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Ciência Suja
by Ciência Suja
O Ciência Suja traz histórias de fraudes científicas que geraram grandes prejuízos para a sociedade e mostra como a própria ciência resolveu essas situações. O projeto é fruto da parceria entre a produtora audiovisual NAV Reportagens, dos jornalistas Felipe Barbosa e Pedro Belo, e os jornalistas especializados na área de saúde e divulgação científica Theo Ruprecht e Thaís Manarini, que fez parte da equipe até a terceira temporada. Hoje também fazem parte do time as jornalistas Chloé Pinheiro e Carolina Marcelino. O podcast conta com o apoio do Instituto Serrapilheira. Acesse o nosso site www.cienciasuja.com.br para saber mais sobre o projeto e fazer parte do nosso programa de financiamento coletivo.
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A ciência no banco dos réus
Sim, o Ciência Suja foi processado — mais de uma vez. A partir daí, nós investigamos como pesquisadores, divulgadores científicos, universidades e a ciência como um todo vêm sofrendo com o assédio judicial. Conheça casos de assédio judicial contra pessoas e organizações ligadas à ciência, e como esse fenômeno deturpa a produção de conhecimento e a opinião pública, além de favorecer quem ganha dinheiro com desinformação. E ouça também como os alvos de assédio judicial estão resistindo. A associação Médicos pela Vida, autora dos processos contra o Ciência Suja, respondeu aos nossos questionamentos neste link: https://medicospelavida.org.br/podcast-ciencia-suja-fara-mais-um-ataque-ao-mpv-leia-nossas-respostas-e-saiba-desde-ja-como-eles-vao-alienar-seus-ouvintes/ O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o site: cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky.
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PÍLULA - Os pacientes crônicos da polilaminina
Em 2020, de sete a oito pacientes com lesões medulares crônicas receberam a polilaminina sem registros claros. Só que tem um detalhe: os testes com ela só são aprovados para lesões agudas, que acabaram de acontecer. Conheça essa história estranha dentro da história estranha da polilaminina. O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o site: cienciasuja.com.br Apoiadores tem diferentes benefícios, como acesso antecipado aos episódios, participação em sorteios de livros e envio de brindes do podcast. Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky.
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Polilaminina: anatomia de uma promessa
A polilaminina, molécula descoberta pela brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, é a cura para a tetraplegia e paraplegia? Uma falsa esperança? Ou algo no meio? No meio de tanto ruído e informações contraditórias, o Ciência Suja traz uma história não fragmentada sobre essa promessa. Inclusive com umas partes não contadas por aí. O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e ter acesso antecipado aos episódios, além de outros benefícios, acesso o nosso site. Lá você também confere o material complementar do episódio. O endereço é: cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky.
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PÍLULA - Racismo ambiental em Realengo
O racismo ambiental só é “um conceito distante” para quem não sofre com ele. A partir de um depoimento da ativista Liriel Farias, moradora do Realengo (RJ), e de falas da pesquisadora Valérias Bastos (PUC-Rio), o Ciência Suja tenta mostrar como é sentir essa forma de discriminação. Esta pílula é resultado de uma chamada de pautas que teve foco em meio ambiente e na COP30. Apoiadores do podcast Ciência Suja ouvem as pílulas e episódios antes de todo mundo! Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o site: www.cienciasuja.com.br O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube.
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MESACAST - Diplomacia científica em um mundo fechado
Versão em vídeo disponível no nosso canal no YouTube (https://youtu.be/y1GY_IvHhQ4), no tocador Spotify e no nosso site. Guerras, esvaziamento de órgãos multilaterais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), ascensão — e reeleição — de autocratas em países com grande impacto nas relações globais… O mundo atual está menos afeito a conversas e mais ao bullying. Neste episódio, Amâncio Jorge de Oliveira, coordenador-executivo da Escola de Diplomacia Científica e da Inovação da USP, conta como esses fatores podem influenciar a ciência e como ela poderia ajudar a contornar esses desafios. O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que promove a ciência e a divulgação científica no Brasil. Siga o Ciência Suja nas redes sociais e apoie o podcast via financiamento coletivo. Apoiadores tem acesso antecipado aos episódios, entre outros benefícios exclusivos. Você encontra os links e mais informações no nosso site: www.cienciasuja.com.br
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PÍLULA - Entre haters e evidências
Nesta pílula, o Ciência Suja entrevista divulgadores de ciência Kananda Eller (@deusacientista), Lucas Zanandrez (@olaciencia) e Igor Eckert (@igoreckert) para trazer os bastidores do enfrentamento a pseudociências e desinformações. Ameaças, promoção de notícias falsas por redes sociais, produtos sem evidências… os três falaram de tudo, até da inutilidade de suplementos de vitamina C para a maioria da população! —-------------------------------------- Trechos menores dessa entrevista também foram usados no episódio “A máquina de Drauzios falsos”, do dia 11 de dezembro de 2025. Apoiadores do podcast Ciência Suja ouvem as pílulas e episódios antes de todo mundo! Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o site: www.cienciasuja.com.br O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube.
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MESACAST - Maconha e as contradições da guerra às drogas
VERSÃO EM VÍDEO TAMBÉM DISPONÍVEL NO NOSSO CANAL NO YOUTUBE A proibição da maconha prejudica a pesquisa, aumenta os índices de criminalidade, enche as penitenciárias, contribui para o racismo… E sequer é eficaz no controle do uso: o Canadá chegou a registrar queda no consumo entre jovens após sua liberação. Mas manter a maconha na ilegalidade serve a interesses — assim como, por outro lado, o hype sobre suas propriedades terapêuticas. Neste mesacast, Paulo Pereira Reis, professor da PUC e autor do livro “Cannabis Global Co: consenso fissurado”, revela como há um mercado que se beneficia da proibição e detalha o conceito de “capitalismo canábico”. O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que promove a ciência e a divulgação científica no Brasil. Siga o Ciência Suja nas redes sociais e apoie o podcast via financiamento coletivo. Você encontra os links e mais informações no nosso site: www.cienciasuja.com.br
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Agrotóxico: seguro para quem?
O discurso de que o “uso correto dos agrotóxicos é seguro” está cheio de furos, que foram criados de certa forma por grandes corporações, inclusive com manipulação da ciência. Neste episódio especial, as repórteres Carla Ruas e Silvia Lisboa visitaram diferentes plantações no interior do Rio Grande do Sul e analisaram os chamados Monsanto Papers, um vazamento de informações internas da Monsanto, fabricante de um dos principais agrotóxicos usados no Brasil. É um acervo com e-mails, pareceres e comunicações internas que revelam táticas para descredibilizar críticos, abafar pesquisas e comprar a boa vontade de acadêmicos e políticos. Este episódio foi possível de ser produzido graças ao apoio da ACT - Promoção da Saúde, que promove políticas públicas de saúde principalmente nas áreas de alimentação, tabagismo e bebidas alcoólicas. O Ciência Suja também tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o site: cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Confira o parecer da Abrasco que mencionamos no episódio, sobre glifosato: https://bit.ly/4kd6ycl Também há um dossiê sobre impactos na saúde: http://bit.ly/4c0Gsao Abaixo, a resposta completa da Bayer, produtora do glifosato, ao episódio: A Bayer tem um compromisso de manter transparência em suas discussões sobre ciência e produção de alimentos com colaboradores, acadêmicos, órgão reguladores, representantes da sociedade civil e demais públicos. Isso inclusive se reflete em nossos esforços para encorajar o debate com a disponibilização de centenas de estudos e relatórios que foram submetidos à EFSA como parte do processo de renovação do glifosato na União Europeia. A iniciativa foi liderada por um grupo de empresas e entidades, incluindo a Bayer, e está disponível online. Além disso, como parte dos "Princípios de Engajamento Societário da Bayer (BASE)", nossas apresentações regulamentares estão disponíveis ao público. Seguimos regras transparentes e mantemos um registro de colaboração científica, o que torna transparente nossas parcerias externas com instituições de ciências. O glifosato tem sido usado com segurança e sucesso em todo o mundo há mais de 40 anos. Os principais órgãos reguladores do mundo, com base em evidências científicas e estudos que envolveram ampla consulta pública, já reafirmaram que o glifosato é seguro para uso quando manuseado de acordo com as instruções do rótulo -- isso inclui a Anvisa, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), a Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA), além das principais autoridades de saúde na Austrália, Coréia do Sul, Canadá, Nova Zelândia, Japão e de outras partes do mundo. Todas elas concluíram repetidamente que nossos produtos à base de glifosato podem ser usados com segurança conforme as instruções de bula e que o glifosato não é cancerígeno.
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PÍLULA - Desinformação fóssil
Os comentários e postagens que negam o aquecimento global de alguma forma são só a ponta do iceberg, até porque a desinformação climática rende frutos a grandes corporações. Nesta pílula, mostramos como big oil e big tech estariam formando uma aliança que ameaça os esforços para conter a emergência climática. Apoiadores do podcast Ciência Suja ouvem as pílulas e episódios antes de todo mundo! Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o site: www.cienciasuja.com.br O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube.
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PÍLULA - Sambaquis no Piauí: história loteada
Só mais recentemente os sambaquis no Piauí começaram a ser estudados pelos pesquisadores. E eles revelam muito sobre as comunidades tradicionais que ali viveram — e ainda vivem. Mas esse passado e o presente vêm sendo ameaçados pela especulação imobiliária e pelo turismo predatório, que passam por cima de leis para instalar grandes empreendimentos que arrasam essas estruturas tão importantes. O repórter Luan Matheus Santana, da plataforma O Corre, conta essa história. Esta pílula é resultado de uma chamada de pautas que teve foco em meio ambiente e na COP30. Apoiadores do podcast Ciência Suja ouvem as pílulas e episódios antes de todo mundo! Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o site: www.cienciasuja.com.br O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube.
