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PODCAST · music

Compasso Latino Rádio

Todas às quartas-feiras, às 8h, temos as histórias dos compositores, intérpretes e obras do bolero, do tango, do samba-canção e vários outros ritmos latinos, especialmente relativas às canções produzidas nas décadas de 1920 a 1960. Programas transmitidos pela Estação do Conhecimento, emissora da UFMG, FM 104.5, com apresentação de Mauro Braga, apoio técnico de Cláudio Zazá, para as gravações, e de Beatriz Falcão, para o podcast.

  1. 521

    Ep. 668 - Ernesto Lecuona e suas canções imortais

    Há canções que ficam esquecidas na nossa memória por um longo tempo. Uma hora, sem qualquer motivo aparente, elas reaparecem. Foi o que me ocorreu com “María La O”, Zarzuela de Ernesto Lecuona. Ouçamos de Ernesto Lecuona, com Caetano Veloso, “María La O”, e, com Marina de La Riva, “Mariposa”.

  2. 520

    Ep. 667 - Revenciando o filme "Ainda estou aqui"

    Este episódio é uma homenagem aos músicos e intérpretes que utilizaram a canção como forma de denúncia e protesto à cruel ditadura brasileira e da América Latina.

  3. 519

    Ep. 666 - Zulma Stroeter e Milton Nascimento: Desesperadamente - e - Ponto final 

    O programa de hoje conta uma história simples, raríssima e linda. É sobre dona Zulma Stroeter, que nem sei se ainda está viva. Se estiver, terá por volta de 100 anos. Uma senhora que nunca exerceu a profissão artística, mas que, em 2012, aos 86 anos, gravou seu primeiro e único disco.É deste Cd de 2012 que selecionamos as duas faixas do programa de hoje: o bolero “Desesperadamente”, de Gabriel Ruiz e Ricardo López Méndez, cantado em dueto, com Milton Nascimento, e o samba-canção “Ponto final”, de José Maria de Abreu e Jair Amorim. Ouçamos.

  4. 518

    Ep. 665 - Ângela Cervantes e Los Fakires: Ojos malignos e - Aquellos ojos verdes

    O tema de nosso programa de hoje é o CD gravado em 2016 em Cuba, celebrando os 50 anos de existência do grupo Los Fakires, originário da cidade de Santa Clara. Los Fakires, por mais de uma oportunidade, já foram tema do Compasso Latino e hoje voltam de uma maneira diferente, acompanhando a voz de Angela Cervantes, exceto na primeira faixa, apenas instrumental. Abriremos o programa com “Ojos malignos”, de Juan Pichardo e o encerraremos com “Aquellos ojos verdes”, de Nilo Menendez e Adolfo Utrera.

  5. 517

    Ep. 664 - Canções esquecidas de René Touzet em gravações de 1966

    O programa de hoje é dedicado a um LP, gravado em 1966, com diferentes intérpretes e acompanhantes. Seus 13 temas, música e letra, são da autoria de René Touzet, pianista, diretor de orquestra e compositor, nascido em Havana, em 1916, e falecido em Miami, em 2003.Abriremos com “Así soy yo”, a canção que dá título ao LP, na interpretação da Orquestra de René Touzet, seguiremos com “Así como tu eres”, na interpretação da Orquestra de Chucho Ferrer, e encerraremos com “Bonita”, na interpretação do conjunto de Mario Armengol, com Touzet ao piano.

  6. 516

    Ep. 663 - María Graña: Un vals - e - Sin tu mitad

    Maria Graña, nascida em 1953, é uma destacada intérprete do tango da atualidade. Portenha, Maria começou a estudar canto aos 12 anos e iniciou cedo sua vida profissional, aos 17 anos. Curiosamente sua presença em discos é menor que a que se poderia esperar, tendo em vista o destaque da sua carreira e os prêmios que seus discos obtiveram. Na audição de hoje ouviremos duas canções do disco “Cualquiera de estas noches”, de 2008.Ouçamos, com María Graña, de Luis Salinas, Martina Iñiguez e dela, “Un vals” e, de Saul Cosentino e Eladia Blázquez, “Sin tu mitad”.

