PODCAST · music
Engenharia Rádio
by Engenharia Rádio
Rádio Universitária do Porto. A Engenharia Rádio (ER) é a única Rádio Universitária no Porto, que dá a conhecer aos + de 80.000 alunos da Academia do Porto as novidades do mundo da música.
-
300
Junior Minds #9 – A Ilusão de um Percurso Linear, com Luís Cagigal
No nono episódio do “Junior Minds”, damos destaque ao percurso do Luís Cagigal, marcado por uma forte componente de estratégia, consultoria e liderança. O seu trajeto começou na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, onde frequentou o Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, tendo ainda realizado um período de Mobilidade na Universidade Federal de Santa Catarina. Durante este período, destacou-se profundamente na JuniFEUP, onde passou por Consultoria de Marketing e Vendas, assumiu o papel de CEO e atuou posteriormente como Chairman do Conselho Fiscal. O seu primeiro contacto com o mundo empresarial foi na KPMG, onde começou como Embaixador e Estagiário, integrando mais tarde a empresa a tempo inteiro. Nesta, evoluiu de Advisor até Senior Advisor em Management Consulting, focando-se em planeamento estratégico, transformação digital e otimização de operações para clientes de múltiplos setores a nível global. Atualmente, é Strategy Associate Manager na Mastercard, atuando na área de Strategy & Transformation (Mastercard Advisors), onde continua a consolidar um percurso de excelência na consultoria estratégica. Neste episódio, falamos sobre a evolução no exigente mundo da consultoria internacional, os desafios da otimização de negócios globais e o impacto transformador da liderança na JuniFEUP na construção de uma carreira de sucesso. Junta-te a nós para descobrires como o percurso na JuniFEUP, aliado a desafios internacionais, pode ser o ponto de partida para um futuro cheio de conquistas e impacto! Locutores do episódio: Gil Oliveira, Mafalda Moutinho O conteúdo Junior Minds #9 – A Ilusão de um Percurso Linear, com Luís Cagigal aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
299
“Poesia em Debate + Open Mic” – entrevista com Luís Carlos Vicente Ramos
O Ciclo: “Poesia em Debate + Open Mic” é uma Fnac Talks onde a poesia está no centro da discussão. A organização e moderação das sessões está a cargo de Luís Carlos Vicente Ramos, autor do programa Um Poema de Tunesconni. Esta iniciativa integra o seu projeto digital de divulgação cultural O Cravo de Tunes. Como nos explica na entrevista, a ideia é simples: dois oradores são convidados a debater a relação entre a sua área de conhecimento e a poesia. Nesse sentido, o objetivo é ampliar as conexões entre o discurso poético, os maiores desafios do mundo contemporâneo e as grandes questões da humanidade. Posto isto, pretende mostrar como a poesia pode estar em todo o lugar, ainda mais onde menos se espera. Para além disso, no final de cada debate, o microfone é aberto à plateia. Assim, aqueles que assistem têm também a oportunidade de partilhar as suas reflexões e os seus poemas. As sessões realizam-se mensalmente na FNAC do GaiaShopping. A primeira, sobre poesia e feminismo, decorreu em novembro e contou com as oradoras Inês Falafogo e Paula Groff. A segunda, sobre poesia e espiritualidade, teve lugar em dezembro e contou com as oradoras Ana Cláudia Santos e Bia Jesus. As próximas sessões marcadas são as seguintes: 17 JAN | 17H00 Poesia e sociologia Cátia Cardoso X Leonardo Camargo Ferreira 1 FEV | 17H00 Poesia e biologia Guilherme Carvalhal X Olívia Clara Pena 1 MAR | 17H00 Poesia e humor Leonor Ribeiro X Bernardo Machado Blogue do projeto: CICLO “POESIA EM DEBATE + OPEN MIC” Queres conhecer melhor o que é o Ciclo: “Poesia em Debate + Open Mic”? Descobre em mais uma entrevista na tua Engenharia Rádio! Clara & Francisca O conteúdo “Poesia em Debate + Open Mic” – entrevista com Luís Carlos Vicente Ramos aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
298
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #62 – Miguel Damião
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 62ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais da alumnus Miguel Damião. Nome Miguel Damião Curso Licenciatura em Engenharia Mecânica A frequentar o 2ª ano de Mestrado de Engenharia Mecânica “A música acompanha-me diariamente durante várias horas, sempre que trabalho tenho os meus fones comigo e provavelmente estarei a ouvir o artista de alguma das músicas abaixo. Mas não só uma viagem mais longa, um evento ou uma fase provavelmente terá uma playlist dedicada. A constituição de uma playlist feita por mim é de cariz profundamente liberal e creio que se reflete na seleção abaixo. As músicas [1-3] são músicas que me acompanharam durante os primeiros tempos de faculdade, enquanto estudava para as Unidades Curriculares mais desafiantes da L.EM. As [4,5] representam dois lados da experiência na Formula Student FEUP: a [4] foi utilizada no Rollout do FS FEUP 02 no vídeo que retratava todo o trabalho necessário para a construção do veículo e a [5], num tom bem mais ligeiro, as aventuras das viagens de carrinha para as competições. Associo as músicas [6-14] aos meus amigos e família, são o tipo de música que eu conseguiria ouvir ciclicamente durante muito tempo… Por fim, uma música country [15] que contextualiza o que significava, em 1952, ter uma Vincent (moto inglesa) e que permite compreender o mito associado à marca.” Playlist “vibrante” de Miguel Damião Count Me Out – Kendrick Lamar Love Yourz – J. Cole No Church In The Wild – JAY-Z, Kanye West, Frank Ocean Can You Hear The Music – Ludwig Göransson Ca Plane Pour Moi – Plastic Bertrand End of Beginning – Djo You’re So Vain – Carly Simon Walking On A Dream – Empire Of The Sun Friday I’m In Love – The Cure Oysters In My Pocket – Royel Otis Boa Memória – Capitão Fausto Oro Sobre Azul – Genus 4585 Relíquia – Rosalía Experience – Ludovico Einaudi, Daniel Hope, I Virtuosi Italiani 1952 Vincent Black Lightning – Richard Thompson O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #62 – Miguel Damião aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
297
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #61 – Daniela Panta
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 61ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais da alumna Daniela Panta. Nome Daniela Panta Curso Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Consultora Imobiliária @ SÊ FELIZ TODOS OS DIAS “Pop com Alma” “Com o que cada canção representa emocionalmente, como se fosse um pedaço do meu filme pessoal. “Torn” – Natalie Imbruglia Traz-me de volta aos tempos da faculdade, quando tudo era novo e eu ainda procurava o meu lugar. É um hino à vulnerabilidade e à coragem de ser autêntica — um lembrete de que crescer também é despir ilusões e aprender a ser verdadeira. “I’m Like a Bird” – Nelly Furtado Evoca a descoberta da liberdade — aquele momento em que percebes que podes voar sozinha, sem perder a doçura. É leve, feminina e genuína, como quem aprende a ser dona do próprio destino. “Can’t Get You Out of My Head” – Kylie Minogue É o som das noites de dança e gargalhadas com amigas. Vibra energia, brilho e alegria — pura celebração da vida, irresistível e contagiante. “Complicated” – Avril Lavigne Fala da frustração com o que é falso. Uma canção que espelha a vontade de viver com verdade, sem máscaras. Pop com alma, atitude e autenticidade. “Yellow” – Coldplay A canção dos momentos de silêncio, quando o coração pensa em alguém especial. É um amor terno e melancólico, mas cheio de luz — aquele que dói e ilumina ao mesmo tempo. “Wannabe” – Spice Girls O símbolo da juventude despreocupada. Uma explosão de amizade, riso e energia — a lembrança de quando tudo parecia possível e a vida era pura diversão. “Wonderwall” – Oasis Retrata os amores que nos tiram o chão. A intensidade de quem vive tudo até ao limite, com o coração inteiro, mesmo sem garantias. “Beautiful” – Christina Aguilera A música que me acompanhava a estudar — uma melodia de força e autoconfiança. Lembra-me que, apesar das dúvidas, somos sempre suficientes. “O corpo é que paga” – António Variações Um hino intemporal à liberdade de ser quem se é. Irreverente, verdadeiro e profundamente humano — como só Variações sabia ser. “Experience” – Ludovico Einaudi Encerramento perfeito. Uma melodia que abraça — profunda, mágica e cheia de esperança. Fala de recomeços e da serenidade de confiar no que ainda está por vir. A música sempre foi a banda sonora da minha vida — esteve presente nos meus amores, nas minhas amizades, nas viagens, nas danças espontâneas no quarto e até nas lágrimas mais silenciosas. Durante os meus tempos de faculdade, cada canção era uma forma de me reconhecer: entre o riso fácil e o coração grande, entre o desejo de liberdade e a vontade de sentir tudo intensamente. A pop daqueles anos ensinou-me que podemos ser românticas e fortes, sonhadoras e independentes, leves e profundas. Cada refrão era uma pequena revolução — uma maneira de me afirmar sem precisar de palavras. Hoje, ao ouvir estas músicas, não sinto apenas nostalgia. Sinto gratidão. Elas lembram-me de quem eu era — e de como, no fundo, continuo a ser: alguém que ama a vida com verdade, ritmo e emoção. Playlist “Torn” – Natalie Imbruglia “I’m Like a Bird” – Nelly Furtado “Can’t Get You Out of My Head” – Kylie Minogue “Complicated” – Avril Lavigne “Yellow” – Coldplay “Wannabe” – Spice Girls “Wonderwall” – Oasis “Beautiful” – Christina Aguilera “O corpo é que paga” – António Variações “Experience” – Ludovico Einaudi O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #61 – Daniela Panta aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
296
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #60 – Joana Leitão Teixeira
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 60ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais da alumna Joana Leitão Teixeira. Nome Joana Leitão Teixeira Curso Licenciatura em Engenharia Civil Consultora de Acústica de Edifícios – Freelancer Playlist de “clássicos” “Se tivesse de escolher uma playlist que acompanhasse a minha biografia, nomeadamente os tempos da faculdade, estas seriam as músicas: Xutos & Pontapés – Contentores: é a música que mais associo à FEUP. Na verdade, associo Xutos em geral aos anos da FEUP, mas esta em particular ficou marcada. Alphaville – Forever Young: foi a música do meu Erasmus. Ainda hoje em dia, eu e uma grande amigo que partilhou esta experiência comigo, volta e meia em dias piores partilhamos versos desta música. Metallica – One: uma das minhas músicas favoritas de sempre. Coldplay – Viva La Vida: lembra-me momentos de viagens e de estar com amigos, uma música que me transmite energia positiva e partilha. Nirvana – Smells Like Teen Spirit: um toque de irreverência. Pearl Jam – Given to Fly: uma música sobre superação e liberdade que gosto de ouvir quando preciso de uma força extra.” Playlist: Contentores – Xutos & Pontapés Forever Young – Alphaville One – Metallica Viva La Vida – Coldplay Smells Like Teen Spirit – Nirvana Given to Fly – Pearl Jam O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #60 – Joana Leitão Teixeira aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
295
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #59 – Ana Alves Ribeiro
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 59ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais da alumna Ana Alves Ribeiro. Nome Ana Alves Ribeiro Curso Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente Mestrado Integrado em Engenharia Industrial e Gestão Production & Technical Manager@ FATER – Angelini Industries JV Procter & Gamble Playlist “intemporal” “Partilho convosco algumas das músicas de que mais gosto. São daquelas que posso ouvir em qualquer altura, independentemente do momento — e que me fazem sentir bem. Não costumo associar músicas a fases da vida, mas estas têm, um lugar especial. Bom mês de Setembro :)” Playlist: September – Earth, Wind & Fire Corner of the Earth – Jamiroquai Colors – Black Pumas Yamore – Selif Kieta Como Seria – Dino d’Santiago Un ragazzo una ragazza – The Kolors Kua Buaru ft. Soraia Ramos, Pérola & Manecas Costa – Calema Dog Days Are Over- Florence + The Machine (We Stay) Up All Night ft. Blaya & Roses Gabor – Buraka Som Sistema Electrical Storm – U2 Primavera – The Gift Shape of My Heart – Sting Linger – Cranberries O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #59 – Ana Alves Ribeiro aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
294
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #58 – Miguel Lunet
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 58ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais do alumnus Miguel Lunet. Nome Miguel Lunet Curso Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial Investigador @ INESC TEC Playlist “saudosa e romântica” “Ouço e escrevo canções em português, pelo que a playlist que vos deixo é quase toda nacional! Todas têm letras que me dizem muito, ao ponto de não conseguir estudar/trabalhar enquanto as ouço. As primeiras duas canções marcaram o meu período de Erasmus nos Países Baixos, onde tinha saudades de casa todos os dias. A terceira e quarta música são, para mim, bonitas canções de amor. Todas as playlists precisam de canções de amor! Deixo também uma canção d’Os Azeitonas, Miguel Araújo e Os Quatro e Meia, por serem os meus artistas mais ouvidos. As últimas duas fazem parte do álbum que lancei no último ano do mestrado e, convido-vos a ouvi-las J!” Playlist: Postal dos correios – Rio Grande Vienna – Billy Joel Sozinho – Caetano Veloso Sorte a minha – Ganso Pó de estrela – Os Azeitonas Capitão Fantástico – Miguel Araújo Na Escola – Os Quatro e Meia Tanto p’ra dar – Miguel Lunet Rosa – Miguel Lunet O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #58 – Miguel Lunet aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
293
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #57 – José Luís Monteiro
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 57ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais do alumnus José Luís Monteiro. Nome José Luís Monteiro Curso Mestrado em Engenharia Eletrotécnica Engenheiro de Automação e Tecnologia @Jayme da Costa “No que toca à playlist… Vou tentar fazer algo que tenha acompanhado diversas fases da minha faculdade. Porém, sendo eu alguém do hip-hop, vou fazer uma playlist de hip-hop português que fui ouvindo ao longo dos anos: Também faz parte – Mundo Segundo e Sam The Kid (dava-me muita motivação; lembro-me de ouvir antes de ser aluno na FEUP, durante esse verão) Raiz – Valas (lembro-me de ouvir na primeira época de exames, de madrugada) SAFE – Mizzy Miles (ao ir para o 2.º ano saiu esta malha; inspirou-me bastante, ainda eu no início do meu percurso a fazer música) ORIGAMI – ProfJam (saiu no COVID, ouvi muito na viagem à Croácia com os meus pais no verão de 2020) Azáleas – jlm (primeiro, alguma autopromoção – esta foi a primeira música que cantei ao vivo, no meu primeiro concerto de sempre, que foi dado… na AEFEUP) Kenshin – João Maia Ferreira (faz parte do álbum que mais ouvi em 2022; lembro-me de comentar muito o projeto com um amigo meu de Eletro) ébano – xtinto (fiquei chocado com o nível lírico desta música, algo fora do normal; foi a mais ouvida no meu Spotify em 2020) A Sós – Johnny Virtus (esta música, e a discografia do Virtus em geral, mexe muito comigo – especialmente no inverno, épocas de exames, 9 da manhã, chuva e frio…) Fica Esta Noite – G.P.S. (de um amigo meu também estudante de engenharia; “sócio” na organização de um dos grandes eventos que fiz na AEFEUP – o eterno “FEUPSounds”) CARROSSEL – LON3R JOHNY (nem é das mais ouvidas dele, mas havia melodias no refrão que me fascinavam; dava-me bastante energia) FEELING – T-Rex (mesma coisa – dava-me bastante energia, gosto muito desta também) Mundo Novo – nastyfactor (ouvia muito na faculdade ali em 2022; uma energia melancólica – lembro-me de estar à espera do autocarro a ouvir) UH LA LA – LON3R JOHNY / Plutónio (saiu em 2023; estava sempre ansiosamente à espera que desse no Feupcaffe para curtir um pouco de hip-hop em vez de funk, kizomba e reggaeton… que a certa altura passei a gostar, mas isso não interessa) CABARET – ProfJam (mesma ideia da UH LA LA) Eclipse – Lunn, xtinto (tem um poema muito bonito; gostava de a ouvir já a conduzir – já tinha tirado a carta – a ir para casa) International Bizz – Van Zee (fez-me muito sentido no Erasmus; a música é muito sentida, ouvi muito lá) CorDaPele – Slow J (música que gosto muito, tem uma energia que me impulsiona sempre – queria mesmo pôr Slow J nesta playlist!) RUNAWAY! – jlm (por fim, outra minha; escrevi esta música antes de ir para ERASMUS e fala sobre eu ir viver para fora e tudo o que achava que poderia acontecer) Depois de fazer esta playlist, apercebi-me que as músicas que escolhi eram todas ouvidas em autocarros, metros, no carro… viagens em geral; ou a estudar na época de exames. No resto do tempo, lembro-me de não ouvir muita música propositadamente – visto que não estudava muito durante o semestre, e as músicas que ouvia nas discotecas e no Feupcaffe não era eu que escolhia.” Playlist de hip-hop português Também faz parte – Mundo Segundo e Sam The Kid Raiz – Valas SAFE – Mizzy Miles ORIGAMI – ProfJam Azáleas – jlm Kenshin – João Maia Ferreira A Sós – Johnny Virtus Fica Esta Noite – G.P.S. CARROSSEL – LON3R JOHNY FEELING – T-Rex Mundo Novo – nastyfactor UH LA LA – LON3R JOHNY / Plutónio CABARET – ProfJam Eclipse – Lunn, xtinto International Bizz – Van Zee CorDaPele – Slow J RUNAWAY! – jlm O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #57 – José Luís Monteiro aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
292
Só não WIU quem não quis: T-REX partiu a casa toda – assim foi o quinto dia de queima no Porto
A quinta noite da Queima das Fitas do Porto 2025 teve início no palco Eristoff com as atuações de Eduardo Marques, David Silva e Mariana Rosária. Temas como “Vidigal”, “Mantém” e “Rainha do Finesse” trouxeram o melhor da música brasileira ao palco principal da Queima. O público grito em uníssono e repetidamente: “WIU eu te amo”. O cantor natural de Fortaleza, no estado do Ceará, chegou, WIU e venceu. Seguiram-se temas como “Freestyle de luxo”, “Tenho que me decidir”, “Horas iguais” e “Angelina”. Em conjunto com Mizzy Miles e Ivandro cantou o tema “Tóxico”. “Vocês gostam de falar de amor? Tem alguém apaixonado aí?” – perguntou WIU, mote para cantar “Balanço de Rede”. “Felina” foi a música que se seguiu. Puxou pelo público: “Faz barulho Porto! Faz barulho Porto!”. “Vocês estão com frio?” perguntou WIU – e entregou-se de corpo e alma à multidão! Houve ainda tempo para as músicas “Luísa Sonza”, “Chick” e “Problemas de um milionário”: “Mais barulho o pessoal que vai ficar milionário esse ano!”. A atuação terminou com os temas “Coração de gelo” e “Vampiro”. A atuação de T-Rex começou com um estrondoso: “Queima das fitas! Eu quero ouvir barulhooo!”. O músico cantou vários temas do seu reportório: “UUUUHH”, “Não é possível”, “Memória”, “O que for preciso”, “Para mim”, “Distância”, “Volta”, “GUUD”, “Macarena”, “Pé novo”, “Dias”, “Ta tudo bem”, “Tempo”, “Anti-antes” e “Tinoni”. Artigo, Áudio e Fotos por Vasco Tunesconii O conteúdo Só não WIU quem não quis: T-REX partiu a casa toda – assim foi o quinto dia de queima no Porto aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
291
“Eu levo no pacote dentro da garagem da vizinha”: assim foi o quarto dia de queima no Porto