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PÍLULA - Ruim para a saúde, ruim para o planeta
As indústrias do álcool, do cigarro e dos refrigerantes não comprometem só a saúde da população. Seja pelo consumo enorme de água, seja pelo desmatamento para dar espaço a plantações de tabaco, seja pelos plásticos e microplásticos, elas também sabotam o meio ambiente. Neste episódio, Mariana Pinho e Laura Cury, da ONG ACT Promoção da Saúde, ajudam a entender o conceito de duplo impacto, e o que é necessário fazer para amenizá-lo. Este episódio teve apoio da ACT - Promoção da Saúde, que atua na promoção e na defesa de políticas de saúde pública, especialmente em áreas como controle de tabaco e alimentação saudável. O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o nosso site. Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube.
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Picaretagens para adiar o fim do mundo
E se, em vez de rever o ritmo de consumo e apontar o dedo para grandes poluidores, fosse possível resolver a emergência climática com novas tecnologias e inovações científicas? Seria tão maravilhoso quanto é distante da realidade. Em um episódio especial, o Ciência Suja andou pelos corredores da COP30, avaliou documentos e conversou com diferentes especialistas para mostrar como segmentos particularmente poluentes — do agronegócio à indústria de combustíveis fósseis — tentam desviar o assunto da emergência climática para soluções irreais, como geoengenharia e até carne de laboratório. ERRATA: A sobrenome da engenheira de alimentos Cristina Leonhardt foi dito de forma errada no episódio, como Reinhardt. Pedimos desculpas pelo erro, e fizemos a correção nos materiais escritos. Este episódio teve apoio da ONG ACT - Promoção da Saúde, que atua na promoção e na defesa de políticas de saúde pública, especialmente em áreas como controle de tabaco e alimentação saudável. O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o nosso site. Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube.
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A máquina de Drauzios falsos
Estimativas feitas a partir de um estudo do NetLab indicam que cerca de 760 mil anúncios fraudulentos na área de saúde podem ter sido veiculados pela Meta em sete meses. E, se cada golpista espera ter a sua parcela de retorno com essas propagandas, quem ganha com todas é a própria Meta. Neste episódio, investigamos essa epidemia de golpes em saúde — e qual o impacto real deles. Até o Drauzio Varella, entrevistado nesse episódio, está incomodado com o assunto. A íntegra da resposta da Meta você encontra aqui embaixo e também ao acessar o nosso site, o www.cienciasuja.com.br O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o nosso site. Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube. RESPOSTA DA META "As tentativas de golpes têm aumentado em escala e complexidade nos últimos anos, impulsionadas por redes criminosas internacionais. À medida que essa atividade se torna mais persistente e sofisticada, nossos esforços para combatê-la também se intensificam. Estamos testando o uso de tecnologia de reconhecimento facial, aplicando nossas políticas para coibir golpes e capacitando as pessoas a se protegerem por meio de diversas ferramentas de segurança e alertas disponíveis em nossas plataformas. Continuaremos tomando medidas para aprimorar a detecção e a aplicação de nossas regras contra esse tipo de atividade." Além disso, também quero compartilhar este outro posicionamento, que acredito ser relevante para o episódio: “Nos últimos 15 meses, as denúncias de usuários sobre anúncios de golpes caíram mais de 50% e, até agora em 2025, já removemos mais de 134 milhões de conteúdos de anúncios fraudulentos. Além de remover diretamente conteúdos de golpes, incorporamos o feedback das pessoas para entender melhor suas experiências e identificar situações em que pode não ser imediatamente óbvio que algo é um golpe. Usamos esse feedback para treinar nossos sistemas a detectar proativamente conteúdos semelhantes que envolvam golpes.”
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[COP30] PÍLULA - Agrizone: o agro é COP
Todo um pavilhão na COP30 se propôs a discutir a agricultura — mas com um viés, digamos, um pouco otimista demais. Nesta pílula da COP, mostramos a Agrizone (e seus apoiadores) e suas contradições. O que realmente precisamos valorizar na agricultura para enfrentar a emergência climática? O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil.
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[COP30] MESACAST - O papel da ciência na COP30
Não se engane: a COP30 é um evento político. Mas isso não significa que ela está perdida — e que a ciência não tem espaço. Neste mesacast, as pesquisadoras Regina Rodrigues e Marina Hirota contam como a ciência já produziu, em edições passadas da COP, benefícios para o meio ambiente, inclusive em um ritmo menor de aquecimento global. Episódio disponível em vídeo no nosso canal no Youtube e no Spotify. Elas também apontam quais ciências sujas estão circulando por Belém nesses dias tão importantes — o greenwashing está rolando solto! O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o nosso site: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube.
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[COP30] PÍLULA - Missão FLOP30: disputa em Belém
Realmente, a organização da COP30 teve seus problemas. Sim, a comida está cara. E é mesmo difícil chegar em consensos, principalmente em um evento lotado de lobistas do agronegócio, de mineradoras, da petroleiras. É no mínimo ingênuo esperar milagres da COP30. Ainda assim, tem um pessoal querendo deturpar esses pontos para sabotar o enfrentamento da crise climática — e eles estão recheando as redes sociais com conteúdos perigosos. Na nossa primeira pílula da COP, trazemos casos de políticos e produtores de conteúdo que parecem ter a missão de flopar a COP, e de frear medidas reais para a preservação do ambiente. Este conteúdo foi produzido em parceria com Fred Santana, do Vocativo. Apoiadores do podcast Ciência Suja ouvem as pílulas e episódios antes de todo mundo! Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o nosso site: www.cienciasuja.com.br O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube.
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PÍLULA - O que (não) é transição energética
Transição energética: está aí uma expressão que vai ser dita e redita na COP30. Mas é brincadeira o que tem de gente desfigurando esse conceito para seguir produzindo combustível fóssil e poluindo o planeta. Nesta pílula, o Ciência Suja traz exemplos para mostrar o que é transição energética de verdade — e o que só é greenwashing mesmo. Apoiadores do podcast Ciência Suja ouvem as pílulas e episódios antes de todo mundo! Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o site: www.cienciasuja.com.br O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube.
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Quanto vale uma árvore?
Os créditos de carbono surgiram com a ideia de trazer um apelo econômico para a preservação ambiental: pega-se uma área ambiental e se estima quanto de carbono ela absorveria da atmosfera. Cada tonelada de carbono absorvida gera um crédito, e esse crédito pode ser vendido para empresas que, por exemplo, desmataram por causa do seu modelo de negócio. Mas dá mesmo para transformar a capacidade das árvores capturarem CO2 e soltarem oxigênio em dinheiro? Neste episódio especial de preparação para a COP30, mostramos como os créditos de carbono são recheados de polêmicas. Há denúncias de projetos de créditos que foram calculados sem existirem, de dinheiro entrando em iniciativas sem comprometimento ambiental verdadeiro, de comunidades tradicionais sendo deixadas de lado… A íntegra da nota de esclarecimentos da Verra, organização que emite certificados de crédito de carbono, você encontra no nosso site. O endereço é www.cienciasuja.com.br . O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o nosso site. Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube. Posicionamentos da Verra, traduzidos do inglês via chatGPT Sobre os projetos de crédito de carbono em Portel “Com relação aos três projetos no Brasil, só conseguimos identificar dois a partir do artigo que você compartilhou: Projeto REDD Rio Anapu-Pacajá (2252) · Projeto REDD+ Pacajá (981) Ambos os projetos estão atualmente passando por uma revisão de controle de qualidade. A Verra não comenta sobre projetos que estão em processo de revisão, mas atualizará a página do projeto no Registro da Verra assim que a revisão for concluída. O processo de revisão de controle de qualidade tem como objetivo monitorar e mitigar o risco de descumprimento das regras do nosso programa, incluindo possíveis casos de fraude. A Verra inicia esse processo quando toma conhecimento de uma possível não conformidade de um projeto com as regras do programa da Verra.” Sobre o estudo que analisou 95 projetos de crédito de carbono auditados pela Verra (nota publicada em inglês: https://verra.org/verra-views/beyond-the-headlines-a-constructive-response-to-criticism-of-validation-and-verification-in-the-vcm/) Além das Manchetes: Uma Resposta Construtiva às Críticas sobre Validação e Verificação no Mercado Voluntário de Carbono (VCM) Um artigo recente publicado pela Faculdade de Direito da Universidade da Pensilvânia, intitulado “Third-Party Auditing Cannot Guarantee Carbon Offset Credibility” (“Auditorias de Terceiros Não Podem Garantir a Credibilidade das Compensações de Carbono”), faz críticas ao mercado voluntário de carbono (VCM) e ao papel dos auditores nesse sistema. A Verra acolhe o escrutínio — ele é essencial em qualquer sistema que busque gerar impacto climático real. No entanto, esse escrutínio precisa estar fundamentado em justiça e rigor, e, infelizmente, esse artigo falha em ambos os aspectos. O artigo faz referência a 95 projetos certificados pela Verra que foram posteriormente rejeitados ou suspensos, sugerindo uma falha sistêmica no processo dos órgãos de validação/verificação (VVBs). Porém, uma análise mais detalhada revela o quão problemática é essa conclusão. Como os próprios autores observam, eles selecionaram 95 projetos que “sabiam ter superestimado créditos” (de um total de 2.485 projetos registrados na Verra). Contudo, em vez de conduzirem uma revisão independente e rigorosa, os autores confiaram sem questionamento em pesquisas e conclusões de outros estudos e reportagens, parecendo inclusive ter trabalhado de trás para frente a partir de uma conclusão pré-determinada. As conclusões dos autores não são sustentadas pelas fontes citadas e, portanto, estão repletas de fatores de confusão, exigindo uma análise mais cuidadosa. Essa abordagem questionável é aplicada a três categorias de projetos: projetos de fogões eficientes, projetos de cultivo de arroz e certos projetos REDD+. A seguir, apresentamos nossas respostas gerais a cada categoria: 1. Projetos de Fogões Eficientes da C-Quest Capital (CQC) Em junho de 2024, a CQC divulgou publicamente (externamente) uma suposta má conduta criminal de seu ex-CEO, incluindo fraude que resultou em créditos emitidos em excesso. Trata-se de um caso jurídico ativo, e autoridades federais já apresentaram acusações criminais. No cerne da questão não está uma simples falha de supervisão por parte dos VVBs, mas sim uma suposta fraude do lado dos projetos. Confundir uma possível conduta criminosa de uma parte com deficiências de outra é tanto impreciso quanto injusto. A Verra também lançou uma nova metodologia para projetos de fogões eficientes, que incorpora técnicas de medição mais rigorosas e evitará a recorrência de problemas semelhantes. Essa nova metodologia foi aprovada pelo Conselho de Integridade do Mercado Voluntário de Carbono (ICVCM) por atender ao mais alto padrão de integridade (ver aqui). 