Das provocações à razão

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Das provocações à razão

A todo instante, as circunstâncias nos provocam a reagir. Reagimos por impulso, muitas vezes sem perceber ou pensar suficiente. Quando a razão se impõe e exige resposta à altura da provocação, busca se distanciar dos palavrórios inconsistentes que ecoam em quase todos os cantos e, sem alegar possuir a verdade, a busca sem medo. A verdadeira razão, exigente de justa medida, reage sem desconsiderar sentimentos, emoções, corpo e o outro. Assim, responder às provocações é seu dever irrecusável, uma vez que só ela é responsável por encontrar sentido em meio ao que parece tão caótico.

  1. 117

    Fome de imortalidade em Unamuno

    Unamuno aborda de maneira contundente este tema sensível: vida e morte. Sua filosofia é penetrante e provoca reflexão até naquele que passa como que desatento. Na análise de hoje, uma história real extremamente forte aciona um questionamento que o filósofo espanhol nos ajuda a responder, ou, noutra linguagem, provoca uma fome que só pode ser saciada de uma forma.

  2. 116

    Catálogo de asneiras

    Abdelwahab Meddeb e o Dr Lima Vaz nos ajudam a compreender a razão da crítica de Churchill esboçada no título deste podcast. Infelizmente, fazemos parte do contexto, mas, felizmente, podemos sair vitoriosos.

  3. 115

    Amigos de Jó

    Salomão e Heidegger, ao analisarem questões sobre o tempo, enriquecem o olhar sobre certo comentário de Voltaire a respeito dos amigos de Jó. Numa breve consideração, veremos que o que dizem nos serve, e muito, em todo tempo, inclusive neste.

  4. 114

    Na volta a gente ccompra

    Tempo de reflexão como nenhum outro no ano,  fustigada por sentimentos de gratidão e de débito, a razão provocada, numa combinação de análises de Chaïm Perelman e situações do cotidiano, tenta resgatar um aspecto que não poderia passar despercebido, afinal este também é seu caso.

  5. 113

    Justiça sob tensão em Nietzsche

    Estamos dentro desta realidade e ela nos importa em muito; possivelmente, importe mais que a importância que temos dado. É preciso atentar para isso o quanto antes.

  6. 112

    A astúcia da razão

    Hegel desenvolve o conceito de Astúcia da Razão como uma espécie de último recurso para nos fazer ajustar à realidade. Será que ele precisará ser usado? A resposta depende de muitos fatores

  7. 111

    O vazio invisível

    Eros e Psiquê viveram uma das mais emocionantes histórias de amor da mitologia greco-romana. Dela, extraímos uma lição que ninguém deveria desprezar, sob o risco de, em desprezando, ser vítima fatal.

  8. 110

    Síndrome de Ccaim

    Dois anos, cento e dez episódios, mas os números não fazem sentido sem você e cada um dos outros cento e sessenta inscritos. Agradeço sua companhia. Espero, mais uma vez, ser ouvido e refletido, pois a razão provocada não quer falar pra paredes.

  9. 109

    Dúvida

    Entre a dúvida real e aquela encenada para ludibriar há um abismo. O problema parece não estar em identificá-las, mas em assumi-las.

  10. 108

    Sobre hábitos e habitus, por Aristóteles, Bourdieu e Kierkegaard

    Estamos tão habituados que pouco refletimos se nos habituamos ou se somos habituados. Certo é que esse fenômeno está presente ora como "mocinho" ora como "vilão", mas sempre presente.  Às vésperas das eleições no Brasil, trago um tema leve e imparcial, o que não significa irrelevante, até porque a filosofia deve ser atemporal conquanto aplicável a cada momento.

  11. 107

    O próximo

    Partindo de uma crítica feita por diversos filósofos ao cristianismo, seguiremos com o filósofo dinamarquês, Kierkegaard, em sua defesa.

  12. 106

    O pássaro voa

    O preço da liberdade não pode ser calculado,  e por várias razões. E se muitos, com verdade, podem falar da liberdade como um dom gratuito, ninguém poderia, com justiça, falar que mantê-la é simples.

  13. 105

    Amigo?