A quarta noite da Queima das Fitas do Porto 2025 teve início no palco Eristoff com a atuação de Extrazen, nome artístico de Luis Francisco Torres Andrade, músico tirsense de apenas 19 anos. Já no palco principal a música foi outra. O público gritou por Rosinha e a cantora respondeu com “Adoro… é pequenino mas é trabalhador”. Depois mudou de posição, pois, como afirmou, “É de gatas que eu gosto”. Houve ainda tempo para responder às provocações do público. Cantou a capella “Eu tenho uma cana boa”. Também ficámos a saber que “Ele gosta do que tenho no meio das pernas”. “Agora que já sabem o que tenho no meio das pernas podem cantar comigo” – disse Rosinha. “Com sola à frente Com sola atrás” foi o tema que se seguiu. Ao tema “Na minha panela não entra” seguiu-se a pergunta: “E quem é que vai descascar a banana comigo?”, lançando o mote para a música “Eu descasco-lhe a banana”. Com “Eu chupo” a cantora puxou pelo público: “Foi bom mas agora vamos chupar com a boca toda!”. De seguida, com “Eu levo no pacote”, propôs a solução para a poluição: “Vamos todos levar no pacote. Biodegradável!”. “Vocês são deliciosos! – exclamou”. “E agora depois de vocês levarem no pacote com esta dignidade, com esta potência, eu pergunto se ainda querem ma’mala’? – abrindo assim pretexto para cantar “Deixou-me a mala no comboio”. Invocou ainda o tema da música popular portuguesa “Ó Laurindinha”. “Meus queridos depois disto eu preciso de confessar: preciso de lavar a ameijoa” e cantou “Eu lavo a amêijoa” e, de seguida, “Eu faço de coentrada”. Já a chegar ao fim, exclamou: “Não quero ir embora sem que vocês se divirtam muito com aquilo que tenho no meio das pernas!”. Apresentou as bailarinas Mónica e Filipa, Ricardo no Baixo, Diogo na Bateria, Júlio nas Teclas e Yuri na Guitarra. E despediu-se com uma mensagem para todos os estudantes. Quim Barreiros entrou em palco acompanhado de dois convidados muito especiais. Manuel, o homem que o trouxe pela primeira vez ao Porto; e o neto Diogo: “Esperei 18 anos para que o meu neto fizesse parte da vossa academia”. Em tom de brincadeira, afiançou: “Vou começar com música nova”. E disse-nos qual é “O melhor dia para casar”. Depois entrámos num ambiente mais profundo com “Os buracos”. Foi onde todos quiseram “Comer, Comer”. Puxou pelo entusiasmo do público: “E salta Porto! E salta Porto! Olé! Olé!”. Já noite dentro tivemos todos uma grande “Insónia”. “Agora é p’á Teresa! Onde é que está a Teresa?” – foi o mote para cantar “Chupa Teresa”. Tememos “O pito mau”. Aprendemos a cozinhar com o “Mestre da Culinária”. Após felicitar os finalistas, atirou: “Agora mais uma cantiguinha que vocês gostam. Porque toda a gente gosta de animais. Então vamos lembrar os animais da quinta”. E brincámos com “Os bichos da fazenda”. Ao “O sarapanta” chamou de “a cantiga mais verdadeira delas todas”. E pediu ao público que ensaiasse o refrão com ele. Depois veio de lá cantiga de baile de aldeia: “10 minutos a dançar à moda antiga!”, seguida da pergunta: “E agora quem é que sabe dançar um vira?”. Houve ainda tempo para desejar um feliz aniversário ao Guitarrista Paulo. E para um convite: “Vamos todos dar uma voltinha no comboio dos caloiros” para “Dar ao apito”. “Agora vamos cantar em inglês”. Colocou os óculos de sol, tirou o chapéu e soltou o “Rock da Miquelina”. “Vou pedir ao Francisco que mande soltar as cabritinhas”. Cantou assim “A cabritinha”. “Rapazes, quero que olhem para o lado e cantem a canção mais romântica que eu gravei”: e deu-lhes a receita de um belo “Bacalhau à Portuguesa”. “O porto é nosso O porto é nosso E há de ser Até morrer” Sobre a sua participação na Queima das Fitas, confessou: “Já o faço há 37 anos”. “Para termina a atuação porque ordens são ordens vamos então à garagem”. E todos puseram e tiraram a voz n’ “A garagem da vizinha”. O concerto terminou em apoteose com um retumbante aplauso do público. Artigo, Áudio e Fotos por Vasco Tunesconii O conteúdo “Eu levo no pacote dentro da garagem da vizinha”: assim foi o quarto dia de queima no Porto aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
290
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #56 – José Calejo
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 56ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais da alumnus José Calejo. Nome José Calejo Curso Mestrado Integrado em Engenharia Civil Head of Discipline, Geotechnical Engineer @ COWI “Esta playlist contem algumas das músicas que foram a minha música de fundo, na grande viagem de bicicleta que fiz desde a Albânia até à Dinamarca – foram 10 semanas de pedalar, com vistas fantásticas, culturas deliciosas e literalmente muitos altos e baixos! Uma playlist muito Moody com um pequeno toque mais energético (que ajudou nas subidas e descidas!), mas espero que inspire e vos leve a voar numa relaxante viagem.” Playlist ciclável de José Calejo Young and Able – Current Swell Follow the Sun – Xavier Rudd Pink Moon – Nick Drake Lost in My Mind – The Head and The Heart I Wanna Ride on Your Alien Ship – Eli Marchini Society – Eddie Vedder Cold Little Heart – Michael Kiwanuka Jamming – Bob Marley Times Like These – Foo Fighters Like a stone – Audioslave O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #56 – José Calejo aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
289
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #55 – António Silva
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 55ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais da alumnus António Silva. Nome António Silva Curso Mestrado Integrado em Engenharia Metalúrgica e de Materiais Technischer Projektmanager @ Hilti Group Playlist de lembranças musicais de António Silva A música tem um papel fundamental na minha vida – ajuda-me a recordar momentos, criar estados de espírito e até dar um ar mais cinematográfico a certas situações. Os tempos de faculdade foram vividos num clima de alegria e companheirismo, especialmente com os meus amigos “metaleiros”. E se há algo que traduz esse espírito na perfeição, são as músicas da Tuna de Engenharia da Universidade do Porto (1). Outra memória inesquecível foi o meu primeiro Arraial de Engenharia como caloiro, onde os Pendulum estiveram (2). Naquele momento, percebi que finalmente me estava a sentir em casa na faculdade. As atividades da Associação de Estudantes e da Praxe foram essenciais para a minha socialização e para fazer amigos – porque, no fim de contas, o melhor que levamos da faculdade (além de um diploma e algumas noitadas mal dormidas) são os amigos e relações pessoais que fazemos ao longo do percurso. Outro estado de espírito que adoro é o de estar em viagem. Conhecer novas culturas, ver o mundo com outros olhos, experimentar sabores diferentes e descobrir novas formas de viver a vida é algo que me fascina. Não há culturas melhores ou piores – apenas diferentes formas de estar e de aproveitar o tempo que temos. Tenho playlists no meu Spotify organizadas por países, porque cada viagem tem a sua própria banda sonora. Uma das experiências mais marcantes foi uma viagem de dois meses e meio à Austrália com a minha mulher (3). Também me impressionou o choque cultural que senti em Omã (4), um país com paisagens deslumbrantes e uma cultura tão diferente da nossa, que me fez perceber como a forma de viver pode variar tanto de lugar para lugar. Essa sensação repetiu-se quando passei um mês a explorar o Brasil (5) – um país vibrante, cheio de contrastes e energia, onde cada cidade parecia ter uma identidade própria. Espanha, especialmente Barcelona (6), é outro destino frequente, para onde costumo viajar de carro sempre que posso, saindo de Munique. Depois de algum tempo na Alemanha, há músicas que se tornaram presença constante no meu dia a dia (7) – algumas porque gosto, outras porque se instalam na cabeça e já não saem. Mas há um estado de espírito que nunca desaparece quando se vive fora: a saudade. E para isso, nada melhor do que uma música do Rui Veloso (8), que descreve esse sentimento na perfeição. Playlist Da Ribeira às Fontaínhas – TEUP Witchcraft – Pendulum How to Fly – Sticky Fingers Inferno – Stan Kolev Deixa a vida me levar – Zeca Pagodinho Tiempo – Ozuna Traum – CRO Porto Sentido – Rui Veloso O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #55 – António Silva aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
288
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #54 – Ricardo Torres
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 54ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais da alumnus Ricardo Torres. Nome Ricardo Torres Curso Mestrado Integrado em Engenharia Informática e Computação Delivery Lead @ Schroders Um Turbilhão Eclético: Uma Viagem Musical sem Fronteiras “Seja para relaxar enquanto cozinho, passar um bom serão no SingStar com os amigos, completar uma maratona ou mesmo focar-me na resolução de um problema de trabalho, há sempre um estilo musical que me enche a alma. Desde cedo, a música esteve presente na minha educação. Fiz alguns anos de conservatório no CCM das Caldinhas, onde aprendi piano, mas o gosto eclético vem também das manhãs de sábado, durante as limpezas, em que os meus pais colocavam os discos de vinil a tocar. Era um pouco de tudo: desde Bach até Roberto Carlos, passando por Modern Talking e Vangelis (que me deixaram o “bichinho” pela música eletrónica, que permanece até aos dias de hoje), sem esquecer as mix k7 tapes dos anos 80. Na adolescência, troquei o conservatório pelo atletismo como atividade extracurricular principal, mas as playlists nunca deixaram de estar presentes. Recordo, com saudade, ouvir Linkin Park na câmara de chamada para entrar “na zona” antes de uma grande competição. Já na FEUP, o gosto pela música eletrónica foi-se solidificando, ajudando-me a manter o foco durante as diretas a programar e de estudo para os exames, ao som de trance e techno. Foi também nessa altura que passei a apreciar mais cinema e OSTs de filmes como Inception e Drive. Nos dias de hoje, vivendo fora de Portugal há alguns anos (apesar de nunca estar mais do que algumas semanas sem regressar), a nossa música é uma forma de matar saudades do nosso “cantinho à beira mar plantado” e ir buscar alento nos dias mais difíceis e de maiores saudades. Espero que gostem deste meu mundo musical, onde tudo se mistura e nada é previsível.” Playlist London Grammar – If You Wait Linkin Park – With You Laura Branigan – Self Control Vangelis – Chariots Of Fire Pedro Abrunhosa – Para os Braços da Minha Mãe Above & Beyond – Small Moments Erik Satie – Gymnopédie No. 1 Argy, Baset – Sierra Wolf Alice – Giant Peach Kavinsky – Nightcall The Outfield – Your Love Boris Brejcha – Gravity Madredeus – O Pastor The Chemical Brothers – Believe Bleachers, Sia – Like a River Runs O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #54 – Ricardo Torres aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
287
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #53 – Ana Barros
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 52ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais da alumna Ana Barros. Nome Ana Barros Curso Mestrado Integrado em Engenharia Química Specialist Li-ion Battery @ BMW Playlist motivacional para 2025 “Ano novo, vida nova?” Talvez não seja tão simples, não sou propriamente ávida de frases categóricas. No entanto, acredito que pequenas mudanças na nossa mentalidade podem embelezar nossa vida. Como alguém que é apaixonado pelo que faz profissionalmente, deixo uma reflexão sobre a minha opinião do papel que o nosso trabalho deverá desempenhar nas nossas vidas e uma palavra de motivação para 2025. Uma das principais lições que tenho vindo a aprender é que o trabalho não é a nossa vida, mas meramente uma parte dela. Embora o nosso emprego nos proporcione uma certa liberdade financeira, não devemos deixar que ele nos controle. É essencial olharmos para o passado com uma visão crítica, reconhecendo que nem todas as nossas preocupações e esforços foram igualmente importantes ou necessários. Mais importante ainda, devemos aproveitar o presente e não nos deixar consumir por uma mentalidade de trabalho, preocupações e responsabilidades excessivas. A vida é composta de muitos aspetos e é fundamental encontrarmos o equilíbrio adequado entre eles. Devemo-nos orgulhar das nossas conquistas e planear as futuras. É importante sermos gratos àqueles que acompanharam o nosso percurso e rodearmo-nos de boas influências, com as quais possamos crescer. Deste modo, deixo os ouvintes numa nota refletiva e espero que a minha escola musical assim a acompanhe. Como principal escolha coloquei uma música do meu artista preferido e com a qual me identifico largamente “Pressure, pushing down on me; Pressuring down on you, no man ask for”. Na realidade, maior parte desta pressão somos nós que colocamos a nós mesmos e temos a chance de controlar as variáveis em grande parte. Depois desta música escolhi um registo mais positivo, visto que tudo é uma questão de perspetiva “When youre happy like a fool; Let it take you over; When everything is out; You got to take in”. A escolha é algo variada, não me tendo restrito a um certo intervalo de tempo ou ter-me concentrado fortemente na letra. Espero que a playlist proporcione um bom momento a quem a ouve e que coloque um sorriso nos mais carrancudos. No final da playlist deixei uma música do artista português que mais valorizo: António Variações. Como último apontamento, quando não temos as nossas prioridades bem assentes e equilibradas, sofremos sem necessidade. Como o nosso António muito bem sumariza “Quando a cabeça não tem juízo; E te consomes, mais do que é preciso; o Corpo é que Paga.” Playlist Queen – Under Pressure One Republuc – Good Life Natasha Bedingfield – Unwritten Katrina & The Waves – Walking on Sunshine Coldplay – Feelslikeimfallinginlove António Variações – O corpo é que paga O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #53 – Ana Barros aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
286
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #52 – Gonçalo Braga
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 51ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais do alumnus Gonçalo Braga Nome Gonçalo Braga Curso Mestrado Integrado em Engenharia Civil Production Manager @ Grow Construction Playlist de músicas de referência do Gonçalo “Eu desde pequeno que tive um contacto muito próximo com a música no geral uma vez que o meu pai adorava meter música no carro, no fim de semana e em várias festas que organizava em casa nas diversas ocasiões (passagens de ano, aniversários, Carnaval, São João, etc). Desde que me recordo tive um interesse especial por música eletrónica e foi sempre esse o meu género favorito. Quando era adolescente, próximo de entrar para a faculdade, eu e o meu irmão mais velho (Miguel) comprámos uma mesa de mistura a meias e foi aí que começamos a pôr em prática os anos de experiência a ouvir este estilo de música. Em 2012, ainda no primeiro ano da faculdade, produzi duas versões estendidas daquelas que eram as minhas músicas favoritas na altura (número 3 e 4 da minha playlist). A música eletrônica sempre fez parte integrante dos meus treinos de musculação e era comum gravar os CD ‘s com playlists feitas por mim para colocar na aparelhagem do ginásio do Estrela Vigorosa e Sport. Também no período da faculdade era frequente ir aos festivais de música eletrónica como por exemplo a Nova Era Beach Party em Leça da Palmeira e o RFM Somnii na Figueira da Foz. Tive o prazer de já ter presenciado ao vivo os sets dos melhores DJ ‘s do mundo em espetáculos memoráveis que marcaram o meu período de estudante da faculdade. Mais recentemente, e ainda dentro do estilo de música eletrónica, as minhas preferências convergiram com o afro/progressive house e o meu DJ favorito atualmente é o Black Coffee. O Black Coffee foi nomeado em 2024 como o melhor DJ em progressive e afro house e já tive a oportunidade de ver o seu live act no Hi Ibiza (2024) em no campo pequeno em Lisboa (2022). Este artista de renome, originário da África do Sul, materializa e representa nas suas músicas aquilo que é a cultura africana e toda a magia de um continente que é hoje a minha residência principal. Deixo, de seguida, a minha playlist com 10 músicas que marcaram o meu período de infância (1 e 2), faculdade (3 a 6) e o presente (7 a 10).” Playlist 1 – Cidade Negra – A Estrada 2 – Cat Stevens – Wild World 3 – Swanky Tunes – Together – (Goncalo Braga’s Extended Mix 2012) 4 – The Island – Pendulum (Goncalo Braga’s Extended Mix 2012) 5 – Chris Cornell – Climbing Up the Walls 6 – Breaking Benjamin – Blow Me Away 7 – Kasango – Osama 8 – Meduza – Paradise 9 – Libianca – People 10 – The Rapture Pt. III – Black Coffee Joana Guedes Pinto / Filipe B. Teixeira O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #52 – Gonçalo Braga aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
285
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #51 – Vinicio Ribeiro
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 51ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais do alumnus Vinicio Ribeiro. Nome Vinicio Ribeiro Curso Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores PMO Consultant @ MIGSO-PCUBED Playlist de recordações do “Bel Paese” “Esta escolha musical tem a ver com a minha experiência de vida de cerca de 3 anos e meio em Itália – entre Pisa, Milão e Turim. Nomeadamente, a primeira da playlist foi a canção mais ouvida e dançada durante o meu semestre de mobilidade académica ao abrigo do programa Erasmus+ em Pisa, entre 2014 e 2015. Sempre que a ouço avivam-se as minhas memórias desse tempo. As restantes são algumas das minhas canções preferidas e que fazem parte do repertório do icónico Festival da Canção Italiana de Sanremo, que chega à 75.ª edição em 2025 e que serviu de inspiração à criação do Eurovision Song Contest em 1956. Durante a minha passagem pelo “Bel Paese” ganhei o hábito de acompanhar o festival tendo tido ocasião de descobrir canções (e performances) extraordinárias. Todos os anos marco a semana do Festival no meu calendário pessoal para não perder nada!” Playlist Enrique Iglesias – Bailando Mr. Rain – Supereroi Mr. Rain – Due altalene Achille Lauro – Me ne frego Mahmood, BLANCO – Brividi Mahmood – Tuta gold Angelina Mango – La noia La Rappresentante di Lista – Ciao Ciao Loredana Bertè – Pazza Marco Mengoni – Due vite Joana Guedes Pinto / Tiago Merêncio / Filipe B. Teixeira O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #51 – Vinicio Ribeiro aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
284
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #50 – Tiago Carvalho Rodrigues
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 50ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais do alumnus Tiago Carvalho Rodrigues. Nome Tiago Carvalho Rodrigues Curso Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores Preventive and Preditive Maintenance Engineer @ Bosch Portugal Playlist de memórias académicas e desportivas “Tentei que a escolha da minha playlist englobasse dois grandes momentos da minha vida, a universidade e a prática desportiva. Assim sendo a primeira metade remete-me à vida académica, onde gostava de salientar as noites de estudo em grupo, as tardes passadas no bar da associação, os feupcaffé’s (quando ainda eram organizados no bar junto aos auditórios do B), as semanas de engenharia, os lanches no “Já lá foste” as noites no VR, Vogue, Chic, Act e tantos outros nomes que nem sei se ainda existem. As noites de queima e os jantares que partilhei com os meus amigos. Já a segunda parte são as músicas que cuidam da minha pouca sanidade mental, durante os passeios, as corridas e as viagens de carro. Espero que gostem! Um bem-haja para a turma de Eletrotecnia que entrou em 2005! (e não posso terminar sem deixar uma referência àquela música da praxe: “Glória, glória à eletrotecnia, glória, glória os melhores de engenharia. Glória, glória à eletrotecniasão os reis da academia!”). Playlist Nirvana – Smells like teen spirit Radiohead – Creep Sia – Unstoppable Pearl Jam – Alive Queen – We will Rock you Portishead – Roads Foo Fighters – The pretender Pink Floyd – Another Brick in the wall (part 2) Coldplay – Don’t Panic Linkin Park – Leave out all the rest Joana Guedes Pinto / Tiago Merêncio / Filipe B. Teixeira O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #50 – Tiago Carvalho Rodrigues aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
