A Vida não é o que Aparece podcast artwork

PODCAST · education

A Vida não é o que Aparece

Entrevistas sobre a vida que vemos e mostramos nas redes sociais, com Inês Duarte de Freitas.

  1. 18

    Filipa Gomes: “Pus-me no papel da mãe que tudo pode. Mas não somos capazes durante muito tempo”

    Filipa Gomes cresceu no campo, como a própria diz, entre vacas e couves. Sempre adorou comer, mas só começou a cozinhar muito mais tarde. Quis ser designer de moda e acabou se tornar publicitária. Isto até ao dia em que participou num casting do 24Kitchen e se tornou apresentadora do Prato do Dia. Seguiram-se Cozinha com Twist e Os Cadernos da Filipa, transformados também em livros de receitas. Hoje é um dos rostos mais conhecidos da culinária portuguesa e também ensina a cozinhar os seus mais de 525 mil seguidores. Foi há mais de uma década que Filipa Gomes apareceu no ecrã e a sua imagem, bem como o tom coloquial que utilizava nos programas, surpreenderam os mais conservadores do meio da cozinha – nunca se intitulou chef e ainda hoje prefere ser chamada de cozinheira e criadora de conteúdos. “Por que é que tens as unhas pintadas? Por que é que estás de batom? Por que é que estás assim vestida? Por que é que estás tão arranjada?”, reproduz, falando de algumas críticas que ouvia, muitas vezes sobre o seu corpo. O seu corpo ainda continua a ser tema nas caixas de comentários, até nos vídeos de receitas, onde os seguidores sentem “legitimidade” para falar da sua forma física, diz. “É um tema muito delicado para mim. É pública a minha luta constante com o peso, com as minhas medidas, o ser gorda ou não…”, desabafa no podcast A Vida Não É o Que Aparece, onde garante que nunca deixou que as inseguranças se reflectissem no trabalho, apesar de pesarem na saúde mental. Foi sempre essa a sua prioridade: dar o melhor no trabalho. “Tinha muita urgência em não deixar cair os pratos todos que tinha posto no ar. Mais o peso de querer ser a mãe perfeita. Queria que tudo fosse perfeito e isso passou uma factura muito grande a nível psicológico”, conta, falando de um burnout por que passou recentemente. “Pareço sempre esta pessoa superalegre e superentusiasmada, mas tenho uma tendência para a melancolia e para a tristeza”, confessa, deixando uma mensagem : “Pus-me muito nesse papel da mãe que tudo pode. Não é preciso”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  2. 17

    António Raminhos: “Tenho piadas superagressivas que nasceram em tempo de tensão”

    António Raminhos foi jornalista de Desporto n’A Capital, mas há já 20 anos percebeu que, se calhar, este ofício era demasiado sério para si. Estreou-se na comédia stand-up em 2006 e nunca mais parou. Na televisão foi um dos rostos do 5 para a Meia-Noite, na RTP, e nos palcos já fez espectáculos como As Marias sobre a sua dinâmica familiar ou mais recentemente Volto Já sobre o seu medo de morrer. É ainda autor do podcast Somos Todos Malucos e, só no Instagram, tem mais de um milhão de seguidores. Foi com o humor sobre a parentalidade que Raminhos (como prefere que o chamem) se tornou conhecido dos portugueses. Fazia vídeos com as duas filhas mais velhas que colocava no YouTube, onde atingiam os milhares de visualizações, numa altura em que “não sabíamos tanto” sobre os perigos da exposição das crianças. “Quando comecei a ter mais noção de o que são as redes sociais, comecei a pensar muitas vezes que tinham ficado traumatizadas. Por outro lado, sei que não aconteceu porque elas gostam de ver os vídeos”, analisa o humorista, em entrevista no podcast A Vida Não É o Que Aparece. Apesar de já não partilhar tanto a rotina familiar, ainda mantém o humor como uma ferramenta de parentalidade. “É simplesmente uma maneira de relativizar e tirar algum peso a momentos que são deveras difíceis”, defende, explicando como vai educando as três filhas para os perigos das redes sociais. “Faço questão de lhes mostrar as mensagens agressivas que me mandam para entenderem que os amigos reais fazem muito mais sentido do que os virtuais. Há muita gente que está atrás do teclado e utiliza essa camuflagem para deitar cá para fora coisas que deviam ser feitas em terapia”, lamenta. Ainda assim, nunca bloqueou ninguém no Instagram, nem pretende fazê-lo, apesar de receber comentários de ódio diariamente até sobre a sua saúde mental — sofre de perturbação obsessivo-compulsiva e fala sobre o tema não só nas redes sociais, como nos seus espectáculos. “Disseram-me: ‘Este gajo como não tinha graça nenhuma agora diz que tem problemas de saúde mental para ver se ganha dinheiro’”, exemplifica. No humor não há temas “seguros”, nem temas proibidos, diz, considerando “o limite acaba por ser se tem piada ou não”. E declara: “O humor depende muito mais de quem o recebe do que de quem o faz”. Independentemente do conteúdo, Raminhos reconhece que o humor é uma estratégia de defesa não só para lidarmos com os nossos fantasmas, mas também com o mundo. “A única maneira de combater a loucura em que o mundo está é relativizar para termos alguma normalidade. Há piadas muito agressivas que nasceram em tempo de tensão.” Siga o podcast A Vida não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  3. 16

