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Fato Impacto Podcast

O podcast Fato Impacto é sua dose semanal de insights e estratégias para transformar negócios digitais e SaaS com inteligência artificial. Baseado nos temas da Fato Impacto Newsletter, exploramos o impacto da IA no futuro do trabalho, compartilhamos soluções práticas e discutimos ideias inovadoras para impulsionar o crescimento. Toda quarta-feira, às 9h, conecte-se com tendências, casos de sucesso e ferramentas que podem transformar desafios em oportunidades. Inscreva-se e esteja sempre à frente! enzodulius.substack.com

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    🎙️ Propostas de Valor Viscerais: A Arte de Criar Conexões Emocionais Irresistíveis

    Propostas de Valor Viscerais: A Base para Conexões Emocionais MemoráveisComo marcas disruptivas transformam dores ocultas em orgulho pós-compraSeja bem-vindo à Fato Impacto, a comunidade que transforma boas ideias em negócios viáveis, utilizando metodologias práticas e histórias reais para enfrentar os desafios do mercado.Você já se perguntou: "Como posso fazer com que minha marca transcenda o preço e funcionalidades para criar uma conexão emocional profunda com meus clientes?" ou "Quais estratégias podem transformar dores ocultas em orgulho pós-compra?" Essas perguntas são essenciais para empreendedores que desejam criar marcas memoráveis em um mercado saturado.A Lição da Darry Ring e Liquid Death: Conexões Emocionais que Transcendem o ProdutoMarcas como Darry Ring e Liquid Death exemplificam o poder de propostas de valor viscerais. A Darry Ring transformou o mercado de joias ao oferecer um conceito único: cada cliente pode comprar apenas um anel na vida, simbolizando um compromisso eterno com um único amor verdadeiro. Este modelo não vende apenas joias, mas uma identidade e emoção, permitindo que clientes paguem até R$ 796 mil por uma aliança, não pelo valor material, mas pelo simbolismo emocional que representa.Por outro lado, a Liquid Death transformou algo tão banal quanto água engarrafada em uma declaração de identidade. Com embalagens irreverentes e valores ambientais, eles cresceram de $2,8 milhões em 2019 para impressionantes $130 milhões em vendas em 2022. O sucesso dessas marcas não está no produto em si, mas na profundidade emocional que criaram com seus clientes.Estratégias Práticas para Criar Propostas de Valor Viscerais1. Identifique Dores Emocionais Profundas:O primeiro passo é entender as dores emocionais que mantêm seus clientes acordados à noite. Para a Darry Ring, é o medo de não simbolizar adequadamente um amor único; para a Liquid Death, é a monotonia do consumo de água combinada com culpa ambiental.2. Elimine Emoções Negativas e Maximize as Positivas:Trabalhe simultaneamente em duas frentes:* Eliminação: Reduza sentimentos como insegurança, vergonha ou culpa (ex.: insegurança sobre autenticidade no caso da Darry Ring).* Maximização: Amplifique emoções positivas como orgulho e pertencimento (ex.: sensação de rebeldia para consumidores da Liquid Death).3. Substitua Rituais de Sofrimento por Rituais Memoráveis:Transforme comportamentos repetitivos e insatisfatórios dos clientes em experiências positivas. Por exemplo, o "Acordo de Amor Verdadeiro" da Darry Ring cria um ritual emocional marcante durante a compra.4. Crie Experiências Sensorialmente Impactantes:Envolva os sentidos dos clientes para tornar cada interação memorável. Como destaca Kaká Marinho: “Visão, toque, som... cada detalhe conta.”Recomendações FinaisPara maximizar os resultados da sua proposta de valor visceral:* Realize entrevistas emocionais profundas para identificar medos não verbalizados.* Desenvolva analgésicos emocionais que eliminem sentimentos negativos específicos.* Crie rituais significativos que reforcem a escolha do cliente e amplifiquem sua experiência pós-compra.📰 Programação Semanal na Fato Impacto* Segunda-feira: Artigos autorais sobre estratégias empresariais práticas.* Quarta-feira: Podcasts gerados por IA com análises aprofundadas sobre inovação e crescimento sustentável.Inscreva-se para receber conteúdos exclusivos diretamente no seu email! Compartilhe este artigo com colegas empreendedores que desejam transformar suas marcas em referências emocionais no mercado.Sobre o Podcast Fato ImpactoToda semana exploramos estratégias práticas para transformar desafios em oportunidades reais de crescimento empresarial. Conecte-se conosco às quartas-feiras às 9h! Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ Alinhamento de Stakeholders: Conduzindo Pesquisas Internas para Obter Buy-in e Progresso Conjunto

    Alinhamento de Stakeholders: A base para decisões estratégicas e progresso conjuntoEstratégias para Engajar Stakeholders e Conduzir Pesquisas Internas EficazesSeja bem-vindo à Fato Impacto, a comunidade que transforma boas ideias em negócios viáveis, utilizando metodologias práticas e histórias reais para enfrentar os desafios do mercado.Você já se perguntou: "Como posso garantir que todos os stakeholders estejam alinhados com a visão da empresa?" ou "Quais estratégias podem evitar conflitos e promover decisões consensuais?" Essas perguntas são cruciais para empreendedores que buscam crescer de forma sustentável em um mercado competitivo.A Lição da WeWork: O Custo do DesalinhamentoO caso da WeWork é um exemplo emblemático de como o desalinhamento entre stakeholders pode levar ao colapso de uma organização. Apesar de sua proposta inovadora, a falta de consenso entre investidores, clientes e executivos resultou em dívidas bilionárias e perda de mercado. Este cenário reforça a importância de engajar todas as partes interessadas desde o início, garantindo que compartilhem uma visão comum sobre os objetivos e estratégias da empresa.Quem São os Stakeholders e Por Que Importam?Stakeholders são todas as pessoas ou grupos que têm interesse no sucesso de um negócio. Eles podem ser classificados em:* Internos: Funcionários, gestores e acionistas diretamente envolvidos nos projetos.* Externos: Clientes, fornecedores, governo, mídia e outros interessados indiretamente.* Primários: Aqueles mais impactados pelos resultados (ex.: clientes).* Secundários: Apoiam de forma indireta (ex.: jurídico, financeiro).Estratégias Práticas para Alinhar Stakeholders* Reuniões Individuais Antes das ColetivasAntes de qualquer reunião geral, converse individualmente com os principais stakeholders para entender suas preocupações e obter alinhamento prévio. Isso evita surpresas e promove um ambiente mais colaborativo.* Documentação ClaraSintetize informações coletadas em apresentações objetivas que destaquem os impactos das decisões para cada departamento ou stakeholder.* Definição de Papéis e ResponsabilidadesEsclareça o papel de cada stakeholder no processo: eles serão informados, fornecerão input ou tomarão decisões? Essa clareza reduz confusões e acelera o progresso.* Framework Baseado em DadosUtilize dados concretos para embasar discussões e decisões, eliminando vieses pessoais e promovendo consenso entre as partes interessadas.* Engajamento ContínuoO alinhamento não é um evento único; mantenha um diálogo constante com os stakeholders por meio de atualizações regulares e workshops interativos para ajustar estratégias conforme necessário.* Apoio da Alta AdministraçãoO suporte visível dos líderes sêniores é essencial para garantir o comprometimento dos demais stakeholders com as iniciativas estratégicas da empresa.Recomendações FinaisO alinhamento estratégico com stakeholders é uma das práticas mais importantes para garantir o sucesso sustentável de qualquer negócio. Para maximizar seus resultados:* Priorize reuniões individuais antes das coletivas para evitar desalinhamentos iniciais.* Mapeie interesses e influências dos stakeholders com pesquisas estratégicas detalhadas.* Promova engajamento contínuo por meio de comunicação clara e frequente.📰 Programação Semanal na Fato Impacto* Segunda-feira: Artigos autorais sobre estratégias empresariais práticas.* Quarta-feira: Podcasts gerados por IA com análises aprofundadas sobre inovação e crescimento sustentável.Inscreva-se para receber conteúdos exclusivos diretamente no seu email! Compartilhe este artigo com colegas empreendedores que desejam alinhar seus stakeholders para alcançar resultados extraordinários.Sobre o Podcast Fato ImpactoToda semana exploramos estratégias práticas para transformar desafios em oportunidades reais de crescimento empresarial. Conecte-se conosco às quartas-feiras às 9h! Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ Como usar formulários de forma estratégica

    Formulários Estratégicos: A chave para desbloquear insights valiosos no seu negócioEstratégias para Usar Formulários de Forma Eficaz no Desenvolvimento de NegóciosSeja bem-vindo à Fato Impacto, a comunidade que transforma boas ideias em negócios viáveis, utilizando metodologias práticas e histórias reais para enfrentar os desafios do mercado.Você já se perguntou: "Como posso usar formulários de forma estratégica para entender melhor meu mercado?" ou "Quais estratégias podem transformar dados de pesquisas em insights acionáveis?". Essas perguntas são cruciais para empreendedores que buscam crescer em um mercado cada vez mais orientado por dados.O Novo Paradigma da Pesquisa de MercadoEm 2025, o mantra do "desenvolvimento às cegas" foi substituído pela busca por insights precisos e acionáveis. Criar formulários eficazes é apenas o primeiro movimento no complexo tabuleiro de xadrez da pesquisa de mercado. A verdadeira maestria está em desenvolver uma estratégia que não apenas colete dados, mas também demonstre um caminho claro para a inovação e o crescimento do negócio.Startups enfrentam um cenário desafiador: mesmo com produtos bem aceitos pelos clientes, é crucial entender profundamente as necessidades e preferências do mercado. Como destacado pelo caso da NutriTech, "em apenas dois meses, a NutriTech coletou insights valiosos de mais de 5.000 potenciais usuários". Métricas como taxa de resposta e qualidade dos insights agora são prioridades na análise de negócios.Erros Comuns na Criação de FormuláriosMuitos empreendedores falham ao ignorar aspectos críticos na criação e distribuição de formulários. Exemplos incluem:* Timing Inadequado: Não identificar o momento ideal para solicitar feedback dos usuários.* Perguntas Genéricas: Falhar em elaborar questões específicas e objetivas que gerem insights acionáveis.* Falta de Equilíbrio: Não combinar perguntas fechadas e abertas para capturar diferentes dimensões da experiência do usuário.Estratégias Práticas para Construir Formulários EficazesAlinhamento com Objetivos ClarosAntes de criar qualquer campo ou pergunta, é fundamental estabelecer exatamente o que se deseja descobrir e como essas informações serão utilizadas. Isso garante que cada pergunta tenha um propósito específico, evitando a coleta de dados irrelevantes.Otimização do Número de CamposÉ crucial solicitar apenas as informações realmente necessárias, limitando o número de campos obrigatórios ao mínimo essencial. Isso reduz o atrito e aumenta as taxas de conclusão do formulário.Estruturação Multidisciplinar e InclusivaO processo de criação do formulário deve envolver diferentes perspectivas para garantir uma visão holística do problema. Envolva representantes de diferentes departamentos para contemplar todas as dimensões relevantes nas perguntas.Iteração Contínua do InstrumentoUm formulário eficaz não é estático, mas um instrumento em constante evolução. Teste o formulário com um grupo pequeno antes de aplicá-lo em larga escala, permitindo ajustes com base nas primeiras respostas obtidas.Validação Técnica dos CamposImplemente mecanismos de validação para garantir a integridade dos dados coletados. Isso inclui validação tanto do lado do cliente quanto do servidor, assegurando que as informações sejam precisas e úteis.Call-to-Action EstratégicoO botão de envio deve comunicar claramente o que acontecerá quando o usuário concluir o formulário. Use textos específicos e relacionados à ação que o usuário está realizando, em vez de genéricos como "Enviar" ou "Concluir".Recomendações FinaisUsar formulários estrategicamente é essencial para transformar dados em insights acionáveis. Para maximizar seus resultados:* Priorize o timing estratégico para solicitar feedback.* Elabore perguntas específicas e objetivas.* Equilibre perguntas fechadas e abertas para capturar diferentes dimensões da experiência do usuário.* Seja transparente sobre como o feedback será utilizado.* Combine formulários com outras formas de pesquisa para uma compreensão mais profunda.📰 Programação Semanal na Fato Impacto* Segunda-feira: Artigos autorais sobre estratégias de pesquisa e desenvolvimento de produtos.* Quarta-feira: Podcasts gerados por IA com análises práticas.Inscreva-se para receber conteúdos exclusivos diretamente no seu email! Compartilhe este artigo com colegas empreendedores que desejam criar pesquisas eficazes alinhadas às demandas reais do mercado.Sobre o Podcast Fato ImpactoToda semana exploramos estratégias práticas para transformar dados em insights acionáveis. Conecte-se conosco às quartas-feiras às 9h!Thanks for reading Fato Impacto ! This post is public so feel free to share it. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ O Xadrez do empreendedor: Estratégias para definir modelo de negócio

    Dominando o Xadrez do Empreendedorismo: Estratégias para Definir Modelos de Negócio SustentáveisSeja bem-vindo à Fato Impacto, a comunidade que transforma boas ideias em negócios viáveis, utilizando metodologias práticas e histórias reais para enfrentar os desafios do mercado.Você já se perguntou: "Como posso garantir que meu modelo de negócio seja sustentável no cenário atual?" ou "Quais estratégias podem transformar validação de produto em lucratividade consistente?". Essas perguntas são cruciais para empreendedores que buscam crescer em um mercado cada vez mais seletivo.O Novo Paradigma do InvestimentoEm 2025, o mantra do "crescimento a todo custo" foi substituído pela busca por negócios financeiramente sustentáveis. Atingir o Product Market Fit (PMF) é apenas o primeiro movimento no complexo tabuleiro de xadrez empresarial. A verdadeira maestria está em desenvolver um modelo que não apenas capture valor, mas também demonstre um caminho claro para a lucratividade.Startups enfrentam um cenário desafiador: mesmo com produtos bem aceitos pelos clientes, investidores exigem respostas sobre receita, margens e sustentabilidade financeira. Como destacado pela Fast Company Brasil, "a geração de receita surgiu como o principal diferencial". Métricas tradicionais como Ebitda e fluxo de caixa agora são prioridades na análise de negócios.Erros Comuns na Definição do Modelo de NegócioMuitos empreendedores falham ao ignorar aspectos críticos na transição do PMF para um modelo lucrativo. Exemplos incluem:* Segmentação Ineficiente: Não priorizar clientes com melhor relação entre CAC (Custo de Aquisição de Cliente) e LTV (Lifetime Value).* Proposta de Valor Genérica: Falhar em articular benefícios financeiros claros e diferenciados.* Estratégias de Receita Mal Planejadas: Escolher modelos incompatíveis com a realidade financeira da empresa ou do mercado.Estratégias Práticas para Construir Modelos SustentáveisSegmentação EstratégicaApós alcançar o PMF, é essencial reavaliar os segmentos de clientes. Priorize aqueles que oferecem maior retorno financeiro e potencial de crescimento. Utilize ferramentas como o Canvas de Segmentação de Mercado para categorizar clientes com base em características demográficas, comportamentais e psicográficas.Proposta de Valor RefinadaNo contexto atual, sua proposta deve equilibrar valor entregue ao cliente com capacidade de monetização. Articule como sua solução impacta métricas financeiras do cliente e demonstre ROI através de estudos de caso e calculadoras.Modelos de Receita AdaptadosConsidere diferentes abordagens, como assinatura (previsibilidade), freemium (ampliação da base), ou transacional (escalabilidade). Avalie quais modelos oferecem margens mais saudáveis e maior eficiência operacional.Estrutura de Custos OtimizadaMapeie custos fixos e variáveis, identificando oportunidades para economias de escala. Métricas como CAC Payback e Burn Rate devem ser monitoradas para garantir sustentabilidade financeira.Análise SistêmicaUtilize frameworks como o Business Model Canvas para visualizar os componentes fundamentais do seu modelo. Ferramentas complementares, como o Value Proposition Canvas, ajudam a alinhar sua proposta às necessidades reais dos clientes.Recomendações FinaisDefinir estrategicamente seu modelo de negócio é essencial para transformar validação em sucesso sustentável. Para maximizar seus resultados:* Priorize segmentos com maior potencial financeiro.* Refine sua proposta de valor com foco em impacto econômico.* Escolha modelos de receita que ofereçam previsibilidade e margens saudáveis.* Cultive uma cultura organizacional centrada no cliente.📰 Programação Semanal na Fato Impacto* Segunda-feira: Artigos autorais sobre modelos de negócio.* Quarta-feira: Podcasts gerados por IA com análises práticas.Inscreva-se para receber conteúdos exclusivos diretamente no seu email! Compartilhe este artigo com colegas empreendedores que desejam criar negócios alinhados às demandas reais do mercado.Sobre o Podcast Fato ImpactoToda semana exploramos estratégias práticas para transformar ideias em negócios viáveis. Conecte-se conosco às quartas-feiras às 9h e descubra como dominar o xadrez do empreendedorismo pode ser o diferencial competitivo da sua startup! Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ Dominando Entrevistas com Clientes

    Dominando Entrevistas com Clientes: Transformando Conversas em Insights EstratégicosSeja bem-vindo à Fato Impacto, a comunidade que explora como transformar boas ideias em negócios viáveis, utilizando histórias reais e metodologias práticas para aprender com os desafios do mercado.Você já se perguntou: "Como posso garantir que meu produto realmente atende às necessidades do cliente?" ou "Quais técnicas podem transformar entrevistas em insights acionáveis?". Essas perguntas são cruciais para empreendedores que buscam criar soluções alinhadas ao mercado.A Importância das Entrevistas com ClientesConduzir entrevistas eficazes com clientes é uma habilidade essencial para qualquer empreendedor ou desenvolvedor de produtos. Mais do que coletar dados, essas conversas revelam as necessidades reais, frustrações e motivações que impulsionam as decisões de compra. Ignorar essa etapa é como construir uma casa sem alicerces — um erro que pode comprometer todo o empreendimento.Muitos empreendedores caem na armadilha de projetar suas próprias preferências no mercado, criando produtos que não resolvem problemas genuínos. Entrevistas bem conduzidas ajudam a identificar não apenas os problemas superficiais, mas também as necessidades profundas e não articuladas dos clientes, criando oportunidades para inovações verdadeiramente impactantes.Principais Erros Cometidos* Viés de ConfirmaçãoMuitos entrevistadores buscam apenas validar suas hipóteses iniciais, ignorando informações contraditórias que poderiam revelar insights valiosos.Exercício Prático: Adote a postura de "curiosidade radical", assumindo que você não conhece as respostas.* Perguntas TendenciosasFormulações como "Você não acha que..." direcionam os entrevistados para respostas específicas, contaminando os dados.Exercício Prático: Priorize perguntas abertas como "O que você pensa sobre..." ou "Como você descreveria...".* Foco Prematuro em SoluçõesApresentar ideias antes de compreender profundamente os problemas pode gerar feedback superficial e enganoso.Exercício Prático: Dedique-se a explorar o contexto e as necessidades antes de discutir possíveis soluções.Estratégias Práticas para Conduzir Entrevistas Reveladoras* Preparação EstratégicaDefina claramente o problema a ser investigado e documente suas principais hipóteses. Identifique seu público-alvo com base em características demográficas e comportamentais.Exercício Prático: Desenvolva um roteiro com 3-5 perguntas abertas que explorem os "porquês" e "comos" da experiência do cliente.* Estabelecimento de RapportCrie um ambiente psicologicamente seguro para encorajar respostas genuínas. Inicie com uma breve conversa introdutória e assegure ao entrevistado que não há respostas certas ou erradas.Exercício Prático: Utilize confirmações verbais e não-verbais para demonstrar empatia durante a interação.* Documentação PrecisaRegistre citações diretas, observações sobre linguagem corporal e insights inesperados durante a entrevista.Exercício Prático: Reserve tempo após cada conversa para revisar suas anotações e identificar padrões emergentes.* Análise Sistêmica dos DadosUtilize técnicas como mapeamento de afinidades para organizar informações coletadas e distinguir entre sintomas superficiais e causas-raiz subjacentes.Exercício Prático: Priorize insights com maior impacto potencial e alinhamento estratégico.* Implementação IterativaDesenvolva protótipos rápidos para validar hipóteses com base nos insights obtidos, ajustando conforme necessário.Exercício Prático: Apresente soluções preliminares aos entrevistados para feedback adicional.Recomendação FinalEntrevistas bem estruturadas transformam conversas em vantagem competitiva ao revelar oportunidades invisíveis no mercado. Para maximizar seus resultados:* Valide suas hipóteses antes de escalar.* Priorize a compreensão profunda das necessidades do cliente sobre a apresentação prematura de soluções.* Cultive uma cultura organizacional centrada no cliente, compartilhando insights amplamente entre equipes.📰 Programação Semanal na Fato Impacto* Segunda-feira: Artigos autorais sobre pesquisa com clientes.* Quarta-feira: Podcasts gerados por IA com análises práticas.Inscreva-se para receber conteúdos exclusivos diretamente no seu email! Compartilhe este artigo com colegas empreendedores que desejam criar produtos alinhados às reais demandas do mercado:Sobre o Podcast Fato ImpactoToda semana, exploramos estratégias práticas para transformar ideias em negócios viáveis. Conecte-se conosco às quartas-feiras às 9h e descubra como dominar entrevistas com clientes pode ser o diferencial competitivo da sua startup!Fato Impacto é uma leitura gratuita. Para que continue sendo acessível a todos deixe seu email se inscrevendo de forma gratuita ou paga. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ 5 Templates para você ir do MVP ao Product Market Fit no menor tempo possível

    O Caso Katerra: Quando Bilhões em Investimento Não Garantem o Product-Market FitSeja bem-vindo à Fato Impacto, a comunidade que explora como transformar boas ideias em negócios viáveis, utilizando histórias reais para aprender com os erros e acertos de startups.Você já se perguntou: "Por que startups com recursos abundantes ainda falham?" ou "Como evitar armadilhas no caminho do MVP ao Product-Market Fit?". Essas questões são cruciais para empreendedores que buscam construir negócios sustentáveis.A História da KaterraA Katerra foi fundada em 2015 com uma proposta ambiciosa: revolucionar a construção civil por meio de tecnologia e integração vertical. A ideia era produzir componentes pré-fabricados em fábricas automatizadas e montá-los diretamente nos canteiros de obras, prometendo eficiência e economia — como um "IKEA para prédios". Liderada por Michael Marks, ex-CEO da Flextronics e CEO interino da Tesla, a startup atraiu mais de US$ 2 bilhões em investimentos do SoftBank e alcançou uma avaliação de US$ 4 bilhões em apenas quatro anos.Apesar do capital abundante e da visão inovadora, a Katerra declarou falência em 2021. Projetos inacabados, fornecedores não pagos e centenas de funcionários demitidos marcaram o fim da empresa. O motivo? A falta de validação sistemática do modelo de negócios antes de escalar.Principais Erros CometidosExpansão PrematuraA Katerra investiu massivamente em infraestrutura e aquisições sem entender profundamente as necessidades dos clientes ou validar seu modelo de receita. Esse crescimento acelerado foi baseado em suposições, não em dados concretos.Ignorar Complexidades LocaisA empresa subestimou as nuances regionais do setor de construção, como regulamentações específicas e resistência dos clientes à adoção de novos métodos.Foco DispersoTentando resolver múltiplos problemas simultaneamente — desde design arquitetônico até fabricação de materiais — a Katerra perdeu a oportunidade de estabelecer excelência em uma área específica.Burn-rate ElevadoCom fábricas automatizadas custando US$ 150 milhões cada, o alto consumo de recursos sem retorno sustentável tornou o modelo inviável.Estratégias Práticas para Evitar Erros SemelhantesCom base no caso da Katerra, apresentamos cinco estratégias fundamentais para acelerar sua jornada do MVP ao Product-Market Fit:1. Conheça Profundamente Seu Público-AlvoAssumir que os clientes entenderão automaticamente sua proposta pode ser fatal. Desenvolva um mapa comportamental detalhado para identificar as necessidades reais dos usuários:* Exercício Prático: Observe diretamente como os usuários interagem com soluções existentes. Documente pontos de frustração, adaptações improvisadas e momentos críticos que influenciam decisões.2. Foque em Resolver um Único ProblemaEvite dispersar esforços tentando atender múltiplas demandas. Priorize o problema com maior urgência e impacto para os clientes:* Exercício Prático: Utilize uma matriz de valor para avaliar urgência, impacto e disposição para pagar. Dedique-se exclusivamente ao problema prioritário por um período inicial.3. Crie um Ciclo de Feedback EstruturadoEstabeleça mecanismos contínuos para coletar feedback real dos usuários:* Exercício Prático: Combine métodos passivos (analytics), ativos (micro-surveys) e profundos (entrevistas) para monitorar o uso do produto e ajustar rapidamente.4. Valide a Disposição de PagamentoTeste cientificamente quanto seus clientes estão dispostos a pagar antes de escalar:* Exercício Prático: Utilize o método Van Westendorp para identificar limites psicológicos de preço e ajustar sua estratégia comercial.5. Adapte-se às Mudanças do MercadoMonitorar tendências e concorrentes é essencial para manter relevância no mercado:* Exercício Prático: Realize análises trimestrais do ecossistema competitivo e ajuste seu produto conforme novas demandas ou oportunidades emergem.Recomendação FinalO caso da Katerra nos lembra que recursos financeiros não substituem validação cuidadosa e adaptação constante. Para evitar erros semelhantes:* Valide hipóteses fundamentais antes de investir em escala.* Priorize retenção e sustentabilidade sobre crescimento acelerado.* Mantenha flexibilidade para adaptar-se às mudanças do mercado.O sucesso não depende apenas da solução proposta, mas da capacidade de transformá-la em um modelo lucrativo e escalável.📰 Programação Semanal* Segunda-feira: Artigos autorais sobre MVPs.* Quarta-feira: Podcasts gerados por IA com análises práticas.Todas as publicações são disponibilizadas às 9h da manhã. Inscreva-se abaixo para receber conteúdos exclusivos diretamente no seu email!Compartilhe este episódio com colegas empreendedores que buscam transformar ideias em negócios sustentáveis:Sobre o Podcast Fato ImpactoO Fato Impacto Podcast é sua dose semanal de estratégias práticas para criar negócios digitais viáveis. Baseado na Fato Impacto Newsletter, exploramos tendências, histórias reais e metodologias comprovadas.Conecte-se toda quarta-feira às 9h para descobrir as principais inovações do mercado!Fato Impacto é uma leitura gratuita. Para que continue sendo acessível a todos deixe seu email se inscrevendo de forma gratuita ou paga. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ Transformando oportunidades de negócio em um MVP viável

    O Erro da Fab.com:Desafios após um MVP mal estruturadoSeja bem-vindo à Fato Impacto, a comunidade que te ajuda a compreender como transformar boas ideias em negócios viáveis, aprendendo com histórias reais de sucesso e fracasso.Já se perguntou: "Por que algumas startups fracassam, mesmo com ideias promissoras?" ou "Como alinhar validação, retenção e escalabilidade?". Essas perguntas são cruciais para empreendedores que desejam evitar armadilhas comuns no desenvolvimento de produtos e modelos de negócios.Principais InsightsA História da Fab.comA Fab.com começou como uma rede social voltada para entusiastas de design moderno, mas rapidamente pivotou para um e-commerce de itens exclusivos. Seu potencial parecia ilimitado: o mercado global de decoração era bilionário, e a startup levantou mais de US$ 330 milhões em financiamento. No entanto, a empresa falhou em validar as premissas básicas do modelo antes de escalar.Aqui estão as principais lições que podemos aprender com a trajetória da Fab.com:Escalar Sem Validação é ArriscadoA Fab.com ignorou a necessidade de entender o comportamento real dos consumidores. Enquanto esperava compras recorrentes, descobriu que seu público comprava itens esporadicamente, inviabilizando o modelo.Investir em Marketing Antes da HoraAo invés de validar hipóteses críticas sobre retenção ou frequência de compra, a empresa canalizou recursos massivos para campanhas publicitárias.Ignorar o Comportamento do ClienteA startup assumiu que seus consumidores seriam heavy-users, mas não considerou hábitos reais de compra.Burn-rate ElevadoCom mais de US$ 330 milhões investidos em infraestrutura e crescimento, a Fab.com não garantiu uma base sustentável de receita antes de expandir.Metodologia Estruturada para ValidaçãoCom base no fracasso da Fab.com, desenvolvemos uma estrutura prática para validar problemas e construir modelos de negócio sólidos:* Teste de Elasticidade de Preço: Experimente variações para identificar a disposição real do cliente em pagar.* Modelos de Receita Viáveis: Antes de escalar, garanta que o modelo seja sustentável com base em custos e margens.* Protótipos Simples: Utilize ferramentas como landing pages ou mockups para validar hipóteses críticas rapidamente.* Feedback Contínuo: Aprenda com os primeiros 100 clientes reais antes de buscar escala.Recomendação FinalPara evitar os erros da Fab.com, é essencial:* Construir um MVP simples que teste hipóteses fundamentais antes de escalar.* Validar o comportamento do cliente com dados reais, não apenas suposições.* Priorizar retenção e sustentabilidade antes de investir em crescimento acelerado.O sucesso não está apenas em resolver problemas reais, mas em encontrar soluções lucrativas e escaláveis.📰 Programação Semanal* Segunda-feira: Newsletter autoral sobre MVPs e validação.* Quarta-feira: Podcast gerado por IA explorando casos reais como o da Fab.com.* Sexta-feira: Clube do Livro com insights sobre negócios e tendências.Todas as publicações são disponibilizadas às 9 horas da manhã.Para receber mais conteúdos como este diretamente no seu email, inscreva-se no botão abaixo:Compartilhe este episódio com colegas empreendedores que buscam transformar ideias em negócios sustentáveis:Sobre o Podcast Fato ImpactoO Fato Impacto Podcast é sua dose semanal de insights e estratégias para transformar ideias em negócios digitais sustentáveis. Baseado nos temas da Fato Impacto Newsletter, discutimos tendências, histórias impactantes e estratégias práticas para crescer com inteligência.Conecte-se toda quarta-feira às 9h e descubra as principais inovações do mercado!Fato Impacto é uma leitura gratuita. Para que continue sendo acessível a todos deixe seu email se inscrevendo de forma gratuita ou paga. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  8. 40

    🎙️ Nem todo grande problema é um ótimo negócio

    A Queda da MoviePass: Lições de um Modelo InsustentávelSeja bem-vindo à Fato Impacto, a comunidade que te ajuda a compreender como transformar boas ideias em negócios viáveis, aprendendo com histórias reais de sucesso e fracasso.Já se perguntou: "Por que algumas startups fracassam, mesmo resolvendo problemas reais?" ou "Como alinhar urgência do problema, disposição para pagar e escalabilidade?". Essas perguntas são essenciais para empreendedores que desejam evitar armadilhas comuns no desenvolvimento de produtos e modelos de negócios.Principais InsightsA História da MoviePassA MoviePass foi uma das startups mais faladas entre 2017 e 2018, revolucionando o mercado de cinemas ao oferecer um modelo de assinatura barato para assistir a filmes. No entanto, sua falência em 2019 revelou erros estruturais que poderiam ter sido evitados com validação e estratégias mais sólidas.Aqui estão as principais lições que podemos aprender com a trajetória da MoviePass:* Urgência ≠ Disposição para Pagar* A MoviePass identificou um problema real (o alto custo do cinema) e propôs preços acessíveis, mas não validou o impacto financeiro de seu modelo.* Resultado: usuários extremos aproveitaram ao máximo o plano, assistindo a até 15 filmes por mês, gerando custos insustentáveis.* Mercado Grande ≠ Mercado Viável* Embora o mercado de cinema seja massivo, a matemática do modelo de negócios da MoviePass não fechava, com seus custos excedendo em muito a receita por assinante.* Escalabilidade ≠ Sustentabilidade* Pensar grande é importante, mas escalar um modelo insustentável só amplia problemas financeiros. A falta de parcerias estratégicas com cinemas agravou a situação.* Feedback dos Clientes Reais vs. Visão de Investidores* A MoviePass buscou agradar investidores ao perseguir crescimento exponencial, mas ignorou questões básicas de churn e retenção.Metodologia Estruturada para ValidaçãoCom base no fracasso da MoviePass, desenvolvemos uma estrutura prática para validar problemas e construir modelos de negócio sólidos:* Teste de Elasticidade de Preço:* Experimente variações de preços em público-alvo para identificar a disposição real de pagamento.* Modelos de Receita Viáveis:* Antes de escalar, garanta que o modelo seja sustentável com base em custos e margens.* Parcerias Estratégicas:* Construir parcerias duradouras pode reduzir custos ou aumentar o valor da solução.* Feedback Contínuo:* Invista no aprendizado com os primeiros 100 clientes reais e refine seu produto antes de buscar escala.Recomendação FinalPara evitar os erros da MoviePass, é essencial:* Realizar análise profunda de viabilidade e escalabilidade.* Validar hipóteses com dados de mercado, e não apenas com entusiasmo.* Priorizar lucro e retenção antes de perseguir crescimento acelerado.O sucesso de um negócio não está apenas em resolver problemas reais, mas em encontrar soluções lucrativas, escaláveis e sustentáveis.📰 Programação SemanalSegunda-feira: Newsletter autoral sobre validação e inovação.Quarta-feira: Podcast gerado por IA explorando casos de mercado.Sexta-feira: Clube do Livro com insights sobre negócios e tendências.Todas as publicações são disponibilizadas às 9 horas da manhã.Para receber mais conteúdo como este em seu email, se inscreva no botão:Compartilhe o episódio de hoje com seus colegas e empreendedores que buscam alavancar suas ideias com inteligência e estratégia:Sobre o Podcast Fato ImpactoO Fato Impacto Podcast é sua dose semanal de insights e estratégias para transformar ideias e reduzir riscos em negócios digitais e SaaS. Baseado nos temas da Fato Impacto Newsletter, discutimos tendências, histórias de impacto e estratégias para crescer com inteligência.Conecte-se toda quarta-feira às 9h e não perca as principais inovações de mercado!Fato Impacto is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ Sua ideia resolve um problema real?

    Validação de Problemas Reais:Como Evitar o Desenvolvimento de Soluções DesnecessáriasSeja bem-vindo à Fato Impacto, a comunidade que te ajuda a entender como validar problemas reais e desenvolver soluções que realmente importam, gerando impacto através de pesquisa e dados.Já se perguntou "Como garantir que minha ideia resolve um problema real?" ou "Como evitar desperdiçar recursos desenvolvendo algo que ninguém precisa?" Estas são questões cruciais que todo empreendedor precisa responder antes de iniciar qualquer desenvolvimento.Principais Insights ————————————————-A Jornada da JuiceroA história da Juicero ilustra perfeitamente como uma empresa pode falhar ao não validar adequadamente seu mercado. Sua queda após levantar US$ 120 milhões demonstra que nem mesmo tecnologia impressionante e alto investimento podem salvar um produto que não resolve um problema real.Os Cinco Pilares da Validação:* Identificação real do problema* Dimensionamento do mercado* Urgência vs. importância* Viabilidade da solução* Diferenciação competitiva* Metodologia Estruturada* A validação bem-sucedida de um problema requer:* Entrevistas com potenciais clientes* Análise sistemática do mercado* Teste de conceito e preçoO caso Juicero demonstrou isso ao revelar que os consumidores já tinham acesso a sucos frescos por meios mais simples e baratos, tornando sua solução sofisticada completamente desnecessária.Recomendação FinalO sucesso na validação de problemas depende de três fatores principais:* Compreensão profunda das dores reais dos clientes* Análise detalhada do impacto financeiro e temporal* Validação sistemática antes do desenvolvimentoComo demonstrado pelo caso Juicero, o sucesso não está na sofisticação da solução, mas na profundidade da compreensão do problema que se pretende resolver.📰 Programação Semanal* Segunda-feira: Newsletter autoral sobre validação e inovação;* Quarta-feira: Podcast gerado por IA sobre o tema da semana;* Sexta-feira: Clube do Livro com um capítulo semanal.Todas as publicações são disponibilizadas às 9 horas da manhã.A Fato Impacto é uma publicação gratuita que transforma a maneira como validamos ideias e geramos impacto real no mercado, compartilhe com seus amigos usando o link: Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ Geração de Negócios Mutáveis: Como Prosperar na Era da Adaptabilidade Acelerada

    Geração de Negócios Mutáveis:Como Adaptar-se à Velocidade e TecnologiasSeja bem-vindo à Fato Impacto, a comunidade que te ajuda a entender como navegar em um cenário de constantes mudanças tecnológicas e gerar impacto real através de adaptabilidade e inovação.Já se perguntou "Como prosperar em um ambiente de negócios cada vez mais mutável?" ou "Como desenvolver a agilidade necessária para antecipar mudanças tecnológicas?" Estas são questões cruciais que todo empreendedor precisa responder para sobreviver no mercado atual.Principais Insights ————————————————-A Jornada da Frame AIA história da Frame AI ilustra perfeitamente como uma empresa pode se adaptar e prosperar em um cenário de rápidas mudanças. Sua transformação de uma plataforma complexa de análise para uma solução intuitiva de experiência do cliente demonstra o poder da adaptabilidade.Os Cinco Pilares da Mutabilidade* Necessidades do cliente* Lacunas de mercado* Detecção de oportunidades* Fluência tecnológica* Flexibilidade operacionalMetodologia EstruturadaA adaptação bem-sucedida em um ambiente mutável requer:* Implementação de feedback contínuo* Análise sistemática de dados* Pivotagem estratégica quando necessárioA Frame AI demonstrou isso ao identificar que 73% dos clientes eram mais críticos quanto à comunicação comercial, levando a uma reformulação que resultou em 84% de melhoria na jornada digital dos usuários.Recomendação FinalO sucesso em um ambiente de negócios mutável depende de três fatores principais:* Foco incansável nas necessidades reais dos clientes* Capacidade de identificar e explorar nichos negligenciados* Fluência tecnológica aliada à simplicidade na execuçãoComo demonstrado pela DeepSeek e Frame AI, o futuro pertence àqueles que não apenas aceitam a mudança, mas a transformam em vantagem competitiva.📰 Programação Semanal* Segunda-feira: Newsletter autoral sobre validação e inovação;* Quarta-feira: Podcast gerado por IA sobre o tema da semana;* Sexta-feira: Clube do Livro com um capítulo semanal.Todas as publicações são disponibilizadas às 9 horas da manhã.A Fato Impacto é uma publicação gratuita que transforma a maneira como validamos ideias e geramos impacto real no mercado, compartilhe com seus amigos usando o link: Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    Capítulo 8 - Apaixone-se pelo Problema e não pela Solução

    🟧 Clube de Leitura Fato Impacto - Edição 10Boas-vindas pessoal, mais um mês chegando ao fim! E por aqui, já estamos mais próximos do fim do que do início dessa leitura, seguimos com o oitavo capítulo do livro de Uri Levini, vamos nessa missão, ajudando você a entender melhor como identificar problemas, tornar eles em um Fato tangível e ajudar a fazer com que virem soluções de Impacto!📚 Sejam bem-vindos ao Clube do Livro da Fato Impacto!Imagine acessar os insights mais valiosos de livros técnicos densos e transformá-los em ações práticas para seu negócio, sem a barreira de páginas difíceis de digerir. O Clube de Leitura Fato Impacto nasceu para romper essa barreira e te entregar, de forma estruturada, o conhecimento que move empreendedores de sucesso ao redor do mundo. Aqui, você não só lê um livro – você se conecta à essência das ideias que transformam mercados e criam unicórnios.O problema de livros densos e longosCom base em conversas com vários empreendedores notamos uma dificuldade comum em consumir conteúdos embasados em livros densos e difíceis de ler, nosso objetivo aqui é ajudar você a consumir com maior frequência o conhecimento que está dentro de livros técnicos.Como o Clube do Livro Funciona?Os assinantes pagos da Fato Impacto recebem todas as sextas-feiras um capítulo de um livro denso que você deveria ler.Estimulamos que você leia o livro junto com os resumos, mas tornando-se um desafio ler o livro e o resumo juntos, apenas com o resumo você já terá a essência do que o livro quis trazer a você.Sempre faremos um Wrap Up do capítulo que será um resumo curto, e uma verão estendida mais longa.Faça parte do Clube do Livro Fato Impacto!Caso você queira se tornar um assinante Fato Impacto Premium você passa a ter acesso a todos os artigos semanais da Fato Impacto, e também pode acompanhar o clube de livro com a gente. Além de poder participar na comunidade exclusiva no Whatsapp.Caso queira apenas ler os textos semanais, disponibilizados sempre na segunda-feira às 09 da manhã, você pode ter acesso gratuitamente!Fato Impacto é a comunidade de quem quer identificar problemas reais, transformar eles em fatos para depois gerar impacto. Falamos sobre isso de graça para quem se inscreve :)Fato Impacto é a comunidade de quem quer identificar problemas reais, transformar eles em fatos para depois gerar impacto. Falamos sobre isso de graça para quem se inscreve :)Wrap UpUri começa dizendo que, conseguindo adequar o produto ao mercado, o sucesso é 50% provável. Se não, morrerá. Pede para que o leitor considere os apps que usa regularmente e reflita: todos os utilizamos da mesma forma que fizemos da primeira vez. Conversamos por WhatsApp, pesquisamos no Google e assistimos Netflix da mesma forma. Com isso, após descoberta do PMF e proposta de valor, o produto não mais mudará. A criação de valor permanece inalterada.Para chegar ao PMF, muitas iterações são feitas no caminho e Uri diz que, basicamente, a única métrica para saber seus resultados será a permanência de usuários (retenção). Além disso, que outra pessoa, amigo ou CEO, consegue perceber seus erros, sendo nossa própria percepção mais precisa apenas para alguma coisa que não sejam nossos próprios produtos ou serviços. Para além, outras métricas podem dizer algo semelhante: MAU [Monthly Active Users] e NPS [Net Promotion Score]. Maximize os números de conversão e retenção e não fique apenas medindo-os. PMF não terá a ver com expectativa, mas sim números.E alta retenção virá através do funil. Cada fase, uma barreira. Você aprende com usuários iniciantes e os que falham. Além disso, é preciso otimizar uma etapa de cada vez: mercado endereçável, download, registrado, usado uma vez, obtenção de valor e retidos. Cada fase será um obstáculo e só alguns conseguirão chegar ao fim. Você pode analisar de acordo com o fluxo do aplicativo/serviço, fase por fase, ou de acordo com a severidade, podendo lidar com a mais difícil considerando quantidade de usuários que falham nessa etapa. E o valor para usuários será afetado por todas e cada uma das barreiras encontradas.Uri conta que ensinou aos filhos que é melhor pedir desculpas do que permissão, fato que te permite tentar mais. E com o PMF ocorre o mesmo. Não tema irritar os usuários, você está tentando e é isso o que importa. Além disso, observe-os usando o produto/serviço pela primeira vez sem auxiliá-los, assim, saberá exatamente a primeira ideia que terão sobre ele.Outro fato está associado à regra dos três usos: se alguém usou uma, e depois voltou duas vezes ao produto/serviço, então provavelmente vai engajar. Como exemplo de menos recursos serem mais valiosos, o autor cita novamente a Zeek, empresa de auxílio ao resgate de créditos, e apresenta um fato que na verdade confundia usuários: o recurso de carteira que para nada servia. Então, removeram na versão seguinte e a porcentagem de compradores aumentou. Assim, a melhor maneira de descobrir se uma funcionalidade é, de fato, importante, basta removê-la e ver se as pessoas reclamam. Por fim, conta que dezenas de versões do Waze foram feitas até que realmente acertassem.No futuro, a escala do PMF pode não ser grande o bastante, ele pode se tornar irrelevante ou pode haver a mudança de alguma regulamentação. Assim, cabe a você começar tudo de novo e considerar que, da mesma forma, ‘bom o bastante’ pode não ser exatamente isso em todos os mercados. Como exemplo, Uri cita o próprio Waze que em 2012 estava disponível em quase todos os lugares mas não era bem-sucedido em todos.Sobre gamificação, diz que muitas empresas implementam e se decepcionam ao descobrirem que não funciona. Basicamente, diferentes formas de o usuário acumular pontos enquanto usa o app. Conta sobre a tentativa que fizeram com o Waze, mas que não bombou como esperavam. Da mesma forma, tiveram que lidar com fases em que o recurso era bom, mas o produto ainda não.Ainda sobre parâmetros de ‘bom o bastante’, analise os dados. E sem suposições, seja realista. Cada download será considerado, assim como cada atividade. Em um panorama geral, a métrica mais relevante da qual você precisa é a eficiência do funil. Lembre-se que não existem usuários errados, e melhore seu produto sempre que possível.Capítulo 8DESCUBRA A ADEQUAÇÃO DO PRODUTO AO MERCADO OU MORRASimples pode ser mais difícil que complexo: é preciso se esforçar muito para deixar seu pensamento claro de modo a torná-lo simples. Mas no fim vale a pena, porque, depois de chegar lá, você pode mover montanhas.- Steve JobsConseguindo adequar o produto ao mercado, o sucesso é 50% provável. Se não, morrerá.Pense em todos os aplicativos que você usa no dia a dia – Google, Waze, WhatsApp, Facebook, Messenger, Uber, Netflix, todo o conjunto de produtos da Microsoft –, e reflita se os está usando de maneira diferente hoje do que da primeira vez. A resposta é muito simples: inexiste diferença.Fazemos como sempre fizemos. Conversamos por WhatsApp, pesquisamos no Google e assistimos Netflix da mesma forma.Encontrando o PMF, você achou a proposta de valor, portanto, seu produto não mudará mais. O back-end talvez mude, o modelo de negócios será aperfeiçoado e os recursos de escalabilidade exigirão muito desenvolvimento, mas a criação de valor permanece inalterada.Mesmo as melhores empresas, demoram anos para chegar lá.O TRAJETO PARA O PMFPMF tem tudo a ver com criação de valor. Se você cria valor, terá sucesso; se criar grande valor para muitas pessoas, terá muito sucesso; se não criar valor, morrerá. Não é surpresa, chegar ao PMF é mais uma jornada de fracassos, com muitas iterações até se acertar (ou melhor, até ficar bom o bastante).Muitas startups pensam que descobriram o PMF, mas não.Os usuários vão aparecer ou as empresas vão se inscrever se você estiver contando a história do PMF, mas continuarão firmes apenas se o seu produto entregar a história a eles.Basicamente, a única métrica é a permanência dos usuários – em outras palavras, retenção. Se eles voltam, você encontrou o PMF.No B2C se pensa naqueles que usaram pela primeira vez e retornarão três meses depois. E no B2B, renovação de contrato ou expansão de engajamento, comprando mais.MEDIR A ADEQUAÇÃO DO PRODUTO AO MERCADOÉ viável mostrar ao CEO uma startup idêntica que esteja na mesma posição que a dele. O que é que distorce nosso espelho, ainda que tão óbvio quando o vemos em outro lugar, mas meio confuso quando olhamos para nós mesmos?Outra pessoa, outro CEO, outro amigo, consegue perceber.Nossa percepção é muito mais precisa quando olhamos para alguma coisa nova do que quando olhamos para nossos próprios produtos, serviços ou empresas. Essa ‘‘outra pessoa’’ fará uma coisa com muita facilidade: perguntará sobre os números de conversão, retenção e frequência de uso.Podemos nos enganar por alguns motivos: ouvindo feedback de possíveis usuários e confirmar que tanto o problema quanto solução estão corretos, pensando que a versão futura do produto vai atender suas expectativas e apresentar resultados e ouvindo usuários ativos que validam o produto, mas não ouvindo os que abandonaram o produto.Métricas que ilustram se o PMF foi encontrado: conversão e retenção. A primeira mede a porcentagem de usuários iniciantes, usando a função principal do produto. Já a segunda, mede aqueles que continuaram usando mesmo depois da primeira vez.Existem algumas outras métricas que acabarão por lhe dizer coisas semelhantes. MAU (monthly active users – usuários mais ativos) é uma delas (responsável por mostrar a eficiência da máquina de marketing), e NPS (net promotion score), outra (que mostra a satisfação dos usuários retidos). O NPS reflete a porcentagem de pessoas que recomendariam (ou não) um aplicativo/sistema. Essas métricas te levarão ao POV [ponto de vista].O score da loja de aplicativos e o número de usuários não o ajudam a aprimorar seu produto. A jornada para o PMF implica maximizar os números de conversão e retenção, e não apenas medi-los.Há pessoas que, ao tentarem levantar capital, dizem aos potenciais investidores que encontraram o PMF para fomentar a possibilidade de um financiamento. Porém, isso cai por terra quando levantamentos não são apresentados.PMF não tem a ver com expectativa; tem a ver com números.PERCORRER O FUNILAlta retenção vem através do funil de usuários e usuários iniciantes.O funil do modelo PMF* Cada fase é uma barreira* Aprendemos apenas com usuários iniciantes e os que falharam* Otimize uma etapa de cada vezUsuários que saíram entre o download até a retenção: 1,5-15%No meio, existem várias fases de adoção pelo usuário. E, para muitos serviços, as fases são semelhantes: registrar, entender o que fazer e o que esperar e, finalmente, obter valor.Considerando o funil, cada fase é um obstáculo, e só alguns conseguirão chegar ao fim. Ainda sim, eles não estarão perdendo nada, pois a vida deles já era assim, mas você estará!Essa é a maneira certa de entender o funil. Enquanto você está medindo a totalidade dos usuários, também está considerando o processo de pensamento de um único usuário.Um exemplo de bloqueio de usuários para a próxima fase é o registro, já que algumas pessoas não ficam realmente confortáveis em avançar caso um cadastro seja necessário. E se for então obrigatório, esse usuário você já perdeu.Em muitos casos, eu recomendaria adiar a fase de registro até que se obtenha algum valor.Para os usuários, três são as principais barreiras: entendimento do app, chegar ao valor e decidir se este é suficiente.ELIMINAR BARREIRASPara aproveitar o funil, você precisa dominar métricas (medição precisa e consistente ao decorrer do tempo, te permitindo concentrar esforços e aperfeiçoamentos no que for necessário) e aprendizado (para entender os motivos que levam tais fases a se tornarem barreiras).Então, de repente, quando você está nas iterações do PMF, a pessoa mais importante do mundo é aquela que falhou. Só ela é capaz de lhe revelar o segredo: o porquê.O resto é mais fácil: libere uma nova versão que resolva um problema de uma única barreira e, em seguida, meça várias vezes até que esteja bom o bastante, ou até que você não consiga perceber mudanças por um tempo.Você pode analisar de acordo com o fluxo do aplicativo/serviço, fase por fase, ou de acordo com a severidade, podendo lidar com a mais difícil considerando quantidade de usuários que falham nessa etapa. O segundo método sendo mais eficiente que o primeiro por ser possível notar os resultados com mais rapidez.No final, o valor para os usuários será afetado por todas as barreiras.A mudança de algoritmo do Waze impactou o app da noite para o dia (...) e, em vez de dizer ‘‘É permitido apenas se soubermos que é permitido’’, a regra passou a ser ‘‘É permitido, a menos que saibamos que não é permitido’’.Como regra geral, ensinei a meus filhos que é melhor pedir desculpas do que pedir permissão, o que permite tentar e ousar mais. A jornada para o PMF percorre um caminho semelhante: não tenha medo de irritar seus usuários; desse jeito, você progredir de maneira mais rápida em direção ao PMF.Quatro maneiras de lidar com barreiras em produto: elimine ou mova para um estágio posterior (cadastro, por exemplo, para só depois de notarem o valor), simplifique (se o registro apresenta quatro etapas, coloque tudo na mesma página ou indique com uma barra o progresso do usuário, para que ele não se sinta inseguro sobre até onde o processo vai), cópia e microcópia (menos quase sempre é melhor, pense no que faria se tivesse que rolar por sete páginas para continuar, ou rolaria tudo sem ler, ou desistiria) e fazendo uso da linguagem visual (Os designers de produtos podem influenciar a tomada de decisões por meio do design de interface que direciona o usuário) – (...) opções de cor, tamanho do texto e posicionamento dos botões são muito valiosas para maximizar a conversão e obter melhores resultados.OBSERVAR AS AÇÕES DOS USUÁRIOSÉ preciso observar os novos usuários usando o produto pela primeira vez. Sem dizer nada – nenhuma dica, nenhuma orientação, nada.Então lhes pergunte: ‘‘Por que você fez isso ou aquilo?’’. Tente pegar grupos focais para experimentar o produto, complemente com pizza e cerveja (ou margaritas e nachos). Você os observa e depois atua como o facilitador da discussão.Você pode observar que seu produto possivelmente apresenta muitas possibilidades.Menos recursos significam melhor usabilidade.VALIDAÇÃO INSTANTÂNEA OU GRATIFICAÇÃO INSTANTÂNEAQuando uma maioria inicial começa a usar um produto, no início ficam muito desconfiados; para eles, a mudança tem um preço a ser pago, e a comprovação do valor deve ser instantânea.Um exemplo é a utilização do Waze, no qual as pessoas pesquisavam onde moravam e, se o app encontrasse, procurariam o endereço do trabalho.A lógica era fácil: se o sistema informa alguma coisa que é real – ‘‘Certo, há um congestionamento e ele foi relatado com precisão pelo sistema!’’ –, então posso confiar no Waze. E para o caso de o motorista não ser informado sobre um congestionamento, por exemplo, ou se o sistema apontasse um que já não existisse mais, eles precisaram realizar iterações até descobrirem e fomentar sua credibilidade.A maioria dos aplicativos de consumo tem o que se conhece como a regra dos ‘‘três usos’’: se alguém usa o produto três vezes, é muito provável que continue engajado, então a conversão acontece no intervalo de três usos. Para isso, adicione confiança e valor.MENOS É MAISO Zeek era um mercado para crédito em loja e cartões-presente, portanto, se você tivesse um crédito de cem dólares na loja X, e não houvesse nada que desejasse comprar nela, poderia vendê-lo no Zeek. O valor seria menor, mas em dinheiro e auxiliando alguém que buscasse comprar algo na loja. Ter um crédito em loja que você não vai usar é deixar dinheiro parado.Então, o líder de produto disse que seria simples: publicar um vale para a venda, buscar um vale para compra, comprar um vale e manter os vales em carteira digital.Uri questionou o recurso de carteira, já que poucas pessoas teriam tantos créditos a ponto de precisarem gerenciar. Mas o líder insistiu. Analisando conversão, retenção e usabilidade, 0,3% achavam interessante o recurso específico. Já considerando o comprador, tiveram tração de 60% para procura. Uri insistiu na remoção.Seguiram então a regra do usuário iniciante e questionaram dezenas que não utilizaram o recurso. Eles não sabiam o que era e alegavam não ter nada para colocar lá, então não sabiam como prosseguir. Então lhes explicaram que a carteira não era necessária para compra e venda e eles responderam que não sabiam disso. Removeram na versão seguinte, e a porcentagem de compradores procurando algo aumentou.No mercado, quase sempre o desafio é promover movimentação suficiente. Depois de atingir uma oferta e demanda equilibradas no mercado, chega-se ao PMF.Pense em funcionalidades fundamentais. Elas melhoram o uso, conversão e retenção, permitem um mercado endereçável e geram reclamações se removidas. É preciso medi-las. Se a funcionalidade não estiver em conformidade, você simplesmente não precisa dela, e implicará perda de tempo construí-la antes de descobrir o PMF. Na verdade, seria uma perda de tempo também depois de descobri-lo.REMOVER FUNCIONALIDADESUma das melhores maneiras de descobrir a importância de uma funcionalidade é removê-la e ver se as pessoas reclamam.Testaram isso no Waze, tirando o velocímetro e o pessoal não gostou, acharam que era um bug da nova versão e perguntaram o que aconteceu. As iterações foram trazer ele de volta e torná-lo opção possível de ser desativada nas configurações.Quando se acrescenta alguma coisa às configurações, a principal pergunta é: ‘‘Qual o padrão?’’. (...) o mapa do caminho para o produto significa uma lista de experimentos que você realiza até encontrar aquele que funciona, para então passar para a próxima fase de criação de sua startup.WAZE VERSÃO 3.5Fizemos dezenas de versões do Waze até acertarmos. Embora o aplicativo fosse bom o bastante em muitos mercados, estávamos procurando um avanço no crescimento e um recurso para aumentar o boca a boca e viralizar.A versão 3.5 foi definida com esse objetivo. Acharam que o novo principal recurso, ponto de encontro em tempo real, seria muito utilizado, mas isso não aconteceu. Mesmo a história sendo muito boa e os exemplos de casos de uso fazendo sentido, na realidade, a maioria desses localizadores era enviada pelos pais aos filhos que não dirigiam e, portanto, não baixavam ou usavam o Waze!Ao utilizar o recurso, Uri foi buscar o filho na escola, mas só por telefonema descobriu que estavam em portões diferentes. Mas uma lâmpada acendeu na minha cabeça: se tivéssemos o recurso do localizador na época, tal desencontro não teria acontecido.ALCANÇOU O PMF? ÓTIMO. AGORA, COMECE TUDO DE NOVOA escala do PMF pode não ser grande o bastante, o PMF pode se tornar irrelevante ou pode haver a mudança de alguma regulamentação.Isso aconteceu com a Pontera em Israel. Queriam demonstrar mais transparência sobre taxas financeiras. Disseram o valor para as pessoas, mas não foi suficiente. Compararam com o valor que outras pessoas pagavam, mas também não foi, só se irritaram, mas não tomaram nenhuma atitude. Somente quando dissemos ‘‘Clique aqui para reduzir suas taxas’’ a coisa começou a funcionar.Descobriram o PMF e passaram para a fase de crescimento em mercado doméstico, no mesmo tempo em que decidiram voltar para os EUA, mercado bem maior. Naturezas e problemas diferentes. Era muito a se fazer, então decidiram abandonar o mercado israelense.Os usuários americanos não tinham percepção do problema.Entretanto, o governo estabeleceu um novo regulamento que fez com que consultores financeiros e empresas de investimento usassem a plataforma Pontera. Chegaram ao PMF, venderam muito. Mas então, Obama foi substituído por Trump, que não apoiou o regulamento. Uma montanha-russa. Agora tinham tecnologia, mas não demanda. Depois, focaram em consultores financeiros e lançaram um novo produto, que gerou crescimento.A jornada do Pontera implicou descobrir três vezes o PMF. O PMF atual é tão significativo que duvido que precisemos de outro, mas tive a mesma sensação antes e estava errado.‘‘BOM O BASTANTE’’ EM ALGUNS MERCADOS PODE ‘‘NÃO SER BOM O BASTANTE’’Em 2012 o Waze estava disponível em quase todos os lugares, mas ainda não erabem-sucedido em todos eles.Certa vez questionaram se havia o app na Antártica, e realmente sim, porém, o usavam para funcionalidades diferentes da padrão, criando trajetos de um acampamento para outro. Ainda que o Waze seja excelente em muitos países, continua péssimo, e provavelmente continuará para sempre, em alguns outros.Modelos geográficos diferem de país para país. Nos EUA, quarteirões estão dentro de cem números. No Japão e na Coreia, os números seguem ordem cronológica (Além disso, quase todos os carros no Japão vêm com um sistema de navegação já instalado, e a única instituição que tem a localização exata de todos os números das casas é o serviço postal japonês. Sem chance para nós). Em Israel, números pares e ímpares se dividem entre os lados da rua. Essas especificidades definem o ‘‘bom o bastante’’.O QUE É UM RECURSO ‘‘BOM O BASTANTE’’?Muitos empreendedores pensam em adotar um modelo de gamificação (maneiras de os usuários acumularem pontos enquanto usam o aplicativo) e ficam surpresos e desapontados ao descobrir que muitas vezes não funciona.Tentaram com o Waze, entregando pontos se postasse sobre um acidente, ajudando os próximos motoristas. E quando queriam que alguém dirigisse por um lugar que não tinham dirigido antes, colocavam guloseimas no mapa, para que, se ela fosse até lá, as atropelasse e ganhasse ainda mais pontos. Foi legal e gerou alguns resultados de aumento de uso e retenção, mas não deu um salto.Em 2009 e 2010 tentaram muitas coisas para tornar o Waze bom o bastante. Nosso desafio estava na altíssima taxa de desistência do usuário novo. Era preciso que usassem mais. Se conseguíssemos que 80% de usuários que experimentaram o aplicativo uma ou duas vezes usasse, só mais uma, aumentaríamos drasticamente a coleta de dados.Tentamos dizer aos usuários que o sistema estava aprendendo e que deveriam tentar de novo; obtivemos algum efeito, mas a gamificação foi o ponto principal. (...) decidimos que queríamos incentivar a tarefa de completar o mapa por meio da gamificação, e criamos um jogo parecido com o Pac-Man no mapa. Se o motorista dirigisse por uma área onde precisávamos de mais dados, o avatar se transformaria em um Pac-Waze-Man, e o trajeto estaria repleto de pontos para o Pac-Waze coletar (comer). (...) a maioria dos usuários não se importou com a gamificação. Mas quem fez se importou muito.O recurso era bom o bastante, mas o produto, ainda não.OS DADOS SÃO OS REISComo você sabe quando bom é bom o bastante? Veja os dados.Pensando nas principais métricas do Waze:* MAU: porcentagem de pessoas que usaram no último mês.* Uso médio por mês, quantas viagens concluídas por um usuário ativo?* Retenção de 90 dias, quantos usuários se mantiveram usando o app por três meses?Não suponha. Levante dados realistas.O Waze foi baixado cerca de um bilhão de vezes, mas havia apenas de 150 a 250 milhões de usuários ativos.E isso pode incluir usuários com dois celulares e app nos dois. Usuários que nunca o usaram, ou aqueles que usam para calcular corrida de táxi. Um download é um download, e ativo é ativo.Na realidade, o número MAU em porcentagem diminuirá com o tempo, pois mais e mais usuários que não são o público-alvo para deslocamentos baixam o aplicativo e o usam com pouca frequência.Quando o Waze foi adquirido, a retenção era de cerca de 35%, o MAU, mais ou menos, de 27%, e as sessões por usuário por mês, de seis a nove, dependendo do país.Portanto, só para ficar claro, se você quiser pensar em uso diário, espere de cinco a dez casos de uso por mês, e uma taxa de retenção de 30%, no máximo. Esse número talvez pareça muito baixo quando se pensa em um aplicativo de uso diário, mas se assemelha ao que acontece com um app de condições meteorológicas, mesmo que você pense que o verifica todos os dias. Na realidade, isso acontece de seis a nove vezes por mês.Um app vinculado a pagamento mensal, irá te enviar notificação de pagamento para as faturas. Se você colocar notificações com texto dizendo que ele precisa pagar tal conta, e pedindo para que clique em tal botão para isso, é muito mais provável que maximize o uso.Você deseja medir o intervalo de tempo entre o primeiro, segundo e o terceiro uso e contatar aqueles que estão atrasados no terceiro uso. Convença eles a prosseguir, ouça e aplique insights.Voltando ao fundamental, sua jornada para descobrir o PMF é começar com qualquer nível de predisposição e aperfeiçoar em duas questões principais: conversão e retenção.(...) até certo ponto, a única métrica de que você precisa é a eficiência do funil, e o único roteiro, o que o torna melhor. Aborde cada barreira individualmente e faça a ação corretiva necessária para removê-la.Ao observar os usuários, lembre-se de que não existem os ‘‘errados’’; é bem possível que a versão do produto precise explicar como usar o aplicativo ou o serviço de maneira mais simples.STARTDICAS* Para vivenciar de novo uma primeira experiência de uso, só observando novos usuários.* A maioria dos usuários é desinformada e não tem hábito de acompanhar instruções.* Regra geral: usuários só se convertem no terceiro uso.Muito obrigado a todos que chegaram até o fim! Esse foi mais um resumo do livro de Uri Levini, Apaixonesse pelo problema, não pela solução, no oitavo capítulo. Espero que tenham tirados bons insights sobre os desafios em torno de adequar o produto ao mercado e encontrar o Product Market Fit. Para receber mais conteúdos como este assine a Fato Impacto, clicando no botão abaixo:Caso queira compartilhar em outros grupos, com amigos ou em redes sociais, clique abaixo:Fato Impacto é uma publicação gratuita, para ela continuar assim compartilhe com seus amigos!Nos vemos na próxima sexta-feira às 9 da manhã! Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ Validação de Guerrilha: O Caminho Mais Curto para Testar seu Negócio

