É Ou Não É? - O Grande Debate - Podcast podcast artwork

PODCAST · news

É Ou Não É? - O Grande Debate - Podcast

Em É Ou Não É? - O Grande Debate é um espaço de debate onde se pretende promover a discussão e dissipar dúvidas, mas acima de tudo acrescentar conhecimento sobre os principais assuntos da atualidade, desde a Saúde, à Educação, à Justiça, mas também dos desafios com que o futuro nos interpela diariamente, designadamente ao nível tecnológico e ambiental. Carlos Daniel é o moderador deste espaço de debate que contará com a presença de personalidades da vida pública e especialistas para uma reflexão tão interessante quanto profunda sobre os tempos de mudança onde a investigação, a inovação e os problemas do mundo global são fatores decisivos e presentes nas nossas vidas.

  1. 150

    Qual é o estado da nação?

    Chegamos esta semana ao fim da quinta temporada do grande debate das terças-feiras à noite. E hoje, neste ?É ou não é?, também especial por isso, juntamos os habituais comentadores do Telejornal de domingo: João Sores, Pedro Norton, Susana Peralta e Miguel Poiares Maduro, um poker de ases, ao qual se junta uma quinta carta de valor, o presidente da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho, Luís-Aguiar Conraria. O objetivo é olhar o país, à luz dos que têm sido os últimos meses e do que podem ser os próximos, quando todos voltarmos de férias e talvez até antes disso. Primeiro tema para a mesa, o modelo de governação que o governo tem seguido e uma questão em concreto para se resolver esta semana: a recondução, ou não, de Mário Centeno, como governador do Banco de Portugal. Havia a convicção de que era uma recondução impossível, mas o primeiro-ministro reabriu a questão nas declarações do fim de semana na Madeira.

  2. 149

    Para que mãos voará a TAP?

    O Governo anunciou na semana passada que vai avançar com a venda de quase metade do capital da TAP, concretamente 49,9%, sendo que 5% serão para os trabalhadores da companhia, como está definido por lei. O ministro que dirige o processo, Miguel Pinto Luz, não vê alternativa: ou a empresa encontra um parceiro para crescer ou morre. A questão divide partidos à esquerda e á direita, sendo que o PS e o Chega se opuseram a uma venda da totalidade da TAP. Mas será este o momento certo para alienar o que está previsto? E há forma de salvaguardar os interesses nacionais? E os contribuintes vão algum dia reaver os 3 mil milhões e 200 milhões que foram injetados na companhia aérea? As perguntas estão feitas. As respostas serão dadas esta noite pelo Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, pelo Consultor estratégico e opositor da privatização da TAP, Luís Ferreira, por André Pinção Lucas, Diretor Executivo do Instituto +Liberdade e que preferia a alienação da totalidade do capital e ainda pelos jornalistas e comentadores RTP Helena Garrido e Pedro Sousa Carvalho.

  3. 148

    Que justiça sairá da Operação Marquês?

    Foram muitos os momentos de tensão esta terça-feira, no julgamento do processo Marquês, com José Sócrates a ser várias vezes advertido pela juíza que preside ao coletivo. José Sócrates falou bastante, dentro e fora da sala de audiências. Para analisar o arranque do primeiro julgamento em Portugal em que um ex-chefe de governo é acusado de corrupção são nossos convidados o Juiz Desembargador Jubilado Eurico Reis, o advogado Carlos Melo Alves, o politólogo António Costa Pinto, a jornalista da RTP Mariana Flor e o Diretor Adjunto do jornal Público Pedro Candeias.

  4. 147

    Como educar para o futuro?

    Está na altura de levar a exame o ano letivo que chega ao fim. A falta de professores nas escolas é um desafio gritante. esta semana ficamos a saber que o governo não consegue estimar o número de alunos, que nos últimos anos letivos, estiveram sem aulas a pelo menos uma disciplina. O que deixou surpreendidas as duas estruturas sindicais que representam os professores. No fim de semana, a FENPROF assegurava que um milhão e quatrocentos mil alunos perderam aulas, no último ano letivo. Há várias perguntas para este debate mas é por aqui que começamos. Para responder, recebemos no ?É ou não é?? Fernando Alexandre, Ministro da Educação, Ciência e Inovação; Maria de Lurdes Rodrigues, antiga Ministra da Educação e Reitora do ISCTE; Isabel Flores, Investigadora na área da Educação; Hugo Figueiredo, Professor da Universidade de Aveiro, Investigador e também o coordenador de um estudo da Fundação Belmiro de Azevedo que servirá para lançar a segunda parte deste debate. A partir do Porto, Joaquim Azevedo, professor da Universidade Católica e considerado um dos principais fundadores do ensino profissional em Portugal. E através de videochamada: Mariana Carvalho, Presidente da CONFAP, a Confederação Nacional das Associações de Pais e Filinto Lima, Presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

  5. 146

    Guerra no Médio Oriente: o mundo aguenta?

    A guerra durou 12 dias. Donald Trump anunciou um cessar-fogo para o conflito entre Israel e o Irão. Já hoje, o presidente do Irão declarou o fim da guerra e anunciou o início da reconstrução do país. Benjamin Netanyahu há pouco declarou uma vitória histórica de Israel, já que a ameaça nuclear terminou. Tudo isto no dia em que a defesa da Europa está a ser discutida ao mais alto nível na cimeira anual da Nato, em Haia, nos Países Baixos. Estes são os temas que vamos tratar nesta edição. Connosco, em debate estão o Major-General, Arnaut Moreira, Márcia Rodrigues, Editora de Política Internacional da RTP, Ana Santos Pinto, Professora Universitária e investigadora académica, em direto de Haia; Helena Garrido, especialista em assuntos económicos; e Henrique Burnay, Consultor de Assuntos Europeus.

  6. 145

    O que esperar do programa do XXV Governo?

    O primeiro-ministro aposta numa legislatura de quatro anos e disse-o esta terça-feira, na abertura do debate sobre o programa do novo governo. Luís Montenegro diz que isso só não irá suceder se houver uma "coligação cúmplice" entre o Chega e o Partido Socialista. Esta noite na RTP debatemos os desafios do novo executivo e essa "reforma do estado" que é apresentada como elemento essencial da governação que se inicia. Em estúdio recebemos dois antigos governantes que conheceram por dentro a administração pública: Miguel Poiares Maduro, que foi ministro Adjunto e do Desenvolvimento regional, e em direto de Coimbra, Maria Manuel Leitão Marques, que foi ministra da Presidência e da Modernização Administrativa. Recebemos também os professores universitários Pedro Camões da Universidade de Aveiro e Filipe Grilo, da Porto Business School, em direto do Porto. E contamos ainda com o contributo das comentadoras RTP, Helena Garrido, jornalista, e Susana Peralta, professora de economia na Nova SBE.

  7. 144

    Qual é o preço da espera no SNS?

    O caso do dermatologista do Hospital de Santa Maria que faturou centenas de milhares de euros em trabalho adicional veio relançar o debate sobre a forma como são remunerados os atos médicos realizados fora do horário normal no SNS. Esse é o ponto de partida para o debate de hoje: tentar perceber qual o preço justo que o Estado deve pagar para reduzir as listas de espera para cirurgia e, algo que é particularmente relevante: se os casos vindos a público, também nos hospitais de Braga e Portimão, correspondem a excepções ou são sintomas de um problema sistémico e de ainda maior gravidade. São convidados esta noite o Diretor Executivo do SNS Álvaro Almeida, em funções desde o início do ano, o médico e antigo Secretário de Estado da Saúde (também antigo ministro, mas durante muito pouco tempo) Fernando Leal da Costa, o Presidente Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, todos em estúdio e à distância mais três convidados: de Bruxelas a eurodeputada e antiga ministra da Saúde Marta Temido, do Rio de Janeiro, o médico e antigo membro da Direção Executiva do SNS Francisco Goiana da Silva e do Funchal João Lomelino Araújo, igualmente médico e Presidente à Associação dos Médicos Auditores e Codificadores Clínicos, que nos vai ajudar a perceber algo fundamental, que é o modo como se calcula a remuneração das equipas que realizam esse trabalho adicional.