    João Manzarra: “Causa-me tristeza que a experiência da vida seja a olhar para um ecrã”

    João Manzarra estreou-se na televisão portuguesa há quase 20 anos no Curto Circuito da SIC Radical. Não demorou até chegar a voos mais altos e foi apresentador do concurso de talentos Ídolos na SIC. Seguiram-se programas como A Máscara ou Vale Tudo. Fora do ecrã, quem o quer ver feliz é a escalar uma qualquer montanha pelo mundo e até tem partilhado as viagens com os seus seguidores, descobrindo uma faceta de Youtuber. Tem mais de 20 mil subscritores no canal de viagens e no Instagram são 513 mil seguidores. Gosta de viajar pelo mundo sozinho pela “pura liberdade” e “adrenalina” que experiencia nesses momentos. E de preferência prefere fazê-lo sem o telemóvel, sendo especialmente crítico desse pequeno aparelho que diz dominar as nossas vidas. “Acho o estar ao telemóvel uma coisa feia. É uma coisa que a mim não me atrai num ser humano”, declara no podcast A Vida Não é o Que Aparece. “Se vejo alguém à minha volta com um telemóvel há ali qualquer coisa que parece que aquela pessoa se está a afastar do melhor dela, de uma vida melhor que poderia estar a ter naquele momento”. Ao mesmo tempo, reconhece que é uma ferramenta de comunicação, que o próprio usa, confessando viver num “paradoxo”. Consciente dos perigos das redes sociais ou dessa utilização permanente daquele dispositivo, prefere moderar a sua utilização, motivo por que não partilha tanto. “Preocupa-me que as redes sociais sejam quase um exclusivo da atenção humana. O mundo passa a ser um ecrã e isso deixa-me triste. Causa-me alguma tristeza perceber que a experiência da vida seja a olhar para um ecrã”, lamenta. Até porque as redes sociais estão cheias de ilusões e de “vidas editadas”, um tema para o qual devemos estar conscientes, diz o apresentador. “Nós convivemos com a televisão que também é a mesma coisa. O que muda é o espaço em que as coisas são apresentadas. Agora, nas redes sociais, há muita gente com esse poder de iludir.” Assim, tenta levar temas importantes para as redes sociais, como a sustentabilidade e já foi alvo de críticas pela sua postura em prol do ambiente. “Como as minhas intenções eram todas boas realmente sofri um bocadinho quando percebi que estava a criar tanta irritação noutras pessoas”, desabafa em entrevista ao PÚBLICO. “Muitas destas pessoas até olham para as minhas acções e há um lado que admiram, mas, como não conseguem ser assim, acho que isso levanta nelas uma irritação.” Siga o podcast A Vida Não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  4. 15

    Catarina Maia e a perda do pai: “As dores, quando são partilhadas, tornam-se mais leves”

    Catarina Maia é natural do Porto, mas é em Lisboa que tem feito carreira. Começou ainda adolescente como modelo e venceu o concurso Cabelo Pantene – o Sonho em 2019. Pelo caminho, descobriu outra paixão, além da moda: a comunicação. É apresentadora de televisão na RTP e locutora de rádio na Mega Hits. Pelo meio, ainda actualiza os mais de 290 mil seguidores. Na história de Catarina Maia não é uma hipérbole dizer que as redes sociais lhe mudaram a vida. A modelo Sara Sampaio - uma das portuguesas com uma carreira mais internacional da moda – viu as suas fotografias no então Twitter e apresentou Catarina a uma das maiores agências de manequins do país. Tinha só 13 anos e hoje reconhece que é “demasiado cedo” para entrar na indústria da moda, numa época em que os anjos da Victoria’s Secret eram o ideal de beleza. “Consigo olhar para trás e ver uma Catarina pequenina a admirar corpos irreais e inatingíveis de pessoas que viviam para o culto da imagem”, reconhece em entrevista no podcast A Vida Não é o Que Aparece. Apesar de ver progresso na diversidade na moda, confessa que as redes sociais podem estar a contribuir para o perpetuar destes ideais de beleza e da fachada da vida perfeita, onde tudo parece “fácil e rápido”, lamenta. “Acho que cada vez mais é crucial que quem trabalha com redes sociais se apresente como é. De vez em quando, se estivermos tristes e o partilharmos, não é sinal de fraqueza”, defende. Foi por isso que decidiu partilhar um dos momentos mais difíceis da sua vida: a morte do pai. “Não quero fazer disto a minha personalidade, mas a verdade é que é inevitável não viver dessa forma depois de perder alguém que te significa tanto e tão novo. Passamos a ser consequência de algo fatal que nos aconteceu”, desabafa, explicando que a partilha a faz sentir que o pai ainda está vivo. “Falo do meu pai todos os dias a todos as pessoa que conheço e não me faria sentido esconder essa parte [nas redes sociais]. Acho que as dores, quando são partilhadas, tornam-se mais leves”. O luto faz-se de avanços e recuos, confessa, descrevendo como ainda há dias em que “custa a acreditar”. “É aquela sensação de ser um sufoco tão grande que o cérebro quase se auto-sabota e não acredita na realidade. Isto até é estranho de se dizer, mas é impossível que eu nunca mais vá ver o meu pai na vida”. Vai encontrando alento no trabalho na comunicação, mas também na família, mostrando a vida privada nas redes sociais com alguma parcimónia. “Agora voltei a partilhar mais a minha família de novo, mas, durante muitos anos, parei… Precisamente porque aconteceu uma situação chata de insultarem o meu irmão”, conta, sobre o irmão mais velho, que tem trissomia 21. “Ainda na semana passada, alguém comentou um post que fiz com o meu irmão a cantar a dizer ‘ainda tem orgulho de mostrar o irmão deficiente’. É importante que as pessoas não vivam numa bolha que as faz pensar que a discriminação não existe em Portugal”. Siga o podcast A Vida Não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  5. 14