    Validação de Guerrilha: A Arte de Descobrir Problemas ReaisSeja bem-vindo à Fato Impacto, a comunidade que te ajuda a entender como validar hipóteses e gerar impacto real através de fatos concretos, não apenas intuição.Já se perguntou "Como validar uma ideia de negócio sem gastar fortunas?" ou "Por que tantas soluções tecnológicas falham em resolver problemas reais?" Estas são questões cruciais que todo empreendedor precisa responder antes de investir tempo e recursos.Principais Insights ————————————————A Jornada da DescobertaA história de Bia ilustra perfeitamente como soluções tecnológicas complexas podem falhar quando não partem de uma compreensão profunda do problema real. Sua transformação de desenvolvedora frustrada a pesquisadora perspicaz demonstra o poder da validação de guerrilha.As Três Forças da Validação* Observação Direta: Imersão no ambiente natural do público-alvo;* Interação Genuína: Conversas espontâneas que revelam insights valiosos;* Documentação Imediata: Registro sistemático de descobertas e padrões.Metodologia EstruturadaA validação de guerrilha se destaca por combinar:* Preparação estratégica com definição clara de hipóteses;* Execução prática com abordagem direta ao público-alvo;* Análise sistemática dos dados coletados.Recomendação Final ———————————————O sucesso na validação de negócios depende de três fatores principais:* Disposição para abandonar pressupostos;* Habilidade de escuta ativa;* Documentação rigorosa dos aprendizados.📰 Programação Semanal* Segunda-feira: Newsletter autoral sobre validação e inovação;* Quarta-feira: Podcast gerado por IA sobre o tema da semana;* Sexta-feira: Clube do Livro com um capítulo semanal.Todas as publicações são disponibilizadas às 9 horas da manhã.A Fato Impacto é uma publicação gratuita que transforma a maneira como validamos ideias e geramos impacto real no mercado, compartilhe com seus amigos usando o link: Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ Profissionais em Transformação: O Futuro da Relevância Profissional

    Profissionais em Transformação: O Futuro da Relevância Profissional até 2030Seja bem-vindo à Fato Impacto, a comunidade que te ajuda a entender como validar hipóteses e gerar impacto real através de fatos concretos, não apenas intuição.Já se perguntou "Como se manter relevante em um mercado que eliminará 83 milhões de empregos?" ou "Quais habilidades serão essenciais para prosperar até 2030"? Estas são questões cruciais que precisam ser respondidas antes que seja tarde demais.Principais Insights ————————————————-O Impacto da Transformação DigitalA revolução tecnológica está remodelando 23% das profissões atuais, com 83 milhões de empregos sendo eliminados globalmente, enquanto 69 milhões de novas vagas surgem.As Cinco Forças Transformadoras* Revolução Tecnológica e IA: 86% das organizações preveem transformações significativas por IA e automação;* Transição Verde: Crescente demanda por profissionais de sustentabilidade;* Mudanças Demográficas: Desafios únicos entre mercados maduros e emergentes;* Fragmentação Geoeconômica: Necessidade de adaptação a novos mercados;* Incertezas Econômicas: Busca por eficiência e resiliência.Profissões em AltaAs carreiras com maior potencial de crescimento incluem:* Especialistas em Big Data;* Engenheiros FinTech;* Especialistas em IA e Aprendizado de Máquina;* Desenvolvedores de Software;* Especialistas em Segurança.Recomendação Final ———————————————O sucesso profissional futuro dependerá de três fatores principais:* Desenvolvimento contínuo de habilidades tecnológicas* Cultivo de competências humanas essenciais* Adaptabilidade e aprendizado constante📰 Quer começar a semana com insights transformadores?* Segunda-feira: Texto autoral sobre tendências e inovação* Quarta-feira: Debate entre IAs sobre o tema da semana* Sexta-feira: Capítulo do Clube do LivroNa Fato Impacto você encontra análises aprofundadas sobre o futuro do trabalho, estratégias para desenvolvimento profissional e muito mais direto no seu e-mail.A Fato Impacto é uma publicação gratuita, compartilhe com seus amigos para que ela continue assim! Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ De Dentro para Fora: O Novo Caminho da Validação

    Como a Pesquisa com Parceiros-Chave Revoluciona a Criação de Produtos Digitais?Seja bem-vindo à Fato Impacto, a comunidade que te ajuda a entender como validar hipóteses e gerar impacto real através de fatos concretos, não apenas intuição.Já se perguntou "Por que começar pelos clientes pode ser um erro?" ou "Quando é o momento certo para validar com usuários finais"? Estas são questões cruciais que precisam ser respondidas antes de investir tempo e recursos em desenvolvimento.Principais Insights ————————————————O sucesso na validação de produtos pode seguir três pilares fundamentais: Pesquisa com Parceiros-Chave, Convergência de Tendências e Framework PIVE.O Poder da Validação EstruturadaComo demonstrado no caso da Mente Síncrona, começar pelos parceiros-chave antes dos clientes finais é fundamental. A abordagem "de dentro para fora" permite uma compreensão mais profunda do mercado e reduz significativamente as incertezas iniciais.A Força das Tendências ConvergentesA intersecção entre LTV, hiperpersonalização, UGC e tecnologias emergentes como IA e No-Code cria o ambiente ideal para soluções inovadoras. Empresas que focam nestas convergências têm maior probabilidade de criar valor sustentável.Recomendação Final ————————————————A escolha da estratégia de validação deve considerar três fatores principais:* Pesquisa estruturada com parceiros-chave* Análise de convergência de tendências* Execução incremental e pacienteO sucesso depende não apenas da metodologia escolhida, mas principalmente da capacidade de transformar insights em soluções escaláveis.📰 Quer começar a semana com insights transformadores?* Segunda-feira: Texto autoral sobre validação e inovação* Quarta-feira: Debate entre IAs sobre o tema da semana* Sexta-feira: Capítulo do Clube do Livro "Apaixone-se pelo Problema"Na Fato Impacto você encontra frameworks práticos para validação de produtos, estratégias para crescimento sustentável, e muito mais direto no seu e-mail. A Fato Impacto é uma publicação gratuita, compartilhe com seus amigos para que ela continue assim! Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ 5 sinais que você encontrou uma oportunidade para seu negócio

    O que Discovery, Delivery e Dados têm em comum?A resposta está em um equilíbrio estratégico que define o sucesso do seu produto.Seja bem-vindo a Fato Impacto, a comunidade que te inspira a olhar mais para problemas, equilibrar descoberta e desenvolvimento, e com isso gerar clareza sobre o que seu produto precisa para ter impacto real.Já se perguntou "Como equilibrar tarefas de pesquisa e desenvolvimento em sprints"? Ou já teve dificuldade em decidir quando parar de pesquisar e começar a construir? Estas são dúvidas comuns que precisam ser respondidas antes de investir tempo e recursos em desenvolvimento.Principais Insights ————————————————O sucesso no desenvolvimento de produtos pode seguir três frameworks estratégicos distintos: Double Diamond, Triple Diamond e análise de dados segmentados.O Poder do DiscoveryComo a Zendesk demonstrou com o Triple Diamond, dedicar uma fase exclusiva à descoberta de problemas é fundamental. Times que dedicam 40% ou mais do tempo em pesquisas focadas no segmento-alvo têm 76% mais chances de atingir product-market fit nos primeiros 18 meses.A Força dos Dados SegmentadosPesquisas da McKinsey mostram que 84% das empresas SaaS que focam em dados específicos de seu segmento-alvo têm maior probabilidade de sucesso. O CAC é 45% menor e o LTV 2,3 vezes maior quando comparado a empresas que se baseiam apenas em dados gerais de mercado.Recomendação Final ——————————————A escolha da estratégia de desenvolvimento deve considerar três fatores principais:* Validação quantitativa do problema* Feedback estruturado do segmento-alvo* Viabilidade técnica e financeiraO sucesso depende não apenas da escolha do framework correto, mas principalmente da capacidade de estruturar descobertas em decisões acionáveis.📰 Quer começar a semana com insights transformadores?Nossa Newsletter semanal chega toda segunda-feira às 9h da manhã!Se você estiver no agito, não se preocupe, na quarta-feira às 9h da manhã você recebe um debate sobre o artigo semanal com IAs.Na sexta enviamos a você um novo capítulo do clube do livro focado em "Apaixone-se pelo problema e Não pela solução".Na Fato Impacto você encontra frameworks práticos para validação de produtos, estratégias para crescimento sustentável, e muito mais direto no seu e-mail.Fato Impacto é uma publicação gratuita, compartilhe ela com seus amigos para que ela continue assim! Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ Existe Mercado para Sua Ideia? Aprenda a Descobrir

    O que o Critério, Tendências e Análise têm em comum?A resposta está em uma decisão estratégica que mudou para sempre seus destinos. Seja bem-vindo a Fato Impacto, a comunidade que te inspira a olhar mais para problemas, mensurar oportunidades e com isso gerar clareza sobre o que a solução precisa para gerar impacto.Já se perguntou "Tenho uma ideia X mas não sei se tem mercado para ela"? Ou já desenvolveu um produto e quer saber quais expectativas de lucro pode ter? Estas são dúvidas comuns que precisam ser respondidas antes de investir tempo e recursos em um novo negócio.Principais Insights ————————————————O sucesso na validação de mercado pode seguir três caminhos estratégicos distintos: estabelecer critérios mensuráveis, analisar tendências sustentáveis e estudar correlações comportamentais.O Poder do CritérioComo Elon Musk demonstrou com o exemplo das fraldas para adultos vs. infantis, um critério bem definido valida tendências de mercado. O critério deve ser facilmente compreensível e baseado em dados análogos verificáveis. A análise de áreas correlatas permite mensurar mercados de forma mais precisa.A Força das Tendências Ferramentas como Exploding Topics, AlsoAsked e Google Trends permitem mapear o interesse real do mercado.É crucial diferenciar entre tendências sustentáveis e modismos passageiros.Volume de buscas não significa necessariamente potencial de monetização.Recomendação Final ——————————————* A escolha da estratégia de validação deve considerar três fatores principais:* Disponibilidade de dados e critérios mensuráveisAnálise de comportamentos correlatos* Validação através de institutos e associações setoriaisO sucesso depende não apenas da escolha das ferramentas certas, mas principalmente da capacidade de interpretar dados e transformá-los em insights acionáveis.📰 Quer começar a semana com insights transformadores?* Nossa Newsletter semanal chega toda segunda-feira às 9h da manhã! * Se você estiver no agito, não se preocupe, na quarta-feira às 9h da manhã você recebe um debate sobre o artigo semanal com IAs.* Na sexta enviamos a você um novo capítulo do clube do livro.Na Fato Impacto você encontra dicas práticas para validar seu mercado, estratégias para crescer de forma sustentável, e muito mais direto no seu e-mail.Compartilhe também com seus amigos, e deixe sua avaliação referente a esse episódio do podcast.Fato Impacto é uma publicação gratuita, compartilhe ela com seus amigos para que ela continue assim! Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ Contraste ou Pioneirismo: Qual Estratégia Escolher para Dominar seu Mercado?

    🟧 5a edição da Fato Impacto PodcastO que a Nubank, Magazine Luiza e Embraer têm em comum? A resposta está em uma decisão estratégica que mudou para sempre seus destinos. Seja bem-vindo a Fato Impacto, a comunidade que te inspira a olhar mais para problemas, mensurar oportunidades e com isso gerar clareza sobre o que a solução precisa para gerar impacto.Já passou por aquele momento em que você não sabe se deve atacar um mercado estabelecido ou criar algo totalmente novo? Ou já se perguntou por que algumas empresas conseguem crescer rapidamente enquanto outras demoram anos para decolar?Principais Insights ————————————————O sucesso de uma empresa pode seguir dois caminhos estratégicos distintos: o contraste competitivo ou o pioneirismo de mercado. Cada abordagem possui suas próprias características e exige diferentes recursos e capacidades organizacionais.O Poder do Contraste* O Nubank revolucionou o mercado bancário brasileiro usando o contraste como motor de crescimento.* A insatisfação reprimida dos clientes funciona como combustível para empresas que adotam essa estratégia.* O contraste pode ser por problema (mais rápido) ou diferenciação operacional (mais lento).A Força do Pioneirismo* A Embraer demonstrou como o pioneirismo pode criar vantagens competitivas duradouras.* A Azul Airlines encontrou sucesso focando em aeroportos secundários inexplorados.* O pioneirismo exige mais recursos e tempo, mas oferece a vantagem de educar o mercado.Recomendação Final ——————————————A escolha entre contraste e pioneirismo deve ser baseada em três fatores principais:* Maturidade do setor e nível de competição* Recursos disponíveis e capacidade de execução* Clareza da proposta de valor e modelo de negócioO sucesso depende não apenas da escolha estratégica, mas principalmente da execução consistente e da capacidade de manter o foco no valor entregue ao cliente.📰 Quer começar a semana com insights transformadores?* Nossa Newsletter semanal, que chega toda segunda-feira às 9h da manhã!* Se você estiver no agito, não se preocupe, na quarta-feira às 9h da manhã você recebe um podcast sobre o episódio o artigo semanal, 100% gerado por IA.* Na sexta enviamos a você um novo capítulo do livro - Apaixone-se pelo Problema e não pela Solução de Uri Levini.Na Fato Impacto você encontra dicas práticas para superar desafios, estratégias para crescer no mercado, e muito mais direto no seu e-mail.Compartilhe também com seus amigos, e deixe sua avaliação referente a esse episódio do podcast.Fato Impacto é uma publicação gratuita, compartilhe ela com seus amigos para que ela continue assim! Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    Capítulo 3 - Apaixone-se pelo Problema, não pela Solução

    🟧 Clube de Leitura Fato Impacto - Edição 04Boas vindas pessoal, mais um capítulo do livro de Uri Levini, vamos nessa com a quarta semana com detalhes legais para ajudar você a entender melhor como identificar problemas, tornar eles em um Fato tangível e ajudar a fazer com que virem soluções de ImpactoSejam bem-vindos ao Clube do Livro da Fato Impacto!Imagine acessar os insights mais valiosos de livros técnicos densos e transformá-los em ações práticas para seu negócio, sem a barreira de páginas difíceis de digerir. O Clube de Leitura Fato Impacto nasceu para romper essa barreira e te entregar, de forma estruturada, o conhecimento que move empreendedores de sucesso ao redor do mundo. Aqui, você não só lê um livro – você se conecta à essência das ideias que transformam mercados e criam unicórnios.O problema de livros densos e longosCom base em conversas com vários empreendedores notamos uma dificuldade comum em consumir conteúdos embasados em livros densos e difíceis de ler, nosso objetivo aqui é ajudar você a consumir com maior frequência o conhecimento que está dentro de livros técnicos.Como o Clube do Livro Funciona?Os assinantes pagos da Fato Impacto recebem todas as sextas-feiras um capítulo de um livro denso que você deveria ler.Estimulamos que você leia o livro junto com os resumos, mas tornando-se um desafio ler o livro e o resumo juntos, apenas com o resumo você já terá a essência do que o livro quis trazer a você.Sempre faremos um Wrap Up do capítulo que será um resumo curto, e uma verão estendida mais longa.Faça parte do Clube do Livro Fato Impacto!Caso você queira se tornar um assinante Fato Impacto Premium você passa a ter acesso a todos os artigos semanais da Fato Impacto, e também pode acompanhar o clube de livro com a gente. Além de poder participar na comunidade exclusiva no Whatsapp.Caso queira apenas ler os textos semanais, disponibilizados sempre na segunda-feira às 09 da manhã, você pode ter acesso gratuitamente!Fato Impacto é a comunidade de quem quer identificar problemas reais, transformar eles em fatos para depois gerar impacto. Falamos sobre isso de graça para quem se inscreve :)Fato Impacto é a comunidade de quem quer identificar problemas reais, transformar eles em fatos para depois gerar impacto. Falamos sobre isso de graça para quem se inscreve :)Wrap UpÉ preciso abraçar a disrupção. No começo, o produto é descartado como irrelevante, depois, destrói a fatia de mercado que o julgou. E pense no futuro próximo, não no distante. A disrupção tem a ver com mudança de comportamento e equilíbrio de mercado. Como exemplo, cita o CEO da Netflix que ofertou sua empresa para alguém que, na época, ia muito bem no mercado (locadora), mas depois faliu ao não conseguir acompanhar seu novo concorrente. Fato que também ocorreu com a Kodak ao recusar o conceito de câmera digital por pensarem que isso seria disrupção do próprio negócio. Diz que até mesmo o Google passou por dificuldades no momento de levantar capital.Disrupções ocorrem quando um novo produto, tecnologia ou modelo de negócios surge para que não mais seja necessário o(s) anterior(es). Assim como o app da Uber fez com os táxis, acrescentando transparência sobre saber onde seu motorista/passageiro está e informando o preço cobrado antes mesmo de finalizar o trajeto. Três grandes elementos da disrupção são a gratuidade, mercado e ecossistema.Ninguém gosta de admitir que está errado e, por isso, é difícil pontuar equívocos que levam à disrupção. Empreendedores criam problemas e, geralmente, não são bem aceitos em corporações. Não tomam nada como garantido e apontam falhas que poderiam consertar ou inovações que poderiam gerar, assim como Steve Sasson, engenheiro da Kodak, fez.Fica difícil para eles, os criadores de problemas, se ajustarem ao DNA das empresas. É o motivo de muitas vezes irem embora, assim como por almejarem liberdade ou por superiores se livrarem deles. Organizações estabelecem como as coisas devem ser feitas e tudo passa a ser imutável, tendo o empreendedor que seguir ideias contraditórias e limitadoras em avanços. Vítimas, dramáticos e inconformistas são os principais demitidos.Porém, considerando tudo, inclusive amplo mercado, a oportunidade da disrupção excede a ameaça. Como exemplo, mais corridas de táxi acontecem hoje do que anteriormente ao Uber. Visibilidade cria disrupção. Também há mercados onde faltam informações e, por isso, usuários acabam direcionados para outros serviços. Cabe a você usar um dos argumentos utilizados pelo pessoal do Waze ao tentar aprimorar informações com outras empresas: ninguém quer se tornar irrelevante podendo evitar isso, quer?Comenta sobre a experiência de disrupção do próprio Waze e seu ponto de vista a partir de outras realidades. Diz que se hoje você souber o que poderá causar a disrupção da sua empresa daqui alguns anos, outra pessoa também saberá e o fará. Então, comece você a trabalhar nisso. E questione-se também sobre quais ativos seus poderiam se tornar melhores caso utilizados de outra forma. Faça isso antes de outra pessoa.Empresas já estabelecidas possuem mais desafios na hora de mudar, pois 1. seu DNA já foi criado, 2. empreendedores não são encontrados (por serem podados quando tiveram a chance de criar) e 3. simplesmente ego. Uma divisão que está a tempos errando, ficará abalada com uma nova divisão que se opõe a tudo que fazem. Uri conta como a Telmap, por diversas vezes, perdeu a oportunidade do Waze e compara a situação com aquilo que sempre acontece quando algo novo é criado: primeiro dão risada, depois ignoram e acabam superados por isso.Por fim, termina o capítulo dizendo que já recebeu uma denúncia informando que o Waze na verdade cria ainda mais congestionamentos ao capacitar qualquer motorista a dirigir. Sobre isso, sente-se bem melhor a respeito da criação do app. Diz que empoderar pessoas consegue ser ainda mais gratificante do que economizar tempo.Capítulo 03ABRACE A DISRUPÇÃONão há chance de o Iphone conquistar uma participação significativa no mercado. - Steve Ballmer, CEO da Microsoft, 2007A bravata de Ballmer é típica de quando aparece algo disruptivo: a princípio, descarta-se o produto como irrelevante, até que o mesmo produto devore a fatia de mercado de quem fez pouco caso dele.‘‘Estamos subestimando o futuro distante e superestimando o futuro próximo’’ – Bill Gates.A jornada do produto disruptor é sempre a mesma: no início riem dele, depois o ignoram, e então ele vence. Bem, nem sempre vence, mas, se não tentar, com certeza não conseguirá êxito.(...) a disrupção não tem a ver com tecnologia, mas com mudança de comportamento e, dessa forma, mudança do equilíbrio de mercado.O CEO da Netflix, nos anos 2000, ofertou para o chefe da Blockbuster, John Antioco, cinquenta milhões de dólares para comprar a empresa. Ele recusou e declarou que tudo que a Netflix poderia fazer, eles fariam ainda melhor. Em 2010, Blockbuster declarou falência e, na década seguinte, a Netflix além de se tornar referência em streaming de vídeo, virou estúdio com valor de mercado de 250 bilhões de dólares, cerca de quarenta vezes mais do que a Blockbuster no auge.Já a Kodak, quando teve o conceito de câmera digital apresentado para gestão, recusaram pois imaginaram que o produto poderia atuar como disruptor de seu negócio principal. Focaram nas falhas daquilo que Steve Sasson havia inventado (peso, resolução e processamento) e o CEO ainda comentou: ‘‘Isso é bem bonitinho, mas não conte a ninguém’’. No entanto, não se pode impedir uma revolução matando o mensageiro. A empresa tinha patente para tecnologia de câmera digital, expirada em 2007. Enfatizavam que estavam na indústria de papel e química e que o projeto seria irrelevante para o foco da empresa. Concorrentes foram à frente e, em 2012, a Kodak entrou com pedido de falência.O Google teve dificuldade para levantar capital. Em 1998, abordaram o Yahoo com uma proposta de dois milhões de dólares. Recusaram. Em 2002, o valor tinha saltado para cinco bilhões. Yahoo adquiriu outro mecanismo de busca, tentando derrubar o Google, mas acabou vendido por 4,48 bilhões de dólares.Ouvi a mesma coisa depois de o Google adquirir o Waze, em 2013, por 1,15 bilhão de dólares. Muitas vezes me questionaram se foi a decisão correta. A empresa não valeria muito mais se a tivéssemos mantido e vendido anos depois? Minha resposta é simples: existem decisões certas e existem decisões NÃO tomadas, afinal, quando se toma uma decisão e se escolhe um caminho, ninguém sabe como as coisas seriam por outro caminho.Portanto, em vez de se pensar no que aconteceria com o Yahoo se tivesse aceitado adquirir o Google por dois milhões de dólares (ou anos depois por cinco bilhões), a pergunta é: ‘‘Será que o Google teria se tornado o que é hoje sob o comando e a visão do Yahoo?’’.Não sabemos e, portanto, qualquer ideia questionando a decisão se torna irrelevante. Existem decisões certas ou decisões NÃO tomadas, simplesmente porque não podemos prever o que teria acontecido no caminho que não percorremos.O QUE É DISRUPÇÃO?(...) disrupção tem pouco a ver com tecnologia; tem a ver com mudar o comportamento e o equilíbrio de mercado – ou seja, a maneira como fazemos negócios.Produto | Preço | ConhecimentoModelo: equilíbrio de mercadoO Google provocou a disrupção do e-mail do Yahoo, o que pode ocorrer também ao se oferecer um novo produto (derivado de uma nova tecnologia), um novo modelo de negócios (aluguel de patinetes elétricos sob demanda, como Wind, Bird ou Lime, para que não se precise comprar um), ou, no caso do Gmail, um novo preço.O Uber fez o mesmo no negócio de táxis. Qual a sofisticada tecnologia por trás dele? Nenhuma. Resume-se a simplesmente introduzir conhecimento antes indisponível. No caso do Uber, esse conhecimento se relacionou a oferta e demanda: quem precisa ir aonde e quais motoristas estão na área no momento para conduzi-lo?Essa visibilidade tem sido mais relevante para o motorista do que para o cliente, que não precisa saber exatamente onde está o veículo, apenas que ele chegará em X minutos. Mas, para o motorista, é crucial a localização confirmada do cliente, o que significa ele não ter de circular, esperar e perder tempo.E, assim como o Uber, não existe uma tecnologia radical no Airbnb, é introdução de transparência entre oferta e demanda, criando um mercado mais simples. Além disso, a disrupção do iPhone não aconteceu pelo aparelho em si, mas sim pelo ecossistema. App Store, comunidade de desenvolvedores e liberação de espaço na loja.Ou seja, três grandes elementos de disrupção: gratuidade (Gmail), mercado (Uber, Airbnb) e ecossistema (Apple).Empreendedores como criadores de problemasPara a disrupção de alguma coisa, precisamos admitir o erro naquilo que estamos fazendo no momento. Se para as pessoas isso é difícil, imagine então para as organizações. Em geral, chega-se ao impossível. Ninguém gosta de admitir que está errado.Empreendedores, na maioria dos casos, são criadores de problemas; não tomam nada como garantido; não são ‘‘bons funcionários corporativos’’. Como Steve Sasson, engenheiro da Kodak, comentou quando o encarregaram daquilo que resultou na primeira câmera digital: ‘‘Foi um projeto apenas para evitar que eu criasse problemas fazendo outra coisa’’.Os criadores de problemas quase nunca se ajustam ao DNA das grandes corporações e, em muitos casos, simplesmente vão embora. Por quê? Talvez por estarem tentando fazer alguma coisa diferente ou por alguém apenas querer se livrar deles.Demitiram-me de todos os lugares onde trabalhei. No fim, sempre havia o jeito como eu queria fazer as coisas (que obviamente achava certo) e o jeito de a organização fazê-las. Então, em alguns casos, tudo acabava mais ou menos assim: ‘‘As coisas são feitas assim’’, e eu dizendo que não fazia sentido e que deveríamos fazer diferente. Aí estava quase sempre o começo do fim.‘’A maioria das organizações descobrirá como se livrar do pessoal que cria problemas, e, de modo geral, eu diria que a maioria delas deve se livrar de três tipos de pessoas: vítimas, dramáticos inconformistas (embora acredite que a maioria das empresas nasça por causa desses últimos).Um mercado mais amploEsta é a beleza da disrupção: a oportunidade é muito maior do que a ameaça.Hoje, três vezes mais corridas de táxi acontecem do que antes do Uber. Tentaram lutar contra o serviço, mas a oportunidade era maior do que a ameaça.Visibilidade, talvez mais do que qualquer outra coisa, cria disrupção. A informação está disponível para todos. A princípio, talvez se receie de que a lucratividade do negócio caia, mas a visibilidade quase sempre cria um mercado mais amplo do que antes, com uma demanda bem maior.Mercados onde faltam informações Os serviços médicos nos EUA são cerca de cinco vezes mais caros do que na Alemanha. E não por serem melhores. Simplesmente é assim que funciona. Claro que aí está uma indústria que clama por disrupção.Depois que percebemos como o Waze funcionava, ficou claro que mais usuários criavam dados melhores, e dados melhores retêm mais usuários – um círculo virtuoso. E a questão mais importante dizia respeito a como acelerar o efeito flywheel (modelo que explica o impulso que se ganha ao alinhar a organização para oferecer uma experiência positiva ao cliente) trazendo mais e melhores dados.Argumento que a Waze direcionava para que empresários compartilhassem seus mapas: Você realmente quer estar numa situação em que se torna irrelevante no mercado, mas poderia ter feito algo em relação a isso? A troca ofertada era a seguinte: Forneça dados de GPS e obtenha informações de tráfego.Disrupção do WazeAs empresas de mapas e navegação argumentam que o produto não era bom o bastante, principalmente por ser baseado em crowdsourcing, ou contribuição colaborativa, não sendo possível saber se os dados estavam certos.A Disrupção do disruptor Mesmo o Waze pode sofrer disrupção algum dia, afinal, é um aplicativo para motoristas. Se os carros autônomos virarem rotina e não existirem mais motoristas, o Waze se tornará desnecessário.Para as empresas cujos mercados podem sofrer disrupção e que desejam se engajar na mudança e estar prontas para a disrupção (ou, em outras palavras, aumentar a probabilidade de criar alguma coisa que será sustentável no futuro), a percepção de que ‘‘Se a disrupção tiver que acontecer no seu mercado, ela vai acontecer’’ os coloca em uma posição muito mais forte daqui para a frente. Duas questões:* O que vai tornar sua empresa irrelevante daqui a cinco anos? Se você conseguir uma resposta, então outra pessoa também vai, e já estão criando uma startup que de fato o tornará irrelevante. Portanto, comece a trabalhar na nova direção disruptiva já.* Quais ativos seus que, se usados de outra forma, se tornam melhores? (dois métodos para alcançar: desmembrando a empresa e/ou investindo em startup externa).Por exemplo: você tem uma cafeteria na qual sabe que seu café é o melhor das redondezas, mas os concorrentes oferecem brindes ou registro de fidelidade, presenteando com um café grátis ao fim de tantas compras. A partir de então, mudar sua estratégia, vendendo uma assinatura X, ofertando X cafés, o pessoal virá até você. Isso se chama disrupção por meio de um modelo de negócios.E se você percebeu que muitas pessoas vão lá só para trabalhar, ficando horas com um só produto, não pense em tirar esse cliente dali, desocupando espaço para o próximo, mas sim que alguns vão ali por fins específicos. Acrescente mesas e cadeiras melhores e recursos que criem uma espécie de escritório sob demanda. Tente uma taxa diária ou mensal, fornecendo energia e internet. Diferentes ativos para faturar.Por que empresas já estabelecidas não podem mudar?Existem três desafios: DNA (ninguém será demitido se permanecer na linha), falta de empreendedores (criadores de problemas não duram muito em grandes organizações) e ego (decidindo que uma nova divisão é mais importante, aquelas que já existem dentro da organização não aceitarão).Em uma conversa com certo CEO da empresa, Uri sugeriu que já poderia começar a mudança agora, já que achava que seu mercado sofreria disrupção em cinco anos. A resposta foi que isso era loucura e que não poderia falar para gestão que, caso não mudassem de direção, eles não teriam futuro, que isso promoveria surtos. Então, a sugestão final de Levine, quando questionado se tinha alguma outra, respondeu que fosse ao presidente e pedisse demissão.A Telmap perde a oportunidade de fazer uma oferta… Quatro vezes!Quando arrecadavam dinheiro para o Waze, encontraram a equipe da Telmap junto de seu investidor e CEO da Mapa. Descobriram que, ao invés do interesse em investir, só queriam saber se a empresa era competitiva para eles. Posteriormente, em 2007, souberam que a empresa estava pensando em oferecer um milhão de dólares pelo conceito e pelos três. Em outra ocasião, quando ofertada ao CEO a oportunidade de incluir informações de tráfego colaborativo nos mapas, ele recusou dizendo que ninguém se importava. Em 2009, outro contato, desta vez propondo dados de GPS por informações de tráfego e, novamente, não enxergando evolução futura, disseram não.‘‘Não é bom o bastante. Tem de ser perfeito’’, disse-nos o CEO, justificando sua decisão.Em 2010, a conversa final girou em torno de uma possível cooperação visando o mercado internacional. Estavam interessados, mas com uma condição: parem de competir conosco em Israel. Na época, o Waze tinha mais usuários em Israel do que a Telmap e estavam crescendo rapidamente, então, claro, não concordaram.Quando se cria alguma coisa completamente nova, a princípio as pessoas riem, depois ignoram, até que finalmente você vence (ou eles perdem, dependendo da perspectiva).Essa reação acontece com quase todos os disruptores tecnológicos do mundo. A primeira reação é sempre ‘‘Isso nunca vai funcionar’’. Não importa se é a BMW falando sobre a Tesla, a Microsoft criticando o primeiro iPhone ou a Blockbuster acreditando que fariam qualquer coisa melhor que a Netflix. Quem já está estabelecido simplesmente não acha que um produto novo vai acontecer… até que seja tarde demais.Congestionamentos - Ainda clamando por disrupçãoAinda hoje há muito trânsito, mais do que em 2007. Então, até certo ponto, fracassei em minha missão (ou talvez seja melhor dizer que não a concluí).Há pouco tempo, recebi uma denúncia de que o Waze na verdade cria mais congestionamentos, ao capacitar motoristas a dirigir, inclusive aqueles que têm medo. Se for esse o caso, estou ainda mais feliz com a criação do Waze. Com certeza, empoderar pessoas é muito mais gratificante do que economizar tempo.STARTDICAS* Gratuidade é a maior disrupção de todas.* Novatos são disruptores, estabelecidos têm muito a perder.* Os disruptores ouvem o mesmo feedback reiteradas vezes: ‘‘Isso nunca vai funcionar’’.Muito obrigado a todos que chegaram até o fim! Esse foi um resumo incrível do que o Uri entregou no terceiro capítulo do seu livro. Espero que tenham tirados bons insights.Para receber mais conteúdos como este assine a Fato Impacto, clicando no botão abaixo:Caso queira compartilhar em outros grupos, com amigos ou em redes sociais, clique abaixo:Nos vemos na próxima sexta-feira às 9 da manhã! 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    🎙️ 6 caminhos para validar seu negócio

    🟧 Fato Impacto Podcast #4 Seja membro da Fato Impacto!Se inscreva deixando para receber todos nossos conteúdos por email! A Fato Impacto é a comunidade que te ajuda a estar sempre focado em problemas reais. Já passou por algum momento em que o seu super projeto, que faz brilhar o seu olho, não encanta ninguém? Ou já se viu gastando muito saliva para provar um valor que ninguém vê? Este episódio foca em estratégias de pré-validação para empreendedores. Ele enfatiza a complexidade do empreendedorismo e defende uma pesquisa de mercado completa antes do desenvolvimento do produto. Enzo Dulius apresenta um processo de pré-validação passo a passo, incluindo fases de pesquisa, descoberta, definição e prototipagem, cada uma guiada por perguntas específicas. Seis métodos de validação são detalhados – sinais de mercado, análise de concorrentes, casos de uso incomuns, interesse em pontos problemáticos, interação pessoal e portas falsas – para avaliar a viabilidade do mercado antes de um investimento significativo. O objetivo final é reduzir o risco e aumentar as chances de criar produtos bem-sucedidos.Principais aprendizados desde episódio:* Empreender é uma atividade extremamente complexa que requer validação constante;* É crucial começar com um escopo menor antes de almejar impactos maiores;* Dedicar tempo à descoberta e validação reduz o risco de criar produtos indesejados.Etapas de Pré-validaçãoPesquisa e Preparo* Identificar mercado-alvo e segmentação específica;* Definir características demográficas do público;* Estabelecer critérios de aderência ao segmento.Descoberta* Avaliar relevância e frequência do problema;* Investigar soluções atuais utilizadas;* Analisar disposição de pagamento e faixas de preço aceitáveis.Métodos de ValidaçãoEstratégias Principais* Análise de sinais de mercado para identificar tendências emergentes;* Estudo de oportunidades baseadas em lacunas da concorrência;* Observação de usos não convencionais de produtos existentes;* Medição de interesse através de conteúdo educativo;* Pesquisa direta com potenciais clientes;* Implementação de "fake doors" para testar interesse.Práticas Recomendadas* Documentar todos os aprendizados durante o processo;* Estabelecer métricas claras para cada método de validação;* Manter flexibilidade para pivotar com base nos insights coletados;* Priorizar a validação antes de investimentos significativos.Mentalidade Correta* O objetivo não é provar que a ideia está certa, mas descobrir se existe mercado real;* Sucesso vem da persistência em validar e adaptar até encontrar o produto adequado;* Validação é um processo contínuo, não uma atividade única.📰 Quer começar a semana com insights transformadores?* Nossa Newsletter semanal, que chega toda segunda-feira às 9h da manhã!* Se você estiver no agito, não se preocupe, na quarta-feira às 9h da manhã você recebe um podcast sobre o episódio o artigo semanal, 100% gerado por IA.* Na sexta enviamos a você um novo capítulo do livro - Apaixone-se pelo Problema e não pela Solução de Uri Levini.Na Fato Impacto você encontra dicas práticas para superar desafios, estratégias para crescer no mercado, e muito mais direto no seu e-mail.Compartilhe também com seus amigos, e deixe sua avaliação referente a esse episódio do podcast.Obrigado por consumir a Fato Impacto, este conteúdo é gratuito, compartilhe-o! Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️ Hiperpersonalização: O futuro do engajamento com clientes

    🟧 Fato Impacto Podcast #3Já imaginou que seus clientes podem estar deixando de engajar com sua empresa por falta de personalização?Neste episódio, desvendamos os segredos da hiperpersonalização através da história da Apple Fitness+ e como empresas de todos os tamanhos podem implementar estratégias personalizadas para seus clientes. Descubra como dados bem utilizados podem transformar a experiência do usuário e impulsionar o engajamento de forma sustentável.Neste episódio, você vai aprender: Como a hiperpersonalização se manifesta no dia a dia:* A transformação de um treino genérico em uma experiência personalizada* O impacto de dados sincronizados na jornada do cliente* A diferença entre personalização superficial e hiperpersonalização realComo implementar hiperpersonalização em qualquer empresa:* Coleta e unificação de dados em um único local* Análise comportamental e segmentação estratégica* Iteração constante baseada em feedback realEstratégias práticas para começar agora:* Centralização de dados de diferentes canais* Monitoramento de padrões de uso* Segmentação específica e bem definida* Desenvolvimento de protótipos com usuários reaisCases práticos analisados:* Apple Fitness+ e a personalização de treinos* Liti Saúde e o acompanhamento médico personalizado* Cambly e as oportunidades perdidas de personalização📰 Quer começar a semana com insights transformadores?* Assine nossa Newsletter semanal, que chega toda segunda-feira às 9h da manhã!* Se você estiver no agito, não se preocupe, na quarta-feira às 9h da manhã você recebe um podcast sobre o episódio o artigo semanal, 100% gerado por IA.* Na sexta enviamos a você um novo capítulo do livro - Apaixone-se pelo Problema e não pela Solução de Uri Levini.Na Fato Impacto você encontra dicas práticas para superar desafios, estratégias para crescer no mercado, e muito mais direto no seu e-mail.Compartilhe também com seus amigos, e deixe sua avaliação referente a esse episódio do podcast.Obrigado por consumir a Fato Impacto, este conteúdo é gratuito, compartilhe-o! Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    Hiperpersonalização: O futuro do engajamento com clientes