2. Projetos de Cultivo de Arroz Sim, houve preocupações reais sobre o desempenho de certos VVBs — e foi exatamente por isso que a Verra tomou uma ação decisiva: quatro VVBs envolvidos em 37 projetos de arroz foram suspensos. Isso demonstra que nosso sistema de VVBs é rigoroso e robusto — ele não apenas identifica problemas, mas também os enfrenta com consequências reais. Isso é o que significa responsabilidade. 3. Projetos REDD A Verra sempre foi clara e transparente quanto à necessidade de atualizar metodologias antigas de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD). É por isso que investimos anos no desenvolvimento de uma nova metodologia transformadora, a VM0048, que também foi aprovada pelo ICVCM. Mais importante ainda, as fontes citadas pelos autores não indicam que o desempenho dos VVBs tenha sido um problema. E, embora os autores concluam que a falha é generalizada por conta do número de auditores envolvidos nos 95 projetos listados, a análise inicial da Verra chega a uma conclusão muito diferente: entre todos os VVBs que auditaram esses 95 projetos, apenas quatro foram responsáveis pela maioria das validações com problemas identificados. Além disso, isso representa menos de 4% de todos os projetos validados sob o programa VCS. Em última análise, o artigo falha em distinguir entre sistemas legados e padrões atuais. Por exemplo, a nova metodologia REDD+ da Verra aborda diretamente as críticas anteriores sobre o suposto exagero nas reduções de emissões dos projetos. No entanto, os autores criticam essa nova metodologia citando revisões que encontraram “poucas evidências de que o aperfeiçoamento das metodologias REDD+ entre 2011 e 2019 levou a maior conformidade dos desenvolvedores ou a mais diligência por parte dos auditores” — apesar de o novo método da Verra ter sido lançado apenas em 2023, e nenhum projeto usando essa metodologia ter ainda completado o registro. Mais preocupante ainda é a inclusão de casos como o Kariba, que envolve um ator reconhecidamente problemático, ou de projetos brasileiros supostamente ligados a operações ilegais de madeira. Esses são casos complexos de natureza jurídica e de governança, e não falhas simples de VVB. Agrupá-los sob uma única crítica engana o leitor e prejudica o debate construtivo. O artigo também cita um estudo de West et al., que alega que apenas 10% dos créditos florestais emitidos pela Verra representaram reduções reais de emissões. Essa conclusão foi desacreditada, inclusive pelo cientista-chefe da Space Intelligence, bem como por uma revisão técnica da própria Verra, que identificou falhas graves na metodologia e nas suposições do estudo. Outras Alegações dos Autores O artigo argumenta que, como os auditores são contratados pelos desenvolvedores dos projetos, eles não poderiam agir de forma independente e, portanto, não garantiriam a integridade ambiental dos créditos. Isso revela um equívoco fundamental sobre como funcionam as auditorias de terceiros — não apenas no mercado de carbono, mas em praticamente todos os setores regulamentados. Seja em auditorias financeiras, inspeções de segurança alimentar ou certificações ambientais, o solicitante da certificação normalmente paga pela auditoria — quem mais o faria? O que importa não é quem paga a conta, e sim quais sistemas asseguram independência, supervisão e responsabilidade — e a Verra tem reforçado esses mecanismos significativamente. É fundamental compreender a natureza do mercado de carbono ao criticar a forma como os projetos são auditados. As auditorias não seguem um modelo único: cada projeto é profundamente complexo e específico ao seu contexto, considerando geografia, tipo de atividade e salvaguardas necessárias. Assim, os custos das revisões independentes não podem ser padronizados antecipadamente; devem ser negociados entre as partes envolvidas, refletindo a profundidade, o escopo e a singularidade de cada projeto. Os autores também afirmam que os auditores são incapazes de avaliar critérios como “adicionalidade” ou “permanência”. Isso também é um erro conceitual: o papel do auditor não é criar as regras, mas determinar se um projeto as seguiu de forma crível — e essas regras já foram desenhadas para lidar com incertezas por meio de critérios conservadores e transparentes, incluindo documentação obrigatória, reservas de risco, deduções por vazamento e monitoramento específico por projeto. A Abordagem da Verra para a Supervisão dos VVBs O sistema da Verra reflete as melhores práticas globais de supervisão e independência. Todos os VVBs que operam sob seus programas devem ser acreditados por membros do International Accreditation Forum (IAF) sob o Multilateral Recognition Arrangement (MLA) — um padrão internacional rigoroso que assegura competência, imparcialidade e responsabilidade. Cada auditoria submetida passa por uma revisão interna pela equipe da Verra antes que qualquer projeto seja certificado ou créditos sejam emitidos. Quando são identificados problemas (o que ocorre com frequência), as emissões de créditos são negadas ou ajustadas, e os VVBs precisam corrigir as falhas. Isso é prática padrão em diversos setores: mesmo com forte dependência de auditores externos, as organizações também mantêm equipes internas de auditoria. Em 2024, a Verra lançou um Programa de Monitoramento de Desempenho (PMP) para os VVBs, incluindo um sistema formal de pontuação que avalia o desempenho dos auditores em categorias como consistência, precisão e conformidade com os padrões. Auditores com baixo desempenho são obrigados a adotar medidas corretivas ou enfrentar suspensão. Importante destacar que os mercados de carbono estão em constante evolução, incorporando novos dados, aprimorando metodologias e fortalecendo estruturas de supervisão. Rejeitar o sistema inteiro por causa de falhas passadas seria como abandonar a ciência médica porque as primeiras vacinas não eram perfeitas. Perdendo a Floresta pelas Árvores De forma mais lamentável, o artigo deixa de considerar o impacto real que os mercados de carbono já estão tendo. Mais de 1,3 bilhão de créditos verificados já foram emitidos pela Verra, canalizando financiamento para mais de 2.500 projetos em 125 países. Esses projetos incluem programas agroflorestais para pequenos produtores na África Oriental, recuperação comunitária de resíduos no Senegal e acesso a fogões limpos no Sul da Ásia. Para muitas dessas comunidades, o financiamento de carbono é a única forma de financiamento climático disponível, fornecendo meios de subsistência e ajudando a conservar os ecossistemas locais. Críticas genéricas que ignoram essa realidade — e as pessoas envolvidas — são, na melhor das hipóteses, incompletas e, na pior, contraproducentes. Embora acolhamos o escrutínio, rejeitamos narrativas sem fundamento ou que sugiram que a solução para eventuais fragilidades seja desmantelar um dos poucos mecanismos que atualmente entregam resultados reais.
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MESACAST - Por que caímos em desinformação em saúde?
[Este episódio está disponível em vídeo no nosso canal no YouTube e no Spotify] Em pouco mais de seis meses, um trabalho do NetLab identificou cerca de 1 milhão de potenciais anúncios fraudulentos sobre saúde no Brasil — só no Instagram e no Facebook. E possivelmente outros posts pagos estão passando debaixo do radar. Neste episódio, conversamos com a pesquisadora Nicole Sanchotene (NetLab/UFRJ) e o neurocientista Paulo Boggio (Mackenzie) sobre as estratégias usadas nas redes sociais para fazer você consumir produtos de que não precisa, assinar cursos pseudocientíficos e por aí vai. Uma coisa é certa: não ache que você está imune a essas enganações. Este episódio foi possível graças à parceria entre o Ciência Suja e o NetLab. Ambas as organizações têm apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Siga o Ciência Suja nas redes sociais e considere apoiar o podcast via programa de financiamento coletivo. A sua ajuda faz a diferença para permanecermos no ar!
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PÍLULA - O segundo set de Luca Kumahara
Homens trans nunca conseguiriam competir no esporte profissional masculino? A história de Luca Kumahara, um mesatenista profissional que foi medalhista de prata nos Jogos Pan-americanos de 2011, diz “sim” e “não” para essa pergunta. Na primeira pílula do Ciência Suja, você vai conhecer a biografia desse atleta, e o que ela ensina sobre esporte, ciência e preconceito. Apoiadores do podcast Ciência Suja ouvem as pílulas e episódios antes de todo mundo! Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o nosso site: www.cienciasuja.com.br O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube.
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Ciência fora de jogo
O esporte profissional, ao contrário do que se imagina, está repleto de deturpações na ciência. Da controvérsia envolvendo a participação de atletas trans ao uso de isotônicos, faltam evidências e sobram achismos e preconceito. Neste episódio, o Ciência Suja revela como o esporte profissional é permeado por interesses que, muitas vezes, não se alinham com as pesquisas (e mesmo com valores olímpicos). O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o nosso site: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja também nas redes sociais. Estamos no Instagram, TikTok, Twitter, Facebook e BlueSky. Você também pode ouvir os episódios no YouTube.
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Vale tudo pelos data centers?