    Vasco Pereira Coutinho: “Já estou cansado da Tia Bli. Vou parar de fazer? Acho que não”

    Vasco Pereira Coutinho tinha mais de 30 anos quando descobriu a sua verdadeira vocação. Foi seminarista, trabalhou com deficientes profundos e foi terapeuta de toxicodependentes em recuperação. Tudo isto antes de começar a misturar o humor com a representação nas redes sociais, onde dá vida a inúmeras personagens, fazendo rir os mais de 209 mil seguidores. Há quem só o conheça como Tia Bli, mas é no palco que se encontra verdadeiramente. Foi como se Vasco tivesse andando a tentar fintar o seu destino durante mais de três décadas. Na infância, já era o actor da família e imitava tudo e todos, sendo o responsável pelos musicais da escola. Lembra-se de ainda da emoção que foi ver o Moulin Rouge na sua adolescência, antes de o pai o fazer ver que o seu futuro era na representação e o incentivar a fazer a audição para o conservatório. Mas um “não” mudou tudo. Encontrou força na fé e no auxílio aos outros, que pensou ser a sua verdadeira vocação (talvez fazer humor tenha muito deste altruísmo também, como disse o Papa Francisco aos humoristas no Vaticano, em 2024). Deixou tudo, até o telemóvel e as chaves de casa, e foi para o seminário em Roma. “O silêncio foi a coisa mais importante que aprendi no seminário e que ainda hoje procuro activamente fazê-lo”, recorda em entrevista ao PÚBLICO no 11.º episódio de A Vida Não é o Que Aparece. “O silêncio não é um momento vago de distracção. Descobri muita coisa sobre mim, descobri imensa coisa sobre Deus. Continuo a fazê-lo sempre que posso.” Mas teve de lidar com a desilusão de que ainda não era aquele caminho o seu tão ambicionado “para sempre”. De regresso, ainda tentava encontrar-se, quando as suas personagens o encontraram a si. Foi nas redes sociais que começou a dar vida à professora Regina, à enfermeira Lurdes ou à Tia Bli, hoje a sua faceta mais conhecida. “Acho que há uma coisa que acho que é a chave para o sucesso das personagens: não tenho nenhum preconceito sobre elas. Isso torna-as humanas e aproxima o público porque exponho a humanidade destas personagens sem nenhum juízo crítico”, considera. Ainda assim, confessa: “Já estou cansado da Tia Bli, mas não interessa o que eu penso. As pessoas gostam e gosto de dar isto às pessoas.” Os fãs podem “acalmar-se imediatamente” (uma expressão da Tia Bli, que tem um podcast semanal na Rádio Renascença) porque Vasco pereira Coutinho não vai deixar de interpretar a personagem. “Sinto que há várias horas da minha semana em que tenho de parar de pensar como eu penso para pensar como é que a Tia Bli pensa. É entrar e sair de uma personagem. É cansativo.” Agora, está também nos palcos, até ao final de Maio, com Superstar no Auditório Casino do Estoril. “Já me disseram ‘tu não és lá das redes sociais?’ Sou. E também sou actor. Acho que uma coisa não impede a outra”, defende, desabafando que sofre com a síndrome do impostor, mas que isso “não impede de fazer nada”, apesar de “ser uma canseira” viver na sua “cabeça”. Siga o podcast A Vida Não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  6. 13

    Catarina Oliveira: Já me “senti invisível ou então infantilizada” por estar numa cadeira de rodas