  8. 143

    É preciso mudar a Constituição?

    Podemos ver a Constituição da República como o código genético de um regime, no caso português, da democracia que vigora desde o 25 de Abril e cuja lei fundamental data de 1976. À semelhança dos seres vivos, em que uns genes ganham força e outros perdem expressão, também a Constituição, com o tempo, sofreu alterações, tecnicamente chamadas revisões, de adaptação à realidade do país e à de um mundo em mudança. A novidade em quase 50 anos é que, após as eleições do passado dia 18, uma eventual revisão da Constituição pode avançar sem precisar de um entendimento simultâneo de PSD e PS, o que nunca tinha sido possível antes, o que aumentou a vontade de mexer à direita, pelo menos numa parte da direita, e os receios à esquerda. O que pode e não ser alterado? Quais os limites que não podem ser ultrapassados e, afinal, é ou não é necessário rever a Constituição? É o que vamos debater esta noite com três especialistas em Direito Constitucional: Teresa Violante, Rui Medeiros e Jorge Reis Novais e dois professores de Ciência Política, Marina Costa Lobo e Riccardo Marchi. Boa noite e bem-vindos.

  9. 142

    Podcast A estabilidade é possível?

    Na sequência das eleições de domingo, começou formalmente o processo que leva à formação do novo governo da AD. O Presidente da República recebeu em Belém as delegações das três formações mais votadas. À saída, Luís Montenegro preferiu não falar, mas outros destacados sociais-democratas garantem, desde ontem, que não há parceiros preferenciais para a governação, e que falará com o PS e com o Chega. Pedro Nuno Santos disse que não tinha muito a dizer mas desejou para breve uma clarificação política. Quanto a André Ventura afirmou-se desde já como líder da oposição e anunciou que apresentará uma alternativa de governo. Num contexto de mudança profunda da geografia do parlamento, a grande questão que se impõe é se é ou não é possível a estabilidade governativa deste contexto. Debatem connosco esta semana Natália Carvalho, jornalista e editora de política na Antena 1; Rui Pedro Antunes, jornalista e editor de política do Observador; Manuel Carvalho, redator principal do jornal Público e Comentador RTP, a advogada Carmo Afonso, também ela comentadora RTP, e em direto dos estúdios do Porto o jornalista da Agência Lusa e comentador RTP, Ricardo Jorge Pinto.

  10. 141

    A campanha eleitoral será decisiva?

    Estamos na fase final da campanha eleitoral para as legislativas em Portugal. Faltam três dias de estrada e os partidos multiplicam esforços por todo o país, numa corrida decisiva pelo apoio dos eleitores. Esta eleição é crucial para o futuro político nacional. Os portugueses estão chamados a escolher não apenas quem os representa, mas também a definir se o país terá finalmente um governo estável, com capacidade de decisão e de evitar novas crises políticas. As sondagens mostram uma disputa renhida entre PS e AD, com ligeira vantagem para a coligação liderada por Luís Montenegro. Mas o desfecho está longe de ser claro. É também uma eleição decisiva para os partidos que procuram afirmar-se como força de influência no parlamento ? e para aqueles que lutam simplesmente pela sobrevivência política. Esta noite, analisamos o estado da campanha, os cenários pós-eleitorais e o que é ou não é decisivo para a decisão dos eleitores no próximo domingo. São convidados desta semana a politóloga Marina Costa Lobo, João António - diretor do Centro de Estudos e Sondagens da Universidade Católica, a editora de política da Antena 1 - Natália Carvalho, a jornalista do Público Helena Pereira e a partir dos estúdios do Porto o economista Luís Aguiar-Conraria.

  11. 140

    O que causou o apagão?

    Trinta e cinco horas depois ainda não sabemos o que deixou ontem a Península Ibérica às escuras durante grande parte do dia. O apagão durou mais tempo em Portugal. O incidente começa às 11.33 da manhã. Primeiro a falta de electricidade e, rapidamente, a perceção de um isolamento maior por ausência de telefone e de internet. A dificuldade de acesso a fontes oficiais de informação deu lastro a mentiras como a de estarmos a ser alvo de um ciberataque, e adensou a desorientação prática de quem fica, por exemplo, preso no metro, ou vê desligados os semáforos. Mais uma vez muitas pessoas correram aos supermercados e às bombas de gasolina para criar reservas. O SIRESP voltou a ter falhas e há registo de corporações de bombeiros incontactáveis durante horas. A Rede Eléctrica Nacional só conseguiu repor a normalidade já noite dentro. O primeiro-ministro considerou a situação: grave, inédita e inesperada. Para tentar perceber o que aconteceu e avaliar cenários de resiliência para crises futuras, recebemos esta semana António Costa Silva, ex-ministro da Economia e especialista em energia; Jorge Vasconcelos, antigo presidente da ERSE, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos; Pedro Lopes, antigo director nacional de bombeiros, da Autoridade Nacional de Protecção Civil; Luis Filipe Antunes, director do centro de competências de cibersegurança da Universidade do Porto, em direto dos estúdios do Porto, e também via skype contamos com João Peças Lopes, professor catedrático da Faculdade de Engenharia na Universidade do Porto. Convidámos a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil para participar neste debate, até porque houve falhas do sistema de comunicações, o SIRESP, e a resposta foi negativa.

  12. 139

    Os perigos da adolescência neste tempo

    Uma série de televisão, veio abanar consciências e fez com que milhões de pessoas, por todo o mundo, olhassem mais para o interior das suas casas e das suas famílias. Adolescência, da Netflix, traçou um retrato cru, por vezes violento e quase sempre desconfortável da juventude atual. Discute-se a relação com as redes sociais e a sexualidade, a violência que pode ser simbólica ou concreta, tendo sempre, em pano de fundo, um cenário de isolamento emocional e relações frágeis, de adolescentes que crescem sem bússola num mundo hiper-conectado. Mais do que ficção, a série parece um espelho das angústias reais de muitos de nós: pais, filhos, professores, agentes da autoridade, profissionais de saúde mental. É ou não é tempo de lançar um alerta mais veemente, quando dados recentes apontam também para um aumento dos crimes violentos entre os mais novos, com casos graves dos últimos dias também em Portugal. Para debater tantas inquietações são meus convidados esta noite o psiquiatra Daniel Sampaio, o psicólogo Eduardo Sá, a professora Ana Paula Catalão, diretora do Agrupamento de Escolas Pedro Alexandrino, o Intendente Hugo Guinote da PSP e ainda a estudante de mestrado de Ciências da Educação Mirella de Assis.

  13. 138

    Que caminho para o futuro da saúde?

    A saúde é sempre um tema central no debate político, num debate que se torna mais urgente à medida que o número de utentes aumenta, concretamente em países como Portugal, por via do envelhecimento da população. Também por isso, aumentam os custos da saúde e se procuram saídas para um sistema que em Portugal se organiza em torno de um Serviço Nacional de Saude para todos, por isso dito geral, universal e tendencialmente gratuito. A discussão faz-se a partir daqui e com causa próxima na decisão do governo, já com eleições à vista, de retomar as parcerias público-privadas, ou seja entregar a gestão de unidades do SNS a grupos privados, concretamente cinco hospitais, a que correspondem 174 centros de saúde. Para debater se este é ou não é o caminho certo recebemos esta semana na RTP a ministra da Saúde Ana Paula Martins,a antiga titular da mesma pasta Marta Temido, a partir de Bruxelas, ainda Nuno Jacinto, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Pedro Pita Barros, economista da saúde e professor na Nova SBE, a partir de Paris o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada Óscar Gaspar e em direto do Porto, Xavier Barreto, que preside à Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares.