    Como eu descobri o valor da Hiperpersonalização?E como a Apple resolveu uma grande dor minha sem quererEu sempre fui impedido de correr pelos profissionais que me ajudavam a cuidar da minha saúde. Não sei qual seu biotipo corporal, mas o meu é daqueles que pode comer tudo que quiser e não engorda. Por conta deste critério eu sempre fui a pessoa que se não se cuidasse viraria um palito, com isso minhas estratégias de saúde sempre eram voltadas a fazer mais treinos de força, menos treinos de cardio e perca calórica. Visto que, por eu já possuir uma dieta de 3000kcal, comer mais para justificar um treino de corrida não me parece algo viável. Foi assim que abandonei os treinos de corrida. E isso é ainda mais desafiador quando você mora em uma cidade que a maioria de seus bairros acaba em uma praia, fazendo com que uma corrida a beira-mar soe bem. Por conta do meu trabalho preferi morar próximo às vias que facilitam meu deslocamento diário e seja longe da praia (15min de carro); e eu vi durante o ano de 2024 minhas métricas de saúde piorar, muito pelo motivo de eu estar expondo com maior frequência o meu trabalho, pegando empresas para mentorar e criando conteúdo.Fato é que em muitas semanas, chegado ao fim do dia e exausto, eu olhava meu resumo fitness (ainda com um treino de força) e batia de 70% a 90% das minhas metas pré estabelecidas para mim, em um momento onde eu tinha mais tempo hábil a esse pilar da vida.🟧 32a edição da Fato Impacto Newsletter!Essa é a comunidade ideal para as pessoas que querem identificar problemas, levantarem os dados até definirem fatos e gerar impacto.Seja bem-vindo a todos os 14 novos membros que recebi essa semana. Vou reiterar alguns avisos aqui sobre como funciona a Fato Impacto para que eu consiga gerar o maior valor possível para você. * Na segunda-feira você recebe um texto autoral 100% gerado por mim sobre um tópico que eu acredito que pode te ajudar na sua jornada.* Na quarta-feira eu lanço uma nova edição da Fato Impacto Podcast, onde duas inteligências artificiais generativas debatem sobre o tema da semana lançado na segunda-feira. Então se você preferir ouvir um bate papo sobre o tema, no lugar de ler, isso é possível. * Na sexta-feira é dia do Clube do Livro da Fato Impacto, o objetivo é te mostrar o quanto tem de valor em um livro que você ainda não priorizou. Atualmente estamos lendo o livro - Apaixone-se pelo problema e Não pela solução -Todos os materiais são 100% gratuitos, porém não pra sempre. Você tem 14 dias após o lançamento para ler, ouvir ou consumir. Depois disso, apenas membros da Fato Impacto Premium consegue acessar. Se quiser se tornar Membro Premium, o link com 7 dias de teste está aqui:Se quer apenas se tornar um Membro Gratuito e ter acesso a todos meus conteúdos grátis, se inscreva aqui: Todos na mesma página! Vamos retomar.Na dificuldade e insatisfação, tentei algo novoEncontre os analgésicos para sua dorAté que um dia testei treinar com o Apple+ um treino de esteira de 20 minutos. Não sei o que você acha de treinar com auxílio de uma tela com um professor, em uma aula gravada. Eu particularmente acho entediante ainda que já tenha tido a experiência de treinar 2 anos com a Freeletics durante a pandemia (e tenha funcionado).Quando você abre a sessão de “treinos de esteira” existes milhares de treinos jogados ao vento. Sem saber por onde começar fui aos filtros e escolhi “20min” e o estilo musical “Hip hop & R&B”. Reduziu consideravelmente os treinos e escolhi um que tinha Eminem e Logic (artistas que gosto) dentre a playlist do treino. Apertei em começar e meu Apple Watch vibrou “Podemos iniciar o treino?” Eu pressionei positivamente o relógio começou a girar no meu celular enquanto eu estava em cima da esteira. O professor animado e todos meus dados coletados pelo relógio foram para a tela do aplicativo no celular e ao passar da aula o professor dizia “Seus batimentos devem estar entre 130 e 175”, cantava a música do Logic que eu gosto enquanto corria e não só isso, a Apple sincronizou o dados de velocidade média dos membros Fitness+ que já haviam registrado aquele treino para me informar se eu estava mais rápido do que deveria ou se eu estava ficando para trás. Foi com esse “feedback” que entendi que o primeiro treino que eu tinha escolhido estava fácil demais para minha capacidade física de corrida atual, com base nisso escolhi um segundo treino. E nesse sim, passei o ciclo todo sendo desafiado verdadeiramente pelo treinador e o meu maior esforço possível equivalia a média padrão da turma.Veja abaixo o dia onde a Hiperpersonalização me permitiu entender que o treino de Esteira com Scott era fácil demais para mim, quando no outro dia mudei para o treino com o Jamie-Ray e este já era muito mais aderente comigo. Sem contar que consegui o mesmo resultado em menos tempo com um pace menor.E dessa forma eu perdi meu preconceito com praticar atividade física com um conteúdo gravado de um treino, tudo isso graças a Hiperpersonalização. Me ajudaram a encontrar um vídeo gravado de um treinador que me estimula a correr na esteira, cantando músicas que eu curto até mesmo cantar junto e enquanto isso acontece que eles usam meus dados para sincronizar e dar feedbacks em tempo real do meu desempenho comparado com outros corredores como eu.Hiperpersonalização é acessível à empresas menores! Tornando-se algo mais relacionado a cultura do que a estruturaVocê pode ter visto tudo que eu disse e imaginado “A Apple consegue isso por ser uma empresa com dinheiro infinito"… Então vamos falar sobre outra empresa! Sou cliente desde Novembro de 2022 da Liti Saúde. E vou tentar resumir a proposta de valor deles a seus clientes:* Seja orientado por uma equipe médica: Médico + Nutricionista + Cientista Comportamental - Com consultas recorrentes.* Conecte seus dados de saúde se pesando na balança de bioimpedância que sincroniza ao aplicativo deles. * Tenha um grupo com todos seus profissionais para te acompanhar no Whatsapp.* Faça parte de comunidades junto com outros clientes Liti. O ponto que precisa ficar claro para vocês é o quanto isso torna o cliente mais engajado com a marca, o quanto que o tempo de vida do cliente se torna maior. Por qual motivo? Porque você deixou de tratar sua base toda de clientes como “uma coisa só” e começou a entender que cada cliente é um único indivíduo.Quando uma empresa não é Hiperpersonalizada E o quão desagradável é lidar com esse problemaVou contar agora uma experiência negativa que eu tenho com a Cambly. E vou fazer isso para que entendam o quanto hiperpersonalizar é acessível para qualquer empresa, desde que ela escolha colocar o cliente no centro e entenda que se ela não fizer isso, um concorrente fará, ou apenas o próprio cliente irá contratar profissionais privados para ele no lugar da sua empresa/ferramenta. Quando você está no Cambly e vai procurar por um professor, você tem essa visualização: Qual o problema? Os filtros não correspondem com a realidade. O professor pode colocar “information technology” sem ter experiência na área. Apenas mencionando o termo em sua descrição. Se eu for filtrar por um curso específico como por exemplo “Inteligência Artificial” serão abertos muitos cursos diferentes e você vai precisar encontrar o que você quer nessa nuvem de palavras.E quando você encontrar a tag e escolher um professor… Você verá que ele não tem nada a ver com Inteligência Artificial. Isso faz com que seja o oposto de Hiperpersonalizado essa experiência. E, toda vez que seu cliente, dentro da sua empresa, tem esse tipo de experiência, há uma chance de ele aos poucos desengajar ou notar que ele precisa colocar muito esforço (percepção de esforço) para esperar por algum resultado (percepção de resultado). Isso faz com que ele possa em algum dia, ponderar que é apenas melhor cancelar. Como eu resolveria o problema do CamblyHiperpersonalizar é uma questão de princípio, não de complexidadeA maioria das empresas possui todos os dados dos clientes dessincronizados, isso faz com que o cliente praticamente se torne invisível dentro da empresa. Afinal dentro do canal de suporte terá uma peça do quebra-cabeça, o time comercial outra peça, e assim por diante… Peça a peça, separadas, formarão uma visão turva e confusa. O mesmo ocorre com a Cambly, eles possuem dados transcritos de todas as sessões que cada tutor moderou e também que cada aluno participou. Inclusive possuem uma inteligência artificial que identifica tópicos acerca do que eu converso com meu tutor como "Perspectiva", “Experiência”, “Confusão”. Qual o problema? Isso não serve pra nada.Se você apenas pega a transcrição e pede a um Chat GPT uma % de menções de cada assunto com base em cada aula, você consegue aos poucos personalizar a experiência dos alunos e professores. Veja o resultado:Pesquisa de Mercado e Consultoria - 35%Expansão Internacional e Oportunidades - 25%Desenvolvimento de Produtos - 20%Mercado Digital vs. Físico - 15%Desafios Profissionais - 5%Com base nesses interesses, a plataforma poderia sugerir para o meu perfil professores que já registraram conversas em aula sobre estes assuntos e atribuir ao Brandon uma experiência maior acerca desse tipo de conversa.Porque isso não é feito?Provavelmente por um passo anterior que não foi requerido, entender se os alunos estão mais preocupados com: gramática, vocabulário, conversação, escuta, etc. Volto a dizer, isso precisa fazer parte da cultura da empresa, priorizar as necessidades de clientes. Como eu implementaria hiperpersonalização na sua empresaO passo a passo ideal para você começar a ter uma mentalidade hiperpersonalizada para que sua solução seja cada vez mais aderente ao que o cliente quer.O primeiro desafio é você conseguir transformar todas as interações em dados, desde Social Listening (dados perdidos por redes sociais), até as informações trocadas com clientes em um número de Whatsapp, próximo ao fechamento… Principais dúvidas pós pagamento e assim por diante.1o Passo: Coleta e Unificação de Dados* Centralize todos os dados dos clientes em um único local;* Integre informações de diferentes canais (suporte, vendas, produto);* Evite ter dados fragmentados que criam uma visão turva do cliente.Entenda que possuir dados e não fazer nada com eles é o mesmo que não possuir dados. Com sucesso na primeira tarefa, continue buscando formas de tornar a jornada mais personalizada com base no que o cliente já solicitou. Se ele já falou que uma feature é mais relevante do que outra em aquisição, talvez você deva tirar dele os anúncios desse mesmo feature. Afinal, se ele já faz esse curso ou se ele já usa essa função, pra que enviar esse email?2o passo: Análise Comportamental* Monitore padrões de uso do produto;* Identifique pontos de atrito e abandono;* Colete feedback qualitativo através de contato direto com clientes.Entenda todos os pontos relacionados ao tipo de uso dele com seu produto, se você não entender, pergunte. Repita esse ciclo até conseguir tornar os dados em um meio para uma hiperpersonalização.3o passo: Segmentação Estratégica* Comece com um segmento específico e bem definido;* Expanda gradualmente para novos segmentos após dominar o inicial;* Priorize segmentos onde a motivação do cliente é mais alta.Pense em uma caneta Bic. Na mão de um estudante de medicina é um instrumento de provas, na mão de uma criança é o terror da borracha e dos erros em trabalhos estudantis, na mão do baterista é uma baqueta, e na mão do menino travesso é um disparador de bolinhas de papel. Isso são segmentos de cliente, e você vai precisar se comunicar com cada um de uma forma diferente. Isso que vai garantir que você não perca o engajamento dos seus clientes com sua marca ou produto.4o passo: Iteração Constante* Desenvolva protótipos e teste com usuários reais;* Refine baseado no feedback recebido;* Mantenha ciclos curtos de desenvolvimento e validação.Saiba que não existe time que está vencendo, existe time que ainda não perdeu. O caminho natural da sua empresa, produto ou marca, é falir e quebrar. Seja prático, busque os problemas, meça o quão bom são e itere. Quando tudo estiver pacato demais, tenha certeza que você está perdendo a mão em algo que ainda não viu.Bônus: Jornada HiperpersonalizadaComo a jornada do cliente, os times de uma empresa e o conhecimento do cliente passam a ter intersecção?Essa é uma jornada de Hiperpersonalização que construí para uma das empresas que já atuei. Vou passar brevemente para vocês entenderem um pouco dos desafios.Público-alvo/Segmento de clientes: Uma visão mais abstrata que temos de quem vai usar o produto ou solução, em geral é a pior visão possível a nível de definição. Quando olhamos para um mercado como um todo, estimamos o potencial calculando pelo segmento de clientes apto para atacar Personas: A visualização mais específica de no mínimo duas, no máximo três perfis de cliente que obtém diferentes tipos de "valor” com sua solução ou ferramenta. Type: Característica financeira que mede o tamanho do bolso, faturamento mensal ou anual, salário, etc.Ator: Profissão de uma pessoa dentro de uma empresa ou papel de responsabilidade esperado dela: Decisor, Consultor, Informante, critério muito comum em vendas B2B.Arquétipos de Engajamento e Desengajamento: Quando começamos a analisar o tipo de uso de cada um dos usuários ou clientes, notamos quais são os pontos chave para ele ter sucesso ou não. Com isso, conseguimos entender que tipo de valor cada um deles terá ou não. Nesta empresa em específico, existiam sete tipos de Arquétipo de Engajamento ou de Desengajamento. Isso quer dizer que a empresa tinha conhecimento dos padrões que iriam prever o sucesso com o produto ou o fracasso. E isso dava ao time de operações uma noção maior de o que fazer e como agir quando em contato com cada um.ConclusãoO futuro do relacionamento com cliente será muito mais personalizadoA hiperpersonalização não é apenas uma questão de tecnologia ou recursos - é uma mudança fundamental na forma como empresas entendem e atendem seus clientes. O caso da Apple Fitness+ demonstra como mesmo produtos aparentemente simples podem se tornar extraordinariamente efetivos quando combinam dados precisos com experiências personalizadas.O futuro do desenvolvimento de produtos está cada vez mais ligado à capacidade de fazer as perguntas certas e entender profundamente as necessidades dos clientes. Com o avanço das ferramentas de IA e desenvolvimento no-code, a verdadeira diferenciação virá da habilidade de identificar problemas reais e criar soluções verdadeiramente aderentes as necessidades dos usuários.Para empresas que desejam implementar hiperpersonalização, o caminho não está em tentar replicar grandes sistemas de empresas como Apple ou Facebook, mas sim em começar pequeno, focando em segmentos específicos e construindo relacionamentos profundos com seus clientes. O sucesso está em transformar dados em insights acionáveis e, mais importante, em experiências que realmente importam para cada usuário individual. Esta foi a 32a edição da Fato Impacto Newsletter, para ter mais conteúdos como estes, receber nosso podcast ou capítulo do Clube do Livo, deixe seu email:Fato Impacto é uma comunidade gratuita, compartilhe com todos clicando abaixo Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    🎙️6 Viéses Cognitivos que impedem seu Crescimento

    🟧 Fato Impacto Podcast #2Já imaginou que suas melhores ideias podem ser sabotadas por armadilhas mentais? Neste episódio, desvendamos os segredos dos vieses cognitivos e como eles podem afetar suas decisões de negócios. Descubra como a pesquisa pode te ajudar a tomar decisões mais assertivas, impulsionar o crescimento da sua empresa e evitar erros comuns.Neste episódio, você vai aprender:* Quais são os vieses cognitivos mais comuns e como eles se manifestam no dia a dia* Como os vieses podem afetar suas decisões de produto, marketing e vendas* Estratégias práticas para identificar e superar esses desafios📰 Quer começar a semana com insights transformadores?Assine nossa Newsletter semanal, que chega toda segunda-feira às 9h da manhã!Se você estiver no agito, não se preocupe, na quarta-feira às 9h da manhã você recebe um podcast sobre o episódio o artigo semanal, 100% gerado por IA. Na sexta enviamos a você um novo capítulo do livro - Apaixone-se pelo Problema e não pela Solução de Uri Levini. Na Fato Impacto você encontra dicas práticas para superar desafios, estratégias para crescer no mercado, e muito mais direto no seu e-mail.Compartilhe também com seus amigos, e deixe sua avaliação referente a esse episódio do podcast.Fato Impacto is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    6 viéses que travam o crescimento do seu negócio

    Todos os dias, empresas tomam decisões importantes que moldam seu futuro – desde o lançamento de novos produtos até estratégias para aumentar receita ou reter clientes. No entanto, muitas dessas decisões não são baseadas em dados ou validações, mas em suposições, intuições ou hábitos que parecem naturais, mas que podem ser altamente prejudiciais.É aí que entram os vieses cognitivos – padrões de pensamento que distorcem nosso julgamento e nos levam a acreditar que estamos no caminho certo, quando na verdade estamos ignorando sinais claros de problemas ou oportunidades. Esses vieses afetam desde empreendedores individuais até grandes empresas SaaS, influenciadores digitais e equipes de alta performance.Neste artigo, vamos explorar os 10 erros mais comuns que travam o crescimento do seu negócio. Cada erro está ligado a um viés cognitivo conhecido, e vamos não apenas identificá-los, mas também apresentar caminhos práticos para corrigi-los. Você aprenderá a reconhecer esses padrões, ajustar sua abordagem e transformar decisões baseadas em achismos em estratégias orientadas por dados e resultados reais.O que são viéses?Os vieses cognitivos são padrões sistemáticos de desvio da lógica e da racionalidade que afetam nossos julgamentos e decisões. Eles surgem como atalhos mentais que nosso cérebro utiliza para processar informações de maneira mais rápida, economizando energia cognitiva. Embora esses atalhos possam ser úteis em certas situações, frequentemente nos levam a interpretações distorcidas da realidade e a decisões irracionais.Se quiser saber de forma mais profunda sobre viéses existem autores famosos que falam sobre temas acerca disso, segue rapidamente uma lista sugestiva de por onde começar:* Daniel Kahneman: Psicólogo e economista, coautor do conceito de vieses cognitivos. Seu livro "Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar" oferece uma análise detalhada de como os vieses afetam nossas decisões cotidianas.* Christiano Ambros e Daniel Lodetti: Autores do artigo "Vieses Cognitivos na Atividade de Inteligência: Conceitos, Categorias e Métodos de Mitigação", que discute como esses vieses afetam a análise de inteligência e propõe técnicas para mitigá-los.* Kamilla Mayr Martins Sá: Autora do "Catálogo de Vieses", que apresenta uma lista abrangente de vieses cognitivos, auxiliando pesquisadores e leitores a identificá-los e evitá-los.🟧 31a Edição Fato Impacto Newsletter!Se hoje é sua primeira segunda-feira aqui conosco, seja bem vindo! Semana passada tivemos diversas mudanças, então vou usar minha carta semanal para te atualizar:* Segunda-feira às 09 da manhã: Você recebe um texto autoral meu que busca ajudar você a fazer seu negócio crescer, se desenvolver e ser relevante no futuro do mercado.* Quarta-feira às 09 da manhã: Vai ao ar a Fato Impacto Podcast, nela você ouve uma conversa entre duas IAs sobre o tema que escrevi na segunda-feira.* Sexta-feira às 09 da manhã: Você recebe um novo capítulo do livro - Se apaixone pelo problema, não pela solução - facilitado em dois modelos wrap up e resumo. Caso isso seja algo do seu interesse, ou das pessoas que você conhece, sugiro que você se inscreva para que eu te envie atualizações: Para você ter acesso aos livros resumidos no Clube do Livro da Fato Impacto, deixo aqui 7 dias de teste grátis e com isso todos os outros textos que já escrevi:Dito isso, vamos para o que interessa! 1. "Eu Sei o que Meu Cliente Quer"Esse é um erro comum, que em geral quanto maior a "patente” da pessoa, também será maior a chance dela cometer. Isso faz com que de forma efetiva uma empresa imagine que tudo que ela precisa saber já está dentro de casa. Pode parecer difícil de ocorrer na sua imaginação. Mas imagina o profissional que trabalha em uma empresa como Havaianas e irá lançar uma nova coleção de sandálias… Esse profissional que já fez isso várias vezes tem um chance imensa de dizer "tudo que eu preciso saber eu já sei, a empresa já sabe". E assim começa um erro por autoconfirmar dados que você não sabe.* Viés: Viés de Confirmação – Tendência de buscar e interpretar informações que confirmam nossas crenças pré-existentes, ignorando dados contrários.* Erro: Presumir que você entende as necessidades dos clientes sem validação externa.* Caminho Sugerido: Realizar pesquisas de mercado, coletar feedbacks e analisar dados de comportamento do cliente para obter insights precisos.* Resultados Esperados: Produtos e serviços mais alinhados as reais necessidades dos clientes, aumentando a satisfação e lealdade.* Como Isso Aumenta o Crescimento: Ofertas mais relevantes elevam as taxas de conversão e retenção, impulsionando o crescimento sustentável.2. "Mais Clientes Resolvem Meu Problema"O erro também muito comum de pensar que "só precisa vender mais” faz com que muitos negócios aumentem seus custos de operação em busca de pontos que em maioria nunca são necessários, seja com re-branding, novos investimentos em marketing, novas contratações. Sendo que normalmente se está difícil de converter é por erro de proposta de valor ou segmento de clientes. E oferecer mais, só tornará o processo mais caro e trabalhoso.* Viés: Viés de Disponibilidade – Focar em informações facilmente acessíveis ou recentes ao tomar decisões.* Erro: Concentrar-se exclusivamente na aquisição de novos clientes, negligenciando a retenção dos atuais.* Caminho Sugerido: Implementar estratégias de validação de segmento-alvo e suposições de propostas de valor alternativas medindo melhor sua taxa de sucesso ideal para conversões médias.* Resultados Esperados: Maior retenção de clientes, aumento do valor vitalício do cliente (LTV) e redução do churn e custo de servir.* Como Isso Aumenta o Crescimento: Clientes fiéis geram receitas recorrentes e podem atuar como promotores da marca, atraindo novos clientes.3. "Essa Ideia Funcionou no Passado"Se você possui uma empresa com mais de 10 anos, está extremamente suscetível a ouvir pelos corredores, “isso já tentamos, não funciona" ou o oposto "funcionou no passado, vamos fazer igual". Essa abordagem é extremamente arriscada por supor que o passado se repita. Reconsidere isso e busque levar essa “solução eficaz no passado” como uma “hipótese para ser validada”. Sendo assim, esse seria o caminho ideal para não correr grandes riscos.* Viés: Viés da Ancoragem – Dependência excessiva em informações iniciais ao tomar decisões subsequentes.* Erro: Insistir em estratégias antigas sem considerar mudanças no mercado ou no comportamento do cliente.* Caminho Sugerido: Reavaliar regularmente as estratégias com base em dados atuais e feedbacks do mercado.* Resultados Esperados: Adaptação ágil às tendências de mercado e às necessidades dos clientes.* Como Isso Aumenta o Crescimento: Mantém a relevância da empresa, evitando estagnação e perda de competitividade.4. "Meu Produto É Ótimo, o Problema É o Cliente"Atire a primeira pedra quem nunca viu um profissional de produto culpar o cliente por não saber usar o produto! Provavelmente o cliente é o problema mesmo (esperou que eu diria outra coisa?) e ele será durante todo o período em que você não priorizar conversar com ele e entender o que ele não esta entendendo dentro do seu negócio ou produto. Se realmente for uma dificuldade muito grande esse segmento alvo ter fit com sua solução existem dois erros prováveis: Segmento de cliente errado ou canal de distribuição com conversões que trazem clientes pouco alinhados a sua proposta de valor.* Viés: Viés de Excesso de Confiança – Superestimar nossas próprias habilidades ou conhecimentos.* Erro: Culpar os clientes pela falta de engajamento ou vendas, sem considerar possíveis falhas no produto ou serviço.* Caminho Sugerido: Buscar feedbacks honestos, realizar testes de usabilidade e estar aberto a melhorias contínuas.* Resultados Esperados: Produtos e serviços mais alinhados às expectativas e necessidades dos clientes.* Como Isso Aumenta o Crescimento: Aumenta a satisfação do cliente, reduz churn e melhora a reputação da marca.5. "O Cliente Vai Entender Sozinho"É comum as pessoas de produto imaginarem que o produto será uma bala de prata, e dar essa sensação para os investidores em alguns momentos faz com que o produto até pareça ser algo mais valioso. O problema é que isso é uma armadilha, imaginar que o cliente vai conseguir completar suas jornadas sem um produto bem estruturado ou apoio de serviço. Para que isso funcione o canal de aquisição precisa fazer uma educação muito profunda, os fluxos de onboarding precisam estar muito maduros e times de suporte e sucesso do cliente alinhados, e isso não é uma realidade em empresas que esse tipo de viés surge.* Viés: Maldição do Conhecimento – Presumir que o cliente possui o mesmo entendimento que você e, por isso, subestimar a necessidade de explicar detalhes e benefícios de forma clara.* Erro: Acreditar que o valor do produto ou serviço é autoexplicativo, sem garantir que a comunicação seja clara e compreensível para o cliente.* Caminho Sugerido: Invista em materiais educativos, como tutoriais, FAQs e exemplos práticos. Teste mensagens com pequenos grupos para garantir que são compreendidas.* Resultados Esperados: Comunicação mais clara e aumento na confiança do cliente.* Como Isso Aumenta o Crescimento: Reduz barreiras no processo de decisão, aumenta a conversão e melhora a experiência do cliente.6. "Se Está Vendendo, Está Tudo Bem"Imagine um belo dia dentro da Sky alguns anos atrás, um número gigante de lares que confiam sua TV a assistir programação da empresa. Mediante a isso, você se sente instigado a continuar arriscando no mundo dos negócios ou desacelerar? O viés do Status Quo é quando uma empresa imagina que sua dominância irá se perpetuar na eternidade, isso faz com que ela deixe de investir em motivos para diferencia-la. Dessa forma é comum com que parem de investir em novos diferenciais e melhoria. E quando o canal de vendas chega a um platô, a empresa entra em crise.* Viés: Viés de Status Quo – Presumir que, porque as coisas estão funcionando, não é necessário questionar ou mudar estratégias.* Erro: Ignorar problemas emergentes, como churn ou reclamações de clientes, enquanto as vendas ainda estão acontecendo.* Caminho Sugerido: Monitore indicadores de satisfação e comportamento do cliente, como churn, Net Promoter Score (NPS) e feedbacks.* Resultados Esperados: Identificação de problemas antes que eles se tornem críticos, permitindo ajustes rápidos.* Como Isso Aumenta o Crescimento: Previne perda de receita futura e aumenta a lealdade do cliente.Um viés não mitigado pode levar seu negócio ao fracassoAo longo deste artigo, exploramos como vieses cognitivos podem influenciar negativamente as decisões do seu negócio, levando a erros que comprometem o crescimento e a inovação. Identificamos seis vieses comuns, como o viés de confirmação e a maldição do conhecimento, que podem distorcer a percepção dos líderes sobre o mercado e os clientes. Para mitigar esses efeitos, é fundamental adotar práticas baseadas em dados, buscar feedback contínuo e promover uma cultura de questionamento e aprendizado. Ao reconhecer e corrigir esses vieses, as empresas podem tomar decisões mais informadas, alinhar-se melhor às necessidades dos clientes e, consequentemente, impulsionar seu crescimento de maneira sustentável.Além disso, ao abordar questões com colegas ou sócios, é mais produtivo identificar e discutir vieses cognitivos em vez de apontar erros diretamente. Essa abordagem facilita a comunicação, pois foca em padrões de pensamento que todos podem reconhecer e corrigir coletivamente, sem atribuir culpa individual. Ao aumentar a consciência sobre esses vieses, a equipe pode avaliar riscos de maneira mais objetiva e implementar estratégias para superá-los, fortalecendo a tomada de decisões e promovendo um ambiente colaborativo e inovador."Sem dados, você é apenas mais uma pessoa com uma opinião."- W. Edwards DemingEstou feliz que você chegou até aqui, nos vemos novamente na quarta, e sexta-feira na sua caixa de email com mais conteúdo. Não se esqueça de avaliar esse artigo, se inscrever e compartilhar com quem está cheio de viéses na cabeça.Fato Impacto é um conteúdo gratuito, para você recebe-lo no seu email semanalmente, seja um assinante deixando seu email abaixo. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    Deep Dive: Problemas do Seu SaaS que pesquisa pode resolver

    🟧 Fato Impacto Podcast #1Neste episódio, mergulhamos nos principais desafios enfrentados por empresas SaaS e exploramos como a pesquisa pode ser a chave para superá-los. Descubra soluções práticas, insights baseados em dados e estratégias para impulsionar conversões, reduzir churn e criar um modelo de crescimento sustentável. Tudo isso com dicas aplicáveis e exemplos reais!Está cansado de enfrentar os mesmos desafios no seu SaaS sem saber por onde começar? Descubra como a pesquisa pode transformar problemas em oportunidades e levar seu negócio ao próximo nível! 🚀Curtiu? Não perca nenhum episódio! Inscreva-se agora no nosso podcast e fique por dentro das melhores estratégias para crescer no mercado SaaS. 💡📰 Quer começar a semana com insights transformadores?Assine nossa Newsletter semanal, que chega toda segunda-feira às 9h da manhã! Busque em fatoimpacto.com !Dicas práticas para superar desafios, estratégias para crescer no mercado SaaS e muito mais direto no seu e-mail. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    10 Problemas do seu SaaS que pesquisa pode resolver

    Você já sentiu que seu SaaS tem um enorme potencial, mas algo parece fora do lugar? Seja falta de crescimento, dificuldade em reter clientes ou dúvidas sobre qual funcionalidade lançar a seguir, o segredo para resolver esses problemas está na pesquisa.Este artigo nasceu de uma conversa com um empreendedor que estava iniciando um produto SaaS e buscando maneiras de torná-lo mais eficiente, relevante e escalável. Durante nossa troca de ideias, ficou claro que ele enfrentava os mesmos desafios de muitos fundadores: * Como atrair investidores;* Melhorar a retenção de clientes;* Identificar o que realmente importa para crescer de forma sustentável.Ele perguntou:“Como pesquisa pode ajudar meu SaaS?”. Foi a partir dessa pergunta que surgiu este artigo.A resposta é simples, mas poderosa: A pesquisa não é só uma forma de entender seus usuários; é a ferramenta estratégica que conecta o que você faz hoje com os resultados que deseja alcançar amanhã. Seja para corrigir erros ou antecipar tendências, a pesquisa coloca o cliente no centro de todas as decisões, trazendo clareza onde antes havia dúvidas.E além disso gosto de apresentar pesquisa como se fosse um gráfico de raio onde você decide uma atuação que pode estar em quatro campos:* Perspectiva do Mercado; * Perspectiva do Negócio;* Perspectiva do Produto;* Perspectiva do Cliente.E além disso existem quatro atividades principais que precisam funcionar bem para que seu Saas funcione de forma sustentável:* Segmento de clientes (Cliente X Mercado); * Proposta de valor (Produto X Cliente);* Modelo de negócio (Negócio X Produto); * Canais de distribuição (Mercado X Negócio);Nos próximos tópicos, apresentarei 10 problemas comuns que SaaS enfrentam e como a pesquisa pode ser a solução que você procura. Vamos lá!Edição 30! Da Fato Impacto NewsletterSe você está lendo este conteúdo, saiba que ele nasceu de uma conversa real, de problemas reais enfrentados por empreendedores como você. Toda semana, na Fato Impacto, compartilho estratégias, insights práticos e ferramentas para transformar desafios em oportunidades no universo SaaS.👉 Quer receber conteúdos como este diretamente no seu e-mail?Inscreva-se agora na minha newsletter exclusiva e fique por dentro das melhores práticas para escalar seu SaaS, reter clientes e atrair investidores.E mais: se este artigo te ajudou, compartilhe com outros empreendedores. Assim, você também contribui para criar um ecossistema mais forte e colaborativo. 🚀Agora, vamos direto aos 10 problemas que podem ser resolvidos com pesquisa UX.1. Meu SaaS atrai visitantes, mas ninguém converte.Você gasta em anúncios, atrai leads para o site, mas a maioria vai embora sem nem criar uma conta. O problema pode ser uma proposta de valor pouco clara ou barreiras no fluxo de conversão.Como resolver:* Faça testes de usabilidade para identificar onde os usuários travam.* Pergunte aos visitantes o que eles esperavam encontrar e ajuste sua mensagem.* Teste versões diferentes da sua homepage para ver qual converte mais (A/B testing).* Utilize ferramentas como Hotjar para identificar quais dados da sua landing page estão sendo vistos pelos seus usuários.* Busque testar diferentes segmentos de clientes, afinal, a última das hipóteses pode ser que você está apenas mostrando seu Saas para as pessoas erradas.Impacto: Você ajusta sua comunicação e layout, aumentando a taxa de conversão.2. Meu produto não retém clientes.Você se esforça para atrair novos usuários, mas muitos abandonam o SaaS logo no início. Esse problema, conhecido como churn, pode ser o maior inimigo do crescimento sustentável.Como resolver:* Realize entrevistas com ex-clientes para entender por que cancelaram.* Exatamente, ex-clientes. Não adianta ficar falando apenas com quem ama seu produto.* Implante um NPS (Net Promoter Score) para medir a satisfação e mapear pontos críticos.* Com o tempo você pode evoluir isso para um dado que informa o NPS de acordo com cada tempo da jornada. E entender qual a fase em que seus clientes perdem a satisfação com seu Saas.* Analise os dados de uso para identificar padrões de desengajamento.* Normalmente ficam evidências que o cliente vai desengajar, não faz uso de funcionalidades chave do seu Saas, não abre seu Saas ou nunca fez nenhuma utilização mesmo já tendo pago. Todos esses casos são passíveis de uma imersão para entender o que motiva eles.Impacto: Menos churn significa mais estabilidade de receita e mais oportunidades de upsell.3. Tenho leads, mas ninguém compra.O marketing está funcionando, mas algo no funil de vendas não está. Os leads entram, mas não convertem.Como resolver:* Pergunte aos leads por que decidiram não continuar com sua solução. * As vezes tentar criar diferentes produtos como ebooks com diferentes valores que seu software entrega é um step a mais que pode ajudar a tornar esse lead mais propenso a converter com você.* Analise as mensagens no funil – talvez você não esteja abordando as dores certas.* Volume alto de leads e baixa conversão são problemas de proposta de valor ou de segmento-alvo. Faça um aprofundamento melhor ou nas necessidades do cliente ou no fit entre necessidades e o que seu produto entrega. * Tente simplificar o processo de cadastro ou pagamento.* Cadastros longos ou que requerem dados sensíveis como CPF e informação de cartão na hora errada normalmente é o que faz com que esse fluxo não funcione bem.Impacto: Um funil de vendas mais eficiente e conversões mais previsíveis.4. Meu SaaS não é recomendável.Seu produto funciona, mas ninguém o indica para amigos ou colegas. Isso significa que ele não está gerando um impacto real ou que os clientes não percebem esse impacto.Como resolver:* Pergunte aos clientes satisfeitos: “O que faria você nos recomendar?”* Parece simples demais? Produtos que dão certo são simples! Talvez você tenha que dar algo em troca, isso faz sentido se seu CAC é maior que um mês de mensalidade, por exemplo. Dessa forma você troca recomendações por um mês grátis.* Construa histórias de sucesso e compartilhe-as com seus usuários.* Em geral uma solução que funciona muito bem é inspirar usuários "mornos” com os casos de uso de “usuários bem engajados”, dessa forma eles notam que tem mais do produto para que explorem. * Implemente melhorias nas áreas que os detratores apontam.* Entenda se seu cliente detrator é seu ICP, as vezes será, em outras não. Se for, tente ajudar ele a ter valor sem necessariamente desenvolver mais produto. Ás vezes o que faltou é apoio de operações, suporte e etc. Se não for, apenas facilite a saída.Impacto: Um aumento no boca a boca, o marketing mais poderoso que existe.5. Meu SaaS não se destaca no mercado.Você sente que seu produto é apenas “mais um” e não tem um diferencial claro.Como resolver:* Faça pesquisas com potenciais clientes e descubra o que eles valorizam nos concorrentes.* Em geral, a pergunta “Como você espera que [nome do Saas] ajude você a resolver sua [dor que o Saas não tem resolvido]?” ajuda muito neste tipo de problema. * Use frameworks como “Jobs to Be Done” para entender o que os clientes esperam resolver com seu produto.* Entenda que existe uma tarefa que seu cliente precisa realizar, e existem pelo menos 10 motivos intangíveis para ele escolher uma ferramenta específica. Descubra esses pontos intagíveis e implemente eles na sua solução.* Ajuste sua proposta de valor com base nas descobertas.Impacto: Uma posição de destaque no mercado e maior atração de clientes certos.6. Meu preço não faz sentido para os clientes.Você não sabe se está cobrando demais ou de menos – e os clientes não percebem o valor no preço atual.Como resolver:* Realize pesquisas para entender o que os clientes estariam dispostos a pagar.* Eu gosto de perguntar da seguinte forma:* Qual valor você acharia "caro demais” para essa solução?* Qual valor você acharia “barato a ponto de duvidar da qualidade” para essa solução?* Qual seria “o preço ideal para você nesta solução?” Que você acharia justo e fecharia sem se esforçar.* Teste diferentes modelos de precificação, como pacotes ou assinatura por uso.* Analise o valor percebido do produto e ajuste sua comunicação.Impacto: Maior adesão ao seu modelo de preço e aumento na receita.7. Não sei qual funcionalidade criar a seguir.Você quer inovar e adicionar recursos, mas tem medo de investir em algo que ninguém usará.Como resolver:* Pergunte aos clientes quais problemas eles ainda têm e gostariam que você resolvesse.* E entenda quais são as novas funcionalidades ou produtos que fazem sentido para seu negócio desenvolver.* Crie protótipos ou “fake doors” para testar o interesse em novas funcionalidades antes de desenvolvê-las.* Crie uma nova landing-page. Venda seu produto com cinco features a mais, deixe o cliente entrar no seu produto sem as cinco features “a mais”, veja quantas mensagens no suporte você recebe perguntando do feature.* Quando o cliente perguntar sobre o feature, retorne a pergunta com um “Como você esperaria que esse feature fosse criado?" ou “Oque você gostaria que esse feature te ajudasse a resolver?”.* Se essa nova landing-page não tiver muitas novas conversões, adivinha, seu produto não precisa dessas novas 5 features.* Observe dados de uso para ver quais áreas do produto precisam de melhorias.Impacto: Você investe tempo e recursos apenas no que realmente importa para os clientes.8. Quero entrar em novos mercados, mas estou inseguro.Expandir para novos segmentos ou regiões pode ser arriscado, mas é necessário para crescer.Como resolver:* Conduza pesquisas de mercado para entender as necessidades locais.* Foque primeiro em nichos onde seu produto atual já reforçaria sua autoridade. Por exemplo, o Diego Camona vendeu a LeadLovers e foca agora em ajudar negócios Saas dentro do mercado de marketing digital. De forma que o exit dele reforça que ele possui autoridade nisso.* Teste pequenas ações, como criar campanhas segmentadas para o novo público.* Adapte uma abordagem nova de proposta de valor pensando em um mercado que está em ascensão ou crescendo rápido.* Valide se seu produto atende às demandas desse mercado antes de investir pesado.* Espere dados concretos antes de imaginar que esse mercado tem potencial.Impacto: Uma expansão mais segura e direcionada.9. Meus clientes não usam todas as funcionalidades.Você investe em recursos incríveis, mas percebe que muitos clientes nem sabem que eles existem.Como resolver:* Pergunte aos clientes quais funcionalidades eles usam e quais ignoram – e por quê.* Evolua essa pesquisa até que você se sinta seguro em apoiar melhor o que tem muito valor e desligar o que ninguém usa.* Crie tutoriais ou conteúdos educativos para apresentar funcionalidades pouco exploradas.* Só faça isso se as evidências de que essa funcionalidade vale a pena forem muito claras.* Remova ou simplifique funções que não entregam valor.Impacto: Clientes mais engajados tem maior aproveitamento do produto.10. Não sei se meu SaaS está preparado para o futuro.Seu produto funciona agora, mas será que continuará relevante nos próximos anos?Como resolver:* Pesquise tendências do setor e mudanças no comportamento do cliente.* Entenda quais funcionalidades podem ser adaptas a tendências que vão vingar em um futuro próximo, e quais são passos importantes para consolidar sua autoridade nesse novo mercado.* Valide novas ideias e funcionalidades com usuários para manter o produto alinhado ao mercado.* Faça uma lista das tendências e novos mercados que podem ser úteis ao seu Saas, e faça uma nova pesquisa com seus clientes afim deles ranquearem o que acreditam ser mais relevante para você desenvolver do negócio para fora com base nas necessidades dos clientes internos.* Observe movimentos de concorrentes e setores adjacentes para antecipar mudanças.* As vezes ser o segundo a se mover te abre uma ótima economia de investimento em pesquisa de mercado, isso é ideal quando dentro do seu negócio ainda precisa de atenção.Impacto: Um SaaS preparado para se adaptar às evoluções do mercado.Transforme Incertezas em Crescimento Sustentável com PesquisaA diferença entre estagnação e sucesso está nas perguntas que você faz e nas respostas que escolhe ouvir.O sucesso de um SaaS não está apenas em criar um bom produto, mas em entender profundamente os problemas que ele resolve e como os clientes o percebem. A pesquisa é a chave que desbloqueia essa clareza, transformando incertezas em oportunidades. Ela conecta sua visão com as necessidades reais do mercado, tornando cada decisão mais estratégica e eficaz.Esses 10 problemas que abordamos aqui são comuns a empresas de todos os tamanhos, mas a diferença entre quem cresce e quem estagna está na capacidade de agir. Não se trata de suposições ou achismos; trata-se de buscar respostas no lugar certo – seus clientes, mercado, e dados de uso.Se o seu SaaS parece estar fora do lugar, é hora de mudar isso. Comece implementando pequenos passos baseados em pesquisa, aprimore suas decisões e veja seu negócio crescer de forma sustentável.Afinal, como diz o velho ditado: "Você só pode melhorar aquilo que mede." Com a pesquisa, você mede, ajusta e conquista.🟧 Pronto para transformar seu SaaS?Inscreva-se na Fato Impacto Newsletter, compartilhe este artigo com outros empreendedores e vamos criar juntos um futuro mais impactante para o seu negócio. 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    10 Armadilhas que Podem Sabotar seu Negócio Antes de Começar

    Detalhes: é isso que definirá se você terá ou não sucesso no seu negócio. Eu, particularmente, acredito que todo negócio nasce de um projeto, e essa visão de que apenas bons projetos se tornam empresas me evitou muitos fracassos.Abrir um negócio é como andar em uma corda bamba, conforme ilustrado no filme The Walk. No longa, Philippe Petit, interpretado por Joseph Gordon-Levitt, enfrenta o desafio de atravessar as Torres Gêmeas de Nova York sobre um cabo de aço.Para realizar esse feito, ele não podia depender da sorte; cada detalhe — desde a tensão exata do cabo até as condições climáticas — foi planejado com precisão, pois qualquer descuido poderia ser fatal. Da mesma forma, empreender exige um cuidado minucioso com todos os aspectos do negócio. Desde o planejamento financeiro até a proposta de valor, cada escolha pode determinar o sucesso ou o fracasso.Assim como no ato de caminhar sobre uma corda, abrir um negócio exige equilíbrio, visão e, acima de tudo, um apreço rigoroso pelos detalhes. Neste artigo, exploraremos os erros mais comuns que podem desequilibrar sua jornada empreendedora — e como evitá-los para manter o foco no caminho certo.🟧 Edição 28 da Fato Impacto NewsletterSe você deseja evitar os erros mais comuns e ter acesso a insights que ajudarão a construir seu negócio com estratégia e inovação, junte-se à Fato Impacto Newsletter!Como assinante, você terá acesso a conteúdos exclusivos, dicas práticas e análises aprofundadas que o prepararão para enfrentar os desafios do mercado com mais segurança e inteligência.Se essa jornada faz sentido para você, que tal compartilhá-la com outros empreendedores que também poderiam se beneficiar desse conteúdo?Juntos, podemos criar uma rede de negócios mais sólida e inovadora. Torne-se membro da Fato Impacto Newsletter hoje e eleve sua visão empreendedora ao próximo nível, junto com aqueles que empreendem com você.1. Ignorar a pesquisa de mercadoComeçar um negócio sem uma pesquisa de mercado sólida é como construir uma casa sem fundação. Muitos empreendedores, empolgados com suas ideias, pulam essa etapa fundamental, acreditando que têm uma solução que 'todo mundo' vai querer. Esse erro comum pode custar caro, pois uma ideia que não atende a uma demanda real raramente encontra sucesso.Por que é um erro grave?Sem conhecer a fundo o mercado, é impossível entender o público-alvo, suas dores, expectativas e o contexto competitivo. Pesquisas mostram que 42% das startups falham porque não há demanda no mercado para o produto ou serviço oferecido (CB Insights, 2023). Sem essa etapa inicial, o empreendedor assume um risco imenso de desenvolver um produto que ninguém deseja.Como evitar o erro:A pesquisa de mercado deve ser a primeira etapa no desenvolvimento de um negócio. Use ferramentas como:* Google Trends, * AnswerThePublic, * SurveyMonkey; Para avaliar o interesse por temas relacionados ao seu produto e identificar padrões de comportamento. Dica prática:Elabore uma lista de perguntas essenciais para guiar a sua pesquisa. Pergunte-se: “Qual problema meu produto resolve?”, “O cliente pagaria por isso?”, “Quem já está oferecendo essa solução?” e “Qual é o diferencial que posso trazer?”. O ideal é saber claramente qual o mercado, como eles buscam por soluções parecidas com seu negócio, onde eles buscam… E quem são essas pessoas… Sem isso é muito fácil que você desenvolva uma solução que ninguém procura.2. Focar Somente no Produto e Não no ProblemaOutro erro comum entre empreendedores é concentrar todo o esforço na criação de um produto perfeito sem validar se ele realmente resolve um problema relevante. Isso ocorre especialmente em áreas tecnológicas, onde a inovação pode ser tão fascinante que o propósito inicial acaba ficando em segundo plano.E não se engane, conversas com outras pessoas com visão técnica não é pesquisa com usuário. Mostrar sua solução para alguém com conhecimento de produto tem mais a te estimular ao caminho errado do que ao caminho certo.Por que é um erro grave?Como ressalta o renomado autor Simon Sinek, “Pessoas não compram o que você faz, elas compram o porquê você faz isso.” Quando o empreendedor foca no produto sem considerar o problema, ele perde a chance de criar uma conexão emocional e prática com o cliente, que realmente está interessado em resolver uma dor específica.Como evitar o erro:Antes de aperfeiçoar cada detalhe do produto, valide a necessidade dele. Converse com potenciais clientes, faça testes de usabilidade e busque feedback sincero. Prototipar um MVP (Produto Mínimo Viável) é uma excelente maneira de entender como o público interage com a sua solução e se ela atende à demanda inicial.Dica prática:Use o Customer Journey Map para entender cada passo que o cliente toma em busca de uma solução para seu problema e avalie como seu produto se encaixa nessa jornada. Isso ajudará a ajustar o desenvolvimento do produto para atender ao que realmente importa.Comece pelo cliente, busque entender a jornada dele atual sem seu produto. Conversando com clientes diferentes busque entender como está quanto sua satisfação em diferentes pontos da jornada. Após isso visualize onde seu produto deve atuar como analgésico em dores específicas que estão sendo geradas sem seu produto.3. Falta de Planejamento FinanceiroSubestimar a importância do planejamento financeiro é um erro que pode comprometer todo o seu esforço e capital. Muitos empreendedores, impulsionados pela empolgação, negligenciam uma análise financeira criteriosa e acabam com problemas de caixa logo nos primeiros meses de operação.Por que é um erro grave?Um planejamento financeiro sólido é a espinha dorsal de qualquer empresa, pois garante que os recursos estejam disponíveis para cobrir despesas operacionais, imprevistos e crescimento. De acordo com o relatório da Small Business Administration (SBA), a falta de capital de giro é responsável por cerca de 29% das falências nos primeiros dois anos de um negócio.Como evitar o erro:Antes de abrir as portas, elabore um plano financeiro detalhado que inclua previsões de receita, custos fixos e variáveis, e uma reserva para emergências. Considere os piores cenários e avalie a viabilidade de operar no negativo por algum tempo. Utilize ferramentas como o Excel, o QuickBooks ou o Wave para manter o controle do fluxo de caixa e as finanças organizadas.Dica prática:Estabeleça metas financeiras realistas e revise-as constantemente. Calcule o ponto de equilíbrio (break-even point) para saber quando o negócio começará a gerar lucro. Isso oferece uma visão clara e prepara o empreendedor para decisões críticas de investimento.Para mim esta é a etapa mais morosa de todas, mas ao mesmo tempo ela que "materializa cara ao negócio”, sem isso sempre parecerá apenas um "projeto na gaveta". Então para mim, ainda acontece dessa frente ajudar a dar "cara de empresa”4. Não Construir uma Proposta de Valor ClaraUma proposta de valor clara e impactante diferencia seu negócio em um mercado competitivo e dá ao cliente uma razão específica para escolher seu produto. Porém, muitos empreendedores lançam um produto sem definir o que o torna único ou melhor que os concorrentes.Por que é um erro grave?A proposta de valor é o que define a relevância de um negócio para o cliente. Sem uma mensagem clara, o público pode não perceber o valor do produto e, como resultado, escolher uma alternativa mais conhecida. Uma pesquisa da McKinsey & Company mostra que negócios com uma proposta de valor bem definida são 40% mais propensos a conquistar e reter clientes.Como evitar o erro:Use frameworks como o Value Proposition Canvas para identificar os benefícios específicos que seu produto oferece, em comparação com os concorrentes. Realce o diferencial em todos os pontos de contato com o cliente, seja no marketing, no atendimento ou na entrega do produto.Dica prática:Responda a três perguntas essenciais: “Qual problema meu produto resolve?”, “O que ele tem de diferente?” e “Por que o cliente deve confiar em mim?”. Isso ajudará a formular uma proposta de valor convincente e acessível, que faça sentido para o cliente.Não faça sua proposta de valor sem falar com o cliente, para algum pode parecer algo natural de se imaginar. Mas muito empresários acreditam que sabem o que o cliente quer, e isso normalmente é sinônimo de fracasso. Se o seu produto é bom como você imagina, mostre ele para alguém sem o objetivo de vender e ouça feedbacks sinceros. Faça isso até entender o fit entre produto e cliente, após isso documente como citado acima.5. Tentar Agradar Todo MundoUm erro comum entre novos empreendedores é tentar fazer seu produto ou serviço “perfeito para todos”. Embora o desejo de expandir o alcance seja natural, essa abordagem dilui o foco do negócio, dificultando a comunicação e o posicionamento.Por que é um erro grave?Quando você tenta agradar a todos, perde a clareza sobre o perfil do cliente ideal e acaba com uma mensagem confusa. Uma pesquisa do Harvard Business Review mostra que as marcas que focam em nichos específicos têm 30% mais chances de engajar e converter clientes do que aquelas que miram amplamente.Como evitar o erro:Defina uma persona clara para seu público-alvo – quem é seu cliente ideal, quais são seus desafios e quais soluções ele procura? Concentre-se em resolver as dores de um grupo específico. Uma vez que tenha conquistado esse público, você pode expandir para outros segmentos gradualmente, ajustando o produto e a comunicação conforme necessário.Dica prática:Use ferramentas como o Google Analytics e Facebook Insights para entender quem realmente se interessa pelo seu produto e refine seu marketing para alcançar esse público com precisão. Ao focar em um nicho específico, você constrói uma base de clientes fiéis e alinhados com sua proposta.Na dúvida foque em quem esta disposto a pagar mais pelo seu produto, quem exige menos do seu produto ou solução ou quem recomenda mais seu produto. Esse será seu cliente modelo, e com isso você buscará apenas encontrar mais dele. E não necessariamente mais do seu target demográfico, afinal esses dados dizem muito pouco sobre o que você precisa.6. Superestimar o Poder do Marketing e Subestimar a RetençãoOutro erro recorrente é colocar todos os recursos no marketing de aquisição, buscando novos clientes a qualquer custo, enquanto se ignora a retenção. Embora o marketing seja crucial, manter os clientes existentes satisfeitos e engajados é igualmente vital para a saúde do negócio.Por que é um erro grave?Adquirir um novo cliente custa de 5 a 7 vezes mais do que reter um cliente atual, segundo o relatório da Bain & Company. Negligenciar a retenção pode resultar em um ciclo insustentável de aquisição e perda de clientes, além de comprometer o valor de vida (LTV) de cada cliente.Como evitar o erro:Invista em estratégias de retenção, como programas de fidelidade, atendimento ao cliente de qualidade e melhorias contínuas no produto. Use métricas como churn rate (taxa de cancelamento) e Net Promoter Score (NPS) para medir a satisfação dos clientes e identificar pontos de melhoria.Dica prática:Implemente uma rotina de acompanhamento com os clientes. Realize pesquisas periódicas para entender o que está funcionando e o que pode ser aprimorado. Clientes satisfeitos são mais propensos a se tornarem promotores do seu produto, gerando recomendações orgânicas e reduzindo os custos de aquisição ou até mesmo esperando que sua empresa ou seu negócio desenvolva novas soluções para que ele faça novas compras.Não existe um problema que não possa ser resolvido com uma pesquisa de clientes. Acredito que todos os negócios podem se beneficiar de conversar regularmente com de 3 a 5 clientes. E com isso existe uma grande oportunidade de maximizar fontes de receita, criar novos produtos e crescer sua monetização dentro da sua base de clientes.7. Não Montar uma Equipe com Habilidades ComplementaresOutro erro fatal é não pensar estrategicamente na composição da equipe. Muitos empreendedores contratam por afinidade ou entusiasmo, mas sem buscar diversidade de habilidades e experiências, o que limita o potencial da empresa.Por que é um erro grave?Uma equipe homogênea em habilidades e perfis pode gerar um ambiente de “ponto cego”, onde todos têm a mesma visão e poucos questionam as decisões. Segundo o McKinsey Global Institute, empresas com equipes diversas em habilidades e perspectivas têm 21% mais probabilidade de serem lucrativas.Como evitar o erro:Ao montar sua equipe, pense em complementaridade. Se você é o visionário, busque um sócio ou colaborador com habilidades operacionais. Se você é mais técnico, considere alguém com experiência em vendas e marketing. Equilíbrio é a chave para lidar com os desafios do dia a dia.Dica prática:Utilize a metodologia DISC para mapear os perfis comportamentais dos membros da equipe. Essa ferramenta identifica quatro perfis principais: Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade. Compreender esses perfis ajuda a reconhecer os pontos fortes e as áreas de desenvolvimento de cada integrante, permitindo a formação de uma equipe equilibrada e adaptável.É muito fácil você se perder em algo que só faz sentido dentro da sua perspectiva, dessa forma estar em volta de pessoas que pensam diferente é uma arma conta o perfeccionismo que é muito comum dentro do lançamento de uma empresa.8. Subestimar a Importância da Cultura e dos ValoresA cultura organizacional é muitas vezes vista como algo secundário no início, mas estabelecer valores claros desde cedo ajuda a alinhar a equipe e criar um ambiente de trabalho produtivo e motivador.Por que é um erro grave?Empresas sem uma cultura sólida sofrem com problemas de comunicação, baixa motivação e alta rotatividade. Segundo um estudo da Gallup, organizações com culturas fortes têm 29% menos rotatividade de funcionários e são mais inovadoras e produtivas.Como evitar o erro:Defina desde o início os valores e comportamentos que você deseja ver na empresa. Comunicação aberta, inovação, empatia – esses valores guiam as decisões da equipe e ajudam a construir uma base sólida para o crescimento.Dica prática:Seja um exemplo vivo dos valores que deseja cultivar e incentive a equipe a seguir os mesmos princípios. Isso fortalece a cultura e cria um ambiente de confiança e motivação.As pessoas querem trabalhar com quem é um ser humano legal, acima de tudo. E dificilmente isso ficará visível se você não parar para criar conteúdo, falar de forma livre e aberta dentro do trabalho, etc. Por mais que o resultado momentâneo de investir em cultura e valores não seja óbvio, a longo prazo faz muita diferença.9. Não Adaptar-se às Mudanças e Inovações do MercadoEm um mercado em constante mudança, empresas que não acompanham novas tecnologias e tendências acabam ficando para trás. A resistência a mudanças pode limitar o crescimento e a competitividade do negócio.Por que é um erro grave?Em mercados saturados, a inovação é um diferencial competitivo. Ignorar mudanças pode levar à obsolescência do produto e à perda de mercado. A Blockbuster, por exemplo, foi um caso emblemático de resistência à inovação e acabou superada pela Netflix.Como evitar o erro:Adote uma postura de aprendizado contínuo. Mantenha-se atualizado sobre as mudanças no setor, acompanhe novos produtos e avalie regularmente como essas inovações podem ser aplicadas ao seu negócio.Dica prática:Estabeleça um ciclo de inovação constante. Dedique uma porcentagem do orçamento a iniciativas experimentais e ao desenvolvimento de novas soluções. Considere também a criação de uma pequena equipe ou a contratação de consultorias para identificar oportunidades de inovação.Sempre traga visões baseada em tendências futuro, pesquisas de mercado ou ficar mesmo focado em o que parte dos seus clientes esta sendo atraído que não é seu produto, dessa forma você consegue identificar inovações no mercado que possam estar "tirando” clientes de você.10. Pensar no Curto Prazo e Não Construir um Plano de Longo PrazoTer uma visão limitada ao curto prazo pode ser tentador para alcançar resultados rápidos, mas o sucesso sustentável exige planejamento estratégico de longo prazo.Por que é um erro grave?Negócios orientados apenas pelo curto prazo ficam mais vulneráveis a crises e mudanças de mercado. Empresas como a General Electric prosperaram graças a uma visão estratégica de longo prazo, focando em diversificação e inovação contínua.Como evitar o erro:Construa um plano de longo prazo com objetivos claros e metas intermediárias. Visualize onde você quer que a empresa esteja em cinco ou dez anos e alinhe as decisões diárias a essa visão. Isso ajuda a criar uma base sólida e facilita o crescimento sustentável.Dica prática:Divida o plano de longo prazo em metas anuais, trimestrais e mensais. Isso permite monitorar o progresso e ajustar a rota conforme necessário, mantendo a empresa no caminho certo para o crescimento e sustentabilidade.Por mais que pareça que não é algo necessário isso é ideal para ajustar sua ambição com a prática e garantir que você não exceda esforço, dinheiro, etc. De forma imediatista.Evite os Erros que Podem Comprometer o Sucesso do Seu NegócioEmpreender é uma jornada que exige mais do que paixão e determinação; requer atenção meticulosa aos detalhes e uma compreensão profunda dos desafios que podem surgir. Assim como Philippe Petit, no filme The Walk, equilibrou-se entre as Torres Gêmeas com precisão e foco, o empreendedor deve navegar pelo mercado com estratégia e cuidado.Evitar os erros comuns discutidos— como negligenciar a pesquisa de mercado, subestimar a importância de uma proposta de valor clara ou ignorar a necessidade de uma equipe ou visão diversificada — pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso. Cada decisão, por menor que pareça, contribui para a construção de um negócio sólido e resiliente.Lembre-se de que o sucesso não é fruto do acaso, mas do planejamento cuidadoso, da adaptação contínua e da capacidade de aprender com os próprios erros e os dos outros. Ao manter o foco nos objetivos de longo prazo e valorizar cada etapa do processo, você estará mais preparado para enfrentar os desafios e alcançar o sucesso desejado.E para aprofundar seus conhecimentos e receber insights valiosos que podem transformar sua jornada empreendedora, convidamos você a se inscrever na Fato Impacto Newsletter. Junte-se a uma comunidade de empreendedores comprometidos com o crescimento sustentável e a inovação contínua. Compartilhe essa oportunidade com amigos e colegas que também buscam fazer a diferença no mundo dos negócios.Obrigado por ler Fato Impacto ! Este post é público e gratuito, pode compartilhar ele. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    Do 0 à Founder Led Growth