283
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #49 – Regina Lavandeira
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 49ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais da alumna Regina Lavandeira. Regina Lavandeira Licenciatura em Engenharia Química Quality Management @ CIN group Playlist companheira de Regina Lavandeira “Relativamente à escolha da minha playlist, posso referir que todas estas músicas e muitas outras foram minhas “companheiras” de estudo, de eventos, de convívios durante a minha passagem pela FEUP. Sempre estudei e trabalhei a ouvir música, que podia funcionar como um relaxante ou como impulsionador do estudo ou trabalho, sobretudo a banda dos James, que continua a ser a minha banda preferida e da qual já tive oportunidade de assistir em vários concertos. Algumas destas canções fazem-me recordar momentos muito divertidos por exemplo na queima das fitas, como é o caso da banda da Quinta do Bill (sorrisos). Outras canções recordam momentos felizes e de convívio com amigos quando terminei o curso, que é o caso de “Life” da Des’ree. Momentos, talvez, menos bons (mas hoje, sem grande importância) eram “tratados” ouvindo a banda Gene Loves Jezebel com o som bem alto! Aproximando-se o fim da época de exames podia desfrutar de um bom som com “Friday I’m in Love” dos The Cure… Espero que gostem e curtam muito as minhas escolhas relembrando os bons momentos vividos na FEUP! Sejam muito felizes e vivam muito “bem”!” Playlist James – Sit Down The Cranberries – Zombie Cher – Believe Gene Loves Jezebe – Break the Chain Heroes del Silencio – Entre dos tierras The Cure – Friday I’m in Love Fugees – Killing Me Softly with His Song 4 Non Blondes – What’s Up Sinéad O’Connor – Nothing Compares 2U James – Born of Frustration Quinta do Bill – Filhos da Nação Des’ree – Life Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #49 – Regina Lavandeira aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
282
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #48 – Sofia Fernandes
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 48ª edição do “Alumni a dar música” temos as escolhas musicais da alumna Sofia Fernandes. Sofia Fernandes Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial Researcher @ Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet University Lecturer @ SIST British Education Morocco Playlist de memórias académicas de Sofia Fernandes “Estas músicas, ainda que sejam todas lançadas antes da minha entrada na Faculdade, representam uma boa parte da banda sonora que acompanhou a minha vida na FEUP. Qualquer uma dessas músicas me garante uma viagem imediata no tempo até aos anos 90, que marcam toda a minha adolescência enquanto estudante na Escola Secundária de Sever do Vouga e a maior parte dos meus estudos na FEUP, no curso de Engenharia e Gestão Industrial. Outras mais haveria que acrescentar, nomeadamente Macarena dos Del Rio, que marcava as festas de Verão no ano em que entramos na Faculdade. E uma música que garantia muitas vozes desafinadas, a minha mais que todas, e uma vontade repentina de dançar quando passava nos bares da Ribeira: Just Girls das Amarguinhas. E uma menção especial a Bomba de King Africa, que foi a banda sonora da nossa viagem de finalistas ao México e que representou o final desse ciclo. Um grande obrigada ao Rui Moura, a primeira pessoa a quem me lembrei de perguntar qual as músicas que ele acha que marcam esses anos, e que me fez descobrir Muscle Museum dos Muse, que provavelmente constará da próxima lista!” Playlist Stone Temple Pilots – Creep Soundgarden – Fell on Black Days Sisters of Mercy – Temple of Love Pixies – Where is my mind? Faith No More – Falling to Pieces Guns N’ Roses – Estranged Nirvana – Lithium Pearl Jam – Alive Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #48 – Sofia Fernandes aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
281
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #47 – Nuno Sequeira André
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 47ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical do alumnus Nuno Sequeira André. Nuno Sequeira André Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores DevOps Engineer Access Network @ Swisscom Playlist “quase” infinita de Nuno Sequeira André “Cá vou eu no meu Trabi”… Não, não vou apesar de ter vivido na capital do país que inventou o Trabant. Também na verdade não há música portuguesa nesta lista. Mas estão representadas as músicas das noites na Ribeira do Porto e em especial do bar “O meu Mercedes é maior que o teu”. A lista é mais ou menos a que ouço atualmente e está feita sem grande cuidado pela ordem, nunca fui grande DJ. Para os conhecedores, há escolhas de destaque tal como as três músicas dos Aerosmith, que estão juntas para comemorar a altura em que os videoclips da Alicia Silverstone despertaram o interesse pelo álbum “Get a Grip”. Quero manter este texto sucinto, porque há muitas músicas a ouvir nesta lista.” Playlist Where is My Mind – Pixies Never there – Cake Song 2 – Blur Basket Case – Green Day Killing in the name of – rage against the machine Self Esteem – Offspring What’s the Frequency, Kenneth – Radiohead Pure Morning – Placebo Promises – The Cranberries Tonight, Tonight – The Smashing Pumpkins Sex and Candy – Marcy Playground I Think I’m Paranoid – Garbage Drive – R.E.M Every you Every me – Placebo Only Happy When It Rains – Garbage Disarm – The Smashing Pumpkins Stupid Girl – Garbage You Oughta Know – Alanis Morissette Black Hole Sun – Soundgarden Karma Police – Radiohead Coffee & TV – Blur Just a Girl – No doubt Salvation – The Cranberries #1 Crush – Garbage Paranoid Android – Radiohead No Surprises – Radiohead Erase/Rewind – The Cardigans Heart-Shaped Box – Nirvana Daughter – Pearl Jam Loser – Beck 1979 – Smashing Pumpkins No One Knows – Queens of the stone age Come as you are – Nirvana Alive – Pearl Jam Malibu – Hole Interstate Love Song – Stone Temple Pilots Zombie – The Cranberries Smells Like Teen Spirit – Nirvana Jeremy – Pearl Jam Give it away – Red Hot Chili Peppers Swallowed – Bush Cannonball – The breeders Given to Fly – Pearl Jam Everlong – Foo Fighters November Rain – Guns N’ Roses The man who sold the world – Nirvana Plush – Stone Temple Pilots Ashes to Ashes – Faith no More Big Me – Foo Fighters Easily – Red Hot Chili Peppers Shiny Happy People – R.E.M Country House – Blur What’s up – 4 Non Blondes Mr. Jones – Counting Crows Personal Jesus – Depeche Mode Two Princes – Spin Doctors Everybody Hurts – R.E.M Cryin’ – Aerosmith Amazing – Aerosmith Crazy – Aerosmith Are you gonna go my Way – Lenny Kravitz Don’t Look Back in Anger – Oasis Runaway Train – Soul Asylum Man on the Moon – R.E.M Follow You Down – Gin Blossoms You get what you give – new radicals Friday I’m in Love – The Cure Wonderwall – Oasis It’s Oh So Quiet – Bjork Iris – The Goo Goo Dolls No Rain – Blind Melon Losing my Religion – R.E.M If You Could Only See – Tonic It’s no Good – Depeche Mode Semi-Charmed Life – Third Eye Blind Here Comes your Man – Pixies Hey Jealousy – Gin Blossoms Laid – James Walkin’ on the Sun – Smash Mouth My Own Worst Enemy – Lit The One I Love – R.E.M. Creep – Radiohead Ode to My Family – The Cranberries Fake Plastic Trees – Radiohead Last Kiss – Pearl Jam Bitter Sweet Symphony – The Verve Missing – everything but the girl Just My Imagination – The Cranberries Under the Bridge – Red Hot Chili Peppers Enjoy The Silence – Depeche Mode Easy – Faith no More Down by The Water – PJ Harvey Sour Times – Portishead Into my Arms – Nick Cave & The bad seeds Road Trippin’ – Red Hot Chili Peppers Lightning Crashes – Live High and Dry – Radiohead Fade Into You – Mazzy Star Animal Instinct – The Cranberries When You’re Gone – The Cranberries Closing Time – Semisonic Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #47 – Nuno Sequeira André aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
280
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #46 – Sofia Vieira
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 46ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical da alumna Sofia Vieira. Sofia Vieira Licenciatura em Engenharia Química Diretora da qualidade, ambiente e segurança @ POLIPOP Playlist de memórias académicas de Sofia Vieira “Quando me foi proposto escolher uma playlist que reproduzisse a banda sonora da minha vida académica (e além dela) pareceu-me uma tarefa fácil! No entanto, rapidamente se transformou num processo desafiante. Músicas que ecoaram na faculdade nos momentos de estudo, de diversão e também nos pontos altos e baixos da vida carregam emoções únicas. E, ao selecionar algumas canções sinto, inevitavelmente, que estou a deixar de fora outras que também desempenharam papéis significativos na minha jornada. No entanto, procurei com esta seleção capturar uma parte do vasto panorama musical que moldou o meu percurso. Esta é, pois, uma amostra do espectro sonoro que me acompanhou ao longo dos anos. Recordo vividamente as tardes no FEUP Café da Rua dos Bragas a conversar ou a trabalhar nos projetos ao som dos Nirvana, Aerosmith, Guns n´Roses, Queen, The Cure, GNR, Rui Veloso, numa atmosfera carregada de criatividade e camaradagem. E, claro, não me posso esquecer das vezes em que o ritmo dos Xutos & Pontapés nos faziam vibrar durante as festas da faculdade, destacando especialmente as memórias da Semana de Engenharia da FEUP. A música dos Underworld também é uma lembrança constante dessa semana. Entre todas estas memórias musicais, destaca-se “Porcelain” de Moby, que se tornou a minha música preferida de sempre. Esta melodia especial chegou até mim através do cinema e também durante os tempos académicos. Além disso, não posso deixar de destacar os Silence 4 e os Fingertips, cuja música mudou o panorama da música em Portugal, trazendo nova energia, inovação e originalidade às quais não fiquei indiferente. Agradeço este desafio, que me transportou às boas memórias académicas e ao inigualável espírito FEUP.” Playlist Moby – Porcelain Queen – I was born to love you Xutos & Pontapés – Circo de Feras Nirvana – The man who sold the world GNR – Asas Eléctricas Leonard Cohen – Dance me to the end of love Rui Veloso – Não me mintas Aerosmith – Crying Guns N’ Roses – November Rain Radiohead – Creep Underworld – Born Sleepy The Cure – Friday I’m in Love Fingertips – Picture of my own Silence 4 – Borrow Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #46 – Sofia Vieira aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
279
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #45 – João Trindade Enes
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 45ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical do alumnus João Trindade Enes. João Trindade Enes Mestrado Integrado em Engenharia e Gestão Industrial (MIEGI) IT Project Manager & Digital Transformation @Sonae Capital As músicas produzidas por João Trindade Enes “Perdoa-lhes Pai” – Jimmy P: Esta música foi o meu primeiro e único disco de platina como produtor. Foi um momento marcante na minha vida como pessoa e artista. Nunca pensei ser possível fazer algo assim e muito menos começar a trabalhar com artistas consagrados. É um dos meus maiores orgulhos ao dia de hoje. “O Teu Abraço” – Russa: Foi com esta música que ganhei, em conjunto com a Russa, o Prémio de Talentos Nacionais de Música, na altura patrocinado pela FNAC. Foi uma música que fiz 100% à distância com a artista e foi algo importante para mim, pois começava a dar os primeiros passos e a arriscar numa audiência maior. Comecei a expôr-me como pessoa e artista e nunca tinha tido um reconhecimento significativo. T-Rex – “BigBoss Type$hit” – Música em que participei na produção em conjunto com o T-Rex e o Beatoven. O Beatoven sempre foi um ídolo da produção em Portugal para mim e poder trabalhar com uma pessoa que aprendia sem ele saber foi muito engraçado e gratificante. Conhecer o T-Rex foi algo especial também. Tudo começou numa saída à noite em Lisboa quando o fui ver atuar no Copenhaga. Falámos e as coisas surgiram, felizmente. Uma ótima pessoa e mente criativa. Melhor voz masculina em Portugal acapella, que me recordo de ouvir ao vivo e ficar sem palavras. Jimmy P – “Young Forever” – O meu maior ídolo e grande amigo até hoje. Uma inspiração que segui e com quem desenvolvi uma relação de amizade para a vida. Suave (João), foi aqui que comecei a trabalhar na produção com ele e fizemos o primeiro trabalho em conjunto. SUAVEYOUKNOW – “Nada a Ver” ft GIOVANNI – Foi mais um trabalho com o Suave e foi especial porque conheci um dos grandes talentos de guitarra. O Frankie. Das pessoas mais criativas e talentosas que conheci até ao dia de hoje a tocar guitarra. Waze – “Slow Motion” – Primeira música em que colaborei com o WAZE. Foi especial porque não o esperava conhecer e tudo surgiu de forma espontânea através de um colega produtor, o Valdo. Foi com esta música e ao contribuir com a criação da melodia que me envolvi no RNB/Afrotrap. Um estilo que nunca tinha abordado muito mas pelo qual me apaixonei até hoje. Zara G – “Chaminé” – Esta é especial, pois foi no estúdio do Suave que começámos a montar o instrumental. Nunca me vou esquecer do título da música, que foi escolhido por ser o vinho que o Zara G gostava bastante. Chaminé. Foi das primeiras vezes que comecei a colaborar com membros dos WBG. BAD TCHIKEN – “FRUSTRADO” – Esta música foi bastante especial, pois acompanhei o artista no processo pessoal de perda de um familiar dele. Pude conhecer as suas vivências e testemunhar como a dor se passa para a escrita e um artista transcende os seus fantasmas através da criação (mas de um ponto de vista diferente). Goldshake – “Pombo” – Esta é a 1ª música que fiz com um artista Açoriano e meu conterrâneo. É muito importante para mim, pois venho de um meio pequeno mas com muita cultura. Orgulho-me deste trabalho, pois pude fazer algo na minha terra e com alguém da minha terra. KOMET – “Distraction” – Uma das músicas de RNB que mais gostei de fazer e com um artista português com uma voz absolutamente estonteante. Foi bom trabalhar com o KOMET e com o produtor Kyo, que ainda hoje colabora comigo em projetos diversos! “Sempre Disse” – Subtil – Acho piada ao facto de terem imprimido o disco físico com o meu nome errado e nunca me esqueço, errado. De qualquer forma foi uma música super importante para mim, porque nunca tinha composto para um rapper “storyteller” e puramente preocupado com a lírica e a métrica. Foi uma música exigente, mas o Subtil foi um dos artista mais gratos pelo meu empenho e um verdadeiro trabalhador. “Conto Bafiento” – Mundo Segundo feat. Bezegol – Foi um sonho trabalhar com ambos os artistas. Puros rappers e adeptos do movimento “hip hop” em Portugal. Encaram e vivem a ideologia. Apesar da minha contribuição ter sido marginal no meu ponto de vista (montei a melodia de piano e violino), adorei conhecer ambos os artistas. Esta música até teve para nem sair. Foi montada em finais de 2022 e acabou por sair em 2023.” Playlist Jimmy P – Perdoa-lhes Pai Russa – O Teu Abraço T-Rex – BigBoss Type$hit Jimmy P – Young Forever SUAVEYOUKNOW ft GIOVANNI – Nada a Ver Waze – Slow Motion Zara G – Chaminé BAD TCHIKEN – FRUSTRADO Goldshake – Pombo KOMET – Distraction Subtil – Sempre Disse Mundo Segundo feat. Bezegol- Conto Bafiento Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #45 – João Trindade Enes aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
278
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #44 – Carolina Centeio Jorge
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 44ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical da alumna Carolina Centeio Jorge. Carolina Centeio Jorge Mestrado Integrado em Engenharia Informática e Computação (MIEIC) PhD Candidate @ TU Delft | Interactive Intelligence A playlist “ao vivo” de Carolina Centeio Jorge “Escolhi maioritariamente músicas de artistas que fui vendo ao vivo, ao longo dos anos. Alguns de forma planeada, outros nem tanto. Em 2012 fui ao meu primeiro grande concerto: o dos Coldplay. Como se pode ver na compra dos bilhetes para este último tour, os Coldplay marcaram uma geração, à qual sem dúvida pertenço. Apesar de já não ouvir frequentemente, músicas como “The Scientist”, “Yellow” ou “Fix you” vão sempre ser muito especiais para mim. Para esta playlist escolhi uma música menos conhecida, do tour de 2012, a “Us Against the World”. Entrando em memórias de festivais, em 2014 rumei a Lisboa sozinha para ver os Arctic Monkeys, no seu tour do AM, no NOS Alive. Apesar de “Do I Wanna Know” ser a minha música preferida desse álbum, decidi-me por uma menos conhecida, a “Knee Socks”. Foi neste festival que fiquei a conhecer Lumineers, e na altura fiquei deliciada com a sensibilidade de Wesley Schultz a cantar “Classy Girl”. Mais tarde, em 2015 fui ao Primavera Sound no Porto, para ouvir Damien Rice, que nos prendou com muitas músicas que são preciosas, num espetáculo de um homem só. Desse concerto, escolhi a “The Greatest Bastard”. E continuando numa de festivais, voltei ao NOS Alive em 2018 para ouvir The National. Escolhi “I Need My Girl”. Apesar do ambiente de festival ser especial, para mim não há nada como concertos mais íntimos. Em 2017 fui a um concerto no Hard Club dos Cigarettes After Sex, que ainda hoje continuam a ser das minhas bandas preferidas. As músicas são francamente parecidas umas com as outras, mas mais uma vez escolhi uma menos conhecida, a “Neon Moon”. Um ano depois estava em Barcelona a estudar, onde pude assistir, a Mallu Magalhães. A Mallu deu-nos a “Navegador”, que é uma declaração de amor próprio e independência, que me deu força nessa altura da minha vida. Passa mais um ano e estamos em Tóquio, 2019. Sempre adorei Metronomy e vi que eles iam dar um concerto numa sala pequena em Ebisu. Lá fui eu, sozinha, como a vários dos outros concertos que aqui refiro. Deles, escolho a “Monstrous”. Finalmente, não poderia não referir o concerto da Ana Moura a que fui há um ano, no início de 2023, estando já instalada na Holanda. Foi um clima de regresso a casa, com muita dança e felicidade. Desse tour, escolho a “Andorinhas”, e recomendo o álbum Casa Guilhermina todo! Para terminar, escolhi a “Viagem” de Tiago Bettencourt, apesar de nunca ter ido a um concerto dele. Dedico a todos os estudantes e Alumni fora do país. “Faz essa viagem, meu bem. Que as tuas mãos livres venham cheias. Que teus pés descalços ganhem vidas, serenem no alívio dessa estrada.” Playlist Coldplay – Us Against the World Damien Rice – The Greatest Bastard The Lumineers – Classy Girl Arctic Monkeys – Knee Socks The National – I Need My Girl Cigarettes After Sex – Neon Moon Mallu Magalhães – Navegador Metronomy – Monstrous Ana Moura – Andorinhas Tiago Bettencourt – Viagem Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #44 – Carolina Centeio Jorge aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
277
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #43 – José Carlos Coutinho
