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Amor de virgem
by Felipe Simão
"Amor de virgem" traz poesias dos tempos em que o autor, Felipe Simão, eram virgem e idealizava as suas paixões. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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27 - Lua de carnaval
A lua antecipou a noite,foi de afoite,brincar carnaval à luz do dia,repentina,toda vadia,entregue como serpentinano meio da multidão,perdeu-se entre todas as gentes,todas as cores,toda emoção,foi mulher vivida, de muitos carnavais,foi moça atrevida de prazeres carnais,foi pé de folia que não descansa jamais,foi confete, espuma, suor, fumaça, desejo, fantasia e mais puro tesão,foi corpo de maresia a que nenhum homem diz não,purpurina de alegria que gruda em qualquer coração,foi beijo de meninaque ensinao virgem folião,foi saber de folia,foi mais que um dia,foi minha primeira paixão Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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26 - Eu ainda te amo
É meia-noite e eu sei que você não me ama,eu me despedaço,afundo na lama,eu me afogo nos lençóis,eu que tanto pensava em nós,não passamos dum fiasco É meia-noite, acusam os ponteiroscomo acusam os meus pensamentos,as memórias dos fatos,que você não me ama É meia-noite, quantos não estão amando seus amores verdadeiros?construindo célebres momentoshistórias sem substratosde mentiras,é meia-noite e eu choro na cama É meia-noite e eu pensando em você,com medo de desligar o som da TVe ouvir a sua voz,é meia-noite e eu tento esquecer,mas o seu desejo é algozdo meu sono,é querer o beijo dum coração sem donoé meia-noite, é fim de mês, é o último dia do anoe eu ainda te amo Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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25 - Cobertor de lã
Hoje não estou bom com as palavras,me nego a conversar,perdido nos meus próprios assuntosque não interessam a ninguém;só quero alguémpara dividir o silêncio,um abraço quente,um cobertor de lãe não ter que pensar no amanhã Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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24 - Caso de maldade
Eu perdi a minha virgindade e você perdeu a sua fidelidade,não sei se foi um caso de amor ou de maldade,foi um prazer de momentodo qual agora só nos resta o constrangimento Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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23 - Diapasão
Quando contigo me deito,faço do nosso leitoninho de amor vadio,de ti jamais me sacio,pelas tuas linhas me enfio,sinto em nós forte vibração,perco-me nesse diapasão,e não consigo distinguir a emoção,se louco prazer ou pura paixão,só me deixo levar pela eloquente sensaçãode estar nos teus braços,dos gemidos,das tremedeiras,dos meus descompassos;nossos corpos só se deixam esparsos,no instante que já não resta no fôlego sopro,em que a fadiga é um secante escopro,contigo tudo é tão bonito,só ela interrompe o nosso amor infinito;fico prostrado, mas não aflito,junto a ti, o destino nem fito,não temo o futuro,pois no nosso quarto escuro, o tempo não importa,por detrás daquela porta,a gente se comportacomo dois imortais,refugiados nos prazeres carnais,e os delírios mais sublimes nos parecem normais Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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22 - Síndrome de Estocolmo
É uma pena que uma mulher tão linda, tão inteligente,que gosta de ser livre,que gosta de sexo,e encara o preciosismo machista que habita em todas as mulheres,uma penaque seja tão fútil,que viva a mercê de homens mais velhos Você deixa que eles suguem toda a sua juventude,eles nunca vão se saciar,você só vai perceber quando sugarem até a tua inocência,tarde demais,você agora é um pulmão sem ar,seios sem sustentação,aos quarenta anos,sem amor, sem emprego, sem rumo,esse é o preço duma vida de ilusão,de tudo isso que você considera o suprassumo,você abraça todas as frivolidades,abraça esses tórax peludos,fazendo deles uma couraça para se proteger,mal nota que se encerra na própria prisão;numa síndrome de Estocolmovocê se tranca no castelo com seu “príncipe encantado”,se encanta ao ver da janela o mare não vê o príncipe virando sapo,a desventura do fim da sua vidavai sendo costurada sorrateiramente transparente Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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21 - Excesso de amor