  7. 515

    Ep. 662 - Alba Armengou: Prá muchucar meu coração - e - Diz que fui por aí

    A barcelonesa Alba Armengou, nascida em 2001, começou a estudar música muito criança, aos 3 anos. Aos cinco, optou pelo trompete como o instrumento de sua preferência. Alba chegaria ao disco aos 16 anos, como solista do grupo de Joan Chamorro. No álbum, ela cantava e tocava trompete. 11 faixas, sete das quais são músicas brasileira, de diferentes épocas e autores. Este álbum é o nosso tema de hoje.Selecionamos para a audição de hoje suas interpretações de “Prá muchucar meu coração”, de Ary Barroso, de 1943, e “Diz que fui por aí”, de Zé Keti, de 1964. Ouçamos.

  8. 514

    Ep. 661 - Mulheres precursoras da canção peruana: Chabuca Granda

    Não há como falar das mulheres da América Latina pioneiras na composição de canções sem mencionar a peruana María Isabel Gandra, conhecida como Chabuca Gandra. Ela é o mais destacado nome dos compositores peruanos e sua obra tem reconhecimento internacional não alcançado por outro compatriota. Escutaremos a seguir, de Chabuca Gandra, com a espanhola María Dolores Pradera, “Fina estampa”, gravação de 2012; com a argentina Lígia Piro, “Las flores buenas de javier”, gravação de 2011, e, com a própria Chabuca “María Landó”, da época de sua criação.

  9. 513

    Ep. 660 - Mulheres precursoras na música portenhna: Rosita Melo, Azucena Maizani e Mercedes Simone

    Curiosa a história da presença de compositoras na canção popular argentina. Em toda a primeira metade do século XX, ela foi rara e pontual. Três nomes deixaram uma marca a se considerar. A pianista uruguaia, Rosita Melo e as cantoras argentinas Azucena Maizani e Mercedes Simone.Ouçamo-as nas canções do programa de hoje começando com Rosita Melo, interpretada por Adriana Varela, “Desde el alma”, posteriormente com Azucena Maizani, na voz de Cristina Banegas, “Pero yo sé”, e, finalmente Mercedes Simone, com Maria Volonté, “Cantando”.

  10. 512

    Ep. 659 - Mulheres precursoras na canção cubana: María Teresa Vera

    María Teresa Vera, nascida em 1895 e falecida em 1965, cantora e compositora, foi a precursora feminina na arte de criar canções em Cuba. Ainda que sua obra autoral tenha sido pequena e seu impacto no exterior resumase a poucas canções, ela foi a pioneira. Seu destaque como cantora supera em muito ao de compositora.Ouçamos as canções de hoje de María Teresa Vera e Guilhermina Aramburu, com Burçin Cingoz, “Veinte años” e, com Martírio, “Por qué me siento triste?”

  11. 511

    Ep. 658 - Compositoras precursoras na música mexicana: Maria Grever

    María Grever compôs praticamente toda a sua obra nos EUA, mas não há dúvida: a música de María Grever é mexicana e ela foi a precursora das mexicanas nesse afazer. Ouçamos suas canções do programa de hoje, que são: “Te quiero, dijíste”, com Nana Caymmi, e, “Cuando vuelva a tu lado”, com Natalie Cole.

  12. 510

    Ep. 657 - Mulheres precursoras na canção popular: Chiquinha Gonzaga

    Vamos dedicar alguns programas a compositoras que foram pioneiras na canção popular na Latinoamérica. Selecionamos uma compositora para cada país contemplado, considerando a qualidade, quantidade e permanência de sua obra. Abrimos a série com o Brasil e com Chiquinha Gonzaga, Ouçamos, com Olívia Hime, de Chiquinha Gonzaga e Hermínio Bello, “Atraente” e, com Lysia Conde, de Chiquinha Gozaga e Machado Careca, “Corta Jaca”.