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 43ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical do alumnus José Carlos Coutinho José Carlos Coutinho Mestrado Integrado em Engenharia Informática e Computação Engenheiro de software @ Sport Data Valley As escolhas musicais de Zé Carlos “A primeira música que escolhi faz-me lembrar a minha infância. Quase todos os dias, o meu avô ia-me levar à Academia de Música depois da escola. Ao abrir a porta, o CD “20 anos de Rui Veloso” já soava nas colunas do carro, a passar o “Chico Fininho”, mas também outros temas como “Máquina Zero” e “Não Há Estrelas no Céu”. É deveras curioso que uma música sobre um viciado em heroína seja parte da infância de alguém, mas, para um menino inocente, “depois de mais um chuto nas retretes” significava que o homem estava chateado e decidiu desferir um pontapé numa latrina. A segunda música, “These Colours Don’t Run” dos Iron Maiden, foi aquela que me introduziu ao Heavy Metal no início da minha adolescência. Uma escolha controversa para os fãs da banda, dado que não é nem de perto nem de longe, um clássico; mas é também uma escolha controversa na minha vida. Ser “o gajo do heavy metal” num colégio religioso repleto de “betos” não me trouxe popularidade nenhuma, tendo de me refugiar nos amigos da academia de música para sobreviver à adolescência. A minha terceira escolha é uma música do séc. XVI, “Tourdion”, e representa a minha passagem pelo Coro Juvenil da Academia de Música, durante os tempos do ensino secundário. Cantámos esta e muitas outras na baixa do Porto (a Londonderry Air deleita as velhinhas inglesas/irlandesas) para angariarmos dinheiro para as mini-tours à Bélgica e a França. Foram tempos tanto de muita felicidade como de desgostos amorosos, mas a companhia de um grupo que, passados 10 anos, ainda hoje se encontra, não tanto para cantar, mas mais para comer bem e pôr a vida em dia. Chegado aos anos da faculdade, apresento a minha quarta música: a “Balada da Despedida”. Muito do meu tempo na FEUP foi consumido em praxe. Foram tempos muito intensos e repletos de desafios: muitas diretas, muitas discussões, muito choro, muito stress. Mas nunca na vida experienciei um sentimento de companheirismo tão forte como então. Foram tempos maravilhosos que já não voltam, como a música contempla. No meu último ano do curso, fiz Erasmus em Enschede, na Holanda, país onde vivo ainda hoje. Era a primeira vez que ia viver sem os meus pais, ainda por cima num país que não o meu, por isso estava extremamente ansioso. No entanto, rapidamente fiz um grupo de amigos ao chegar lá, e tudo correu às mil maravilhas. Apesar de ter sido um tempo de emancipação, nunca me esqueci da minha cidade natal, onde estão a minha família e os meus amigos. A minha quinta escolha, “Porto Sentido”, é um regresso ao Rui Veloso e à minha cidade natal, e é uma música que ainda hoje não consigo cantar porque me falha a voz. Por fim, escolhi “Tribute”, dos Tenacious D: um tributo aos ausentes sempre presentes, em particular uma pessoa que me achava muito chato e que partiu demasiado cedo. Reconheço que esta não é a playlist cujas músicas combinam melhor, mas espero que, juntamente com este texto, consigam trazer à vida as memórias que aqui vos contei!” Playlist Rui Veloso – Chico Fininho Iron Maiden – These Colours Don’t Run Tourdion Balada de Despedida do 5º Ano Jurídico de 88/89 (Interpretação do Grupo de Fados de Engenharia) Rui Veloso – Porto sentido Tenacious D – Tribute Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #43 – José Carlos Coutinho aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
276
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #42 – Manuela Passos
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 42ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical da alumnus Manuela Passos. Manuela Passos Mestrado Integrado em Engenharia Civil Repertório Musical de Manuela Passos “Contrariamente a muitos dos meus colegas, eu não cresci a ouvir música. Foi já em adulta que aprendi a apreciar e a deixar-me inspirar por uma boa música. Depois do MIEC na FEUP tirei um CET em Design de Comunicação Digital. Foi nas aulas de Artes que me deixei envolver pelo mundo da música, quando esta acompanhava o nosso processo criativo. Posteriormente, adorava a música que os meus colegas partilhavam em ambiente de trabalho. Ouvir música é um hábito que se mantém até hoje e prefiro-o muitas vezes a ver televisão, por exemplo. A música preenche o espaço de uma forma ímpar. No meu repertório, Andrew Bird tem um lugar de destaque. O artista americano é cantor, compositor e músico de género indie rock/folk. Ouvi-o pela primeira vez na Ópera de Sydney (SOH). Nós queríamos ouvir um concerto no ícone arquitetónico da cidade e por acaso tropeçamos no que veio a ser o meu artista favorito desde então (2017). As letras são por vezes ambíguas e irónicas, o que deixa muita margem para interpretação e para se moldar à nossa realidade. Como tenho uma ligação forte às artes, acabo por ficar sempre inspirada quando ouço seu repertório. Aconselho vivamente a assistirem “Andrew Bird: NPR Music Tiny Desk Concert” no youtube e verem o que ele faz com o violino—vão-se surpreender. Faria uma playlist só com músicas dele, mas juntei outras faixas que também gosto para variar um pouco o registo e dar leveza aos temas abordados. Escolhi o tema “Family Tree” do Frankie Chavez para acompanhar a minha biografia porque é uma música na qual me identifico. É muito leve e fala sobre a construção de uma família, algures, sem destino premeditado, que é um pouco o que acabou por acontecer na minha vida.” Playlist Logan’s Loop—Andrew Bird Love and Some Verses—Iron & Wine Kick Out the Windows—Parsonsfield Pulaski at Night —Andrew Bird Al otro lado del río—Jorge Dexler Imitosis—Andrew Bird Family Tree—Frankie Chavez This Could Be Good—Morningsiders Lazuli Bunting—Andrew Bird Time After Time—Iron & Wine Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #42 – Manuela Passos aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
275
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #41 – Sara Costa
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 41ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical da alumnus Sara Costa. Sara Costa Mestrado Integrado em Engenharia Eletreotécnica e de Computadores Operations Director @ QUADRANTE Group Playlist diversificada de Sara Costa “Dos meus tempos de infância, vividos numa normal, mas muita alegre, família de 5 pessoas, invoco o tema “Smells like teen spirit”, dos Nirvana, porque me recordo com muito humor à mistura, de ver o meu irmão a aprender a tocar guitarra no quarto com as pautas expostas naqueles monitores “com cú” de antigamente e algumas impressas naquelas capas com micas. Ainda na infância, lembro-me de dizer muitas vezes que aquela coleção de discos que o meu pai tinha dos Queeneram “músicas para velhos”. Hoje, canto em bom som o tema “Bohemian Rhapsody”, com o devido momento teatral que a música impõe. Sempre tive aquele gosto em particular pelo karaoke, pela “fantasia” de poder encarnar a pele daquele(a) cantor(a) durante aqueles minutos em que a música toca, e por isso deixo o tema “Anzol” dos Rádio Macau, porque foi com esta música que descobri que gostava de karaoke. E porque tive, como qualquer adolescente que se preze, aquela fase de irreverência, de rebeldia, de transição de gostos musicais, dou assim um saltinho para aquele que será o “ídolo musical de infância”, Lenny Kravitz, com o tema “Again”. E onde houve uma adolescente rebelde houve igualmente uma mãe dedicada, com aquela dose de paciência extra. Pelos momentos de mãe-filha, pelo crédito depositado em mim e pela ajuda nas minhas incertezas e dúvidas ao longo do meu percurso académico e adolescente, deixo o tema “When you believe” do duo Whitney Houston e Mariah Carey. Desde o fim da minha formação académica e após o meu 1ºemprego, fui convidada para uma mudança de carreira mais desafiante, mais cativante, mas igualmente mais difícil, e por isso deixo um tema que me recorda este momento da carreira, “Seja Agora” dos Deolinda. E foi também nesta fase da carreira que tive uma experiência internacional com uma passagem pelo Brasil, momento este acompanhado, com a melhor caipirinha de sempre, ao som do tema “Sorri, Sou Rei” dos Natiruts. Atualmente, para além do meu percurso académico na FEUP, sou também uma mulher que partilha o passado e percorre um futuro com outro engenheiro da FEUP, com uma canção singela mas com uma forte mensagem, “Stand by me” de Ben E. King, tema usado num dia especial e memorável. E como não podia deixar de ser para quem me conhece, só falta aqui aquela pitada de Crossfit!! Sim, sou uma praticamente assídua às 6h30 da manhã, com gosto, e como tal, para aqueles momentos em que temos de ultrapassar aquele obstáculo, passar aquele limite, deixo o tema “Remember the name” dos Fort Minor. E por último, e porque nem tudo é trabalho ou formação académica, deixo aqui um tema mais comercial, “Madre Tierra” de Chayanne que me recorda umas fantásticas férias que tive para os lados das Caraíbas.” Playlist Smells like teen spirit – Nirvana Bohemian Rhapsody – Queen Anzol – Rádio Macau Again- Lenny Kravitz When you believe – Whitney Houston e Mariah Carey Seja Agora – Deolinda Sorri, Sou Rei” – Natiruts Stand by me – Ben E. King Remember the name – Fort Minor Madre Tierra – Chayanne Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #41 – Sara Costa aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
274
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #40 – Carlos Neves Fernandes
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 40ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical do alumni Carlos Neves Fernandes. Carlos Neves Fernandes Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (2016) Operational Technology – Design, Commissioning & Support Manager (Solar and Wind) @Galp “O eclético leque musical” de Carlos Neves Fernandes “A música sempre fez parte da minha vida, isto é facto, desde ser aprendiz de vários instrumentos musicais básicos, como xilofone ou guitarra acústica, até ao típico percurso escolar em que “temos” que aprender flauta, até hoje a minha única negativa em todo o meu percurso escolar até ao secundário. Dado que tocar instrumentos não me levou a carreira nenhuma e a minha voz sempre foi tudo menos angelical, resta-me desfrutar das músicas disponíveis para fruição pessoal ou coletiva. Posto isto, começo com um clássico português, porque me considero um patriota e começo com “Verdes Anos” de Carlos Paredes. Um instrumento belíssimo português, e um intérprete instrumental exímio. A música “Verdes Anos” de Carlos Paredes é uma das peças mais emblemáticas da música portuguesa. Foi composta em 1963 para o filme homónimo de Paulo Rocha, e rapidamente se tornou um clássico. A música é uma elogio à juventude e à perda da inocência, e é marcada pelo seu ritmo melancólico e pela sua melodia arrebatadora. A interpretação de Paredes é magistral, e a sua guitarra portuguesa canta com uma beleza inigualável. “Verdes Anos” é uma música que toca a alma, e que continua a emocionar gerações de ouvintes. “Sentir o sol” dos Quatro e Meia, transporta-me automaticamente para a calma de estar a apanhar sol, ouvir o mal e apenas preocupar com a respiração. A música é “mexida”, mas dá-me alguma tranquilidade. Adicionalmente a música “Sentir o Sol” dos Quatro e Meia é uma canção alegre e contagiante que celebra a vida ao ar livre e a beleza da natureza. A música é marcada pelo seu ritmo dançante e pela sua letra positiva e otimista. A letra fala sobre a vontade de aproveitar o sol e o calor do verão, e de se divertir com os amigos e a família. A música é uma ótima opção para animar qualquer festa ou evento, e é uma ótima maneira de celebrar a vida. A música “My Way” de Frank Sinatra é uma das canções mais populares e aclamadas da história da música. Foi composta pelo francês Claude François e adaptada para o inglês por Paul Anka, e lançada por Sinatra em 1969. A música é um hino à autodeterminação e à liberdade de escolha, e é marcada pelo seu ritmo imponente e pela sua letra inesquecível. A interpretação de Sinatra é magistral, e a sua voz rouca e profunda transmite a mensagem da música com uma força e uma convicção inigualáveis. “My Way” é uma música que inspira e encoraja pessoas de todo o mundo, e que continuará a ser um clássico para as gerações vindouras. Esta música dá-me força para fazer as coisas à minha maneira, poderia também escolher “à minha maneira” dos Xutos e Pontapés, mas preferi a voz do Sinatra. A música dos Xutos e Pontapés fica também alegremente marcada com a conquista do Euro 2016 de Portugal. A música “Agitations tropicales” da banda francesa L’Impératrice é uma canção envolvente e exuberante que combina elementos de música eletrônica, pop e disco. A música é marcada pelo seu ritmo dançante, pela sua melodia contagiante e pela sua letra sugestiva. A letra fala sobre uma jornada para um mundo exótico e sensual, onde as possibilidades são infinitas. A música é uma ótima opção para animar qualquer festa ou evento, e é uma ótima maneira de se divertir e relaxar. A música “How Deep Is Your Love” de Calvin Harris & Disciples é uma canção de amor profunda e intensa que explora o tema da profundidade do amor entre dois amantes. A música é marcada pelo seu ritmo lento e sensual, pela sua melodia arrebatadora e pela sua letra poética. A letra fala sobre a vontade de se entregar ao amor sem medo, e de descobrir o quão profundo ele pode ser. A música é uma ótima opção para ouvir em momentos de romance e intimidade, e é uma ótima maneira de expressar os sentimentos mais profundos. Esta música pode ser uma pergunta ou uma afirmação, gosto muito desta dicotomia. A música “Andorinhas” de Ana Moura é um hino à liberdade e à busca de novos horizontes. A música é marcada pelo seu ritmo vibrante e pela sua letra inspiradora. A letra fala sobre a vontade de voar alto e de explorar o mundo, e de não ter medo de deixar para trás o que é familiar. A música é uma ótima opção para ouvir em momentos de mudança e transformação, e é uma ótima maneira de se motivar a seguir em frente. Para alguém como eu, que sendo madeirense, tive que deixar os pais para trás e continuar a vida na FEUP para ser Engenheiro. A música “Lua” de Ivandro é uma canção de amor e de esperança que explora a beleza da lua e a sua relação com os amantes. A música é marcada pelo seu ritmo suave e pela sua melodia envolvente. A letra fala sobre a vontade de estar perto da pessoa amada, mesmo que ela esteja longe. A música é uma ótima opção para ouvir em momentos de romance e intimidade, e é uma ótima maneira de expressar o amor e a saudade. Não é que tenha paixão por amores platônicos ou distantes, mas por vezes acontece alguma distância, física ou psicológica. A música “Love the Way You Lie” de Eminem e Rihanna é uma canção sobre uma relação tóxica e abusiva. A música é marcada pelo seu ritmo forte e pela sua letra contundente. A letra fala sobre a dependência emocional e o vício em um relacionamento que é prejudicial. A música é uma crítica ao ciclo de violência doméstica, e é um alerta sobre os perigos de se envolver em um relacionamento abusivo. Agora que se fala tanto de relações tóxicas ou abusivas, deixo apenas esta música como alerta, deve ser o meu lado ativista (que não sei se existe). A música “Bamboléo” dos Gipsy Kings é uma rumba flamenca que foi lançada em 1987. A música é marcada pelo seu ritmo dançante e pela sua letra alegre e positiva. A letra fala sobre a vontade de aproveitar a vida ao máximo, e de não se deixar abater pelas dificuldades. A música é um hino à alegria e à celebração, e é uma ótima opção para animar qualquer festa ou evento. Na continuação do lado ativista que existe, eu não sei se é um guilty pleasure ou não, mas gosto muito de música “cigana” e gostava que a minha playlist incluísse algo que poucas pessoas sabem. A música “Hello” de Mr Tout le Monde é uma canção pop francesa que foi lançada em 2022. A música é marcada pelo seu ritmo dançante e pela sua letra positiva e otimista. A letra fala sobre a vontade de celebrar a vida e de encontrar a felicidade. A música é uma ótima opção para animar qualquer festa ou evento, e é uma ótima maneira de se sentir bem consigo mesmo. Gostava de acabar com um Olá a toda a comunidade FEUP e mais geral a toda a Universidade do Porto. Estou e sou eternamente grato ao que aprendi, aprendo e ainda vou aprender, porque afinal viver é aprender a viver e viver é aprender a aprender.” Playlist My Way – Frank Sinatra Agitations tropicales – L’Impératrice How Deep Is Your Love – Calvin Harris & Disciples Andorinhas – Ana Moura Lua – Ivandro Sentir o Sol – Os Quatro e Meia Carlos Paredes – Verdes Anos Love the Way you Lie – Eminem ft Rihanna Bamboléo – Gipsy Kings Hello – Mr Tout le Monde Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #40 – Carlos Neves Fernandes aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
273
Mais de 20 mil estudantes esperados no Arraial d’Engenharia 2023 na Exponor
O Arraial d’Engenhaira 2023 decorre nos próximos dias 31 de outubro a 3 de novembro na Exponor. Fica aconhecer o cartaz completo da maior festa académica do 1º semestre. São esperados mais de 20 mil estudantes. Francisco Portela, Presidente da Direção da AEFEUP e Guilherme Torres, Vice-Presidente de Atividades da AEFEUP O Arraial d’Engenharia está de volta para mais uma edição na Exponor, em Matosinhos. A maior festa de receção da AEFEUP decorre entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro na Exponor. A Engenharia Rádio esteve à conversa com Francisco Portela, Presidente da Direção da AEFEUP e Guilherme Torres, Vice-Presidente de Atividades da AEFEUP (link no final da página) para nos darem todos os detalhes da organização e do cartaz deste ano, onde o hip-hop se destaca este ano com Lon3r Johny e Chico da Tina. O cartaz tem também como nomes principais Ana Malhoa e Van Zee. São esperados mais de 20 mil estudantes. O dia 1 de novembro terá um FEUPCaffé especial no edifício da AEFEUP. A pulseira semanal está esgotada. Os bilhetes diários estão disponíveis na BOL e na secretaria da AEFEUP e outras Associações de Estudantes. A AEFEUP vai ainda disponibilizar autocarros gratuitos de 20 em 20 minutos entre as 22h30 e as 03h00 desde a FEUP até à Exponor (e vice-versa entre as 03h00 às 07h00), assim como da Baixa do Porto de 40 em 40 minutos até à Exponor. (e vice-versa) Filipe Teixeira O conteúdo Mais de 20 mil estudantes esperados no Arraial d’Engenharia 2023 na Exponor aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
272
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #39 – Daniel Dias Ferreira