    O Meu Caminho para o Founder-Led GrowthEm um cenário de rápida inovação e competição, o crescimento liderado pelo fundador (Founder-Led Growth) desponta como uma das estratégias mais poderosas e impactantes. Neste artigo, vou compartilhar como sempre fui um fundador "led", mesmo sem saber.Fundadores visionários, autênticos e com propósito claro se destacam pelo potencial de criar marcas memoráveis e legados duradouros. Com isso em mente, traço aqui o caminho que percorri na construção de uma visão holística, com estratégias que unem habilidades, projetos e uma filosofia de crescimento sustentável, impulsionada pela comunidade.Acredito que cada vez mais o futuro do trabalho será guiado por uma forma de desenvolvimento fluída, onde aqui eu a definido como:* Estudar o Futuro do Trabalho * Este eu acredito que é o passo ao lado que vai te diferir dos caminhos comuns. Estude o que nos próximos 100 anos é visto como uma necessidade, com essa linha de base, defina quais habilidades não poderão ser ignoradas, liste todas elas, e se desenvolva de forma ampla.* Desenvolver Habilidades Generalistas* Com uma lista de 10 a 12 habilidades generalistas procure um emprego formal que te remunere para desenvolve-las com problemas de verdade. * Maximizar suas habilidades mais valorizadas* Gaste energia estudado mais e se desenvolve mais em habilidades que são mais requeridas dentro do ambiente em que você está, comece a buscar gerar resultados reais, de forma que você possa comprovar seu impacto.* Desenvolver uma marca pessoal forte* Crie um branding para além de você, isso permite com que conte com a ajuda de automações de IA ou até mesmo outras pessoas para colaborar na finalidade em que você está atuando.* Mostrar suas habilidades baseada em projetos* Tudo que você faz e não mostra ao mundo, conta 0. Então se é para contar 1 que seja criando projetos que resolvem problemas reais.* Tornar seus projetos uma empresa * Baseado na resolução de problemas e na visualização clara de quais problemas seu projeto resolve, e quais clientes ele ajuda. Crie um branding para seu projeto virar uma empresa, e invista em divulga-la.* Founder Led Growth * Seja o perfil principal, não sua empresa. Empresa quebra, é vendida, é comprada em %, mas você fica. Então invista mais na sua própria autoridade e com isso crie meios de levar o público que te acompanha a suas empresas.* Fundando mais projetos para mostrar diferentes habilidades* Se quiser desenvolver novas habilidades, inicie novos projetos. Sempre entenda que para onde você irá se desenvolver, lá também terá um novo projeto seu.🟧 Edição 27 da Fato Impacto NewsletterQuer saber como construir uma carreira que evolua com o futuro do trabalho?Nesta edição vou compartilhar as estratégias mais poderosas para você se destacar em um mercado em constante transformação, desde o desenvolvimento de habilidades generalistas até a construção de uma marca pessoal sólida e a criação de projetos que podem virar empresas. Você terá acesso a insights práticos e exemplos inspiradores de empreendedores de sucesso que estão moldando o futuro.Não perca a chance de estar à frente das próximas tendências. Inscreva-se agora! Se você conhece alguém que também quer crescer no cenário atual, compartilhe a Fato Impacto! Vamos construir juntos o futuro do trabalho.1. Estudar o Futuro do TrabalhoPor que isso importa? Estudar o futuro do trabalho significa antecipar as mudanças que definirão as próximas décadas. Entender quais habilidades, tecnologias e práticas vão moldar o mercado nos próximos anos é o primeiro passo para um desenvolvimento verdadeiramente estratégico. Segundo o Fórum Econômico Mundial, até 2025, 50% de todos os funcionários precisarão de requalificação devido à automação e novas tecnologias.Fato Impacto: Compartilhando Tendências e Preparando EmpreendedoresCom a Fato Impacto, minha plataforma de conteúdo, trago insights sobre as habilidades do futuro e preparo empreendedores para as novas demandas do mercado. O objetivo é ajudar o público a entender as grandes mudanças — da inteligência artificial à economia verde, entre várias outras — e como se posicionar estrategicamente nesse cenário. Isso reflete minha experiência em pesquisa e minha visão de futuro, onde conhecer as tendências é a base para decisões sólidas.Eu acredito que você deve começar por tendências para que você não erre sua direção. Desalinhado de tendências você pode investir seus próximos 10 anos fazendo cursos que te formarão um profissional que domina recursos de escrita, e língua que tendem a ser os primeiros substituídos pela IA, que na minha visão é uma decisão totalmente arriscada. O futuro será baseado em entender para onde estamos indo, e alinhar nossa visão de desenvolvimento contínuo com o futuro da humanidade.2. Desenvolver Habilidades GeneralistasO que são habilidades generalistas? Em um mundo que valoriza a especialização, habilidades generalistas são o diferencial que permite enxergar o cenário completo afim de conectar conhecimentos variados para solucionar problemas complexos. Um relatório do Fórum Econômico Mundial aponta que habilidades como resolução de problemas, pensamento crítico e criatividade serão cruciais até 2025.Desenvolver 10 a 12 habilidades generalistas e aplicá-las em contextos reais é a chave para ampliar seu potencial de atuação.Futuro Audaz: Antecipando Tendências para Empresas EnterpriseNo Futuro Audaz, ajudo grandes empresas a se prepararem para o que está por vir, com soluções baseadas em pesquisa e inovação. Esse projeto reflete a necessidade de uma abordagem generalista, onde aplico conhecimento multidisciplinar para ajudar organizações a inovar e se adaptar. Acredito que cada vez mais os profissionais mais relevantes serão os que sabem diferenciar pontas soltas e transforma-las em fatos e com estes fatos saberão como gerar impacto. Porém isso requer uma visão mais ampla, uma grande habilidade de conectar dores com hipóteses de solução. E com certeza um especialista iria demorar muito mais para tirar estes pontos de zero a um. 3. Maximizar Suas Habilidades Mais ValorizadasO que significa maximizar suas habilidades? Após desenvolver um conjunto sólido de habilidades, é crucial identificar as que mais se destacam no mercado e aprofundar-se nelas. Como ressaltado pela Harvard Business Review, habilidades como análise de dados e liderança situacional aumentam significativamente as chances de sucesso em ambientes dinâmicos e de rápida mudança.Na Mentoria Fórmula do Valor Ignorado, ajudo empresas a explorar ao máximo as oportunidades de sua base de clientes existente. Inspirado por empreendedores como Jason Fried, fundador da Basecamp, que enfatiza a importância de se concentrar no essencial, trabalho com empresas para maximizar o valor dos relacionamentos que já possuem, extraindo potencial onde outros veem limitações. Essa abordagem é especialmente poderosa para empresas que buscam crescimento sustentável, uma vez que não demanda necessariamente a aquisição de novos clientes, mas sim a expansão do valor entregue aos atuais. Esse trabalho reflete minha especialização em pesquisa e análise de mercado e destaca o impacto tangível de focar nas habilidades mais valorizadas.Essa jornada pode parecer curta, mas deixando exemplos de como eu percorri ela, entendi que minha maior habilidade era em trazer clareza para as empresas, seja me comunicando com cliente, analisando mercado, métricos de negócio ou dados analíticos de Produto pré ou pós lançamento.Isso mostra o que eu acredito, ser generalista, identificar o que você consegue mais gerar valor para as empresas e aos poucos, com base nesse próprio entendimento das necessidades de mercado e suas habilidades ser guiado rumo a uma especialidade. A diferença desta visão para alguém que se especializa primeiro, é que isso cria uma forte barreira mental para a maior parte dos especialistas de forma que "se não é as habilidades que ele é graduado a executar” se torna muito mais moroso ele dominar com facilidade.4. Desenvolver uma Marca Pessoal FortePor que uma marca pessoal é vital? Construir uma marca pessoal é criar uma identidade autêntica e reconhecível que ressoe com o público, servindo como uma extensão dos valores e habilidades do fundador. Estudos do LinkedIn mostram que uma marca pessoal sólida aumenta a credibilidade e facilita a construção de uma audiência engajada. (Fonte: Forbes Brasil)Em vez de focar em uma única habilidade, ter uma marca pessoal permite flexibilidade e adaptação ao longo da carreira.Mente Síncrona: Organizando Conhecimento e Fortalecendo IdentidadesA Mente Síncrona é uma plataforma de IA que organiza o conhecimento de uma pessoa ou empresa de forma acessível e estruturada. Inspirado por empresários inovadores como Naval Ravikant, que diz: "A liberdade do conhecimento é a maior riqueza que podemos ter," a Mente Síncrona oferece um sistema de conhecimento pessoal acessível e aplicável. Essa iniciativa reflete minha visão de que uma marca pessoal forte é baseada no acesso ao próprio conhecimento, e serve para capacitar outros a construir suas próprias marcas autênticas.Este meu novo projeto fecha a exposição do meu ecossistema de fundação de projetos e Founder-Led. Dessa forma você entende quem Enzo Dulius é com base no que Enzo Dulius passa a ter fundado. Essa é uma visão extremamente eficaz de mostrar sua atuação com base em projetos para o mercado, de forma que eu atue em diferentes soluções. Seja com dados de mercado avançado para grandes empresas, seja também trazendo o cliente atual ao centro afim de maximizar receita e melhorar métricos de negócio ou apenas organizando dados de valor para pessoas ou empresas através da Mente Sincrona. E todos esses aprendizados são documentados para vocês na minha iniciativa educacional: Fato Impacto.5. Mostrar Suas Habilidades com ProjetosPor que projetos são essenciais? Projetos práticos são um espelho das habilidades e competências de qualquer profissional, refletindo a aplicação direta do conhecimento e gerando impacto tangível. Em vez de se basear apenas em teorias, desenvolver projetos é uma forma de provar que você sabe resolver problemas reais e entregar valor. Pesquisas apontam que profissionais que executam e exibem resultados através de projetos obtêm maior reconhecimento e oportunidades de avanço.No contexto dos meus projetos, desde a Fato Impacto, que prepara empreendedores para o futuro do trabalho, até o Futuro Audaz, que antecipa tendências para grandes empresas, cada iniciativa serve como uma plataforma de demonstração prática. Cada projeto permite que o público veja o valor dos conceitos de pesquisa e análise que aplico, seja por meio de insights sobre o futuro do trabalho ou da adaptação empresarial. Enquanto eu trabalho em uma multinacional e em paralelo empreendo com quatro diferentes iniciativas empreendoras ao mesmo tempo que busco formas de gerar dinheiro fora do trabalho, eu deixo claro para outras empresas e recrutadores que eu sei divulgar o meu trabalho, sei criar novos projetos de sucesso, e não preciso de uma estrutura fixa para conseguir realizar isso.6. Tornar Seus Projetos uma EmpresaA evolução natural de qualquer projeto que entrega valor real é transformá-lo em um negócio estruturado. Quando um projeto resolve um problema específico e atende a um público bem definido, ele ganha o potencial de se tornar uma empresa com identidade própria. Todos meus projetos começaram como iniciativas focadas em pesquisa e análise onde em um momento da minha trajetória profissional eu vi que era uma dor do mercado, assim eles cresceram para se tornar fontes de insights estratégicos e inovações aplicáveis para empresas e empreendedores. A chave é construir a partir das bases sólidas que o projeto oferece, reforçando sua missão e expandindo seus recursos de maneira planejada e sustentável.Eu frequentemente conversava com meus amigos sobre uma forma de fazer exit da vida profissional formal em paralelo, a materialização dessa dor fundou a Fato Impacto. No meu dia-a-dia de trabalho dentro de uma multinacional eu questionava direcionamentos que eram baseados em pesquisas já prontas que estimavam o futuro da humanidade até 2030, sendo que se trabalhamos em um horizonte de 10 anos a frente… Na conclusão do projeto o produto ja estará no timing errado, com diversos concorrentes que virão esse dado pronto junto conosco. Assim nasceu a Futuro Audaz.Em rodas de networking muitas vezes vi dois problemas: empreendedores de produtos digitais com dificuldade de crescer seus primeiros 1000 clientes. Em mesmo ponto empreendedores marketing digital com dificuldade de reter 1000 clientes em seu negócio. Assim nasceu a Mentoria Fórmula do Valor Ignorado.E para todas essas soluções eu sempre fui muito imerso em dados, informações, livros, cursos, estudos, eventos… E esse processo sempre foi natural para mim. Porém depois de 5 a 7 dias eu esquecia tudo. Até que nasceu a Mente Sincrona, com objetivo de ajudar qualquer pessoa a organizar seu conhecimento de forma estruturada e acessa-la via Whatsapp.7. Founder-Led Growth: Seja o Perfil PrincipalNo cenário empresarial, o conceito de Founder-Led Growth destaca a importância do fundador como a face e a força motriz da empresa. Ao posicionar-se como o principal representante da marca, o fundador estabelece uma conexão autêntica com o público, transmitindo confiança e credibilidade. Essa abordagem não apenas humaniza a empresa, mas também fortalece a identidade corporativa, criando uma narrativa coesa que ressoa com clientes e parceiros. Ao investir na própria autoridade e visibilidade, o fundador assegura que, independentemente das transformações que a empresa possa enfrentar, sua presença e influência permanecem constantes, servindo como um ponto de referência estável no mercado.Isso perdura até a empresa se tornar maior que o fundador, e quando isso acontecer resta ele decidir entre sair da operação e outra pessoa assume uma marca… Ou apenas estruturar a marca e continuar no negócio. Mas o essencial a se destacar é que depois que você construiu uma carreira o Founder Led é o caminho certeiro para você começar a desenvolver projetos paralelos que te apoiam até você decidir viver apenas dele. 8. Fundar Novos Projetos para Demonstrar Diferentes HabilidadesA criação contínua de novos projetos é uma estratégia eficaz para desenvolver e exibir uma variedade de habilidades. Cada iniciativa oferece oportunidades únicas de aprendizado e crescimento, permitindo que você amplie seu conjunto de competências e demonstre versatilidade no mercado. Essa abordagem não apenas enriquece seu portfólio, mas também fortalece sua marca pessoal, evidenciando sua capacidade de adaptação e inovação. Por exemplo, ao fundar a Fato Impacto, foquei na disseminação de insights sobre o futuro do trabalho, enquanto com o Futuro Audaz, direcionei esforços para antecipar tendências para grandes empresas. Cada projeto exigiu o desenvolvimento de habilidades distintas, desde pesquisa e análise de mercado até comunicação e liderança. Essa diversidade de experiências não só ampliou meu conjunto de habilidades, mas também demonstrou ao mercado minha capacidade de abordar e resolver uma variedade de desafios. Além disso, essa prática de iniciar novos projetos alinha-se com a filosofia de aprendizado contínuo e adaptabilidade, essenciais em um ambiente de negócios em constante evolução. Ao embarcar em diferentes iniciativas, você se posiciona como um profissional dinâmico e proativo, capaz de identificar oportunidades e transformá-las em soluções concretas. Portanto, ao fundar mais projetos, você não apenas expande suas habilidades, mas também fortalece sua presença no mercado, construindo uma trajetória profissional rica e diversificada.Se tudo der errado você tem um bom projeto para o seu portfólio, se tudo der certo você tem uma empresa para pagar suas contas.Considere o espaço de Founder-Led como um quadro branco para você empreender sem tanta pressão, busque um emprego para servir de vaca leiteira enquanto você busca o que mais tem fit entre você e o mercado. Validando seus projetos apenas continue. Em geral vão levar tempo, então não se afobe.Um mundo para desbravarA tecnologia tem nos empoderado de formas que nunca antes foram vistas, por conta de uma série de fatores que anteriormente não estavam a disposição podemos a partir de hoje começar a empreender de uma forma muito mais estável, sólida e guiada a dados e capaz de proporcionar escala.Hoje podemos trabalhar remotamente, em horários flexíveis, nos conectar com o mundo inteiro, utilizar metodologias de pesquisa rápidas e fáceis com redes sociais extremamente popularizadas. Além disso o desenvolvimento se tornou mais acessível com No-Code e Automações de Inteligência Artificial. Os passos que detalhei neste artigo são tudo que você precisa para ir de Zero a Founder-Led Growth assim como eu tenho feito, posicionando diferentes areas do meu desenvolvimento pessoal e profissional com um branding empresarial. Montando um leque de diferentes negócios que juntos diminuem meu risco e tornam mais acessível atender diferentes necessidades. Daqui para a frente ter um negócio em paralelo será possível a todos que querem se desenvolver na prática, espero que assim como eu, você busque fazer isso! Caso você imagine que outra pessoa precisa desse artigo, compartilhe no botão abaixo:Fato Impacto is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  28. 20

    Peito Vazio: Meus Primeiros 100 Dias na Jornada das 10 Mil Horas

    Peito vazioEu não sei como você imagina que seja o dia 1 dos grandes nomes da humanidade. Vou dar um exemplo emblemático do esporte: Michael Phelps. Um certo dia ele decidiu começar a nadar. Sabe como ele começou? Peito vazio.Estamos ficando mal acostumados com a tecnologia nos entregando resultados rápidos, quase instantâneos. Passamos a esperar que tudo, todas as coisas, aconteçam da mesma forma, de maneira quase automática. Mas a verdade é que talvez você precise de 10 anos de trabalho duro com o peito vazio, sem nada a garantir o sucesso, para, quem sabe, depois de passar por tudo isso, estar apto a ter algo no peito.Existe um estudo de Anders Ericsson, popularizado por Malcolm Gladwell, que fala sobre as famosas "10.000 horas". Esse estudo mostra que, para ser verdadeiramente relevante, são necessários aproximadamente 10 anos de prática deliberada, o que equivale a cerca de 10.000 horas de esforço em algo. Não é só uma prática qualquer; é um treino constante, focado, onde se busca sempre melhorar, mesmo quando o peito está vazio, sem resultados aparentes.Foi assim que grandes nomes se tornaram o que são. Phelps, por exemplo, começou a nadar aos sete anos e acumulou milhares de horas de prática até conquistar sua primeira medalha olímpica em 2004, quando tinha 19 anos. Foram 12 anos de esforço, treino e dedicação, competindo com o peito vazio, até que as medalhas finalmente começaram a surgir.Então, talvez você precise desses anos de trabalho, de se acostumar com o peito vazio, para depois – só depois – começar a ter algo sólido no peito.🟧 Edição 26 da Fato Impacto NewsletterVocê está pronto para preencher o peito vazio com conhecimento e insights que realmente impactam? Se você acredita em uma jornada de crescimento sólido e está buscando se tornar relevante no seu mercado, assine a Fato Impacto Newsletter. Aqui, você receberá conteúdo direto e prático, desenvolvido para quem quer mais do que atalhos e superficialidade – para quem quer construir uma base duradoura.Na Fato Impacto, falamos sobre o futuro do trabalho, inteligência artificial, estratégias de crescimento e tudo o que você precisa para se destacar como profissional ou empreendedor. Assine agora para começar essa jornada de impacto com a gente.E se você conhece alguém que também se beneficiaria de uma visão de longo prazo, compartilhe! Eu praticamente não pratiqueiO fator chave quando você inicia uma jornada como a que eu iniciei de se autodesafiar em público a criar um negócio que fature 100 mil reais de faturamento recorrente líquido é você entender que por mais que seu objetivo seja grande, suas práticas diárias serão pequenas. E com práticas pequenas, o objetivo demora de se consolidar. O que quero dizer com isso?Não devo conseguir investir mais que 3 horas diárias nesse negócio que vai faturar mais de 100 mil reais de faturamento recorrente líquido. Por mais que eu possa pensar nele quase que o dia todo, a prática é mínima. E se a prática é reduzida, os ganhos serão, e o prazo para sucesso aumenta. Eu precisaria de em torno de em torno de 9 anos para conseguir me tornar relevante nisso. E olha que incrível, esse é o artigo onde vou falar sobre os meus primeiros 100 dias. O que eu quero dizer com isso?"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."- Carl BardO tempo que você perdeu não vai voltar, mas depois de ler esse texto você pode começar a escrever uma nova forma para sua história.E antes de falar sobre os 100 primeiros dias, eu gostaria de dizer que, em tese, segundo Anders, restam em torno de 3230 dias para que eu seja uma referência nisso. Se ganhasse medalha no peito, eu deveria ficar mais 3230 dias depois desses 100 primeiros para parar de lidar com a agonia de ter o peito vazio. Agora, depois dos 3230 dias. Nada pode me parar, e nem parar você. Depois da primeira medalha no peito, ganhar a segunda é mais fácil. Eu estou com 22 anos hoje, se eu seguir a métrica de Anders eu ficaria até os 31 para ser visto como alguém relevante na área. Mas depois dos 31, ninguém mais poderia questionar a relevância. Todo esse texto prévio é importante para você entender que oque você vai ler abaixo representa nada ou muito pouco. Dentro de 9-10 anos 100 dias é um nada. Mas se comparar com "nenhuma atitude" 100 dias já é muito. Esses 100 dias estavam todos dentro da minha cabeça, eu só não tinha deixado eles sair ainda, até que escrevi o meu primeiro artigo aqui. E depois disso esta tudo escrito para você ler. Meus 100 primeiros diasEu comecei apenas fazendo, escrevendo meu primeiro artigo, e dizendo que eu teria um Software-As-a-Service (Saas) faturando 100 mil reais de forma recorrente, mas em volta disso não havia literalmente nada. Dias 1-10 (100 a 90 dias atrás): Início e Definição de Objetivos* Ações: Comecei com um planejamento inicial da Fato Impacto foi minha primeira criação, eu não tinha ainda uma união clara entre a "Newsletter do Enzo” e a marca “Fato Impacto” mas eu queria ensinar as pessoas a criarem produtos que os clientes amam.* Insights: Percebi que a diferenciação deveria se basear na maximização do valor para os clientes existentes, em vez de conquistar novos. Eu entendia que todos os donos de empresa focavam mais em clientes novos, o atendimento do time de vendas era melhor que o time de suporte. E isso não fazia nenhum sentido! * Dúvidas: Como construir uma proposta de valor clara que comunique essa diferença ao mercado? Como educar os clientes sobre a importância de focar na base já existente?* Dificuldades: Estruturar a identidade de marcas de forma coesa e definir o público-alvo específico para cada iniciativa.* Desconexão: Senti que havia uma desconexão inicial entre a visão ampla que deseja alcançar e as ações específicas necessárias para construir essa visão.Dias 11-20 (90 a 80 dias atrás): Alinhamento de Propósitos e Estrutura Inicial* Ações: Entendi que seria mais fácil ter uma marca focada em pesquisa para empresas Futuro Audaz, e a Fato Impacto focada em ajudar profissionais ao futuro do trabalho. Alinhei os propósitos das marcas, traçando estratégias para um curso de habilidades essenciais do futuro e criando o conceito do "Plano de 100 Anos". Onde considero que as pessoas precisam pensar primeiro no longo prazo, entender o que lá ela deveria ter, e com base nisso definir seu dia hoje.* Insights: A visão de longo prazo deve se refletir em ações diárias e conteúdos que antecipem tendências, criando uma autoridade gradual.* Dúvidas: Como manter o foco em uma visão de longo prazo enquanto desenvolve conteúdos práticos e de impacto imediato?* Dificuldades: Atingir o equilíbrio entre produzir conteúdos que agreguem valor agora e comunicar a relevância de uma abordagem a longo prazo.* Desconexão: Faltava clareza sobre como construir uma jornada de aprendizado coesa para o público, levando-o a entender o valor de uma visão mais distante.Dias 21-30 (80 a 70 dias atrás): Pesquisa de Mercado e Validação de Conceitos* Ações: Comecei a utilizar ferramentas de SEO, como o AnswerThePublic, para entender melhor o mercado e explorei temas específicos, buscando em entender o que as pessoas procuravam nos tópicos de conteúdo que eu crio.* Insights: O valor da pesquisa de mercado para validar percepções sobre o público e ajustar o conteúdo para questões reais e específicas. Compreendeu que uma abordagem focada em soluções práticas e personalizadas era essencial para capturar o interesse do público-alvo. Entendi que as pessoas que me acompanham queria minha ajuda para tornar suas decisões mais simples, e eu faria isso embasando em dados. * Dúvidas: Como traduzir dados de SEO e insights de pesquisa em conteúdos que ressoem com empreendedores digitais de forma prática?* Dificuldades: Analisar dados em uma profundidade que pudesse informar a criação de conteúdo e desenvolvimento de produtos.* Desconexão: Precisava de uma maneira de conectar pesquisas de mercado amplas com o conteúdo diário, mantendo a relevância.Dias 31-40 (70 a 60 dias atrás): Desenvolvimento de Produto e Estruturação de Mentorias* Ações: Estruturei a mentoria "Fórmula do Valor Ignorado", focando em empresas com faturamento de R$ 500 mil a R$ 5 milhões por mês. Fiz isso para conseguir me aproximar de empresas e trazer oportunidades para profissionais formados na Fato Impacto, e também entender que tipo de conteúdo a Futuro Audaz deveria abordar. De forma que eu ajudando diariamente as dores das empresas na minha mentoria se tornaria óbvio, e avançou no desenvolvimento de produtos SaaS que resolve um problema enfrentado em todas minhas iniciativas.* Insights: Descobri que empreendedores estavam enfrentando dificuldades para monetizar seus clientes atuais de maneira eficaz, o que destacava a relevância da abordagem de retenção e expansão de valor.* Dúvidas: Como criar uma metodologia prática para ajudar empresas a encontrar essas oportunidades de crescimento sem novos clientes?* Dificuldades: Desenvolver ferramentas de mensuração claras para avaliar o impacto da mentoria nos resultados dos clientes.* Desconexão: Ainda buscava uma conexão mais clara entre os conceitos teóricos e a aplicação prática que pudesse gerar valor rápido para os clientes.Dias 41-50 (60 a 50 dias atrás): Expansão Digital e Consolidação de Autoridade* Ações: Expandi minha presença digital nas redes sociais e consolidou o uso de conteúdos #buildinginthepublic para divulgar o progresso e insights. * Insights: A conexão com o público era muito mais forte quando compartilhava os desafios e conquistas de sua própria jornada, reforçando a transparência e autoridade. Porém quando compartilhava aprendizados a audiência caía.* Dúvidas: Qual seria o equilíbrio entre compartilhar conteúdo "básico" para o público geral e criar conteúdos mais técnicos e profundos para atrair um público mais qualificado?* Dificuldades: Manter consistência entre plataformas e assegurar que cada publicação aumentasse sua autoridade na área de mentoria e desenvolvimento de clientes.* Desconexão: A distribuição de conteúdo em várias plataformas estava difícil de gerenciar e, em certos momentos, faltava coesão entre os conteúdos.Dias 51-60 (50 a 40 dias atrás): Conteúdos Educacionais e Oferta de Valor* Ações: Estruturei uma proposta de valor para cursos curtos focados em cliente e pesquisa, além de planejar a versão gratuita de um curso para assinantes da newsletter. Trabalhou para fortalecer sua proposta de valor com conteúdo prático e relevante.* Insights: Percebi que muitos dos problemas dos clientes vinham da falta de conhecimento sobre como melhorar suas operações internas, o que reforçou a importância de melhorar processos de negócios que atingiam crescimento rápido.* Dúvidas: Como tornar o conhecimento técnico mais acessível sem perder a profundidade necessária?* Dificuldades: Criar um material educacional que equilibre bem o conhecimento técnico e a aplicação prática, e que seja compreensível para um público mais amplo.* Desconexão: Senti que o público ainda não entendia claramente a proposta de focar na base de clientes atual.Dias 61-70 (40 a 30 dias atrás): Automação e Integração de IA* Ações: Avancei nas ferramentas de automação e comecei a aplicar IA na análise de dados de clientes e mercado para melhorar o desenvolvimento de produtos. Afim de me ajudar a entender como entrar no mercado e conseguir trazer clientes.* Insights: IA pode ser uma aliada poderosa para otimizar processos internos e automatizar partes da pesquisa, facilitando uma abordagem mais escalável.* Dúvidas: Como aplicar IA de forma prática e acessível para que empreendedores digitais de todos os níveis possam utilizar?* Dificuldades: Construir uma integração de IA de forma que o cliente não precise ser um especialista técnico para usar.* Desconexão: Os empreendedores ainda viam IA como algo complexo; faltava uma linguagem clara para comunicar seu uso prático.Dias 71-80 (30 a 20 dias atrás): Desenvolvimento da Comunidade e Plataforma* Ações: Comecei a esboçar uma plataforma de mentoria que será construída de forma bootstrap e buscou meios de criar a Fato Impacto como segunda opção para meus clientes crescerem de forma colaborativa.* Insights: Percebi que a criação de uma comunidade pode proporcionar insights valiosos para o aprimoramento de produtos e cursos.* Dúvidas: Como estruturar uma comunidade que seja autossustentável e que contribua para a evolução dos meus produtos de mentoria?* Dificuldades: Definir o escopo inicial da comunidade e encontrar um equilíbrio entre participação ativa e automação de processos.* Desconexão: Faltava clareza sobre os valores centrais que uniriam essa comunidade em torno de objetivos comuns.Dias 81-90 (20 a 10 dias atrás): Aprimoramento de Mentoria e Ciclos de Cliente* Ações: Refinei minha mentoria para empresas, focando em ajudar a estruturar ciclos de descoberta e co-criação com clientes, e abordou estratégias para maximizar o equity de clientes existentes.* Insights: As empresas precisam de orientações práticas para ciclos curtos e repetitivos de melhoria, o que reforça a importância de metodologias de pesquisa contínua.* Dúvidas: Como estruturar esses ciclos de forma que sejam fáceis de replicar e aplicar?* Dificuldades: Fazer com que os empresários entendam o ciclo de descoberta como um processo essencial de crescimento.* Desconexão: O conceito de ciclos curtos de descoberta era visto como um “extra” e não como algo essencial para a evolução de produto e serviço.Dias 91-100 (10 a 0 dias atrás): Consolidação de Estratégias de Longo Prazo* Ações: Estruturei minhas estratégias de longo prazo, consolidando o foco em diferenciação, cooperação e sustentabilidade. Revisou a visão de manter-se indispensável para o mercado digital.* Insights: Constaatei que a consistência de marca e de mensagem é crucial para o reconhecimento, e que uma abordagem de longo prazo deve ser sustentada pela educação prática.* Dúvidas: Como medir o impacto a longo prazo em um mercado tão volátil e rapidamente mutável como o digital?* Dificuldades: Manter a motivação e a clareza sobre a visão de longo prazo diante das necessidades imediatas de crescimento.Wd* Desconexão: Sentiu que o mercado ainda é muito centrado em resultados rápidos e que há uma barreira para comunicar os benefícios de uma visão voltada para o futuro.Minha visão atual do meu negócioEu acredito que começar um portfólio de negócios digitais te da muita liberdade, dentre elas… Criar diferentes soluções que se complementam é uma das coisas que me deixa muito animado em empreender com isso. Eu não acredito que os 100 mil reais de forma recorrente irão vir de uma única empresa que vai de 0 a 100 rapidamente e traz isso, mas estou dividindo as minhas apostas em 4 ovos. São elas:1. Fato ImpactoSegmento-Alvo:* Empreendedores digitais, freelancers e profissionais do mercado que buscam desenvolver habilidades essenciais para o futuro do trabalho.* Público interessado em inovação, tendências tecnológicas e competências que vão garantir relevância no mercado de trabalho.Proposta de Valor:Fato Impacto é uma plataforma de conteúdo e educação voltada para ajudar profissionais e empreendedores a se prepararem para o futuro do trabalho. A empresa oferece insights e ferramentas práticas sobre as principais habilidades que serão necessárias nos próximos anos. Ao democratizar esse conhecimento, a Fato Impacto ajuda seu público a se destacar em um mercado cada vez mais dinâmico.2. Mentoria (Fórmula do Valor Ignorado)Segmento-Alvo:* Empresas digitais e de médio porte, com faturamento mensal entre R$ 500 mil e R$ 5 milhões.* Negócios que possuem uma base de clientes sólida, mas que enfrentam dificuldades para monetizar essa base de forma consistente e desejam estruturar estratégias de Customer Discovery e co-criação.Proposta de Valor:A Mentoria Fórmula do Valor Ignorado é uma consultoria estratégica voltada para empresas que têm clientes, mas que ainda não conseguem extrair o máximo de valor dessa base. O programa ensina técnicas práticas para implementar ciclos de Customer Discovery e co-criação, ajudando essas empresas a aumentar o engajamento e a rentabilidade dos clientes existentes. A mentoria visa criar um crescimento sustentável sem depender da aquisição de novos clientes, maximizando o valor percebido e o retorno financeiro.3. Futuro AudazSegmento-Alvo:* Grandes empresas e times de produto bem estruturados em busca de uma visão de longo prazo sobre inovação.* Empresas enterprise que desejam insights e consultoria estratégica para desenvolver produtos e serviços com relevância sustentável e escalabilidade.Proposta de Valor:Futuro Audaz é uma consultoria de tendências e pesquisa de mercado focada em fornecer uma visão ousada e disruptiva sobre o futuro, projetada a partir de uma perspectiva de longo prazo. Diferente de outras empresas que focam em horizontes curtos, a Futuro Audaz pensa em 2502 para o presente, ajudando os líderes de produto a anteciparem demandas e a construírem estratégias inovadoras que ultrapassem as expectativas tradicionais. Com base em uma análise profunda de tendências tecnológicas e sociais, a empresa oferece uma nova abordagem para empresas que desejam estar um passo à frente.Mente SíncronaSegmento-Alvo:* Indivíduos que desejam ter seus conhecimentos organizados e acessíveis sem o trabalho de categorização manual (ex. estudantes, profissionais autônomos).* Empresas e RHs que precisam organizar e disponibilizar treinamentos internos de forma acessível e prática para seus colaboradores.* Infoprodutores e educadores que querem oferecer conteúdo gratuito para leads frios de forma estruturada, criando uma experiência mais fluida e interativa.* Comunidades de conhecimento que compartilham grande volume de informações e desejam um bot agregador para centralizar e organizar o conteúdo.Proposta de Valor:A Mente Síncrona é uma inteligência artificial que coleta, organiza e torna acessível o conhecimento de uma pessoa ou empresa. Utilizando uma interface de fácil acesso pelo WhatsApp, ela permite que todo o conteúdo – seja em imagem, áudio, texto ou print – esteja disponível para consulta rápida e estruturada. Ideal para quem quer focar no aprendizado sem se preocupar em categorizar o conteúdo. A Mente Síncrona simplifica o acesso ao conhecimento, atendendo tanto a indivíduos quanto empresas, comunidades e info-produtores.Minha visão para os próximos 100 diasMinha visão para os próximos 100 diasDiante dessa jornada, entendo que os próximos 100 dias serão um espaço de descoberta, construção e aprimoramento estratégico. Estou no início de um caminho longo, mas cada passo precisa ser planejado para impactar diretamente em resultados. Meu foco daqui para frente será em ações que impulsionem vendas, fortaleçam o marketing e aumentem a visualização e engajamento em minhas iniciativas.Objetivos-Chave:* Consolidação de Marcas e Propostas de Valor: Quero refinar o posicionamento e a proposta de valor das minhas iniciativas – Fato Impacto, Fórmula do Valor Ignorado, Futuro Audaz e Mente Síncrona. * É crucial que cada marca tenha uma mensagem clara, que ressoe no mercado, e que suas entregas realmente agreguem valor aos clientes. Além disso, vou alinhar a comunicação entre essas marcas para oferecer uma experiência coesa e integrar as soluções que cada uma proporciona.* Sempre haverá necessidade de melhoria, todavia quero que o quanto antes as melhorias sejam feitas mediante feedback de cliente.* Foco em Vendas e Expansão de Mercado: Nestes próximos 100 dias, meu foco principal será no desenvolvimento de estratégias de vendas que convertam leads em clientes e aumentem a taxa de retenção, especialmente nas mentorias e cursos da Fato Impacto. * Pretendo expandir o alcance com campanhas específicas, utilizando o Sales Navigator para segmentar e abordar empresas e empreendedores que se alinham com o perfil do cliente ideal. Além disso, quero construir uma abordagem outbound e inbound que combine automação e personalização, para capturar o interesse e converter com eficiência.* Fortalecimento do Marketing e Crescimento do Awareness: O marketing será um pilar essencial para que o público reconheça o valor das minhas propostas. Vou ampliar a presença digital por meio de conteúdos consistentes nas redes sociais e de campanhas estratégicas que visam impulsionar o awareness e a autoridade das marcas. * #buildinginthepublic será uma ferramenta importante, compartilhando a evolução das marcas para fortalecer a confiança e aumentar o engajamento com o público-alvo. Também investirei em conteúdos educativos e práticos na Fato Impacto Newsletter, reforçando o papel dessa plataforma como uma fonte de conhecimento essencial.* Vou buscar fazer com que essa estruturação seja feita da forma mais one-person-business possível, para continuar com a proposta de seguir empreendendo e sendo um funcionário CLT.* Desenvolvimento de Produtos Baseados em Pesquisa e Dados: Cada projeto deve ter produtos e conteúdos profundamente alinhados com as necessidades dos clientes, identificadas através de pesquisas e dados.* Usando IA e ferramentas de automação, vou desenvolver soluções escaláveis que ajudam empreendedores e empresas a resolver problemas específicos, sempre embasados em dados concretos que orientem a tomada de decisão.* Foco em Comunidade e Educação Contínua: A construção de uma comunidade colaborativa em torno da Fato Impacto será essencial para fomentar a educação contínua. * Quero que essa comunidade seja um espaço onde os profissionais possam compartilhar experiências, acessar conteúdos práticos e construir uma cultura de pesquisa, criando uma base sustentável de crescimento e aprendizado para todos.* Com isso vou começar a fazer a gravação dos cursos e conteúdos, deixando cada vez mais natural que fazer parte da comunidade seja um passo essencial para quem busca se destacar no futuro do mercado de trabalho.* Aprimoramento da Estrutura de Conteúdo e Distribuição: Para maximizar o alcance e o impacto das mensagens, vou consolidar uma estratégia de conteúdo multiplataforma. A ideia é que cada plataforma funcione como uma parte integrada do ecossistema, adaptando o tom e a profundidade do conteúdo conforme o público. * Na Fato Impacto, foco em conteúdos mais técnicos e educativos; em redes sociais como Instagram e LinkedIn, materiais mais acessíveis e atrativos para o grande público; e na Mente Síncrona, conteúdos centralizados para facilitar o acesso e o aprendizado contínuo.* Todavia, sempre fazendo com que quem interaja mais tenha mais benefícios, e o contrário também.Peito vazio e as próximas 10 mil horasPara concluir, quero retomar a imagem que usei no início…"Se eu trabalhar de domingo a domingo, não tem como um competidor me vencer."- Michael PhelpsEle começou sua jornada com nada além do desejo de nadar e competir, com o peito vazio. Foram necessárias 10 mil horas – ou mais – de treino, repetição e ajustes. Cada dia na piscina foi um pequeno tijolo na construção do que ele viria a se tornar. E ele fez isso por anos, antes mesmo de conquistar sua primeira medalha. Esse caminho longo, com o peito vazio, o preparou para alcançar o que poucos conseguem.Assim como no exemplo de Phelps, o conceito das 10 mil horas, apresentado por Anders Ericsson, nos lembra que o sucesso raramente é um caminho rápido ou fácil. Ele exige prática deliberada e a disposição de continuar quando ainda não se vê o brilho das medalhas. É preciso insistir, aprender, cair e se levantar. Afinal, nada nasce pronto, e tudo que tem valor verdadeiro precisa de tempo para amadurecer e de trabalho para crescer.Nestes próximos 100 dias e para além deles, sigo com o peito vazio, mas com a visão clara de onde quero chegar. Em algum ponto no futuro, com o trabalho certo, esse peito começará a ser preenchido. E, quando o primeiro "ouro" surgir, saberei que tudo o que fiz para chegar lá – cada prática, cada pequena conquista – terá valido a pena. Que venham as próximas 10 mil horas, com toda a força de uma visão e o compromisso de construir algo duradouro e relevante.Se você também sente que está começando com o peito vazio, mas quer construir algo grande, siga acompanhando essa jornada. Na Fato Impacto Newsletter, compartilho insights práticos, estratégias de longo prazo e o aprendizado real de quem está construindo no dia a dia. Aqui, não falamos apenas de atalhos ou de resultados rápidos, mas de uma construção sólida e contínua – as horas de treino que cada um de nós precisa para fazer a diferença.Assine a Fato Impacto Newsletter e faça parte dessa trajetória de impacto. Acompanhe os próximos passos, inspire-se e prepare-se para suas próprias 10 mil horas. Vamos juntos, porque o caminho para encher o peito começa agora.Thanks for reading Fato Impacto ! This post is public so feel free to share it. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  29. 19