  13. 509

    Ep. 656 - Boleros de Sindo Garay em gravações do século XXI

    Gumersindo Garay, nascido em 1867 e falecido em 1968, conhecido como Sindo, foi um dos primeiros criadores do bolero. É muito provável que ele tenha começado a criar boleros já no século XIX, ainda que esses seus primeiros boleros não tenham sobrevivido. Suas primeiras canções que sobreviveram ao tempo são do início do século XX, em que se destacam “La tarde”, de 1907, e “Perla Marina”, de 1912.Canções que ouviremos em gravações do século XXI, na interpretação da consagrada cantora catalã Sílvia Perez Cruz e da cubana Miriam Ramos, de 2019, respectivamente.

  14. 508

    Ep. 655 - Consuelo Velásquez e as canções da sua vida pessoal

    Criadoras e criadores de canções raramente expõem em seus versos os momentos de vida que vivem ou viveram. O caso da mexicana Consuelo Velázquez, tema do programa de hoje, é diferente. Seu maior êxito, “Bésame mucho”, foi composto aos 19 anos, quando ela ainda não tinha experimentado o beijo de amor sensual. Mas, algumas de suas canções refletem seus momentos de vida. Três delas escutaremos hoje. Ouçamos as canções de hoje de Consuelo Velásquez, “Amar y vivir”, com Cecília Touissant, “Cachito”, com Lisa Ono, e “Que seas feliz”, com Cecília Touissant. 

  15. 507

    Ep. 654 - Malena Muyala: Guitarra, guitarra mía - e- Aquí

    Cantora e compositora, a uruguaia Malena Muyala, nascida em 1971, é atualmente uma das figuras mais destacadas do cenário musical de seu país. Ouçamos, com Malena Muyala, de Gardel e Le Pera, “Guitarra, guitarra mía”, e, dela própria, “Aquí”.

  16. 506

    Ep. 653 - Soledad Giménes: La noche e Depois de ter você

    O segundo álbum de Soledad Giménez dedicado a canções criadas por mulheres veio em 2021, 2 anos depois do primeiro, com o mesmo título: Mujeres de Música, apenas acrescentando-se 2 ao título. Seu repertório repete o roteiro do primeiro: um passeio pela música dos países hispânicos, com uma janela para a música brasileira. Ouçamos, com Soledad Giménes, “La noche”, melodia dela e versos de Gabriela Mistral, e “Depois de ter você”, de Adriana Calcanhoto.

  17. 505

    Ep. 652 - Sole Giménez: Talisman - e - La flor de la canela

    Cidadã espanhola nascida em Paris, em 1963, a cantora e compositora Soledad Giménez, referenciada como Sole Giménez, iniciou-se na música profissional aos 20 anos, como vocalista da Banda Presuntos Implicados. Sole tem se destacado por iniciativas voltadas para o reconhecimento dos trabalhos femininos, tendo sido laureada com a Medalha de Ouro da Cruz Roja Española. Escutaremos duas interpretações de Sole de cações escritas por mulheres.A primeira de Rosana Arbelo, “Talisman” e, de Isabel Chabuca Granda, “La flor de la canela”

  18. 504

    Ep. 651 - Lucho Gattica: Como han pasado los años - e - Inma Cuesta e Javier Limón: Una de esas noc

    Não são muitas as canções latinas que celebram uma união amorosa duradoura. Os versos de nossos ritmos falam muito do encantamento, da paixão, das desilusões, dos rompimentos, amigáveis ou que deixam marcas profundas e, às vezes, até de reconciliações. Mas, canções que falam de amores que duram e duram, sobrevivendo a todas as tempestades são raras. Falaremos e ouviremos duas delas hoje.A primeira é “Como han pasado los años”, com Lucho Gattica, de Roberto Livi e Rafael Ferro García e a segunda, com Inma Cuesta e Javier Limón, “Una de esas noches sin final”, de Javier Limón.

  19. 503

    Ep. 650 - Canções que celebram o danzón

    Falaremos novamente das canções que celebram o ritmo a que pertencem. Hoje o tema é o danzón, gênero seminal na canção cubana. De suas costelas nasceram, décadas depois, o mambo e o chachachá. E não é de se descartar que algo de seu dna tenha também influenciado o son e o bolero, gêneros originários de Santiago de Cuba.Ouçamos, com a Orquestra Aragón, de Arturo Alonso, “Su majestad el danzón” e, com Cachao e seu conjunto, de Corália López, “Isora Club”.