    Como reconhecer um amigo? Entre as pessoas que já passaram por sua vida quantas mereceram esse título? Talvez a pena de Plutarco, o filósofo das questões práticas, e a de Monteiro Lobato possam ajudar a enriquecer a reflexão a tal respeito.

  14. 104

    O poder da ignorância

    Será preciso ter cautela ao falar desse assunto, uma vez que há poder excessivo em mãos erradas.

  15. 103

    A capela do jardim

    Nem sempre queremos refletir. Às vezes, queremos passar adiante, deixar certos assuntos para trás. Puro engano pensar que podemos.

  16. 102

    Ottantott

    De uma simples expressão num dialeto distante, pronunciada de modo quase banal por um homem decadente, surge uma reflexão tão necessária que beira o épico. Os envolvidos? Nós,  todos nós.

  17. 101

    Despotismo eclesiástico

    Entre os temas mais sensíveis está o religioso. E o modo como opera a filosofia tem, no decorrer do tempo, assustado muitos religiosos, não a religião.  Esta parece seguir firme a despeito dos que a ela se opõem. O caso é que seus maiores opositores são seus maiores defensores. O que a filosofia busca, no entanto, é a verdade, e isso não deveria assustar aqueles que creem possuí-la. Deveriam, em vez disso, abrir as portas e apresentar o que têm com grande satisfação. Não oferecemos ameaças, apenas perguntas, e não sabemos se haveria ainda hoje motivos para temer questionar.

  18. 100

    Tem piedade de mim!

    Centésimo episódio. Há muito que dizer,  mas não são necessárias sequer palavras para isto. Poucas parecem suficientemente convenientes. Dizer o suficiente é um tanto ousado, exceto se for o suficiente para provocar outros dizeres.

  19. 99

    Sujeito predicado

    Algo elementar da linguagem, e de clareza singular como a relação sujeito predicado, pode guardar dificuldades nada confortáveis.

  20. 98

    Querer querer

    Todo julgamento procura descobrir a intencionalidade do autor a fim de delimitar sua culpa. Ante isso, cabe inquirir sobre o que de fato queremos ao querer.

  21. 97

    Miau

    O limite sempre foi algo difícil de determinar. Por esta razão, certa margem de segurança e de tolerância são importantes. Seja como for, a história nos fala de um  embate constante que se dá por causa de limites. O ser humano tem relação conflituosa com limites e a história do Miau serve de alerta a tal respeito.

  22. 96

    O cavalo Cavalo

    Um momento preocupante. É assim que percebemos este em que vivemos, e por várias razões, mas esta é uma das principais.

  23. 95

    Desejos, desejos...

    Uma das maiores batalhas humanas está na raiz do que o faz batalhar: desejos. Batalhas de todos os níveis, com todo tipo de armas e de consequências as mais diversas já foram travadas, estão sendo e ainda serão. Todas por causa de desejos. Desejos nos movem agora e batalham em nós. Que tal analisá-lo um pouco mais?

  24. 94

    A razão de joelhos

    Em muitas circunstâncias, o sentimento de vingança se satisfaz ao ver o antigo senhor estar submetido. Às vezes é o senso de justiça que traz essa percepção positiva. Esse caso, porém, é diverso. Não se trata disso. A razão de joelhos deve nos preocupar. E, aqui, apenas um pequeno, mas importante, aspecto desse drama é exposto.

  25. 93

    A religião civil no Contrato Social de Rousseau

    Rousseau é um dos mais conhecidos filósofos do século XVIII e sua influência se sente até nossos dias. O que muitos não sabem é o tema em análise hoje. É verdade que muitos sabem também. O que preocupa é o que fazem com tal orientação.

  26. 92

    Pascal, o homem entre os infinitos.

    Blaise Pascal nos leva a rara profundidade reflexiva. Trata-se de um estudo impactante sobre o lugar do humano ante a realidade que o envolve, ou melhor,  nos envolve. É de nós que ele fala, nós os poderosos miseráveis.

  27. 91

    A memória da realidade

    A memória da realidade confere um novo conceito para memória. Com uma abordagem que passa pelo mito das Eríneas, e concepções outras diversas, propõe-se provocar a razão para além dela mesma, sobre uma memória da qual não temos memória.