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 39ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical do alumni Daniel Dias Ferreira. Daniel Dias Ferreira Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores Product Manager – Autonomous Mining Equipment @Liebherr Mining Texto: Playlist “Viajar no tempo e nas memórias” “Uma seleção das diferentes faixas das playlists que escuto regularmente. Há uma grande variedade de estilos musicais, línguas e ritmos. Não diria que tenho um estilo favorito, tudo depende do momento, as músicas ajudam-me a relembrar outras épocas, pessoas, experiências e locais. As músicas selecionadas são, tal como o meu percurso até hoje, uma mistura de culturas, experiências, pessoas, e locais e que de alguma forma me marcaram ou marcam. As músicas portuguesas relembram-me a minha infância, e ajudam-me a matar saudades do meu país. Escolhi o Pedro Abrunhosa, desde sempre um dos meus artistas portugueses e portuenses favoritos. O Pedro Abrunhosa traz as saudades dos domingos à noite a viajar entre Melgaço e Porto para mais uma semana de faculdade, no carro o radio a tocar RFM “Oceano Pacífico”. A Ana Moura “Tens Olhos de Deus” ouvi pela primeira vez na noite antes de emigrar para a Austrália, estava a chegar a casa depois de me despedir dos meus amigos. Além das músicas portuguesas, aquelas que me lembram mais a minha infância são o Rock dos anos 90. Claro, não fosse eu um 90’s Kid e além disso ter crescido numa família numerosa, onde os meus irmãos tocavam guitarra e piano e ouviam muita boa musica. Assim, esta playlist é maioritariamente composta por músicas de diferentes grupos icónicos dos anos 90 como The Offspring, Creed, Metallica e Limp Bizkit. Seguimos com um estilo musical extremamente diferente, o reggaeton e música espanhola. Apesar de não ser um estilo de música que ouço muito nos dias hoje, está associado à minha adolescência e às primeiras noitadas da minha vida. Pela proximidade da minha vila natal a Espanha, sempre que saíamos era para espaços noturnos do lado de lá da fronteira. Mais uma etapa da minha vida, mais uma fronteira e o início da emigração. Quando saí de Portugal para França, por influência das rádios, amizades, descobri artistas contemporâneos Franceses magníficos. Espero que esta playlist internacional abra os vossos horizontes e agradeço ao Gabinete Alumni da FEUP pelo desafio.” Playlist Pedro Abrunhosa – Litania Ana Moura – Tens Olhos De Deus Daughtry – Home Keane – Everybody’s Changing Creed – With Arms Wide Open Limp Bizkit – Behind Blue Eyes The Offspring – The Kids aren’t alright Metallica – Nothing Else Matters Daddy Yankee – Llamado de Emergencia Maluma – Carnaval Stromae – Formidable Tal – Pas Toi Nekfeu – Plume Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #39 – Daniel Dias Ferreira aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
271
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #38 – Aline Martins Costa
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 38ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical da alumna Aline Martins Costa. Aline Martins Costa Mestrado de Multimédia Playlist com sotaque brasileiro de Aline Martins Costa “Caros amigos e colegas, é com grande entusiasmo que compartilho com todos vocês uma parte especial da minha jornada académica. Durante o meu mestrado na FEUP em Multimédia, as melodias e ritmos que permearam os meus dias se tornaram uma trilha sonora significativa das minhas experiências. Desde o início desta jornada, as músicas de origem portuguesa acompanharam-me, como um eco que ressoava a minha imersão na cultura local como Diogo Piçarra e Carolina Deslandes. Canções como “O Sol” de Victor Klein e “Snap Out” dos Arctic Monkeys se entrelaçaram com os meus primeiros passos na FEUP, evocando memórias vívidas da minha transição de Brasil para Portugal para estudos. Um ponto alto do meu percurso foi o inesquecível show do Two Door Cinema Club na Queima das Fitas deste ano, em 2023. A energia contagiante e os acordes marcantes uniram-se para criar uma lembrança que ecoará por muito tempo. Nos momentos de descontração e nas minhas incursões na dança de forró, as notas de “Morena Tropicana” embalaram meus passos e trouxeram alegria às minhas horas livres. No decorrer dos últimos anos, outras músicas também se inscreveram profundamente na minha história. “Flor de Laranjeira,” “Corote de Pêssego” e “Acorda Pedrinho” tornaram-se parte do meu universo, ganhando ainda mais significado durante a pandemia e pós termino do mestrado. Nesse período desafiador, as artes, vídeos e músicas tornaram-se companheiras constantes, preenchendo o espaço entre o isolamento e a inspiração. Além das melodias já mencionadas, o meu percurso na FEUP também me brindou com a oportunidade de explorar as maravilhas da música clássica promovidas pela orquestra da FEUP, pela qual participei em alguns eventos. Eventos promovidos pela universidade introduziram-me a sinfonias majestosas e composições atemporais, ampliando os horizontes da minha apreciação musical. À medida que partilho este pequeno vislumbre do que a música representou para mim ao longo destes anos, desejo expressar minha gratidão por todos os momentos, pelas aprendizagens e pelas emoções que a trilha sonora do meu percurso académico proporcionou.” Playlist Two Door Cinema Club – Cigarettes after sex Franz Ferdinand – Take me out Victor Klein – O Sol Arctic Monkeys- Snap Out Jovem Dionisio – Acorda Pedrinho Beraderos – Flor de Laranjeira Julio Secchin – Corote de Pêssego Alceu Valença – Morena Tropicana Fagner – Espumas ao Vento Paula Fernandes – Minas Gerais Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #38 – Aline Martins Costa aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
270
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #37 – André Silva
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 37ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical do alumnus André Silva. André Silva Mestrado Integrado em Engenharia Civil Engenheiro Geotécnico @ Measurand (São Paulo, Brasil) Playlist de André Silva influenciada pelo Hip Hop “A viagem pela minha playlist se confunde com o meu percurso desde a adolescência no movimento Hip Hop do Porto, no início dos anos 2000. Naquela época, o meu envolvimento com a cultura Hip Hop era muito intenso: fazia graffiti, participava de pequenas rodas de break na escola e, é claro, sempre tinha o rap como trilha sonora de fundo. Meu primeiro contato foi com os incontornáveis Dealema e o seu hipnotizante e underground “Expresso do Submundo”, isto ainda numa cassete que o pessoal andava a gravar de um primo mais velho de uma colega de turma. Achei tudo aquilo fascinante: as letras, a rebeldia, a liberdade de poder se expressar como quisesse num país tão conservador e de bons costumes como Portugal era e ainda é. Naquela época, o movimento Hip Hop já tinha um bom número de seguidores, mas o acesso à música, revistas, videos e eventos ainda era muito reduzido comparativamente ao que vemos atualmente. O acesso à música ainda se dava através de CDs físicos ou cassetes existentes em pouquíssimas lojas de streetwear do Porto. Vale ressaltar que naquela época a internet ainda era uma realidade para muito poucos. Na rádio, era muito difícil encontrar conteúdos relacionados, no entanto existia o “Rimas e Batidas” do Rui Miguel Abreu na Antena 3, que acontecia à 1:00 da madrugada de sexta-feira para sábado (isso para a minha geração, a geração anterior já tinha os programas do José Marinho na Nova Rádio Energia e depois, mais tarde, o “Repto”, também na Antena 3). O repertório foi aumentando com nomes incontornáveis do movimento nacional como Sam The Kid, Valete, Chullage, Micro, Regula e, é claro, os Mind da Gap, os pioneiros do rap do Porto a alcançarem uma visibilidade maior na grande mídia entre os seus pares. Fica aqui também uma menção honrosa para o Keso, um dos melhores rappers/produtores/influenciadores da geração que se seguiu a MDG e Dealema. Com naturalidade, o interesse pelo Hip Hop americano foi crescendo, seguido do espanhol (com seu expoente máximo no genial Nach) e brasileiro (Marcelo D2, Emicida, entre outros). Nessa parte, os créditos são devidos ao trabalho de divulgação feito pela revista HHNation (2003-2006). Ainda hoje guardo todas as edições num armário que resta na casa dos meus pais. Nessa fase, aprendi muito sobre os grandes clássicos da Golden Era do rap americano como Gangstarr, J Dilla, Nas, The Roots, Dr. Dre, Blackstar, Common, Wu-Tang Clan, entre outros. Em 2006, propús ao meu primo (meu companheiro de sempre nessas andanças), também estudante da FEUP, mas de Mecânica, que iniciássemos um blog sobre o tema, visto que havia muito pouca oferta de sites, blogs e revistas. A proposta foi aceita! E, apesar de a internet ser limitada em nossas casas, começamos a postar os primeiros conteúdos a partir dos computadores das salas de informática da FEUP. A partir daí, seguiram-se milhares de visitas ao longo de mais de 15 anos online, convites para escrever em revistas e sites especializados, eventos, muito aprendizado, uma tatuagem no braço e uma coleção impressionante de bons amigos. Outro aspecto importante a destacar são os benefícios que ouvir rap de diferentes nacionalidades acabaram tendo na minha vida profissional. Profissionalmente, o destino quis que grande parte do meu percurso profissional fosse no Brasil e, mais recentemente, com bastante interação com outros clientes da América Latina, o que exige conhecimentos de espanhol, dos quais eu nunca tive uma aula sequer. Obviamente, para portugueses é mais fácil assimilar, mas muita da familiaridade que adquiri com o espanhol surgiu do meu hábito de escutar rap espanhol desde cedo. E, acreditem ou não, apesar de o português brasileiro ser aparentemente a mesma língua, as gírias fazem total diferença, principalmente quando se está gerindo um projeto de construção. O texto já está longo e eu teria muitas mais histórias para contar, como aquela vez em que descobri que um estimado professor meu de Civil é pai de uma famosa rapper do Porto, através de uma das suas músicas. Mas os detalhes ficarão para uma próxima oportunidade… Espero que tenham gostado desta breve viagem pelo tempo. Desfrutem da playlist!” Playlist Dealema – Mais uma sessão Keso -Na rua tenho acústica Sam The kid – Juventude é mentalidade Valete – Suburbios Chullage – RhymeShit Que Abala Regula – Diálogo Micro – Respeito Mind Da Gap- Todos Gordos Wu-Tang Clan – C.R.E.A.M GangStarr – Code of the streets Slum Village – The look of love Nas – The world is yours BlackStar – Respiration ft Common Marcelo D2 – Desabafo/Deixa eu dizer Emicida – Triunfo Nach – Disparos De Silencio ft. Wöyza Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #37 – André Silva aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
269
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #36 – Paulo Monteiro
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 36ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical do alumnus Paulo Monteiro. Paulo Monteiro Licenciatura em Engenharia Informática Java Software Engineer @Skillworks Limited Playlist de Paulo Monteiro inspirada na máquina do tempo “Música muitas vezes é como um café. Um pretexto. Torna-se o foco da atividade, mas muitas vezes é uma boa razão para estarmos juntos com alguém que nos é querido, aprofundar um novo laço de amizade e criar novas memórias. As minhas primeiras três músicas mais marcantes vêm da minha infância e curiosamente são todas de autores italianos. A minha primeira música, “Trinitá: Titoli“, de Franco Micalizzi, vem de um dos meus primeiros filmes de que tenho memória. Lembro-me de ainda estar na África do Sul onde eu, a minha irmã e os meus primos estávamos sentados no sofá a ver “Lo chiamavano Trinità”, de 1970, um spaghetti western com Terence Hill e Bud Spencer como atores principais. “Ecstasy of Gold” de Ennio Morricone, presente num outro spaghetti western “O Bom, o Mau e o Vilão” de Sergio Leone, evoca-me todos os momentos da minha infância em que ficava sentado com o meu pai na nossa sala a ver os mais variados spaghetti westerns e como não podia deixar de ser mais tarde passei a colecionar estes mesmo filmes do qual ainda hoje sou um adepto incondicional. Corria o ano de 1991, quando a aposta italiana na Eurovisão recaiu para Toto Catugno com a música “Insieme”, que era um desconhecido para mim, mas não para a minha mãe que imediatamente me disse que ele era o grande favorito. Com a queda do muro de Berlim e o alargamento da altura CEE, Insieme (Juntos) era um tema emotivo e que contava com 4 músicos de apoio, representando as diferentes regiões da antiga Jugoslávia. Cotugno conquistaria a Eurovisão e tornar-se-ia na minha primeira obsessão musical. A minha adolescência musical ficou bastante marcada pelos estilos punk, hardcore e thrash. Corria o ano de 1994, quando os The Offspring lançam “Smash” e o meu amigo Mário do 7º ano obrigou-me a ouvir “o melhor albúm” que ele alguma vez ouviu no seu Sony Walkman. Um auricular no meu ouvido esquerdo, o outro no ouvido direito dele. A primeira música que oiço é “Self-Esteem” e tornou-se no hino dos meus primeiros anos de adolescência. A porta do skate punk rock abriu-se para mim. Cerca de dois anos mais tarde, após trocas de nomes de álbuns entre amigos comuns, acabaria por forjar amizade com o Elísio, na altura um estudante de Farmácia, quando ele me apresentou a uma banda de punk/hardcore de São Paulo, Ratos de Porão e o albúm “Ao vivo” onde tinha a música “Beber até Morrer”. O meu primeiro concerto ao vivo seria precisamente para ver Ratos de Porão no antigo Hard Club em Vila Nova de Gaia. Ratos de Porão escancarou as portas para Sepultura (outra banda de São Paulo), Pantera, Machine Head, Anthrax e muitas outras bandas de metal thrash. Os meus primeiros riffs na guitarra foram ao som de “Slave New World”, do álbum Chaos A.D. dos Sepultura, que viria a tornar-se numa das bases para o movimento do metal no final do milénio. No entanto, poucas bandas influenciaram-me tanto na guitarra como as próximas duas: Slayer e Metallica. Slayer era conhecida na altura por ter os fãs mais leais e tornou-se na minha ponte para rapidamente forjar amizade com outros apreciadores de metal. “Seasons in the Abyss” foi a primeira música dos Slayer que aprendi na guitarra. Para o final da adolescência, tive igualmente a oportunidade de me apaixonar pela a minha melhor amiga, hoje minha esposa, que coincidentemente acabaríamos por nos aproximar por causa de Cradle of Filth, Guns, Pearl Jame Megadeth, mas seria “Nothing Else Matters” dos Metallica que nos marcaria para sempre. Para o final do secundário, costumava frequentar a loja de música “Piranha”, que na altura estava situada no Shopping Center Itália, na Boavista. E numa das minhas muitas visitas estava com cerca de 3 álbuns numa fila para ouvir, quando um desconhecido de meia-idade, calvo, mas com ainda alguns cabelos compridos a lutar contra a 2ª Lei da Termodinâmica, se aproxima e me diz que tudo o que tenho ali é lixo e que eu deveria tentar ouvir algo de diferente. Por qualquer motivo, encolhi os ombros e perguntei-lhe o que ele me recomendava. Ao fim de 2 minutos de pesquisar pela pequeníssima loja, ele regressa com um CD de Jimi Hendrix Experience – BBC Sessions acabado de ser lançado no panorama nacional, um duplo álbum, onde “Foxy Lady” foi a primeira música que ouvi e comprei o álbum de imediato. O nome do desconhecido era Luís e ficaríamos amigos. Imediatamente antes da faculdade deparei-me com Jazz por puro acaso. Após os ensaios de uma das bandas de thrash/nu-metal a que eu pertencia na altura, uma das coisas que fazíamos após os ensaios era trocar cassetes com aquilo que cada um estava a ouvir e Sofia, a baterista da banda, deu-me uma cópia do álbum Moanin’ (1958) de Art Blakey and the Jazz Messengers e a minha vida jamais seria a mesma, acabando por me arrastar para o mundo de Blues e Jazz, mundo que ainda hoje habito. Mais tarde acabaria por mergulhar de cabeça e descobrir gigantes como Marcus Miller, Charles Mingus, Miles Davis, Dave Brubeck, Donald Byrd, Coltrane, entre outros. Hoje ainda mantenho contacto com Pedro Ferreira, outro amigo do secundário, baixista de uma banda do secundário onde fazíamos covers dos The Offspring e hoje continua como baixista da banda de rock Portuense O Incrível Homem Bomba e uma das minhas músicas favoritas “Procura que vês” tem uma das melhores entradas de baixos de que tenho memória. O rock português continua de boa saúde. Devido à minha paixão pelo râguebi e por apoiar incondicionalmente os Springboks, a selecção Sul-Africana de râguebi e a equipa dos Blue Bulls de Pretória, comecei a tentar perceber certos comentários ou os “flash interviews” em Afrikaans e um dos músicos que geralmente se ouvia no estádio era e ainda é Kurt Darren, um músico sul-africano que canta em Afrikaans e quando comecei a ler e perceber as letras dele enquanto a música tocava no background, a minha filha Matild aprendeu a apreciar uma música para qual não sabe o seu significado e “Kaptein” tornou-se na sua música favorita durante grande parte de 2022. Como tal, esta lista de músicas são aquelas que não só me causaram um grande impacto na minha juventude, mas que servem igualmente como uma máquina do tempo DeLorean, onde posso recordar pessoas queridas. E por falar em DeLorean, está na altura de regressar ao futuro e despedir-me com Johnny B. Goode.” Podes saber mais sobre o Paulo em Open Source Software no GitHub e em Secção de râguebi no jornal O Público. Playlist Franco Micalizzi – Trinitá: Titoli Ennio Morricone – The Ecstasy of Gold Toto Cutugno – Insieme The Offspring – Self Esteem Ratos de Porão – Beber Até Morrer Sepultura – New Slave World Slayer – Seasons in the abyss Metallica – Nothing Else Matters Art Blakey – Moanin’ O Incrível Homem Bomba – Procura que vês Kurt Darren – Kaptein Chuck Berry – Johnny B. Goode Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #36 – Paulo Monteiro aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
268
Entrevista Missão País
A Missão País é um projeto católico de universitários para universitários, com o objetivo de inspirar os estudantes a viver a fé católica em missão. Organiza e desenvolve as missões universitárias, que são semanas de apostolado e ação social em que estudantes de várias faculdades de Portugal partem para diferentes localidades do país. Simão Francisco e Maria Noronha, estudantes do 1ºano do Mestrado em Bioengenharia, foram chefes gerais das missões da FEUP I e da FEUP II, respetivamente, durante o passado mês de Fevereiro. Durante pouco mais de meia hora de conversa, ambos contam como conheceram a Missão País, como funciona todo o processo de inscrição na mesma, falando também de alguns dos seus momentos mais marcantes durante as suas missões e de como é o processo de passar de ser missionário para fazer parte da equipa de chefes de missão (que na verdade também são missionários). E tu? Queres conhecer melhor o que é a Missão País? Descobre em mais uma entrevista na tua Engenharia Rádio! Tomás Miranda O conteúdo Entrevista Missão País aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
267
Ana Lua Caiano ao vivo no “Maus Hábitos”
Na passada sexta-feira, dia 19 de maio, a Engenharia Rádio esteve no “Maus Hábitos” para assistir ao primeiro concerto a solo de Ana Lua Caiano na cidade Porto. (Fotografias de Raquel Sousa) A atuação, integrada na digressão de apresentação do seu novo EP “Se Dançar É Só Depois”, que tem passado por cidades como Setúbal, Lisboa e Coimbra, contou também com músicas do primeiro EP “Cheguei Tarde A Ontem”. A plateia teve ainda a oportunidade de ouvir o tema “Vou Ficar Neste Quadrado”, do seu primeiro álbum, que sairá em breve, e sobre o qual a artista falou em exclusivo para a Engenharia Rádio. Ana Lua Caiano confirmou mais uma vez o seu talento, correspondendo a todas as expectativas que o seu crescente mediatismo tem criado. Performance original e intensa, deixou toda a plateia hipnotizada com as suas melodias doces e sombrias e as suas letras poeticamente surrealistas no cruzamento da música tradicional portuguesa com a música eletrónica. A fasquia mantém-se elevada para os próximos concertos. No final a artista concedeu-nos uma entrevista, na qual nos contou um pouco do seu percurso, do seu processo criativo e das suas influências musicais e literárias. Vasco Tunesconii O conteúdo Ana Lua Caiano ao vivo no “Maus Hábitos” aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