    Catarina Oliveira tinha 26 anos quando uma infecção na medula mudou a sua vida. Estava no Rio de Janeiro e disseram-lhe que nunca mais poderia andar. Regressou a casa a Portugal, mas esperava-a uma nova realidade sobre rodas. Diz ter lidado bem com a situação, apesar de o olhar dos outros a fazer sentir-se uma espécie rara sobre rodas (nome que usa nas redes sociais). É nutricionista, mas o capacitismo da sociedade foi o ímpeto para passar a falar de deficiência sem tabus, como palestrante ou nas redes sociais, onde tem 100 mil seguidores. Em entrevista ao podcast A Vida Não é Que Aparece recorda como a adaptação à cadeira de rodas foi mais difícil pela forma como a sociedade não está preparada para a “receber numa nova posição”. E lamenta: “Efectivamente parece que tenho de me afirmar mais porque estou numa cadeira de rodas”. Aliás, sentiu-se “invisível ou então infantilizada em muitas situações”. Isto porque o capacitismo “faz com que nós, à partida, assumamos a incapacidade”, como se a pessoa com deficiência precisasse da nossa ajuda. “Esquecemo-nos da autonomia daquela pessoa, da individualidade daquela pessoa e do direito de resposta daquela pessoa”, argumenta, sem condenar quem oferece ajuda. “O problema é quando digo não e começam a dizer ‘deixe estar que eu ajude na mesma’. E começam-me a empurrar a cadeira”, exemplifica. Garante que não rejeita ajuda para provar que é capaz de fazer o que quer que seja, mas porque tem mesmo autonomia na maioria das tarefas. “Acontece muitas vezes com a deficiência: assumir a incapacidade e não a potencialidade das pessoas”, declara. É por isso que fala de equidade em vez de igualdade. “A equidade é percebermos que as pessoas são diferentes e que precisam de recursos diferentes para chegar ao mesmo sítio”. O capacitismo da sociedade também é culpa da educação e, por isso, lembra aos pais que o exemplo é a melhor forma de ensinar. “Não adianta nada estar a dizer ‘olha temos de tratar muito bem as pessoas com deficiência’, a seguir vão ao supermercado e param no lugar da pessoa com deficiência durante cinco minutos”, exemplifica Catarina Oliveira, que foi mãe há menos de um ano e também tem vindo a desconstruir estereótipos à volta deste tema. “Ser mulher com deficiência e mãe, bem como o facto de estar a cuidar de um ser humano, é uma coisa que a sociedade não está à espera”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  7. 12

    Sílvia Alberto: “Não quero a minha vida televisionada. Não quero expor-me dessa maneira”

    Sílvia Alberto é natural de Lisboa, onde estudou dramaturgia, mas é como apresentadora de televisão que se tornou conhecida dos portugueses. Chegou ao pequeno ecrã quando tinha apenas 19 anos com o Clube Disney na RTP. E nunca mais parou. Seguiram-se os Ídolos, a Operação Triunfo, o Dança Comigo ou o Festival da Canção. Entre tantos outros programas que se torna difícil enumerar. No Instagram, vai mostrando os bastidores aos seus mais de 163 mil seguidores. Nunca saiu do pequeno ecrã nas últimas décadas, uma conquista que atribui à “consistência” do seu trabalho. Ultimamente, está sobretudo no Got Talent Portugal, na RTP, mas, em tempos, chegou a estar “quase todos os dias no ar”, diz, com humor. “Estou menos no ecrã, mas também estou a educar dois filhos ao mesmo tempo. Portanto, estou numa fase da vida diferente”, declara ao PÚBLICO no nono episódio do podcast A Vida Não É o Que Aparece. Ainda assim, continua a ser uma das caras do serviço público de televisão e defensora acérrima da sua importância - numa época em que muitos questionam a validade dos vários canais da RTP. E defende Sílvia Alberto: “Existe um ataque directo a nós e a frase que repetidamente se ouve é ‘Mas eu pago-te o teu vencimento’. Acho obrigatório que exista um serviço público de televisão e não creio que esteja sequer em questão o porquê da sua necessidade”. A apresentadora reconhece, contudo, que o ecrã tem vindo a perder terreno para as redes sociais, ainda que os “conteúdos” se tenham reinventado para as múltiplas plataformas, acredita, exemplificando com excertos de programas que se tornam virais. “A televisão, tal como nós a conhecemos, efectivamente está a desaparecer. Mas a comunicação, a partilha, a procura de talento, a informação, não vão desaparecer…Pelo contrário.” Perante a mudança de paradigma na comunicação, a própria Sílvia Alberto se adaptou e “deixou-se da rejeição da presença nas redes sociais”, apesar de gerir com parcimónia essa exposição. “Não quero a minha vida televisionada. Não quero expor-me dessa maneira”, desabafa. “Ninguém quer ter a porta da sua casa aberta a 100%. E as redes sociais dão esta ideia de que podemos espreitar pela janela, ver um bocadinho da vida das pessoas. Não deixa de ser a revista cor-de-rosa, mas sem intermediário.” Siga o podcast A Vida Não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  8. 11

    Pedro Chagas Freitas: “Nada comove mais do que alguém querer salvar o nosso filho”