  28. 90

    O resto da onça e o eu em Lévinas

    Juntar um conto de Monteiro Lobato e um olhar filosófico na perspectiva de Emmanuel Lévinas parecem fazer pouco sentido e, talvez, seja assim mesmo, mas como saber se não conhecer? Obviamente, guardar proporções e limites é indispensável, mas a ideia principal nunca foi fazer sentido; é provocar sentido.

  29. 89

    Entre pessoas e personagens 7. Nunca fiz sacrificio

    Há ficções que parecem realidade e há realidades que parecem ficção. Esta é a realidade do personagem de quem falaremos. Seu primeiro nome é Davi. Como no relato bíblico, um pequeno valente, com feitos inimagináveis que vale muito ouvir contar. Por razões óbvias percebidas ao ouvir, comentar pouco é sinal de respeito e deferência.

  30. 88

    Sobre liberdade e maternidade, uma sismples palavra

    Às vezes a vida se complica e nos complica. E a liberdade transita na complexidade. Ainda que esta mensagem seja pra todos, em meio a este caos por onde a vida vive, e onde a mãe tem função insubstituível, muitas vezes de extrema dificuldade, merece ela uma palavra de apoio, e esta, desta vez, vem de uma breve reflexão a partir da lógica da Fundamentação da Metafísica dos Costumes, de Kant.

  31. 87

    Laocoonte

    Winckelmann influenciou o classicismo alemão do século XVIII. Suas análises, ainda que não estejam acima de críticas, são fundamentos para toda uma visão posterior. Dentro delas, a escultura de Laocoonte aparece como modelo para uma surpreendente percepção. É a partir dela que a razão se sente provocada e faz seu questionamento usual.

  32. 86

    O anel de Giges

    Platão, já na casa dos setenta anos, conta a emblemática história de Giges, no livro II de sua obra A República. Por meio dela, levanta um dos maiores argumentos a favor da injustiça para, em seguida, tecer uma extensa análise da questão que toma toda sua obra, da qual apenas uma pequena, mas importante parte, é tratada aqui.

  33. 85

    Véu de Maya

    Schopenhauer é quem trabalha esse tema de forma muito envolvente. O véu talvez esteja encobrindo mais do que ele imaginou.

  34. 84

    Espinosa

    Uma teoria surpreendente para alguém que viveu nas condições que viveu. Compararia às músicas de Mozart em vários aspectos. Ainda que muitos no tempo do filósofo e ainda hoje desaconselhariam conhecer, tomo o caminho inverso e deixo com quem ouvir julgar. Aliás, não o julgue novamente.

  35. 83

    Navalha de Ockham

    ↪ Quando se trata de decidir, a Navalha de Ockham pode ajudar. Seu princípio é sempre atual e todos viveríamos em melhor condição se a usássemos. É, contudo, preciso cuidado. Seu contexto e sua aplicabilidade devem ser levados em conta.

  36. 82

    Calar

    Partindo de Foucault, e considerando certo dizer de Wittgenstein, consideraremos certo aspecto do calar que carece ser dito.

  37. 81

    Nossas dívidas

    O tema da dívida suscita certo desconforto. Deveria ser diferente? Numa abordagem bem simples e clara, o tema se abre num tom um tanto inusitado. Vale conferir.

  38. 80

    Alea iact est

    História antiga, lição atual. Ela é a história de grandes e pequenos. A sua e a minha. História curta, consequências imensuráveis.

  39. 79

    Sobre guerra e nós

    ↪ Desde há muito, o homem tem buscado entender a guerra e suas causas. Seus escritos nos ajudam a ter uma visão menos turva do que ela é. E como tudo que se mostra insano, a razão volta para tentar entender. É aí que percebemos o quanto temos que ver com esse fenômeno.

  40. 78

    Ocasionalistas

    Ocasionalistas foram chamados certos filósofos que tentaram solucionar uma das questões mais controversas da história e que, por sinal, ainda persiste. Num misto de ingenuidade e realismo, de passado e presente, o tema de hoje fala uma preocupação que todos deveríamos ter. ↪ https://streamerlinks.com/Das_provoca...

  41. 77

    Entre pessoas e personagens 6. Ninguém durma!