  14. 137

    O que esperar das eleições?

    Uma semana após a queda do governo, o país sente ainda as ondas de choque relativas à crise política e percebe também um agudizar das trocas de acusações, particularmente em relação a quem causou verdadeiramente esta situação, que obrigou o país a ir de novo a votos no dia 18 de Maio. A verdade é que, se por um lado se discute a responsabilidade da crise, por outro se coloca a dúvida maior: como vamos sair dela? Afinal de contas, que cenários de governabilidade serão possíveis a partir dessas eleições legislativas, mais umas antecipadas, as terceiras em menos de quatro anos. Esta semana temos dois momentos no programa. Na segunda parte contamos com a análise dos jornalistas David Pontes, Sara Antunes Oliveira e Maria Flor Pedroso e do politólogo Eduardo Pereira Correia, mas para começar, o debate faz-se entre Francisco Assis, eurodeputado do Partido Socialista e André Coelho Lima, ex-vice-presidente do Partido Social Democrata.

  15. 136

    Queda do Governo

    Confirmou-se a crise política. O governo insistiu na moção de confiança, o PS insistiu na Comissão parlamentar de Inquérito e o governo de Luís Montenegro caiu. Para trás fica apenas um ano de governação da AD, pela frente temos o primeiro-ministro a ser alvo de uma comissão de inquérito sobre os negócios da Spinumviva e também eleições legislativas outra vez, no próximo mês de maio. Hoje, o dia foi agitado e inusitado no parlamento, com propostas e respostas de última hora, em direto para todo o país ver, mas sem que se alterasse o resultado final, com o chumbo da moção de confiança e a consequente queda do executivo. Para debater o dia de hoje e o que se seguirá são nossos convidados na primeira parte do programa o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e a líder parlamentar do Partido Socialista, Alexandra Leitão. Num segundo momento, juntam-se a nós a jornalista do Público Maria Lopes, o jornalista e comentador RTP, Pedro Sousa Carvalho, o advogado Manuel Magalhães e Silva e ainda o cientista político Pedro Magalhães.

  16. 135

    Eleições Alemãs: A democracia resiste ao populismo?

    Já começaram as negociações preliminares para a formação do próximo governo da Alemanha, e os sinais são positivos até este momento. Friedrich Merz, líder dos conservadores da CDU é o novo chanceler num dos momentos mais delicados da vida política da Alemanha com problemas na economia e sérias questões sociais que vão desde o desemprego, a um nacionalismo que ressurge e desafia a estrutura democrática da república. Com o afastamento dos Estados Unidos, a guerra na Ucrânia, e países Pró-Putin sentados no conselho europeu, é ou não é possível proteger a democracia? Para discutir os desafios que se apresentam ao novo governo e, por arrasto, a toda a Europa recebemos hoje os jornalistas Tilo Wagner, Miguel Szymanski, Luísa Meireles, Paulo Almeida Sande, especialista em assuntos europeus e Eva Oliveira, diretora do departamento de serviços sociais da Cruz Vermelha alemã.

  17. 134

    Ucrânia: Qual é o preço justo da paz?

    A história está a mudar. Decorreram hoje as primeiras negociações formais entre os Estados Unidos e a Rússia, tendo em vista a paz na Ucrânia. De fora das negociações ficaram precisamente a Ucrânia, por muito que Zelensky insista em que não aceitará nada sem ser ouvido, e a própria Europa, por muito que os seus líderes consideram inaceitável muito do que está a acontecer. Por falar em líderes europeus, os mais poderosos entre eles reuniram-se ontem de emergência em Paris. Evitaram o confronto direto com Trump e discutiram, desde já e sem chegar a consenso, um possível envio de tropas para a Ucrânia, após um entendimento que venha a surgir. Que entendimento será esse? Poderá a Ucrânia aceitá-lo? E a Europa, pode sentir-se segura após um acordo que agradará mais a Moscovo do que a Kiev? E qual o preço dessa segurança, agora que o mais poderoso aliado se mostra ainda mais poderoso mas bem menos aliado? São perguntas para colocar aos nossos convidados desta noite, todos grandes conhecedores da realidade internacional: Ana Santos Pinto, professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Carlos Gaspar, o investigador no Instituto Português de Relações Internacionais da Nova, Sandra Fernandes, Diretora do Centro de Investigação em Ciência Política da Universidade do Minho, o general João Vieira Borges e à distância, a partir do Funchal, ex-Ministro da Economia e do Mar António Costa Silva.

  18. 133

    O que mais esperar de Trump?

    Não falta quem diga que Donald Trump foi mais longe do que qualquer um de nós imaginaria, mas também há quem julgue que vale a pena correr o risco de não o levar demasiado a sério, por ser mais o que diz do que aquilo que acaba por fazer. Será mesmo assim? Certo mesmo, e nem um mês passou desde o início do segundo mandato, é que Trump apresenta medidas atrás de medidas, mexendo com o equilíbrio institucional dos Estados Unidos e do mundo. As ondas de choque chegam aos vizinhos Canadá e México, mas atingem também outras regiões e, muito diretamente, os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente. Para olhar para esta espécie de terramoto político à escala do planeta são hoje nossos convidados: o antigo embaixador Francisco Seixas da Costa, o Consultor de assuntos europeus Henrique Burnay, as investigadoras e analistas de Política Internacional Joana Ricarte (da Universidade de Coimbra) e Maria Luísa Moreira e o professor de economia da Nova SBE João Duarte.

  19. 132

    Futuro do trabalho: há emprego para todos?

    É no Porto, num edifício icónico, o Icon d'Ouro, um espaço contemporâneo que representa uma nova forma de organizar os espaços de trabalho que o ?É ou não é?? esta semana promove o debate precisamente sobre o futuro do trabalho. E isto porque nunca foi tão grande a revolução na forma como trabalhamos. A internet ligou as empresas e os negócios em rede e o mercado cresceu sem fronteiras. Agora surge a inteligência artificial, para mudar tudo outra vez e mais depressa. Há profissões por descobrir, atividades por inventar, mas dificilmente podem compensar os milhões de empregos que vão desaparecer. Não faltam perguntas inquietantes: a requalificação de tantas pessoas é possível? Há ou não profissões à prova do futuro e o que vale mesmo a pena estudar nos dias de hoje? Respondem em debate a Professora Marta Pimentel, diretora executiva da formação de Executivos da Nova SBE; José Teixeira, presidente executivo do Grupo DST, um grupo de construção sediado em Braga, hoje com muitas outras áreas. Igualmente Carlos Oliveira, empreendedor e atualmente também presidente do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação; Susana Almeida Lopes, CEO da SHL Portugal, que trabalha na área da avaliação de Recursos Humanos; Regina Caldas, diretora-geral de remuneração na empresa Remote que, como o próprio nome indica, oferece soluções de recursos humanos remotas e à escala global. Recebemos ainda Elísio Estanque, o sociólogo e professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

  20. 131

    A Direção Executiva do SNS tem futuro?