    Pedro Chagas Freitas nasceu em Guimarães, mas o seu interesse pela escrita floresceu em Lisboa, onde estudou Linguística. Foi jornalista, até descobrir a escrita criativa. Hoje é um dos autores mais lidos em Portugal. Depois dos bestsellers A Raridade das Coisas Banais e Prometo Falhar, está quase chegar aos 40 livros. O mais recente romance, O Hospital de Alfaces, resulta do tempo que viveu na unidade de transplantados com o filho Benjamin que sobreviveu também graças a um apelo nas redes sociais. No Instagram, tem 427 mil seguidores e, no Facebook, ultrapassa o meio milhão. Recusa o título de escritor e prefere dizer que é alguém que escreve livros. “Quis tirar esse acto sagrado da escrita. Não é nada sagrado, é algo que todos nós sabemos fazer. Todos escrevemos, apesar de só alguns escreverem livros”, defende o autor, que escreve diariamente reflexões nas redes sociais. “O Saramago tinha uma expressão maravilhosa onde dizia que queria colonizar o outro. E eu não quero colonizar. Julgo que quando escrevo sobre a actualidade é para fazer o outro olhar para ela”, explica. Foi num dessas reflexões que desabafou sobre a doença do filho, Benjamim, que precisava de um transplante de fígado para sobreviver, apelando a possíveis dadores. “Foram um pai e uma mãe desesperados que tornaram a situação pública. A partir daí, foi uma onda de amor inacreditável e ficou quase uma dívida aos milhares de pessoas que se disponibilizaram a dar uma parte do seu corpo para salvar o meu filho. Nada comove mais do que alguém querer salvar o nosso filho”. “Mas nunca me senti tão nulo e tão 'desimportante' como ali. Nada estava nas minhas mãos”, lamenta no oitavo episódio do podcast A Vida Não é o Que Aparece, onde fala sobre a experiência de quase viver num hospital. “O adulto tem de ser o palhaço de serviço. É um exercício antilógico porque estamos todos partidos e temos de fazer rir uma criança”, testemunha. Siga o podcast A Vida Não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  9. 10

    Inês Mendes da Silva. "Às vezes penso que ser influenciador é uma profissão de alto risco"

    Inês Mendes da Silva descobriu o poder da comunicação, muito antes de surgir o termo marketing de influência. Passou por várias agências de comunicação, onde percebeu que era urgente as figuras públicas terem também uma pegada digital — aliás, ela própria tem 128 mil seguidores no Instagram. Fundou a Notable, onde é agente de figuras como Cristina Ferreira, Rita Pereira ou João Baião, e é às redes sociais que tem dedicado grande da sua carreira. “Quando entramos nas redes sociais, as redes sociais nem tinham um manual, nem uma promessa de futuro”, recorda a CEO da consultora de comunicação de Lisboa, explicando como foi quase revolucionária a ideia de se conhecer as celebridades sem o intermediário da imprensa ou da televisão. “As pessoas iam ter acesso à Cristina Ferreira sem a barreira da televisão. É quase como se estivesse a falar directamente para o público”, declara a relações públicas no sétimo episódio do podcast A Vida Não é o Que Aparece. Num ecossistema onde a influência digital molda comportamentos, carreiras e discursos públicos, Inês Mendes da Silva explica como o marketing de influência, os criadores de conteúdo e os novos profissionais de social media alteraram para sempre a relação entre marcas e audiências. As redes sociais deixaram de ser apenas espaços pessoais: tornaram‑se ferramentas profissionais, plataformas de impacto e verdadeiros motores de reputação. Este episódio revela como se constrói autoridade, credibilidade e presença online num mercado em rápida expansão — e porque é que a autenticidade continua a ser o maior diferencial no universo dos influencers e das figuras públicas. É quase instintiva essa curiosidade, analisa: “Nós, seres humanos, gostamos de ver mais da intimidade dos outros”. Mas neste jogo entre intimidade e exposição, as redes sociais fizeram nascer milhares de influenciadores e, juntos deles, um conjunto de profissões novas, desde criadores de conteúdo a gestores de páginas — o banco de investimentos Goldman Sachs estima que o marketing de influência vá crescer até 500 mil milhões de dólares em 2027 (perto de 430 mil milhões de euros). “Nós temos pessoas na Notable que têm um milhão de seguidores. Têm uma responsabilidade enorme sobre o que dizem e o que fazem”. Com essa responsabilidade vem o dever de ser “voz activa”, defende, apesar de confessar que o ódio que circula no feed pode ser uma autocensura para estas personalidades. “As pessoas dizem o que querem e o que lhes apetece. A empatia parece mais inexistente. Às vezes penso que isto é uma profissão de alto risco”, lamenta. Siga o podcast A Vida Não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  10. 9

    Madalena Sá Fernandes: “Há uma necessidade de que toda a gente seja influencer na sua área... é desgastante”