    Como em todos os episódios de "entre pessoas e personagens", ficção e realidade se encontram. Amor, ódio, angústia, decepções e desafios nos tocam bem no íntimo neste episódio, e até nos esquecemos quem somos quando quem somos nos aparece assim. É que a razão provocada pela fantasia costuma tirar-lhe disfarce e denunciar que sempre foi realidade. . .https://streamerlinks.com/Das_provoca_es_raz_o

  42. 76

    Um olhar sobre a tolerância

    No fundamento da própria condição de ser humano está a liberdade. Liberdade é um conceito que abrange as liberdades que conflitam entre si. Entre liberdade e conflito está a tolerância. Com a ajuda dos filósofos John Locke e Jürgen Habermas, entre outros, ousaremos tocar neste tema que pede pra sair do campo dos sonhos para o da realidade. ↪ https://streamerlinks.com/Das_provoca_es_raz_o

  43. 75

    Sobre o direito de mentir nas perspectivas de Constant e Kant

    A história está impregnada do dilema entre a adequação ou não da verdade em determinadas circunstâncias. Benjamin Constant e Immanuel Kant travaram uma batalha intelectual a esse respeito. Os fortes argumentos de ambos os lados tornam indispensável nossa atenção.

  44. 74

    Phármakon

    Sócrates e Fedro conversaram sobre esse tema descrito por Platão. Derrida, Barthes e tantos outros entraram no assunto milênios depois e a conversa não quer acabar. Convido você a entrar nela também. O tema é conhecido como o phármakon, e tem que ver com todos nós.

  45. 73

    Montesquieu e o fim da república

    Engana-se quem despreza a influência da sociedade sobre os indivíduos como também a dos indivíduos sobre a sociedade. Montesquieu mergulha neste tema como ninguém e de sua vasta obra colhemos certa consideração que pode mesmo ser uma espécie de reflexão final sobre nosso modelo de sociedade; mas isso é apenas uma possibilidade. Ou não?

  46. 72

    No reino dos mancos

    Walter Benjamin e Alasdair MacIntyre dão o pano de fundo para o tema de hoje, envolvendo a questão da cultura. A divergência de perspectivas de ambos lança luz sobre nosso tempo e sobre nós mesmos. Afinal, que nos cabe diante da realidade em que vivemos?

  47. 71

    A cauda da sereia

    Sartre e Goethe contribuem decisivamente nesta abordagem, mas a intervenção de Berkeley dá um tempero especial. Os três filósofos pertencem a períodos e linhas muito distintas, o que fornece uma composição interessante a algo que poderia passar de modo despercebido; aliás, esse é o problema estudado aqui. https://streamerlinks.com/Das_provoca_es_raz_o

  48. 70

    PROMESSAS. Uma interseção entre Kierkegaard e Nietzsche

    Não podemos negar que somos muito influenciados por nossas promessas. Kierkegaard, nascido em 1813, e Nietzsche, em 1844, se encontram na análise desta questão. Convergência e divergência fazem parte, como se poderia esperar. O que não se deve esperar é deixar de ouvir o que têm a dizer. Isso pode mudar muito sua perspectiva.

  49. 69

    Eis que nasceu você

    A cada ano que passa, mais necessário se torna refletir sobre o Natal. Pode parecer mero dizer religioso, contudo não é mero nem apenas religioso. Conferir pode mudar muita coisa, mais do que você pode estar pensando.

  50. 68

    Paz na Terra aos homens da boa vontade

    A mensagem do Natal é linda e cativante. E tudo que fascina pode inebriar, fazer perder a clareza. Na busca por evitar esse prejuízo, a razão provocada apresenta importante conexão entre a mensagem do Natal e A Consolação da Filosofia, de Boécio. A relação é esclarecedora.

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A todo instante, as circunstâncias nos provocam a reagir. Reagimos por impulso, muitas vezes sem perceber ou pensar suficiente. Quando a razão se impõe e exige resposta à altura da provocação, busca se distanciar dos palavrórios inconsistentes que ecoam em quase todos os cantos e, sem alegar possuir a verdade, a busca sem medo. A verdadeira razão, exigente de justa medida, reage sem desconsiderar sentimentos, emoções, corpo e o outro. Assim, responder às provocações é seu dever irrecusável, uma vez que só ela é responsável por encontrar sentido em meio ao que parece tão caótico.

HOSTED BY

Mórisson Couto

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