  20. 502

    Ep. 649 - Sambas que celebram o samba

    O samba nasce em 1917, com “Pelo telefone”, de Donga e Mauro de Almeida. Ao longo de sua trajetória, os criadores de sambas compuseram diversas canções que fazem homenagem ao samba, duas das quais ouviremos hoje. Ouçamos, com Sílvio Caldas, de Billy Blanco, “Viva meu samba”, e, com Cartola, dele e Carlos Cachaça, “Tempos idos”.

  21. 501

    Ep. 648 - Antonio Machin: Corazón loco - e - Caetano Veloso e Natalia Lafourcade: Soy lo prohibido

    Um tema habitual nas relações afetivas, em especial à época das canções que apresentaremos hoje: o triângulo amoroso. Não nos referimos a uma ou várias escapadas habituais, de um ou de ambos os cônjuges, mas ao caso em que um dos cônjuges mantém relação usual com uma terceira pessoa. Ouviremos 2 boleros em intrepretações, respectivamente, de Antonio Machin, de 1941, e em um dueto de Caetano Veloso com a mexicana Natalia Lafourcade, de 2021.

  22. 500

    Ep. 647 - O ciúme na canção popular

    O ciúme talvez seja o veneno do amor. Ele invade e corrói as relações afetivas, até amizades. Às vezes, sem qualquer razão de ser, movido pelo medo de uma futura perda. A canção popular aborda esse tema com alguma frequência. Falaremos hoje de 3 casos, que enfocam o ciúme por ângulos um pouco diferentes. Ouçamos o primeiro ângulo de Aldo Cabral e Lacy Martins, com Dalva de Oliveira, “Teus ciúmes”, o segundo de Álvaro Carrillo, com Lucho Gatica, “Sabrá Díos” e, o último, de Lupicinio Rodrigues, com Ângela Maria, “Amigo ciúme”.

  23. 499

    Ep. 646 - A Buenos Aires negra

    Constantemente, surpreendo amigos ao falar da origem negra do tango. Isso não significa dizer que o tango seja música negra, mas que, em suas origens, a presença do negro foi marcante. Não é um segredo, as bases de dados disponíveis mostram isto. E em toda a América, os negros se destacaram na música. Não foi diferente na Argentina. Ouçamos 3 canções com raízes negras e argentinas no programa de hoje, a 1ª com Nelly Vazquez, de Bonavena e Sanguinetti, a 2ª “El barrio del tambor”, com Charlo, dele e Homero Manzi, “Oro y plata”, e a 3a com Juan Carlos Cáceres, dele próprio, “Toca tango”.

  24. 498

    Ep. 645 - Homenagem à Marta Valdés

    Em outubro de 2024, faleceu em Havana, aos 90 anos, a compositora e cantora Marta Valdés. Graduada em filosofia e letras, Marta legou ao bolero moderno, o bolero-feeling, algumas canções belíssimas. Sua obra autoral, que ela ao final da vida estimou em cerca de 100 canções, contempla belíssimos temas. Ouçamos de Marta Valdés, com ela própria, “Hay todavía una canción”, “No és preciso” e “Tengo.”

  25. 497

    Ep. 644 - Ternura com Francisco Alves - e - K-Ximbinho e seu grupo de choro

    Duas canções brasileiras homônimas, de ritmos e épocas diferentes, de que gosto muito. Uma valsa e um choro, um título curto, simples e bonito: “Ternura”. Ambas muito pouco conhecidas.Ouçamos as duas ternuras de hoje: a primeira de Lyrio Panicalli e Amaral Gurgel, “Ternura”, com Francisco Alves, e a segunda de K-Ximbinho, “Ternura”, com K-Ximbinho e seu grupo de choro.