    A Direção Executiva surgiu para encontrar soluções para o Serviço Nacional de Saúde mas tem sido ela própria, algumas vezes, um foco de problemas. O mais recente resultou da demissão polémica do Diretor Executivo, que tinha sido escolhido pelo atual governo há menos de um ano e que foi apanhado numa teia de incompatibilidades. Na hora da substituição de Gandra d´Almeida por Álvaro Almeida, a ministra da Saúde avançou na intenção de reduzir as competências da Direção Executiva, concretamente na orientação do financiamento e na escolha das administrações hospitalares. Está ou não em causa, a prazo, a Direção Executiva do SNS? E o que é que a experiência tem trazido de mais positivo e mais negativo? Respondem os meus convidados de hoje, a começar pelos antigos ministros da Saúde Luís Filipe Pereira e Maria de Belém, o Presidente da ULS de Coimbra, a maior do país, Alexandre Lourenço, o Presidente da Associação dos Administradores Hospitalares Xavier Barreto, e João Ferreira, médico, especialista de Medicina Geral e Familiar e que foi até há pouco Diretor Clínico dos Cuidados de Saúde Primários da ULS da Lezíria, em Santarém. À distância, a partir do Porto, também se junta a nós a jornalista da RTP Paula Rebelo.

  21. 130

    O que de novo traz Trump ao mundo?

    Estamos preparados para uma guerra comercial com os Estados Unidos? Estamos protegidos de interferências nas nossas democracias? Onde vamos comunicar se as redes sociais que frequentamos estiverem ao serviço estratégico de um presidente americano? Na Europa os ecos que provocaram as palavras e as primeiras ordens de Trump mostram que ninguém está à espera que a ?era dourada americana? seja uma era de bom senso, ou senso comum. De Paris a Bruxelas ouviram-se alertas apressados para que a União Europeia leve as estruturas de defesa ao máximo das suas capacidades, e decida o seu destino sem desistir de princípios. Esta noite, já com dezenas de ordens executivas de Trump assinadas, centramos a atenção nos riscos que a nova administração americana significa para a Europa. Vamos estar em directo com correspondentes da RTP para saber como está o mundo a analisar estes sinais, e em estúdio teremos o debate com o embaixador Fernando Neves, Carlos Gaspar investigador do IPRI, Bernardo Ivo Cruz, professor de Ciência Política, Ana Santos Pinto, especialista em defesa e relações internacionais.

  22. 129

    Como governar o país em 2025?

    Regressa o É ou não é? e a proposta neste arranque de ano é a de um olhar, amplo mas concreto, sobre os grandes desafios para a governação do país ao longo deste 2025 que se anuncia pleno de desafios e incertezas. Começamos com para o frente a frente entre o número dois do atual governo, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros Paulo Rangel, um dos nomes mais fortes do governo anterior, a ex-ministra de Estado e da Presidência, e agora deputada do PS, Mariana Vieira da Silva. Os temas são os obrigatórios no momento, a segurança, a saúde, a utilização dos dinheiros europeus mas naturalmente também o calendário eleitoral que vai acelerar, com autárquicas e a definição das candidaturas presidenciais. A seguir ao debate teremos a análise, com os jornalistas Manuel Carvalho e Natália Carvalho e os economistas Susana Peralta e José Maria Pimentel.

  23. 128

    O que nos reserva o novo ano?

    Esta semana encerramos a temporada de 2024 do ?É ou não é?? com um olhar profundo sobre o que foi este ano, em Portugal. Foi um ano de vários momentos de eleição, mas hoje a Madeira marcou mais um acto eleitoral. Mudança de governo, mudança de parlamento e os problemas de sempre: da pobreza à justiça, da educação ao envelhecimento e à imigração. São desafios para 2025, e muitos outros virão de fora, porque o mundo também mudou. É uma reflexão que vamos fazer numa primeira parte com António Vitorino, antigo ministro do PS e David Justino, antigo ministro do PSD. E numa segunda parte juntam-se ao debate Helena Pereira jornalista do Público, Pedro Sousa Carvalho, jornalista; Carmo Afonso comentadora da RTP, e os cientistas políticos Paula do Espírito Santo e Carlos Jalali que está connosco à distância.

  24. 127

    Como combater os maiores vícios?

    O nosso cérebro é uma máquina complexa que vive numa busca constante de recompensa. O problema é quando essa busca ultrapassa um certo limite e se transforma num vício, difícil, por vezes quase impossível, de controlar. As dependências podem ser de vários tipos, mas ter, em qualquer dos casos, efeitos destruidores na vida de cada um de nós. Vamos hoje dar atenção ao vício do jogo, crescente com a ligação ao meio digital, também ela, desde logo, viciante e a começar cada vez em idades mais baixas. Por isso, e sem perder de vista os novos tipos de consumo em dependências "clássicas", como as drogas ilícitas e o álcool, pretendemos colocar o foco nos mais novos e em como educar para um perigo que anda, literalmente, no bolso de cada um. Para este debate recebemos hoje João Goulão, o Presidente do Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências; Pedro Morgado, médico psiquiatra, coordenador de estudos recentes sobre adição ao jogo; Tânia Gaspar, Psicóloga Clínica, com muita experiência na investigação dos comportamentos de saúde dos adolescentes; Pedro Leitão, que dirige a Unidade de jogo responsável da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa; e também se juntam Elisabete Albuquerque, Psiquiatra e Coordenadora da Unidade de Desabituação de Coimbra, e Tito de Morais, na qualidade de fundador do projeto Miúdos Seguros na net.

  25. 126

    Afinal, o que muda com o orçamento?

    Está aprovado um Orçamento que o PS diz que é mau mas que viabilizou, abstendo-se, e que o governo de Luís Montenegro assume como importante para a imagem externa do país, mas dizendo que uma parte dele é da responsabilidade do PS e do Chega. Refere-se a algumas medidas que esses partidos viabilizaram contra a vontade do executivo, de que é exemplo o aumento extraordinário das pensões. Uma outra medida, a do fim do corte nos salários dos políticos, tornou-se também particularmente ruidosa, após o protesto muito polémico do Chega, que decidiu fazer algo nunca visto, afixar tarjas na fachada do próprio edifício do Parlamento. E hoje tivemos também uma outra manifestação, ilegal e incomum, dos sapadores bombeiros nas ruas de Lisboa, com recurso a tochas e petardos. É pela atualidade do dia que entramos hoje na análise da situação política do país - que vai incluir também um olhar para as presidenciais, com os convidados desta semana: as professoras universitárias e, ambas, ex-ministras, Assunção Cristas, também ex-Presidente do CDS, e Maria Manuel Leitão Marques, também ex-eurodeptada pelo PS; Pedro Norton, gestor e comentador RTP; Luís Aguiar-Conraria, professor de Economia, atualmente Presidente da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho e Maria Lopes, jornalista do Público.

  26. 125

    A Ameaça Nuclear é Real?

    Após mais de mil dias de guerra na Ucrânia, volta a ganhar força o receio de um conflito com recurso a armas nucleares. A dois meses de deixar de ser presidente dos Estados Unidos, Joe Biden decidiu autorizar a Ucrânia a usar armas fornecidas pelos Estados Unidos para atingir território russo. A decisão surpreendeu Putin, que reagiu agitando de novo a ameaça nuclear, lançando um míssil ainda nunca utilizado sobre uma fábrica de Dnipro e prometendo, ainda hoje e mais uma vez, retaliar após os ataques ucranianos dos últimos dias na zona de Kursk. Para discutir se o risco de um conflito nuclear deve motivar preocupação ou fazer mesmo soar alarmes, são nossos convidados de hoje o diplomata João Vale de Almeida, que foi chefe de gabinete do Presidente da comissão europeia e embaixador da União Europeia na ONU e no Reino Unido, o major-general Arnaut Moreira, especialista em geopolítica e geoestratégia, a jornalista da RTP Márcia Rodrigues, também editora de Internacional, o professor universitário Viriato Soromenho Marques, o especialista em assuntos internacionais e comentador RTP, Filipe Pathé Duarte e ainda, mais tarde, os correspondentes da RTP Cândida Pinto e Evgeni Mouravitch.

  27. 124

    Estamos preparados para a emergência climática?