    Madalena Sá Fernandes nasceu em Lisboa em 1993. Estudou literatura, teve uma agência de redes sociais e chegou a ser uma das it girls mais conhecidas de Portugal. Mantém mais de 224 mil seguidores só no Instagram, mas enveredou por outra forma de influência, quando se começou a dedicar à escrita. Em 2020, tornou-se cronista do PÚBLICO, onde escreve sobre a espuma dos dias. Na literatura é autora de Leme e Deriva. Antes de publicar o primeiro livro, em 2023, a escritora apagou todas as publicações da sua página de Instagram, onde partilhava não só pequenos textos, como também momentos da vida ou a jornada da maternidade. Tomou a decisão de começar com uma página em branco por achar que “literatura e redes sociais são aparentemente incompatíveis” ou mundos quase opostos. “As redes são a antítese de tudo o que a leitura representa: a pausa e o tempo que a leitura exige”, defende em entrevista no podcast A Vida Não é o Que Aparece. As redes sociais, preocupa-se, beneficiam com a “dispersão da nossa atenção”, mas também acredita que nos transformam a todos em vendedores, apesar de reconhecer a sua importância na promoção dos livros. “Há uma necessidade de que toda a gente seja influencer da sua área… isto tem um lado desgastante”, declara, comparando: “Temos de estar todos na praça a impingir os nossos serviços. Todas as áreas são transformadas na noção do produto e da competitividade”. Como consequência, “somos todos Narcisos” nas redes sociais, critica, falando da comparação que há com ideais de vida inatingíveis. “Os telemóveis são os nossos próprios lagos de Narciso”. Siga o podcast A Vida não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  11. 8

    Pedro Carvalho: "Foi muito difícil darem-me um personagem brasileiro"

    Pedro Carvalho cresceu no Fundão com os pais e os dois irmãos. Já em Lisboa, estudou Arquitectura e representação ao mesmo tempo. Tornou-se conhecido do grande público na série juvenil Morangos com Açúcar e, desde então, é presença assídua na televisão. Em 2016, com Escrava Mãe, estreou-se no Brasil, dividindo-se entre os dois países e os dois sotaques do português. Recentemente, o actor descobriu uma nova faceta enquanto produtor, também tem um hotel em Lisboa e até já fez uma exposição de pintura em nome próprio. No meio de tudo isto, ainda arranja tempo para actualizar diariamente os 1,6 milhões de seguidores no Instagram. Mas só o faz porque é parte inerente do que é hoje ser actor, confessa ao PÚBLICO no podcast A Vida Não É o Que Aparece. “Se não fosse actor e artista, nem teria redes sociais. Sou aquela pessoa que gosta de viajar e observar e não fotografar. Prefiro contemplar”, diz, explicando que, talvez por isso, nunca sentiu “necessidade de expor” a sua vida pessoal. “Não sou esse tipo de pessoa que tem uma comunicação tão orgânica. Tem a ver minha personalidade. Sou mais reservado, sou mais tímido”, analisa. E preocupa-se com “a imagem perfeita” que as redes sociais nos vendem. “A pessoa tira uma fotografia e a seguir o sorriso esvanece. A rede social é isto. Mostramos aquilo que queremos mostrar”, lamenta. Na sua página, fala quase sempre sobre os trabalhos que vai fazendo no cinema e na televisão, sobretudo no Brasil, onde tem vindo a construir carreira na última década. Primeiro, “só fazia os portugueses” nas novelas, mas decidiu vencer essa limitação e adoptar o sotaque de português do Brasil com ajuda de um terapeuta da fala. “Foi muito difícil darem-me um personagem brasileiro. Não acreditavam que conseguisse fazer”, recorda. Hoje, vai saltando entre sotaque quando lhe convém, levantando até algumas críticas por parte dos seguidores portugueses. “Dizem-me ‘ele renunciou a pátria’ ou ‘ele já não sabe falar’. Não entendem que isto é uma página de trabalho”, defende no quarto episódio de A Vida Não É o Que Aparece. Siga o podcast A Vida não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  12. 7

    Matilde Breyner e a perda gestacional: “Houve muitas vezes em que me senti sozinha”

    Matilde Breyner nasceu em Lisboa em 1984 e estreou-se na televisão precisamente 20 anos depois, na série Morangos com Açúcar. Desde então, é presença habitual em novelas e séries da televisão portuguesa, mas também no teatro. Fora do palco ou dos ecrãs, a actriz tem uma presença carismática (e cómica) nas redes sociais, do Instagram, onde tem 201 mil seguidores, ao TikTok, com uma audiência de 137 mil pessoas. Faz questão de dizer que é mãe de duas filhas, apesar de só uma delas ter sobrevivido. “Acho que todas as perdas são válidas, mas um bebé que está connosco seis meses, está quase a nascer… Estamos a entrar no terceiro trimestre, já se sentem os pontapés. É perder um filho. Já era mãe daquela criança”, partilha quando fala sobre a perda gestacional, que diz ser “um momento de solidão”, apesar de ter sido apoiada não só pelo marido, como pela família e amigos, mas também nas redes sociais. “Percebi que podia ajudar muita gente através da minha partilha e usar a minha visibilidade e alcance da maneira certa”, conta a actriz. De resto, é isso que tenta fazer nas redes sociais, onde decidiu que, em 2026, vai mostrar menos da sua vida privada. “Vou fazer mais conteúdos para divertir as pessoas porque nos precisamos de rir”, defende, confessando-se incomodada com a exposição, sobretudo das crianças e adolescentes. “Não lido bem com isso. Já tentei abrir um bocadinho mais e voltei atrás. Como, por exemplo, mostrar a cara da minha filha. Cheguei a mostrar no início, mas já não o faço”. Focada em fazer rir, não tem receio de se encaixar na categoria da actriz cómica (que mostra nos vídeos de lip-sync que se tornam virais), mas lamenta a falta de oportunidades que há em Portugal nessa área. “Se tivesse nascido nos EUA, com o número de seguidores que tenho, já tinha sido chamada para fazer um casting para uma grande produção”, lamenta. Mas sublinha também que o alcance das redes sociais não é sinónimo de talento. “Passei por agora por uma coisa há pouco tempo em que tenho a certeza absoluta de que não fui escolhida porque a outra pessoa tinha mais seguidores”, testemunha em conversa com o PÚBLICO no terceiro episódio do podcast A Vida Não é o Que Aparece.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  13. 6