266
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #35 – Pedro Afonso
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 35ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical da alumnus Pedro Afonso. Pedro Afonso Mestrado Integrado em Engenharia Química Senior Product Manager @ ANSYS, Inc. Playlist que marca o compasso da vida de Pedro Afonso “A minha geração (“que dureza”) ainda teve tempo sem internet. Ainda teve tempo para gravar músicas da rádio quando tinha a sorte de carregar “REC” a tempo. Tinha de esperar para ouvir aquela música e, permite-me dizer que, quando a ouvíamos soava como se fosse a última vez. Esta playlist agrega músicas que simplesmente gosto como de músicas e que por alguma razão soaram naqueles momentos importantes. A maior parte é ROCK ou Metal… não é que não goste de outros estilos, creio que é consequência de ter aprendido a tocar guitarra aos 11/12 anos. Nessa altura, tive como prenda duas K7’s. MTV Unplugged do Nirvana e Load dos Metallica. Longe de afirmar que estilo de música me tornou consciente musicalmente, mas o som era tão diferente que não conseguia deixar de ouvir. Escolhi a “Bleeding Me” dos Metallica desse álbum. Aqueles versos de “I’m diggin’ my way, I’m diggin’ my way to somethin’, I’m diggin’ my way to somethin’ better”, davam-me a sensação de que a dedicação “a algo” sempre compensa. Até à entrada na FEUP era difícil que não estudasse a ouvir Metallica, Guns ou Nirvana. Já na faculdade, numa daquelas noites de cartas, um amigo liga o PC e ouço pela primeira vez a “Stairway to Heaven” dos Led Zepellin. Não consegui deixar de ouvir esta música, nem os Led Zeppelin embora não fossem uma banda da minha geração. Talvez a minha banda favorita. Seven Nation Army tem de estar nesta lista. Ainda hoje não sei bem o significado da música, mas sei que foi a som desta música que conheci a Ana. Na altura, tinha um telemóvel manhoso que permitia criar os nossos próprios ringtones. A desculpa perfeita para falar com quem tinha 7 anos de piano no conservatório e sabia identificar “os sustenidos” bem melhor que eu. Atualmente, conseguimos juntar um coro de 3 filhotes que nos dão muita muita música. Uma decisão de última hora de ir até Vilar de Mouros com um amigo, deu-nos a oportunidade de ver um dos melhores concertos/espectáculos (LAMB, CAKE, MANU CHAO, MIND DA GAP…). Escolhi a cover dos Cake de “I Will Survive” e a “Du Has(s)t” dos Rammstein. Esta última, porque não consegui ficar para o dia seguinte e perdi o concerto deles. :/ Como sou de Bragança, era normal durante o curso, voltar a casa a cada 2 semanas. Uma entre as muitas é a “Downtown” do grupo espanhol Dover. Dois motivos principais – sempre gostei dos versos iniciais: “Clean your bedroom come on / so we can find your soul”, que sempre interpretei como “organiza-te mentalmente para que possas ser feliz” e, não menos importante, o CD “late at night” era energizante o suficiente para me manter acordado durante as viagens. Voltar a casa era sempre bom. Diferente do Porto, nem pior nem melhor, diferente só. Sair com os amigos de infância, contar histórias novas em bares antigos. O ponto de encontro não era sempre na “Praça” dos Yvette Band, mas nunca ficava longe do centro de Bragança. O meu percurso na FEUP foi evoluindo normalmente depois do stress dos primeiros anos. Talvez o passo mais difícil tenha sido descobrir em que área evoluir. A minha interpretação da música “Show Me How to Live” dos AudioSlave, é uma alusão à filosofia, às ferramentas e ao conhecimento que o curso/professores/colegas nos conseguiram incutir – “You gave me life, now show me how to live” – permitiram-nos ter a coragem de atacar e arriscar em áreas novas, como era para mim a área de CFD (Computational Fluid Dynamics). Fruto dessa experiância, de uma visita a um seminário da ANSYS e da recomendaçao de um amigo, aceitei em 2010 sair de Porto para Paris. No dia que aceitei a oferta (das decisões mais duras que tomei), era uma 6a feira e assim que liguei o carro para ir para casa, a primeira música no rádio foi “Dog Days are Over” da Florence + The Machine. Achei extremamente irónico, e ao mesmo tempo, pensei… só os dias do cão acabaram, que dias de que animais vão começar agora? Quando isto se transformou num calendário chinês? “Fast Forward” para o primeiro ano em Paris. Descobri (de novo) amigos/colegas longe de casa, com uma idade diferente de quando entramos na faculdade, agora com responsabilidades laborais, mas com uma “saudade latente”. Muito trabalho durante a semana, durante o fim de semana, dividido entre dia de convívio, seguido de domingo cultural. “Soundtrack” recomendada “Alors on Danse” by Stromae. Em 2011, abrimos o escritório em Madrid. Passamos de 3 a 53 em 2023. Muito trabalho, mais perto de Portugal, mais perto da Ana. Foi o tempo das viagens Madrid Porto a 18 euros ida e volta. O avião na verdade era um táxi. Relações à distância são demasiado duras mas durante 2 anos o verso “Don’t stop believing, Hold on to that Feeling” dos Journey talvez seja adequado para este período. Outra música bastante “emotiva”, e ainda me é dificil de digerir quando a ouço. “Cat’s in the Cradle” – Harry Chapin surgiu numa playlist entre viagens, numa época que viajava 3 dias por semana. A letra é genial, story telling mode on, e ajudou-me a repensar o equilíbrio pessoal/professional. Para cortar um pouco com o tema emocional, adoro a pseudo música de intervenção dos Sum 41 “Still Waiting”. Se puderem ver a intro do videoclip, o diálogo inicial é delicioso. “This can’t last forever, Time won’t make things better” é um alerta sobre o mundo em que vivemos. Última música, de escolha fácil – Sam’s Town dos The Killers. Nos versos “I see London, I see Sam’s Town”, Bragança, Porto ou Madrid são casas para nós. Diferentes mas conectadas. Espero que gostem e obrigado FEUP pela oportunidade. Bonus Track: “Never Stop”, The Strangers. Banda de um colega de trabalho (Bateria) e 1ª musica (a sério…) que os nossos filhos aprenderam a cantar. Pedro” Playlist Metallica – Bleeding Me Led Zepellin – Stairway to Heaven The White Stripes – Seven Nation Army Cake – I will survive Ramstein – Du Hast Dover- Downtown Yvette Band – Praça da Sé Audioslave – Show me how to live Florence + The Machine – Dog Days are over Stromae – Alors on danse Journey – Don’t Stop Believin’ Harry Chapin – Cat’s in the Cradle Sum 41 – Still Waiting The Killers – Sam’s Town Bonus Track: The Strangers – Never Stop Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #35 – Pedro Afonso aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
265
Entrevista sobre o LEoE 23 do BEST Porto, evento dedicado à saúde mental
O BEST (Board of European Students of Technology) é uma organização estudantil não governamental e sem fins lucrativos, sendo o BEST Porto um dos seus grupos locais e que está presente nas Faculdades de Ciências (FCUP) e de Engenharia (FEUP) da Universidade do Porto, estando sediado nesta última. O BEST promove diariamente o desenvolvimento dos estudantes de tecnologia, fornecendo-lhes ferramentas que complementam a sua área de estudo, incentivando a comunicação e cooperação nacional e internacional, garantindo a troca de experiências e valores. Joana Sousa, Margarida Carvalho e Gonçalo Teixeira, estudantes das licenciaturas em Bioengenharia e Engenharia de Materiais, fazem parte da equipa organizadora do Local Event on Education (LEoE) 23, um evento dedicado à saúde mental, a realizar-se nos dias 29 e 30 de abril, na FCUP, e partilham com os ouvintes da Engenharia Rádio como é estar por de trás da organização deste evento, aberto a todos os estudantes da U.Porto. O LEoE 23 apresenta-se como o lugar para se dar voz à comunidade académica, e portanto, aproximar estudantes e docentes com o intuito de fomentar o apoio à educação, desenvolvendo ideias e iniciativas na procura da melhoria do sistema educativo atual. Ao longo do evento irão existir várias sessões e debates onde a temática da saúde mental será discutida. Além disso, existirá um case study, onde equipas formadas, no máximo, por quatro elementos terão de apresentar as suas ideias relativamente ao tema do evento. Vários prémios serão distribuídos a vários participantes do evento. Numa altura em que a saúde mental tem sido uma tema de debate na sociedade atual, é de salientar e dar os parabéns aos membros do BEST Porto pela organização de um evento desta natureza! Tomás Miranda O conteúdo Entrevista sobre o LEoE 23 do BEST Porto, evento dedicado à saúde mental aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
264
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #34 – Diana Abrunhosa
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 34ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical da alumnus Diana Abrunhosa. Diana Abrunhosa Mestrado Integrado em Engenharia Civil Risk + Resilience Senior Engineer @ Arup Playlist de memórias de Diana Abrunhosa “A música sempre fez parte da minha vida e embora nunca tenha aprendido nenhum instrumento musical, os desportos que pratiquei tinham sempre música associada. Cresci a ouvir música clássica, tanto em casa como durante as minhas aulas de ballet, e ao longo da minha vida fui descobrindo diferentes géneros de música e comecei a distinguir o que gostava mais ou menos. Tenho um gosto um pouco eclético, gosto de quase tudo! De pop, classic rock, metal, bossa nova e até música electrónica quando o mood pede. Lembro-me do meu “walkman” e do meu “discman” que era transparente e via o CD a rodar. E lembro-me ainda mais de ter uma cassete na aparelhagem, pronta a gravar as músicas preferidas da rádio e estar muito atenta para não apanhar os comentários da rádio antes ou depois ! Agora, com menos aparelhos e apenas com uns “fones” já sem fios, a música acompanha-me diariamente e associo várias músicas a memórias. As músicas da playlist que se segue não são necessariamente as minhas músicas ou bandas favoritas mas são músicas que me fazem lembrar momentos e pessoas. É uma playlist sobre o meu percurso desde que comecei estudar na FEUP em 2010, das minhas aventuras e conquistas ao longo dos anos até ao dia de hoje onde me encontro a escrever esta rubrica num dos grandes edifícios da zona financeira em São Francisco. 2010 Queen – “We will rock you” Quem é de Civil da FEUP e foi à praxe, nem que tenha sido um dia, saberá o porquê da escolha desta música. “Curso só um, CI-VIL”, é só acompanhar o ritmo! 2011 Arctic Monkeys – “When the sun goes down” Fim do primeiro ano da faculdade, festivais de verão a serem anunciados e Artic Monkeys a serem cabeça de cartaz no Super Bock Super Rock em 2011. Sendo uma das minhas bandas favoritas, comprei logo o bilhete mas o problema é que nesse mesmo dia tinha um exame e o festival era na praia do Meco, a mais de 3h de viagem. Resultado, fazer o exame de manhã, correr para o Metro, correr para a camioneta, trocar de camioneta em Lisboa, ficar no trânsito e chegar atrasada ao festival mas a tempo de ainda ver a banda anterior e os Artic Monkeys!! Voltamos nessa mesma noite/madrugada para o Porto mas passei no exame e vi uma das minhas bandas favoritas! 2012 Dream Theater – “Hollow Years (Live at Budokan)” Sempre gostei de estudar em centros comerciais ou cafés durante o secundário, e durante os meus anos na FEUP, nas salas de estudo ou outro local público. Para estudar com música é preciso escolher bem. Gosto muito de música clássica, jazz, Radiohead, ou algo que não me distraia o pensamento mas seja mais ambiente. Enviaram-me esta música para ouvir e gostei. Passou a ser uma das minhas músicas favoritas, pela lembrança e pela música em si! 2014 Toploader – “Dancing in the moonlight” Durante o meu primeiro Erasmus na Dinamarca conheci uma das minhas melhores amigas, a Julia, vinda da Alemanha. Uma das minhas memórias mais vivas, entre muitas outras, foi ter ido até ao apartamento dela no nosso bloco de residência no dia cultural da nossa universidade e ajudá-la a fazer “waffles” (que eram divinais) e ouvimos esta canção! Continua a ser a nossa música até hoje! 2014 Yann Tiersen – “Comptine d’une autre été” Uma das minhas músicas favoritas. A minha universidade na Dinamarca tinha um enorme hall de entrada com mesas longas e infinitas para os estudantes almoçarem, estudarem, etc. e num canto havia lá um piano para quem quisesse tocar. Aprendi a tocar um bocadinho desta música depois de algumas aulas dadas pela Julia às 22h (para ninguém me ouvir a tocar mal piano).. 2015 – Aaron – “Paul Kalkbrenner” Durante o meu tempo em Copenhaga, no meu segundo Erasmus, tinha de fazer um percurso de poucos KM até chegar à empresa onde fiz a tese. Morava em Islands Brygge e a empresa ficava em Orestad – o percurso era uma avenida enorme, com várias rotundas e com o vento sempre contra nós (nem ao fim do dia era a favor..). Lembro-me de esta música ser quase sempre o início da minha viagem de bicicleta e ainda me lembro do percurso e dos edifícios pelos quais passava todos os dias e a continuarem a ser os meus favoritos – para fãs de arquitetura, não poderia ter escolhido um sítio melhor para passar todos os dias ! 2016 – The Killers – “Mr Brightside” Há qualquer relação entre os irlandeses e esta música. E acho que toda a gente que vive na Irlanda sente o mesmo. A conversa no pub para, a ida ao bar ou ao wc é adiada e toda a gente canta esta música como se fosse a última vez. Algo interessante, mas juntei-me ao movimento de todas as vezes que a ouvi – e foram muitas! 2020 – Fred, again – “We lost dancing” A pandemia foi uma altura pesada para toda a gente. Passei uns meses sozinha na Irlanda sem poder viajar, vários amigos meus deixaram o país, alguns durante os meses de pandemia, outros de vez. Perdemos muito mas deu-nos ainda mais vontade de fazer planos cada vez que nos era possível. Cafés no inverno ao frio com 0 graus, porque só havia take away e não podíamos visitar amigos, a um brunch à chuva, guardados por um pequeno guarda sol porque só se podia fazer refeições em esplanadas e tivemos de marcar com 2 semanas de antecedência para conseguirmos vaga! Mesmo assim, repetia só para poder ter uma refeição com os meus amigos e colocar a conversa em dia, não do pouco que podíamos fazer mas de todos os nossos planos quando a normalidade eventualmente voltasse! 2022 – Pedro Abrunhosa – “Eu não sei quem te perdeu” Cresci a ouvir Pedro Abrunhosa e 2022, foi o ano de voltar a juntar a família. Enchemos um camarote no Super Bock Arena em março de 2022. Quando somos cada vez mais a emigrar, juntar a família fica cada vez mais difícil, este ano foi um presente adiantado à matriarca da família, agora com 100 anos, viu o sobrinho a cantar até à 1 da manhã com o recinto cheio. Esta será possivelmente uma das minhas músicas favoritas. 2023 – Tony Bennett “I left my heart in San Francisco” Porque me apaixonei pela cidade mal dei o meu primeiro passeio. Mudar de ares faz bem e embora a mudança seja sempre difícil, normalmente só traz coisas ainda melhores! Macy Gray – “Beauty in the World” Para finalizar, com uma música para “levar para casa” porque há muito beleza pelo mundo e poder viajar o mundo é uma das melhores coisas que podemos fazer! Embora sejam músicas bastante variadas e muito pouco a ver umas com as outras, espero que gostem e lanço o desafio a qualquer pessoa para uma playlist de memórias! Daqui a uns anos irei atualizá-la ! Playlist Queen – We will rock you Arctic Monkeys – When the sun goes down Dream Theater – Hollow Years (Live at Budokan) Toploader – Dancing in the moonlight Yann Tiersen – Comptine d’une autre été Aaron – Paul Kalkbrenner The Killers – Mr Brightside Fred, again – We lost dancing Pedro Abrunhosa – Eu não sei quem te perdeu Tony Bennett – I left my heart in San Francisco Macy Gray – Beauty in the World Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #34 – Diana Abrunhosa aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
263
Entrevista com Guilherme Gonçalves, presidente da Porto Space Team
A Porto Space Team é uma associação direcionada para a investigação, design e desenvolvimento aeroespacial a nível universitário, sedeada na FEUP e fundada em junho de 2022. Guilherme Gonçalves, atualmente estudante do 1ºano de mestrado em Engenharia Mecânica na FEUP e presidente da organização, partilha com os ouvintes da Engenharia Rádio sobre o que é a Porto Space Team, o seu passado, presente e futuro a curto e a longo prazo. Numa conversa marcada pela descontração do início ao fim, Guilherme realça que o crescimento sustentado da organização passa por manter “os pés bem assentes na Terra”, mas simultaneamente tendo sempre a ambição de ser uma iniciativa com um papel cada vez mais importante no panorama da engenharia aeroespacial e aeronáutica em Portugal. Atualmente com o projeto denominado de “Invictus” de construir um foguetão, o próximo objetivo da Porto Space Team passa por fazer uma boa prestação no “European Rocketry Challenge”, uma competição de model rockets contruídos por estudantes universitários de toda a Europa, que decorre anualmente em outubro, em Ponte de Sor . Sintonizem-se! Tomás Miranda O conteúdo Entrevista com Guilherme Gonçalves, presidente da Porto Space Team aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
262
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #33 – Nuno Cordeiro
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 33ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical da alumnus Nuno Cordeiro. Nuno Cordeiro Mestrado em Engenharia de Serviços e Gestão (MESG) Managing Partner @ Techtailors “Música para respirar” “Desde muito cedo tive uma enorme paixão pela música. Música desde a primária e aulas de piano pautaram a infância. Já nos tempos de juventude costumava dizer “preciso de música para respirar”. Acordava e era automático. Ligava a rádio. Sempre preferi a rádio à TV. Vi nascer rádios pirata que, entretanto, viraram oficiais, lembro-me da Cidade FM ter locução em português do Brasil, na altura algo muito irreverente. Ao som dos Queen cruzei Espanha com a família de ponto a ponto. Na altura levei um amigo, o João César, que me deu a conhecer sonoridades como os ZZ Top, os Doors entre tantas outras referências. Mais dois ou três anos, tinha eu à volta de 15 e uma enorme aparelhagem coabitava no meu quarto. Era feita em módulos, as colunas eram grandes, cerca de 1,5m de altura. Na porta do móvel havia um autocolante que nunca tirei com a inscrição 1100W. Claro que me valeu uns quantos encontros com indivíduos de farda azul escura, mas a culpa não era minha…era o mau feitio da vizinha de cima! Depois vieram os tempos das guitarradas, Guns n’ Roses, Bon Jovi e afins. Para aqueles que se aventuraram nas guitarradas nos anos 90 muitos reconhecerão “Dunas” dos GNR como a primeira música para aprender uns acordes. Bem mais à frente com o Luís Pinto as guitarras já eram amplificadas e verdade seja dita, dávamos um grande show em dueto interpretando “More than words”, o “Hotel California” dos Eagles e “Nothing Else Matters” dos Metallica. Ora por vezes com ensaio, ora de forma espontânea era sempre com orgulho que subia ao palco de pequenos bares entre Alvalade e as Avenidas Novas de Lisboa. “Pride” dos U2 foi música recorrente em casa do grande Rui Rodrigues e dava o mote para valentes almoçaradas. As aulas depois à tarde, bem… isso já era outro tema. Ora em mote de animação ora em consonância com desgostos quanto o mundo parecia acabar (Sinead O’ Connor, Phill Collins) o denominador era comum: a música esteve sempre presente. Agradecendo o desafio que foi dirigido pelo Gabinete Alumni aqui deixo em tom partilha um pouco do tal “ar para respirar”. Playlist Black Eyed Peas – Let’s get it started Sinead O’Connor – Nothing compares to you Tina Turner – Simply the best Phil Collins – Against All Odds U2 – In the name of love Simple Minds – Alive n kicking Bon Jovi – Bed of Roses GNR – Dunas Guns ‘n roses – November rain Cure – Friday I’m in love Aerosmith – Don’t want to miss a thing ZZ top – Gimme All Your Lovin’ Queen – Bohemian Rhapsody DAD – Sleeping My Day Away Héroes del Silencio – Entre dos tierras Nirvana – Smells Like Teen Spirit The Cranberries – Zombie Creep – Radiohead REM – Losing my religion Eagles – Hotel California Metallica – Nothing Else Matters Extreme – More than words Scorpions – Wind of change Green Day – Basket Case Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #33 – Nuno Cordeiro aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