Essa noite você vem?Não se preocupe meu bem,não é errado ter excesso de amor e querer mais alguémeu sei que você ficou louca depois de ouvir o meu áudio,quer ser promíscua como uma imperatriz romana,venha comigo trair o seu Cláudio,encontrar no prazer proibido o seu nirvana,drogada pela insanidade profana;de que vale um maridoquando não satisfaz a libido? Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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20 - Nada sério
É na escuridãoque brilha nossa paixão;um dedo no interruptor,vários pelo corpo,perambulando sem escopo,prazer disruptor;de fundo música a meio-tom,sintonia em império,o nosso caso não é sério,é um gostoso talvezque se desenrola no looping da nossa esteira,a decisão fica na prateleiraperpetuamente esperando a sua vez;a incerteza é uma delícia,nossos comentários de privada malícia,que fazem desconfiar os amigos,interrogados,a gente nunca confessa,seja na fusão de dois corpos suadosou na partilha de sentimentos mais polidos,da pressa somos inimigos,vivendo um eterno deixa-estar,o moderno “deixar-rolar”,melhor que imaginaré de fantasias brincar Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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19 - Sopro das minhas cinzas
Neste quartoquero ser contigo mais que duas mulheres de mãos dadas,duas amigas disfarçadas,quero ser uma só nudezentrelaçada,beijar a tua teze descer com calma por todo o teu corpo,nós duas perdidas de prazer,nas regiões encontradas;o quanto eu te amo,minha namorada,minha deusa vadia, não podem explicar os especialistas;o nosso amor desafia:a inteligência dos cientistas,a experiência dos sábios,a cura do messias,todas essas filosofiasna porta deste cômodo são matérias extintas,da tua beleza nunca me distraio,eu me colo nos teus lábiosde onde só saiono sopro das minhas cinzas Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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18 - Sou poeta, não sou Romeu
Malditos versos,nunca acabam,sempre mais uma linha a digitar,sempre mais um motivo a fazer reclamar os meus dedos cansados,mas que malcriação minha,chamá-los desgraçados,são uma benção,que não acabem nunca,que passem por cima de mime durem muito mais que eu, quero ser velado coberto de poesias,morrer pela literatura e não por amor,como fez Romeu Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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17 - Saudade
Eu não faço amor,faço poesia;a luxúria é vaziapara quem mergulhou na dore hoje tem vício de viver;sou distante,dessas noites o destino me priva,não consigo entreter,me conectar;o momento ofegantefica à deriva,insiste em se dissipar,não chega ao flerte,não entra no quarto,não deixa a roupa no tapete,não sobe na cama;para mim tudo é um parto,toda gente me desamasem antes me provar Só perco o sono até mais tarde,perdido no meu pensar;achei que diante do fogo eu fosse covarde,mas eu tenho é muita vontade de amar Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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16 - Faço poesia
Eu não faço amor,faço poesia;a luxúria é vaziapara quem mergulhou na dore hoje tem vício de viver;sou distante,dessas noites o destino me priva,não consigo entreter,me conectar;o momento ofegantefica à deriva,insiste em se dissipar,não chega ao flerte,não entra no quarto,não deixa a roupa no tapete,não sobe na cama;para mim tudo é um parto,toda gente me desamasem antes me provar Só perco o sono até mais tarde,perdido no meu pensar;achei que diante do fogo eu fosse covarde,mas eu tenho é muita vontade de amar Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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15 - Eu te superei
Tantos dias chorando as tuas saudades,tantas noites sonhando as tuas devassidades,e numa manhã repentina,com um insight de surdina,eu te superei;o que somos não sei,"amigos" foi um termo que no passado precipitadamente afirmei;teu jeito matreiro e confuso,meu pensamento caótico e difuso;como a nossa relação, somos muitos difíceis de entender;tem uma dose razão o lado que me manda te esquecer,mas a verdade,com toda sinceridade,é que agora contigo não sei o que fazer Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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14 - Jogo de amor
Não há nada para me perguntar,eu conheço as regras do jogona cartilha coloquei fogo,não quero jogar;ponho todas as cartas na mesapara não ter incerteza,sem blefes,sem flertes,mostro a minha carae ninguém me encara;um ais de paus do naipe de ouros é diferente,eu sou o caos na normalidade aparente,num jogo de amor não se pode perdernão existe desacerto algumnão é um embate,é partida de empate,placar de um a um;mas elas assustadas me deixam vencer,largam o jogo,deixam a mesa,negam fogo,apegam-se ao pudorna noite de amor,escolhem a tristeza Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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13 - Vício
