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Aqui há Poesia

Breves minutos de Poesia. Um autor, um poema, uma predilecção, uma sugestão. Poesia para todos os gostos, de autores de todos os cantos do mundo, ou quase. Obrigado.#poetaerrante #poesia #prosapoética

  1. 45

    Os Pobrezinhos - António Lobo Antunes

    Hoje, as letras portuguesas ficaram em silêncio. No dia em que nos despedimos de António Lobo Antunes, o podcast "Aqui há poesia" presta a sua mais sentida homenagem ao homem que fez da escrita um bisturi e da memória um monumento.Neste episódio especial, mergulhamos na crónica "Os Pobrezinhos".Junte-se a nós nesta leitura que é, simultaneamente, um adeus e uma celebração. Porque, embora o autor nos tenha deixado, a sua voz (densa, polifónica e eterna) continuará a ecoar em cada página que nos legou.

  2. 44

    O Silêncio das Máquinas - Gilberto Pereira

    Para Gilberto, a poesia não é apenas literatura: é uma forma de estar no mundo, de pensar e de sentir, de abrir espaços de reflexão e de emoção. "O Silêncio das Máquinas" traz ao papel os dois mundos que o preenchem: a literatura e a comunicação, e deixa-nos um retrato cru, desiludido da realidade do mundo...

  3. 43

    Este Poema (Inédito) - Anthero Monteiro

    Anthero Monteiro (n. 4 de abril de 1946, fal. 5 de abril de 2022) foi um poeta e professor natural de São Paio de Oleiros, no concelho de Santa Maria da Feira. Licenciado em Filologia Românica pela Universidade do Porto e mestre em Estudos Portugueses pela Universidade de Aveiro, dedicou-se à escrita, ao ensino, à cultura e à divulgação poética por toda a vida. Foi diretor da Biblioteca Pública da sua terra natal por quase quatro décadas, coordenando tertúlias como a “Onda Poética” em Espinho e “Quarto Crescente” em São Paio de Oleiros, além de ter sido responsável por inúmeras iniciativas culturais de incentivo à leitura e poesia. Publicou mais de dez livros de poesia — incluindo infantojuvenis —, mereceu prémios como o Manuel Laranjeira (2004) e a Medalha de Ouro de Mérito Municipal de São Paio de Oleiros (2015).E agora, deixo-vos um poema que reflete bem essa voz que atravessa a memória, o quotidiano, e a pulsão poética que o impulsionou até ao fim.

  4. 42

    Joaninha Voa Voa - Edgar Carneiro

    Um mestre do lirismo poético: Edgar Carneiro. Uma lenga-lenga infantil transformada num expoente poético de camadas sociais, políticas, económicas, com a simplicidade e a beleza que só ele conseguia tirar das palavras.

  5. 41

    Notícia - Mário Cesariny

    Voltamos à poesia com outro Mário. Mais próximo de casa, não mais excêntrico, sem dúvida. Mário Cesariny, com uma notícia de "Pena Capital".

  6. 40

    Aviso Urgente - Mário Henrique Leiria

    Temporada 2 do "Aqui Há Poesia" com o retorno de Mário Henrique Leiria, com um Aviso Urgente à população.Mais atual do que nunca, digo eu!

  7. 39

    Gilberto Pereira - "Mulheres"

    Assinalando o Dia Mundial da Mulher, 8/03/2025, com um poema inédito.-Há poetas que escrevem sobre o mundo que osrodeia e há aqueles que o transformam. Gilberto Pereira inscreve-se na segunda categoria. A sua poesia não se limita a descrever sentimentos, mas sim a conduzir o leitorpor um labirinto de imagens, símbolos e metáforas que transcendem o quotidiano e ecoam uma dimensão atemporal.

  8. 38

    Goethe - "À lua"

    No seu vasto espólio literário contam-se romances, peças de teatro, poemas, escritos autobiográficos, reflexões teoricas nas areas da arte, literatura e ciências naturais.a sua obra prima é o drama trágico FAUSTO. esta obra tomou toda a sua vida, tendo sido publicado um fragmento em 1790, a primeira e definitiva parte em 1808 e a segunda e última parte da obra, em 1832 - ano da sua morte.

  9. 37

    Papiniano Carlos - "Vem meu amor..."

    Papiniano Carlos foi um poeta, ensaísta e tradutor, cuja obra se caracteriza pela reflexão profunda sobre a identidade e a cultura africana. Com um estilo marcado pela simplicidade e pela força emocional, ele aborda temas como a história, a luta pela liberdade e a crítica social.

  10. 36

    Martin Niemoller - "Primeiro eles vieram buscar..."