    Diversificando fontes de receita

    Todos já devem ter ouvido aquela frase que é bem comum no mundo dos investimentos:“Não coloque todos os ovos na mesma cesta”- Andrew CarnegieNosso erro é imaginar que isso é apenas sobre investimento. Para quem não conhece essa frase, vou reiterar o propósito dela primeiramente no contexto dos investimentos, onde ela é mais comumente utilizada.Normalmente, as pessoas que citam essa frase querem dizer que, se você colocar todos os ovos em uma única cesta e ela cair, todos os ovos serão quebrados.Em outras palavras, concentrar tudo em um único investimento, projeto ou fonte de renda tende a ser arriscado. Caso algo dê errado, você pode perder tudo de uma única vez. Eu vejo essa frase de forma mais ampla, aplicável a tudo, eu diria. Vou explicar o motivo:* Profissional * Todos os ovos na mesma cesta → Fazer uma única coisa, dominar uma série de habilidades no mesmo nicho, ter explorado sempre coisas parecidas.* Ovos em cestas separadas → Explorar habilidades diferentes, com base em diferentes habilidades criar uma linha de atuação profissional.* Empreendimento* Todos os ovos na mesma cesta → Criar uma única empresa, em um único nicho, se aprofundar mais que todos nesse mesmo nicho, sempre criar conteúdo parecido.* Ovos em cestas separadas → Criar diferentes iniciativas empreendedoras que se interseccionam em alguns pontos, mas que não são iguais, não se misturam e apenas se complementam.* Produtos e fontes de receita de uma empresa* Todos os ovos na mesma cesta → Criar poucos produtos, ou ter sua receita oriunda em 90-80% de uma mesma fonte. Sua atuação se limitar a oferta desta entrega de valor. E você apenas repetir isso no horizonte temporal.* Ovos em cestas separadas → Ouvir os clientes até conseguir uma oferta para cada demanda, de forma que suas fontes de receita sejam diversas e você possa escolher onde dedicar mais esforço.🟧 Edição 25 da Fato Impacto NewsletterSeja na construção de uma carreira robusta, na gestão de investimentos diversificados, no lançamento de novas iniciativas empreendedoras ou na criação de múltiplas fontes de receita, esse princípio é um verdadeiro alicerce para quem deseja segurança e crescimento a longo prazo.E se você busca dicas e orientações para aplicar essa sabedoria de maneira simples, escalável e de alto impacto em seus negócios, a Fato Impacto Newsletter é o caminho ideal. Receba insights valiosos e estratégias práticas para desenvolver um portfólio resiliente e maximizar seu potencial de sucesso.Bom dia caso você tenha acabado de acordar, pegue seu café e lanche matinal e vamos mergulhar na estratégia de separar atuações afim de nos protegermos dos riscos do mercado. Boa leitura! Os Problemas da Dependência em uma Única EstratégiaO problema de ter apenas uma única fonte de receitaEmpresas que apostam tudo em um único fluxo de receita — seja um produto, serviço ou modelo de negócio — enfrentam um risco elevado: qualquer oscilação na demanda ou uma mudança nas condições econômicas pode afetar drasticamente o desempenho financeiro. Um portfólio diversificado permite que o negócio tenha "rede de segurança" contra esses altos e baixos, mantendo a operação estável mesmo quando uma linha de produtos está temporariamente enfraquecida. Esse tipo de proteção é um pilar para empresas que querem se manter fortes em um mercado onde o comportamento do consumidor muda rapidamente.Um exemplo de uma empresa que enfrentou problemas por depender de uma única fonte de receita é a GoPro. No início, a GoPro era altamente bem-sucedida, tornando-se sinônimo de câmeras de ação. A empresa cresceu rapidamente, com sua receita proveniente quase exclusivamente da venda de câmeras robustas e compactas, projetadas para capturar imagens de alta qualidade em atividades radicais.Porém, à medida que o mercado de câmeras de ação amadureceu e novos concorrentes surgiram, como smartphones com câmeras avançadas, a GoPro começou a sentir o impacto. Sua dependência excessiva de um único produto significava que qualquer queda na demanda teria um efeito direto e significativo sobre a empresa. Além disso, o mercado de câmeras de ação é relativamente pequeno e saturado, o que dificultou a expansão da GoPro dentro desse nicho.A empresa tentou diversificar, investindo em drones e até em conteúdos digitais, mas enfrentou dificuldades em ambos os casos: seu drone Karma foi retirado do mercado devido a falhas, e o conteúdo digital não gerou receita significativa. Como resultado, a GoPro enfrentou várias reestruturações, perda de valor no mercado e até demissões em massa para se adaptar.Esse exemplo da GoPro mostra como a dependência de um produto específico — mesmo que inovador e amplamente aceito — pode se tornar um risco quando o mercado evolui e novas tecnologias surgem.O problema de estar apenas em um único nichoO problema de concentrar todos os produtos em um único nicho vai além da dependência de uma só linha de receita; é também uma questão de visão limitada do mercado e da falta de flexibilidade para responder a mudanças. Quando uma empresa opera dentro de um único nicho, ela está profundamente exposta às oscilações desse mercado específico — seja em termos de demanda, novos concorrentes ou mudanças tecnológicas. A vulnerabilidade aumenta exponencialmente, pois o negócio fica restrito a um único público e à velocidade de inovação ou retração dentro desse segmento.Eu não gosto de dar exemplos específicos de um único influenciador digital, mas o Pedro Sobral é um exemplo clássico de um alto risco de estar em um único nicho. Ele era um especialista em anúncios no Meta Ads, até que, em um determinado momento, descobriu que a Meta tinha planos de tornar os Ads mais acessíveis a todos. Ou seja, toda a força dele iria ser impactado rapidamente. Dessa forma ele começou a criar uma tese em volta de Tráfego Orgânico, criando o tema "Gestor de Tráfego Orgânico” afim de trazer mais abrangência a sua linha de conteúdo e balançando os riscos. Ainda assim tudo isso está dentro de um nicho “Anúncios digital”, mas vamos continuar abaixo com alguns outros exemplos para você entender esse risco.Crocs e sua Dependência das Sandálias de BorrachaA Crocs, famosa por suas sandálias de borracha, experimentou um enorme sucesso inicial, principalmente com o público que buscava conforto e praticidade. No entanto, a Crocs tornou-se tão focada em seu produto principal que ficou fortemente dependente das vendas de um único modelo de calçado, ignorando a necessidade de diversificar. Com o tempo, a demanda por seus sapatos icônicos começou a declinar, e a marca perdeu apelo de moda. Sua falta de diversificação levou a uma queda drástica no valor de mercado e à necessidade de fechar várias lojas e reestruturar a empresa.Para se recuperar, a Crocs finalmente expandiu sua linha de produtos, investindo em novos estilos e em colaborações com designers e celebridades, o que ajudou a marca a recuperar relevância e a explorar novas audiências.BlackBerry e o Foco no Mercado Corporativo de Smartphones com Teclado FísicoA BlackBerry era líder no mercado de smartphones, principalmente entre usuários corporativos, graças ao seu teclado físico e funcionalidades de e-mail seguros. No entanto, a BlackBerry focou tanto nesse nicho específico de clientes empresariais que ignorou o avanço de novos modelos de smartphones voltados para o consumidor comum, como o iPhone e dispositivos Android.Com o crescimento da preferência por telas sensíveis ao toque e sistemas operacionais mais flexíveis, a BlackBerry rapidamente perdeu participação de mercado. Sua resistência em diversificar e apostar em uma tecnologia de nicho limitou suas oportunidades de acompanhar as inovações, e a empresa, que um dia dominou o mercado de smartphones, acabou relegada a uma participação mínima. Apenas recentemente, a BlackBerry passou a focar em software de segurança cibernética para empresas, tentando se reposicionar longe do nicho de dispositivos móveis.Harley-Davidson e a Dependência do Nicho de Motocicletas PesadasA Harley-Davidson é conhecida mundialmente por suas motocicletas pesadas e de estilo clássico, muito populares entre motociclistas mais velhos e apaixonados pelo estilo de vida Harley. No entanto, essa segmentação limitou a marca a um público específico, enquanto novas gerações passaram a buscar opções mais acessíveis e de menor porte, ou até alternativas de transporte diferentes, como bicicletas elétricas e scooters.Com o declínio de seu público principal e sem uma oferta de produtos diversificada para atrair novos clientes, a Harley-Davidson enfrentou desafios para se manter relevante. Para mudar esse cenário, a empresa começou a investir em motocicletas elétricas e novos modelos mais leves e urbanos, buscando assim diversificar sua base de clientes e expandir além do nicho clássico de motocicletas pesadas.O problema de estar apenas em um único canal de vendasMuitas empresas optam por um único canal de vendas para otimizar processos, reduzir custos e manter o controle sobre a experiência do cliente. No entanto, essa decisão, embora vantajosa no curto prazo, pode limitar o potencial de receita e tornar a empresa vulnerável a flutuações de mercado ou mudanças nas políticas desse canal específico.Marcas que Dependem Exclusivamente de Lojas FísicasEmpresas que dependem unicamente de lojas físicas podem sofrer com oscilações locais, como crises econômicas, baixa sazonal ou mudanças no comportamento de compra dos consumidores. Um exemplo recente é o impacto da pandemia de COVID-19, ou das enchentes no Rio Grande do Sul, que forçou muitos varejistas tradicionais a fechar temporariamente suas portas. Marcas que não haviam investido em e-commerce sofreram quedas abruptas nas vendas, enquanto empresas com canais online puderam continuar operando e atender seus clientes.Dependência Excessiva de MarketplacesOutro cenário é quando uma empresa depende exclusivamente de marketplaces como Amazon, Mercado Livre ou outros grandes players para suas vendas. Esses canais são poderosos para alcançar clientes em escala, mas também apresentam grandes riscos. Qualquer mudança nas políticas, aumento nas taxas de comissão, ou problemas de visibilidade podem afetar drasticamente as vendas. Além disso, marketplaces muitas vezes priorizam os produtos mais vendidos, e marcas exclusivas desse canal acabam sofrendo com concorrência de outras marcas que lançam produtos similares, frequentemente a preços menores.Criadores de curso online com um único canal de vendasImagine um criador de cursos online que vende exclusivamente por meio de seu próprio site, focando-se em campanhas pagas, como anúncios no Facebook ou Google, para atrair tráfego e converter alunos. Esse modelo pode funcionar bem no começo, mas se torna uma armadilha quando o criador começa a depender exclusivamente de tráfego pago para gerar vendas. A cada mudança no algoritmo de anúncios, aumento nos custos de publicidade ou queda na performance de conversão, o criador enfrenta uma queda abrupta em suas vendas.Ao diversificar suas estratégias de venda — como investir em parcerias com influenciadores, explorar marketing de conteúdo em redes sociais, oferecer webinars gratuitos ou até montar uma lista de e-mails — o criador espalha seus “ovos” por várias cestas. Ele começa a construir um público engajado que não depende de anúncios pagos, protegendo-se de flutuações nos custos de marketing e criando várias portas de entrada para novos alunos. Dessa forma, ele se torna menos vulnerável a mudanças em um único canal e amplia o alcance do seu trabalho.Fundadores de Startups Dependentes de Um Canal EspecíficoStartups também podem cair na armadilha de concentrar suas vendas em um único canal. Imagine uma startup que oferece um SaaS para pequenas empresas e usa apenas vendas diretas por equipe comercial para captar clientes. O foco exclusivo em um canal de vendas pode limitar o crescimento, pois a equipe de vendas tem um alcance restrito e uma capacidade limitada de atrair novos leads. Além disso, caso o mercado mude e os clientes prefiram métodos mais ágeis, como autoatendimento online, a empresa pode ver sua receita reduzida devido à ineficácia de um único canal.Para crescer de forma mais sustentável, a startup pode adotar uma abordagem multicanal, como oferecer uma opção de assinatura diretamente em seu site, criar conteúdo educativo para atrair leads via inbound marketing, ou até desenvolver uma versão gratuita para atrair usuários e convertê-los em clientes pagos. Ao diversificar os canais de venda, a startup não fica à mercê das limitações de um único método e cria várias frentes para captar clientes e expandir sua receita.Ao expandir para múltiplos canais de venda — a empresa reduz sua dependência de uma única fonte de receita e amplia seu alcance. Esse tipo de diversificação permite que a empresa:* Mitigue riscos: Em momentos de crise ou mudanças no mercado, ter múltiplos canais de venda pode evitar uma queda total nas receitas.* Aumente o alcance de mercado: Cada canal de vendas atinge um público diferente, permitindo que a empresa capture novos consumidores e construa uma presença mais ampla.* Melhore a experiência do cliente: Diferentes consumidores preferem diferentes métodos de compra. Oferecer opções variadas ajuda a atender essas preferências e a fortalecer a fidelização.Concentrar-se em apenas um canal de vendas é uma escolha que, embora comum, pode ser uma limitação significativa. A expansão para outros canais aumenta a resiliência da empresa e abre caminho para novas fontes de receita, adaptando-se melhor às demandas dos clientes e ao cenário econômico em constante mudança.Soluções para Construir um Negócio Resiliente e Diversificado1. Diversificar o Portfólio de ProdutosPara reduzir a dependência em um único produto, é fundamental criar um portfólio diversificado que atenda às necessidades variadas dos clientes. No episódio do podcast Excepcionais, Samuel Ramos compartilhou sua experiência e destacou a importância de explorar várias frentes de produtos para construir um negócio que resista a oscilações de mercado.Em minha jornada, sempre busquei identificar oportunidades de produtos complementares que possam atender a diferentes aspectos do cliente. Na Futuro Audaz ajudo grandes empresas a começarem a entender o futuro de 2502 para hoje, e não de hoje para 2035. Na Fato Impacto crio os profissionais que entendem o que será necessário para 2502. Na minha mentoria Fórmula do Valor Ignorado ajudo empresas a encontrar novas oportunidades em meio a seus clientes antigos para expandir sua fonte de receita. E junto com isso existe a Mente Sincrona, meu produto Saas que ajuda a organizar o caos do mundo. Em vez de concentrar-me em um único curso ou serviço, construí uma série de produtos que atendem desde a introdução até o nível avançado, adaptando o conteúdo conforme as demandas dos clientes. Essa diversificação proporciona segurança financeira e flexibilidade para responder rapidamente a mudanças no mercado.Estratégia prática: Busque ouvir constantemente o feedback dos clientes e observe quais outras necessidades emergem após a compra de seu produto principal. Pergunte-se: “Que problemas meus clientes ainda enfrentam e que eu poderia resolver com um novo produto?” Adicionar produtos complementares aumenta o valor oferecido e cria um portfólio que serve como rede de segurança em momentos de crise.2. Expandir para Múltiplos Canais de VendasDiversificar os canais de vendas é uma maneira poderosa de ampliar o alcance e reduzir o impacto de flutuações em um canal específico. A dependência excessiva de campanhas pagas, por exemplo, pode ser minimizada explorando canais orgânicos, parcerias e estratégias de inbound marketing, etc.Em minha atuação com mentorias e cursos, vi de perto o impacto positivo da expansão para múltiplos canais de vendas. Estruturar canais que vão além do site oficial ou das redes sociais é crucial para atingir clientes em diferentes fases da jornada de compra. Implementar uma lista de e-mails, explorar parcerias estratégicas e investir em marketing de conteúdo são formas de gerar tráfego e conversões de maneira mais sustentável, além disso estar em diferentes tipos de rede social como Tiktok, Youtube, Linkedin, Instagram, Substack e entender que cada uma das redes sociais requer apenas uma das suas facetas e aos poucos se adaptar a isso.Estratégia prática: Avalie onde seu público está mais ativo e diversifique para estar presente em cada um desses pontos de contato. Teste também canais de venda menos tradicionais, como webinars e colaborações com outros criadores ou empresas do setor. Ao expandir para mais canais, você reduz sua vulnerabilidade e constrói uma base de receita mais resiliente.3. Explorar Novos Nichos e Segmentos de MercadoDiversificar nichos é uma forma de ampliar a atuação sem perder o foco. Em vez de abandonar completamente o nicho principal, é possível expandir para segmentos relacionados que compartilham características ou demandas parecidas. Samuel Ramos destacou, no podcast, como a análise de novos públicos permitiu que ele expandisse sem comprometer a identidade de sua empresa.Quando criei cursos voltados para habilidades emergentes no futuro do trabalho, percebi que, ao mesmo tempo, havia uma necessidade crescente em temas como SaaS e NoCode. Ao expandir para esses segmentos, consegui aumentar meu alcance sem diluir a proposta central da Fato Impacto. Essa ampliação foi crucial para diversificar as fontes de receita e estabelecer-me como referência em diferentes áreas complementares. Até que dois ou três meses escrevendo apenas nesses nichos notei que havia um movimento desse público para buscar atenção de quem tem muita audiência no Marketing Digital, então me adiantei, entrei nesse meio e fui descobrir como eu poderia beber água limpa nas duas fontes.Estratégia prática: Estude as tendências de mercado e analise quais nichos podem ser explorados de maneira orgânica. Pense em como suas competências atuais podem ser adaptadas para atender diferentes públicos. Por exemplo, se você oferece serviços de consultoria para empresas de tecnologia, talvez possa adaptar a abordagem para segmentos como e-commerce ou startups, ampliando assim o alcance e a relevância do negócio.4. Estabelecer uma Cultura de Pesquisa ContínuaA diversificação bem-sucedida exige uma compreensão profunda e constante do mercado e dos clientes. Estabelecer uma cultura de pesquisa contínua ajuda a identificar oportunidades de diversificação e adaptações necessárias para se manter competitivo.No desenvolvimento de produtos SaaS e em minhas mentorias, utilizo uma cultura de pesquisa que me permite acompanhar as mudanças no comportamento dos clientes e ajustar o conteúdo e os serviços oferecidos. Essa prática tem sido um pilar para construir um portfólio adaptável, onde cada nova demanda dos clientes é vista como uma oportunidade de diversificação. Tudo isso é fruto de anos de trabalho com pesquisas qualitativas, mas se eu fosse dizer uma única coisa, diria apenas: Converse mais com quem esta dentro do que quem está fora. Isso com certeza foi o que me forjou a criar produtos relevantes.Estratégia prática: Invista em um meio para estruturar seus bate-papo com cliente como Notion ou Airtable realize entrevistas e faça um acompanhamento regular das necessidades dos seus clientes internos. Crie uma rotina para captar feedback dos clientes suas principais tarefas, necessidades e desafios. Com essa abordagem, você antecipa as necessidades dos seus clientes e esta preparado para entender quais novos produtos poderão sugir para o futuro do mercado.Construindo uma Base Sólida e ResilienteA dependência em uma única frente é uma das armadilhas mais perigosas para qualquer negócio que busca crescer de forma sustentável. Diversificar não é apenas uma escolha estratégica, mas uma necessidade para qualquer empresa que queira expandir seu impacto e se proteger das incertezas do mercado. Com base em experiências práticas, insights estratégicos e uma visão orientada por dados, a Fato Impacto busca inspirar e capacitar empreendedores para que alcancem uma operação mais segura e escalável.Se você deseja aprender mais sobre como aplicar essas estratégias de forma prática e garantir que seu negócio evolua em várias frentes, a Fato Impacto Newsletter é o recurso ideal para transformar essas soluções em resultados concretos.A Fato Impacto é uma publicação apoiada por leitores. Para receber novas postagens e apoiar meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou pago. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  30. 18

    Cresça com quem já confia em você

    Por que todos os dias você quer vender para um cliente novo?Nos anos 2000, uma gigante do mercado de entretenimento liderava o segmento de aluguel de filmes com um modelo de negócios que focava principalmente na conquista de novos clientes. Sua estratégia era promover campanhas agressivas, criando promoções e descontos para atrair consumidores inéditos. Com isso, acreditavam que ampliar constantemente a base de clientes era a melhor forma de manter sua posição dominante no mercado.Esse modelo trouxe resultados rápidos, mas a empresa ignorou um ponto crucial: a retenção e a satisfação dos clientes atuais. Muitos dos consumidores fiéis sentiam que o atendimento as suas necessidades não era prioridade. Eles desejavam uma experiência mais conveniente, com mais facilidade para escolher filmes e evitar taxas adicionais. Ao longo do tempo, a empresa começou a ver seus clientes antigos buscando alternativas que oferecessem uma experiência mais personalizada e vantajosa.Por outro lado, uma jovem startup no mesmo mercado adotou uma abordagem diferente. Em vez de focar somente em aquisições de novos consumidores, ela se dedicou a entender e a atender as necessidades dos clientes atuais. Com base nas demandas de conveniência e facilidade, a empresa inovou ao oferecer uma assinatura mensal, que permitia que os clientes recebessem filmes por correio e, posteriormente, transmiti-los online. Isso eliminava problemas que os consumidores enfrentavam, como as multas por atraso e a necessidade de se deslocarem para alugar filmes.A estratégia dessa empresa era simples: ao satisfazer e aprimorar a experiência de quem já estava com eles, criavam uma base de clientes leal, que crescia de forma estável, proporcionava receita recorrente e, além disso, trazia novos consumidores por meio de indicações espontâneas.A primeira empresa, Blockbuster, perdeu sua posição dominante por focar exclusivamente em novos clientes e negligenciar as necessidades de quem já confiava nela. A segunda, Netflix, conseguiu construir um grande negócio ao priorizar o valor percebido pelos seus assinantes e criar uma experiência que atendia de forma contínua as demandas dos clientes atuais.🟧 Edição 24 da Fato Impacto Newsletter!Você está focando em quem já confia em você?Enquanto muitas empresas correm atrás de novos clientes, há um potencial imenso esperando para ser explorado bem ali, na sua própria base de clientes atuais. Quer descobrir estratégias práticas para aumentar o equity da sua empresa sem gastar mais com aquisição?Na nossa newsletter, você terá acesso a insights exclusivos sobre como aproveitar ao máximo o valor ignorado dos clientes que já estão com você. Assine agora e comece a transformar relacionamentos em crescimento sustentável!Três vezes por semana, por duas semanas. Essa é a nossa experiência gratuita. Todos os textos escritos nos últimos 14 dias são de graça, basta assinar. Caso queira ser um membro premium você tem acesso a todos os textos e entra pro nosso clube de leitura. Segue 7 dias grátis para você testar:Quando o Sucesso Depende de VocêE o que você perde ao não construir um legado independenteUm Chef que Inspirou o Cinema, mas perdeu seu legado na vida realBernard Loiseau não foi apenas um chef renomado; ele se tornou uma lenda no mundo gastronômico. Com três estrelas Michelin e um dos restaurantes mais respeitados da França, o La Côte d’Or.Loiseau construiu sua carreira com uma paixão incansável pela excelência. Sua habilidade e seu carisma o tornaram uma figura única no setor. No entanto, Loiseau foi além das cozinhas e acabou inspirando a criação do chef Auguste Gusteau, do famoso filme Ratatouille, da Pixar. Assim como Loiseau, Gusteau era um chef talentoso e apaixonado, cuja trajetória de sucesso traz consigo uma importante lição sobre a construção de um legado.Uma Vida de Sucesso e a Dependência da Própria ImagemAssim como Gusteau no filme, Loiseau dedicou-se de corpo e alma ao seu restaurante. Ele era o rosto, o coração e a essência do La Côte d’Or. Os clientes vinham para provar suas criações, mas também para testemunhar a presença do próprio chef. Contudo, ele cometeu um erro crítico: Loiseau não estruturou sua marca de forma que pudesse sobreviver sem ele. Todo o prestígio, a clientela e a identidade do restaurante estavam intrinsecamente ligados à sua figura. Sua marca era ele próprio, e cada conquista era vista como um reflexo de sua presença diária no restaurante.Com o passar do tempo, o peso de sustentar essa imagem se tornou uma carga esmagadora. As expectativas cresceram e a pressão de manter as três estrelas Michelin se intensificou. Quando surgiram rumores de que poderia perder uma das estrelas, Loiseau enfrentou uma crise pessoal profunda. A dependência do restaurante por sua figura única e a pressão de corresponder às expectativas de todos começaram a cobrar um preço psicológico.A Tragédia e a Perda de um LegadoEm 2003, Loiseau tirou a própria vida, um acontecimento que abalou o mundo da gastronomia. Assim como Gusteau no filme, que vê sua reputação ameaçada e sua marca depender inteiramente dele, Loiseau se foi, e com ele foi-se também grande parte do brilho e da identidade de La Côte d’Or. A marca que ele tanto trabalhou para construir desmoronou, pois, sem ele, o restaurante perdeu a essência que o tornava único. Loiseau havia construído um império, mas seu maior erro foi não criar uma estrutura que pudesse perpetuar seu legado de forma independente.O Valor de um Legado que Sobrevive Além de VocêA história de Bernard Loiseau e sua inspiração no personagem Gusteau trazem um alerta importante para qualquer profissional que atingiu o topo: uma marca forte e um verdadeiro legado só existem quando são capazes de sobreviver e prosperar sem depender exclusivamente de uma única pessoa. Loiseau tinha o talento, o prestígio e uma clientela fiel, mas ao não preparar sua marca para um futuro independente, ele perdeu a chance de perpetuar seu impacto.Talvez você não seja tão forte assimPor que você não pode ser o negócioPor mais talento, experiência e conhecimento que você tenha, existe um limite que nenhum profissional consegue ultrapassar sozinho. Muitos de nós investimos anos – ou mesmo décadas – construindo uma carreira de sucesso e criando um nome respeitado, mas há um ponto crucial que muitas vezes é negligenciado: quando você é o único pilar de sustentação do seu negócio, seu sucesso está sempre por um fio.Essa percepção vai além do reconhecimento pessoal. É sobre entender que, enquanto você for a peça central e insubstituível do seu negócio, ele estará vulnerável. Toda pressão recairá sobre você, cada erro terá o seu nome e acima de tudo, cada crescimento estará limitado à sua capacidade pessoal de mantê-lo. Nesse modelo, por maior que seja o seu talento, você estará preso a um ciclo exaustivo e sem fim.Você não pode ser o negócio – e aqui está o motivoAo estruturar sua empresa de forma que tudo dependa de você, o que você realmente está construindo é uma armadilha. O seu valor está atrelado ao tempo que você dedica, e quando o tempo acabar, o negócio acabará também. Se você se vê como o centro, tudo gira em torno de você, mas quando sai de cena – seja por uma mudança de carreira, seja por uma necessidade pessoal ou até uma circunstância inesperada – o impacto será imenso.O verdadeiro teste de força é saber criar uma estrutura que sustente o negócio sem depender exclusivamente de você. Isso não significa abrir mão do controle, mas sim ter a sabedoria de reconhecer que um negócio forte é aquele que gera valor, independentemente de quem está à frente. Isso é criar um legado, e é esse legado que gera equity, valor no longo prazo e um impacto duradouro.Talvez você se sinta forte, talvez você consiga sustentar seu negócio assim para sempreTalvez você nunca enfrente o que o chef Bernard Loiseau passou, chegando ao ponto de sacrificar a própria vida devido ao peso de uma carreira que dependia exclusivamente dele. Talvez a pressão de ser o centro e o coração do seu negócio pareça algo que você consegue suportar. Mas será que isso realmente basta?Quando o Seu Trabalho Precisa Sobreviver a Você Marília Mendonça e a Importância de um Legado DuradouroVamos refletir sobre a história de Marília Mendonça. Ela construiu uma carreira brilhante, se tornou um ícone do sertanejo e conquistou milhões de fãs com sua voz e suas letras que falavam sobre a vida real. Mas Marília não teve escolha de deixar seu legado dessa forma. Sua vida foi interrompida tragicamente, sem aviso, por um acidente. E esse foi um imprevisto – algo que ninguém poderia prever, algo que nos lembra brutalmente de como o amanhã está fora do nosso controle.Mesmo sem ter planejado uma despedida, Marília deixou algo que continua a existir: sua música, suas composições, e os direitos autorais que continuam gerando renda para sua família. Mas isso não aconteceu porque ela decidiu que deixaria o mundo assim. Foi uma tragédia. E no seu caso? E se um imprevisto interrompesse sua trajetória? O que ficaria para aqueles que você ama?Talvez sua carreira não tenha o alcance multimilionário de Marília Mendonça. Talvez você não tenha um patrimônio de sucessos que sigam gerando valor quando você não puder estar ali. Se tudo o que você construiu depende unicamente da sua presença e do seu esforço diário, então esse risco é ainda maior. A pergunta é inevitável: e se o inesperado acontecesse, você teria algo a deixar? Algo que continue, que sustente, que dê respaldo para aqueles que dependem de você?A verdade é que imprevistos acontecem e ninguém está imune. Marília Mendonça nos mostra o quão importante é construir algo além da nossa presença física. Construir um negócio, uma marca ou um sistema que vá além de nós mesmos. Não é apenas sobre o sucesso de agora, mas sobre a segurança e o legado que você poderá deixar quando por algum motivo você não puder mais estar ali.Construir um legado é dar um passo além do sucesso momentâneo. É assegurar que mesmo que a vida mude de repente, você tenha deixado algo que realmente faça a diferença para aqueles que ama.Talvez você se sinta forte. Talvez você acredite que consegue sustentar seu negócio assim para sempre.Mas existe um risco muito grande em ser o "coração" do seu negócio, em ser a peça central que tudo sustenta. E aqui, não estamos falando apenas de conseguir suportar as pressões do dia a dia. Não se trata apenas de lidar com os seus próprios sentimentos ou pressões pessoais.Também estamos falando sobre o imprevisível – aquilo que está fora do seu controle. Marília Mendonça não teve escolha de deixar sua carreira dessa forma; foi um imprevisto trágico que a tirou da vida e deixou sua família com um vazio que só pôde ser amenizado pelo legado que ela construiu com sua música. E no caso dela, as composições e direitos autorais continuam a apoiar aqueles que ela amava. Mas será que o seu negócio, que depende totalmente de você, deixaria algo semelhante?Quando você é o centro absoluto, o único pilar, está assumindo um risco não apenas para si, mas para todos que dependem de você e do seu trabalho. É sobre entender que você não pode garantir o amanhã; por isso, construir algo que se sustente além de você não é apenas uma estratégia, é uma necessidade. Não se trata apenas de suportar as pressões, mas de garantir que aconteça o que acontecer, o valor que você criou possa continuar.O Que Você Precisa Começar a Fazer para Garantir o Futuro do Seu NegócioMonetizando seu negócio com a confiança de seus clientes atuaisAo pensar na solidez e na durabilidade do seu negócio, uma coisa é clara: depender de novas aquisições para sustentar sua empresa a longo prazo é arriscado. A Blockbuster, no auge, acreditava que campanhas agressivas e descontos constantes atrairiam clientes novos para sempre, garantindo seu lugar no mercado. Mas essa visão focada exclusivamente na aquisição levou a empresa a ignorar as oportunidades de monetizar melhor os clientes que já estavam na sua base. No fim, isso lhe custou caro.A Netflix, por outro lado, adotou uma estratégia diferente. Ela se concentrou em entender as necessidades de quem já estava com ela, e em criar um ecossistema de valor contínuo para seus assinantes. Em vez de depender apenas de novos clientes, a Netflix construiu uma piscina infinita de receita ao focar na experiência, na conveniência e na fidelização de quem já confiava nela. Esse modelo não só gerou estabilidade, mas garantiu a sustentabilidade do negócio e o crescimento de seu equity ao longo dos anos.Assim como a Netflix, você precisa pensar além da aquisição e focar na retenção e na monetização dos clientes atuais. Caso algo inesperado aconteça, o valor que você construiu com aqueles que já confiam em você pode ser a base que manterá seu negócio de pé. Criar um ecossistema sólido, onde sua marca gere receita recorrente dos clientes que já conquistou, é essencial para criar um negócio “à prova de morte”.Se você continuar dependendo apenas de novos clientes, sem desenvolver uma estrutura de longo prazo com os que já fazem parte da sua base, a construção de um legado duradouro e de valor se torna difícil. Um negócio realmente sustentável não só se sustenta sem você, mas é capaz de crescer e gerar valor a partir do próprio relacionamento com seus clientes.Se você já tem uma base de clientes engajada, está sentado sobre um verdadeiro tesouro. Muitos empreendedores subestimam o valor desse ativo e acabam focando na busca por novos clientes, quando poderiam estar aumentando o valor do negócio explorando o que já têm em mãos. O caminho para construir um negócio que vale milhões pode ser muito mais rápido quando você aproveita esse segmento que já confia em você.Imagine transformar seu negócio para que, a cada mês, ele gere uma receita previsível a partir desses mesmos clientes – um modelo em que eles continuam pagando e onde você pode ir aprimorando o valor do produto ao longo do tempo. É aí que o jogo do equity se acelera: empresas que conseguem fidelizar seus clientes e mantê-los engajados no longo prazo constroem um valor de mercado muito mais sólido e atraente.Com uma base forte e leal, sua empresa não só gera uma receita recorrente, como também se torna atraente para potenciais investidores ou compradores. E a melhor parte? Esse modelo cria um ciclo que cresce sem exigir mais do seu tempo a cada novo cliente. Se você começar a pensar na construção desse valor hoje, o salto para um negócio de alto valor pode ser muito mais rápido do que você imagina.A chave pro futuro do seu negócio não depender de vocêO caminho para um negócio sustentável e escalável não passa apenas por conquistar novos clientes. Ao contrário, o verdadeiro crescimento reside em maximizar o valor dos clientes que você já possui. E aqui vai uma estratégia poderosa para transformar essa base de clientes em uma fonte de inovação, co-criação e acima de tudo, um produto escalável que funcione sem demandar o seu tempo diretamente.Passo a Passo para Co-Criar um Produto SaaS Baseado nas Necessidades dos Seus Clientes1. Identifique e co-crie:Comece identificando as necessidades específicas dos seus clientes atuais, aquelas que ainda não estão sendo plenamente atendidas. Escolha um grupo inicial de cerca de 10 clientes que já confiam em você e convide-os para co-criar uma solução SaaS que resolva esses pontos específicos. Eles se tornam mais que clientes; eles são co-criadores e beta-testers do seu novo produto.2. Teste e ajuste:Durante 90 dias, esse grupo inicial utiliza o produto como beta-testers. Eles fornecem feedbacks valiosos sobre funcionalidades, usabilidade e impacto, permitindo que você faça ajustes e desenvolva um ciclo de melhoria contínua baseado no que realmente importa para os usuários finais.3. Lançamento e posicionamento de mercado:Após esse ciclo de feedback e iteração, o produto está pronto para lançamento, mas com um diferencial estratégico que valoriza ainda mais seus clientes atuais e maximiza o potencial de monetização:* Oferta exclusiva para clientes atuais: Somente os clientes que já compraram produtos ou serviços da sua empresa têm acesso a essa solução, como um benefício exclusivo e de alto valor agregado. Isso fortalece a percepção de valor de ser um cliente da sua marca, além de permitir um aumento no preço dos seus serviços e produtos atuais.* Venda premium para novos clientes: Com o produto validado e otimizado, ele também pode ser oferecido para clientes novos, porém a um preço mais alto. Este modelo de validação prévia com sua base inicial justifica o valor elevado, posicionando-o como um produto de alta qualidade e credibilidade.Os Benefícios de um Produto SaaS Baseado em Co-Criação e Valor ContínuoEsse modelo não só gera uma nova fonte de receita, como também permite que você escale o valor entregue aos seus clientes sem a necessidade do seu envolvimento direto, liberando tempo para outras iniciativas. Além disso, o produto se torna uma extensão natural do seu negócio, contribuindo para uma experiência única e aumentando a fidelidade de sua base.Quando você constrói um produto que evolui de forma contínua a partir de feedbacks reais, você cria algo que no longo prazo, se torna independente e lucrativo, pronto para crescer sem depender das suas horas de dedicação. Esse é o caminho para criar um negócio “à prova de morte”: uma estrutura que gera valor, retém e atrai clientes e aumenta o equity da sua marca – tudo a partir dos clientes que já confiam em você.O Valor de Crescer com Quem Já Confia em VocêA chave para construir um negócio robusto, escalável e independente está em aproveitar o valor que você já tem, transformando clientes leais em parceiros de co-criação e criando um ecossistema que gere valor contínuo para eles. Quando você passa a oferecer produtos e soluções construídos a partir das necessidades reais do seu público, não só fideliza esses clientes, mas também aumenta a percepção de valor da sua marca, tornando-a mais atrativa para o mercado.Esse modelo de negócios, além de gerar uma receita recorrente e previsível, reduz a dependência direta do seu tempo e do seu esforço diário. É o caminho para criar uma marca que continue crescendo e prosperando, mesmo se você precisar se afastar.Ao focar em monetizar clientes que já confiam em você, você constrói uma estrutura de receita sólida e duradoura, capaz de suportar imprevistos e de aumentar o valor do seu negócio. Esse é o verdadeiro jogo do equity: aproveitar o que já foi conquistado para criar um negócio que tenha valor no longo prazo, independente das circunstâncias.Comece agora a transformar sua base de clientes em uma fonte de valor contínuo. Essa é a fundação de um legado que pode crescer e se fortalecer sem depender apenas de você.Fato Impacto is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  31. 17

    Da Larva ao Lucro: O Caminho para Construir um Negócio Escalável e de Valor

    Há alguns meses, entrei na bolha do ecossistema digitalA diferença entre mim e a pessoa comum que paga várias dezenas de milhares de reais para entrar nestes Masterminds é que, normalmente, eles entram procurando por soluções.Não sei se você irá se lembrar, talvez só quem lê meus textos há mais de 23 semanas, mas no início da minha jornada empreendedora eu estava com dificuldade de encontrar problemas reais a resolver.E não só problemas reais, mas eu diria que também buscava por problemas que tinham alto valor na sua resolução. O que eu quero dizer com isso? Imagine um chaveiro. Ele cobra de 10 a 200 reais pela resolução do seu problema: Abrir portas trancadas. Qual a diferença? O horário que você precisa daquela solução: Segunda-feira durante o dia com horário agendado: 10 ou 20 reais. Domingo à noite sem horário agendado? 200 reais. O problema que eu buscava era o que estaria em todos os momentos cobrando um alto valor, seria como se um chaveiro trabalhasse sempre cobrando 200 reais. E se 200 reais é caro, então o chaveiro teria que continuar procurando um problema. Foi assim que comecei. 🟧 Edição 23 da Newsletter Fato Impacto! Se você já percebeu que o mercado digital nem sempre é feito de borboletas, mas de larvas famintas por crescimento, então está pronto para entender o verdadeiro caminho da transformação. Na Fato Impacto, não oferecemos apenas mais uma teoria; entregamos estratégias práticas para te ajudar a escalar clientes que já estão no seu ecossistema. Além disso te orientamos sobre como se posicionar para o futuro do mercado de trabalho, quando todas as empresas irão saber como atrair larvas, gerar transformação em borboletas e criar uma jornada para cada uma delas.Se inscreva com seu e-mail e semanalmente estarei compartilhando com você textos que te ajudarão:* Identificar Oportunidades Reais;* Desenvolver Habilidades de Pesquisa;* Criar Estratégias de Longo Prazo;* Gerar Valor Constante;* Desbloquear Insights Específicos.A fábula das borboletasNo mercado digital, existe uma metáfora amplamente conhecida: “Construa um jardim bonito e as borboletas virão”. Mas, por trás dessa imagem poética, existe uma verdade mais profunda e um tanto quanto subestimada. Afinal, antes das borboletas, existem as larvas. Elas chegam ao jardim famintas por conhecimento, ávidas por transformação e buscando um caminho para se tornarem a versão mais completa de si mesmas.A verdadeira arte do empreendedorismo digital não é apenas atrair borboletas prontas, mas sim nutrir essas larvas em seu caminho até o casulo, acompanhando cada estágio do desenvolvimento até que, um dia, elas voem por conta própria. E digo mais:O seu negócio não vai conseguir vender para nenhuma borboleta, porque ela já está pronta. Quem vai comprar de você são as larvas, que veem a proposta de valor do seu produto ou empresa como forma de se tornar uma borboleta.Se você já é especialista em engenharia, iria seguir um perfil que ensina engenharia? Fique com a resposta, eu acredito que com novos diplomas, temos novas ambições, então o engenheiro pode até seguir o perfil de engenharia, mas será de uma subespecialidade que ele ainda não tem. E, nesse caso, ele não é borboleta, é larva. Segue o desenho abaixo:O jardim bonitoNo mercado digital, a maioria das empresas se preocupa em construir jardins bonitos para atrair as borboletas já prontas. Mas a verdade é que, para cada borboleta, existem dezenas de larvas começando sua jornada de transformação. A verdadeira oportunidade não está em atrair aqueles que já alcançaram o sucesso, mas sim em identificar as larvas que possuem potencial para se tornarem borboletas de alto valor.Veja sua empresa, independentemente de qual seja o segmento, como um “casulo". Sua empresa é um casulo para colocar uma larva para dentro, entregar sua proposta de valor e jogar para o mundo uma borboleta. Seu negócio deve atrair as larvas para que, depois, elas se tornem borboletas.O problema do jardim formador de borboletasCom o tempo, seu negócio terá pessoas que precisam passar pelo casulo (sua proposta de valor primária) e, só depois, tornarem-se junto a você e ao seu negócio, uma borboleta 🦋.Qual o problema disso? O problema é que em meio ao seu jardim que leva larvas a borboletas, terão muitas borboletas rondando por lá. E eu preciso te dizer que existem muitos negócios para os quais a sua borboleta é larva. E eles estão as vendo esperando para pegá-las. Deixando mais claro, depois que você leva um cliente de A a B, ele, que chegou em B não possui mais nada para tirar do seu negócio. Está lá apenas porque gosta de você. A jornada chegou ao fim e outros negócios, ao ver seu cliente (que às vezes tem uma plaquinha exposta mostrando que chegou ao fim do seu método), estão apenas esperando pegá-los e seguir em diante no jardim deles.Talvez não seja do seu interesse criar novos casulos para que seu cliente tenha novas jornadas. E tudo bem, mas deixe seus concorrentes pegarem suas borboletas de forma intencional, pois no resto deste texto vou destrinchar o que você deveria fazer.Seu cliente quer seu uma borboleta em tudoVamos supor que você consiga trazer um cliente para o seu negócio, você vai ter um desafio inicial, durante a fase de onboarding, que é buscar motivar essa larvinha que tem potencial de dentro da sua proposta de valor, porque ela pode se tornar uma borboleta. O que falta para isso acontecer? Ela passar pelo seu método, pela sua ferramenta, pela sua solução, o que aqui eu chamo de casulo.Seu cliente está a um casulo de ser uma borboleta. E por que eu o chamo de larva? Porque ele reconhece que é uma larva, reconhece que precisa do seu casulo e quer passar por ele até ser uma borboleta. Eu acredito que haja um problema que você deva entender após falar com muitas larvas ao mesmo tempo e começar a ter muitas borboletas saindo do seu casulo e permanecendo no seu jardim.Você deve considerar ter outro par de olhos direcionado para novas oportunidades para engajar suas borboletas, enquanto você continua olhando para as larvas passarem pelo casulo. Tenha certeza de uma coisa: a borboleta que acabou de ser formada pelo seu método e está feliz rondando o jardim dos seus produtos digitais, está a um vento forte de estar voando no jardim do seu concorrente e, talvez lá, ela seja vista como um larva.Falando a mesma coisa em outras palavras, o cliente que já está maduro dentro do seu CRM, que já obteve valor, espera que você/seu negócio entre em contato direto com ele e diga “Eu sei que você é uma borboleta aqui, mas eu posso te ajudar a ser uma borboleta em ABC também".Você não sabe o que sua borboleta querVocê pode ter ficado em dúvida do porquê eu acredito que você não deva tentar entender melhor sua borboleta. E eu acredito nisso porque você sofreu muito para conseguir achar a sua larva ideal, e é ótimo saber que você já conseguiu encontrar um casulo em que, com frequência, várias larvas diferentes veem e querem se transformar em uma borboleta junto com você.Foque em repetir, apenas fazer tudo novamente a fim de que tenham mais borboletas. Contrate uma pessoa para dar atenção a sua borboleta! Ela também não sabe a qual flor quer se aproximar e existe um mar de novas flores. Todavia o seu negócio precisa de alguém olhando para seus clientes +120 dias na sua base e pensando “Qual será que é a flor que devo ter aqui?”Esse não é seu jogo! Você não vai conseguir dar conta das duas coisas, mas o seu negócio precisa expandir e a melhor forma é com base nas necessidades das borboletas que já estão no seu jardim. O que isso significa? Significa que, quando uma larva se torna borboleta, ela não quer mais apenas ser vista como a "grande conquista" do seu método. Ela deseja novos desafios, novos casulos para passar e novas oportunidades de transformação. Se o seu negócio não está preparado para oferecer o próximo estágio, você perde a chance de manter essa borboleta no seu jardim.A arte de engajar borboletasO desafio é claro: você precisa criar casulos dentro do seu jardim, que atendam tanto larvas quanto borboletas. Isso requer uma abordagem mais sofisticada de retenção, em que a proposta de valor evolui junto com o cliente.As borboletas não são apenas ex-clientes; são um ativo valioso para o seu negócio, pois já confiam em você e estão dispostas a investir em uma nova jornada, todavia, você precisa assumir que seu negócio precisa se desenvolver para os próximos níveis que o cliente irá apresentar.Como levar seu cliente ao próximo nívelAtrair e nutrir as larvas é uma habilidade essencial, mas o verdadeiro diferencial está em saber o que fazer quando essas larvas se tornam borboletas. É aqui que entram as suas competências de entender o cliente, oferecendo mais do que simplesmente novas soluções. Eu sei que você pode ter lido até aqui e pensado: “Enzo, quanta balela, não quero saber nada de larva, casulo e borboleta.” Mas essa visualização é crucial para os próximos parágrafos. Então, mantenha a calma e se acomode, pois daqui para frente será mais intenso.Assim como o homem que buscava saber tudo para entender o essencial, você precisa decidir entre respostas temporárias ou soluções definitivas. Ele investiu anos para encontrar a clareza que transformava vidas e cobrava caro pelo valor entregue. No seu negócio, o foco deve ser entender profundamente as reais necessidades dos clientes e oferecer soluções que os levem ao próximo nível. Afinal, o preço da certeza é sempre proporcional ao impacto gerado.O que você faz é construir caminhos de evolução, estruturados em um profundo entendimento das necessidades de cada cliente, sua jornada e seu potencial.Você se destaca por identificar e alinhar oportunidades específicas que permitem maximizar o valor gerado em cada interação. Isso envolve:Profunda Compreensão de Mercado: O que te diferencia é a habilidade de olhar para o comportamento do cliente dentro do seu ecossistema e entender, de forma clara, onde estão as reais oportunidades de crescimento. Através de uma análise precisa de dados e tendências, você consegue prever as necessidades futuras dos seus clientes, posicionando-se com soluções que antecipam as demandas do mercado.Por exemplo, estudar o mercado e entender o que outras borboletas em outros jardins estão fazendo para maximizarem seus resultados, por quais casulos elas estão passando e com a ajuda de quais empresas. Com base nisso você replica para dentro do seu negócio.Pesquisa Orientada por Dados: Você é capaz de realizar pesquisas aprofundadas para entender os problemas complexos que seus clientes enfrentam, proporcionando respostas que vão além do óbvio. Seu foco não é apenas responder ao que está acontecendo agora, mas criar estratégias baseadas em previsões, garantindo que suas soluções permaneçam relevantes a longo prazo. Essa capacidade te permite atuar com precisão, oferecendo exatamente o que o cliente precisa, no momento certo.Por exemplo, com base na jornada dos 119 primeiros dias do cliente com seu negócio, você enriquece os dados dele dentro de seu CRM e, com isso, terá capacidade plena de entender quais necessidades ele teria após o término desses dias.Construção de Soluções Customizadas: Sua habilidade em desenhar soluções personalizadas é o que mantém seus clientes engajados. Você entende que cada cliente tem uma trajetória única e precisa de abordagens sob medida para continuar evoluindo. Seja criando novos produtos, ajustando metodologias ou simplificando processos, você entrega resultados que ressoam profundamente com as necessidades individuais de cada cliente, gerando valor constante.Por exemplo, adaptar produtos, funcionalidades ou conteúdo digital para que esse cliente possa prosseguir junto com você, o ideal é mostrar um leque de opções em que ele ainda precisa se desenvolver e ajudá-lo a fazer isso.Acompanhamento Estratégico: Seu papel não é apenas transformar larvas em borboletas, mas estar ao lado delas em cada fase, ajudando a navegar nos próximos desafios. Esse acompanhamento contínuo garante que, mesmo depois da primeira transformação, seus clientes continuem crescendo com a sua orientação, confiando em você para alcançar novos horizontes.Você já deve ter visto um cliente com muito potencial. Sabe aqueles clientes que você tem certeza que vão muito além do que o que seu produto ensina? Esse é o caso que faz sentido você ajudá-lo a se desenvolver com um acompanhamento estratégico.Foco em Construção de Valor e Equity: O que torna seu trabalho único é a habilidade de simplificar processos complexos e direcionar seus clientes para oportunidades de alto impacto que geram equity real. Você não entrega apenas mais uma solução; você cria negócios que faturam, constroem um valor tangível e escalável.Seu foco é identificar, precisamente, onde está o verdadeiro potencial de crescimento e trabalhá-lo de forma estratégica, permitindo que o retorno seja claramente mensurável.Esse é o caminho que eu mais acredito, você conseguir ver suas borboletas como um meio de identificar necessidades e problemas em comum, de forma que consiga criar um produto escalável que já tenha sua validação de Minimum Viable Product desenvolvida dentro da sua lista de clientes, internamente.E dentro disso, você simplifique cada vez mais a proposta de valor, até que possa lançar isso só quando tiver, pelo menos, 100 a 200 clientes felizes com seu produto. Após isso, você escala seu novo produto. Criar produtos a partir das borboletas: O verdadeiro caminho para escalabilidade e equityVocê já transformou várias larvas em borboletas, guiando-as por todo o seu casulo de valor. Mas aqui está o segredo para realmente escalar o seu negócio: ouvir essas borboletas. Elas não são apenas clientes satisfeitos. São a base para novas ideias, produtos e soluções que podem transformar seu negócio em um ativo altamente valioso e atrativo para investidores.Como isso funciona na prática? A chave é construir novos produtos e ofertas a partir do feedback e das necessidades específicas dessas borboletas:* Validação Interna com MVPs: A partir do momento em que você atinge uma base sólida de borboletas, é possível começar a identificar padrões claros nas demandas não atendidas. Utilize essa base para validar o Minimum Viable Product (MVP) de uma nova oferta. Isso reduz os riscos, uma vez que você já está trabalhando com clientes que confiam em você e estão dispostos a testar novos casulos de transformação.* Criação de Produtos com Potencial de Escala: Assim que o MVP é validado internamente, você tem um produto não apenas testado, mas já alinhado às necessidades de clientes reais. Isso facilita a escalabilidade, pois você já sabe que há demanda e que o produto gera valor. A próxima fase é aumentar o alcance, buscando novos canais de distribuição, novos mercados, ou até mesmo investir em marketing mais agressivo para atrair mais larvas que eventualmente se tornarão borboletas.* Potencial para Captação de Investimentos: Um produto que foi testado e validado com uma base ativa de clientes torna-se altamente atraente para investidores. Eles sabem que o risco foi minimizado e que o caminho para o crescimento já foi mapeado. Com isso, seu negócio passa a ter um equity tangível e mensurável, atraindo capital que pode ser usado para escalar ainda mais rapidamente e solidificar sua posição no mercado.* Criação de um Ecossistema de Valor: Ao entender que cada borboleta pode indicar um novo casulo a ser desenvolvido, você cria um ecossistema de produtos e serviços que se complementam e geram múltiplas fontes de receita. Isso não apenas aumenta o LTV (Lifetime Value) dos clientes, mas também gera um efeito de rede, em que cada nova solução aumenta a retenção e a recorrência de receita, fortalecendo a atratividade para investidores.* Transformar Clientes em Embaixadores: As borboletas felizes são também seus melhores embaixadores. Elas compartilham suas experiências, recomendam seus produtos e, mais importante, trazem novos insights para continuar a evolução do seu negócio. O ciclo é contínuo: mais borboletas atraem mais larvas e o processo de transformação se mantém em expansão.Transformando Larvas em Ativos de ValorConsidere que você (seu jardim) deve focar na demanda alta, naquela larva que precisa entrar no casulo para ser transformada. E seu negócio deve focar nisso sempre, até que continue algumas pessoas morrendo no casulo, algumas borboletas rapidamente indo embora.Com o tempo haverá uma base de borboletas esquecida, esse é o potencial que você tem para crescer com negócios que geram equity, e dessa forma você poderá, um dia, vender sua empresa a alguém. A verdadeira estratégia no mercado digital não é apenas atrair larvas ou transformar clientes em borboletas, mas sim entender que cada etapa da jornada pode gerar um valor de longo prazo, seja através do crescimento próprio do negócio ou da construção de equity para investidores. Essa é a essência do jogo de longo prazo: aproveitar ao máximo as transformações geradas por cada casulo, utilizando-as como base para novos produtos, novas receitas e, eventualmente, novas captações de investimento.Para expandir de forma estratégica, é preciso reconhecer que suas borboletas são mais do que clientes satisfeitos; elas são fontes de feedback valioso e novas oportunidades de crescimento. Criar um ecossistema de valor em torno dessas demandas é o que garante que o seu negócio não apenas sobreviva, mas escale e se consolide como um ativo altamente atrativo.Então, como o homem que buscava entender tudo para oferecer respostas certeiras, você também precisa saber exatamente onde está o valor real. É isso que vai diferenciar seu negócio de um simplesO ciclo da transformação e o jogo de longo prazoChegamos ao final dessa reflexão intensa, e espero que a metáfora das larvas, casulos e borboletas tenha ajudado a visualizar como o crescimento verdadeiro e sustentável acontece no mercado do empreendedorismo digital. A essência do jogo de longo prazo não está apenas em atrair borboletas prontas, mas em identificar as larvas certas, guiá-las pelo casulo e garantir que alcancem seu potencial completo.Mas o verdadeiro segredo é o que você faz depois que elas viram borboletas. Não se trata apenas de celebrar o sucesso e parar por aí. O jogo de longo prazo exige que você continue evoluindo seu ecossistema, criando novos casulos e atendendo às necessidades emergentes dessas borboletas. Isso é o que constrói um negócio escalável, valioso e sustentável – seja como um ativo próprio ou como uma oportunidade para investidores.Ao focar em estratégias que alimentem esse ciclo contínuo de transformação, você não só aumenta o faturamento, mas também constrói um equity real, baseado em produtos validados, soluções de alto impacto e um ecossistema que cresce junto com seus clientes. Esse é o caminho para transformar seu negócio em um ativo de valor, capaz de prosperar em qualquer cenário de mercado.O mercado não é feito apenas de grandes conquistas e soluções rápidas; é construído em torno de relacionamentos duradouros e soluções contínuas. E você, como empreendedor, precisa estar sempre pronto para criar novas jornadas de transformação para os seus clientes e também para o próprio crescimento do seu negócio. Afinal, é isso que torna o jogo de longo prazo tão valioso – e é assim que você se posiciona como um verdadeiro líder de impacto.Vamos juntos nessa jornada, estou aqui todas as segundas, quartas e sextas feiras. Sempre às 09 horas da manhã. Esteja comigo nos próximos dias para criar valor dentre seus clientes +120 dias que, até então, você deixava lá para outras empresas pegarem. Caso você tenha um amigo que precisa ler esse texto, compartilhe aqui, se não inscreva-se você mesmo. Fato Impacto is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  32. 16