    Primeiro foi o espanto, depois o horror com o que aconteceu recentemente em Valência, inundada em poucas horas pela chuva de um ano inteiro. Morreram 215 pessoas, ainda há desaparecidos e a discussão foi enorme, pelo modo como as autoridades espanholas reagiram e atuaram. Uma semana passada e o mau tempo atingiu Málaga e não faltou quem perguntasse como seria se algo do género acontecesse em Portugal. É seguramente uma das questões desta noite, mas vamos necessariamente olhar para o que explica boa parte dos chamados "fenómenos climáticos extremos", seja a emissão de gases com efeito de estufa, que é combatida, mas ainda vê as metas ao longe, ou um ordenamento do território que deixa localidades e populações mais vulneráveis. Vale a pena lembrar que estamos em plena COP29, cimeira mundial do clima, onde esteve um dos convidados desta noite, o Sub-Secretário Geral da ONU, Jorge Moreira da Silva, que se junta a nós em direto a partir de Roma. Em estúdio estão também a socióloga e investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Luísa Schmidt, o presidente da Associação Portuguesa do Ambiente José Pimenta Machado, o dirigente do GEOTA e professor Engenharia do Ambiente na Universidade Nova, João Joanaz de Melo, e a empresária Rita Nabeiro, administradora executiva do Grupo Nabeiro, que assenta uma parte decisiva da sua atividade no setor agrícola. E mais adiante vai juntar-se a nós também a ativista pela justiça climática Joana Guerra Tadeu.

  28. 123

    Trump regressou. E agora, mundo?

    Passou uma semana sobre a vitória de Donald Trump nas eleições norte-americanas, que surpreendeu pela dimensão já que o antigo Presidente, que agora volta a sê-lo, ganhou no Colégio Eleitoral mas também no voto popular, algo que os republicanos não conseguiam há 20 anos, desde 2004. Acresce o facto de ficar com maioria no Senado e agora também na Câmara dos Representantes, além de ter conseguido vencer em todos os sete estados que eram considerados decisivos, os ditos swing states, ou estados flutuantes. Neste programa vamos falar do que pode explicar o sucedido, mas, mais ainda, do que pode suceder daqui para diante na América e no mundo. Esta semana são convidados do programa as professoras Ana Santos Pinto, do departamento de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCSH) e Susana Peralta, professora de Economia da Nova SBE, também Ângelo Correia, político, antigo ministro, empresário e um habitual analista de temas geo-políticos. E à distância dois destacados académicos portugueses: o professor de Economia Ricardo Reis, da London School of Economics, e Onésimo Teotónio de Almeida, filósofo e escritor açoriano, durante décadas a lecionar nos Estados Unidos, na Universidade de Brown. Mais à frente teremos também dois elementos da comunidade portuguesa e lusodescendente nos Estados Unidos: a deputada estadual Eliana Pintor, democrata, e o senador estadual republicano Jack Martins.

  29. 122

    É Ou Não É? - O Grande Debate Que futuro para os Estados Unidos da América?

    É uma noite decisiva para os Estados Unidos e para o mundo. São as Eleições presidenciais mais imprevisíveis da América. Qualquer que seja o vencedor desta corrida eleitoral será sempre um resultado histórico. Se vencer Kamala Harris será a primeira mulher presidente dos Estados Unidos. Se for Donald Trump será o primeiro presidente condenado por crimes a regressar à Casa Branca. Mas uma coisa é certa: o mundo como o conhecemos pode mudar após os resultados finais destas eleições. Vamos tentar perceber porquê neste ?É ou não é?? especial. Para refletirmos sobre o significado destas eleições convidámos Márcia Rodrigues, editora internacional da RTP; Bernardo Ivo Cruz, Professor de Ciência Política; Bernardo Pires de Lima, Comentador RTP; José Gomes André, Professor de Teoria Política Norte-americana; Paulo Almeida Sande, Comentador RTP e ainda de Crystal Fernandes da New York Portuguese American Leadership Council e também Analista sénior do Federal Reserve Bank of New York.

  30. 121

    Que futuro para a RTP?

    Esta noite na RTP vamos discutir a própria RTP, o serviço público de rádio, televisão e cada vez mais digital. A atualidade impõe o tema, a partir da decisão do governo de alterar o financiamento dos média públicos, cortando, no espaço de três anos, toda a publicidade na RTP. Não tardaram as críticas à decisão, mesmo dentro do principal partido que suporta o executivo, e o tema acabou por ofuscar o plano de ajuda aos meios de comunicação, que foi comunicado no mesmo dia. Não falta quem duvide das intenções, mas o governo garante que o corte nas receitas não significa nem vontade de privatizar nem de desvalorizar o papel da televisão e a rádio públicas. O ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, que tutela a comunicação social, aceitou vir debater o tema, em direto com mais quatro personalidades com conhecimento amplo da realidade dos média. Alberto Arons de Carvalho, atual membro do Conselho Geral Independente, o órgão, independente que, como o nome indica, supervisiona o funcionamento da RTP e tem, entre outras missões, a de garantir o cumprimento das obrigações de serviço público. Felisbela Lopes, professora catedrática de Comunicação, da Universidade do Minho, que coordenou a equipa que elaborou o Livro Branco sobre o serviço público de média, para preparar o novo contrato de concessão entre a RTP e o acionista Estado. Nuno Artur Silva, que já foi secretário de estado com a tutela da RTP e também administrador da empresa e ainda de Luís Nazaré, aqui na qualidade de Diretor-executivo da Plataforma de Meios Privados, que representa cinco grandes empresas da área dos média... incluindo, as proprietárias da SIC, da TVI e da CMTV.

  31. 120

    Como está a saúde Sexual dos Portugueses?

    Colocamos hoje a sexualidade no centro do debate, numa semana em que a educação sexual nas escolas voltou a ser muito discutida, a partir das alterações anunciadas pelo primeiro-ministro para a disciplina de cidadania. Falaremos disso, de como as escolas e, antes delas, as famílias, educam para a questão sexual. Mas falaremos também sobre o que tem mudado nos hábitos dos mais novos e dos mais velhos, e até que ponto estão a aumentar ou a diminuir os comportamentos de risco. Partiremos de uma questão concreta: porque é que metade dos portugueses se manifestam hoje insatisfeitos com a vida sexual que têm? Isto foi revelado num inquérito recente e o coordenador desse trabalho está em debate, Pedro Nobre, Diretor da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Também neste programa está Ana Luísa João, dermatologista e uma das responsáveis pela Consulta de Infeções Sexualmente Transmissíveis da Unidade Local de Saúde de São José: também duas psicólogas clínicas que podemos definir como grandes divulgadoras da questão da sexualidade: há mais tempo a Gabriela Moita, e com grande visibilidade em tempos mais próximos, a Tânia Graça. Mas temos ainda connosco alguém que é de todos os tempos e que há décadas acompanha e analisa um país que mudou muito, mas que nem sempre é fácil de colocar no divã, mais ainda num divã televisivo: Júlio Isidro., A nós ainda se irá juntar Mafalda Cruz, Médica rádio-oncologista e sexóloga, com longo trabalho desenvolvido junto de doentes oncológicos.

  32. 119

    O colapso do BES é irrepetível?