    Martin Niemöller foi um pastor luterano alemão, conhecido pela sua oposição ao regime nazi e pelas suas reflexões sobre a passividade da sociedade durante o regime de Hitler. O seu poema mais famoso, "Primeiro eles vieram...", denuncia a indiferença e a omissão diante da repressão política.

  11. 35

    António Gedeão - "Mãezinha"

    Voltamos a António Gedeão. Um homem do renascimento, em pleno séc. XX. Foi cientista, professor, poeta e homem livre, que assistiu à ditadura e à revolução à margem do caudal dos acontecimentos.

  12. 34

    Paulo Ferreira da Cunha - "Tratado das Coisas Não Fungíveis"

    Paulo Ferreira da Cunha é Autor de mais de 110 livros jurídicos e afins, incluindo nos “afins” pelo menos um livro de poesia: "Tratado das Coisas Não Fungíveis” de onde sai opoema desta semana.

  13. 33

    Olavo Bilac - "Delírio"

    O erotismo nas palavras de Olavo Bilac (não é o vocalista dos Santos&Pecadores, ok?!). Perdoai moralistas...obedeci

  14. 32

    Al Berto - "A Morte de Rimbaud IV"

    (PARTE 4)O último trecho desta homenagem a 4 partes.Rimbaud é para Al Berto um dos seus modelos principais, chegando mesmo o poeta português a sugerir uma relação de proximidade. "Morte de Rimbaud" é uma obra a 4 partes, que ocupará os próximos episódios.

  15. 31

    Al Berto - "A Morte de Rimbaud III"

    (PARTE 3) Rimbaud é para Al Berto um dos seus modelos principais, chegando mesmo o poeta português a sugerir uma relação de proximidade. "Morte de Rimbaud" é uma obra a 4 partes, que ocupará os próximos episódios.

  16. 30

    Al Berto - "A Morte de Rimbaud II"

    (PARTE 2) Rimbaud é para Al Berto um dos seus modelos principais, chegando mesmo o poeta português a sugerir uma relação de proximidade. "Morte de Rimbaud" é uma obra a 4 partes, que ocupará os próximos episódios.

  17. 29

    Al Berto - "A Morte de Rimbaud I"

    Rimbaud é para Al Berto um dos seus modelos principais, chegando mesmo o poeta português a sugerir uma relação de proximidade. "Morte de Rimbaud" é uma obra a 4 partes, que ocupará os próximos episódios.

  18. 28

    Herberto Helder - "Em boa verdade houve tempo..."

    Considerado o expoente máximo da literatura experimental portuguesa, Herberto Helder sempre procurou fudir das luzes da ribalta.

  19. 27

    Jorge Sousa Braga - "Portugal"

    Assinalando o Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, 10 junho, não podia ser outra coisa que não este poema... de Jorge Sousa Braga: "Portugal".

  20. 26

    Carlos Queirós - "Teatro da Boneca"

    Foi um dos grandes nomes da revista PRESENÇA, integrando o movimento conhecido como o segundo modernismo português. Foi pela sua mão, que Fernando Pessoa veio a ser publicado, também na revista Presença...

  21. 25

    Ruy Belo - "A Mão no Arado"

    ensaísta, crítico lieterário, tradutor, poeta. Ruy Belo.

  22. 24

    Cecília Meireles

    Considerada uma das maiores - se não a maior - escritoras e poetas da literatura brasileira. A poesia de Cecília Meireles é plena de musicalidade e ao mesmo tempo intensa, intimista, visceral...

  23. 23

    Fernando Garcia Lorca - 1910

    A sua morte, nos dias de hoje, continua por explicar. Fuzilado pelas tropas de franco, em 1936 e nada mais se sabe sobre a sua morte. Federico Garcia Lorca é um dos maiores e mais influentes poetas do século XX.

  24. 22

    Fernando Pessoa - "Monstrengo"

    5 de Maio - Dia Mundial da Lingua Portuguesa. Fernando Pessoa dá-nos uma visão sobre os Descobrimentos e os monstrengos que os marinheiros portugueses enfrentaram, na busca de um mundo maior do que a vista alcança.

  25. 21

    Eugénio de Andrade - "Poema à mãe"

    Este poema espalha sobre a mesa os sentimentos de um momento, inevitável, nas nossas vidas. Sai da gaveta das minhas predilecções, direto para os vossos corações.

  26. 20

    Khalil Gibran - "Liberdade"

    25 de Abril. Liberdade. O fim da Ditadura em Portugal é, sem qualquer dúvida, uma das datas mais marcantes e muito provavelmente a mais comemorada, no nosso país. Esta semana, Aqui Há Poesia que fala de Liberdade. Mas não da Liberdade politizada e institucionalizada, fala da Liberdade na maior assunção da palavra, pela palavra d’O Profeta, de Khalil Gibran.