    A segunda dose de vida real

    Nos primeiros meses, o “choque de realidade” já foi evidente, mas o que experimentei entre a 5ª e a 13ª semanas foi como beber duas doses amargas seguidas. E não apenas amargas, mas também densas e intensas. A meta de criar uma empresa de 100 mil reais de lucro líquido recorrente já parecia ambiciosa desde o início, mas essa fase mostrou como a execução seria ainda mais desafiadora do que o previsto. Aqui, compartilho as dificuldades vividas nesse período, os erros cometidos e as lições absorvidas em meio ao caos e à incerteza.A dificuldade do generalista empreenderDesde o início, ficou claro que a jornada de um generalista é desafiadora. Sempre afirmei que esses profissionais precisam formar times sólidos, já que a profundidade técnica em algumas áreas pode faltar, mesmo com a visão ampla. Mas construir uma equipe enquanto tudo ainda está "do zero" é um desafio diferente. Precisava que o time fosse capaz de ir de “zero a um” rapidamente, sem ter que lidar com a falta de clareza em múltiplas frentes ao mesmo tempo.A solução foi contratar profissionais que pudessem lidar com a parte operacional do projeto de forma ágil, mesmo sem serem os “melhores do mercado”. Optei por colaboradores PJ, trabalhando algumas horas por dia, com contratos de curto prazo, 3 meses. Eles me ajudaram a sair do zero, quando erros operacionais eram aceitáveis. Mas, ao mesmo tempo, precisei de mentores com experiência consolidada para garantir que a direção estivesse correta. Contratei mentorias de 12 meses, com consultorias diárias para ajustes de rota. Afinal, esses erros seriam mais custosos, então a margem de erro precisava ser mínima.🟧 21ª. edição da Fato Impacto Newsletter Deixa eu adivinhar… Você fica aqui lendo meus textos toda semana, porque quer criar algo novo e impactante? Se os desafios reais e as lições aprendidas falam com você, é porque estamos no caminho certo. A Fato Impacto é mais do que apenas uma série de conteúdos; é uma comunidade de empreendedores determinados a crescer de forma consistente, entendendo o valor de cada passo, seja ele um acerto ou um erro.Ao se inscrever na newsletter, você terá acesso a mais doses de aprendizados práticos, insights que não estão nos livros e experiências reais de quem está na linha de frente, construindo algo do zero. Venha acompanhar de perto a criação de uma empresa de 100 mil reais de lucro líquido mensal e entenda como os desafios podem ser os melhores professores. Inscreva-se agora e receba os próximos conteúdos diretamente na sua caixa de entrada.Sacudindo o saco para que as frutas se ajeitemSe esperar sua vida se ajeitar para começar a empreender, você não vai começar nunca. Então meu primeiro passo foi no artigo um dizer: Vou criar um negócio de 100 mil reais de receita recorrente. Por que eu fiz isso? Porque se ninguém soubesse ninguém ia me cobrar. E eu quero que cobrem. Sua vida é como um campo de frutas, durante sua vida, você já criou muitas coisas, mas elas estão todas esquecidas. O seu desafio é pegar as melhores frutas e organizá-las no seu saco. Pensa comigo: durante a vida, você vai começar inúmeras iniciativas diferentes. Isso é como ir a um campo e jogar sementes para ver se geram frutos. Normalmente você desiste no meio do processo, antes de aquela semente virar um árvore e antes de as árvores darem frutos. Não espere belas frutas de árvores mal cuidadasAbandonar uma árvore (iniciativa que você já começou há muitos anos e voltar até ela para buscar frutos bons (iniciativas boas que podem te ajudar hoje) poder ser um desafio. Não espere voltar com 15 ou 20 coisas boas de cada uma das sementes que você jogou ao vento, pelo contrário, espere um fruto de cada tipo de semente. Autoridade não é composta por repetir 20 vezes a mesma coisa, e sim por repetir 20 vezes a mesma coisa em contextos totalmente diferentes. Além de educação, você é bom no quê?Um exemplo disso é quando eu fui para minha primeira entrevista, já com um projeto sendo exposto em Londres, uma participação em um Hackathon, em que criarmos um aplicativo para escolas. E com isso fui expor meus projetos para o que iria ser meu primeiro Tech Lead. A pergunta logo no início dele foi: “Além de educação, você é bom no quê? Porque aqui a gente não tem nada a ver com educação." Esse foi meu primeiro chefe, estava defendendo sua startup de software de fidelidade para máquinas de adquirência.A frase acabou com minha confiança em meio à entrevista, eu não era bom só com educação. Mas todos os projetos que eu facilmente tinha lembrança na minha mente eram. E por conta dessa minha limitação mental, eles me colocaram em uma situação difícil. Tenha clareza de todas as frutas boas que você já colheuColoque todas suas frutas bonitas na mesa, olhe e pense: A união delas precisa me ajudar para meu único objetivo do momento. E com isso chegamos ao que eu quis dizer com minha fase atual da 5ª a 13ª semanas empreendendo. Eu estava tentando fazer todas as frutas se acomodarem afim de que fosse possível mostrar às pessoas que eu sei o que eu digo que sei. Qual o problema que eu enfrentei nisso? Eu não fui anteriormente catar minhas frutas, não tinha as mais bonitas na mesa. Muito menos elas acomodadas no saco para levar e mostrar a quem eu quero que seja meu cliente. Explicando a analogia da sua carreira e projetos com frutas🏡 Campo: Sua vida, onde em diversos momentos você tentou coisas diferentes🍃 Semente: Tentativas que você fez em diferentes frentes🌳 Árvores: O que deu certo, dentre suas tentativas🍆 Frutos feios: O que pelo tempo você perdeu, mudança de mercado ou concorrência🍓 Frutas bonitas: O que ainda faz sentido para os dias atuais e uma pessoa gostaria de saber🍽️ Colocar as frutas na mesa: Saber sua variedade técnica e de atuação🥙 Colocar as frutas no saco: Ter uma forma clara de apresentar seus projetos variados para as pessoas 🍱 Deixar as frutas se acomodarem no saco: Ter clareza de uma jornada que mostre a importância de cada uma das frutas até ser quem você é hoje.O saco de frutas quase acomodado que possuo* Dos 13 aos 16 me desenvolvi como generalista estudando de forma autodidata* Dos 16 aos 20 trabalhei em uma iniciativa chamada “A Sala do Futuro” que constituiu em 4 projetos: * Sala de aula 2.0: Um modelo de sala de aula que consegue tendenciar a aprendizagem dos alunos de forma inconsciente, podendo, inclusive direcionar mais criatividade para aula de artes e mais abertura e pensamento crítico para debates de filosofia.* Spov One: Uma linha de móveis com 6 peças, focada em aumentar a produtividade dos alunos e desempenho enquanto estudam, fazendo com que eles estudem mais rápido e sejam mais focados.* O’Viddo: Um aplicativo que busca sincronizar feedbacks entre aluno e professor ao final de cada aula em troca de "registro de presença” para o aluno. * iHelp: Um headband que busca mensurar a capacidade de absorção cerebral do aluno enquanto ele estuda, a fim de o professor possuir métricas capazes de identificar a qualidade de sua aula em tempo real.* Dos 19 aos 20: Construí área de pesquisa contínua na Collact. Em menos de 18 meses conversamos com muitos clientes em mais de 15 diferentes frentes. Me tornando o especialista do cliente na startup e sendo reconhecido por Bob Dorf, até que foi feito o exit da Startup para a Stone&Co.* Dos 20 aos 21: Me integrei a suportar necessidades da Stone em duas frentes: * Relacionado à pesquisa contínua, ajudei o time a aumentar de 10 a 42% sua capacidade de converter clientes para pesquisa qualitativa dentre os chamados que eles possuíam.* Relacionado à minha habilidade técnica, atuei junto com o time mais Sênior da empresa, a fim de reorganizar o produto de crédito após o crash da pandemia, que fez as ações diminuírem de forma considerável, caindo de 87 dólares no auge, em janeiro de 2021, para 10 dólares, quando me juntei ao time 2 anos depois.* Conseguimos desenvolver a reestruturação do produto de crédito, a ponto de a companhia se sentir novamente segura a lançá-lo ao mercado. E quando as pesquisas acabaram, o desembolso foi rápido, saindo de 0 para 1 milhão, e depois 5, 10, 25 milhões em menos de 60 dias.* Em uma frente mais pessoal, fui Product Partner de uma startup chamada Vê Valor, onde criei desde a identidade visual, até branding, plataforma No-Code no Bubble, integrações via Zapier, Banco de Dados sincronizados diariamente no Airtable e integração de pagamento via Mercado Pago.* O sonho da Vê Valor era fazer com que um processo de arquitetura pudesse ser solicitado da mesma forma pedimos delivery. Afinal, muitas indústrias como venda de imóveis precisam de pedidos express para fecharem a venda e todo processo é mais burocrático do que deveria.* Dos 21 a 22: Recebi uma proposta com aumento considerável para ir a Ford Motor Company. * Atuei ajudando projetos de engenharia que não tinham feedbacks e dados de clientes.* Ajudei a fazer enriquecimento de projetos de pesquisa com valor investido de mais de 38 milhões de dólares * Encontrei um mercado oportuno que envolve alguns bilhões de dólares dentre o mercado brasileiro e tornei isso óbvio a ponto de receber incentivo para que essa lacuna receba investimentos altos. * E também colaborei com pesquisas pré-projetos, daqueles que estavam empacados há anos e com minhas pesquisas começaram a avançar* Com 22: Comecei a me dedicar para além da minha carreira profissional* Comecei a escrever artigos no Substack e criar conteúdo no Instagram.* Fundei a Fato Impacto, uma comunidade de pessoas que querem ser relevantes no futuro. Criando projetos simples embasados em fatos, que geram grandes impactos* Fundei a mentoria Fórmula do Valor Ignorado que ajuda empresários que faturam mais de 100 mil reais por mês a identificarem que existe uma cauda longa de clientes esquecidos em sua lista e que comprariam um produto novo, mas que não o fazem por não serem ouvidos empaticamente.* Fundei a Futuro Audaz, uma agência de pesquisa avançada que entende que o futuro será escrito e não esperado. De forma que você diga tendências de interesse e reduzimos seus custos de P&D em 50% trazendo dados de tendência a pesquisa qualitativas, e não o contrário, que é muito mais custoso.Cliente: Seu foco de 1000 diasSe eu fosse dizer no que você deveria focar nos primeiros 1000 dias, diria para ser 100% nos clientes. Foque em conversar com eles. Entender o que precisam. E criar algo ligado às necessidades deles.Eu entrei em duas mentorias com o ticket médio bastante alto para ouvir as pessoas que faturam mais de 100k mensalmente reclamando. Eu não sei quão próximo você está do seu público, mas eu não tinha muitos amigos faturando 100k recorrentemente, então paguei para ficar mais perto de quem seria meu público-alvo.Depois de cerca de dois meses ouvindo esses clientes preocupados com o próximo evento de lançamento e marketing. Ou pessoas que já tinham muitos infoprodutos e não sabiam mais o que vender. Entendi qual seria o meu produto; O desafio, às vezes, é ter paciência de esperar as evidências antes de decidir exatamente o que vai vender. Afinal, as contas continuam aparecendo mensalmente para sustentar a operação do negócio, todavia, o produto não é para você. O produto é para seu público-alvo. Quem deve dizer o que quer são eles.Foque bastante em: Quais tarefas meu público-alvo realiza, quais delas são mais fáceis e mais difíceis?. Depois disso se pergunte: "Como posso facilitar a tarefa mais fácil?” Ou “Como posso tornar as tarefas difíceis mais fáceis?".Um pino por vezA regra dos pinos de boliche é: Mira no primeiro pino, e depois foca nos outros, resolve isso e depois vai para o próximo. Uma decisão terá que facilitar as outras duas, assim por diante.- Gustavo CaetanoFelizmente tive o Gustavo como referência desde meus 13 anos, em muito dos meus projetos ele estava próximo. E ele sempre me ensinou que devemos focar em uma ação que facilita outras duas. Por exemplo, qual a primeira ação de um negócio que vai faturar 100k de forma recorrente? Na minha opinião? Conteúdo. Com esse conteúdo você pode começar a abordar 1:1 clientes-chave para produtos mais caros (acima de 35k) e produtos de entrada você leva a um evento online gratuito. Porém sem conteúdo, tudo isso sofre mais, afinal, o conteúdo vai reforçar sua autoridade e, dessa forma, a pessoa ter interesse em falar com você 1:1 é maior, assim como ir para um evento seu. No caso 1:1, você leva para um link privado e oferta dentre o próprio link, seja para seu produto SaaS ou para mentoria ou serviços. No caso do marketing em um evento online, você oferta seu produto acessível, no meu caso, a Fato Impacto. E só por último pensar em Produto SaaS, Time, Produtos Low Ticket e Automação e IA. “Enzo, mas por que você colocou pessoa por último e contratou primeiro?" Porque eu estou conciliando um emprego CLT junto com tudo isso, e porque eu sou bom em volta de produto SaaS, todas as outras coisas são novas para mim, eu poderia comprar aqueles produtinhos de marketing por 197 por mês (2k) por ano. Mas no meu caso, se não envolve muito dinheiro eu tenho pouca motivação, porque o meu emprego CLT me promove mais liberdade financeira, mas um emprego te dar mais isso do que meus projetos empreendedores? Fica estranho né!? Por isso que estou acelerando mais rápido que o normal.Meus 5 maiores desafios dentre esse período:1 - A Dura Realidade do ReposicionamentoO primeiro grande teste veio quando percebi que precisava mudar o público-alvo da Fato Impacto para empresários com faturamento acima de 100 mil reais mensais. Isso significava me desconectar de um público que havia ajudado a construir a base inicial do projeto. Embora o reposicionamento fizesse sentido estratégico, lidar com o sentimento de estar abandonando antigos leitores foi como partir o coração. A dificuldade aqui não era apenas prática, mas emocional. Foi um processo de “desapego” ao passado para me conectar com uma nova realidade. Não foi apenas uma questão de ajustar mensagens, mas também de redefinir expectativas e, às vezes, questionar a própria identidade da marca.Além disso, adaptar o conteúdo para CNPJs foi uma verdadeira batalha. Diferente do público B2C, as vendas para empresas são longas, complexas e cheias de “idas e vindas”. Precisei ajustar o tom dos conteúdos, tornar a linguagem mais técnica e alinhada às dores desse novo perfil de cliente. A lição mais dolorosa? Aprender a ouvir “não” várias vezes antes de conquistar o primeiro “sim”. Cada “não” foi uma pancada que me fez questionar a direção, mas também trouxe insights valiosos sobre como afinar a proposta e ajustar a estratégia. É muito mais difícil provar meu valor para uma empresa que fatura mais de 100k todos os meses e provar a ela que deveria investir no meu método, mas até agora tenho poucos “não”. Minha métrica é de 100 nãos por semana no mínimo. Até que eu vença.2. Manter a Consistência em Meio ao CansaçoManter a regularidade das publicações foi um desafio constante. À medida que os temas ficaram mais densos e exigentes, a demanda por pesquisa e revisão aumentou consideravelmente. De repente, o que antes parecia ser apenas um ajuste na rotina se tornou um grande esforço físico e mental. Se no começo a produção de conteúdo era uma tarefa diária, agora ela se tornou uma maratona semanal de planejamento, escrita, reescrita e ajustes. Eu sempre defino réguas altas de criação de conteúdo, de forma que ainda que eu esteja mal, vou me sair bem. Mas isso tem um custo, como você deve imaginar.Esse desgaste teve um custo alto: o cansaço acumulado começou a afetar a qualidade da produção. Houve dias em que não consegui sair do lugar, encarando a tela sem conseguir conectar as ideias. Dormir tarde virou rotina, e a falta de sono foi um peso crescente, eram tantas coisas na cabeça me deixando ansioso que eu ia dormir tarde (por volta de meia noite) e acordava cedo, no susto (por volta de 3-4 da manhã) sabendo que tinha coisas a fazer e eu não estava dando conta de tudo. No entanto, percebi que não podia abrir mão da consistência, pois o engajamento dos leitores dependia dela.A estratégia que adotei foi simplificar o processo de criação, focando em temas mais práticos e diretos, mesmo que isso significasse cortar detalhes mais profundos. A prioridade passou a ser não deixar o ritmo cair, ainda que isso exigisse simplificações na entrega, nem sempre você vai consumir um conteúdo 10/10. E o desafio é que eu sempre quero uma régua alta, mas talvez uma pessoa tenha mais chance de ver se for uma tirinha que apenas a faz rir e não a mim falando sobre coisas sérias o tempo inteiro.3. Vender para Empresas: Uma Nova RealidadeSe vender para CPFs era um ciclo relativamente rápido, abordar empresas revelou-se um caminho repleto de desafios inesperados. A rotina de reuniões com tomadores de decisão me mostrou o lado mais “burocrático” do empreendedorismo. É mais fácil tomar um “Vou falar com meu sócio e volto a falar com você". E nunca sai do lugar.O momento mais frustrante foi perceber que, mesmo com boas conversas iniciais, muitos leads não avançavam para a fase de fechamento. A sensação de estar investindo tempo e esforço em vão era intensa. Ainda assim, decidi seguir em frente e encarar cada “não” como parte do aprendizado. 4. Entre o Ideal e o PossívelO conflito entre o idealismo e a execução foi mais uma das barreiras dessa fase. A vontade de oferecer um produto perfeito sempre foi forte, mas a realidade mostrou que seria impossível acertar tudo de uma vez. Percebi que estava perdendo muito tempo tentando criar soluções abrangentes, quando a simplicidade poderia ser o primeiro passo, como sempre falei aqui para vocês.O maior aprendizado foi entender que é melhor lançar algo que funciona de forma limitada, mas que gera impacto imediato, do que esperar por uma versão idealizada que nunca chega ao mercado. Ajustei a rota e passei a focar em pontos ignorados da jornada, de forma que qualquer um da empresa tivesse facilidade em entender. Com isso, consegui ganhar velocidade e alcançar resultados mais rápidos. E com certeza ver as pessoas do Marketing Digital, que agora estão próximas a mim gerando MUITO mais conteúdo do que eu faço e vendendo uma série de produtos que não existe, me ensinou muito sobre pesquisa. Não precisamos fazer nada, precisamos aprender conteúdo → marketing → venda → dinheiro. Quanto mais fácil for conseguir o dinheiro, maior sua chance de sucesso.5. A Luta Contra a AutossabotagemNesse período, a síndrome do impostor se tornou uma presença constante. À medida que o projeto evoluía e as expectativas aumentavam, também surgiam as dúvidas internas. “Será que sou bom o suficiente para conseguir fazer isso acontecer?”, especialmente nos dias em que o progresso parecia estagnado.A autossabotagem se manifestava de forma sutil, como procrastinação em tarefas críticas ou excesso de revisão em conteúdos que já estavam prontos. Percebi que, além dos desafios externos, estava lidando com uma luta interna para manter a confiança e o foco. O apoio da comunidade ao redor da Fato Impacto foi essencial para superar essa fase. Afinal, a maior parte dos conteúdos que já são visíveis sobre meu conhecimento exposto ao mundo está aqui, e sempre surgem pessoas novas que amam o que eu falo e faço. Isso com certeza me ajuda a relembrar que existem pessoas que confiam no meu trabalho, o que acontece é que muitas delas ainda não me conheceram.Conclusão: Uma Dose de Aprendizado em Cada DesafioEssas semanas mostraram que a jornada para construir uma empresa de 100 mil reais de lucro líquido recorrente é tudo, menos linear. Os desafios se intensificaram e as doses de vida real vieram em dobro, mais densas e mais impactantes. Cada dificuldade trouxe um aprendizado único e a certeza de que não se trata apenas de alcançar metas, mas de aprender, ajustar e continuar, mesmo quando o caminho parece incerto.Se você está na mesma jornada de empreender, espero que este relato mostre que os desafios são inevitáveis, mas também necessários para o crescimento. Não é sobre perseguir o sucesso a todo custo, mas sobre aprender a lidar com as dificuldades e seguir em frente, mesmo quando as doses de vida real são mais fortes do que o esperado.Fato Impacto is a reader-supported publication. 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  33. 15

    Sua profissão vai mudar. E sua vida também

    A ansiedade de escolher uma única profissãoA expectativa de escolher uma única profissão para a vida toda é uma das fontes mais comuns de ansiedade, especialmente entre jovens no início de suas carreiras. Essa pressão vem de um modelo de sucesso já ultrapassado, que presume que a carreira é um caminho linear e imutável. Simon Sinek, autor de Start with Why, argumenta que a verdadeira realização vem de entender o motivo pelo qual fazemos o que fazemos, e não de seguir cegamente uma trajetória predeterminada. Na prática, isso significa que não devemos temer a mudança, mas sim abraçá-la como parte natural do crescimento profissional e pessoal. No entanto, a ideia de uma "única escolha certa" é tão enraizada em nossa cultura que muitos se sentem paralisados ao tentar encontrar a "carreira dos sonhos".Esse texto é uma co-criação com Henrique Feil. Nos conhecemos na comunidade Micro-Saas e AI Builders. Contando um pouquinho sobre Henrique:Ele é empreendedor e especialista em desenvolvimento de tradesystems para fundos de investimento. Apaixonado por automação e IA, combina criatividade e análise para resolver desafios complexos, sempre em busca de inovação e eficiência. E junto com ele, eu (Enzo) estarei escrevendo no recuo ao laranja para você conseguir diferenciar quem escreveu cada uma das sessões. 🟧 21ª. Edição da Fato Impacto Newsletter!Quer se preparar para um futuro em que mudar de profissão é a norma e não a exceção? Inscreva-se na newsletter Fato Impacto para receber insights exclusivos sobre o futuro do trabalho, tendências de mercado e estratégias de adaptação profissional. Sendo assinante, você tem acesso a 6 artigos gratuitamente, novos textos são produzidos e disponibilizado todas as segundas, quartas e sextas-feiras. Sempre às 09 horas da manhã.Se você deseja uma experiência ainda mais profunda, ter acesso a todos os artigos que já escrevi, torne-se um assinante premium e tenha acesso ao nosso Clube do Livro, onde exploramos juntos os títulos mais impactantes sobre carreira, inovação e desenvolvimento pessoal. Não perca a chance de evoluir conosco e potencializar sua jornada profissional!Como a tecnologia está remodelando o mercado de trabalhoVivemos em uma era de transformações profundas no mercado de trabalho. A tecnologia, a globalização e as mudanças econômicas têm alterado o panorama das profissões em um ritmo que poucos de nós poderíamos prever.Enquanto crescia, me deparei com a expectativa comum de escolher uma profissão, a “carreira dos sonhos”. A sociedade nos ensina a responder àquela famosa pergunta: "O que você quer ser quando crescer?" com uma certeza quase absoluta, como se estivéssemos predestinados a seguir uma única trajetória.Porém, a realidade não é bem assim. Ao longo da minha vida, e conversando com jovens como o Enzo Dulius, noto que muitos chegam à mesma conclusão: a escolha profissional não é um caminho linear. Ela não precisa ser. Ao contrário: as carreiras, assim como a vida, se moldam a partir das oportunidades, experiências e mudanças de foco que ocorrem ao longo do tempo. E com tantas mudanças acontecendo no mercado de trabalho, surge uma questão que desafia os antigos paradigmas de sucesso.A velocidade com que a tecnologia avança está mudando não apenas o mercado de trabalho, mas também a própria definição de sucesso profissional. O relatório "The Future of Jobs 2023", do Fórum Econômico Mundial, estima que cerca de 44% das habilidades dos trabalhadores precisam ser atualizadas até 2027, enquanto 60% deles deverão passar por treinamento durante esse período. Isso é impulsionado pelo avanço da automação, a digitalização e a crescente adoção da inteligência artificial no mercado de trabalho, o que desafia o modelo tradicional de uma carreira fixa e linear. O relatório também destaca que o mercado valorizará habilidades mais transversais (generalistas), como pensamento analítico, criatividade e aprendizado ativo, essenciais para se adaptar às mudanças contínuasEssa realidade desafia a noção tradicional de uma profissão imutável. A capacidade de se adaptar rapidamente às novas tendências se tornou uma das maiores vantagens competitivas. O conceito de career agility está cada vez mais relevante, pois profissionais que se dispõem a aprender novas habilidades conseguem se reinventar, agregando valor de forma mais ampla. Em vez de resistir às mudanças, é essencial adotar uma mentalidade de aprendizado contínuo.O mito do especialista: Ser generalista é um problema?Durante muito tempo, fomos criados com a ideia de que a especialização era o caminho mais garantido para o sucesso. Afinal, ser um especialista em algo bem definido parecia a única forma de se destacar no mercado. No entanto, como Enzo mencionou em nossa conversa, essa especialização pode se transformar em uma armadilha. O especialista muitas vezes se limita a resolver apenas um tipo de problema, o que o torna vulnerável em um mercado em constante mudança.Por outro lado, o generalista — aquele que navega por múltiplas áreas — é muitas vezes visto com desconfiança. A crítica comum é que ele não faz nada extremamente bem, mas está sempre adaptável. Eu compartilho dessa visão. Na minha própria carreira, passei por várias transições: comecei com administração, migrei para finanças, trabalhei com TI e, atualmente, atuo na automação de processos com uso de inteligência artificial. Cada uma dessas experiências contribuiu para o meu desenvolvimento, e quanto mais aprendi, mais percebi o valor de ser generalista.Essa flexibilidade é fundamental em tempos de incerteza, como destacou Peter Drucker, o pai da administração moderna: “O maior perigo em tempos de turbulência não é a turbulência em si, mas agir com a lógica do passado.” - Peter DruckerAplicar essa lógica de adaptação ao mundo moderno é crucial. Quem não está disposto a se reinventar e a aprender constantemente acaba sendo ultrapassado pelas mudanças.Essa ideia também se alinha à teoria popularizada por David Epstein em seu livro Range: Por que generalistas vencem em um mundo de especialistas?. Epstein argumenta que, em um mundo cada vez mais imprevisível e complexo, os generalistas são melhores equipados para integrar conhecimentos de diferentes áreas e se adaptar rapidamente às novas demandas.No entanto, grande parte dessa visão sobre a especialização versus generalização vem de como fomos moldados pela educação tradicional. E isso nos leva a refletir sobre o papel da formação acadêmica em um mundo que já não segue mais as mesmas regras.Como minha jornada reflete esses conceitosDesde jovem, enfrentei a expectativa de seguir uma carreira única, especialmente dentro da indústria em que minha família estava inserida. Por uma inquietação mental própria, eu mesmo comecei a buscar formas generalistas de me desenvolver. Comecei a traçar linhas horizontais com diversos assuntos em amarelo, abaixo eu colocava um post-it rosa que representava cada “um livro físico lido", em laranja “um livro digital lido". Acima em verde “um curso ou TED visto". E assim ia medindo minhas "habilidades genéricas”, tudo isso antes do ensino médio, dos 13 aos 16.Quando chegou a hora de escolher meu curso técnico agregado ao ensino médio, a primeira visão que eu tive foi de me especializar em "Design de Móveis” na “região da indústria de móveis do Rio Grande do Sul” (ou seja, eu iria levar uma a duas horas de deslocamento por dia) a fim de ser esse especialista na “região da indústria de moda". Quando eu acabasse o curso, seria um especialista diferente para aquela região.Foi assim que, no ensino médio, comecei o curso técnico em design de móveis, mas minha forte veia empreendedora fez com que após cerca de 16-18 meses nesse curso, já tivesse a visão de começar um projeto mais Student-Center-Design para criar um novo modelo de sala de aula, depois disso tudo começou a avançar na minha vida, como já contei por aqui.Entretanto o essencial a se destacar é que eu poderia ter olhado tudo isso e dito “Vou trabalhar com moda”, em meio a um gigante oceano vermelho de pessoas iguais a mim, no meu caso era “óbvia” a escolha. Porém saber o que escolher não sendo o caminho “óbvio” já era muito mais desafiador! A formação tradicional está obsoleta?A formação acadêmica tradicional, especialmente em áreas como administração e outros cursos “genéricos”, muitas vezes é vista com desdém, principalmente pelos jovens que acreditam que uma especialidade é necessária para se destacar. Isso não poderia estar mais longe da verdade. No meu caso, o conhecimento generalista adquirido durante minha graduação me forneceu uma base sólida para navegar entre diferentes campos. Tive a oportunidade de aprender sobre marketing, finanças, gestão de pessoas e muito mais, formando uma espécie de “salada de frutas” que me permitiu atuar em várias áreas.Hoje, o mercado de trabalho valoriza cada vez mais as soft skills — competências transversais como pensamento crítico, criatividade e inteligência emocional. De acordo com o Future of Jobs Report 2023, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, as "soft skills", como pensamento crítico, criatividade e inteligência emocional, estão se tornando cada vez mais essenciais para o futuro do trabalho. Essas competências são vistas como cruciais para a adaptação em um mercado de trabalho dinâmico, impulsionado pela inteligência artificial, automação e transição verde. O relatório destaca que cerca de 23% dos empregos devem mudar até 2027, com uma forte demanda por requalificação e o desenvolvimento de habilidades transversais para lidar com esse cenário em rápida evoluçãoEssas habilidades serão essenciais para a força de trabalho do futuro. Isso reforça a ideia de que, assim como um “pato” que transita por várias águas, o generalista pode preencher lacunas e integrar conhecimentos de maneiras que os especialistas muitas vezes não conseguem. A adaptabilidade tornou-se a verdadeira vantagem competitiva.Como escolher sua profissão em um mundo em constante mudança?O primeiro passo é desmistificar a ideia de que precisamos fazer uma escolha definitiva logo aos 20 anos. Muitos jovens, como Enzo, sentem-se perdidos ao concluir a graduação, especialmente em cursos amplos como administração, justamente por essa pressão para se especializar. No entanto, ao longo da vida, somos chamados a nos reinventar. Se você se formou em um curso genérico, veja isso como uma oportunidade, e não como uma desvantagem.O ano era 2020, a pandemia tinha acabado de começar e eu estava fazendo Design Bacharelado, tive duas aulas presenciais antes de todos começarem o modelo remoto. Realizei duas matérias até entender que estava perdendo tempo na graduação, eu precisava de algo mais rápido para me desenvolver.Quando percebi que a educação tradicional estava ultrapassada e lenta e decidi migrar para o design de experiência do usuário (UX), entrei no XP36 da Gama Academy (adquirida pela Ânima Educação), era um bootcamp de desenvolvimento em: Insise Sales, Vendas, Full Stack Development ou Design UX/UI. Dá uma olhada no Enzo que gravou um vídeo para se apresentar para a galera, na época eu tinha 18 anos.Pode parecer besteira, mas essa transição que eu fiz de parar de acreditar que eu seria um Designer convencional (Designer de moda, Designer de Interiores, Designer Gráfico ou Designer de Produto) e riscar todas essas opções e pensar em um super nicho no momento que era Design User Experience e User Interface (mais focado em apps e soluções digitais) foi o primeiro momento em que exerci a minha adaptabilidade de me remodelar para o mercado de trabalho.Participar do High Impact Companies Program da Stone&Co também foi um marco em minha trajetória. Estar entre CEOs mais experientes reforçou a importância de abraçar a adaptabilidade e buscar aprendizado contínuo, mostrando como o generalismo pode ser uma vantagem estratégica em ambientes de alta pressão.Por fim, a fundação da Futuro Audaz e da Fato Impacto foi um exemplo claro de como o career crafting pode transformar a trajetória profissional. Criar soluções para problemas empresariais e focar em habilidades generalistas para o futuro do trabalho demonstra a importância de abraçar a mudança, em vez de temê-la.Também é importante entender que sua profissão provavelmente mudará ao longo dos anos. Na minha própria trajetória, mudei o foco várias vezes, ajustando-me conforme minhas paixões e o mercado evoluíram. Esse conceito de career crafting, defendido pela professora Amy Wrzesniewski, da Yale School of Management, nos convida a moldar nossas carreiras de acordo com nossos valores e as oportunidades que surgem, em vez de seguir rigidamente uma trajetória pré-definida.O conceito de career crafting, também conhecido como job crafting, foi desenvolvido por Amy Wrzesniewski e Jane Dutton em 2001. Ele se refere ao processo pelo qual os profissionais redefinem e reestruturam seus papéis no trabalho de maneira a torná-los mais significativos e alinhados com seus objetivos pessoais. Diferente do design de cargos tradicional, que foca em características objetivas das tarefas, o career crafting é uma prática ativa, onde os funcionários ajustam aspectos das tarefas, relações e a própria percepção sobre o trabalho, criando maior engajamento e satisfação​O career crafting busca aumentar o sentido do trabalho ao permitir que os indivíduos ajustem tarefas e interações de forma a sentir maior controle e conexão com suas atividades, promovendo a motivação e até mesmo o desempenho a longo prazo. Pesquisas indicam que essa prática pode ser ainda mais eficaz quando combinada com uma mentalidade de crescimento pessoal, permitindo que as pessoas se reinventem tanto no aspecto profissional quanto no pessoal​Para saber mais sobre o conceito e suas aplicações, você pode acessar o artigo original no ResearchGateSinais de que é hora de mudar de profissãoÀ medida que você progride em sua carreira, diversos indicadores podem sugerir que é hora de considerar uma mudança de profissão. Alguns dos sinais incluem:* Insatisfação persistente: Sentimentos constantes de descontentamento ou falta de propósito no trabalho atual.* Estagnação: Percepção de que não há mais espaço para crescimento ou desenvolvimento.* Mudanças externas: Transformações no mercado de trabalho que ameaçam a relevância ou a demanda da sua profissão atual.Steve Jobs expressou bem essa reflexão: “Seu trabalho vai preencher grande parte da sua vida, e a única maneira de estar verdadeiramente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um ótimo trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou, continue procurando. Não se acomode.” - Steve JobsEssa frase nos lembra que o verdadeiro sucesso não está apenas no status ou na segurança financeira, mas em um profundo alinhamento com nossas paixões e valores.Jobs também ofereceu outro conselho valioso: “Se você se levantar pela manhã e olhar no espelho por vários dias seguidos e não gostar do que está fazendo, está na hora de mudar.” Não devemos ignorar os sinais internos de descontentamento. Quando a insatisfação se prolonga, é um forte indicativo de que é hora de buscar uma nova direção.Ferramentas práticas para fazer escolhas profissionais mais inteligentesCom essas ideias em mente, como podemos tomar decisões mais conscientes e inteligentes sobre nossa carreira? Existem algumas ferramentas práticas que podem ajudar:* Autoconhecimento: Antes de qualquer grande decisão, o autoconhecimento é crucial. Testes de personalidade como o Big Five podem oferecer insights valiosos sobre nossos traços de comportamento. No meu caso, por exemplo, minhas características de alta dominância e abertura me ajudaram a assumir riscos e explorar novas oportunidades sem medo das mudanças.* Construir habilidades transversais: Em vez de focar exclusivamente em habilidades técnicas, também é importante desenvolver habilidades comportamentais e interpessoais, como a capacidade de resolver problemas em várias frentes, algo que, como Enzo mencionou, aumenta consideravelmente nosso valor no mercado.* Adotar uma mentalidade de crescimento: A psicóloga Carol Dweck popularizou o conceito de growth mindset, ou mentalidade de crescimento. Isso significa que devemos encarar cada desafio como uma oportunidade de aprender, em vez de acreditar que nossas habilidades são fixas. Com essa mentalidade, a troca de profissão não será vista como um obstáculo, mas como uma oportunidade de evolução.* Diversificar suas experiências: Assim como eu transitei por várias áreas, você também pode explorar novas frentes, seja por meio de projetos paralelos, cursos online ou novas funções dentro da empresa. A diversificação amplia nossas perspectivas e fortalece nossa capacidade de adaptação.Jim Collins, no livro Good to Great, reforça essa ideia ao argumentar que o verdadeiro sucesso vem da interseção entre paixão, talento e a compreensão do que o mercado precisa. Encontrar essa convergência pessoal é essencial para alcançar um sucesso duradouro e satisfatório.O que o futuro reserva?Para muitos, a ideia de mudar de carreira pode ser assustadora. Mas no mundo atual, essa mudança é inevitável. Em vez de resistir, devemos abraçá-la. As habilidades que adquirimos ao longo da vida, sejam formais ou informais, nos ajudarão a navegar com mais segurança em um cenário de incerteza. Como mencionei ao Enzo, com 39 anos, estou mais uma vez mudando de foco. Depois de 14 anos em finanças quantitativas, agora me concentro em automação de processos. E o mais importante é entender que, assim como o mercado muda, nós também precisamos mudar.Peter Drucker disse certa vez: “O melhor jeito de prever o futuro é criá-lo.” Ao abraçar a adaptabilidade e o crescimento contínuo, criamos nosso próprio caminho, mesmo em um mundo em constante transformação.Adaptabilidade e crescimento contínuoO mercado de trabalho atual é imprevisível, e a única certeza é que mudanças ocorrerão. Adaptar-se rapidamente e continuar aprendendo não é apenas uma escolha, mas uma necessidade. Ao longo da minha jornada, cada transição profissional foi uma oportunidade de crescimento, alinhada com o conceito de career agility.Para se preparar para esse futuro dinâmico, inscreva-se na Fato Impacto Newsletter e, exploraremos como adaptar-se e crescer em um mercado de trabalho em constante evolução!Fato Impacto is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    Direção e Paciência: as Criptonitas do Generalista

    Ser um Generalista: Vantagem ou Maldição?No mundo moderno, ser um generalista é frequentemente considerado uma vantagem. Vivemos em tempos de incerteza em que a adaptabilidade é uma habilidade valiosa e essencial para navegar na complexidade.David Epstein, em Range: Porque os Generalistas Vencem em um Mundo de Especialistas, defende que essa multiplicidade de conhecimentos permite enfrentar desafios inesperados com agilidade e criatividade.Mas ser generalista é mais do que apenas uma vantagem competitiva – é também um fardo pesado. À medida que o generalista se expande em múltiplas direções, surge uma ameaça oculta: a dificuldade de manter uma direção clara e a paciência necessária para construir algo de longo prazo.Simon Sinek, ao introduzir o conceito do Golden Circle, enfatiza que o sucesso começa pelo “porquê”, o propósito profundo que guia todas as ações. Para um generalista, essa clareza é muitas vezes obscurecida pela miríade de interesses, projetos e possibilidades que surgem ao seu redor. O desafio não é apenas definir um objetivo claro, mas manter-se nele – como um navio navegando em um mar de ideias, muitas vezes sem um destino fixo. E é justamente aqui que o generalista se depara com sua “criptonita”: a tentação constante de se dispersar, perdendo o foco e a paciência.🟧 Seja bem-vindo, essa é a 19ª. edição da Newsletter Fato Impacto! Você é novo por aqui? Então deixa eu te explicar: Na Fato Impacto, acreditamos que o verdadeiro crescimento vem de insights poderosos, estratégias práticas e de uma abordagem que mistura inovação e propósito. Aqui, não falamos apenas sobre o futuro do trabalho – nós o construímos juntos. Seja bem-vindo à comunidade onde gerar impacto é o nosso lema.Se você está em busca de insights práticos, estratégias valiosas e conteúdos que te ajudem a navegar no mercado como um verdadeiro generalista, não perca tempo e inscreva-se gratuitamente na nossa newsletter da Fato Impacto. Ao se inscrever, você receberá diretamente no seu e-mail conteúdos sobre inovação, empreendedorismo e desenvolvimento de habilidades que fazem a diferença no mundo atual. É o primeiro passo para começar a transformar sua carreira e alcançar um impacto mais amplo. Junte-se a uma comunidade de empreendedores e profissionais que estão focados em gerar resultados reais!Se você quer aprofundar ainda mais seu conhecimento e ter acesso completo a todo o conteúdo já produzido pela Fato Impacto, a assinatura premium é para você. Com ela, você poderá ler todos os artigos já criados e se juntar ao nosso Clube de Leitura exclusivo, que atualmente está discutindo o livro do Uri Levine, cofundador do Waze. Essa é uma oportunidade única para explorar temas de impacto, se conectar com outros leitores e adquirir insights valiosos que podem transformar a sua maneira de pensar e atuar no mercado. Assine agora e eleve seu desenvolvimento ao próximo nível!O Generalista e o Dilema do Foco ou FalhaO primeiro grande desafio do generalista é encontrar um foco definido e manter a consistência. Dados de um artigo da Harvard Business Review intitulado When Growth Stalls, que explora como empresas, incluindo as lideradas por generalistas, enfrentam desafios para manter o crescimento em mercados saturados. O estudo aponta que a falta de adaptação estratégica e erros na gestão da inovação são causas comuns para o declínio no crescimento, especialmente em organizações com ofertas de nicho. Problemas como "abandono prematuro do core" e falhas na gestão de talentos também são destacados como barreiras frequentes para generalistas manterem um ritmo constante de crescimento.O motivo? A falta de clareza no direcionamento estratégico. Generalistas tendem a explorar múltiplas frentes, muitas vezes à custa de um progresso mais profundo em uma área específica.Exemplo Real:Considere a trajetória de Jeff Bezos na Amazon. Enquanto Bezos é conhecido por seu foco inabalável em inovação, ele começou como um "generalista" no sentido de explorar várias ideias, como e-commerce de livros, venda de CDs e DVDs e outros produtos. No entanto, o que transformou a Amazon em uma das empresas mais valiosas do mundo foi a habilidade de Bezos em manter uma direção clara e consistente: ser "a empresa mais centrada no cliente da Terra". Essa clareza permitiu que a empresa se diversificasse sem perder o foco central, algo que muitos generalistas têm dificuldade em alcançar.Pessoas criativas têm dificuldade em manter foco constante. Pessoas especialistas têm maior habilidade em estar sempre focada. Lembra que eu falei que cada vez mais essa mistura será mais benéfica? E digo mais, acredito que passa a ser mais importante você possuir intencionalidade sobre seus defeitos a ponto de desenvolver mecanismos de forma que consiga lidar com detalhes que você já sabe que não são naturalmente sua habilidade.Impaciência: A armadilha do generalistaUma pesquisa do Stanford Graduate School of Business indica que generalistas têm mais dificuldade em aderir a projetos de longo prazo, já que sua natureza exploratória os leva a buscar resultados rápidos e a mudar de direção frequentemente. Essa falta de paciência é um dos fatores que mais limita o crescimento de profissionais e empresas lideradas por generalistas.Flávio Augusto, fundador da Wise Up e do Geração de Valor, destaca a importância da paciência no crescimento de um negócio: "A maioria das pessoas quer resultados rápidos, mas o sucesso vem de uma visão de longo prazo e da paciência para construir uma base sólida". A construção de uma empresa de sucesso requer resiliência e uma dedicação constante a um objetivo, mesmo quando os resultados iniciais não são tão evidentes.Exemplo Real:O caso do Spotify é emblemático. Quando Daniel Ek, cofundador, lançou a plataforma de streaming, ele enfrentou uma série de desafios regulatórios e financeiros, mas manteve o foco na criação de uma biblioteca musical ampla e acessível. Mesmo diante de pressões para diversificar mais rapidamente, Ek teve paciência para construir uma base de usuários sólida antes de expandir para outros serviços. Essa paciência foi crucial para o sucesso global do Spotify, mostrando que um foco bem definido e paciência na execução são essenciais para o crescimento sustentável.Para o generalista, a impaciência é mais do que um simples traço de personalidade; é um vício enraizado em sua busca por resultados imediatos. No entanto, é preciso reconhecer que o caminho para o impacto sustentável requer persistência – e muitas vezes isso significa abraçar a lentidão do progresso real.Um ponto extremamente difícil para o Generalista lidar é a sua baixa habilidade em inúmeras áreas. Isso faz com que o Generalista tenha habilidade de criar a visão, consiga ter um olhar inovativo, mas tenha dificuldade de ir de 0 a 1 com sua ideia. Porque em muitos momentos, a maior habilidade do Generalista é obter um bom campo de visão; Dessa forma é necessário que ele se conecte com outros especialistas para conseguir desenvolver seus projetos, por acabar criando altas expectativas sem ter realizado ações realmente grandes.3. Recalibrando o foco: Escolhendo o público corretoEm minha experiência com a Fato Impacto, percebi que o público que mais apoia nem sempre é o que mais contribui para o crescimento sustentável. Estratégias voltadas para nichos definidos têm sido consistentemente mais eficazes, como mostram análises da Gartner, que ressaltam a importância de uma abordagem focada em segmentos específicos para impulsionar a eficiência e a retenção de clientes​. Em vez de tentar agradar a todos, empresas que concentram esforços em um nicho bem estabelecido alcançam maior sucesso em suas estratégias de crescimento.Na Fato Impacto, estamos adotando essa estratégia, focando em empresários interessados em gerar impacto de maneira mais eficaz. A ideia é criar conteúdos que gerem mais demanda por soluções em que o papel de um generalista seja claro e necessário. Com isso, empresários se tornarão mais propensos a incorporar minha atuação em suas empresas, enquanto profissionais da Fato Impacto atenderão demandas mais operacionais.Exemplo Pessoal:Redirecionar a Fato Impacto para esse novo público foi um desafio, já que o caminho mais fácil seria manter múltiplos projetos em andamento. No entanto, entendi que o verdadeiro crescimento exige focar no público certo, gerando resultados com menor esforço e maior impacto. Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, resume bem essa abordagem: "O crescimento acelerado requer foco absoluto nas áreas que mais importam".Em um projeto empreendedor, focar no cliente pessoa física é sempre o mais difícil, você precisa ter muita qualidade para conseguir que um CPF priorize você quando for decidir o rumo do seu próprio dinheiro.Agora, se você cria uma solução clara para ajudar a empresa a dobrar seu faturamento de 100k para 150k recorrentemente. Um ticket alto por esse serviço passa a ser visto apenas como "custo de oportunidade". Depois de 18 edições da Fato Impacto mais focado em CPF, vamos começar a falar mais com ênfase em necessidades de Líderes de Impacto, donos de empresa que já faturam mais de 100k por mês e que estejam com dificuldade de crescer sua receita em clientes que já fazem parte do negócio, focando especificamente em aumentar o Life Time Value. Superando a Criptonita: Estratégias Práticas para o Generalista VencerPara que o generalista transforme fraquezas em força, direção e paciência, algumas estratégias práticas podem ser aplicadas:* Estabeleça um Propósito Claro com o Golden Circle de Simon Sinek* O conceito do Golden Circle, desenvolvido por Simon Sinek em Comece Pelo Porquê, é uma abordagem para entender e comunicar propósitos de forma mais eficaz. A ideia central é começar com o "Porquê", seguido do "Como" e do "O Que", criando uma base sólida para inspirar ações e decisões dentro das organizações. * Ele é amplamente aplicado em estratégias de liderança, comunicação, e branding, ajudando líderes a alinhar suas ações com um propósito claro e motivador​. Saiba mais sobre o conceito no site de Simon Sinek* Metas Intermediárias e Motivação* Estudos da American Psychological Association destacam que dividir objetivos de longo prazo em metas menores aumenta a motivação e reforça a persistência. A teoria é sustentada por pesquisas em psicologia comportamental, que sugerem que o alcance de marcos menores gera reforço positivo, incentivando as pessoas a continuar perseguindo metas mais amplas. * Para mais informações, você pode consultar o site da APA.* Resiliência e Sucesso de Longo Prazo no MIT Sloan* Estudos do MIT Sloan School of Management apontam que profissionais resilientes têm 33% mais chances de alcançar sucesso a longo prazo. A pesquisa sugere que a resiliência é um fator chave para manter consistência e foco, mesmo em cenários adversos, permitindo que líderes e empreendedores mantenham um ritmo de crescimento sustentável. * Para detalhes, você pode visitar o site do MIT Sloan.* Cultive a Resiliência* Segundo o MIT Sloan School of Management, a resiliência é uma capacidade crítica para o sucesso a longo prazo, tanto em nível pessoal quanto organizacional. Pesquisas realizadas pelo MIT enfatizam que líderes e profissionais resilientes têm mais chances de se manter consistentes e de atingir resultados mais sustentáveis, especialmente em contextos de incerteza e mudanças rápidas.* A resiliência é construída por meio de práticas de melhoria contínua e uma abordagem de "sistemas dinâmicos", que permite às organizações se adaptarem a situações adversas enquanto mantêm sua eficiência operacional.Para saber mais, você pode acessar os estudos sobre resiliência na MIT Sloan Management Review e no curso "Building Organizational Resilience", disponível no site do MIT Sloan. * Essas fontes oferecem insights sobre como a resiliência pode ser implementada para melhorar a capacidade de adaptação e a eficácia das operações, promovendo resultados mais sustentáveis ao longo do tempo.História de Sucesso: Reed Hastings e a NetflixReed Hastings, cofundador da Netflix, é um exemplo poderoso de um generalista que conseguiu direcionar sua visão ampla para um crescimento sustentável. Hastings começou sua carreira como engenheiro de software, mas sempre demonstrou interesse por inovação, tecnologia e educação. Essa mentalidade multifacetada o ajudou a entender o mercado de entretenimento de forma holística, conectando a experiência do usuário com tecnologia de streaming.No início, a Netflix operava como um serviço de aluguel de DVDs, o que parecia um modelo generalista. No entanto, Hastings tinha um propósito claro: criar a primeira grande plataforma de streaming do mundo. Ele manteve o foco na experiência de usuário enquanto a tecnologia evoluía, mesmo diante de uma indústria que não acreditava no potencial do streaming. Além disso, Hastings demonstrou paciência estratégica ao construir a infraestrutura de streaming ao longo de anos, em vez de tentar diversificar rapidamente para outras áreas antes de ter uma base sólida de assinantes​A Netflix levou cerca de 10 anos para começar a se estabelecer como um serviço bem-sucedido. Fundada em 1997, a empresa inicialmente focou no aluguel de DVDs pelo correio, mas só começou a ganhar tração significativa com a introdução do modelo de assinatura em 1999. Em 2007, a Netflix lançou seu serviço de streaming, chamado Watch Now. Mesmo assim, a adoção do streaming levou tempo para decolar, já que muitos consumidores ainda estavam acostumados com DVDs.Foi somente após 2013, com a estreia de House of Cards, sua primeira série original, que a Netflix realmente se consolidou como uma força dominante no setor de streaming. A produção de conteúdo original ajudou a aumentar o número de assinantes, colocando a Netflix em uma trajetória de crescimento global.Em resumo, embora a empresa tenha começado a atrair mais atenção já em 2007 com o streaming, foi apenas com a estratégia de conteúdo original em 2013 que ela passou a se destacar como a principal plataforma desse segmento.Hoje, a Netflix é um dos maiores players globais em entretenimento digital, e o sucesso de Hastings mostra como um generalista pode atingir o sucesso com direção clara e paciência na execução.História de Fracasso: Yahoo e a Dispersão EstratégicaO Yahoo é um dos exemplos mais emblemáticos de um generalista que perdeu a direção e, com isso, o sucesso sustentável. Nos anos 2000, o Yahoo era uma das principais plataformas da internet, com serviços que iam de e-mails a notícias, finanças e entretenimento. Sua abordagem generalista parecia vantajosa, mas com o tempo, essa multiplicidade de serviços acabou diluindo a clareza estratégica.Sem um foco claro, o Yahoo não conseguiu competir com empresas como o Google, que se concentrava em um único serviço: busca. Além disso, faltou paciência estratégica. O Yahoo tentou diversificar suas aquisições e produtos rapidamente, sem integrar suas operações de forma eficaz. Por exemplo, a empresa adquiriu plataformas promissoras como o Tumblr e o Flickr, mas sem uma estratégia coesa para fazer esses ativos prosperarem.Essa falta de direção e paciência culminou em uma perda de relevância, levando o Yahoo a ser superado por concorrentes mais focados e resilientes, como o Google e o Facebook​.O Yahoo foi fundado em 1994 e rapidamente se tornou uma das maiores plataformas da internet durante os anos 1990 e início dos anos 2000. Porém, o declínio começou a se acelerar a partir de 2008, quando a empresa rejeitou uma oferta de aquisição da Microsoft por $44,6 bilhões. Esse foi um dos momentos mais críticos, marcando o início de sua queda acelerada.Após essa oportunidade perdida, o Yahoo continuou a enfrentar dificuldades, como uma série de aquisições mal sucedidas (por exemplo, Geocities, Broadcast.com e Tumblr), além de grandes falhas de segurança que prejudicaram ainda mais sua reputação e base de usuários. Em 2017, o Yahoo vendeu seus principais ativos para a Verizon por $4,48 bilhões, marcando o fim de uma era para a empresa. Portanto, do auge ao declínio, o Yahoo levou cerca de 20 anos para entrar em colapso completo.Transformando Criptonita em ForçaDireção clara e paciência são mais do que apenas desafios para o generalista – são os pilares para um crescimento estratégico e sustentável. Para transformar essa "criptonita" em força, o generalista precisa aprender a se especializar em decisões estratégicas, focar em públicos que maximizam resultados, e cultivar uma paciência de longo prazo que permita o sucesso real.Como Jeff Bezos enfatiza, "mantenha-se firme no que você sabe fazer certo, mas seja flexível nos detalhes". Essa abordagem é especialmente importante para o generalista, que deve equilibrar a exploração de novas ideias com a execução disciplinada de um plano estratégico.O verdadeiro crescimento para o generalista não está apenas em expandir o leque de habilidades, mas em alinhar essas habilidades a uma direção clara e em manter a paciência para ver os resultados se concretizarem ao longo do tempo. O generalista que consegue fazer isso não apenas supera suas fraquezas, mas também se torna uma força transformadora no mercado global.O desafio que cunhou o nome da comunidade é: Buscar Fatos de forma que seja simples gerar impacto. Porém existem armadilhas claras: eu ficar buscando dados sem prazo de fim e tentar muitos impactos ao mesmo tempo.Por isso cunhamos no singular: Fato Impacto, porque você deve seguir essa jornada priorizando uma única coisa por vez. Primeiro um Fato, depois um Impacto. E após isso… Repita! Fato Impacto is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  35. 13