    Tânia Graça e os ecrãs na infância: “Estamos a ser ingénuos ou a querer desresponsabilizar-nos"

    Tânia Graça ainda era adolescente quando percebeu o poder da psicologia para nos ajudar a perceber quem somos, de onde vimos e para onde vamos. É psicóloga e especializou-se em Terapia Familiar e de Casal e depois em Sexologia, Orientação e Terapia Sexual. Levou o tema para as redes sociais — só no Instagram, tem mais de 414 mil seguidores. É uma das principais vozes a falar de sexualidade, empoderamento feminino e saúde mental não só nas redes, mas também no podcast Voz de Cama na Antena 3, enquanto comentadora na RTP ou nas suas crónicas aqui no PÚBLICO. “Esta passagem pela vida que é curta e merece que seja aprofundada. Que nos conheçamos melhor para sermos uma melhor versão de nós próprios”, declara a psicóloga, que explica assim o seu fascínio com a saúde mental a que tem dedicado a sua vida profissional. Quando chegou às redes sociais era ainda estudante de Psicologia e a Internet um local estranho para os psicólogos, associados a “uma bata” e uma imagem mais distante. Sem ser pretensiosa, acredita que tem ajudado a mudar essa imagem quando aparece no feed dos seguidores. Todavia, preocupa-se com o impacte que a utilização das redes sociais tem em todos nós. “O constante estímulo tem muitas consequências: mais irritabilidade, maior dificuldade em gerir as emoções, dificuldade em aceitar o não”, enumera, temendo sobretudo pelos mais novos, sem ter uma resposta conclusiva sobre a proibição destas plataformas a menores de 16 anos, que está a ser discutida no Parlamento. “Esperamos que uma criança saiba regular a sua vontade de ter mais estímulo. Estamos a ser ingénuos ou a querer desresponsabilizar-nos do nosso papel enquanto adultos”, analisa Tânia Graça no terceiro episódio do podcast A Vida não É o Que Aparece. Siga o podcast A Vida não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  14. 5

    Wandson Lisboa: “Estou cansado do pessoal me mandar para a minha terra”

    Wandson Lisboa nasceu em São Luís do Maranhão, no Brasil, uma terra da qual fala com orgulho onde quer que vá. Aliás, recentemente foi distinguido com o título simbólico de embaixador do Maranhão em Portugal, onde chegou em 2010 para estudar design gráfico, no Porto. Os desenhos passaram para o feed de Instagram e a sua conta, onde tem 231 mil seguidores, foi considerada pelo Huffington Post como uma das mais criativas do mundo. Desde então, trabalha em comunicação visual para grandes marcas. Está a vencer na Europa, como diz tantas vezes. Define-se como artista de variedades por não encontrar uma categoria onde se encaixar. É designer e ilustrador, mas também influencer, apesar de não gostar desse título. "Sou mais do que influenciador. Trabalho criando conteúdos, faço guiões e ilustro. Acho redutor [o título de influencer] para quem cria conteúdos", define em entrevista no segundo episódio do podcast A Vida não É o Que Aparece, onde analisa também o impacte que a inteligência artificial poderá ter (ou melhor, já está a ter) no trabalho dos criativos. "Perdi a pica toda. Porque olhava para um limão e imaginava-o com os olhos. Começava a cortá-lo, abria e fazia uma boca. E o que será a língua? A língua pode ser uma folha… Isto ainda dá para fazer, mas parece que o próprio algoritmo do Instagram já não valoriza este tipo de trabalho", lamenta. Muito mudou desde que chegou a Portugal há mais de 15 anos — "Portugal é a minha terra", orgulha-se — e nem tudo foi para melhor. "Instaurou-se um bocadinho de medo na comunidade brasileira em Portugal. Posso afirmar isso. Não sei o dia de amanhã pela forma como as coisas estão a correr", desabafa. E declara: "Isto não é sobre nacionalidade, é sobre protecção. É sentir-me protegido no lugar que escolhi ficar, no lugar que escolhi amar." Siga o podcast A Vida não É o Que Aparece e receba cada episódio semanalmente, à terça-feira, no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  15. 4

    Rita Pereira: “Jamais abdicaria de ser actriz para ser apenas influencer”