  26. 496

    Ep. 642 - Boleros de Vinícius de Moraes

    Nascido em 1913, Vinícius de Moraes começou a compor canções por volta dos 14 anos. Vinícius foi um compositor profícuo, compondo inclusive boleros, que ouviremos hoje.Ouçamos, com Aracy de Almeida, de Vinícius de Moraes, “Quando tu passas por mim”, e, com Mutinho, dele e de Vinícius de Moraes, “Amigo porteño”.

  27. 495

    Ep. 641 - Niño Rivera e amigos em Montuno Guajiro

    Na música cubana, descarga é sinônimo de jam session, no jazz. Ou seja, uma reunião de destacados músicos para improvisar tocando sem ensaio prévio. O tresero Niño Rivera liderou algumas dessas descargas, realizadas no final do ano de 1957, após o trabalho noturno dos músicos, ou seja, de madrugada e raramente eram gravadas. Uma das que o foram, intitulada Montuno Guajiro, teve a participação também do trompetista Negro Vivar, do pianista Orestes López, do saxofonista Emilio Peñalver e do flautista Richard Egues. Esta descarga é o que escutaremos hoje.

  28. 494

    Ep. 640 - Tangos de Luciano Tobaldi

    Bandoneonista e autor de tangos, Luciano Tobaldi, nascido em 1982, cordobes com formação musical em Rosário, vem desenvolvendo importante papel para revigorar o gênero. As letras de suas belas melodias, escritas por parceiros, seguem a trilha do DNA do tango, conforme sintetizado por Discépolo; "O tango é um pensamento triste que se dança". Hoje, escutaremos dois de seus tangos.

  29. 493

    Ep. 639 - Demétrio Ortiz: Mis noches sin ti - e - Tus lágrimas

    Hoje falaremos de guarânias, a música típica do Paraguai, que fez muito sucesso no Brasil dos anos de 1950. Particularmente, daquele que talvez tenha sido o nome que mais se destacou na composição de guarânias: Demétrio Ortiz. Curiosamente, duas de suas mais belas guarânias não foram compostas no Paraguai. Demétrio andava pelo Brasil, quando a mãe, a quem era muito ligado, faleceu. Em homenagem a ela compôs "Mis noches sin ti". Ele viveu mais tempo na Argentina que no Brasil. Foi lá que compôs "Tus lágrimas", cujos versos são do argentino Ben Molar. São essas duas guarânias que escutaremos hoje.

  30. 492

    Ep. 638 - Compositores bissextos gaúchos

    Voltamos ao tema dos compositores bissextos, hoje inteiramente dedicado a gaúchos que compuseram poucas canções e apenas uma de cada um deles parece ter chegado ao disco. Começamos com a dupla Plauto Soares e Paulo Coelho que faleceram nos anos de 1930, antes de completarem 25 anos. É deles "Alto da Bronze", a primeira canção do dia. Seguiremos com Jayme Legoy Lubianca, um engenheiro agrônomo que viveu muito, faleceu aos 91 anos, amava a música, compôs cerca de 15 canções, mas apenas uma delas, a belíssima "Porto dos casais" parece ter sido gravada. E terminaremos com Alberto Bastos do Canto, advogado e publicitário, falecido aos 81 anos, que tinha o piano como lazer. Em meados dos anos de 1950 compôs "Rua da Praia" que fechará este programa.

  31. 491

    Ep. 637 - Lídia Borda - Ojos verdes - e - Maria Elena

    NF642 - Lídia Borda, há muito uma das grandes damas do tango na atualidade, lançou novo disco em 2024, intitulado "La noche", nosso tema hoje. Seu repertório consolida a impressão deixada por outro trabalho dela, de 2022: sem deixar de ter o tango como sua referência principal, ela vai, pouco a pouco, incorporando outros gêneros em seu repertório. Em "La noche", além de tangos ela canta boleros, guarânia, canções espanholas, italiana e uruguaia. Um belo disco. Foi difícil selecionar nele os temas para esta audição. Optamos por escolher suas duas canções mais antigas: a copla espanhola "Ojos verdes" e o bolero "Maria Elena" ambas compostas na primeira metade dos anos de 1930.