Data centers de hiperescala são megaestruturas, às vezes maiores do que um Maracanã, que processam dados da internet e de recursos de inteligência artificial. Mas esses empreendimentos geram um enorme impacto energético, ambiental e social — principalmente quando pensados às pressas. Neste episódio, mostramos como os data centers podem afetar cidades do Brasil, que segue sem uma regulação própria para o assunto. Uma dessas instalações, a ser implantada em Sergipe, promete consumir mais energia do que todo o estado. Também abordamos quais os caminhos para manter a internet funcionando, sem acabar com o meio ambiente. Esse episódio faz parte da nossa chamada de episódios para a COP30. Ele foi produzido pela repórter Ana Paula Rocha. O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja, acesse o nosso site: www.cienciasuja.com.br Materiais que podem interessar: Relatório do Lapin sobre IA, data centers e justiça socioambiental: https://lapin.org.br/wp-content/uploads/2025/08/INTELIGENCIA-ARTIFICIAL-E-DATA-CENTERS-A-EXPANSAO-CORPORATIVA-EM-TENSAO-COM-A-JUSTICA-SOCIOAMBIENTAL-1-3.pdf Policy paper do IP.rec sobre IA, data centers e danos ambientais: https://ip.rec.br/wp-content/uploads/2025/05/Policy-Paper-Data-Centers.pdf Série “A Boiada da IA”, do Intercept Brasil: https://www.intercept.com.br/especiais/a-boiada-da-ia/
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Mesacast | A febre das canetas emagrecedoras
Para a versão em vídeo, acesse o nosso canal no YouTube: https://youtu.be/2dSbARUCij0 A ciência por trás dos novos medicamentos para emagrecer — as populares canetas emagrecedoras — não é frágil. Ozempic, Wegovy, Mounjaro e outros que estão por vir têm demonstrado uma redução de peso corporal média significativa. A controvérsia está na forma como esses medicamentos estão sendo usados, e mesmo propagandeados como uma revolução. Neste episódio, a endocrinologista Maria Edna de Melo (Sbem) e o advogado Matheus Falcão (Cepedisa/USP) traçam o verdadeiro cenário da obesidade, e o hype sobre essas canetas. Eles também abordarão tráfico e contrabando e versões manipuladas que põem em risco o usuário. E você verá ainda uma análise da equipe do NetLab sobre produtos vendidos nas redes sociais que aproveitam essa onda das canetas. Abaixo, a nota da Novo Nordisk sobre questões que apresentamos, que também pode ser encontrada no nosso site (www.cienciasuja.com.br): Foi mencionado um trabalho apoiado pela Fundação Novo Nordisk para atualizar/criar uma nova versão da NOVA, a classificação de alimentos ultraprocessados, sem que seus autores aceitassem isso. Qual o interesse da Fundação Novo Nordisk, ou da Novo Nordisk em si, em apoiar esse tipo de estudo, considerando o impacto de ultraprocessados na obesidade? A Novo Nordisk S/A é uma empresa global de saúde focada em tratamentos para diabetes, obesidade e outras doenças crônicas graves. Atua como companhia de capital aberto, desenvolvendo e comercializando produtos e serviços farmacêuticos. Já a Fundação Novo Nordisk é uma organização dinamarquesa que apoia causas científicas, humanitárias e sociais por meio de concessão de bolsas e financiamentos. A Fundação detém participação acionária controladora na Novo Nordisk S/A, mas opera de forma independente para promover pesquisa e inovação. A Novo Nordisk esclarece que patrocínios e decisões tomadas pela Fundação Novo Nordisk são completamente independentes da empresa Novo Nordisk, pois se tratam de duas entidades e organizações distintas. A Novo Nordisk Brasil não representa nem fala em nome da Fundação Novo Nordisk. Para qualquer dúvida relacionada à Fundação Novo Nordisk, favor direcionar suas perguntas diretamente à própria fundação. Um dos entrevistados menciona a suspensão, em 2023, da Novo Nordisk de uma associação empresarial de empresas farmacêuticas por suposto marketing inadequado. Isso entra em um contexto de fala que mostrava como poucas empresas controlavam boa parte do mercado das "canetas emagrecedoras". Há algo a dizer sobre isso? A Novo Nordisk pauta sua atuação pela ética e pelo estrito cumprimento dos rigorosos parâmetros regulatórios e legais que regem a indústria farmacêutica nos mais de 170 países onde opera. No Brasil, atuamos em total conformidade com as diretrizes da Anvisa, Interfarma e Sindusfarma, organizações que regulamentam o setor localmente. Nosso relacionamento com médicos e especialistas da saúde tem como único objetivo a atualização científica e a educação pautada na ciência, visando sempre o aprimoramento profissional que, em última instância, beneficia o tratamento e influencia na qualidade de vida dos pacientes. Também é mencionada a disputa para a recomposição do prazo da patente da semaglutida, e do eventual impacto disso no maior acesso a esse medicamento. O que a Novo Nordisk tem a dizer sobre o tema? A proteção patentária é, de fato, o pilar que sustenta a inovação em saúde. O que a Novo Nordisk e outros setores inovadores do país defendem é a segurança jurídica para que possam usufruir do direito de exploração exclusivo, conforme assegurado por lei. A patente da semaglutida, por exemplo, levou 13 anos para ser concedida pelo INPI, o que na prática reduziu o período de exclusividade para apenas 7 dos 20 anos previstos em lei. A ação judicial que movemos busca um remédio para essa demora excessiva e injustificada do órgão administrativo, um mecanismo de ajuste de prazo (PTA) que é prática padrão em diversos países, inclusive na América Latina, para incentivar a inovação. Sem essa previsibilidade, empresas inovadoras podem ser desencorajadas a priorizar o Brasil para novos investimentos e lançamentos.
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Covid: crime sem castigo
Cinco anos após a pandemia, a crise de confiança nas vacinas segue a toda, a desinformação científica se profissionalizou ainda mais e políticos por trás de crimes de saúde pública não foram responsabilizados… O que realmente aprendemos com a covid-19, e onde estamos ficando para trás? Neste episódio, resgatamos esse momento trágico para verificar se, em caso de uma nova pandemia, estaríamos mais — ou até menos — preparados. O Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil. Os episódios saem a cada duas semanas, às quintas-feiras. O podcast também é parceiro do NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na discussão sobre desinformação científica na internet. Siga o Ciência Suja nas redes sociais: https://www.instagram.com/cienciasuja/ https://bsky.app/profile/cienciasuja.bsky.social https://www.tiktok.com/@cienciasuja https://twitter.com/cienciasuja E também no YouTube: https://www.youtube.com/c/PodcastCiênciaSuja Mais informações sobre o podcast no nosso site: www.cienciasuja.com.br
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Estamos de volta
O Ciência Suja deixa o formato de temporadas para publicar quinzenalmente seus episódios — sem paradas! Porque sujeira na ciência tem o ano todo. O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira
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A nova cara dos anabolizantes
Chip da beleza, modulação hormonal, hormonologia… Nos últimos anos, um monte de expressões vendedoras foram usadas para maquiar a prescrição de anabolizantes para fins questionáveis. E isso com base em deturpações da ciência. Nesta investigação, mostramos como atuam os médicos e as empresas que lucram com essa repaginação dos anabolizantes, que se expandiram do mercado underground para clínicas luxuosas e para o universo das redes sociais. No www.cienciasuja.com.br, você encontra a transcrição completa do áudio de resposta do presidente da Blackskull. Lá você também terá mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Este episódio foi apoiado pelo Pulitzer Center. O Ciência Suja também é financiado pelo Instituto Serrapilheira. Reportagem “A febre dos hormônios”, da Veja Saúde, que também faz parte do projeto do Pulitzer Center: https://saude.abril.com.br/medicina/a-febre-dos-hormonios-cresce-uso-indevido-de-testosterona-e-companhia/ Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Bluesky, Twitter e TikTok.
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MESACAST - O chip da beleza
O nome é interessante, mas que fique claro: o chip da beleza (ou chip da saúde, como tem picareta dizendo) é só mais um jeito de aplicar anabolizantes no corpo, com riscos consideráveis – e, muitas vezes, sem o conhecimento dos pacientes. Neste episódio, Bruno Gualano (Centro de Medicina do Estilo de Vida, da USP) e Maria Edna de Melo (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) mostram como “bombólogos” usam argumentos pseudocientíficos para indicar esse produto a quase qualquer pessoa. Está cansado? Chip nela! Não está com o corpo dos sonhos? Chip! O desejo sexual diminuiu um pouco? Chip! Esse mesacast é um prelúdio do episódio especial que faremos sobre anabolizantes, que tem o apoio do Pulitzer Center. Fique de olho que ele irá ao ar em janeiro de 2025! O Ciência Suja é apoiado pelo Instituto Serrapilheira, que promove a ciência e a divulgação científica do Brasil. SORTEIO: no dia 20/12, faremos um sorteio com quatro livros para apoiadores das categorias a partir de “Caçador/a de picareta”. Fique de olho nas redes sociais e no e-mail! Seja um apoiador do podcast, acesse www.cienciasuja.com.br e escolha uma das opções.
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As redes da discórdia
As redes sociais e as plataformas digitais são um terreno fértil para a circulação da desinformação e do conspiracionismo. Mais do que deixarem esse tipo de conteúdo correr solto, elas lucram com isso. Neste episódio, você vai entender como as redes funcionam, e de que maneira desinformadores profissionais as usam para benefício próprio. Este episódio é parte do trabalho de conclusão de curso do nosso produtor Pedro Belo, na Especialização em Jornalismo Científico do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Unicamp. O Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira. Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Bluesky, Twitter e TikTok.
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Plastificados pelo sistema
A poluição plástica já é tida pela ONU como a segunda maior ameaça ambiental ao planeta, fica atrás só da emergência climática. Ué, mas não se ouve que plástico é reciclável, e tudo mais? Então, na verdade, não mais do que 9% dos plásticos são reciclados – até porque é mais fácil e barato fazer plástico virgem. Pior: há mais de 50 anos, petroquímicas já sabiam que não seria fácil lidar com o lixo plástico, e que a reciclagem não daria conta do recado. E ainda assim elas promoveram essa ideia para fazer a gente continuar consumindo sem culpa diferentes coisas com esse material. Neste episódio, revelaremos o ciclo inteiro do plástico, da extração do petróleo – a matéria-prima desse material – até o despejo no meio ambiente. Será que novas tecnologias vão ajudar? Ou no momento elas só estão tirando o foco de uma mudança necessária na forma de consumo de plástico? Ou as duas coisas? Este episódio teve o apoio da ONG ACT - Promoção da Saúde, que atua em políticas públicas de saúde, especialmente nas áreas de alimentação, tabagismo e controle do álcool. O Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira. Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Bluesky, Twitter e TikTok.