  27. 19

    ESPECIAL: Luís Sepúlveda

    O mundo despediu-se de um dos grandes nomes da literatura contemporânea. Luís Sepúlveda faleceu, em Oviedo, onde reside, vítima desta peste que assolou o mundo, que dá pelo nome de COVID-19. Na prosa também há poesia, e assim, esta semana, Aqui Há Poesia com um conto de Sepúlveda, em jeito de homenagem e despedida. (originalmente publicado a quando da morte do autor).

  28. 18

    Mário Henrique Leiria - "Entre o Tibre e o Eufrates"

    Afirmar que estamos perante o “pai” da literatura surrealista portuguesa não seria, para muitos, um exagero. A obra de Mário Henrique Leiria é composta de um leque variadíssimo de géneros e estilos, e entre eles encontramos, pois, a poesia. O poema desta semana leva-nos ao médio oriente, “Entre o Tibre e o Eufrates”.

  29. 17

    António Pedro Ribeiro

    Candidato à Presidência da República, Candidato a Deputado pelo distrito de Braga, locutor de rádio, poeta, escritor, tendencialmente anarquista por definição própria. O poema desta semana é de António Pedro Ribeiro, um poeta de café, emanado das ruas do Porto, com berço na freguesia da Sé.

  30. 16

    Gilberto Pereira - "o último dia"

    Em semana de aniversário, Aqui Há Poesia com um toque de egoísmo! O poema desta semana é do autor do Podcast, Vamos assim ouvir poesia de Gilberto Pereira por… Gilberto Pereira. O poema desta semana faz parte do livro “Reticências”, editado em 2008, e tem por título “O Último Dia”.

  31. 15

    Manuel Maria du Bocage

    Considerado um dos maiores vultos da poesia lírica portuguesa e o grande poeta arcadista português, a sua fama de poeta satírico e contador de histórias picantes e obscenas é incontornável. Manuel Maria Barbosa du Bocage traz-nos hoje um poema para relembrar às pessoas que há alternativas ao açambarcamento de papel higiénico, em tempos de quarentena pandémica.

  32. 14

    Alice Vieira - “São um Perigo, as Palavras”

    Alice Vieira é considerada uma das maiores escritoras portuguesas na literatura infanto-juvenil, tendo editado cerca de 5 dezenas de títulos com a editora Caminho. Na sua obra literária contam-se também várias incursões pela literatura para adultos e pela poesia. “São um Perigo, as Palavras”, é o poema desta semana, de Alice Vieira.

  33. 13

    Maria Velho da Costa - "Revolução e Mulheres"

    Aqui Há Poesia não poderia deixar de assinalar a data que se avizinha. A 8 de março, assinala-se o Dia Internacional da Mulher. Apesar de alguma controvérsia sobre a origem da celebração desta data, todas essas possíveis origens apresentam um ponto comum: estimular a igualdade de género. Para esta edição, Aqui Há Poesia com um texto de uma das 3 Marias, acusadas, julgadas e condenadas pelo Estado Novo, por escreverem um “livro pornográfico e atentatório da moral pública e bons costumes”, intitulado “Novas Cartas Portuguesas”. O texto desta edição é de Maria Velho da Costa, pode ser encontrado no livro “Cravo”, e intitula-se “Revolução e Mulheres”.

  34. 12

    Jorge Sousa Braga - "3 AM"

    Um poeta do Minho. Médico de profissão, Jorge Sousa Braga nasceu em Cervães, Vila Verde. A poesia acompanha-o desde a infância. Escreveu o seu primeiro poema aos 8 anos, e desde aí deixou que as letras tomassem um lugar definitivo na sua vida. É um dos poetas pertencentes à geração pós-revolução, que traz na sua escrita um humor, umas vezes refrescante, outras vezes cru, simples. Identifica-se também na sua escrita uma influência emanada da sua atividade profissional. O poema desta semana sai do livro “O Poeta Nú” e intitula-se “3 AM”.

  35. 11

    Wislawa Szimborska - "o terrorista olha"

    Da Polónia, para português. Prémio Nobel da literatura, em 1996, Wislawa Szimborska teve uma longa vida dedicada às letras. Colaborou regularmente com a imprensa, como editora de poesia e colonista, a par da sua escrita poética. Foi laureada com inúmeros prémios literários, destacando-se o Prémio Goethe, em 1991, seguindo-se o já mencionado Prémio Nobel.