Você é um vício,o arrepio de estar à beira do precipício;você é louca,mas sou eu que vou para o hospício,se ficar mais um segundo sem a sua boca Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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12 - Aqueles olhos
Eu conheço aqueles olhose eles me conhecem,pelas lentes de outras dimensões,de outras vidas não me esquecem;eu confio naquele olhar como se entre nós houvesse um laçoque nunca teve lugar, nunca teve espaço,desses olhos não preciso fugir, não preciso disfarçar Eu conheço aquele sorriso,ele me dá um avisodo qual não sei lembrar,é um sorriso bonitotão lindo que seria impossível na memória não se eternizar,é por alguns segundos, mas o sinto como se fosse infinito,dois lábios que se abrem para as maravilhas do mundo revelar;ela tem um charme que é impossível não captarinadmissível não se deixar levar,de onde…de onde eu te conheçoe como te deixei escapar?! Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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11 - Amor covarde
Eu amo demais,eu amo assaz,amo em dobro,amo e nunca tenho logro,porque quando as pessoas percebem que me amam,já é demasiado tarde;o amor que me dão é covarde,não corre atrás,e mesmo que corresse,o fim é de fato esse,não há o que se conserte,não há desejo que se desperte,quando as palavras malditas já melaram tudo,não há melô,não há prova de amor,não há pau duro Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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10 - Personagem
A primeira mulher que ameio meu amor desfezquando me definiu, “um personagem”,ofensa de nova roupagem;pobre alma disparatada,uma vida repleta de elogiose romances que não dão em nada,não sabia o quão profundamente estava errada,eu não sou um personagem,sou a história,homem imponderável,não existo,aconteço!E no dia em que for apenas uma memória,sei que dirão,“dele não me esqueço” Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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9 - Zero a zero
Quando estou conversando com você,sinto que as palavras ficam na ponta do pé,mas nunca põem a cabeça para fora da janela,não saem pelos seus lábios de lua;você foge de mim, mesmo caminhando ao meu lado na rua,você me tem como sábio, mas eu só lanço para o ar ideias nuas Já anunciei o cessar-fogo,mas você vê segundas intenções nos meus atos,para você tudo é um jogo,e nas entrelinhas dos fatoso seu charme vira coquetismo,meu espírito, forma de ocultismo,poli amor ou um polimorfismo de relações,muito presumidos e apegados a suposições;é um bem-me-quer que não queroeterno placar de zero a zero Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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8 - O silêncio também fala
Você sente minha falta,sofre caladoe se orgulha de eu não ouvir isso da sua boca,a si mesmo renega os próprios sentimentos,fazendo essa cara blasé de homem racional,você acredita ter o controle de tudo,e mesmo nas frias madrugadasquando não é mais possível aturar,o seu coração salta a cadeia de montanhas geladasque você construiu em torno de si,na primeira calmaria você se esquece do próprio sofrimento,não abandona essa fé de ser um homem sem fé no amor,sem fé em si próprio,um peito de pedra;perdido a esmo, você aceita fácil demais o seu fim,não tenta mudar,entender,melhorar,amadurecer,evoluir,isso me levar a crerque você não consegue encarar,só sabe fugir,com seu ar de propriedadevocê esconde a minha saudade,tenta escapar da verdade;você ainda me quer,sofre caladonão se atreve a dar um passo,no fundo, eu ainda tenho muito espaçonesse peito gelado para me sentir Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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7 - Antes de amar
Perdi meu amor,antes de sentir no peito ardorantes de provocar com meu toque calorantes de encontrar nos seus braços fulgor,perdi meu amor antes de tero que se terpara sentir dor Perdi meu amor, e o que me invadeé a saudade do que não vividaquilo que não senti,mas que poderia ter sentido,se algum houvesse nas suas desculpas Perdi meu amor,antes do sabor,antes do despudor,antes do meu corpo em sudorrolar com o seu na cama,antes de ouvir que ela me ama;perdi meu amor antes mesmo de amar,dentro de mim, um desejo se recusa a calaro beijo que nunca hei de provar Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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6
6 - Yasmin