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Fórmulas mágicas da infância
Corte na língua do recém-nascido para melhorar a amamentação, colar de âmbar que afasta a dor de dente, treinamento de sono em bebês pequenos, uso abusivo de fórmulas infantis… A infância está rodeada de más práticas ligadas a deturpações na ciência. Neste episódio, você vai entender como o mito da mãe perfeita, interesses econômicos gigantescos e o próprio puerpério estão sabotando os cuidados com as crianças. O Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira. Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Bluesky, Twitter e TikTok. Abaixo, as respostas da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Nestlé sobre nossos questionamentos. Caso você não consiga ler no seu tocador por limite de caracteres, as notas de esclarecimento estarão disponíveis também no nosso site (www.cienciasuja.com.br) : Nota de esclarecimento da SBP Em resposta aos questionamentos apresentados, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) vem manifestar publicamente sua veemente desaprovação a quaisquer insinuações (consideradas injustas e ofensivas) de falta de isenção por parte desta entidade e de seus associados na defesa dos interesses das crianças e dos adolescentes do País, em especial no que se refere ao aleitamento materno. Ao longo de sua história centenária, a SBP e os pediatras têm se dedicado à produção de conhecimento científico, à capacitação de profissionais e à formulação de políticas públicas com foco no fortalecimento da assistência pediátrica de forma ética e integral. Nesse processo, a SBP, como entidade democrática, sempre se pautou pelo estímulo ao diálogo com seus associados e outras instituições para encontrar as melhores soluções para problemas que afetam profissionais e pacientes. O aleitamento materno é cláusula pétrea da SBP, cuja prática individual e política pública, tem sido estimulada por meio de inúmeras medidas. A produção de documentos; a realização de campanhas, cursos e treinamentos; o apoio à instituição de um mês dedicado especialmente ao tema (Agosto Dourado); a luta pela ampliação da licença-maternidade e paternidade; e o reconhecido empenho em favor desse tema testemunham o compromisso desta entidade com a amamentação. Além disso, reitere-se, ainda, que o apoio de empresas às atividades da SBP, quando ocorre, tem sido feito mediante contratos nos quais constam garantia de prévia validação de conteúdos e de total autonomia da entidade e de seus especialistas associados. Essas ações de caráter institucional estão vinculadas estritamente à manutenção de projetos de educação continuada, relevantes para o aperfeiçoamento de pediatras, ancorados nas mais recentes evidências científicas. Diante do exposto, a SBP reafirma seus compromissos de conformidade com a ética e a ciência, reitera seu estímulo incondicional e apoio integral ao aleitamento materno e se mantem fiel aos seus princípios que tem como fim a defesa do bem-estar, da saúde e da vida das crianças e adolescentes brasileiros. Não há outra instituição que se aprofunde nesse mister com a isenção e a abrangência da Sociedade Brasileira de Pediatria e todas as suas Filiadas. POSICIONAMENTO DA NESTLÉ A Nestlé apoia, de maneira irrestrita, as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que preconizam que o leite materno é a melhor fonte de nutrição e deve ser exclusivo até os seis meses de idade e continuado, junto com a introdução de alimentos adequados, até os 2 anos ou mais. A empresa atua em conformidade com a regulamentação do tema em todos os países em que opera. No Brasil, a ANVISA define que fórmulas infantis são os produtos usados como substitutos do leite materno na impossibilidade do aleitamento , conforme orientação de profissionais de saúde . A empresa reconhece a importância dos profissionais da área de pediatria por seu papel essencial nos cuidados durante a infância e adolescência e na orientação aos pais por meio de informação qualificada. Por isso, a companhia incentiva a atualização profissional, respeitando as premissas legais e éticas inerentes a esta relação e atendendo a todas as regulamentações vigentes. Em todas as suas comunicações com profissionais de saúde, a Nestlé sempre destaca que o leite materno é a melhor opção para a alimentação de bebês. A Nestlé foi a primeira empresa a aplicar o código da OMS sobre a comercialização responsável de substitutos do leite materno em todos os seus negócios no mundo e foi pioneira também na adoção de parâmetros mais rigorosos para divulgar seus produtos ao público infantil. Toda a comunicação é voltada aos pais, a quem cabe a decisão de compra.
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A era do coach
Vibrações quânticas, reboot cerebral, programação neurolinguística... A terminologia usada por muitos coaches modernos remete a conceitos científicos. Mas não passa do discurso. Figuras como Pablo Marçal deturparam a ciência para vender a ideia de que é possível mudar a realidade e obter sucesso apenas com o poder da mente. Mas a verdade é que algumas vertentes do coaching atual mesclam pseudociência, autoajuda e religião para angariar fama, influência política e dinheiro, às custas dos sonhos e das aspirações de milhares de pessoas. Neste episódio, desconstruiremos os argumentos falaciosos de técnicas como a PNL e mostraremos como coaches já têm entrado no cenário político brasileiro, antes do “fenômeno Marçal”. A resposta completa do ICF Brasil você encontra no nosso site. O Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira. Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Bluesky, Twitter e TikTok. Posicionamento ICF Brasil para podcast Ciência Suja A ICF Brasil representa a maior associação global de coaches, com mais de 50 mil membros associados em mais de 140 países. Fundada em 1995, independente e sem fins lucrativos, nossa missão é contribuir para o avanço da arte e prática do coaching e somos pioneiros no desenvolvimento de padrões globais para o coaching profissional, com competências essenciais e um robusto Código de Ética, referência para muitas outras instituições, que é continuamente revisado de acordo com as análises de dados coletados em pesquisas regulares produzidas pela instituição ao redor do mundo, cujo objetivo principal é nortear a busca da excelência do exercício profissional de coaching. Acreditamos programas de formação em coaching que garantem altos padrões na profissão e credenciamos coaches com o único programa de credenciamento independente reconhecido mundialmente, concedido aos profissionais que tenham cumprido com os rigorosos requisitos de educação e comprovada experiência, demonstrando que possuem as competências essenciais para atuar como coach, comprovando horas de formação específica em coaching, horas de atendimento ao cliente, horas de mentoria, provas teórica e prática e se manter em constante desenvolvimento caso queira renovar sua credencial. A partir dessas premissas, a entidade aponta que as acreditações não delimitam as esferas de conhecimento que essas escolas eventualmente venham a escolher trabalhar para além das orientações da ICF. Os fundamentos praticados e propagados pela ICF se baseiam em fatores como respeito à integridade pessoal e honestidade no atendimento a clientes; mentalidade aberta, curiosa e flexível focado no desenvolvimento da pessoa atendida; estabelecimento de acordos claros sobre o relacionamento entre coach e cliente baseado em respeito e confiança mútuos; escuta ativa e comunicação eficaz; uso de ferramentas e técnicas como questionamento poderoso, silêncio, metáfora e analogia; e autonomia do cliente no processo de coaching. Dentro das competências trabalhadas e promovidas pela ICF, a abordagem prática de PNL não é contemplada. A ICF Brasil reforça que qualquer associado tem a liberdade de procurar outras práticas para, eventualmente, complementar as abordagens, de acordo com o próprio interesse. Contudo, não há direcionamento ou juízo de valor sobre qualquer conceito além das competências da própria ICF. A entidade busca clareza, seriedade e ética para a profissão, tanto é que a ICF Brasil possui um comitê de ética, com base nos preceitos do Código de Ética da instituição, com abertura para receber feedbacks de pessoas que passam por sessões de coaching com associados da entidade. Assim sendo, qualquer inconformidade ou prática que lese a pessoa atendida pode ser registrada para a ICF. A ICF também aproveita para reiterar que defende a autorregulamentação da profissão no Brasil e no mundo. Para a entidade, o PL 3550/2019, por exemplo, e seus apensados vão na contramão desse entendimento, porque burocratizam a atuação do coach e podem causar o efeito contrário ao desenvolvimento correto e ético da profissão, uma vez que poderiam levar a reserva de mercado, mudando práticas consolidadas e de eficiência atestada, e limitar profissionais de vasta experiência no mercado que podem aprimorar o desenvolvimento de outras pessoas por meio de um processo de coaching.
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Trailer - Temporada 6
A 6a temporada do Ciência Suja estreia dia 24 de outubro, com cinco episódios que vão desafiar sua noção sobre “o que é normal”. Da proliferação de coaches com discursos pseudocientíficos ao mau uso da ciência para prescrever fórmulas e tratamentos bizarros em crianças, estamos deixando passar absurdos na sociedade atual. Ouça o trailer! Siga o Ciência Suja nas redes sociais, nós estamos no Instagram, Facebook, Twitter, BlueSky e Tiktok. Você também nos encontra no YouTube e Whatsapp. Participe do nosso financiamento coletivo, com benefícios exclusivos para os nossos apoiadores. Você encontra os links no nosso site: www.cienciasuja.com.br
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MESACAST - O que move o negacionismo
Quais engrenagens estão por trás dos propagadores de desinformação em ciência? Diferentes livros publicados recentemente, cada um à sua maneira, de certa forma abordaram esse assunto. São eles: - O Triunfo da Dúvida, do epidemiologista David Michaels - Gente ultraprocessada, do infectologista Chris Van Tulleken - Negacionismo científica e suas consequências, da jornalista Sabine Righetti - Cloroquination, da nossa Chloé Pinheiro (que apresenta este episódio). Neste episódio, Chloé, Sabine e João Peres e Paula Johns (ambos envolvidos na edição brasileira de “Triunfo da Dúvida” e “Gente ultraprocessada”) conversaram sobre o que move o negacionismo em diferentes esferas, da alimentação ao aquecimento global, a partir dessas obras. E atenção: apoiadores do Ciência Suja participarão de um sorteio para receber esses livros, que acontecerá no dia 30 de agosto! Até o dia 29, dá para virar um financiador do nosso projeto. Entre no site www.cienciasuja.com.br para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador. A sua ajuda faz a diferença! Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok. Este episódio teve o apoio da ACT - Promoção da Saúde, que atua na defesa de políticas de saúde pública. O podcast Ciência Suja como um todo é financiado pelo Instituto Serrapilheira, que promove a ciência e a divulgação científica do Brasil.