    Rita Pereira nasceu em Cascais em 1982. Começou a trabalhar como modelo e foi assim que chegou à televisão. Em 2004, a série juvenil Morangos com Açúcar elevou-a para a fama e, nos últimos 20 anos, tem sido presença constante na televisão portuguesa. Mas também no digital, onde, há mais de 15 anos, foi pioneira a trabalhar nas redes sociais — só no Instagram tem mais de um milhão e meio de seguidores. No TikTok, são mais de 640 mil. Contudo, não tem dúvidas quanto ao seu percurso, e apesar de o digital representar 80% dos seus rendimentos, é como actriz que se sente mais realizada profissionalmente. Aliás, entusiasma-se com o renovado interesse que as novelas têm ganhado graças às redes sociais, mas lamenta que hoje o número de seguidores nas redes sociais importe para ser escolhido para um papel. “A rede social não traz o talento, a entrega, dedicação e o profissionalismo que um actor tem de ter”, declara em entrevista ao PÚBLICO no primeiro episódio do podcast A Vida não é o que Aparece, onde conversamos sobre a vida dentro e fora das redes sociais.See omnystudio.com/listener for privacy information.

  16. 3

    "A Vida não é o que Aparece". PÚBLICO estreia podcast de entrevistas de vida

    As redes sociais são um espelho da realidade ou nem por isso? Seguir alguém nas redes sociais é quase sentir que estamos a espreitar pela fechadura da porta, sensação que nos cola ao ecrã do telemóvel. Convidamos personalidades que têm uma profissão que também passa pelas redes sociais e percebemos que o que vemos é apenas uma amostra de tudo o que são e fazem. Afinal, A Vida Não é o que Aparece, como se intitula o novo podcast do PÚBLICO. O que escolhem mostrar, o que preferem guardar só para isso e o que se arrependem de ter mostrado: estas são questões em comum a todas as 12 conversas desta primeira temporada. São entrevistas de vida e sobre a vida com actores, apresentadores de televisão, escritores, psicólogos ou radialistas, conduzidas pela jornalista Inês Duarte de Freitas da secção Ímpar. Em comum, todas estas personalidades acrescentam ao seu título profissional o rótulo de influencer. “Sempre segui a linha de autenticidade, mostrando aquilo que eu quero até ao limite que eu quero. Sentindo-me confortável com aquilo que mostro”, declara a actriz Rita Pereira, que é a primeira convidada de A Vida Não é o que Aparece, numa conversa onde fala sobre como tem vindo a quebrar barreiras nas redes sociais há mais de 15 anos — só no Instagram, tem mais de 1,5 milhões de seguidores. Preocupa-se com os comentários de ódio que estão espalhados nas suas publicações, onde “criticar é a coisa mais natural do mundo”. O tema inquieta, aliás, todos os convidados, que também reflectem sobre a exposição das crianças naquelas plataformas e até onde deve ir a partilha da vida pessoal. “Decidi, neste novo ano, que vou mostrar menos da minha vida porque não me sinto tão confortável com isso. Vou fazer mais conteúdos para divertir as pessoas porque acho que precisam”, revela a também actriz Matilde Breyner. E, se sentiram que mostraram de mais, não têm pudores em confessar que já apagaram publicações. “Já me aconteceu, em alguns posts, colocar e depois apagar, porque vi que as reacções estavam a ir contrário do que eu queria. Estava a tentar construir e só via coisas destrutivas”, desabafa o escritor Pedro Chagas Freitas, que também falou sobre como as redes sociais se revelaram um apoio durante um dos momentos mais difíceis da sua vida. Os episódios de A Vida Não é o que Aparece serão publicados todas as terças-feiras, semanalmente, no site do PÚBLICO e nas aplicações de podcast. Estreia a 27 de Janeiro.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Type above to search every episode's transcript for a word or phrase. Matches are scoped to this podcast.

Searching…

We're indexing this podcast's transcripts for the first time — this can take a minute or two. We'll show results as soon as they're ready.

No matches for "" in this podcast's transcripts.

Showing of matches

No topics indexed yet for this podcast.

Loading reviews...

ABOUT THIS SHOW

Entrevistas sobre a vida que vemos e mostramos nas redes sociais, com Inês Duarte de Freitas.

HOSTED BY

Inês Duarte Freitas/PÚBLICO

Produced by Podcasts Público

Frequently Asked Questions

How many episodes does A Vida não é o que Aparece have?

A Vida não é o que Aparece currently has 16 episodes available on PodParley. New episodes are automatically indexed when they're published to the podcast feed.

What is A Vida não é o que Aparece about?

Entrevistas sobre a vida que vemos e mostramos nas redes sociais, com Inês Duarte de Freitas.

How often does A Vida não é o que Aparece release new episodes?

A Vida não é o que Aparece has 16 episodes. Check the episode list to see recent publication dates and frequency.

Where can I listen to A Vida não é o que Aparece?

You can listen to A Vida não é o que Aparece on PodParley by clicking any episode. We provide an embedded audio player for direct listening, and you can also subscribe via your preferred podcast app using the RSS feed.

Who hosts A Vida não é o que Aparece?

A Vida não é o que Aparece is created and hosted by Inês Duarte Freitas/PÚBLICO.
URL copied to clipboard!