    Dez anos após o colapso do Banco Espírito Santo e da derrocada do império liderado por Ricardo Salgado, arrancou, hoje mesmo, o julgamento desse caso que é decerto o maior escândalo financeiro da democracia portuguesa. A imagem de Ricardo Salgado a chegar hoje ao Campus da Justiça em Lisboa é um claro contraste com esse tempo, em que era apelidado como ?Dono Disto Tudo? e quando, diz o Ministério Público, geria o universo do Grupo e do banco Espírito Santo de modo quase autocrático. Ricardo Salgado é hoje um homem fragilizado, visivelmente doente, o que levanta uma série de questões jurídicas e reforça a relevância da pergunta sobre se é ou não é possível, uma década passada, fazer justiça neste caso? São meus convidados os advogados Paulo Sá e Cunha e Nuno Vieira da Silva, este enquanto representante de quase 2 mil dos lesados do BES/GES, a jornalista Helena Garrido, especialista em assuntos financeiros e autora de livros sobre a crise da banca em Portugal também Daniel Deusdado, jornalista e autor de um documentário que a RTP3 está a exibir ao longo desta semana e que se chama ?A ruína do BES?, um trabalho absolutamente único na televisão portuguesa sobre este caso que marcou o país e as nossas vidas. E ainda se junta a nós, a partir de Bruxelas, Pedro Machado, que era Diretor-adjunto do departamento de supervisão prudencial do Banco de Portugal à data da resolução do BES em agosto de 2014 e que é atualmente Administrador do SRB Conselho Único de Resolução, um dos pilares da União Bancária Europeia.

  33. 118

    Negociações Até ao Último Minuto

    Luís Montenegro prometeu uma proposta irrecusável. Pedro Nuno Santos não achou o mesmo e a contraproposta do PS está a caminho. As negociações para um novo orçamento continuam tensas, mas o entendimento pode estar mais próximo. Esta terça-feira, o líder do Partido Socialista tem reunião marcada com o grupo parlamentar, e nas negociações, entre afastamentos e aproximações, "até ao lavar dos cestos se fará a vindima" de argumentos, propostas e concessões. Mas a dois dias do prazo para a entrega da proposta do Orçamento do Estado, estará o país mais próximo de uma aprovação ou de um governo de malas feitas para uma crise política? É ou Não É? O grande debate do atual momento político, com Carlos Daniel.

  34. 117

    Escalada da Guerra no Médio Oriente

    Esta semana o tema impôs-se como incontornável o debate em torno das consequências imediatas e no médio prazo do ataque do Irão a Israel. É um momento que simboliza uma nova escalada no conflito no Médio Oriente. O Irão atacou Israel ao lançar 180 mísseis sobre o território israelita, a maior parte deles interceptados pela ?cúpula de ferro?, a defesa aérea de Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu garante que o Irão se vai arrepender e pagar caro pelo que fez. E uma das grandes expectativas é perceber como será de facto a reação de Israel. Que influência podem ter os Estados Unidos neste contexto, que é também pré eleitoral? Há muitas pontas soltas, mas há sobretudo uma questão que nos preocupa superiormente, que é a de sabermos se esta escalada representa um agravamento global das tensões do Médio Oriente e até que ponto podemos ter receios de que a entrada clara do Irão no conflito e o envolvimento dos Estados Unidos poderá ou não significar um risco maior para a segurança comum? Para um debate urgente e em que a atualidade muda a todo o momento, contamos com o contributo dos enviados especiais da RTP ao Líbano, José Manuel Rosendo, e em Washington, com Cândida Pinto. E ao longo do debate recebemos os contributos de Miguel Szymanski, comentador da RTP, do Major General Arnaut Moreira, de Márcia Rodrigues, jornalista da RTP; de José Gomes André, Professor de Relações Internacionais; de Vítor ngelo, Antigo secretário-geral-adjunto da ONU; da investigadora de relações internacionais Joana Ricarte, e ainda Bernardo Pires de Lima, Comentador RTP.

  35. 116

    É possível aprovar o Orçamento?

    Finalmente, após algumas semanas de adiamentos e um fim de semana a discutir a disponibilidade de cada um, Luís Montenegro vai sentar-se cara a cara na próxima sexta-feira para discutir as hipóteses de o PS viabilizar o próximo Orçamento do Estado. Até onde vai ceder o governo? O que pretende o PS além do recuo em matéria de IRC e IRS jovem e o que fará o Presidente da República se o Orçamento chumbar na Assembleia? Além disto, que papel poderá ainda ter o Chega, que já colocou um referendo sobre imigração como condição para viabilizar, mas que agora se prepara para entrar nas negociações. Recebemos esta noite os líderes parlamentares dos partidos decisivos, Hugo Soares do PSD, Alexandra Leitão do PS e Pedro Pinto do Chega para um primeiro momento de conversa e imediatamente após o debate teremos a análise, com vários comentadores RTP: Carmo Afonso, Rosália Amorim, António José Teixeira e ainda o professor de Economia Filipe Grilo.

  36. 115

    Incêndios: o que voltou a falhar?

    Esta semana o programa é diferente, com informação ao minuto da situação dos incêndios nos vários concelhos do país que antecipam mais uma noite de angústia e obviamente analisar também as medidas anunciadas pelo governo, que colocou em estado de calamidade os municípios afetados. E depois a resposta às perguntas que nos inquietam: faz sentido tantas ignições em tão pouco tempo? O que é se pode atribuir a origem criminosa ou simples negligência? E o país, desde logo o estado, corrigiu alguma coisa relevante desde as tragédias de 2017? Respondem em direto vários especialistas como Pedro Matos Soares, especialista em estudo do clima e concretamente das alterações climáticas; Fábio Silva, ex-responsável da Força Especial da proteção civil; Manuel Carvalho, jornalista, que há muito acompanha os temas da floresta e do Ordenamento; Duarte Caldeira, especialista em combate a incêndios e ex-presidente da Liga de Bombeiros e hoje Investigador da Proteção Civil e ainda Xavier Viegas, outra das maiores autoridades nacionais em matéria de fogos, hoje coordenador do Centro de Estudos de Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra.

  37. 114

    Como será o novo ano letivo?

    Regressa o "É ou não é?" na semana do regresso às aulas. É o início de uma nova vida para muitos, o retomar do ritmo normal para todos os outros. Anuncia-se mais um início de ano difícil com professores em falta ainda para milhares de alunos, falta saber quantos. O governo, o novo Ministério da Educação Ciência e Inovação, diz agora que não é possível resolver tudo "de um mês para o outro", mas introduz diversas alterações, que também iremos debater, relacionadas com o apoio aos professores deslocados, à organização das escolas e também à avaliação, em particular até ao nono ano. Para debater tudo isso e responder à pergunta: o próximo ano letivo vai funcionar melhor ou pior que o anterior? São nossos convidados o Secretário de Estado da Administração e Inovação Educativa, Pedro Dantas da Cunha, o secretário geral da FENPROF Mário Nogueira, Miguel Herdade, especialista em educação e integração social, com experiência nos últimos anos no Reino Unido, a investigadora em Educação e Diretora Executiva do Instituto para as políticas públicas e sociais Isabel Flores. À distância Mariana Carvalho, Presidente da CONFAP, a Confederação Nacional das Associações de Pais, e Filinto Lima, o Presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas. E vamos ter também o testemunho, na primeira pessoa, de Guilherme Farias, jovem professor de matemática da Covilhã, deslocado na Amadora, que esteve connosco num debate idêntico há dois anos e nos vai falar do que mudou na vida dele, dele e de tantos outros,nos últimos dois anos.

  38. 113

    Qual é o estado da nação?