  36. 10

    Rómulo de Carvalho - "Este é o poema do Amor"

    Não podíamos deixar de falar de Amor. Com o Dia de S. Valentim a chegar, Aqui Há Poesia de Rómulo de Carvalho, que trouxe à poesia a físico-química da vida. Para quem segue os caminhos dos livros, este autor deverá ser mais conhecido pelo seu pseudónimo: António Gedeão. Esta semana, Aqui Há Poesia para o dia de namorados, “Este é o Poema do Amor”. Até breve.

  37. 9

    João Habitualmente - "As raparigas da aldeia"

    João Habitualmente, um poeta do Porto. As tertúlias poéticas, da noite portuense, são uma influência assumida na forma como nos traz as palavras e nos surpreende a cada estrofe, recusando fidelidade aos géneros literários habituais. É, para mim, um dos maiores poetas contemporâneos portugueses, ao qual iremos, seguramente voltar.

  38. 8

    W.H. Auden - "canção"

    Poeta, escritor e ensaísta anglo-americano, é considerado, por muitos, um dos grandes autores do séc.XX. Originário de uma família de classe média inglesa, estudou em Oxford, travando amizades com outros escritores do seu tempo e afirmando-se com um poeta de qualidade. A publicação do seu primeiro livro tornou-o um porta-vez de uma nova geração de autores. Viajou pelo mundo, adquiriu cidadania americana, e veio a falecer em Viena, na Áustria, em 1973. Fechamos o mês de janeiro, dedicado a poetas de outras terras, com o poema “Canção” (título original “Refugee Blues”), com uma tradução de Jorge Emílio, encontrada no livro “Rosa Do Mundo 2001 Poemas Para o Futuro”, da Assírio & Alvim.

  39. 7

    lawrence Ferlinghetti - "Em tempo de revolução, por exemplo."

    A Beat Generation começou por ser um grupo de amigos e acabou como um movimento que revolucionaria o meio artístico e literário americano e mundial. O termo foi cunhado por Jack Kerouac, para descrever este grupo de inconformados, subversivos e degenerados escritores e poetas, que se levantou como um movimento para o qual confluiu uma juventude letrada, em busca de um novo rumo, assumindo um estilo de vida alternativo, anticonformista e “contra o sistema” . Este movimento trouxe à ribalta autores incontornáveis como Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs ou Ferllinghetti. O poema de hoje leva-nos numa viagem geracional, até à beat generation, com Lawrence Ferlinghetti, “Em tempo de revolução, por exemplo”.

  40. 6

    Leonard Cohen

    2016 levou consigo 3 figuras incontornáveis do panorama musical mundial: David Bowie, Prince e… Leonard Cohen. A poesia das suas canções é um absoluto deleite de ouvir. A sua calma voz embala e cativa desde a primeira estrofe. Aos 30 anos, quando decidiu enveredar por uma incursão na música, que durou até à sua partida, era já um reconhecido e consagrado autor de romances e poesia. A tradução é de Jorge Sousa Braga e Carlos Tê, a poesia é de Cohen.

  41. 5

    Edward bond

    Nascido em Holloway, no norte de Londres, em Inglaterra, o nome de Edward Bond é incontornável quando falamos de teatro. Controverso e radical nas suas afirmações e opiniões sobre a sociedade e o teatro moderno, é considerado um dos maiores dramaturgos da atualidade. “Coros para depois dos assassinatos” é uma espécie de adivinhação do futuro, relativo a um acontecimento no ano 2030. Reflete sobre o fanastismo, a perda e a dor.

  42. 4

    O Ofício das Coisas - Mário Contumélias

    Do Jornalismo à música e à poesia. Mario Contumélias é (mais) um dos poetas e escritores portugueses que nos passam despercebidos. Descobri-o por acaso, num alfarrabista em Aveiro, no meio de uma pilha de livros “para destralhar”, a 2 Euros o exemplar. Uma pechincha! O poema partilha o título com o livro: “O Ofício das Coisas”.

  43. 3

    História Antiga - Miguel Torga

    Miguel Torga destacou-se como poeta, autor de contos e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios. Foi laureado com o Prémio Camões de 1989,

  44. 2

    Carta de Émile e Carta a Émile - Al Berto

    “Carta de Émile” e “Carta a Émile” são dois poemas retirados do último livro de Al Berto. O poeta e autor português deixou uma rica obra literária ao longo dos seus curtos 49 anos de vida. Faleceu em 1997, vítima de linfoma.

  45. 1

    Rosas vermelhas - Manuel Alegre

    Retirado do livro de 1965, Praça da Canção, da autoria de Manuel Alegre, “Rosas Vermelhas” é um texto carregado de simbolismo, de resistência.

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