  32. 490

    Ep. 636 - Heckel Tavares - Leilão - Adeus Guacyra - e Azulão

    Hoje falaremos da obra do alagoano Heckel Tavares. Ele estudou música, aprendeu a tocar piano, cavaquinho e violão e chegou ao Rio em 1925, pouco antes de completar 30 anos. Começou a compor em meados dos anos de 1920, inspirado pelos ares da Semana de Arte Moderna de 1922, equilibrando-se entre a música clássica e a popular. Na canção popular, seus maiores êxitos ocorreram entre 1927 e 1935. Provavelmente, ele nunca criou versos para suas melodias mas eles, quase sempre, eram focados em temas sociais, notadamente a escravidão, o preconceito racial e a seca nordestina. Suas canções que escutaremos hoje apresentam essa característica

  33. 489

    Ep. 635 - Compositores bissextos - Geraldo Matos Rodriguez e Nilo Menendez

    Este programa é dedicado a dois compositores que deixaram uma importante marca na música latina com uma só obra. O uruguaio Matos Rodriguez, com o tango "La cumparsita" e o cubano Nilo Menéndez, com o bolero "Aquellos ojos verdes"

  34. 488

    Ep. 634 - Omar Mollo -Vingança - e - Los cosos de al lao.

    Nascido em 1950, violonista, intérprete e compositor, o argentino Omar Mollo, iniciou sua carreira pela trilha do rock pesado, por volta dos 20 anos. Com a chegada do século XXI, Omar faz uma inflexão em sua carreira, ao gravar, em 2003, o disco Omar Mollo tango, com um repertório de 12 temas clássicos do gênero, entre suas 13 faixas. Com o tango vieram o sucesso e as indicações para premiações. Ouçamos.

  35. 487

    Ep. 633 - Sanny Alves: Linda flor - e - Nós, os foliões

    Confesso que só recentemente tomei conhecimento da existência da cantora e atriz carioca Sanny Alves, nascida em 1969. O foco do programa de hoje é o Cd Samba e amor de 2009. Seu repertório mescla nomes consagrados, como Chico Buarque e Tom Jobim, com outros menos conhecidos, como Ruy Quaresma e Alvinho Santos. Ouçamos com Sanny Alves, de “Henrique Vogeler, Luís Peixoto e Marques Porto, “Linda flor”, e de Sidney Miller, “Nós, os foliões”.

  36. 486

    Ep. 632 - Sanny Alves: Molambo - Sílvia Telles: Porque perdoei -e- Época de Ouro e Moska: Insensatez

    Augusto Mesquita, o Mesquitinha, nascido em 1913, não foi bem um personagem da música. Ele arriscava-se, vez por outra, a escrever versos para canções de amigos. Os poemas escritos por Mesquitinha, com frequência, tratam de uma feliz reconciliação amorosa que parecia impossível. Caro ouvinte, escutemos “Molambo”, com Sanny Alves, “Porque perdoei”, com Silvia Telles, e “Insensatez”, com o Época de Ouro e vocal de Moska.

  37. 485

    Ep. 629 - Canções esquecidas de Gardel

    Voltamos hoje ao tema das belas canções esquecidas de gente famosa, falando de Carlos Gardel. Ouçamos de Gardel e Le Pera, com Ariel Ardit, “Sol tropical” e “Rubias de Nueva York”, e, com Mirta Alvarez, “Caminito Soleado.”

  38. 484

    Ep. 628 - Boleros brasileiros ressuscitados

    O bolero chegou ao Brasil na adolescência. O primeiro èxito foi “Aquellos ojos verdes”, em 1931. Na década seguinte, o bolero iniciaria uma escalada de êxitos no Brasil, conforme informam Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo no livro A canção no tempo: 1901-1957. Mas, a influência do bolero sobre a MPB, durante décadas, foi considerada como nociva. Só a partir do final do século XX, ela começaria a ser reavaliada positivamente. Ouçamos, com Ivan Lins, “Jamais te esquecerei”, de Antônio Rago e Juraci Rago e, com Djavan, de Othon Russo, “Sabes mentir”.