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Publicar ou perecer
Nos últimos anos, cresceu o número de revistas científicas que publicam artigos meia-boca por dinheiro, ou que só existem pra fazer dinheiro mesmo. Além disso, tem pesquisador disposto a manipular ou a inventar dados para provar um ponto. E tem inclusive gente que produz artigos completamente inventados aos montes. Por trás de tudo isso, há pesquisadores pressionados para publicar o máximo de artigos possíveis. Quanto mais alguém publica, mais prestigiado é na academia, mesmo se os seus artigos forem toscos ou feitos às pressas. É o que se chama na academia de publish or perish, publicar ou perecer. Entre periódicos predatórios, fábricas de artigos falsos e dificuldades para pesquisadores com menos recursos publicarem seus achados, como fica a ciência? E qual a solução para isso? O Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira. Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok.
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Do ET Bilu a Ratanabá
“Apenas que busquem conhecimento”. Essa frase marcou a TV aberta brasileira em 2010, porque… ela teria sido dita por um alienígena: o ET Bilu. Nos programas de TV, já dava para ver que esse suposto extraterrestre tinha muito mais jeito de gente como a gente. E logo ele virou motivo de piada. Mas a turma que lançou o ET Bilu não parou por aí. Cada vez mais influentes – principalmente no Mato Grosso do Sul –, eles defendem que a Terra é convexa e que descendentes de alienígenas fundaram a primeira civilização humana no meio da Amazônia, a chamada Ratanabá. Além disso, questionam o uso de vacinas contra a Covid-19 e a influência humana no clima. E pior: eles já se infiltraram em um congresso científico e em uma universidade federal. O Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira. Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok. Por limitação de espaço nas plataformas de podcast, as respostas da Dákila e da Universidade Federal do Amazonas aos nossos questionamentos estão nosso site: www.cienciasuja.com.br
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Manchas no litoral
Em 2019, um acidente marinho chacoalhou as vidas, a economia e o ecossistema do litoral nordestino. O turismo foi afetado, pescadores ficaram sem seu sustento e diferentes animais morreram sufocados por causa de uma mancha de óleo que foi se espalhando pelas praias. Cinco anos depois dessa tragédia ambiental, muitas respostas ainda não foram encontradas. O Brasil aparentemente seguiu em frente, mas o que teve de ciência suja ali, e o que ficou de lição? Como a ciência se prepara para evitar que novos crimes ambientais como esse aconteçam? E de que maneira a principal fatia da população afetada pelas manchas no litoral foram assistidas? O Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira. Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok.
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A farra dos suplementos
Tem suplemento para dormir melhor, para ganhar energia, para ficar magro, para deixar a pele bonita… Mas o problema é que várias alegações que você ouve aí sobre esse ou aquele suplemento não são comprovadas pela ciência. Neste episódio, a gente fez uma parceria com o pessoal do “Olá, Ciência!” para entrar no mundo dos suplementos, que já estão em mais da metade das residências brasileiras e tem uma expectativa de movimentar 199 bilhões de dólares no mundo em 2025. Sendo que boa parte desse dinheiro vem de desinformação pseudocientífica e malandragens para driblar a legislação, que passam inclusive pelo uso de influenciadores digitais. O Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira. Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok. Abaixo, as respostas da Anvisa sobre nossos questionamentos: 1) Durante nossa apuração, nos deparamos com o argumento de alguns ouvidos, de que a RESOLUÇÃO - RDC Nº 27, DE 6 DE AGOSTO DE 2010 favoreceu uma cultura de venda indiscriminada de suplementos alimentares no Brasil, o que teria perdurado até a publicação da RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 243, DE 26 DE JULHO DE 2018, 8 anos depois. Qual é a posição da Anvisa quanto a isso? A categoria de alimentos que congrega os suplementos alimentares foi criada em 2018 a partir de regras amplamente debatidas. Antes disso, os alimentos em fórmula farmacêutica destinados à suplementação eram comercializados em outras categorias de produtos, como alimentos para atletas e novos alimentos, O estudo regulatório que resultou na criação da categoria de suplementos alimentares elegeu como um dos objetivos evitar a comercialização de produtos com alegação de benefícios que não eram demonstrados ou possíveis para alimentos, por serem restritos a medicamentos, e a adição de ingredientes não autorizados Assim, as regras publicadas em 2018 pela RDC nº 243 trouxeram importantes avanços: os constituintes autorizados para uso em suplementos alimentares e as alegações de benefícios permitidas restringiam-se àqueles listados em uma instrução normativa específica (IN nº 28/2018). A autorização desses constituintes e a permissão dos benefícios está condicionada a uma avaliação da Anvisa, considerando aspectos de segurança e eficácia. Ao dar clareza sobre os componentes que podem ser usados na formulação dos suplementos e o que eles fornecem tinha-se como objetivo evitar o uso de substâncias que podem até podem trazer efeitos desejados pelo consumidor, como perda de peso ou aumento de massa muscular, mas que não são autorizadas por seus severos danos ou alto risco à saúde. Igualmente, a definição dos benefícios que podem ser atribuídos aos suplementos alimentares também visava coibir alegações de efeitos que nunca seriam alcançados pelo consumo desses alimentos. Não há dúvida que essas regras colaboraram substancialmente com as autoridades de fiscalização, na medida em que a caracterização das irregularidades tornou-se mais objetiva. Era sabido que as regras não seriam suficientes para coibir práticas irregulares e até criminosas existentes em mercado paralelo que cresce enganando o consumidor sobre efeitos que os produtos nunca terão ou, pior, trazendo resultados pela adulteração com substâncias proibidas que promovem danos irreversíveis. Aqui é importante pontuar que há um mercado regular que foi fomentado e aprimorado a partir das regras publicadas em 2018. A partir de setembro de 2024, entrarão em vigor novas regras para a regularização dos suplementos alimentares, editadas pela RDC 843/2024. Esses alimentos precisarão de ser notificados à Anvisa antes de sua comercialização e os dados dessa notificação serão públicos, tornando-se um novo instrumento para fiscais e consumidores conhecerem sobre os produtos que estão regulares. A Anvisa também auditará as informações apresentadas pelas empresas podendo cancelar os produtos notificados de forma irregular. A expectativa com essa mudança é contribuir ainda mais com a estruturação de um mercado regular e seguro de suplementos alimentares, entretanto, esse avanço somente foi possível a partir de alguns pilares criados em 2018. Também é importante lembrar que regras produzem efeitos limitados para aqueles que têm por intenção praticar irregulares e crimes. Esse tipo de prática precisa ser combatida por uma fiscalização articulada e ostensiva e também por empoderamento do consumidor, que precisar estar atento aos efeitos esperados para um suplemento alimentar, que é complementar a dieta com nutrientes, substâncias bioativas, probióticos ou enzimas. Por isso, os efeitos desses alimentos equiparam-se a qualquer outro alimento, ou seja, fornecer o que o corpo precisa para a manutenção de suas funções. Para quem desejar conhecer mais sobre quais os constituintes autorizados e os benefícios permito dos aos suplementos alimentares, a Anvisa elaborou um painel analítico que é acessível em seu portal: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/paineis-de-consulta-de-alimentos 2) Em nota publicada no site da Anvisa em 2021, e atualizada em 2022, encontramos a seguinte afirmação sobre a melatonina: “Não foram aprovadas alegações de benefícios associadas ao consumo de suplementos alimentares contendo melatonina”. Ainda assim, a comercialização da substância foi aprovada na dose de 0,21 mg que equivale à dose sem efeitos observáveis. Por que a Anvisa decidiu aprovar uma substância sem benefícios para a saúde em uma dose sem efeito? Anvisa aprovou a melatonina para a formulação de suplementos alimentares, considerando que é uma substância bioativa naturalmente presente em alimentos e segura ao consumo nos limites estabelecidos, ou seja, que cumpre os requisitos legais dispostos na RDC Anvisa nº 243/2018. Nestes termos, os suplementos alimentares à base de melatonina têm o benefício de complementar a dieta de pessoas saudáveis com esta substância, considerando sua reconhecida ação fisiológica. O que não foi aprovado é o uso de alegações que atribuem benefícios diretos associados ao consumo de suplementos alimentares contendo melatonina. Para usar este tipo de alegação, as empresas devem apresentar à Anvisa evidências que comprovem que consumir suplementos com determinada quantidade de melatonina, na forma e pelo tempo indicados, resulta em efeitos diretos aos consumidores, inclusive em relação ao sono. As pessoas, ao consumir alimentos, esperam que esses produtos tragam efeitos benéficos, pois serão fornecidos substâncias ou nutrientes necessários ao corpo. O consumo de suplementos alimentares entra dentro dessa mesma finalidade. Entretanto, como os suplementos fornecem nutrientes, substâncias bioativas, micro-organismos ou enzimas específicos é mais fácil delimitar os benefícios esperados. Se as empresas têm a intenção de comercializar o suplemento com a alegação desse efeito específico, elas precisam apresentar à Anvisa os estudos que comprovem essa relação benéfica entre o consumo e o efeito. Comprovada essa relação, é aprovada a alegação de benefício, a qual será incluída na lista de alegações permitidas. Importante também esclarecer que o estabelecimento do limite diário de 0,21 mg por dia tem relação com questões de segurança e não de eficácia. A inclusão da melatonina como substância autorizada para uso em suplementos alimentares foi embasada em um estudo conduzido pela própria Anvisa, já que os pedidos de empresas protocolados até então não aportavam dados suficientes para uma aprovação. Assim, após a avaliação dos estudos disponíveis, inclusive estudos de efeitos toxicológicos em animais e por períodos maiores, a Anvisa definiu como dose segura 0,21 mg de melatonina por dia, restringindo este consumo a pessoas com idade igual ou maior que 19 anos. Este valor se aproxima do consumo de melatonina por meio da alimentação que, segundo dados do IBGE de consumo de alimentos e informações sobre a quantidade desta substância nos alimentos, é estimado em 0,15 mg/dia, em uma dieta regular.