261
Sofia Sá lança o seu segundo álbum, “Real”
No passado mês de janeiro, Sofia Sá, atualmente estudante do 2ºano da licenciatura em Engenharia Informática na FEUP, lançou o segundo álbum, “Real“, da sua ainda curta carreira musical como vocalista, após o lançamento de “Invisível”, em 2017. Numa conversa bastante descontraída do início ao fim, a artista fala com harmonia sobre o seu percurso musical, que começou com o amor pelo piano. Composição de músicas, balanço entre vida académica e musical são alguns dos temas “cantados” durante esta entrevista, dando sempre destaque, claro está, ao seu novo álbum. “Passe o tempo que passar”, Sofia Sá, outrora “Invisível” dos seus ouvintes , continuará a ser “Real” no seu futuro, futuro esse que conta com muita música pela frente. Sintonizem-se! Tomás Miranda O conteúdo Sofia Sá lança o seu segundo álbum, “Real” aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
260
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #32 – Rui Fernando Marques
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 32ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical da alumnus Rui Fernando Marques. Rui Fernando Marques Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores FPGA Expert – Systems Engineer Aerospace, Defense Security @ TEKEVER SPACE A diversificada Playlist de Rui Fernando Marques “Gotan Project é uma banda de música com um Tango meio alternativo ou eletro. Têm várias músicas ótimas para dançar sozinho ou acompanhado. Esta pareceu-me adequada para iniciar a lista de reprodução. Lembro-me de quando estava em épocas de exames, quando o cansaço era demais, mas ainda assim tinha de fazer um último esforço para acabar de estudar a matéria toda, então desligava as luzes do meu quarto, sala ou laboratório (se estivesse sozinho), e punha esta música a tocar enquanto dançava às escuras. A quem decidir replicar a experiência, boa viagem! Nujabes foi um DJ Japonês. Esta música que vos trago tem alguma inspiração na série de anime “Samurai Champloo”. Alguma vez estudaram, ou trabalharam durante horas ao som da mesma música sem ficarem fartos da música ou sem ela ficar na cabeça? Esta é uma delas. Ainda hoje oiço a versão “10 horas”. Há 3 versões ligeiramente diferentes desta música, a minha favorita é a quem tem a personagem “Fuu” como inspiração, mas há também com o “Mugen” e o “Jin”. Estes 3 nomes são os nomes das 3 personagens principais da série “Samurai Champloo”. Num dia de chuva, a trabalhar de casa, oiçam Nujabes e… Bom proveito Esta música acompanhou-me ao longo da minha infância e vida adulta. Ainda hoje às vezes uso esta música como despertador. É mesmo agradável acordar ao som de Dido com a “Here with me”. Um obrigado especial à minha irmã que fazia exatamente isso: acordava-se a si, e a mim, ao som desta música. A letra desta música também é muito bonita. “I don’t want to change a thing, it might change my memory.”. Quem quiser experimentar um novo toque para o despertador, esta música é perfeita. Moloko foi a primeira banda de música que vi ao vivo. Ouvi Moloko ao vivo no Sudoeste antes de entrar na Faculdade. Lembro-me que a vocalista dançava e saltava freneticamente pelo palco, e no final entrou num piano a fazer palhaçadas. Ela é uma Molok’a. Na Faculdade ouvia Moloko quando queria despertar para dançar. Em especial, a letra desta música fez-me desejar encontrar alguém que me quisesse, ou desejasse como a vocalista o canta tão emotivamente. A todos os ouvintes, os que encontraram e os que sem dúvida hão-de encontrar, deixo-vos com a “I Want You”… Outra música sobre encontrar a cara metade. Esta é outra música muito mexida, mas ainda assim calma e suave. Eu já gostava de Faithless, mas esta música tem uma letra mesmo gira… e o videoclip é hilariante. Na altura senti que partes deste videoclip descreviam a minha vida, e aposto que descreve a vida de muitos dos ouvintes também. Quem vir o videoclip, ganhe coragem para dançar mesmo numa multidão de pessoas estáticas… Ao som deFaithless ft Estelle “Why Go?”. Fatboy Slim é uma banda de música dos anos 90. Esta é apenas uma das músicas que ouvia na altura. Para além das músicas me manterem com ritmo de estudo ou “desperto”, os videoclips são todos “fora da caixa”. Para quem estiver a começar o dia e precisar de um pouco de energia… The Black Keys, quem não conhece, devia. Um grande abraço ao Rui de Canelas, que é dos meus amigos mais antigos, por me ter dado a conhecer a banda. Segue então “Lonely Boy”, de “The Black Keys”, para os “Lonely Boys” da Faculdade de Engenharia, para os ousados que querem aprender os “dance moves” deste videoclip e impressionar numa festa… Electro Swing é um dos meus estilos de música favoritos. Esta não é uma música para adormecer. É um remix de um dos momentos mais icónicos da Disney: quando, em Aladdin, o génio da lâmpada aparece pela primeira vez. Admiro muito Robin Williams e os filmes e humor que ele fez. Encontrei algures na net o realizador do filme Aladdin a comentar que na altura em que estavam a fazer o filme, o realizador ficou com várias horas do Robin Williams a falar e a fazer piadas, e que ele teve de cortar imensas falas para poder adequar ao filme do Aladdin. Por agora, deixo-vos “A Friend Like Me”, versão Electro Swing, e aproveitem o momento para se recordarem de um amigo vosso que não haja igual. Parov Stelar. Mais uma música para levantar da cadeira e dançar. Parov Stelar ensinou-me a fazer uma dança que era shift lateral com os pés. Era um “pseudo-random-moonwalk-de-lado”, o sucesso em qualquer discoteca. Não havia “LMFAO – shufflin'” ou “TecktoniK” que batesse estes moves. Para quem estiver a praticar, cuidado com os tapetes! O videoclip de Parov Stelar – “Chambermaid Swing”, tem passagens de filmes antigos onde casais dançam de forma frenética. Numa palavra: “Vejam”. São daqueles vídeos que põem as nossas mães a dizer “já não se fazem filmes como antigamente”. Para os curiosos dos musicais, seguem os nomes dos filmes: “Top Hat” com Ginger Rogers, “Second Chorus” com Paulette Goddard e Burgess Meredith, e “Hellzapoppin” com Whitey’s Lindy Hoppers. Arrumem o tapete da sala, calcem o vosso “tapshoe”, levem uma toalhinha para limpar o suor, ponham o filme na televisão grande da sala. Caravan Palace, não vos vai deixar sentar. Preparem-se para outra música ótima para dançar. Acho o videoclip desta música mesmo engraçado. É um cenário onde gatos e cães vestidos como humanos se encontram num bar. Sem querer fazer “spoilers”, a melhor descrição deste videoclip é “se o filme Zootopia tivesse sido realizado pelo realizador Quentin Tarantino.” Aos ouvintes, soltem o animal que há dentro de vós, e dancem sem tabus. Bom proveito E pegando nesse espírito de “dacem sem tabus”, segue-se a música “Do You” do artista Pogo“. Pogo é um DJ que faz música pegando em excertos de filmes ou gravações. É dos meus artistas favoritos, mas infelizmente não conheço muita gente que aprecie. Partilho 3 músicas do Pogo, pode ser que gostem de uma delas, mas claro, … sejam honestos, … sejam vocês mesmos, … Esta música tem como base os filmes do Winnie da Pooh. Se reconhecem as vozes na música, é porque provavelmente o Winnie da Pooh e o Christopher Robin fizeram parte da vossa infância. Há uma pequena mensagem na música que fala da forma quando estamos com alguém, estarmos realmente com alguém. Ou pelo menos foi assim que interpretei. Que esta música vos faça sentir a presença de algum amigo próximo, porque “When I’m with you, I’m with you”. Bom proveito Deixo-vos com a terceira e última música do Pogo nesta lista de reprodução. A música é baseada no filme do Gru Maldisposto, e tem realce em unicórnios. Como é óbvio vou dedicar esta música às minhas sobrinhas. Beijinhos para a Lia, a Diana, a Lara, e já agora, também para o André. Soltem a criança que têm dentro de vocês e… Bom proveito Nitin Sawhney é uma banda de música que os meus irmãos mais velhos me deram a conhecer. Há um misto de culturas: Brasil, Índia, USA, etc… Mas é muito, muito engraçado. Espero que gostem, a seguinte também é deles. Quem gosta de desafios vocais, recomendo karaoke da música “Nitin Sawhney – Conference”, mas por agora, deixo-vos em “terras natais”, “homelands”… Uma vez mais Nitin Sawhney a levar-me para os tempos que ouvia isto no “Walkman”/leitor de cassetes dos meus irmãos. Um beijinho e um abraço para a minha irmã (Andreia) e irmão (Fernando), também Engenheiro da FEUP. Para a malta mais nova, desafio-vos a ouvirem a música enquanto descobrem como se fazia para ouvir uma cassete de música desde o início com o auxílio de um lápis. E por falar em aprender novos passos de dança, como suspeito que todos conhecem a música original do PSY – “Gangnam Style”, alguém se lembra da versão “tuga”, “Gamar com Style” do Pedro Fernandes no “5 Para a Meia-Noite”? Toca a fazer o cavalinho! Alt-J é uma banda de música que conheci num workshop de Verão em Itália. Um estudante Sueco com quem partilhei quarto, durante o workshop de Verão, deu-me a ouvir Alt-J, e tive a mesma reação que provavelmente irão ter vocês também. “Mas o que é isto?!”. “Breezeblocks” é das músicas mais populares deles, mas é também a mais esquisita, especialmente se vista com o videoclip. Espero que não vos condicione o gosto, porque eles têm músicas com batidas muito boas. Uma delas vem já a seguir na lista de reprodução. Por enquanto, oiçam “Breezeblocks”, ignorem um pouco a letra e o videoclipe, e apreciem a batida. Bom proveito Alt-J é uma banda de música do Reino Unido, com algum gosto especial para cinema (para além da música). Para quem gosta daqueles filmes, que quando acaba fica com aquela sensação, “mas o que é que eu acabei de ver?”, os videoclipes de Alt-J têm muito essa onda. “Matilda” é uma música calma, e com um ritmo agradável, o videoclip é dos mais normais, por isso, é uma boa forma de aprender a gostar de Alt-J. Para quem estiver com insónias, beba um copinho com leite e mel, deite-se às escuras ao som de “Matilda” e… Bom proveito Este foi um álbum de música que me foi recomendado por um grande amigo da FEUP. “Everything I Can’t Have” é das poucas músicas não românticas deste Álbum. Decidi não colocar uma música mais calma para não condicionar a playlist, mas a todos os casais apaixonados, recomendo vivamente este álbum. No final do dia de hoje, desliguem a televisão, mandem vir comida italiana, ponham a sala a meia luz, e dancem ao som de “The Evolution of Robbin Thicke”. Bom proveito! Dave Matthews Band com a ” If Only – Hollywood Bowl”, foi uma banda que fiquei a conhecer numa altura mais romântica da minha vida. Na altura fiz uma viagem de carro até à Régua e esta música marcou-me a mim e a quem viria a tornar-se minha namorada nesse dia. Uns quantos anos depois, e esta foi a música que ela escolheu para entrada na cerimónia quando casamos. Aquilo que me chamou mais atenção na letra desta música foi o facto de “eu ser só um tolo, a fazer de conta que sou um Sr. fixe.” (na música: “I’m just a fool, playing Mr. cool.”). Espero que esta música traga tanta felicidade a quem ouvir, tal como nos deu a nós. Por agora, não vos maço mais com histórias da minha vida. Espero que gostem da lista de reprodução que se segue! Bom proveito! ” Playlist Gotan Project Triptico Nujabes – Aruarian Dance + Rainy Mood Dido – Here with Me Moloko – I want you Faithless – Why Go? ( ft. Estelle ) Fatboy Slim – Right Here, Right Now [Official Video] The Black Keys – Lonely Boy [Electro Swing] A Friend Like Me (Sim Gretina Remix) Parov Stelar – All Night Parov Stelar – Chambermaid Swin Caravan Palace – Lone Digger Pogo – Do You Pogo – Boy & Bear Pogo – Gruve Nitin Sawhney – Homelands Nitin Sawhney – Sunset (trip hop) “Gamar com Style” (GANGNAM STYLE) – Pedro Fernandes / 5 Para a Meia-Noite Alt-J (∆) Breezeblocks Alt-J (∆) – Matilda The Evolution of Robbin Thicke, Everything I Can’t Have Dave Matthews Band – If Only – Hollywood Bowl Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #32 – Rui Fernando Marques aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
259
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #31 – Cristina Amaro
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 31ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical da alumnus Cristina Amaro. Cristina Amaro Engenharia Mecânica Técnica de Qualidade e Soldadura Pemel Metalomecânica Playlist que “espelha estados de espírito” “Com um universo de músicas tão vasto, e com um gosto musical que tão abrangente, escolher apenas algumas músicas para a playlist foi um desafio. As músicas têm a capacidade de refletir aquilo que sentimos mas por vezes não sabemos expressar. São o espelho do nosso estado de espírito, se estamos felizes ou se estamos chateados ou a viver um momento menos bom. Nasci no final de 1989, por isso as músicas dos anos 90 e 2000 fizeram parte da minha infância. Cantores e bandas dos vários géneros musicais preenchiam as minhas tardes livres na MTV e SOL Música: Christina Aguilera, Britney Spears, Pink, Nysnc, Shakira, Backstreet Boys, Safari Duo…. Os posters dos meus artistas preferidos que saiam na revista Bravo também fizeram parte da decoração do meu quarto. O gosto musical não se fica apenas pelas músicas mais comerciais (pop dance ou R&B), há sempre um lado do rock, eletrónico ou metal. Artistas como Linkin Park, Muse, Evanescence, Red Hot Chili Peppers, entre outros foram essenciais nesta fase de autodescoberta. A grande maioria dos jovens da minha geração teve o seu momento “Morangos com Açúcar”, e sendo 2023 o ano do regresso aos palcos dos DZRT não podia deixar escapar a oportunidade de ouvir um “para mim tanto me faz”. O gosto por um pezinho de dança reflete-se em algumas músicas dance pop na década de 2010, como Lady Gaga, David Guetta, Rihanna, Black Eyed Peas, LFMAO, Flo Rida, etc. No 4º ano da faculdade com o meu grupo de amigos fomos visitar a Joana que estava em Erasmus em Madrid. Aproveitamos para conhecer os locais mais emblemáticos e vivenciar uma noite de “botellon e festa Erasmus”. A música que me recorda essa viagem é a “Give Me Everything” de Pitbull e Ne-yo. Num passatempo promovido pela associação de estudantes da FEUP, em 2011, ganhei um passe de 3 dias para o “Marés Vivas”, aquele que seria o meu primeiro festival de Verão. Assisti a todos os concertos: Xutos e Pontapés, Natiruts, Skunk Anansie, Expensive, Mika, entre outros. Atualmente a música mantém-se sempre presente. Termino com a partilha de duas músicas de Justin Bieber e Harry Styles. Agradeço o convite e desejo a todos um Feliz Ano 2023!” Playlist Backstreet Boys – Everybody Britney Spears – …Baby One More Time Linkin Park – In The End Muse – Time Is Running Out D’zrt-Para mim tanto me faz Lady Gaga – Bad Romance Flo Rida – Club Can’t Handle Me ft. David Guetta Expensive Soul – O Amor é Mágico Pitbull – Give Me Everything ft. Ne-Yo, Afrojack, Nayer The Kid LAROI, Justin Bieber – Stay Harry Styles – As it was Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #31 – Cristina Amaro aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
258
Ressaca Literária: Um Cântico de Natal
“O Natal é feito de tradições” é uma frase muito repetida mas nem por isso menos representativa da verdade. Há rituais que se mantêm, ano após ano, quer por força do hábito, quer por genuíno entusiasmo. Mesmo aqueles que só com muita relutância se levantam do sofá para dar uma ajuda nas decorações não têm escolha senão sentir a aproximação da época natalícia em tudo o que os rodeia: nas luzes, na música que passa na rádio, nos livros! Celebra-se hoje o 179º aniversário da publicação de um livro que está tão enraizado no nosso imaginário natalício que poucos sabem que é o responsável pela popularização da expressão “”Merry Christmas”. A 19 de Dezembro de 1843 surgiu Um Cântico de Natal de Charles Dickens e 5 dias depois, precisamente na véspera de Natal, a primeira edição tinha já esgotado, demonstrando como se transformou num clássico natalício instantaneamente. Um Cântico de Natal segue a personagem de Scrooge, um homem de negócios antipático e avarento, na sua jornada de transformação e redenção. Tudo se inicia quando o fantasma de Marley, o seu sócio há muito falecido e que, em vida, era o único que o conseguia igualar em termos de avareza, aparece diante de si na véspera de Natal. Tem um aspeto miserável, carrega consigo uma corrente pesada para onde quer que vá e avisa Scrooge que, embora ainda não lhe sinta o peso, uma corrente semelhante lhe está destinada quando deixar o mundo dos vivos. Numa última tentativa de escapar a este horroroso destino, Scrooge será visitado por três fantasmas que o ajudarão a perceber os motivos da sua condenação e o que pode fazer para a atenuar. Apesar de recorrer a figuras fantasmagóricas para fazer avançar a história e lhe conferir uma aura sobrenatural, todos os passos que levam à mudança de mentalidade e comportamento de Scrooge são perfeitamente análogos àqueles que precedem qualquer transformação no mais comum dos mortais. Com o fantasma do passado, põe em prática um exercício de memória e reflexão, necessário para se recordar das suas origens e dos princípios que valorizava antes de se deixar consumir pela ganância. Ao lado do fantasma do futuro, adquire a capacidade de prever qual será o seu legado na terra e a forma como será recordado depois de morrer. Talvez o aspeto mais importante seja abordado pelo fantasma do presente. Este mostra a Scrooge a maneira com a sua falta de empatia afeta diariamente aqueles que o rodeiam, apelando, assim, ao seu atrofiado sentido de solidariedade. Um Cântigo de Natal não está associado a esta época apenas pelo seu título. Com o fim do ano a aproximar-se, a maior parte de nós sente uma maior predisposição para a auto-reflexão. Este estado de espírito peculiar é precisamente uma das tradições de Natal mais bem conservadas. Confrontados com a falta de ajuda sobrenatural para nos guiar nas nossas decisões podemos, pelo menos, procurar refúgio e consolo na história de Scrooge. Fica-te curioso? Podes ouvir a seguir um pequeno excerto do capítulo “O último dos espíritos”. Boas leituras! Mariana Gil O conteúdo Ressaca Literária: Um Cântico de Natal aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
257
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #30 – Sofia Sousa