  39. 483

    Ep. 627 - Canções de Armando Oréfiche

    Armando Oréfiche, pianista, diretor de orquestras e compositor nascido em Havana, em 1911, foi um cidadão do mundo. Oréfiche deixou um extenso repertório de canções, que, com o passar dos anos, foi sendo esquecido, particularmente no Brasil. Vamos apresentar 3 delas hoje. Ouçamos, de Armando Oréfiche, com o Havana Cuban Boys, “Corazón para qué” e “Me voy pal Brasil”, a primeira com versos de Rodolfo Taboada, e, com Ana Margarita Martínez, “Corazón, para qué”.

  40. 482

    Ep. 626 - Elizeth Cardoso: Janelas abertas - Elena Burke: En tu lugar - e, Carlos Gardel: Volver

    Não são comuns, na canção Latina, temas que celebram uma reconciliação amorosa ocorrida sem mágoas e recriminações. Em geral, a reconciliação é celebrada também com mágoa e vergonha Procurar uma canção dessas no tango é como buscar uma agulha no palheiro.  Ouçamos, com Elizeth Cardoso, de Tom e Vinícius, “Janelas abertas”, com Elena Burke, de Vicente Garrido, “En tu lugar”, e, com Carlos Gardel, dele e Le Pera, “Volver”.

  41. 481

    Ep. 625 - Tangos de Carnaval

    Eles são raros, mas existem. Falo dos tangos de carnaval. O carnaval existiu em Buenos Aires, com seus desfiles de comparsas, enquanto a memória da cidade negra ainda era forte e desapareceu, à medida que esta memória se eclipsou. Na outra margem do rio, que ainda abriga considerável população de pretos e pardos, as comparsas persistem.  Ouçamos, de Aieta e Jiménez, com Adriana Varela, “Siga el corso”, de Osvaldo e Emílio Fresedo, com Agustín Magaldi, “Siempre es carnaval” e, de Troilo e Manzi, com Roberto Goyeneche, “Vals de carnaval.”

  42. 480

    Ep. 624 - Sandra Luna e a ascendência negra do tango

    Sandra Luna, uma das mais destacadas damas do tango na atualidade gravou seu mais recente disco em 2023.  O Cd tem o título “De sur a sud” e seu repertório centra-se em belos temas do cancioneiro tanguero, ainda nenhum deles é ou foi grande êxito. Há, entretanto curiosidades em seu repertório que me faz pensar que o Cd pretende prestar uma homenagem às origens do tango. Ouçamos com Sandra Luna, de Charlo e Homero Manzi, “Oro y plata, e, de Juan Carlos Cáceres, “Tango negro."

  43. 479

    Ep. 623 - Amores obsessivos no bolero e samba-canção

    Obsesión e obsessão, vocábulos com grafias e significados similares em espanhol e português, significam uma fixação profunda, até mesmo doentia, em algo ou alguém. A canção latina inclui vários temas cujos títulos e/ou versos contemplam esses vocábulos. Este é o nosso tema hoje.Ouçamos, com Diego Cigala e Bebo Valdés, de Pedro Flores, “Obsesión” e, com Nelson Gonçalves, de Herivelto Martins e David Nasser, “Pensando em ti."

  44. 478

    Ep. 622 - Canções sobre o ofício do cantor

    O programa de hoje, para o qual tive a colaboração do amigo Marcus Vinícius, trata de canções que refletem sobre o trabalho de quem cria canções com versos. Como elas só chegam até nós por alguém que as interpreta, podem ser referidas como canções do “ofício do cantor”.Meu interesse hoje é mostrar canções, de diferentes épocas, muito pouco conhecidas em geral, que tratam desta temática.  Ouçamos com Paulinho Pedra Azul, “Cantar”, de Godofredo Guedes, com Mercedes Sosa, de Miguel Angel Morelli, “Cantor de Ofício” e, com Yaima Sáez, de Juan Formell, “A través de mis canciones”.

  45. 477

    Ep. 621 - Ary Barroso - Rancho fundo - e - Risque

    Músicas de Ary Barroso em outras interpretações.