    Na véspera do debate sobre o Estado da Nação o ?É ou não é?? mede o pulso ao país, e dá-se a coincidência de o fazermos precisamente no dia em que ficou a saber-se que é já na próxima sexta feira que o Orçamento do Estado começa a ser negociado entre o governo e os diversos partidos. O Presidente da República mostra-se feliz com o avanço da discussão e promete empenho para ajudar à aprovação do documento. O PS diz-se agora disponível para construir um bom Orçamento, enquanto André Ventura afirma que o documento não vai poder agradar ao Chega e aos socialistas ao mesmo tempo. Em pano de fundo, temos os primeiros cem dias de governo, analisados na sondagem da Universidade Católica para a RTP, que anota uma subida dos níveis de aprovação do governo e do primeiro-ministro Luís Montenegro, mas mantém o PS com uma pequena vantagem nas intenções de voto. Para olhar o país ao espelho são hoje meus convidados Marco António Costa, advogado e ex-governante nos executivos de Pedro Passos Coelho, Manuel Magalhães e Silva, advogado e antigo conselheiro do Presidente Jorge Sampaio, Luís Aguiar Conraria, economista e presidente da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho, a jornalista e comentadora da RTP Helena Garrido, e ainda os professores de ciência política Filipa Raimundo, do ISCTE, e Carlos Jalali, da Universidade de Aveiro.

  39. 112

    A Justiça deixou de ser cega?

    A Justiça e a Política em Portugal voltaram a cruzar-se, e como sempre com estragos. A operação Influencer, o processo da Madeira, detenções com aparato que acabam com a libertação de todos os arguidos, escutas telefónicas prolongadas e várias fugas de informação reacenderam as críticas contra a Procuradoria Geral da República. Lucília Gago, depois de um ultimo parágrafo que acabou com um governo de maioria, escolhe o silêncio quando quase todos exigem que fale, que alguém assuma responsabilidades quando há erros ou abusos. O caso mais recente aconteceu a semana passada, quando surgiu uma escuta a António Costa no mesmo dia em que o seu nome era avaliado para o Conselho Europeu. Se a justiça deve ser cega nem sempre parece, para surda diz-se que escuta demais e para muda diz muito em constantes fugas. É ou não é este um momento de perigo para a democracia? Há ou não um braço de ferro entre justiça e política? Temas para debate com Paula Teixeira da Cruz, antiga ministra da Justiça, Paulo Lona, presidente do sindicato dos magistrados do Ministério Público, o advogado Carlos Melo Alves, Eduardo Marçal Grilo, subscritor do Manifesto dos 50 e o jornalista José Vegar.

  40. 111

    O SNS aguenta o verão?

    Com o verão à porta voltamos a assistir aos problemas antigos do Serviço Nacional de Saúde. Há poucos meses no poder, o Governo avança com um plano para o verão e com um plano de emergência para o SNS.Mas, há muitas críticas e para já poucos resultados.Será que o Serviço Nacional de Saúde aguenta o verão? E depois disso, que futuro sustentável para o SNS? É o mote para o debate desta semana com Ana Povo - Secretária de Estado da Saúde; Luís Filipe Barreira, Bastonário da Ordem dos Enfermeiros; Xavier Barreto, da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares; João de Deus, Presidente da Assembleia de Representantes da Ordem dos Médicos; à distância em permanência Nuno Jacinto, Presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e ainda Luísa Ximenes, Enfermeira Chefe do Hospital Amadora Sintra.

  41. 110

    Após as europeias: maior ou menor estabilidade política?

    Dois dias depois das eleições europeias, vale a pena analisar o que mudou em Portugal e na Europa. Por cá, o PS ganhou por pouco, como por pouco tinha perdido as legislativas. Será que isso muda pouco ou mais do que se imagina na governação do país? Na Europa, a direita cresceu mas não na proporção que muitos antecipavam e vários temiam. Terramoto mesmo só em França, onde haverá eleições dentro de três semanas. Esta semana olhamos para o futuro imediato do país e da União Europeia com a ajuda dos convidados desta noite: os ex-ministros Pedro Marques, do PS, que se junta a nós, em direto de Bruxelas, e Miguel Poiares Maduro, do PSD, atual comentador RTP. Também a comentadora RTP Carmo Afonso e dois especialistas em jornalismo político: a Maria Flor Pedroso, da Antena 1 e o Rui Pedro Antunes, editor de política do Observador.

  42. 109

    Como será o novo Parlamento Europeu?

    Estamos a menos de um mês das eleições europeias. Os partidos já apresentaram programas e candidatos, os debates na televisão começaram, estas estão a ser consideradas as eleições mais importantes das últimas décadas. Desta vez, a tradicional divisão entre socialistas e populares pode estar em causa com a ascensão de partidos da chamada direita radical. E se assim for, quais serão as consequências para o próprio projeto europeu? Será que a Europa enfrenta uma ameaça existencial? O Presidente francês Emmanuel Macron disse recentemente que ?A nossa Europa pode morrer?. E no caso português, até que ponto o resultado de 10 de março vai tornar estas eleições uma espécie de segunda volta das legislativas? Temas que vamos debater com o diplomata João Vale de Almeida, foi embaixador da União Europeia nos Estados Unidos, na ONU e no Reino Unido, o primeiro depois do Brexit; Ana Santos Pinto ? Diretora executiva do Instituto Português de Relações Internacionais; Henrique Burnay ? consultor político em Bruxelas; Pedro Tadeu ? Jornalista e comentador político; Catarina Caria ? Gestora de Programas na Área da Paz e Desenvolvimento Sustentável; Francisco Cordeiro Araújo ? fundador do projeto Os 230 que procura seguir o trabalho dos deputados portugueses e ainda Gustavo Cardoso Investigador e Professor do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.

  43. 108

    É possível reparar erros do nosso passado?

    É o assunto que tem dominado as últimas semanas, desde o jantar do Presidente da republica com correspondentes estrangeiros em Portugal. A partir daí abriu-se uma ?Caixa de Pandora? para questões que pareciam estar encerradas e resolvidas nos livros de História. Mas, há feridas que não estarão ainda saradas. E mesmo para quem não viveu o passado colonial, começa agora a lidar com uma herança de memórias que desconhecia. Além disso, é uma discussão que já foi feita por vários países, antigos impérios coloniais. Mas será possível reparar erros do passado, sem reescrever a história? Com que custo? De que forma? Para refletir sobre todas estas questões são nossos convidados esta semana: a escritora Isabel Figueiredo, o historiador João Pedro Marques, a socióloga Cristina Roldão, o historiador João Paulo Oliveira e Costa, a investigadora Ana Cristina Pereira, também conhecida como Kitty Furtado, e à distância e em permanência teremos também a participação do historiador José Miguel Sardica e em direto de Cambridge o historiador Francisco Bethencourt

  44. 107

    Controvérsias de Abril

    O mínimo que se pode dizer é que tem sido agitado em termos políticos o final do mês de Abril. Agitado, se quisermos, num bom sentido, em relação ao que foram as celebrações do 25 de Abril no Parlamento e em particular nas ruas. Mas este final de mês também foi marcado por diversas controvérsias, algumas lançadas pelo próprio Presidente da República numa intervenção que deixou muito para contar e onde colocou na agenda uma questão que não tem sido muito debatida em Portugal: a eventual necessidade de reparação das antigas colónias em função dos tempos coloniais. Em termos da política doméstica, há também trocas de palavras mais uma vez entre o novo governo da AD e as oposições, concretamente hoje com uma resposta de Pedro Nuno Santos e também com o caso do dia da exoneração de Ana Jorge como provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. São tudo dados para conferir com um painel de convidados especial que reúne esta semana o contributo de Assunção Cristas, antiga líder do CDS e ex-ministra, também professora universitária; Ana Gomes, diplomata, antiga eurodeputada e candidata presidencial; André Coelho Lima, também ele advogado, ex-deputado do PSD e também ex-membro executivo da OSCE e ainda Nuno Severiano Teixeira, igualmente professor universitário e também antigo ministro por duas oportunidades da Administração Interna e da Defesa.