    O Poder do Generalista Inteligente

    Recentemente, a Barte, uma fintech em rápido crescimento, chamou a atenção ao abrir um processo seletivo com uma filosofia muito clara: queriam alguém "generalista e inteligente, apenas".O cofundador, Raphael Dyxklay, destacou a importância de não sobrecarregar os candidatos com entrevistas longas e cases complicados, mas sim focar em quem tem potencial de aprender rápido, adaptar-se e resolver problemas de forma criativa.Essa busca por generalistas inteligentes na Barte reflete uma tecla que já vem sendo discutida há algum tempo: o valor de profissionais que podem transitar entre áreas, conectar pontos e criar soluções inovadoras, sem se limitarem a uma especialidade única. Mas essa ideia não é nova. Uma metáfora perfeita para ilustrar esse conceito pode ser vista em uma propaganda fictícia feita pela Apple, em que um menino e seu cachorro vencem um estudante de Stanford em um desafio para montar um Mac mais rápido. A história simples, mas cheia de significado, nos leva a entender a essência da inovação na sua forma mais acessível e criativa.Seja bem vindo à 18ª. edição da Fato Impacto Newsletter!Se você está em busca de mais insights sobre inovação, simplificação e as habilidades que moldarão o futuro, te convido a se juntar à Fato Impacto. Assinando nossa newsletter, você terá acesso a conteúdo exclusivo sobre tendências emergentes, estratégias de negócios e ferramentas que podem transformar sua carreira e seu empreendimento. É o lugar ideal para quem quer estar sempre à frente e aprender continuamente com o que há de mais inovador no mercado.Para aqueles que desejam se aprofundar ainda mais, oferecemos uma assinatura premium que dá acesso ao nosso Clube do Livro Fato Impacto, onde discutimos obras essenciais que ajudam a entender o presente e a moldar o futuro. Esses encontros são mais do que discussões teóricas: são momentos de troca de experiências e aprendizado, em que você poderá aplicar diretamente o que aprendeu na sua vida profissional. Junte-se a um grupo de mentes inquietas que estão sempre em busca de mais.E se você sente que sua empresa está perdendo oportunidades ou que há valores ocultos ainda não explorados no seu negócio, minha mentoria Fórmula do Valor Ignorado é o próximo passo. Nesta mentoria, eu o ajudo a identificar essas oportunidades, trazendo estratégias personalizadas para maximizar o valor que já está presente no seu negócio, mas que talvez você ainda não tenha percebido. Vamos trabalhar juntos para desbloquear o potencial oculto da sua empresa e levar seus resultados a um novo patamar.A Propaganda do Menino e o Cachorro vs. o Estudante de StanfordImagine uma propaganda em que um estudante de Stanford — representante clássico do especialista técnico — compete contra um menino e seu cachorro para ver quem monta um Mac mais rápido. O estudante, com sua formação impecável e amplo conhecimento técnico, parece ter todas as vantagens. Ele está equipado com sua expertise e anos de estudo, enquanto o menino, junto de seu cachorro, conta apenas com sua curiosidade e intuição.Porém, ao longo do desafio, o estudante de Stanford segue cuidadosamente as etapas tradicionais, usando métodos consagrados e previsíveis. O menino e o cachorro, por outro lado, improvisam, exploram e testam novos caminhos sem medo de errar. No fim, são o menino e o cachorro que vencem o desafio, mostrando que, às vezes, a simplicidade, a intuição e a capacidade de pensar fora da caixa superam a especialização rígida.Essa metáfora captura a essência de um dos grandes debates contemporâneos sobre inovação: o que realmente faz a diferença na hora de resolver problemas? A especialização técnica ou a criatividade e flexibilidade para encontrar soluções inesperadas?Você já deve imaginar minha opinião, certo? Eu acredito que no futuro o generalista será o mais bem pago profissional à mesa. Simplesmente porque todos só conseguem pensar em uma vertical, e essa vertical poderá ser consultada via Inteligência Artificial. Alguém que domina 10 ou 15 habilidades verdadeiramente bem nunca irá perder o emprego. Agora o profissional que só sabe um único método, uma única coisa, um único software, etc… Sinto muito.O que é ser um generalista inteligente?Assim como o menino e o cachorro, o generalista inteligente é alguém que não se limita a uma única abordagem ou método, mas que pode transitar entre áreas e buscar novas perspectivas para resolver problemas. Em vez de seguir um caminho linear e especializado, o generalista conecta diferentes pontos, trazendo insights de várias disciplinas e aplicando-os de maneira prática e criativa.No mundo corporativo de hoje, a habilidade de ver o "quadro geral" é mais valiosa do que nunca. O generalista inteligente consegue enxergar as interações entre as diferentes partes do negócio — seja na tecnologia, nas finanças, no marketing ou nas operações — e assim, propor soluções que um especialista focado em um único ponto talvez nunca considerasse.Eles não estão limitados por metodologias tradicionais e têm a liberdade de explorar novas abordagens, muitas vezes mais eficazes.Para funcionário Se eu fosse tentar resumir, diria que o generalista faz o trabalho do chefe, sem ser o chefe. Por quê? Porque você vai fazer tudo. Entender um pouco de marketing, um pouco de vendas, um pouco de produto, um pouco de tecnologia, um pouco de pessoas, um pouco de tudo.Na dúvida, leia os livros que seu chefe recomenda. Mas foque em transitar entre diversas áreas afim de encontrar problemas perdidos que ninguém resolveu. Comece a desenvolvê-los em part-time ou medir o tamanho daquele problema para a empresa. Após isso, chame seu chefe e diga: “Chefe, encontrei um problema que tem feito a empresa perder XX critério. Posso trabalhar nele EM PARALELO ao que já estou fazendo?”.Ele vai dizer sim, com certeza. Com o "sim” você faz seu trabalho, resolve o problema. Problema resolvido? Faça a mesma coisa de novo. Resolveu 10 problemas? Peça aumento. Não conseguiu aumento? Monte um portfólio com base nos 10 problemas que se resolveu e vá ao mercado.Repita.Para prestador de serviçoSe você fosse querer ser um generalista inteligente, chegaria no seu melhor cliente e perguntaria: O que você acha que no meu serviço é uma muito ruim? Pensa em algo que, na sua opinião, eu verdadeiramente deveria melhorar.Ok, pegue isso e resolva. Da forma com que você conseguir, apenas resolva e mostre para o cliente que reclamou o que você fez para melhorar e diga: Agora você está 100% feliz comigo? Se sim, pergunte: O que eu deveria fazer, na sua opinião, para você recomendar que seus amigos também sejam meus clientes? As respostas são óbvias, mas vocês tentam fazer o difícil e desistem em meio a coisas realmente difíceis, que na verdade nem deveria ter sido priorizadas.A Barte: Um Exemplo Real de Inovação Baseada em SimplicidadeA Barte é uma fintech que nasceu com o objetivo de resolver dois grandes problemas enfrentados pelas pequenas e médias empresas (PMEs): a ineficiência dos processos de pagamento e o difícil acesso ao crédito.Fundada com a missão de simplificar o cotidiano financeiro das PMEs, a Barte automatiza transações via PIX, boletos ou cartões de crédito e gerencia uma série de processos financeiros anteriores e posteriores ao pagamento.Em 2023, a Barte captou R$ 20 milhões via debêntures para fortalecer sua oferta de crédito, somando um total de R$ 42,5 milhões captados em pouco mais de um ano. Com esse capital, a empresa pretende liberar R$ 100 milhões em crédito até o final do ano, demonstrando que a simplicidade e a inovação podem, de fato, caminhar juntas para criar soluções práticas e escaláveis.Mas como a Barte alcançou tanto em tão pouco tempo?A resposta está na sua capacidade de simplificar processos complexos, tornando-os acessíveis para PMEs, que precisam de soluções rápidas e eficientes. Assim como o menino e o cachorro, a Barte encontrou maneiras de superar as complexidades tradicionais do setor financeiro, oferecendo uma plataforma fácil de usar e capaz de resolver problemas com eficiência.Se quiser saber mais recentemente, rolou uma live legal aqui e essa essa história foi contada em mais detalhes.Por que eu cunhei o termo "Fato Impacto” para minha comunidade? Porque vocês precisam trabalhar com fatos, fato é o último nível de certeza sobre uma suposição.Achismo → Ideia → Suposição → Hipótese → Experimento → Oportunidade → Validação de problema → Fato. Algo só existe quando é um fato. Se não você acha. Se acha está errado. Dentre tudo que você acha, tem algumas coisas que podem gerar Impacto. E qual delas eu acho que você deve focar? Na mais simples. Naquela que você trabalha menos! Esqueça criar coisas mirabolantes e difíceis, faça igual Steve Jobs, crie algo que a criança e o cachorro montem. O difícil é ser simples. O fácil é ser difícil.O Valor do Generalista no Mercado AtualNo cenário atual, a busca por generalistas está em alta. Empresas que desejam inovar rapidamente e se adaptar às mudanças não podem depender apenas de especialistas que enxergam o mundo de maneira segmentada. O generalista é aquele que conecta o técnico ao criativo, o analítico ao intuitivo e, ao fazer isso, encontra soluções inovadoras que criam valor em diversas frentes do negócio.Voltando à analogia do menino e do cachorro: enquanto o estudante de Stanford se limitava aos seus conhecimentos rígidos, o menino experimentava, errava e aprendia. Esse espírito de experimentação é uma característica fundamental do generalista inteligente. Eles são curiosos, flexíveis e têm uma capacidade única de adaptar-se rapidamente a novas situações — algo que as empresas mais inovadoras valorizam profundamente.Cada vez mais o mundo será menos. Por quê? Porque os Enzos não têm paciência para esse mundo chatão que foi criado antes de a gente chegar. Nós queremos que as pessoas sejam direto ao ponto. Quantas pessoas de outra geração não teriam perguntado de uma forma bem menos direta? E a resposta ainda veio de forma rígida, poderiam só dizer quanto pagam e eu diria se quero a vaga ou não.Daqui para a frente as coisas serão mais simples, não porque as pessoas vão tornar mais simples e, sim porque quem está entrando nas empresas é minha geração, o Raphael da Barte, etc. Nós vamos cobrar resultados e não o resto. Se tem resultado, tem salário, se não tem resultado, estude. Tão simples como isso.Lições da Inovação: Steve Jobs e a SimplicidadeA história do menino e do cachorro também nos remete à trajetória de Steve Jobs. Em 1979, Jobs visitou a Xerox PARC, onde viu pela primeira vez o conceito de interface gráfica e o uso do mouse, tecnologias que transformariam a computação pessoal. Jobs percebeu o potencial dessas inovações de forma que os próprios engenheiros da Xerox não conseguiram. Ele entendeu que a verdadeira inovação não estava em criar algo extremamente técnico, mas em simplificar a tecnologia e torná-la acessível ao público em geral. Foi assim que nasceu o Macintosh, o computador que mudou para sempre a forma como interagimos com máquinas.Jobs sabia que "a simplicidade é a sofisticação final", e essa é uma lição valiosa para todos os que buscam inovar: o sucesso muitas vezes não vem da complexidade, mas da habilidade de simplificar o que é complicado e torná-lo utilizável por todos. Da mesma forma, o generalista inteligente não se deixa prender por complexidades desnecessárias. Eles buscam soluções que são, acima de tudo, práticas e funcionais.Entenda que todos os pontos que Jobs uniu poderiam ter sido unidos por qualquer especialista, da própria Xerox que estava vendo todas as coisas em cima das mesas todos os dias. Por que não foram unidas? Porque eles não eram tão generalistas.Focar em ser um pouco mais generalista é dar um passo pro lado em busca do seu objetivo. Ser especialista é sempre avançar em frente.Ser generalista é dar sempre um passo ao ladoExistem duas pessoas que querem ser guias turísticos em Paris. Um quer ser especialista em Torre Eiffel e outro quer ser generalista em Torre Eiffel. Qual a diferença?Ambos vão começar do Place Du Trocádero, esse local abaixo na foto…O especialista vai começar seguindo a via exatamente. O que ele vai fazer? Andar reto até chegar na Torre Eiffel. Tudo o que envolver essa reta, ele vai ser ótimo, vai saber o nome do bar que a envolve, vai saber os melhores restaurantes, etc.O generalista vai dar um passo ao lado e vai ao extremo oeste, para melhorar a perspectiva da Torre Eiffel. E depois? Vai repetir tudo. Do extremo oeste para o extremo leste. E por que ele faz isso? Para aumentar seu campo de visão. Enquanto um é mais rápido e direto, mostrando menos perspectivas. O outro é mais lento e demorado, mostrando mais perspectivas. Ambos são interessantes para a sociedade, mas eu acredito que para os próximos 500 anos vamos precisar de mais pessoas com um campo de visão maior.Na imagem abaixo eu mostro o campo de visão de alguém que busca desenvolver uma melhor capacidade de analisar um problema em diferentes perspectivas, em comparação com o caminho que o especialista segue, que se da apenas em ir até a Torre Eiffel. Por que eu acredito mais na capacidade generalista? Porque acredito que nos próximos 500 anos, a IA será primeiro especialista do que generalista. Nem sempre é bom ser a opção “óbvia”, às vezes apenas aumenta o alvo nas suas costas.O Processo Seletivo Simples da BarteAssim como Steve Jobs e a metáfora do menino e do cachorro, a Barte sabe que a simplicidade é o caminho para o sucesso. E isso se reflete no seu processo seletivo. Não há entrevistas longas e exaustivas ou cases complicados. Em vez disso, há uma busca por pessoas com capacidade de aprender, de se adaptar rapidamente e de trazer uma visão criativa para resolver problemas. A vaga de estágio na área de inteligência comercial, com bolsa de R$ 3.000 e trabalho remoto, é uma oportunidade para quem deseja crescer junto com a fintech e contribuir para sua missão de simplificar e inovar.O cofundador, Raphael Dyxklay, enfatizou que a empresa quer alguém generalista, alguém que possa ver o quadro maior e não se prender a uma única área ou função. O processo seletivo segue a mesma filosofia dos produtos da Barte: eficiente, direto e focado no que realmente importa.Prática, Tempo e Dinheiro: As 3 coisas que deveriam guiar sua escolha para entrar ou não em um projetoPrática - Você deveria escolher por projetos que te deem mais visibilidade no longo prazoMinha primeira escolha profissional foi entre:1 - Uma startup de fidelidade que a Stone tinha 25% e opção de compra para 100% em 2 anos que me ofereceu R$ 3500 CLT. 2 - Uma startup de gestão de frotas corporativas que só contratava pessoas PJ e não tinha certeza das próximas rodadas. A oferta foi de R$ 3000 PJ. 3 - Um escritório de Consultoria em Design com sede em Nova York, Florianópolis e São Paulo que tinha rodadas de aumento a cada 6 meses e me ofereceu R$ 2800 CLT. Adivinha o que eu escolhi? A que estava mais pronta para me dar maior visibilidade, então me tornei o “Enzo, o cara da startup da Stone”… 'Se você opta por ser generalista em um lugar com pouca visibilidade, vai ser mais difícil de trabalhar em coisas relevantes para o mercado, escolha ser relevante para o mercado.Tempo - Você deveria trabalhar para alguém que valoriza seu tempoNão fique em um emprego que fica te deixando de molho, que coloca você na geladeira e te esquece, que não te dá trabalho para fazer, etc. Entre uma empresa/cliente que te dê muito trabalho e outra que você precisa implorar para ter o que fazer, opte por quem te dá muito trabalho. Você vai ser criado em meio ao caos e não em meio à paz. Um marinheiro pode ficar com seu barco à beira do mar a vida inteira, mas dessa forma ele não fez o que sua capacidade permitia, ele apenas fugiu da responsabilidade.Dinheiro - Você deveria trabalhar para quem entende que seu esforço é valiosoSaiba fechar ciclos. Uma das habilidades mais difíceis do ser humano desenvolver é a habilidade de dizer “Aqui acabou, preciso ir para uma próxima". Se a mesa que você senta hoje não irá possibilitar que você esteja 10x melhor em 10 anos você está perdendo tempo e dinheiro. Se o que você está fazendo hoje, repetindo por mais 10 anos, irá possibilitar você ter 10x mais dinheiro. Apenas continue. Mas em 90% dos casos você está com expectativa demais em um lugar que te enxerga de menos.Inovação Através da SimplicidadeA busca por profissionais generalistas e inteligentes, como visto na Barte, destaca uma tendência cada vez mais presente no mercado de trabalho: a valorização da capacidade de adaptação, criatividade e pensamento sistêmico. Empresas que priorizam a simplicidade, como exemplificado pela Barte e inspiradas por ícones como Steve Jobs, compreendem que o futuro não pertence aos especialistas que dominam um único campo, mas aos generalistas que enxergam o panorama completo e conectam diferentes áreas para solucionar problemas de forma inovadora. Nesse contexto, a simplicidade, aliada à flexibilidade e à visão de longo prazo, se torna o principal motor de inovação. Portanto, o sucesso no mundo corporativo, daqui em diante, será definido não pela quantidade de conhecimento técnico, mas pela habilidade de navegar entre diferentes saberes e criar valor em todas as dimensões do negócio.Quer estar à frente no mercado e dominar as habilidades que realmente importam? Assine a Fato Impacto e faça parte de uma comunidade que valoriza a simplicidade, a inovação e a visão de longo prazo. Receba insights exclusivos, conecte-se com mentes inquietas e desbloqueie o potencial do seu negócio! 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  36. 12

    Se meu filho me perguntasse sobre a futura profissão dele, eu diria...

    Antes de esse texto começar eu queria destacar: (ainda) não tenho filhos. Mas tudo que eu faço é pensando em ser pai. Começar a escrever estes textos, me dedicar duas horas a mais no trabalho, ou arriscar tudo mesmo já tendo uma estrutura muito boa. Todos os motivos, para mim, giram em torno de ter mais tranquilidade quando eu for formar uma família. (E eu não quero qualquer família não, quero uma numerosa, e espero que minha esposa queira o mesmo). Talvez alguns meses após os 25 anos já seja uma idade ok para virar essa chave.Se meu filho me perguntasse sobre qual profissão escolher, a resposta não seria simples. Em um mundo em constante mudança, dominado por inteligência artificial, automação e inovações disruptivas, o tradicional conselho de "escolher uma carreira segura" já não faz sentido. Em vez disso, eu diria: "Não escolha uma profissão, crie valor. E, ainda mais importante, crie valor onde outros ainda não enxergaram."Seja bem-vindo à 17ª. edição da Fato Impacto NewsletterNessa edição, vamos explorar como influenciadores como Bianca Andrade e Rafael Kiso aplicaram o princípio de criação de valor ignorado para transformar seus negócios. Vou mostrar como minha mentoria Fórmula do Valor Ignorado é a chave para empresários e empreendedores que querem fazer o mesmo: encontrar oportunidades escondidas e transformá-las em sucesso.E se você não quer perder mais nenhuma dessas estratégias e insights práticos, assine a Fato Impacto agora mesmo! Toda semana trago conteúdo exclusivo que pode te ajudar a repensar como você cria valor no seu negócio, com exemplos reais e lições aplicáveis. Este é o meu convite para você fazer parte de uma comunidade focada em impactar o mercado com inovação real.Junte-se à Fato Impacto Newsletter! Vamos juntos trilhar esse caminho de transformação.E para aqueles que estão prontos para dar um passo além, tenho uma novidade especial. Além da newsletter semanal gratuita, você pode se juntar à Fato Impacto Premium, onde vou ainda mais fundo em estratégias práticas e ferramentas que estão transformando o mercado.Como parte da Fato Impacto Premium, você também terá acesso ao nosso exclusivo Grupo de Leitura, onde vamos discutir o livro "Apaixone-se pelo Problema, e não pela Solução", do cofundador do Waze, Uri Levine. Este livro é uma leitura obrigatória para qualquer pessoa interessada em descobrir como identificar problemas de valor ignorado e transformá-los em soluções de alto impacto, algo que está diretamente ligado à minha Fórmula do Valor Ignorado.No grupo de leitura, não só discutiremos os conceitos do livro, mas também como aplicá-los diretamente no seu negócio. E claro, vou compartilhar minhas próprias experiências e estratégias com base nas lições dessa leitura e na minha trajetória profissionalEntre agora no Fato Impacto Premium e tenha acesso a esse conteúdo exclusivo, além de se conectar com outros empreendedores que, assim como você, estão prontos para criar valor de forma inovadora e impactante.Você está ignorando sua maior oportunidade financeiraPare por um momento e reflita: em meio ao caos diário de gerir seu negócio, atender clientes e lidar com a concorrência, você já se perguntou se está deixando dinheiro na mesa? A verdade é que a maioria dos empresários, mesmo os mais bem-sucedidos, ignoram sua maior oportunidade financeira todos os dias – e isso pode estar acontecendo com você agora.Ao longo dos anos, desenvolvi a Fórmula do Valor Ignorado, uma metodologia baseada na minha experiência com empresários e influenciadores que descobriram oportunidades valiosas que passaram despercebidas pelos seus concorrentes. Esse valor ignorado é a chave para a verdadeira escalabilidade e sucesso financeiro.O Valor Ignorado Está Bem na Sua FrenteQuantas vezes você já “sabia” o que o "cliente tinha que fazer"? Acredite se quiser, é muito baixo o número de empreendedores e empresários que consegue ouvir o cliente e definir seu negócio com base nisso.Descrição da imagem utilizada:Um homem com crachá apontando para um "Mapa do cliente” onde existe um funil de conhecimento da marca até fidelidade, ele aponta a placa no quadrante “interesse” e diz a cliente "você está aqui".A cliente recém chegada à loja, ainda com carrinho vazio, diz: "No momento eu estou com vontade de usar o banheiro". Em todo negócio, existem oportunidades ocultas – produtos, serviços ou até mesmo necessidades dos seus clientes que não estão sendo atendidas adequadamente. Mas, por que essas oportunidades passam despercebidas?A resposta é simples: enquanto todos estão olhando para as mesmas tendências óbvias, os verdadeiros ganhos financeiros estão escondidos em áreas que são negligenciadas pelo mercado. Muitas vezes, essas áreas requerem uma nova forma de pensar, uma abordagem que desafia o status quo."A inovação não é sobre fazer algo completamente novo, mas sim sobre fazer algo de uma forma que ninguém está fazendo", Uri Levine, cofundador do Waze e autor de Apaixone-se pelo Problema e não Pela SoluçãoNa prática, isso significa identificar onde o mercado falha em atender às verdadeiras dores dos clientes e, mais importante, onde seu negócio pode intervir para preencher essas lacunas. O que você considera como "detalhes insignificantes" pode ser exatamente a sua maior oportunidade financeira.Muitos influenciadores já possuem clientes altamente engajados. O que realmente falta para maximizar essas oportunidades é ouvir o que esses clientes querem. A chave para o sucesso não está em tentar criar soluções "do zero" ou adivinhar o que o cliente precisa, mas em materializar a solução que eles já visualizam com você. Perguntar e entender diretamente os desejos dos clientes economiza tempo e aumenta as chances de acerto. Afinal, a melhor maneira de saber o que eles querem não é criando a partir da nossa própria cabeça, mas simplesmente perguntando.Exemplos Reais de Oportunidades IgnoradasEmpresários de sucesso já aplicam essa estratégia e os resultados falam por si. Vejamos dois exemplos de influenciadores que identificaram e capitalizaram sobre oportunidades financeiras que estavam sendo ignoradas:* Bianca Andrade, fundadora da Boca Rosa Beauty, percebeu que o público jovem brasileiro não tinha acesso a maquiagens de qualidade com preços acessíveis. Enquanto outras marcas focavam em luxo ou no mainstream, Bianca preencheu essa lacuna – um valor ignorado que a levou a construir um negócio de R$120 milhões​* Rafael Kiso, criador da mLabs, transformou o desafio das pequenas empresas de gerenciar suas redes sociais em uma oportunidade milionária. Ele focou em simplificar a experiência para um público ignorado pelas grandes ferramentas de marketing digital e hoje sua plataforma conta com 230 mil marcas clientes​Esses exemplos mostram que valor ignorado não é algo teórico – é real, palpável e está pronto para ser explorado por aqueles que sabem onde procurar.Por que Você Está Ignorando Sua Maior Oportunidade?A verdade é que a rotina e o foco excessivo no curto prazo, muitas vezes, cegam até os empresários mais bem-sucedidos para o que realmente pode gerar crescimento exponencial. Ficamos tão ocupados correndo atrás de novas tendências, campanhas e clientes, que esquecemos de olhar para o valor que já está ao nosso alcance.O que falta é ouvido. Todos os dias você acorda se sentindo 100% pronto para tudo e não tem nada de errado nisso, desde que você seja a única pessoa-alvo do seu produto e ele atenda exclusivamente a você.Agora, se você está buscando criar um produto, um conteúdo, uma solução, um curso para um segmento de clientes que não é você, uma das atividades chaves deve ser: escuta ativa das necessidades do seu público-alvo.Fórmula do Valor Ignorado é construída para ajudá-lo a identificar e capitalizar essas oportunidades. Ela é baseada em três pilares essenciais:Identificação de Valor Não Percebido: O que seus clientes realmente precisam, mas você não está oferecendo? Qual problema ninguém está resolvendo no seu mercado?* Se você chamar seus 10 PIORES clientes, o que eles queriam que você fizesse de diferente?* Se você chamar seus 10 REGULARES clientes, aqueles que nem são engajado a ponto de você ficar feliz, nem ruim a ponto de serem "piores". Por que eles diriam que seu produto/curso não foi possível de se engajar?* Se você chamar seus 10 MELHORES clientes, aqueles que você se orgulha de ter perto da sua empresa. O que eles iriam comprar que você não vende?Por que você não está focando nisso? Por que focar em clientes novos? Para colocar na bio do Instagram “+10 milhões de clientes já passaram por mim”. Isso não vale nada.Por muitos anos a Motorola foi a marca que mais vendeu seus celulares para os brasileiros. O problema? Eles ficavam pouco tempo com um Motorola. Resultado? Hoje a relevância da marca é baixa e a fama dela é ruim.- Enzo DuliusReposicionamento Estratégico:Como reposicionar seus produtos ou serviços para entregar exatamente o que falta - e de forma única?* Imagina um mundo onde você olha para quem já é seu cliente e diz: “Meu foco é fazer vocês ficarem mais felizes!”* O cliente quer ser valorizado, você diz que o valoriza, chega dia 20 do mês e você busca mais 1000 clientes novos. Seu cliente não é burro, burro é você que quer ganhar dos dois lados e não faz nada bem feito.* Faça um reposicionamento ao criar um produto que funciona para todos seus clientes atuais e, com isso, seus clientes atuais vão fazer seu produto ser perfeito. Quando estiver assim, você lança a mercado.Nem o Elon Musk lança todos os meses algo novo ou “lança mais do mesmo”. Por que pra você isso faria sentido? É dono de rede social? Tem foguete?Precisamos focar no óbvio que gera muito resultado, se não vamos deixar dinheiro na mesa. E talvez quem veja o dinheiro na mesa sem ninguém aproveitar seja seu concorrente. Não adie o que nunca deveria ter sido esquecido.Escalabilidade Sustentável: Como transformar essa oportunidade em um crescimento financeiro que possa ser escalado sem sacrificar a qualidade?Vou falar aqui sobre o que eu estou fazendo. Estou criando uma Inteligência Artificial que substitui o cérebro humano, meu objetivo é que esse cérebro fique estudando os temas do meu interesse enquanto eu sigo minha vida e, durante uma hora por dia, ele me diga o que aprendeu. E eu vou começar a viver assim.Quem vai poder acessar isso? Quem comprar meu último tier de produto e se mostrar interessado nos métodos que eu ensino. Lembra do meu texto sobre o Ironman? Meu filtro não é só financeiro, é de esforço mental e proximidade social. Quem me quer perto, já me pagou uma boa quantia e está disposto a se mostrar inteligente dentre a minha comunidade vai poder usar. Os outros? Vão ficar de fora.E até quando isso vai acontecer? Até quando o produto estiver pronto para o mundo. E um produto demora para ficar pronto para o mundo, então meus beta testers serão meus clientes mais engajados e comprometidos financeiramente.Por que isso é o ideal? Porque eu tenho certeza de que muitos de vocês só respondem um cliente nos primeiros 60 dias depois que ele pagou algo a vocês, depois jogam ele em um buraco negro, mas todas as semanas vocês estão 100% engajados com um cara que seguiu, que deu um like, qualquer coisa do tipo. Isso não faz sentido nenhum! O Caminho Para Seu Crescimento FinanceiroSe você quer entender como aplicar isso no seu negócio e descobrir sua maior oportunidade financeira, eu te convido a conhecer minha mentoria exclusiva. Nela, vamos identificar juntos o valor ignorado no seu mercado, reposicionar seus produtos e, o mais importante, escalar suas oportunidades financeiras para um sucesso que você ainda não imaginou.Converse comigo aqui e eu vou te ajudar a entender como seu negócio tem ignorado oportunidades lucrativas Meu filho vai nascer pronto para o que todos ignoramSe eu tivesse um filho, ele estaria à frente de todas as pessoas que não olham para o que realmente gera valor e focam apenas no seu próprio umbigo. Desde cedo, ele aprenderia que, em um mundo repleto de distrações e superficialidades, o verdadeiro diferencial está em quem cria valor real para os outros. E essa habilidade de gerar impacto onde ninguém mais enxerga, será o que definirá o sucesso no futuro. O simples fato de seguir tendências ou apenas repetir o que já está funcionando não é suficiente para garantir relevância a longo prazo.A verdade é que quem não se preocupar em identificar o valor ignorado está destinado a ficar para trás. A Fórmula do Valor Ignorado é mais do que uma estratégia de curto prazo: é uma mentalidade de longo prazo, uma forma de enxergar além do óbvio.Enquanto muitos estão ocupados correndo atrás das mesmas soluções de marketing, fazendo lançamento ABC ou investimento em tráfego caro pago e mercados saturados, aqueles que investirem nessa metodologia serão os que descobrirão oportunidades escondidas, transformarão seus negócios e alcançarão resultados exponenciais.Empresários e empreendedores que ignoram essa abordagem continuarão presos a um ciclo de competição acirrada e margens de lucro cada vez menores e, dessa forma, estarão aos poucos trabalhando mais, com menos tempo, ganhando menos, com menos saúde emocional, alto estresse…Por outro lado, quem se compromete a aplicar a Fórmula do Valor Ignorado vai capitalizar em áreas negligenciadas, conquistando um espaço de destaque em seus mercados. Meu filho, ou qualquer pessoa que siga esse caminho, estará inevitavelmente à frente daqueles que só olham para si mesmos, porque terá aprendido a focar no que realmente importa: gerar valor duradouro para os outros e, consequentemente, para si.Se você quer garantir que seu negócio sobreviva e prospere no futuro, precisa agir agora. Investir na Fórmula do Valor Ignorado não é apenas uma escolha inteligente, é a única forma de não ficar para trás em um mercado que está mudando mais rápido do que nunca.Converse comigo aqui e eu vou te ajudar a entender como seu negócio tem ignorado oportunidades lucrativas O Poder de Enxergar o Invisível: Como Bianca Andrade, Rafael Kiso e Meu Filho Dominarão Mercados IgnoradosEmpresários visionários como Bianca Andrade e Rafael Kiso entenderam algo que muitos ignoram: o valor de uma amostra de clientes negligenciados. Bianca Andrade, com sua marca Boca Rosa Beauty, acertou em cheio ao perceber que o público jovem brasileiro não tinha acesso a maquiagens de qualidade com preços acessíveis. Enquanto muitas marcas focavam em produtos de luxo ou mainstream, Bianca aproveitou uma lacuna do mercado. Ela não tentou criar algo do zero, mas ouviu as demandas de um público ignorado, entregando exatamente o que faltava. O resultado? Um negócio avaliado em R$120 milhões, nascido de uma oportunidade que outros não enxergaram.Rafael Kiso seguiu uma trajetória semelhante com a mLabs. Ele identificou que pequenas empresas, esquecidas pelas grandes ferramentas de marketing digital, precisavam de uma solução simples e acessível para gerenciar suas redes sociais. Focando em um público ignorado, ele transformou uma necessidade não atendida em uma oportunidade milionária, com mais de 230 mil marcas utilizando sua plataforma.Esses exemplos mostram que o verdadeiro sucesso vem de olhar onde os outros não estão olhando e de atender a necessidades que são negligenciadas pelo mercado. E meu filho, desde cedo, irá trilhar esse caminho de forma ainda mais rápida. Ele aprenderá a criar conteúdo que gera valor para esses públicos ignorados, entendendo suas dores e necessidades antes de seus concorrentes. Com ferramentas como a Fórmula do Valor Ignorado, ele estará preparado para identificar e aproveitar essas oportunidades de forma estratégica, acelerando sua trajetória de sucesso e impacto no mercado.Enquanto outros seguirão padrões, ele estará um passo à frente, fazendo o que poucos conseguem: gerar valor de forma constante e duradoura e construir um legado transformador.O Futuro do Arquiteto de Oportunidades: Transformando o Invisível em Valor RealSe eu tivesse que definir uma profissão para meu filho, ele seria um Arquiteto de Oportunidades. No futuro, empresas vão precisar de profissionais que, como ele, saibam mapear oportunidades ocultas, enxergar o que outros ignoram e transformar essas lacunas em valor real para os clientes. Essa não será uma posição comum, mas um papel fundamental em qualquer organização que deseja liderar seu mercado.O Arquiteto de Oportunidades será aquele que escuta atentamente o mercado, identifica onde o valor está sendo negligenciado e cria soluções inovadoras e escaláveis.Meu filho, desde cedo, aprenderá a olhar além do óbvio, a criar conteúdo relevante e a conectar com seu público de forma estratégica, acelerando o processo que empresários como Bianca Andrade e Rafael Kiso dominaram em suas carreiras.Assim, ele não apenas seguirá os passos desses visionários, mas os ultrapassará com uma visão mais rápida e adaptada ao futuro. Ele estará à frente de um mercado competitivo, sempre antecipando o que está por vir e criando valor de maneira constante e impactante.Se você, assim como eu, quer garantir que seu negócio prospere em um mundo em constante mudança, convido você a seguir acompanhando a Fato Impacto Newsletter. Aqui, discutimos essas estratégias visionárias e mostramos como aplicar a Fórmula do Valor Ignorado no seu negócio. Assine e junte-se a uma comunidade comprometida com o crescimento e a inovação.Este é apenas o começo. Vamos juntos construir o futuro. Fato Impacto é uma publicação apoiada pelos leitores. Para receber novos posts e continuar apoiando meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou pago.Sua contribuição ajuda a manter o conteúdo de qualidade e a expandir nossa comunidade de empreendedores e inovadores. Junte-se a nós e seja parte dessa transformação! Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  37. 11

    Ninguém chama um generalista pra jantar

    Sim, o título foi sensacionalista, mas já que você clicou, saiba que eu realmente acredito que, se você optar por ser um generalista, ninguém vai se lembrar de você.Sempre será mais fácil lembrar dos especialistasAgora, vamos pensar no reino animal. A girafa se destaca pela altura. O guepardo, pela velocidade. O crocodilo se disfarça como ninguém. O beija-flor, com seu bater de asas frenético, pode pairar no ar. E o urubu? Ele é o rei da carniça. A lista segue. Mas você entendeu o ponto.Animais que têm muitas habilidades não são chamados para o jantar. Eles não são os pick #1 de uma liga profissional. Talvez nem mesmo sejam lembrados.Seja bem-vindo à Fato Impacto - edição 16!Aqui é o lugar para profissionais que querem se manter relevantes agora e para sempre. E como vou te ajudar com isso? Fazendo o óbvio. O feijão com arroz que os especialistas esquecem de colocar na mesa. Apenas isso, repetidamente, até que você se torne essencial onde estiver.Se você quer ser relevante no futuro do trabalho, esta é a comunidade certa para você. Três vezes por semana, escrevo sobre como se manter à frente. Os últimos seis textos estão disponíveis para você ler gratuitamente. Se gostar, convido você a se tornar um assinante premium. Além de ter acesso a todos os meus textos, você entrará no meu clube de leitura e terá acesso a todos os meus estudos, indo muito além do que eu já compartilho.Ah! e estou criando conteúdo relevante no Instagram também. Quer me acompanhar por lá? Segue o link aqui.Especialistas brigam por destaque, mas e os generalistas?Se você leu meus últimos textos, sabe que investi o maior valor da minha vida para aprender tudo sobre marketing digital, vendas, desenvolvimento de produtos high ticket, posicionamento, branding, social-selling, lançamentos... tudo isso num ritmo muito mais rápido do que qualquer coisa que você já viu.O que quero dizer com isso? Estou sempre atrasado. São aulas a cada dois dias. A pressão é constante. É como se um tijolo estivesse pressionando o acelerador e você precisa aprender a dar direção em meio a um crescimento acelerado. E quer saber? Paguei caro por isso. Mas acreditava que era o certo.Hoje, sou especialista em pesquisa, com foco em quatro grandes áreas:* Produto: UX Research, Customer Discovery, Validação de ideias.* Cliente: Jornada de usuário, Value Proposition Canvas, Personas.* Negócio: Métricas como CAC, LTV, Churn, Concorrência.* Mercado: Análise SWOT, tendências, oportunidades.Isso me coloca em uma posição flexível o suficiente para participar de qualquer conversa. Concorda? Em teoria, eu conheço as metodologias necessárias para descobrir qualquer coisa que qualquer pessoa possa querer saber. Mas aqui está o problema: ninguém chama um pesquisador para trabalhar.A maioria das pessoas acredita que não precisa de pesquisa, e isso, para mim, é uma vantagem. Torna fácil cobrar bem por fazer o feijão com arroz, enquanto os especialistas se perdem em detalhes. Eles acham que sabem tudo. E é aí que erram.Ninguém chama um pesquisador para trabalharA maior parte das pessoas simplesmente acredita que não precisa de pesquisa em nenhuma das áreas em que atua. E isso é ótimo! Dessa forma fica extremamente fácil para eu fazer o feijão com arroz, cobrar muito e trabalhar pouco. A maior parte dos especialistas se sente pronto em tudo e, por alimentar esse sentimento de “I'm ready for anything”, faz com que quando esbarre em algo que não conheça… trave! E diga: Isso aqui que você quer fazer não dá! Outra pessoa nessa roda de conversa faz a simples pergunta “Por que não dá?” e pasmem com a resposta “Não dá porque eu sou especialista em AAA e tenho BBB anos de experiência e estou vendo que não tem como por motivo CCC” e assim, os projetos não acontecem, as empresas morrem e a inovação fica sempre em segundo plano porque os especialistas, infelizmente, ainda que sejam ótimos em uma vertical, não sabem tudo. O gestor de time não vai priorizar uma cadeira para o generalistaVamos imaginar um cenário onde terá um processo de inovação dentro de uma grande empresa, esta, que possui preocupação com a inovação ser lançada logo a mercado, imagina que priorizar um time pequeno e enxuto nesse caso é o ideal a se fazer! E dessa forma, cria um requerimento de que o time de inovação terá 10 pessoas. Deu para entender onde eu quero chegar? Eles dirão que precisam de 10 especialistas. E isso é ótimo, o projeto vai passar por muitas dificuldades em coisas muito simples, sabe por quê? Porque as vezes só precisa de um bom encaixe. O dia que entendi que eu era um encaixeNa última sexta-feira tive um bom dia! Acho que foi um daqueles em que começa a se tornar real de que você apenas nota que está no caminho certo. É só questão de tempo para dar "sorte”. Minha conversa com um especialista com produtoEu comecei o dia com um bate-papo com Diego Carmona, caso você não o conheça, vou deixar um resumo da matéria que a Gazeta do Povo fez sobre ele, se quiser ler a matéria completa, clique aqui. Diego Carmona, programador curitibano, abriu sua primeira empresa nos anos 1990 e, após sucessivos desafios com grandes empresas, decidiu criar startups. Ele fundou 15 startups até lançar a Leadlovers, uma plataforma de automação de vendas para ajudar empreendedores a atrair e converter clientes online. A Leadlovers reúne diversas ferramentas de marketing digital em um único ambiente, facilitando a vida de vendedores digitais. A empresa cresceu rapidamente, alcançando mais de cinco mil clientes e mantendo uma operação independente, usando o modelo de "bootstrapping" (sem investimentos externos). Diego agora busca expandir a Leadlovers internacionalmente, enquanto lidera como CVO (chief visionary officer) e planeja reativar a aceleradora de startups que iniciou com a Dinfo. Ele também lançou um livro intitulado “Visionários”, focado em inovação e visão de negócios. Considerei falar com ele por a gente estar em uma sobreposição de comunidades, estávamos na Comunidade Micro-SaaS do Bruno Okamoto e também ambos estamos na mentoria do Victor Damasio. Após eu oferecer uma aula gratuita que ajudaria empreendedores a validar suas ideias de negócio rapidamente para que escolham-no com maior potencial de lucro rápido identificando isso com pesquisa, deixei claro que quem clicasse “sim”, eu chamaria no privado para saber melhor. Ele clicou, eu chamei e acabamos marcando a conversa, que se resumiu a essas pontos:* Escala e Pivotagem: Três anos em uma startup sem conseguir escalar devido a um processo focado em vendas (sales-led) em vez de ser centrado no produto (product-led). A dificuldade de realizar vendas online foi destacada e, principalmente, a dificuldade dos especialistas em produto serem bons em vendas e marketing.* Diferenciação e Marca: A importância de criar uma marca forte e ocupar um espaço no mercado é essencial para competir com grandes marcas. Menciona-se a necessidade de crescer sem grandes investimentos e com foco em um nicho específico.* Estratégias de Desenvolvimento e Validação: Sugere que o digital pode ser uma boa maneira de validar a demanda antes de desenvolver um produto. O ciclo de desenvolvimento deve iniciar com uma audiência e, possivelmente, uma garantia de dois meses e isso é melhor do que abrir um grupo de beta-testers que não pagam nada.* Referências de Estratégias: Elon Musk é citado como alguém que cria um grande buzz inicial em seus lançamentos antes de se retirar da operação. Isso destaca a importância do hype para atrair a atenção inicial, fazer uma validação do número de vendas, ajustar as rotas. E depois que isso foi feito, colocar na mão do time. Como ele fez com a Tesla, com a SpaceX e agora tenta fazer isso com outras iniciativas que ainda não “vingaram tanto".* Desafios de Startups: Avalia que algumas startups cometem o erro de buscar uma captação alta sem ter clientes sólidos. Isso pode ser um risco para a sustentabilidade do negócio.* Conversão de Leads: Aponta a dificuldade em converter leads frios em compradores de forma lucrativa, enfatizando que os custos de marketing devem ser compatíveis com os preços de venda para garantir um ROI positivo.* Estratégia de Influenciadores: Uma abordagem sugerida é começar trabalhando com influenciadores para ganhar visibilidade antes de tentar alcançar um público maior e propor uma lógica ganha-ganha. Mas dos pontos mencionados, o que eu mais gostei de ouvir da visão dele, foi sobre Founder Led Growth. E essa visão de “ser um profissional de produto especializado em Creator Economy” a fim de ficar fazendo validações constantes com seus seguidores para conseguir fazer o customer discovery para seus SaaS com naturalidade, vender produtos high ticket para quem queira mais contato/proximidade e quando o SaaS ficar pronto, já é 100% aderente ao que seus influenciadores precisam. O desafio que ele teve no início? O mesmo que eu tinha até dois meses atrás! Ninguém conhecia meus produtos, ninguém participou de processo de discovery. E quando o SaaS estava pronto, ninguém queria. E tanto eu quanto ele tomamos a mesma decisão: Comprar uma dessas cadeiras premium perto de pessoas que dominam o Marketing Digital para que a gente possa aprender algo com eles, afinal, os caras vendem infoprodutos que não existem o tempo inteiro. Essa é a única coisa que precisamos aprender, mas com soluções SaaS que gerem equity e possamos fazer exit em um futuro próximo. Minha conversa com um especialista em vendasTrouxe Luiz Filho, sócio do Leandro Aguiari, para perto dos meus projetos. O objetivo? Ele me ajudar a conseguir estruturar meus produtos e o fluxo comercial de aquisição e vendas para meus produtos.Foi uma boa conversa, estávamos pensando no meu produto até que ele contou sobre um dos clientes dele, que já lançou todos os infoprodutos possíveis, mas ainda assim, se vê sem um próximo passo. Já não há uma nova dor clara a ser resolvida, nem um novo infoproduto para oferecer. Foi nesse momento que eu falei:"Para de pensar em infoproduto! Existe um mundo além dos infoprodutos e eu vou dar de graça um método para fazer isso. Chame 10 dos seus clientes mais engajados para um grupo focal de 2 horas. Na primeira hora, fale sobre as dores e problemas deles. Na segunda hora, faça um brainstorming juntos. Depois, repita o processo com clientes mornos e regulares e então faça o mesmo com os clientes desengajados, aqueles que estão prestes a sair, a um passo do churn.Depois disso, crie um produto que atenda a todas essas pessoas. Pode ser uma xícara, um caderno inteligente, um headband de IA, um software ou qualquer outra coisa que o cliente diga que está disposto a pagar. E a gente? A gente cria isso junto com eles."Foi assim que identifiquei uma oportunidade para um produto high ticket que vai além do comum: ajudar influenciadores e criadores de conteúdo a entenderem profundamente as necessidades dos seus clientes e, a partir disso, desenvolverem novas soluções. A ideia é criar produtos que realmente façam sentido para o público, seja um item físico, um serviço personalizado ou até uma tecnologia prática que resolva um problema específico. Esse é o diferencial que poucos enxergam.Eu já sou especialista em entender o que os clientes querem em quatro áreas principais: Produto, Cliente, Negócio e Mercado, como eu contei acima!Com essa nova abordagem, percebi que meu diferencial está em oferecer algo simples, mas poderoso: a chance de cocriar com o cliente algo que realmente faça a diferença. E agora, estou trazendo isso para o mercado de uma forma inovadora e acessível.É por isso que eu criei a minha mentoria para empreendedores digitais. A mentoria que revela aquilo que você está ignorando sobre seus clientes e sobre as oportunidades que eles desejam. É a chance de enxergar além dos infoprodutos, entender o que o seu público realmente quer é criar soluções que vão além do óbvio. O generalista é a gangorra de todos os especialistasO generalista é a gangorra de todos os especialistas. E é exatamente aí que a minha posição como pesquisador se tornou fundamental. Enquanto especialistas enxergam profundamente suas áreas, eu consigo ver o que está entre essas especialidades, conectando as partes que geralmente ficam de fora. Isso me permite entender as necessidades que os especialistas ignoram, identificar oportunidades que eles não percebem e trazer soluções que fazem sentido para todos os lados. Foi essa capacidade de "dar liga" entre diferentes áreas e olhares que me permitiu criar — um espaço onde descobrimos juntos o que realmente faz a diferença para o mercado e para os clientes. O melhor de não ser chamado para o jantar? Você escolhe a mesa.Não foi Diego Carmona que veio até mim. Fui eu que tomei a iniciativa. O mesmo com Luiz Filho, com a Comunidade Micro-SaaS, com AI Builders e com todos os outros. E sabe por que isso é ótimo? Porque eu escolho em qual mesa vou sentar.E pode ter certeza! Ninguém diria que falta um pesquisador em nenhuma dessas comunidades. Mas quer saber, na realidade, o que eu vi dentro de todas elas?* Ninguém sabe como encontrar o ICP de seus negócios;* Ninguém sabe como validar um modelo de negócio;* Ninguém sabe como entender o mercado e se posicionar da forma certa;* Ninguém sabe quais os "calcanhares de Aquiles” de seus próprios negócios.Mas se eu dissesse que faço pesquisa, as pessoas iriam imaginar o pesquisador científico ou o cara que tenta entender se vai dar Boulos ou Pablo Marçal na prefeitura.Uma pessoa não muda o mundo, duas também nãoO mundo não muda com uma pessoa. Nem com duas. O que faz o mundo dos negócios girar é uma pessoa querendo fazer o que ama por dinheiro e outra pessoa com muito dinheiro precisando exatamente disso. O problema? Essas pessoas estão separadas. E ninguém melhor que um pesquisador para identificar essas lacunas e “se posicionar bem no campo, pronto para marcar o gol”.Ninguém me chamou para estar nos lugares que me ajudaram a fazer essas conexões. E quer saber? Ainda bem. Isso me deu a liberdade de escolher com clareza as mesas nas quais eu quero sentar.Agora, sendo sincero: desde que comecei a trabalhar com pesquisa (e eu comecei bem cedo), percebi que as pessoas não querem "pesquisa". Elas querem:* Clareza;* Confiança;* Mapear riscos futuros;* Mensurar oportunidades de crescimento;Por que estou te dizendo isso? Porque eu já fui aquela pessoa que, quando perguntavam "O que você faz?", respondia: "Faço pesquisa". E sabe o que acontecia? Ninguém tem tempo para pesquisa. Ninguém tem dinheiro para isso. Ninguém reserva espaço na agenda para “ver pesquisas relevantes”.Então, a partir de agora, quando me perguntarem o que eu faço, vou dizer:“Eu ajudo empreendedores digitais a encontrarem novos produtos conversando com seus clientes, de forma que aumentem em até 30% o faturamento, sem precisar lançar mais infoprodutos."Você precisa parar de falar dos seus métodos e começar a falar das dores que você aliviaTalvez ninguém tenha interesse em você porque seu marketing é ruim! E o meu também já foi. Precisamos melhorar isso antes de ter um produto que gere 100 mil reais de forma recorrente. Senão, teremos o produto, mas não os 100 mil todos os meses.Dane-se seu Figma, seu Notion, seu Bubble, seu N8N, seu Make, seu Zapier, seu Airtable, seu Futterflow. Dane-se seu Javascript, seu HTML, CSS, seu Python, seu SQL. Dane-se seu lançamento interno, lançamento semente, seu lançamento de desafio, sua sala-secreta, seu CAC, seu custo de clique, etc.Isso aqui não é sobre método, nem sobre um nome de profissão bonito. Não é sobre o que está na sua bio do Instagram ou no seu título do LinkedIn.O dinheiro está na mesa para quem resolve dores reais, não para quem tenta adaptar os clientes aos seus métodos. As pessoas não querem ouvir um personal trainer falando sobre o método de treino “blá blá blá.” Elas querem uma barriga de tanquinho, sem esforço, sem demora. Ponto.Talvez seja assim que você deva começar:“Eu ajudo [seu público-alvo] a fazer [o que seu público deseja] de forma que eles [ganhem X benefício], sem que eles tenham que [sofrer Y obstáculo].”Agora, talvez você tenha lido isso e pensado: “Enzo, eu não faço ideia de como preencher esses campos...” E é aí que eu entro.“Prazer, meu nome é Enzo e eu sou pesquisador.”A única coisa que você está sem agora é clareza. Mas a clareza não está longe, e na minha opinião, a melhor maneira de encontrá-la é com pesquisa.Lembra do que falamos no começo? O que importa não são os métodos, mas sim como você vai resolver as dores das pessoas. Quando você começar a entender essas dores com profundidade — quando começar a escutar de verdade o que o seu público quer — aí sim você se torna essencial. Não por ser especialista em uma ferramenta ou metodologia, mas por ser o encaixe perfeito que ninguém sabia que precisava.E isso, meu amigo, só um generalista consegue enxergar.Fato Impacto é uma publicação apoiada pelos leitores. Se você valoriza esse conteúdo e quer continuar recebendo novos posts, considere se tornar um assinante — gratuito ou premium — e apoiar meu trabalho diretamente. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  38. 10