  46. 476

    Ep. 620 - A batalha musical de um ex-casal da música brasileira

    Herivelto Martins chegou ao Rio de Janeiro em 1930, com 18 anos. De origem humilde e sem ocupação definida, foi barbeiro, palhaço e começou a se aventurar no cenário musical.  Herivelto conheceu a paulista Dalva de Oliveira. A vida profissional foi um sucesso; a conjugal, um fracasso, após um breve momento de felicidade. A separação do casal originou uma batalha musical entre Dalva e Herivelto.  Ouçamos, de J. Piedade e Oswaldo Martins, com Dalva de Oliveira, “Tudo acabado”; de Herivelto Martins e David Nasser, com o Trio de Ouro, “Caminho certo” e, de Ataulfo Alves, com Dalva de Oliveira, “Errei sim”.

  47. 475

    Ep. 619 - Homenagem a duas destacadas personagens da música da América Hispânica

    Duas canções recentes, de países de distintos continentes, prestam homenagem a duas destacadas personagens da música da América Hispânica, ambos boleristas que nunca tiveram parceiros. Dois boleros modernos, cujos versos foram construídos com a mesma concepção, certamente por coincidência: foram tecidos a partir de títulos das canções dos homenageados ou de uma referência clara a eles.Ouçamos, de Paola Lorenzi e Pedro Mena Peraza, com os autores, “A Marta um bolero” e, com Berenice Girón e Louis Lara, de Louis Lara, “Armando una ilusión”.

  48. 474

    Ep. 618 - Uma intérprete canarina em boleros

    A canarina Olga Cerpa, sobrenome grafado com C, nascida em Las Palmas, 1965, é uma cantora cujo prestígio ultrapassou em muito as fronteiras de sua ilha natal, território autônomo, vinculado à Espanha.Ouçamos os boleros, com Olga Cerpa, “En un Bote de Vela”, de Rául Rosado; “Soy Guajiro”, de Senén Suarez; e “Un compromisso”; dos irmãos García Segura.

  49. 473

    Ep. 617 - Orquestras Típicas do século XXI

    Orquestra Típica foi a denominação usual de orquestras cujo repertório centrava-se no tango. Seu auge ocorreu nos anos de 1940 e 1950. Em geral, eram integradas por naipes de violinos e bandoneons, contrabaixo, piano, às vezes flauta ou violão e voz. No final dos anos de 1960, começam a desaparecer.Mas, parece que as Típicas estão voltando ao cenário portenho. Hoje falaremos de 3 outras Típicas. Ouçamos, com a Típica Andariega, “Al compás de um corazón”, de Federico e Expósito; com a Típica Villa Urquiza, “Barrio de tango, de Troilo e Manzi; e com a Típica Auténtica Milonguera, “Cristal”, de Mores e Contursi.

  50. 472

    Ep. 616 - Bororó e suas raras canções

    Sobrinho da Marquesa de Santos, Alberto de Castro Simões da Silva, falecido aos 87 anos em 1986, conhecido como Bororó, foi cantor, violonista e compositor brasileiro. Um boêmio dado a inúmeras aventuras amorosas, que nos deixou muitas canções completamente esquecidas, com razão. O maior arquivo virtual da música brasileira, o site discos do Brasil, criado por Maria Luiza Kfouri, registra somente 9 canções de Bororó. No programa de hoje ouviremos 3 delas. Ouçamos, de Bororó, com Sílvio Caldas, “Da cor do pecado”, com Marisa, “O que é, o que é?” e, com Miúcha e Jobim, “Sublime tortura.”

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Todas às quartas-feiras, às 8h, temos as histórias dos compositores, intérpretes e obras do bolero, do tango, do samba-canção e vários outros ritmos latinos, especialmente relativas às canções produzidas nas décadas de 1920 a 1960. Programas transmitidos pela Estação do Conhecimento, emissora da UFMG, FM 104.5, com apresentação de Mauro Braga, apoio técnico de Cláudio Zazá, para as gravações, e de Beatriz Falcão, para o podcast.

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