  45. 106

    50 anos de 25 de abril: Os Caminhos da Liberdade

    A democracia está longe de ser perfeita, mas está viva. O caminho que está para trás é História e imutável e no presente a que chegamos percebemos que é uma obra inacabada e uma construção permanente. Mas também percebemos hoje que os valores de abril não estão a salvo de ameaças e enfrentam novos desafios. Cinquenta anos depois, abrimos o olhar sobre o país por inteiro. Cruzamos a memória viva do passado com as promessas do presente. Para pensar a sério no país democrático que desejamos para o futuro, para que este não seja o crepúsculo da democracia, e para que amanhã seja um novo dia inteiro e limpo. Cinquenta anos depois é tempo de medir as muitas conquistas, mas também as muitas ambições por alcançar. Como está a saúde da democracia portuguesa? É a proposta para o debate com um painel especialíssimo que conta com os contributos da presidente da Fundação Champalimaud Leonor Beleza, do compositor e intérprete Fernando Tordo, da atriz Rita Blanco, do diretor da Nova School of Business and Economics Pedro Oliveira, do historiador David Castaño, da sexóloga Tânia Graça, do treinador de futebol Blessing Lumueno e ainda do jornalista Cesário Borga.

  46. 105

    Vai haver choque fiscal?

    São os primeiros dias do novo governo já marcados por algumas controvérsias, a maior é relativa aos cortes no IRS, que Luís Montenegro anunciou mas que resultavam, em grande parte, do que já tinha sido decidido pelo governo do PS. Os socialistas falaram até de fraude por parte do Primeiro-ministro, toda a oposição criticou, mas o governo insiste em que Montenegro, em nenhum momento, faltou à verdade. O caso está em debate esta noite, no ?É ou não é?, com um frente a frente dos líderes parlamentares do PSD, Hugo Soares, e do PS, Alexandra Leitão. Mas nem só de impostos se irá falar, que hoje mesmo há o caso de uma adjunta do Ministério das Finanças que já não vai desempenhar funções e de ontem vem mais uma agitação provocada por Pedro Passos Coelho, sobretudo pelas frases relativas a Luís Montenegro e Paulo Portas. As contas e as políticas serão analisadas pelos comentadores Manuel Carvalho e Susana Peralta e pelos também professores de economia Alexandre Mergulhão e Filipe Grilo.

  47. 104

    As Prioridades do Novo Governo

    Estamos de volta aos debates de terça-feira na televisão pública portuguesa, uma semana depois da posse do novo executivo, de Luís Montenegro, e a dois dias de ser apresentado o programa de governo na Assembleia da República. A pergunta de partida é se é ou não é possível a estabilidade política no país? As respostas são dos nossos convidados desta semana: o social democrata José Matos Correia, o socialista António Correia de Campos, o historiador Jaime Nogueira Pinto, o economista José Reis, em direto dos estúdios da RTP em Coimbra e as jornalistas Leonete Botelho, editora de política do Público, e Maria Flor Pedroso, da Antena 1. Vamos partir da recente troca de cartas entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro, do que isso pode significar, ou não, quanto a um entendimentos futuros, num contexto em que surgem apelos a um esforço de consenso, desde logo por parte do novo Presidente da Assembleia da República.

  48. 103

    Como é ser mulher no século XXI?

    Nos 50 anos da democracia, há uma parte importante do sonho de liberdade por cumprir. A democracia só será plena quando houver paridade de género, porque hoje as mulheres ainda não existem em pleno na nossa sociedade. Estão sub representadas no espaço público, e por isso mesmo também nas políticas públicas. Estudam mais, acumulam trabalho com a maternidade mas ganham menos. Também não admira que os níveis de burnout sejam superiores nas mulheres. Estas desigualdades não são novidade, mas a inércia e a persistência destes desequilíbrios impõem o debate. Feitas as contas, afinal o dia da mulher é ou não é quando o homem quer? As respostas desta semana em estúdio são da jornalista Maria Antónia Palla, da advogada Leonor Caldeira, da artista Ana Matos Fernandes ou Capicua, da socióloga Sheila Khan, da ex secretária geral da CGTP Isabel Camarinha, e connosco também mas à distância vão estar Mónica Ferro, directora do escritório de Londres do Fundo das Nações Unidas para a população, e agora um homem que está a meio de uma noite em que se comemora o dia do pai, o psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz. Este é ou não é um tempo em que se decide o retrocesso ou finalmente o sonho.

  49. 102

    Quem vai ganhar as eleições?

    Este é o ?É ou não é?? de 5 de março de 2024. Significa que estamos rigorosamente a cinco dias das eleições que vão determinar o Parlamento e o futuro governo do país e estamos a três dias apenas do final da campanha eleitoral. Os partidos estão, assim, a jogar todos os argumentos com uma expectativa grande e, aparentemente, um interesse também grande em relação a estas eleições. Mas permanecem as dúvidas sobre o que vai acontecer à abstenção, mas também uma outra certeza: a de que temos ainda uma percentagem de indecisos bastante elevada. Algumas sondagens colocam-na ainda muito perto da fasquia dos 20%. São estes os dados de partida a que vamos juntar vários outros muito concretos, com a ajuda dos repórteres RTP que acompanham esta campanha. Já em estúdio, esta noite debatemos com o contributo de Carmo Afonso, advogada e comentadora, Luís Aguiar-Conraria, presidente da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, João Marecos, advogado e investigador, Adriana Cardoso, farmacêutica, analista da actualidade política, Ricardo Jorge Pinto, jornalista da Lusa e comentador RTP, e ainda à distância, mas em permanência, contamos com o contributo da jornalista, Ana Sá Lopes, jornalista do Público.

  50. 101

Type above to search every episode's transcript for a word or phrase. Matches are scoped to this podcast.

Searching…

We're indexing this podcast's transcripts for the first time — this can take a minute or two. We'll show results as soon as they're ready.

No matches for "" in this podcast's transcripts.

Showing of matches

No topics indexed yet for this podcast.

Loading reviews...

ABOUT THIS SHOW

Em É Ou Não É? - O Grande Debate é um espaço de debate onde se pretende promover a discussão e dissipar dúvidas, mas acima de tudo acrescentar conhecimento sobre os principais assuntos da atualidade, desde a Saúde, à Educação, à Justiça, mas também dos desafios com que o futuro nos interpela diariamente, designadamente ao nível tecnológico e ambiental. Carlos Daniel é o moderador deste espaço de debate que contará com a presença de personalidades da vida pública e especialistas para uma reflexão tão interessante quanto profunda sobre os tempos de mudança onde a investigação, a inovação e os problemas do mundo global são fatores decisivos e presentes nas nossas vidas.

HOSTED BY

RTP1 - RTP

CATEGORIES

Frequently Asked Questions

How many episodes does É Ou Não É? - O Grande Debate - Podcast have?

É Ou Não É? - O Grande Debate - Podcast currently has 50 episodes available on PodParley. New episodes are automatically indexed when they're published to the podcast feed.

What is É Ou Não É? - O Grande Debate - Podcast about?

Em É Ou Não É? - O Grande Debate é um espaço de debate onde se pretende promover a discussão e dissipar dúvidas, mas acima de tudo acrescentar conhecimento sobre os principais assuntos da atualidade, desde a Saúde, à Educação, à Justiça, mas também dos desafios com que o futuro nos interpela...

How often does É Ou Não É? - O Grande Debate - Podcast release new episodes?

É Ou Não É? - O Grande Debate - Podcast has 50 episodes. Check the episode list to see recent publication dates and frequency.

Where can I listen to É Ou Não É? - O Grande Debate - Podcast?

You can listen to É Ou Não É? - O Grande Debate - Podcast on PodParley by clicking any episode. We provide an embedded audio player for direct listening, and you can also subscribe via your preferred podcast app using the RSS feed.

Who hosts É Ou Não É? - O Grande Debate - Podcast?

É Ou Não É? - O Grande Debate - Podcast is created and hosted by RTP1 - RTP.
URL copied to clipboard!