das denúncias: em 2018, foram cerca de 12 mil denúncias, que subiram para 21 mil no ano seguinte. “Precisamos falar mais sobre isso, a maioria não sabe dos direitos. A violência doméstica é sucinta, ela vai lentamente. A mulher primeiro leva um apertão no braço, depois um empurrão, depois um cala a boca”, disse a Sargento Tânia Guerreiro. Na Casa da Mulher Brasileira, Sandra Praddo explicou que há espaço para acolher não somente a mãe, mas também filhos e, até mesmo, animais de estimação. “Há casos em que o agressor usa o animal para fazer a vítima se calar. Uma das formas da criança ceder é o agressor ameaçar o animal quando a criança começa a se proteger dos abusos”, contou a vereadora. Leia mais em: https://www.curitiba.pr.leg.br/informacao/noticias/tribuna-livre-do-cmc-podcasts-mais-seguranca-para-criancas-adolescentes-e-mulheres #TribunaLivre, #CMCPodcasts, #SargentoTâniaGuerreiro, #SegurançaPública, #Mulheres, #Crianças, #Adolescentes,#CasaDaMulherBrasileira
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