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MESACAST - O álcool deveria ser mais caro
Este mesacast também está disponível em vídeo no nosso canal no Youtube* Com a reforma tributária andando no Congresso, organizações sociais começaram a pressionar por um aumento dos impostos sobre as bebidas alcoólicas. Ora, um produto que gerou, em 2018, 1,7 bilhão de reais em custos associados ao câncer só no Brasil deveria ser sobretaxado, não? Mas a indústria do álcool, claro, não quer isso. E está disseminando informações falsas sobre o assunto, tanto econômicas como de saúde. Para entender esses dois pontos, neste episódio, Carolina Marcelino e Theo Ruprecht, apresentadores do Ciência Suja, conversam com Monica de Bolle, economista e imunologista brasileira que estudou o tema, e com Laura Cury, da ACT. Durante a conversa, elas inclusive diferenciam o conceito de “beber com moderação”, e “beber com consciência”. Parece a mesma coisa, mas são assuntos diferentes – e importantíssimos nesse papo! Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok. Este episódio teve o apoio da ACT - Promoção da Saúde, que atua na defesa de políticas de saúde pública. O podcast Ciência Suja como um todo é financiado pelo Instituto Serrapilheira, que promove a ciência e a divulgação científica do Brasil.
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Zonas de sacrifício
Regiões que ficam perto de grandes indústrias – como mineradoras, petroquímicas, termoelétricas e siderúrgicas – e que, justamente por isso, sofrem com poluição, mudanças socioambientais, desastres ecológicos… Essas são as zonas de sacrifício. E elas estão espalhadas pelo Brasil muito por causa de maquiagem de dados, omissão de órgãos de controle e, no fim, por um abandono de pessoas mais fragilizadas. Neste episódio, fomos a uma zona de sacrifício no Rio Grande de Sul, e também destrinchamos casos em Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Como controlar essa tendência? O Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira. Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok. Abaixo, as respostas dos citados no episódio: FEPAM “A mudança de local da estação de Esteio que integra a Rede Automática de Monitoramento da Qualidade do Ar da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) foi feita após aprovação do órgão ambiental. A avaliação envolveu um estudo de dispersão atmosférica comparativo entre os dois pontos (atual e pretendido) e uma análise de microlocalização. Esta análise consiste na observação das condições do entorno do local sugerido, como a distância em relação a árvores e prédios, e questões infraestrutura e segurança. Não há proibição para troca de local desde que a empresa proponente demonstre e assegure ao órgão licenciador que o novo ponto atende os objetivos de monitoramento previstos em sua Licença de Operação (LO).” Inea "O instituto informa que possui mais de 160 estações de qualidade do ar em operação, sendo 71 automáticas e 93 semiautomáticas. Dentre estas, na região de Macaé operam seis estações automáticas e três semiautomáticas. Os dados registrados e estão disponíveis em tempo real no Portal de Qualidade do Ar: https://portalsigqar.inea.rj.gov.br/. Lá, também é disponibilizado diariamente o boletim de qualidade do ar, com os níveis de poluição atmosférica para as regiões do estado do Rio de Janeiro." Prefeitura e secretarias de Macaé “A Prefeitura de Macaé informa que o assentamento Prefeito Celso Daniel, localizado em Cabiúnas, possui 200 lotes da reforma agrária. O lote mais próximo do TECAB está afastado a aproximadamente 1900 metros. Compete à Secretaria de Agroeconomia auxiliar as famílias que fornecem a alimentação escolar de Macaé, dentro deste assentamento. O Departamento Agrícola da Secretaria possui resultados de análise química de solos para orientar o manejo da acidez e da adubação. Esses documentos têm o escopo de verificar condições da fertilidade desses solos, e nada além. O órgão ressalta que não faz parte do escopo realizar análises de resíduos em solos ou em alimentos. A gestão de assentamento da reforma agrária é feita pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA. Cada assentamento tem seu próprio plano de desenvolvimento, feito pela entidade. Recomendamos buscar o parecer junto ao INCRA sobre o plano de assentamento.” Incra “Entre as atribuições do Incra em relação ao Programa Nacional de Reforma Agrária estão o assentamento de famílias por meio de seleção, liberação dos créditos, assistência técnica aos assentados. No que tange ao controle sanitário da produção cabe aos órgãos municipais e estaduais a fiscalização.”
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Mineração: a ciência soterrada
No nosso segundo episódio sobre a mineração em Minas Gerais, você vai conhecer a ciência suja que viabiliza empreendimentos que colocam em risco o ecossistema e a comunidade. E como isso remonta às origens do nosso país e do próprio capitalismo. Guerra de laudos, sistema perito de deslegitimação… por trás de estratégias com nomes técnicos, há muito sofrimento da população local. O Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira. Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok. Abaixo, as respostas das mineradoras na íntegra. Resposta da Vale às 21 perguntas que fizemos sobre temas abordados nos dois episódios: “ Agradecemos pelo contato e deixo, abaixo, o link do nosso release divulgado à imprensa sobre o Projeto Apolo por ocasião das audiências públicas. No nosso site www.vale.com/imprensa você e equipe encontrarão as nossas informações disponíveis sobre barragens e o trabalho de Reparação em Brumadinho. https://vale.com/pt/w/vale-promove-audiencias-publicas-em-santa-barbara-e-caete-do-novo-conceito-do-projeto-apolo/-/categories/985604” Resposta da MR Mineração, citada no episódio anterior: “Em atenção a solicitação encaminhada ao Fale Conosco em 20 de maio de 2024 (formulário de atendimento online do site e e-mail), viemos através deste e-mail tecer as considerações com relação aos pontos questionados. Com relação aos direitos minerários da Mina do Baú, informamos que alguns dos direitos minerários são objeto de arrendamento minerário junto a Vale. A MR Mineração informa que desconhece o projeto Baú-Maquiné, mencionado nesta solicitação; A MR Mineração não possui previsão de expansão de suas atividades para além das atualmente realizadas; Ressaltamos que todas as informações da empresa são divulgadas através de nossos canais oficiais, através do nosso site (www.mrmineracao.com) e, de nossos perfis oficiais no Instagram e Facebook. “
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O terror das barragens
A mineração é tão extensa em Minas Gerais que modifica a sua paisagem – e a vida das pessoas. No nosso primeiro episódio sobre o assunto, mostramos que as tragédias de Brumadinho e Mariana escancararam um problema ainda maior: o de como mineradoras dobram a ciência para continuar avançando seus empreendimentos, mesmo que eles tragam riscos para comunidades locais. Laudos questionáveis, conflitos de interesse, maquiagem de dados… encontramos tudo isso e mais em uma jornada pelas barragens de rejeitos de Minas. O Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira. Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok. Abaixo, as respostas da assessoria de imprensa da CSN aos nossos questionamentos: "A barragem da mina Casa de Pedra e as demais localizadas em Congonhas estão seguras? Sim. A barragem Casa de Pedra e todas as demais estruturas da CSN Mineração são seguras. As Declarações de Condição de Estabilidade (DCE) mais recentes da barragem Casa de Pedra e das outras estruturas foram emitidas em março de 2024, atestando a estabilidade e confirmando ausência de nível de emergência. O registro pode ser consultado no SIGBM Público - Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração, da Agência Nacional de Mineração (ANM). A companhia abriu concorrência para contratação de um estudo para analisar e identificar oportunidades para a descaracterização da barragem Casa de Pedra, mesmo não tendo obrigação legal para isso, uma vez que essa barragem foi construída pelo método a jusante. Cabe destacar, ainda, que a Companhia não possui histórico de acidentes nessas estruturas desde o início de suas operações, em 1913. Desde 2020, a CMIN dispõe os rejeitos de mineração em pilhas secas e tem investido na descaracterização das estruturas a montante. A estrutura mais recente a ser descaracterizada foi a barragem do Vigia. Uma vistoria realizada pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM), no último mês de abril, confirmou que a barragem está descaracterizada e, desta forma, não está mais submetida à Lei Estadual nº 23.291/2019 e ao Decreto nº 48.140/2021. Essa estrutura se junta às barragens B5 e Auxiliar do Vigia, num total de três estruturas eliminadas. Resta apenas uma barragem a montante que também já se encontra em obras e será finalizada até 2028. Por que são realizados os simulados de rompimento de barragem? O simulado faz parte da melhoria contínua do Plano de Ação de Emergência de Mineração (PAEBM), sendo uma ação preventiva que visa orientar as comunidades e trabalhadores como agir no caso de uma emergência envolvendo barragens. Além disso, possibilita avaliar a funcionalidade do sistema de alarme, conforme requisitos e exigências previstos no PAEBM e na legislação vigente. Em caso de rompimento real da barragem da Casa de Pedra, os moradores do Bairro Residencial, que fica a cerca de 500 metros da barragem, teriam tempo para escapar em segurança? É primordial esclarecer que a Companhia mantém as atividades de gestão da sua segurança das estruturas, como inspeções de campo e manutenções de rotina; avaliação dos dados de monitoramento e resposta da instrumentação; verificação dos fatores de segurança obtidos por meio das análises de estabilidade; videomonitoramento 24h; práticas ao atendimento das legislações estaduais e federais; atendimento aos requerimentos dos órgãos fiscalizadores e acompanhamento e atendimento das recomendações de auditoria para aperfeiçoar cada vez mais o sistema de segurança. Portanto, em caso de risco, a estrutura emite sinais que são avaliados e classificados em níveis de emergência 1, 2 e 3, conforme preconiza a legislação. No caso de agravamento, a evacuação da população acontece em nível 2, quando ainda não há risco iminente de rompimento. ASSESSORIA DE IMPRENSA CSN MINERAÇÃO"
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Trailer - Temporada 5
Vem aí a quinta temporada do Ciência Suja! Estreia dia 23/05/2024 nos tocadores e no YouTube. Acesse o nosso site e siga as nossas redes sociais. Lá você também pode se tornar um apoiador do Ciência Suja através do nosso programa de financiamento coletivo, que dá direito a benefícios exclusivos. O Ciência Suja conta com o apoio do Instituto Serrapilheira.