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 30ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical da alumnus Sofia Sousa. Sofia Sousa Engenharia Química Advanced App Engineering Analyst na Accenture Portugal Playlist de tatuagens musicais “A música é daquelas coisas transcendentais, não acham? Misteriosas vibrações que fazem cócegas nos tímpanos, transformando-se em sinais elétricos que os cérebros interpretam como, lá está, música. Têm a capacidade de nos pôr ou tirar um sorriso da cara ou um pé do chão e, por vezes, de ficar connosco que nem tatuagens – e é precisamente destas que vos venho falar. A minha primeira tatuagem foi feita pelos meus pais, fruto das viagens que fazíamos por Portugal, enquanto ouvíamos um CD dos Greatest Hits da Nina Simone. Pequenita, cantava a plenos pulmões, numa linguagem quase incompreensível a “Ain’t got no – I got life”. Um tema que, ao revisitar nos movimentados dias de hoje, relembra-me de pausar e apreciar as coisas mais simples da vida. Com 6 anos, iniciei a minha formação musical clássica em violoncelo. Lembro-me do dia de “Escolher o instrumento”, o qual terminou rapidamente após falhadas tentativas com instrumentos de sopro e “amor à primeira vista” ou ouvido, neste caso, com o dito cujo, após ouvir aquela que viria a ser a minha professora a tocar o tema “Le Carnival des Animaux – Le cygne” do compositor Camille Saint-Saëns. A adolescência, acima de tudo, é um turbilhão de emoções, a excitação e agonia de estar apaixonada pela primeira vez, de descobrir quem somos e, como tal, de muitas descobertas musicais. Para acompanhar todas estas mudanças apoiei-me muito no Rock e no Rock Psicadélico, em bandas como os Portishead com “The Rip”, Radiohead com o tema “Weird Fishes/ Arpeggi”, Fleetwood Mac em “The Chain” e Pink Floyd com “Breathe (In The Air)”. Desde que entrei na FEUP, o meu mundinho musical expandiu-se para todo um universo do Indie-Rock, Techno/House e Bossa Nova, muito em parte pelo meu Pedro e pelas amizades que fiz e que mantenho. Este ano, no Paredes de Coura com os meus amigos, houve um momento de pausa: Enquanto os L’Impératrice arrasavam o palco com “La Lune”, olhei em volta e apercebi-me que estávamos a processar aquele momento à mesma frequência frenética e, sobretudo, feliz. De certa forma, os pré-FEUPCaffés passados a comer frango de churrasco e a ouvir a “Around the World” dos Daft Punk no computador da sala do DEQ ou as tardes passadas nas margens do Rio Vez com a “Varanda Suspensa” da Céu e “O Pato” do Gilberto Gil são a essência da nossa amizade. Na Holanda, onde fiz a minha tese de mestrado, tive o prazer de me conhecer melhor e apurar as minhas escolhas musicais com a atrevida e intemporal “Lazy” da Ella Fitzgerald, misteriosa mas sexy “Call it Fate, Call it Karma” dos The Strokes e a extraordinária “Outré Lux” dos Photay com a Madison McFerrin. A próxima escolha musical foi-me passada por uma colega de casa em Joure com um aviso – “Perigo de criar ótimas memórias” – e assim foi. A brincalhona “Prickly Pear” dos Portico Quartet é, muito possivelmente, a minha música preferida. Soa tal e qual a um abraço da vossa pessoa mais querida. De volta a Portugal, deixo-vos o “Navio Dela”, um tema que me é muito querido, do meu artista português preferido Manel Cruz, um autêntico “monstro” em palco. Quando ouvi em concerto a “Deixa Morrer” dos Ornatos Violeta pela aquela que poderia muito bem ser a última vez, confesso que fui, emocionalmente, até ao expoente da loucura rodeada por aqueles que mais gosto, como sempre. Despeço-me com um tema que vai dar vontade de sacudir o pó dos pézinhos e pôr o esqueleto a abanar – a eletrizante “All Night” dos Romare.” PLAYLIST de Sofia Sousa – Nina Simone – Ain’t got no – I got life – Camille Saint-Saëns – Le cygne (Le Carnival des Animaux) – Portishead – the Rip – Radiohead – Weird Fishes/ Arpeggi – Fleetwood Mac – The Chain – Pink Floyd – Breathe (In The Air) – L’Impératrice – La Lune – Daft Punk – Around the World – Céu – Varanda Suspensa – Gilberto Gil – O Pato – Ella Fitzgerald – Lazy – The Strokes – Call it Fate, Call it Karma – Photay com a Madison McFerrin – Outré Lux” – Portico Quartet – Prickly Pear – Manuel Cruz – Navio Dela – Ornatos Violeta – Deixa Morrer – Romare – All NIght Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #30 – Sofia Sousa aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
256
Reportagem Arraial D’Engenharia 2022
Após 3 anos, a maior festa de receção ao caloiro do país regressou à cidade do Porto, o Arraial D’Engenharia 2022! Em conversa com Bruno Cabral, membro da AEFEUP e da organização do evento, a Engenharia Rádio faz-te o resumo completo destas quatro mágicas noites de Arraial! Fica a conhecer a opinião dos jovens no recinto e ouve as entrevistas exclusivas com vários dos artistas presentes como os Insert Coin, Julinho KSD ou os Karetus. Na primeira noite, dia 30 de outubro, a festa foi feita no edifício da AEFEUP, com o FEUPCAFFÉ Warm Up, que teve a presença do DJ Kiss OneHundred, dando-se assim o pontapé de saída para mais uma edição do Arraial, desta vez ainda mais especial por ser a primeira após a pandemia. Na segunda noite, dia de Halloween e véspera de feriado, todos os caminhos foram dar à Exponor, tendo o número de bilhetes vendidos chegado aos 11 mil. Na noite mais assustadora do ano, onde os diversos disfarces foram bem visíveis por todo o recinto, Ricardo Reis, Miguel Bravo e os Insert Coin foram os artistas responsáveis por tornar a noite memorável. O primeiro, tal como o seu nome indica, foi o “Rei” do palco e começou a noite da melhor maneira possível. De seguida, Miguel foi “Bravíssimo”, tendo o alentejano levado o público à loucura com a sua energia positiva. E para encerrar de forma bombástica, Joel Rodrigues e João Paulo Sousa, habitués em Arraiais D’Engenharia, onde marcaram presença pela terceira vez, superaram as expectativas, dando “baile” não só com os seus sucessos habituais, como também com o convidado especial surpresa, Tozé dos Per7ume, que cantou o maior sucesso da banda, “Intervalo“, levando ao delírio um público completamente iluminado pelas lanternas dos telemóveis. Na terceira noite de Arraial, subiram ao palco MC Gabzin, Julinho KSD e a dupla vencedora do concurso de DJs da AEFEUP, Miguel Gamito e Vicente Lora . O cantor brasileiro, “menino do cabelo roxo”, deu espetáculo, havendo tempo inclusive para chamar a palco três fãs “preferidas” para cantarem com o mesmo durante o concerto. Já Julinho, regressou ao palco do Arraial com ainda mais energia e pôs todo o público a “Vivi Good”, tendo como “Conclusão” de um concerto memorável a sua música preferida no momento,” Stunka“, como revelado na nossa entrevista exclusiva. Por fim, a dupla de DJs, fez jus ao seu primeiro lugar alcançado no concurso, terminando a noite com uma performance que não desiludiu. Na quarta e última noite do evento, dia 2 de novembro, Henri Josh, Lon3r Johny, Karetus e o artista convidado de última hora Gian Varela, foram os últimos a atuar no palco da Exponor. Numa noite que começou chuvosa, o DJ começou a aquecer a noite na hora “H”, preparando os presentes para o que se seguiria. Lon3r Johny deu espetáculo, cantando alguns dos seus maiores sucessos como “GT3” ou ” Porsche Turbo“. De seguida, os carismáticos Karetus, que fizeram mais uma vez referência aos Caretos de Podence através das suas máscaras e indumentária, brindaram o público com as suas misturas tradicionais de músicas com um toque pessoal, terminando a sua atuação com “Burra”, a sua música mais badalada no momento, levando o público à loucura. Deu-se depois lugar no palco a Gian Varela, que também teve uma excelente performance. A noite terminou com a equipa da AEFEUP no palco a dançar e a celebrar, em simbiose com o restante público presente no recinto, mais uma edição de Arraial D’Engenharia. Foram sem dúvida quatro noites que vão deixar saudades e que criaram muitas memórias a quem esteve presente pois “a vida são dois dias e o Arraial D’Engenharia são quatro“! Até para o ano! Tomás Miranda e Bruno Cabral Fotos: ER e AEFEUP O conteúdo Reportagem Arraial D’Engenharia 2022 aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
255
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #29 – António Maçães Boucinha
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 29ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical da alumnus Anónio Maçães Boucinha. António Maçães Boucinha Engenharia Mecânica Consultor Independente /Aposentado da Philip Morris International Playlist de uma vida “A minha educação musical foi muito reduzida, mas não posso esquecer os discos que ouvi na velha grafonola lá de casa que, de tanto ser descuidadamente usada, acabou por ficar inutilizada quando num só dia tocou todos os discos disponíveis. Também não posso esquecer os discos de 78 rpm, que o meu pai trouxe do Brasil em 1962, e que muitas vezes ouvi no velho gira discos ligado ao rádio “Telefunken” ou quando a “aparelhagem” era levada para as desfolhadas na casa do meu tio lavrador. Ainda a influência da catequese e da missa, com o “Tantum ergo sacramentum” em lugar de destaque que me marcaram. Nas aulas de Canto Coral no liceu fui sistematicamente dispensado porque “desafinava” muito. A minha seleção passa pelas canções que me ligam aos vários locais onde vivi ou trabalhei e começam pela canção “Mãe Preta”, que constava de um dos discos de 78 rpm que vieram do Brasil, com música e letra originais dos brasileiros Caco Velho e Pirani. Durante muito tempo esta canção foi proibida em Portugal, tendo mais tarde ressurgido com nova letra de David Mourão Ferreira cantada por Amália com o título “Barco Negro” e cuja história gostei de revisitar. Nos primeiros anos do Liceu da Póvoa de Varzim e nos bailes de domingo à tarde, as canções francesas eram as mais frequentes e “Ne Me Quite Pas” do Jacques Brel marcava o fim da festa. Com a chegada dos anglo-saxónicos (Beatles, Bee Gees,…), nos últimos anos do liceu mudou o panorama e para além do “Hey Jude” realço “Whiter Shade of Pale”. Com a ida para Coimbra para fazer os propedêuticos (em 1970 a FEUP só começava nos 3 últimos anos) não esqueço a balada “Bairro Negro” magnificamente interpretada pelo José Afonso e que era dos poucos temas que o meu colega de quarto tinha no seu gravador de fita. Aproveitando o lançamento do último álbum de Janis Joplin depois da sua morte, a emissora regional da Coimbra passava diariamente as suas canções. Entre “Cry Baby” e “Mercedes Benz” foram muitas as horas de estudo acompanhadas com estas músicas na rádio. Com o ambiente de Coimbra ainda no coração, chego à FEUP e deparo-me com uma liberdade política que desconhecia até aí e que se refletia na música que ouvíamos. E se o José Afonso me surpreendeu com os fados de Coimbra (Lá longe ao cair da tarde) foi nos anos letivos de 72 a 74 que as canções “Venham mais Cinco” e “Traz outro amigo também” animavam as frequentes reuniões, assembleias e manifestações em que a mobilização contra a guerra implicava trazer mais e mais estudantes para a luta. No início de 1976 iniciei a minha primeira atividade profissional e não posso nunca esquecer os acordes do “Für Elise” que o colega MJ tocava na sala de professores da Escola Secundária de Moncorvo e que marcaram a minha abertura à música clássica. Também não posso esquecer os álbuns dos Pink Floyd que o mesmo colega punha no leitor de cartuchos do seu carro, nas viagens intermináveis de muitas horas para chegar ao Porto. Em Elvas, onde fiz o estágio no Ensino, fica a recordação dos convívios nos fins de tarde quentes ao som de “Hotel Califórnia”. A compra do meu primeiro gira-discos, quando vim para Lisboa, foi inaugurada com o “Concerto de Aranjuez” de Joaquin Rodrigo. Já o álbum do Paul Simon que a minha mulher me ofereceu, quando estava grávida de poucos meses, diz muito sobre alguém que aparece na nossa vida e que nunca mais deixamos (“Late in the Evening”) mas a quem esperamos que seja perfeito (“One Trick Pony”). A “Suite nº1 da peça Peer Gynt” de Edvard Grieg marca a travessia da ponte 25 de abril ao fim da tarde, no regresso do trabalho a Lisboa, quando vinha da Setenave. Do LP “Cavaquinho” de Júlio Pereira, que escutei do princípio ao fim e muitas vezes, realço o “Vira Minhoto” e que me fazia lembrar as festas na minha aldeia. Em plena atividade profissional, há uma canção que não me largava a mente que é a “Criatura da noite” do grupo Entre Aspas, magnificamente interpretada pela Viviane. Nas intermináveis filas de trânsito da IC 19, na companhia dos programas da rádio “Antena 2” a ouvir muita música barroca, clássica e óperas há que assinalar o “Jazz Suite No.1” de Shostakovich como uma das que mais me encanta, ficando por último o “Concerto para cravo e orquestra” do Carlos Seixas que foi o maior compositor do Barroco português e que pouca divulgação tem tido.” PLAYLIST de António Boucinha – Maria da Conceição – Mãe Preta – Jacques Brel – Ne me quitte pas – Procol Harum – A Whiter Shade of Pale – José Afonso – Bairro Negro – Janis Joplin – Mercedes Benz – José Afonso – Tráz outro amigo também – LvBeethoven – Für Elise – Pink Floyd – Money – Eagles – Hotel California – Joaquin Rodrigo – Concerto de Aranjuez – Paul Simon – One Trick Pony – Edvard Grieg – Peer Gynt Suite n1 – Cavaquinho – Vira Minhoto – Entre Aspas – Criatura da noite – Shostakovich – Jazz Suite No.1 – Carlos Seixas – Concerto para Cravo e Orquestra Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #29 – António Maçães Boucinha aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
254
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #28 – André Granjo Oliveira
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 28ª edição do “Alumni a dar música” temos a escolha musical da alumnus André Granjo Oliveira. André dos Santos Granjo Oliveira Engenharia Eletrotécnica e de Computadores Business Analyst na Cimlogic Ltd, ITI Group Playlist em formato “memory lane” “Tenho de admitir que quando me convidaram para selecionar uma playlist senti-me um bocado perdido e nervoso. A tarefa de escolher só as melhores músicas que retratassem a minha personalidade e o meu percurso musical pareceu quase impossível. Principalmente depois de olhar para as minhas “liked musics” no spotify. Na verdade, depois de parar de procrastinar, e realmente pensar em momentos musicais marcantes da minha vida, até foi bastante engraçado e literalmente uma viagem à “memory lane”. Começamos há muito tempo atrás no início dos meus “teen years”. Como grande parte dos adolescentes, achava que os meus pais não tinham nenhum gosto musical e só gostavam da música de abertura do telejornal. Até que um dia, enquanto a minha irmã mais velha falava de Pink Floyd, não é que os meus pais revelam que os tinham visto num concerto em Alvalade! Caiu-me tudo! Os meus pais tinham num passado, não assim tão distante, sido uns “fixes”. Só mais tarde haveria de descobrir as suas aventuras revolucionárias, mas naquele dia, ficou decidido que como meu primeiro concerto toda a família iria a um tributo aos Pink Floyd. Já no secundário descobri os fantásticos passes-Festival dos comboios da CP. Entre muitos outros festivais a CP levou-me ao meu primeiro festival onde assisti aos Metallica. Ainda novinho nestas andanças, lembro-me de correr com os meus amigos para a primeira fila em frente ao palco. Obviamente, quando chegou à altura dos Metallica tocarem já estava completamente destruído, mas mesmo assim ainda deu para aproveitar um grandioso Moche. Até hoje não sei bem como convenci os meus pais a deixarem-me ir tão novo nesta aventura, mas nunca me vou esquecer do frio que passamos a dormir no chão da Gare do Oriente… felizmente tínhamos os nossos “discman” para ajudar a passar o tempo. No primeiro ano da faculdade lembro-me de alguns amigos terem participado no concurso da EDP para ganhar passes para Sudoeste. Embora o Sudoeste não apresentasse os estilos musicais que eu normalmente ouvia, ninguém recusa bilhetes gratuitos!! Felizmente decidi ir e não me arrependo. Deixei de ser snob do Rock e alarguei os meus horizontes com Buraca Som Sistema, Sérgio Godinho, entre outros. Felizmente a minha irmã mais velha sempre teve bom gosto musical e eu acabava por herdar muitos dos seus Álbuns. Contudo não podia deixar de referir o meu primeiro álbum comprado com os trocos que ia juntando, “Absolution” dos Muse. Embora hoje em dia já não seja tão aficionado, naquela altura sabia as letras todas de cor, tendo sido talvez a banda que mais vezes vi ao vivo… além dos Xutos claro! Quem não se lembra das noites passadas na FEUP a estudar para exames e acabar projetos. A verdade é que durante 2 meses por semestre eu e muitos amigos acabávamos por acampar na Faculdade e não foram assim tão raras as noites que lá dormimos. Entre outras músicas de cadência bem marcada “Harder, Better, Faster, Stronger” dos Daft Punk sempre representou o meu mote trabalho. A época da odisseia espacial sempre me fascinou desde criança. Mais tarde como Engenheiro ainda se tornou mais impressionante a extraordinária conquista da lua. Mesmo com todos os limites tecnológicos de 1969. “Space Oddity” é uma daquelas músicas que me fazem sonhar e acreditar que com dedicação, esforço e um pouco de sorte tudo é possível. Este ano realizei um dos meus sonhos, o de ir ao Huston Space Center, e enquanto revia todas as conquistas da visita à lua, e todos os planos para os próximos regressos, senti um grande orgulho na Humanidade e que não podemos deixar de acreditar na esperança de um futuro melhor. Já lá vão 7 anos de emigração, e embora não tenha grande motivo para me queixar, dadas as oportunidades que aqui tenho, a minha fantástica esposa Italiana e todos os novos amigos que aqui fiz, a saudade é algo que está sempre presente. Sempre que ouço o “Postal dos Correios”, penso em tudo o que deixei para trás, e embora a emigração dos dias de hoje seja incomparável com a do passado, um bom abraço sabe sempre melhor que uma chamada de Whatsapp. E como fiel Britânico que sou, não podia deixar de referir os grandes Queen e como eles transformaram a indústria da música. Desafiadores do status, sempre acreditaram no seu valor e afirmaram a sua autenticidade musical. Hoje bebo chá todos os dias, fico uma “lagosta” quando visito Portugal no verão e até fiquei melancólico quando a Rainha morreu. Sou um autêntico “bife” mas não esqueço a minha costela Portuguesa, o que me torna um “outlier”. Mas tal como os Queen, ser diferente só aporta valor e me torna mais versátil. Por fim deixo-vos com umas das melhores bandas oriundas da minha cidade Natal, uma banda mítica do Porto que nunca tive oportunidade de ver ao vivo. Despeço-me com os Ornatos Violeta, na esperança que eles se continuem a juntar por muito mais vezes.” PLAYLIST de André Granjo Oliveira Pink Floyd – Money Metallica – Enter Sandman Buraca som Sistema – Kalemba Sérgio Godinho – Com Um Brilhozinho Nos Olhos Xutos e Pontapés – Vida Malvada Daft Punk – Harder, Better, Faster, Stronger David Bowie – Space Oddity Queen – Bohemian Rhapsody Rio Grande – Postal dos Correios Ornatos Violeta – Ouvi dizer Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio. O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #28 – André Granjo Oliveira aparece primeiro em Engenharia Rádio.
-
253
Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #27 – João Poças
“Alumni a dar música” é uma rubrica musical em formato Podcast do Gabinete Alumni da Talent Unit da FEUP em parceria com a Engenharia Rádio que traz todos os meses as escolhas musicais dos nossos Alumni. Na 27ª edição do “Alumni a dar música” […] O conteúdo Alumni a dar música – The FEUP Alumni Playlist #27 – João Poças aparece primeiro em Engenharia Rádio.
We're indexing this podcast's transcripts for the first time — this can take a minute or two. We'll show results as soon as they're ready.
No matches for "" in this podcast's transcripts.
No topics indexed yet for this podcast.
Loading reviews...
ABOUT THIS SHOW
Rádio Universitária do Porto. A Engenharia Rádio (ER) é a única Rádio Universitária no Porto, que dá a conhecer aos + de 80.000 alunos da Academia do Porto as novidades do mundo da música.
HOSTED BY
Engenharia Rádio
CATEGORIES
Loading similar podcasts...