Com uma mentira brancaque no bem-me-quer a pétala se arranca,fingi te conhecerpara fingir te desconhecerse bem que não deixa de ser verdade,pois desde a faculdade,os meus olhos te conhecem,minhas lentes jamais te esquecem,sentada no outro lado da rua,tua pele alva, cor de lua,que eu queria que brilhasse,e iluminassea minha madrugada,que fosse na minha escuridão alvorada,que de noite pudesse te amar,sem pensarem mais nada Yasmin,teu cheiro de jasmim,com meu olfato queria sentir,os teus sussurros na minha orelha ouvir,a minha pele tingircom teu batom cor de carmim,o teu sabor do desejo que arde em mim,queria nós dois assim,queria uma noite sem fim Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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5 - Eu te amo
Na minha cabeça eu te amoe desamo,fantoche duma alucinação que tolo sendo,de presunção estupendo,acredito poder controlar,evito pensare às vezes até me esqueço da minha paixão,inutilmente me agarro à negação,não sei por que se dá a esse esforço minha mente,talvez seja só para que eu, vítima indefesado amor teu,tenha sempre a deliciosa surpresa,de redescobrir o meu amor por ti numa inesperada hora,momento que percebo onde fica o aqui,desconfio, pois a paixão é vadia,desejo sem fio,e um diavai embora,sai de casa sem deixar aviso,sem se importar com o prejuízonão se despede nem se demora,mas enquanto ela volta,enquanto me envolta,enquanto não se desfaz em pedaços,quero abrir os braçose brincar no paraíso Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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4
4 - Corda bamba
Andamos pelas ruas nos esbarrandocomo se houvesse um ímã entre nós,somos bastante íntimos com as palavras quando estamos a sós,dois corpos que não conseguem ficar longe um do outro,você abusa da nossa intimidade,na presença de todos passa a mão na minha bunda,me puxa pelo braço,me exibe como um namorado postiço,a nossa relação é íngreme,não respeita fronteiras;veleja entre a amizade e a ousadiae já não se sabe o que é piada e o que é insinuação,se é amor puro ou combinado com tesão,a gente não sabe que passos dar nesse sambamas nenhum dos dois quer descer da corda bamba Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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3 - Eduarda
Minha madrugada é vivana companhia dessa mulher altiva,Eduarda,menina carinhosa que no peito se guarda,criatura amável,admirável,a sua coragem de dizeraquilo tudo que sabe fazer;é mulher que se imposta,diz do que gosta,o que é gostoso,o que leva no seu gozoe que não quer esposo;é mulher independentede atitude, pra frente;ela é ao mesmo tempo anjinho e capeta,com o seu corpo de silhuetafaz qualquer coração dar pirueta Sedutora,dominadora,submissa,que a luxúria atiça,do prazer, afeita,mulher que vicia,mulher plena que nunca sacia,mulher recatada,mulher desvairada,mulher refeita,mulher complicada e perfeita Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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2 - Eva Recifense
A sua voz é doce,sai mansinhalambuzando os lábios que eu tanto quero provar;nos teus divinos olhos verdes quero mergulhare na sua infinitude,o seu mundo,o quanto mais eu me aprofundo,posso cada vez mais me esquecer,ser um homem refeito em você,me tornar um semideus,a quem não importa nem o tempo ou o espaço,desfazer todo tipo de embaraçona quentura do teu abraço,desconhecer as mazelas do mundoouvindo seu sotaque pernambucano sussurrando no meu ouvido,acreditar em tudo que eu duvido Ah se você fosse mais que um sonho distante, lá de Recife,desejo que me excite,que da minha cabeça a muito custo se dissipe,você não seria só detentora destes versos,seria dona de mim,uma mulher tatuada por afagos diversos e prazeres sem fim,seríamos dois amantes curiosos como Adão e Eva,perdidos no próprio universo,dois vadios no jardim,mas desta vez sem cobra, espada ou fogo,sem “Deus” e seus moralismossem qualquer tipo de anjo, sejam guerreiros ou querubins Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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1 - Menina do bistrô
O que será que tenho para te dizer?O que posso te oferecer?Por que decidi este poema te escrever?Seria amor à primeira vistaou apenas um ardor oportunista?Seria um admirador altruístaou apenas a falta de pudor que há em todo artista? Qual será o sabordos teus lábios, à distância tão doces?Queria provar esse frescor,queria sentir o teu calore te amar no despudor,que ao mundo dos delírios comigo fosses,menina por quem perco meus olhos no bistrô Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
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