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MESACAST - 15 anos da lei antifumo
*Este mesacast também está disponível em vídeo no nosso canal no Youtube* A lei antifumo entrou em vigor no estado de São Paulo em 2009 e proibiu o fumo em ambientes internos de qualquer estabelecimento, público ou privado. Na época, a indústria do cigarro fez barulho. Segundo ela, o fumo passivo nem era tão ruim assim e a medida geraria um caos na economia. Mas, 15 anos depois, a história se mostrou diferente. Essa iniciativa motivou uma lei federal – que foi implementada em 2014 –, reduziu os índices de tabagismo e, acredite se quiser, até ajudou a aumentar a receita de bares e restaurantes. Neste episódio, Mônica Andreis (ACT) e Jaqueline Scholz (InCor) lembram de como o cenário mudou com essa legislação e, acima de tudo, o que ela ensina sobre desafios atuais, em especial envolvendo os cigarros eletrônicos – que, sim, também têm o problema do fumo passivo. O episódio mostra ainda como a indústria do cigarro tem reciclado estratégias questionáveis de comunicação para manter seus lucros. Entre no nosso site para ter mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok. Este episódio teve o apoio da ACT - Promoção da Saúde, que atua na defesa de políticas de saúde pública. O podcast Ciência Suja como um todo é financiado pelo Instituto Serrapilheira, que promove a ciência e a divulgação científica do Brasil.
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MESACAST - Supercondução de um escândalo
*Este mesacast também está disponível em vídeo no nosso canal no Youtube* A “supercondutividade”, embora seja um assunto complexo, já está presente no dia a dia – quando você faz um exame de ressonância magnética, por exemplo. Mas o que mais chama a atenção dos cientistas é seu potencial. Se certas limitações fossem superadas, ela poderia revolucionar diferentes áreas (tornando a energia renovável, o transporte público mais eficiente e os computadores muito mais potentes, por exemplo). Eis que um pesquisador da Universidade de Rochester (EUA) alegou ter superado aquelas tais limitações – muito ligadas à necessidade atual de materiais supercondutores ficarem em temperaturas extremamente frias. Esse homem publicou dois artigos na prestigiada Nature, nos quais teria conseguido gerar supercondutividade em “temperatura ambiente”. Seria uma revolução, mas na verdade era fraude. Neste episódio, os físicos Leandro Tessler e Débora Menezes nos ajudam a navegar no assunto intrincado da supercondutividade e mostram o tamanho do escândalo que foi revelado. Nesse caminho, a gente entende como a ciência se auto-regula e qual o papel de instituições externas, como o próprio jornalismo, nessa função. Acesse o nosso site para mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do projeto. A sua ajuda faz a diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok. O Ciência Suja conta com apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a pesquisa e a divulgação científica no Brasil.
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MESACAST - O surto de desinformação sobre dengue
*Este mesacast está disponível em vídeo no nosso canal no Youtube* A atual epidemia de dengue no Brasil não tem precedentes na história recente. E onde tem pânico, aumentam as chances de interesseiros venderem promessas vazias. Neste episódio, a infectologista Rosana Richtmann e o pesquisador Gerson Laurindo Barbosa desfazem mitos sobre a dengue. Não, não existem suplementos que afastam mosquitos, e a ivermectina não cura a doença! Os dois especialistas também abordam o que realmente funciona, e quais os interesses por trás da pseudociência que invadiu o combate à dengue. Acesse o nosso site para mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do nosso projeto. A sua ajuda faz diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok. O Ciência Suja conta com apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a pesquisa e a divulgação científica no Brasil.
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MESACAST - O vale-tudo da quântica
A teoria quântica é uma das áreas mais estudadas da física, até por trazer conceitos complexos e contraintuitivos. Mas nenhuma dessas pesquisas chega perto de dizer que a quântica tem algo a ver com força do pensamento, telepatia ou algo do tipo. Ainda assim, o termo tem sido usado para justificar absurdos como cursos que fariam a pessoa ficar rica com “ajustes de mindset”, produtos que as que as livrariam da ansiedade e doenças, entre outras baboseiras. Cuidado! Neste episódio de mesacast que abre nossa pré-temporada de 2024, falamos sobre pseudociências que se valem dessa expressão – “teoria quântica” – para seguirem se propagando e enchendo os bolsos de algumas pessoas enquanto esvaziam os de outras. A conversa conta com as participações de Leonardo Guerini (matemático da UFSM), Gabriela Bailas (física e divulgadora científica) e Osvaldo Frota Pessoa Jr (físico e filósofo da USP). Este episódio da pré-temporada foi viabilizado pelo Sesc. Acesse o nosso site para mais informações sobre o podcast e para se tornar apoiador do nosso projeto. A sua ajuda faz diferença! Acesse: www.cienciasuja.com.br Siga o Ciência Suja nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, Twitter e TikTok.
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A ciência é para todos
Conhecimento científico e saberes tradicionais não são iguais – mas eles podem se aliar. E há exemplos disso, da agricultura à farmacologia. Mas até onde essa aliança vai? E a pseudociência pode se aproveitar desse debate? No episódio que encerra nossa temporada sobre colonialismo e racismo, trazemos casos dessa união de saberes e também desafios por trás dessa aproximação. Não deixe de ouvir e conte o que achou nas nossas redes! Quer apoiar o Ciência Suja? Acesse a Orelo e escolha o plano de sua preferência. Há bônus exclusivos para os nossos apoiadores: https://orelo.cc/cienciasuja Siga o podcast nas redes sociais e confira o site do Ciência Suja para ter acesso ao conteúdo extra do episódio: www.cienciasuja.com.br Toda a quarta temporada do podcast Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira, que promove a pesquisa e a divulgação científica nacional. Saiba mais em: https://serrapilheira.org/
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Achados, roubados e apagados
A ideia de um cientista à la Indiana Jones, que rouba artefatos e fósseis do local originário e ainda destrói boa parte do ambiente ao redor, não foi criada do nada. Por muito tempo, a arqueologia e a paleontologia tiveram praticamente só homens brancos liderando as pesquisas e as narrativas – enquanto pessoas de outras raças serviam só de guia, ou para oferecer uma aguinha naqueles ambientes inóspitos. Neste episódio, você vai entender por que os museus da Europa e dos Estados Unidos estão cheios de materiais arqueológicos valiosos de países colonizados. E também vai conhecer a dificuldade de pesquisadores do Sul Global em publicar artigos, principalmente se eles mexem com princípios do Norte Global. Sabe o caso do Ubirajara? Então… Essa temporada ainda terá mais um episódio, sobre a união entre saberes tradicionais e o conhecimento científico. Não deixe de ouvir e conte o que achou nas nossas redes! Quer apoiar o Ciência Suja? Acesse a Orelo e escolha o plano de sua preferência. Há bônus exclusivos para os nossos apoiadores: https://orelo.cc/cienciasuja Siga o podcast nas redes sociais e confira o site do Ciência Suja para ter acesso ao conteúdo extra do episódio: www.cienciasuja.com.br Toda a quarta temporada do podcast Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira, que promove a pesquisa e a divulgação científica nacional. Saiba mais em: https://serrapilheira.org/
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Pele negra, máquinas brancas
A inteligência artificial e todas as suas aplicações aparentam ser neutras – ora, uma máquina não pode ser preconceituosa. Acontece que, por trás dessa suposta imparcialidade, há diversos vieses discriminatórios, que ganharam o nome de racismo algorítmico. Neste episódio, o Ciência Suja revela como sistemas de computação podem ser sabotados pela discriminação, e o que pesquisadores do Brasil e do mundo estão tentando fazer para contornar esse cenário problemático. O relatório escrito por Pablo Nunes, e mencionado no episódio, pode ser acessado aqui: https://www.intercept.com.br/2019/11/21/presos-monitoramento-facial-brasil-negros/ A gente tentou contato com a Clearview Brasil para entender melhor o negócio da empresa e suas operações no Brasil, mas não obteve retorno. Essa temporada terá mais dois episódios sobre o tema do colonialismo científico. Ainda vamos abordar o roubo de fósseis e a integração entre ciência e outros tipos de conhecimento. Quer apoiar o Ciência Suja? Acesse a Orelo e escolha o plano de sua preferência. Há bônus exclusivos para os nossos apoiadores: https://orelo.cc/cienciasuja Confira o site do Ciência Suja para ter acesso ao conteúdo extra do episódio: www.cienciasuja.com.br Toda a quarta temporada do podcast Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira, que promove a pesquisa e a divulgação científica nacional. Saiba mais em: https://serrapilheira.org/
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Portas fechadas
No Brasil, só 7,4% dos docentes de pós-graduação nas ciências biológicas, exatas e nas ciências das terras são pretos, pardos ou indígenas. Além de gerar desigualdade, essa falta de representatividade compromete a própria qualidade da produção científica. Neste episódio, o Ciência Suja vai falar sobre os motivos que tornaram o ambiente acadêmico pouco diverso, e também sobre como populações marginalizadas são subrepresentadas como voluntárias em diversas pesquisas, o que compromete até tratamentos médicos. Esta temporada terá mais três episódios que trarão o tema do colonialismo científico. Ainda vamos abordar tecnologias racistas, roubo de fósseis e como aliar conhecimentos científicos com os “tradicionais”. Quer apoiar o Ciência Suja? Acesse a Orelo e escolha o plano de sua preferência. Há bônus exclusivos para os nossos apoiadores: https://orelo.cc/cienciasuja Confira o site do Ciência Suja para ter acesso ao conteúdo extra do episódio: www.cienciasuja.com.br Toda a quarta temporada do podcast Ciência Suja tem o apoio do Instituto Serrapilheira, que promove a pesquisa e a divulgação científica nacional. Saiba mais em: https://serrapilheira.org/
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ABOUT THIS SHOW
O Ciência Suja traz histórias de fraudes científicas que geraram grandes prejuízos para a sociedade e mostra como a própria ciência resolveu essas situações. O projeto é fruto da parceria entre a produtora audiovisual NAV Reportagens, dos jornalistas Felipe Barbosa e Pedro Belo, e os jornalistas especializados na área de saúde e divulgação científica Theo Ruprecht e Thaís Manarini, que fez parte da equipe até a terceira temporada. Hoje também fazem parte do time as jornalistas Chloé Pinheiro e Carolina Marcelino. O podcast conta com o apoio do Instituto Serrapilheira. Acesse o nosso site www.cienciasuja.com.br para saber mais sobre o projeto e fazer parte do nosso programa de financiamento coletivo.
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