    A escolha entre trabalhar CLT e abrir um CNPJ

    O artigo de hoje será um tanto diferente do que vocês estão acostumados a ler. Quem está aqui escrevendo pela primeira (mas talvez não pela última) vez é a Samantha, que trabalha na equipe do Enzo há pouco mais de um mês.Os meus comentários (Enzo Dulius) vão estar destacados com este recuo em laranja para que você, leitor, possa ver como diferentes pessoas têm a mesma perspectiva sobre o futuro do mercado de trabalho.Hoje, aos 32 anos, casada, mãe de um menino de 2 anos e meio, trabalho de dentro da minha casa, sem precisar enfrentar a chuva e o frio típicos da capital paranaense, onde resido há quase metade da minha vida.Obviamente que vender a imagem de que trabalhar em casa é um mar de rosas, pode ser algo um tanto quanto equivocado, mas para a minha realidade, se eu for fazer um comparativo de benefícios entre os trabalhos presenciais que já prestei e o que faço de forma online, a balança pesa muito - muito mais para o que faço atualmente.Seja bem-vindo à 13ª. edição da Fato Impacto NewsletterA geração atual está imersa no mundo do empreendedorismo, mesmo que não como sendo um empreendedor, de fato, mas muito se fala sobre o assunto, especialmente nos últimos 4 anos, pelo o que observo.Cresci ouvindo sobre a importância de ter “estabilidade”, como se isso existisse, sobre não “depender de homem” para ter dinheiro, que faculdade era necessário e muitas outras coisas que grande parte das pessoas da minha idade ouviram.Cada vez mais haverá menos diferença entre uma pessoa e um negócio, acredito que no futuro seremos todos um CNPJ que será apoiado por vários Agentes de IA e funcionários como a Samantha, que hoje atua para meu CNPJ que possuo para além do meu regime CLT. O mundo ficará mais maleável e será impossível impedir um funcionário de ser CLT e PJ ao mesmo tempo. Caso você queira saber mais sobre pequenas atividades que pode realizar diariamente para desenvolver habilidades que vão te tornar insubstituível para o futuro do mercado de trabalho, a Fato Impacto é o local ideal para você, venha fazer parte da comunidade deixando seu e-mail e sendo notificado dos próximos textos que haverá por aquiA vida em uma cidade de 5 mil habitantesEu nunca fui uma criança ambiciosa, eu nunca pensei em empreender, inclusive tinha motivos de sobra para querer fugir disso. Não vou entrar em detalhes da minha infância vivida no interior do Paraná, em uma cidade de 5 mil habitantes (não, você não leu errado), mas a questão é que eu só queria sair de lá.Como eu poderia fazer isso? Não tinha pais ricos que poderiam me bancar em outro lugar, não tinha para quem “pedir socorro” caso desse errado. Mas mais do querer, eu precisava sair.Aos 17 anos, após terminar o Ensino Médio, fiz minha mala para passar as férias na casa da praia de uma tia, mas durante os dias em que fiquei em Curitiba antes de seguir para o litoral, entreguei meu currículo improvisado e sem absolutamente nenhuma experiência profissional, para uma amiga. Ainda na praia, recebi a ligação da empresa me convidando para a entrevista. Nunca tinha passado por isso. Era um processo seletivo entre muitas outras meninas em busca de uma vaga para auxiliar de vendas em uma ótica.Fui contratada.Liguei para os meus pais e avisei sobre o ocorrido. Eu já saí de lá com o plano de não voltar, mas obviamente isso não foi compartilhado com ninguém. Eu tinha 17 anos, mas em poucos meses faria 18. Apesar do susto, eles não se opuseram à minha decisão.Comecei a trabalhar, o ano era 2010, fiz minhas primeiras amizades em Curitiba e, duas delas, levo até hoje.Para quem não sabe, eu também nasci em uma cidade pequena no interior do Rio Grande do Sul, não tão pequena quanto à cidade da Samantha. Sapiranga, como chama a cidade, tinha 100 mil habitantes, mas eu demorei em torno de 16 anos para notar que ela era pequena demais para mim. Minha ambição e meus objetivos altos de vida, simplesmente agrediam, de forma branda, a monotonia de vida que as pessoas da minha cidade natal viviam. Diferente da Samantha, eu saí de casa aos 19. A diferença é que não foi do interior para a capital, muito menos para a casa de um familiar. Saí de Sapiranga para empreender com um colega de trabalho que eu havia conhecido trabalhando remotamente, nosso objetivo em comum era criar um negócio ao mesmo tempo em que trabalhávamos nos nossos empregos CLT.E assim fui eu… Ganhando 3500 reais por mês CLT me mudar de Sapiranga (RS) para Salvador (BA) aos 19 anos. → Morar com alguém que eu nunca tinha visto pessoalmente,→ Morar em uma cidade em que eu nunca tinha visitado,→ Viajar para uma região do Brasil que eu não conhecia,E aqui você pode se perguntar… “Essas decisões não causam medos?" E a resposta é: Causam! Causam muitos medos! Meus pais não entenderam na época, meus avós choraram desesperados com o que eu estava fazendo da minha vida, boa parte das pessoas da minha família não entenderam o motivo. Mas quem vai ditar o tamanho da sua vida é você. E neste processo sua ambição vai precisar ser maior do que seus medos. Afinal, você quer ter a direção da sua vida guiada por medos ou ambições? O primeiro ano morando sozinha na capitalNo ano em que me mudei, outras pessoas conhecidas da cidade onde eu morava - a título de curiosidade: Salto do Itararé - também se mudaram para Curitiba. Isso é bem comum em cidades muito pequenas de interior: terminar o Ensino Médio e ir embora.Consegui o primeiro emprego e queria fazer faculdade.Sempre fui apaixonada pela área de beleza, por cosméticos, quando era criança, me lembro de pintar e unha, retirar o esmalte e pintar de novo de outra cor em um mesmo dia.Pensei “vou fazer faculdade de estética, com certeza vou amar o curso, me dar bem agora e no futuro, ganhar dinheiro fazendo o que gosto!”Doce ilusão. Eu simplesmente odiei aquele curso. Imatura que era, passando pelo processo de adaptação da mudança recente, estava cansada física e psicologicamente.Desisti antes mesmo de completar o primeiro semestre.No ano seguinte recebi uma ligação da PUC/PR me oferecendo uma bolsa de 50% no curso de Letras. Por quê? Provavelmente porque “ninguém” queria aquele curso. Mas eu quis, a contragosto da mesma tia dona da casa da praia onde passei as férias, que fez Letras, é professora e coordenadora na mesma escola há, pelo menos, uns 30 anos.A real decisão aconteceu porque eu não me identificava com outras áreas. O que eu achei que gostaria foi uma grande decepção. Sempre tive muitas dificuldades com números, fórmulas, contas… Comecei o curso apenas pensando “quero fugir da minha dificuldade com números, vou fazer Letras mesmo”.Eu queria adicionar aqui a certeza de que: Aos 18 anos você não tem maturidade suficiente para escolher qual especialidade você terá. Porém, nós fomos criados nessa máxima industriaria de desenvolvimento humano onde "todos tem que ser uma engrenagem produtiva de alguma indústria". E pasme: talvez o melhor a se fazer seja desenvolver todas as habilidades que você não pode ignorar no futuro.Eu sou generalista desde os 13 anos. O que é ser Generalista? É como ser um pato no meio do reino animal… Você não tem nenhuma grande habilidade, mas você sabe caminhar, sabe correr, sabe voar, sabe nadar, sabe fazer barulho, sabe colocar ovos, sabe andar em bando, etc. O problema? Você inicialmente é visto como alguém desengonçado. O benefício? Hoje, em uma multinacional, têm vários momentos onde eu atuo em um time de especialistas “NEM NEM” eles não são nem capacitados a ponto de saber resolver o problema, nem espertos a ponto de quererem agir ainda que encontrem dificuldades. E foi justamente essa capacidade de adaptação, de aprender e evoluir em diversas áreas, que me permitiu enfrentar desafios e estar sempre à frente no mercado. Não foi sobre escolher uma habilidade e me especializar em algo desde cedo, mas sobre entender que o futuro pertence aos generalistas, àqueles que são capazes de navegar por diferentes cenários e resolver problemas de várias naturezas.Como eu, talvez você também tenha percebido que o mercado de trabalho está mudando rapidamente. Empresas não buscam mais apenas especialistas, mas pessoas com uma ampla gama de habilidades que possam lidar com um mundo imprevisível e em constante transformação. E é exatamente isso que eu ensino na minha mentoria "O Profissional Generalista".Se você quer se preparar para o futuro e desenvolver as 12 habilidades essenciais para o trabalho do amanhã, faça sua aplicação aqui. Em 12 semanas, vamos trabalhar juntos para transformar sua carreira e garantir que você esteja preparado para enfrentar qualquer desafio, sendo insubstituível no mercado de trabalho.Fim da faculdade. E agora?No último ano do curso, eu seguia trabalhando na ótica em que comecei minha vida de CLT, mas não mais como auxiliar e, sim, como consultora ótica, o nome bonito que davam para vendedora.Esse emprego foi muito importante pra mim. Aprendi muito, tive contato com clientes de todos os perfis: pessoas queridas, grosseiras, idosos, crianças com sérios problemas oculares…Note que aqui a Samantha começou a aprender habilidades Generalistas para além da especialidade que ela estudou para ter.E, certo dia, novamente, a mesma tia das férias e da oposição à faculdade, me ligou e disse: - Uma professora vai sair de licença-maternidade. Tem interesse em começar aqui como substituta dela?Não pensei muito. Nesse época, meu novo desejo era parar de trabalhar aos fins de semana. Era uma “ambição de preguiçosa”: vou trabalhar de segunda a sexta e ter duas férias do ano.Sugiro que você leia o texto que falo sobre o mito de Ícaro, um dos grandes erros que cometemos é não saber usar as moedas da vida a nosso favor. Iniciamos querendo dinheiro, com dinheiro vemos que na verdade queremos tempo. Com tempo vemos que na verdade queremos desafios. Com muitos desafios nos sentimos sobrecarregados. A vida profissional é um caos mais fácil de destruir sua autoestima do que elevá-la.E a falta de clareza sobre, talvez, a moeda mais subestimada de todas: a paciência, Faz com que a gente simplesmente tome decisões erradas por não saber o que devemos abdicar, se é dinheiro, se é tempo, se é esforço. E com isso, em 10 anos, realizamos 10 coisas diferentes e não somos bons em nada (de uma forma não intencional), enquanto você poderia fazer exatamente a mesma coisa de forma intencional e assim como eu, se vender como um Pato Generalista.Aceitei o emprego. Mais uma grande ilusão, eu não precisava sair de casa para trabalhar aos fins de semana mais, no entanto, levava trabalho para casa sempre, inclusive passava os domingos fazendo planejamento da semana seguinte.Apesar de ser muito trabalho e pouco salário, eu amava meu ambiente de trabalho, as pessoas com quem convivi durante 6 anos. Digo isso em relação à equipe mesmo, incluindo essa tia, que agora era uma de minhas coordenadoras. Eu não tinha vocação para ser professora, eu não fazia aquilo por propósito.A exaustão e a vontade de mudar de vidaNo mesmo ano em que comecei a vida de professora, conheci o grande amor da minha vida. Isso aconteceu em 2014. De lá para cá foram muito mais do que 10 anos juntos.Fazia, aproximadamente, 8 meses que eu estava nesse emprego quando comecei a namorar. Pouco tempo depois, já sabia que aquilo não era para mim, mas eu simplesmente não sabia o que fazer… e assim me arrastei por longos 6 anos.“Pouco tempo depois já sabia que aquilo não era para mim, mas eu simplesmente não sabia o que fazer… e assim me arrastei por longos 6 anos."Quem aqui já passou por isso?Meu namorado na época e, hoje marido, sempre cuidou da parte administrativa da empresa fundada pelo pai. O que começou em uma portinha, hoje emprega dezenas de pessoas direta e indiretamente. Sem tirar o mérito de quem iniciou o negócio, acompanhei muito do crescimento e sei, sem nenhuma sombra de dúvida, que a empresa só está onde está hoje, graças ao meu marido.Ele, envolvido no empreendedorismo desde seus 14, 15 anos, não se conformava em me ver trabalhando cerca de 10h por dia para ganhar o salário que ganhava. Me via chorar de cansada, me via levantar de madrugada para chegar no horário e não ter dinheiro para nada além do essencial.Foram anos - sim, anos - tentando me fazer acreditar que existia um universo fora do salário fixo no fim do mês.Na verdade, eu acreditava, mas tinha um medo paralisante de dar errado. O primeiro passo para o CNPJComo comentei anteriormente, sempre amei a área da beleza. Me identificava com o universo da maquiagem, fiz diferentes cursos nesse segmento e já fazia alguns atendimentos em paralelo.Olha aqui que legal :) O texto não está nem na metade e Samantha já falou muito do que gosta e o que não gosta. Eu quero destacar isso para ser óbvio para você, caro leitor. Por mais que todos tentem te agoniar para que você tenha um rótulo profissional, talvez um único rótulo seja muito pouco para definir você…Talvez você tenha que ser você e não um profissional especialista em “blá blá blá.” Ninguém mais tem interesse em se relacionar com pessoas quadradonas, o que a gente vai cada vez mais é querer sentir que está lidando com humanos Antes de realmente ter a coragem de sair da sala de aula, diminuí minha jornada de trabalho para meio período e comecei a fazer atendimentos como maquiadora e designer de sobrancelhas em um salão famoso que fica no shopping. Mais uma vez trabalhando aos fins de semana.E o que aconteceu meses depois? Pandemia!Tudo fechou, inclusive o salão. Tinha acabado de sair do meu emprego CLT para “trabalhar para mim”. Nessa época, o Pedro (meu marido) e eu já morávamos juntos e não passei por nenhum tipo de necessidade financeira.Hora de encurtar a históriaVou resumir um pouco os próximos capítulos.Quando as coisas começaram a voltar a algo próximo à normalidade, continuei na área da beleza, porém em outro local. No ano seguinte, com a idade batendo à porta, tomei a decisão de que era hora de tentar ser mãe. Não acredito que isso seja um direito, mas sim, graça. Para nossa alegria, fomos agraciados muito rapidamente. Trabalhei durante 7 meses da gestação, até que decidi parar. Foi um período em que voltaram a ter aumento dos casos do vírus e achamos que não valia a pena o risco.O que fazer após a chegada do bebê?Eu amo ser dona de casa, cuidar do meu marido e do meu filho, mas tinha certo bloqueio com essa “profissão”. Se lembram sobre o fato de a minha geração ter crescido ouvindo certas frases? Pois bem…Assim que decidi parar com os atendimentos, meu marido me chamou, me entregou o cartão de crédito e disse: “sei que você não vai querer me pedir nada, então o que precisar, use o cartão!”Os privilégios de ter alguém que trabalha pela casa são incontáveis. E não digo apenas na questão financeira.A rotina após o nascimento do meu filho mudou completamente, para surpresa de zero pessoa. Mesmo com tantos sentimentos bons, com o coração grato pela vida (e alma) a mim confiadas, eu sentia falta da minha liberdade, queria me sentir mais útil e voltar a ter uma renda. (O que pode ser mais útil do que cuidar, amamentar, amar, educar e servir a um ser indefeso?)Certa noite, enquanto colocava nosso filho para dormir, meu marido me enviou uma mensagem dizendo que estava aberto o curso para Social Media de uma conhecida escola de marketing, mas que eram as últimas horas do carrinho. Comentou o valor e falou para eu decidir rápido que poderíamos comprar.Eu quis.O trabalho depois do trabalhoIniciei as aulas, estudava enquanto meu filho dormia no carrinho ou no sling pendurado em mim. Ele tinha 4 meses quando tudo começou e, o primeiro contrato que fechei para fazer a gestão da rede social, aconteceu na festinha de aniversário de 1 ano dele, em março de 2023.Comecei, de fato, a trabalhar com a internet. Eu já estudava sobre marketing digital desde a pandemia, via “todo mundo” ganhar dinheiro com isso e eu não. Queria lançar um curso online de automaquiagem, mas mais uma vez, a insegurança não deixou, até que as coisas começaram a caminhar…De lá para cá, não foram muitos clientes. Sabe por quê? Posso contar, cheia de orgulho de mim, que grande parte deles permanecem até hoje. Uma das grandes alegrias da minha vida é poder trabalhar em casa, conciliar a maternidade com o trabalho remunerado. Eu presenciei a primeira palavra, o primeiro passo, cada sutil desenvolvimento.O Pedro, aquele cara que conheci lá em 2014, que está comigo até hoje (e estará por toda a vida), tem grandessíssima responsabilidade em cada conquista minha: ele acreditou em mim antes que eu mesma acreditasse, ele me incentivou, eu não precisei ter medo de não conseguir pagar uma conta, eu não precisei usar meu primeiro dinheiro do trabalho com a internet para comprar fralda, pagar plano de saúde ou o que quer seja.O CNPJ não é para todo mundo. Inclusive, tenho absoluta certeza de que não seria para mim. Sozinha, muito provavelmente, ou eu estaria ainda em sala de aula ou em algum outro emprego CLT.Entenda que ninguém que venceu no trabalho odiava as segundas-feiras. E se você odeia, sinto lhe dizer: o problema é você, não o seu trabalho. O futuro não terá espaço para gente morna. Ou você vai odiar o seu trabalho (e um robô que não precisa de salário, não precisa de vale-alimentação, não reclama e não fica perdido no feed quando foi ao banheiro, vai te substituir) ou você vai amar o seu trabalho e tentar crescer junto com o futuro do mercado de trabalho.Trabalhar é um processo de iteração de gostos, por isso que acredito que vamos precisar adiar a faculdade dos nossos filhos. Eles vão precisar sair do ensino médio e ficar 10 anos aprendendo habilidades úteis para ganharem dinheiro, vou listar as 12 que ensino na minha mentoria para fim de exemplo:1 - Problem Solving2 - Adaptabilidade e Flexibilidade3 - Pensamento crítico4 - Comunicação eficaz5 - Negociação e Persuasão6 - Liderança Colaborativa 7 - Criatividade e Inovação8 - Autogestão e produtividade9 - Habilidades digitais e Tecnológicas10 - Inteligência Emocional11 - Visão Sistêmica 12 - Networking e ConexõesPor que acredito que isso deverá vir primeiro? Porque todas as empresas precisam de um profissional com esse cinto do Batman a disposição. E durante os 10 anos em que você se desenvolve nessas 10 coisas, adquire experiência para entender o que deve fazer na faculdade. Hoje eu ainda não comecei a faculdade, tenho 22 anos. Estudo de forma autodidata desde os 13, estou considerando entrar na faculdade no ano que vem. Vou entrar na faculdade com uma empresa e um emprego CLT ao mesmo tempo, ganhando +144k CLT + benefícios com menos de 6 anos de vida profissional (sem contar os lucros das minhas iniciativas empreendedoras). Parece que tenho agora um pouco mais de experiência para decidir o que quero focar do que eu tinha há 6 anos, não? Os próximos passosGraças a muito trabalho nesse curto período de tempo, encontro-me no momento em que não consigo mais assumir demanda para fazer a gestão da rede social de outros clientes.O desafio atual é encontrar a melhor maneira de terceirizar o que pode ser terceirizado para dar o primeiro passinho na escala do meu negócio e, assim, consequentemente, aumentar a renda.Tem um fato curioso que eu queria contar sobre a Samantha… Eu tinha mais trabalho para ela, ela ouviu minha demanda e disse “Enzo, preciso ser sincera com você… Eu até poderia pegar, mas eu quero ter tempo com meu filho também, quero estar com ele, vê-lo crescer". Sabe por que ela falou isso? Porque não é só sobre dinheiro. Riqueza não é ter dinheiro. Para alguns, vai ser ter tempo livre, para outros, vai ser poder praticar esporte mais do que a maioria, para os outros, vai ser se divertir no caos corporativo e, para outros, vai ser apenas esperar seus projetos crescerem e vê-los tomando forma. Quem perde no meio disso tudo? Quem não sabe porque leu esse texto aqui. Você esta aí, estagnado, temendo a vida, não sabe se vai ou se fica. Não sabe se empreende ou se é CLT. Ninguém mais tem paciência para gente morna, cada vez mais queremos menos pessoas iguaizinhas, queremos nos conectar com outro alguém que tenha clareza do que é neste mundo.Então na dúvida, se não souber o que fazer… Comece olhando pra você.Fato Impacto is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  39. 9

    Você prefere morrer queimado ou afogado?

    Desde quando comecei minha jornada, muito antes de escrever artigos, eu sempre falei sobre o que, para mim, denominava como “Efeito Catapulta”. Essa é uma tese minha de que “crescer por escada” já passou e passado a gente guarda no museu.Seu filho vai ser um fracasso se você optar por instruí-lo a seguir seus passos, dessa mesma forma, entendi que seria um fracasso se seguisse os passos dos meus pais. O que foi sucesso na última década, não será sucesso daqui para a frente, então para de pensar em assumir carreiras familiares, empresas ou até mesmo viver como se soubesse o que está fazendo. Seja bem-vindo à 12ª. edição da Fato Impacto NewsletterEu não sei o que seus pais te disseram quando você nasceu sobre o futuro do trabalho, mas eu tenho certeza que muito pouco do que eles falaram ainda faz sentido, tudo bem você ter esse zelo, mas daqui pra frente, tudo vai mudar muito rápido. Já deve ter percebido, não? E hoje quero te contar o que Ícaro tem a te ensinar com isso.Se você está buscando maneiras práticas de resolver problemas complexos, criar soluções digitais impactantes e transformar desafios em oportunidades, a Fato Impacto é para você. Aqui você terá acesso a insights exclusivos, estratégias testadas e uma comunidade dedicada ao crescimento e à inovação.Junte-se a nós e faça parte de um grupo que está moldando o futuro dos negócios digitais com ideias acessíveis, dados precisos e impacto genuíno! Inscreva-se agora e comece a transformar sua jornada hoje!Dédalo e o LabirintoHoje vai ser um dia em que vamos aprender um pouco sobre história antes de entrarmos em insights relevantes. Então peço, caro leitor, que você leia com atenção e paciência. Dédalo era um dos maiores inventores e artesãos da Grécia Antiga. Originário de Atenas, ele era conhecido por sua engenhosidade e habilidades técnicas, sendo capaz de criar obras magníficas e complexas. Por sua fama e talento, foi convocado pelo rei Minos, governante da Ilha de Creta, para projetar e construir um labirinto impenetrável destinado a aprisionar o Minotauro, uma criatura metade homem, metade touro, nascida da união da rainha Pasífae, esposa de Minos, com um touro sagrado.O labirinto, com seus corredores intrincados e sem saída, foi uma das criações mais notáveis de Dédalo. Nele, o Minotauro vagava, incapaz de escapar. No entanto, ao ajudar Teseu, o herói ateniense, a matar o Minotauro e escapar do labirinto com a ajuda de Ariadne (filha de Minos), Dédalo caiu em desgraça com o rei.A Prisão de Dédalo e ÍcaroComo punição por sua traição, Minos aprisionou Dédalo e seu filho Ícaro em uma torre em Creta, sem meios de fuga. No entanto, a genialidade de Dédalo não poderia ser confinada por muito tempo. Observando os pássaros voando ao redor da torre, ele concebeu uma solução: criar asas artificiais para ele e seu filho, que permitiriam que ambos escapassem da ilha. Ele recolheu penas e utilizou cera para fixá-las em uma estrutura, criando asas suficientemente grandes e funcionais.O Aviso de DédaloAntes de partirem em sua fuga, Dédalo advertiu Ícaro com seriedade. Explicou que o voo deveria ser cauteloso e controlado: Ícaro não deveria voar nem muito baixo, para que as asas não fossem encharcadas pelo mar, nem muito alto, pois a proximidade do sol poderia derreter a cera que mantinham as asas unidas. Essa instrução era essencial para a segurança de ambos, pois o equilíbrio era a chave para o sucesso da fuga.A Fuga e a Queda de ÍcaroDédalo e Ícaro, equipados com suas asas, lançaram-se ao céu e iniciaram a fuga da prisão de Creta. Por um tempo, tudo parecia perfeito. Eles conseguiam voar livres sobre o mar Egeu, com o vento nas costas e a liberdade à vista. No entanto, enquanto Dédalo mantinha o curso estável, Ícaro começou a sentir uma euforia crescente. A sensação de voar, algo que nenhum mortal havia experimentado, o tomou de forma avassaladora.Deslumbrado pela liberdade e pelo poder que sentia enquanto voava, Ícaro se esqueceu dos conselhos de seu pai. Ele começou a ir mais alto, em direção ao sol, buscando alcançar novos patamares. Conforme subia, o calor do sol aumentava, aquecendo as asas feitas de cera e penas. O resultado foi trágico: a cera começou a derreter e as asas de Ícaro desmoronaram lentamente.Sem o suporte de suas asas, Ícaro desceu em queda livre. Gritou por seu pai, mas era tarde demais. Ícaro despencou do céu e caiu no mar, onde morreu afogado. O local onde seu corpo caiu ficou conhecido como o mar de Ícaro, em homenagem à sua morte trágica.Os valores invisíveis que movem o mundoNa sociedade moderna, tendemos a enxergar o dinheiro como a principal moeda de troca. Ele paga contas, compra bens e, muitas vezes, é visto como a métrica de sucesso. Mas, em um nível mais profundo, as verdadeiras moedas que movem nossas vidas são muito mais complexas. Elas envolvem fatores intangíveis e extremamente valiosos que, quando utilizados estrategicamente, podem nos ajudar a alcançar objetivos, gerar impacto e viver uma vida mais equilibrada. Essas moedas humanas incluem tempo, dinheiro, esforço físico, esforço mental e paciência. Cada uma delas tem seu valor próprio e, o equilíbrio entre elas é o que realmente determina o sucesso a longo prazo.Tempo: A Moeda IrrecuperávelEntre todas as moedas humanas, o tempo é a mais preciosa. Ele é a única que não pode ser recuperada ou renovada. Todos os dias, gastamos uma parte do nosso tempo em atividades, decisões e interações.A forma como utilizamos o tempo é o que define nossas conquistas, a qualidade de nossas relações e até mesmo nosso bem-estar. Saber onde investir o tempo é crucial para alcançar o sucesso e, muitas vezes, gastá-lo sabiamente é mais valioso do que qualquer quantia de dinheiro.No mundo moderno, com distrações constantes e a pressão de ser produtivo, aprender a gerenciar o tempo é uma habilidade essencial para qualquer pessoa que queira maximizar seu impacto.Dinheiro: O Poder de Potencializar ResultadosO dinheiro, enquanto uma moeda tradicional e tangível, funciona como um facilitador, permitindo acesso a recursos, oportunidades e conforto. Ele não é o único caminho para o sucesso, mas pode amplificar os resultados quando bem utilizado.Dinheiro compra conhecimento, ferramentas, experiências e pode liberar tempo, contratando profissionais ou delegando tarefas. Entretanto, sua importância precisa ser balanceada. Muitas vezes, a busca desenfreada por dinheiro nos faz perder de vista o valor de outras moedas como o tempo e a paciência. Na verdade, o dinheiro deve ser visto como uma ferramenta, não como o objetivo final.Esforço Físico: A Base da Conquista TangívelO esforço físico é uma moeda mais antiga que qualquer economia.Desde os primórdios, o ser humano precisou do esforço físico para sobreviver e prosperar. Hoje, embora muitos trabalhos sejam menos físicos e mais intelectuais, o esforço físico ainda desempenha um papel crucial em muitas áreas de nossas vidas. O exercício, o trabalho manual e a resistência física nos ajudam a alcançar objetivos tangíveis.O esforço físico também está intimamente ligado à saúde, ao bem-estar e à energia, permitindo que continuemos investindo nas outras moedas. Quando nos esforçamos fisicamente, estamos construindo a capacidade de persistir em tarefas difíceis e de aproveitar nossa saúde para o longo prazo.Esforço Mental: A Moeda da Inovação e CriatividadeO esforço mental é a moeda que alimenta a inovação, a resolução de problemas e a criatividade. Nosso cérebro é uma das ferramentas mais poderosas que temos, e a maneira como o utilizamos para pensar, aprender e criar pode moldar nosso destino. Investir em esforço mental significa dedicar tempo e energia para expandir nosso conhecimento, desenvolver novas habilidades e resolver problemas complexos. No entanto, é uma moeda limitada.Nosso cérebro tem limites, em termos de concentração e resistência, o que exige uma gestão cuidadosa do esforço mental. O burnout pode ser tão prejudicial quanto o esgotamento físico e saber quando e como descansar é crucial para maximizar essa moeda.Paciência: A Moeda do Longo PrazoA paciência talvez seja a mais subestimada das moedas humanas.No mundo acelerado de hoje, a capacidade de esperar e cultivar resultados ao longo do tempo é cada vez mais rara. No entanto, a paciência é a chave para o sucesso sustentável.Muitas das conquistas mais significativas exigem tempo, esforço contínuo e a capacidade de tolerar períodos de incerteza e dificuldade. A paciência é o que nos permite seguir em frente, mesmo quando os resultados não aparecem de imediato. Sem ela, corremos o risco de abandonar projetos, relacionamentos e metas importantes antes que floresçam.[Método de Crescimento] Escadinha Vs CatapultaFiz esse rabisco rápido para te explicar minha forma de crescer como profissional. Vamos começar explicando como eu resumi nossa vida. Nascemos próximo ao emoji do bebê, morremos próximo aos 70 anos. Cada circulo representa uma década de vida. Neste exemplo pensei em alguém que morre aos 70 anos e consegue ter o ensino superior completo, que atualmente têm se tornado algo comum.Método EscadinhaDesde novo, notei que todos buscamos a "década de ouro", um momento de auge profissional e pessoal em que conseguimos crescer precificando bem nossa hora por um longo período de tempo. O problema? Levamos muito tempo para chegar nisso, em torno de 30 anos, pelo menos. Tornou-se comum o número de pessoas que, com 30 anos, ainda está longe da década de ouro. Logo após, em torno de 10 anos dando tudo de nós mesmos, a tendência é nos sentirmos sugados e optarmos por desacelerar. Desacelerando é comum nunca mais ser possível criar nada relevante. E assim se inicia o que chamo de “Declínio profissional". É comum, nesse segmento, todos te estimularem a ter sentimento de impostor sobre si mesmo, você nunca vai se sentir pronto! Sempre vai precisar de uma nova pós, um novo mestrado, um novo ano no mesmo emprego, etc. Você nunca vai se sentir pronto para começar nada por não se sentir capaz.Resumo: * Pouco esforço mental;* Médio esforço físico;* Alta paciência;* Médio retorno financeiro;* Alto investimento de tempo. Método CatapultaEsse é o método que eu acredito e aplico na minha vida. Funciona de uma forma simples. Você se visualiza na próxima década e começa a fazer hoje o que deveria estar começando a fazer muitos anos à frente. Quer um exemplo? Com 16 anos comecei a escrever um Trabalho de Conclusão de Curso para meu projeto Sala de aula 2.0 que, ao fim do ensino médio, tinha mais de 288 páginas, contendo dois experimentos laboratoriais, uma sala de aula reformada para objeto de estudo, 32 testes aplicados em formato de experimento com grupo teste e 6 móveis. Minha idade na época? 17 anos. Quantos graduandos de Design nunca criaram algo desse tamanho? Seu valor = Trazer ao momento presente o que você faria daqui uma década. Você faz como Ícaro: voa para o sol! Tenta a cada ano adiantar seus próximos 10 anos todos para entregáveis naquele respectivo ano. Aos poucos o resultado aparece. Em 10 anos você estará 100 anos à frente. Resumo: * Alto esforço mental;* Médio esforço físico;* Baixa paciência;* Alto retorno financeiro;* Baixo investimento de tempo.Não morra como Ícaro, mas entre o sol e o fundo do oceano, opte pelo sol.Ao longo da minha jornada, entendi que o crescimento profissional e pessoal não se dá mais de forma linear, como subir uma escada, mas sim de forma acelerada, como uma catapulta. Assim como no mito de Ícaro, em que o desejo de voar mais alto trouxe consequências trágicas, precisamos aprender a lidar com a ambição e as novas oportunidades de forma estratégica, sem nos perdermos no processo.O que funcionou para as gerações anteriores, não necessariamente funcionará para a nossa, e, como pais que esperam que os filhos sigam seus passos, precisamos entender que o mercado de trabalho de hoje e do futuro exigem uma nova mentalidade.Na Fato Impacto, acreditamos que o sucesso no futuro do trabalho não virá apenas de "voar alto", adotando a última inovação ou perseguindo o reconhecimento. Ele virá de um equilíbrio entre inovação e prudência, entre o impulso de avançar e a estratégia de longo prazo.O mundo está mudando mais rápido do que nunca, com a inteligência artificial e novas tecnologias redesenhando o mercado e, aqueles que não souberem onde e como investir seu tempo, esforço e dinheiro, poderão enfrentar uma queda similar à de Ícaro. E não tentar voar e ficar no Método Escadinha é similar a morrer no fundo do oceano.O mercado de trabalho do futuro exige adaptação constante, mas também clareza. Precisamos saber quais problemas estamos resolvendo e como nossas ações geram valor.A Fato Impacto é a comunidade que entende essa dinâmica e se posiciona como um guia para profissionais e empreendedores. Nossa missão é fornecer os insights, as ferramentas e a rede de apoio necessária para que você possa não apenas inovar, mas fazê-lo de forma sustentável e com propósito.Assim como Dédalo ofereceu asas a Ícaro com uma advertência clara, nós oferecemos o conhecimento e as estratégias para que você possa crescer e impactar o mercado, sem se perder pelo caminho.Na Fato Impacto, nosso objetivo é garantir que você voe alto, mas que também tenha a sabedoria e o equilíbrio necessários para permanecer no topo, sem as quedas que podem ocorrer por falta de direção.Recentemente, cunhei a frase “Rumo a 2502!” porque acredito que o futuro irá mudar tão rápido que será possível que eu viva por pelo menos 500 anos, mas a abundância estará para aqueles que souberam ser rapidamente relevantes, rapidamente geraram impacto. E eu tenho uma forma muito direta e simples para entender se você está pronto ou não para o futuro. Nos próximos 10 anos, quando você olhar para o que está fazendo hoje, terá se catapultado ou terá vergonha do que está fazendo?Na dúvida, vá ao Sol! Na dúvida, se catapulte!Fato Impacto is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  40. 8

    Eu nunca paguei 500 mil reais em nada!

    Meu marketing é ruim! Você tem tempo ou tem dinheiro? Eu já estou começando a ficar em dúvida se eu tenho tempo ou dinheiro, mas cada vez mais, tenho acreditado que tenho dinheiro. Simplesmente não consigo mais me sentir motivado a me aventurar em comunidades com 200 horas de aula. Simples como isso! Às vezes me perguntam “Enzo, por que você escreve Newsletters para público frio?” e a minha resposta é “para eles me conhecerem lendo meus artigos!”. “Mas isso não dá muito trabalho?” E eu, feliz, respondo “é sobre isso, sobre trabalhar”.Aquecer público frio da maneira certa dá trabalho! E é melhor você começar a fazer isso antes de ter um produto ou seu carrinho aberto, precisando de dinheiro.11ª. edição da Newsletter Fato Impacto! Seja bem-vindo à Newsletter de número 11. Para você que chegou agora, estou há mais de 60 dias escrevendo semanalmente sobre como vou chegar a um negócio que fatura mais de 100 mil reais de forma recorrente. O que eu quero dizer com isso? Vai ser uma jornada legal, de talvez 3… ou 10 anos… eu não faço ideia! E sinceramente? Nem me importo.Não vai ser hoje, não vai ser amanhã, nem no mês que vem, nem no ano que vem e talvez nem em 5 anos! Mas eu vou vencer. Não importa o quanto demore. E se você quiser ler meus textos enquanto faço isso acontecer, me deixe seu melhor e-mail!Algumas informações adicionais aqui:Vou escrever 3x mais, ou seja, se você me ama, UHU! se você me odeia, sugiro que DESISTA! Em breve esses textos vão chegar segunda, quarta e sexta-feira às 9h! No entanto, apenas os últimos 6 textos estarão disponíveis gratuitamente e, não quero que olhe isso como algo ruim, eu quero te estimular a se comprometer a estar comigo, como estou aqui com você!O Leão não é o dono da selva por ser bonzinho, mas sim por ser destemido.Algumas coisas da sua vida precisam ser decididas por você. E uma delas é seu preço! Preço é a melhor forma de se comunicar com as pessoas, preço mede interesse, simpatia e até expectativa. Para cliente, você não diz não, diz o preço! Essa frase aprendi com o Victor Damásio, meu mentor de Marketing Digital. * Já com o Bruno Okamoto, aprendi que um negócio se simplifica em 4 pilares: Proposta de Valor (coração);* Modelo de negócio (cérebro);* Segmento de cliente (sangue);* Distribuição (espermatozoide). Essa é a analogia. “Ah, Enzo, mas não tem mais coisas?” Tem! Mas no dia 01 você precisa ver seu negócio apenas pelo essencial. Então esqueça o resto e aprenda isso, porque tem 99% de chances de você ser um fracasso porque não entendeu o o básico.Eu não sei no que você é melhor, mas vamos pensar em uma nota para o quanto você conhece de cada um desses pilares e se atribua uma nota de 0 a 10 em cada um deles.Atualmente, minhas notas são as seguintes: * 🫀 Proposta de valor: 5 * 🧠 Modelo de negócio: 3  * 🩸 Segmento de clientes: 6 * 🍼 Distribuição: 2 Deixe sua autoavaliação nos comentários copiando essa parte do texto “minha nota é”. Quem comentar, terá 50% de desconto para ser assinante Premium da Fato Impacto!Já cometi muitos erros e ainda não estou pronto Eu já lancei uma ótima proposta de valor para 0 pessoa ver - e deu errado. Já criei um monte de projetos que, sem distribuição nenhuma, foram pouco vistos pelo mundo.Até que notei que minha namorada estava cansada de um cara estudioso, porque demorei muito estudando e ela preferia um cara fracassado, mas que tentou tanto a ponto de perder tudo. Eu era o primeiro cara: mais estudava do que tentava.Eu tinha 0% alocado em risco porque não tinha coragem de lançar sequer um texto sobre minha forma de trabalhar no mercado. E só comecei a trabalhar nisso há 11 semanas, mesmo sem saber o que fazer.Você precisa ser claramente uma autoridade em alguma coisa e, além disso, uma autoridade caraO único ponto que eu discordo do Bruno é na geração de conteúdo e autoridade em mercado. Na minha opinião, nós, empreendedores lifestyle business ou solo-entrepeneur precisamos ser muito grandes quanto a autoridade em mercado e trabalhar muito bem isso. Talvez até o momento em que você consiga uma boa demanda reprimida de alguma coisa, quanto maior for essa demanda, maior a chance de haver uma competição positiva para entrarem na fila de espera ou beta-test do seu negócio.Atualmente, trabalho para uma empresa listada na NYSE e já passei por uma listada na NASDAQ, que adquiriu uma startup que foi vendida por mais de duas casas decimais em milhões. Antes disso eu já havia representado o Brasil no maior fórum de inovação científica do mundo e, esse curto, porém impactante currículo de poucos anos no mercado, muda totalmente meu jogo, a ponto de me dar confiança de criar minhas próprias regras de jogo, porque sendo sincero, todos os outros Enzos que você conhece, ou são pequenos profissionais/iniciantes, ou estão no mesmo nível que eu ou é o filho da Cláudia Raia. Errou no “Custo para entrar”O ClubHouse só tinha convites para entrar, isso é uma estratégia de lançamento de produto para garantir que não tenha mais sangue do que veias no negócio. E assim ele morreu. Por excesso de sangue. E sabe qual foi o erro deles, na minha opinião? O preço. O preço fere o apetite do seu cliente e, um cliente com muito apetite pode matar seu negócio. Estou atuando hoje para empresas Enterprise e, sinceramente, tem tanta grana no caixa que podemos limpar um mercado povoado por empresas fora da bolsa de valores.Para uma empresa grande, se você não está na bolsa, você não está no jogo. Podem ter empresas muito grandes de capital fechado? Sim. E se for o caso, continuamos procurando uma oportunidade para desviar delas. Não sei se você notou, mas o IronMan se tornou um grande negócio lucrativo. Ele tem dois grandes filtros: o financeiro e o físico. Na sua cidade explodiram o número de corredores? Na minha explodiu! Inscrição a 200 reais e corrida de 10km. Filtro mais físico que financeiro. O seu negócio tem quantos filtros? Deixa eu chutar: Nenhum?Voltando para como eu paguei 20 mil reais para descobrir que estava errando no arroz com feijãoNa semana passada, estive na imersão Vida de Mentor Ao Vivo na Vila Olímpia, cada ingresso para entrar custava 10 mil reais, se antes você já tivesse se comprometido a pagar mais ao Victor, ganhava esse evento. Em torno de um mês atrás, eu já havia me comprometido a pagar 20 mil reais em 12x de R$ 2000,00. Então, entrei neste evento sem ter que fazer uma nova aquisição, apenas bancar meus custos da viagem.Imaginei que a solução que eu oferecia poderia ser impulsionada por influenciadores, que teriam menos decisões do que grandes multinacionais, por exemplo, para decidir colocar a inovação pra frente. O problema? O custo de 500 mil anualmente.Ofereci isso a algumas pessoas que achei que poderiam ganhar algo com uma inovação para a experiência de seus próprios clientes, o Feedback que recebi? Ruim. Acho que eu fiquei o evento inteiro me vendendo errado, até que eu entendi que só quem fatura anualmente mais de 24 milhões com marketing digital (tendo 48 vezes o valor da minha consultoria de inovação B2B) poderiam me contratar. Um jogo de 3 alvos! Naquela sala tinham duas pessoas que eu sabia que faturavam algo dentro dessas grandezas: Pedro Sobral e o Leandro Ladeira, além do dono do evento, o Victor Damasio, não sei se você conhece um dos três, mas eu sabia o tamanho deles e a primeira coisa que eu pensei foi: Nessa sala de 200+ pessoas, tem três potenciais clientes para meu negócio.O problema? Eu não ter medo de fazer um Pitch de 500 mil reais de consultoria estratégica para esses gigantes do marketing digital na frente das pessoas que também já investem no digital. Por um acaso do destino, consegui mandar meu material de isca no Airdrop do Pedro Sobral, já que consegui sair “por acaso" para encher minhas garrafas d’agua antes de ele entrar no palco. Então, quando abriram a sessão de perguntas, peguei o microfone e falei: “Pedro, obrigado pela palestra, eu sou o Enzo! Trabalho com pesquisas para grandes empresas enterprise e tenho notado que grandes influenciadores com várias pessoas engajadas podem, com certeza, ter um ganho de até 30% do seu faturamento criando um produto SaaS para sua audiência. Com isso, me ajuda a entender, já estando com dados de +12 influenciadores que aumentaram sua relevância no mercado digital e seu lucro, como Bianca Andrade, Thiago Ventura, Rafael Kiso, entre outros. O que seria necessário para você colocar um negócio assim para seus clientes? Saiba que se quiser minha ajuda nisso, faço um preço especial, 1% agora como sinal de comprometimento e 99% dos 500 mil reais que eu cobro após esse produto gerar lucro. O que acha? E além disso, na sua opinião. Estou no caminho certo te abordando assim?”O que eu perdi jogando dessa formaCom certeza essa é uma forma ruim de fazer uma venda enterprise de 500 mil reais de ticket. Vários experts em vendas B2B têm processos de nutrição de contatos de mais de 2 meses e 6+ ligações para fechar um ticket desse tamanho. Mas meu objetivo nesse evento era:* Mostrar minha autoridade para todos;* Falar minha experiência no 1 pra N e não no 1 pra 1;* Mostrar que precifico alto e aumentar meu valor na sala; * Atribuir o preço a um resultado e mostrar que estou junto com meu cliente;* Entender o first customer think depois de receber minha oferta.O que eu tinha a perder: * Minha reputação (por algumas semanas talvez?);* Minha autoridade (poderia ser chacota?);* Meu valor percebido na sala;* 3 leads;* Ser expulso do evento.O que eu perdi? Os 3 leads. Nenhum fechou! Mas eu entendi os motivos dos três.“Entre ter um atitude comum e uma atitude diferente, opte pela diferente, a não ser que você se contente com o que é comum” - Enzo DuliusO que eu ganhei jogando dessa formaConexões. O meu retorno foi 100% em conexões com pessoas que admiraram minha atitude e têm contatos que querem me contratar por 500 mil reais por ano nas suas respectivas esferas. Quanto especificamente? Acredito que duas pessoas. Dentre as 200+ pessoas do evento, apenas duas, na minha opinião, têm potencial de me conectar a essas pessoas. Pode parecer pouco. Mas se ambas conseguirem um único contato, estamos falando de um crescimento 10x maior do que o que vocês esperam ver nessa Newsletter há +11 semanas.E eu ainda não comecei a desenvolver nada efetivamente! Além disso, vou listar alguns outros pontos que considerei ganho: * Oferta difícil de resumir em poucas palavras* Ponto para eu melhorar. * Sobral comentou “Já tenho um sócio que cuida de Software, você vem para apoiar/agregar ou vem para substituir? Se for para substituir eu não quero.”* Objeção a contornar* Ladeira comentou “Eu já tenho alguns SaaS, mas para mim, nenhum mudou o meu jogo, não sei, pode ser que eu tenha feito algo errado, mas é algo muito difícil de desenvolver”* Objeção a contornar* Victor Damasio comentou “Enzo, sabe quantas pessoas contratei por 500 mil ano? Nenhuma. E você não será o primeiro.”* Achei esse feedback muito bom.* Victor Damasio adicionou “Quem já viu valor no seu trabalho, você pode me mostrar alguém?” * Logo após isso, falei: Possuo comentários de alguns CTOs ou CPOs, isso conta em algo? Ele respondeu perguntando na mesa se alguém sabia o que era um CTO. Ninguém sabia! E ele disse “Oferece para quem tem essa grana e sabe que você gera valor". * Ninguém, depois do meu pitch, perguntou se eu trabalharia por 5 mil no mês. Todas as propostas eram “Vou ver se consigo arcar com o seu tamanho dentro do meu time". * Saiba que quem coloca seu preço é você! Não deixe que os outros digam a você o quanto eles querem te pagar. Eles vão te falar muito menos do que o que você vale.* Se você não consegue mostrar o quanto vale, não ouça esse conselho.Esse evento com certeza valeu os 20 mil reais que eu paguei. Eu sei que pode parecer loucura, mas agora estou muito mais próximo de acertar meu cliente. E sei também que pode parecer caro o evento como um todo, mas você precisa de um super filtro quando você tem um super cliente. Minha receita é 25x maior que o ticket que eu paguei, ou seja. Cada cliente que eu fechar em um desses eventos, me capacita a entrar em mais 25 eventos que custem esse valor. E você pode se perguntar “Enzo, por que você não investe apenas em um fluxo comum de aquisição enterprise?” E a minha resposta é que sou um empreendedor solo! Quero baixa complexidade agora, já possuo algumas pessoas dando apoio a mim em meu time e uma das tarefas deles não é sair atrás de clientes de 500k. Então vamos supor que eu precise de uns 4 ou 5 eventos como esse para conseguir converter um cliente.Custo total de aquisição (de forma simplificada) 5x 20k = 100 mil. Ticket médio = 500 mil. Parece uma loucura para vocês? Porque para mim isso é apenas mexer as peças do meu xadrez que podem mais rapidamente me trazer grandes resultados a baixo custo de tempo e esforço a um médio investimento financeiro, dada a proporção de retorno.Dedique-se bem à tarefa de montar o seu segmento alvoMire na lua. Mesmo que você erre cairá, entre as estrelas- Norman Vincent Peale Eu fui para este evento com uma Lua Clara. Minha Lua eram o Pedro Sobral, o Leandro Ladeira e o Victor Damasio. E eu errei a Lua, acertei duas estrelas que parecem estar mais aderentes a meu negócio do que esses alvos estavam.Agora me diga uma coisa, você chegou a contar quantos filtros eu fiz para chegar neste alvo?* Me dispus a pagar 20k em uma mentoria de marketing digital;* Me hospedei no Alphaville em São Paulo por 3 dias;* Esperei o melhor momento dentre as 72h em que estive no evento para fazer o pitch das melhores formas possíveis até meus alvos e ter este feedback;* Eu já fui com um documento de pelo menos uma página mostrando quem era meu alvo com pelo menos 12 características de quem era e quem não era meu cliente;* Fiz um estudo de 12 pessoas similares aos meus alvos que já haviam feito o que eu prometia e aumentaram sua lucratividade com pouco investimento de tempo e esforço no curto prazo, para que a longo prazo tivessem uma nova receita alternativa;* Fiz um filtro de preço de 500 mil reais.E ainda assim, eu errei. Progresso é estar mais perto do objetivo ao final de cada dia, progrida.Espero que esse texto tenha sido para você uma pílula mental de cafeína, assim como foi para a minha cabeça tangibilizar essa visão. Quando você tiver critérios demais para segmentar seu público-alvo. Pegue um atalho como eu, pague caro, vá até o lugar onde seu alvo está, peça feedback. Reajuste sua rota e repita. Repita até dar certo. Pode ser que não seja hoje, nem amanhã. Hoje não foi. Mas enquanto não for, estarei aqui te esperando para dizer o motivo e o que eu aprendi. Te vejo novamente na semana que vem! Caso tenha gostado de ler este texto, considere se inscrever ou enviar a um amigo no botão abaixo. Fato Impacto is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber.Veja aqui o vídeo que me inspirou a ter essa frase e acreditar no processo, repetindo-o diariamente Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  41. 7

    60 dias até uma ideia de negócio

    Quanto mais, menos! Quanto menos, mais! Eu sempre fui o homem que tem umas 5 ideias de negócio por dia todos os dia. Falava a todos - ou quase todos - com muita frequência, a minha boa ideia do momento! No fim, notei que quanto mais ideias eu tinha, menos elas tinham valor pra mim.Até que comecei a exigir mais das minhas próprias ideias, eu precisava fazer pesquisas, falar com algumas pessoas, entender o que iria doer mais ou menos, o que brilhava o olho. Se você tem muita facilidade de colocar ideias em prática, talvez deva investir mais tempo até considerar isso como uma ideia de fato.Seja bem-vindo à 9ª. edição da minha Newsletter! Esse foi um tema muito pedido aqui: como eu cheguei até a ideia do meu negócio que irá faturar 100 mil reais de forma recorrente e quais eu acredito que sejam as formas de te ajudar a chegar nisso também! Mas antes, quero te fazer um convite! Assinantes Premium, agora vão participar do Grupo de Leitura Fato Impacto!Estou lançando minha Comunidade Premium e, aos poucos, irei revelando os benefícios de você assiná-la. Por enquanto, o que posso dizer é: Nas próximas semanas, os assinantes vão poder participar de encontros de leituras de livros relacionados a temas similares aos que falo aqui para complementar seu conhecimento.Caso você não queira gastar nenhum real e esteja satisfeito com meus artigos gratuitos, se inscreva para receber meus e-mails toda segunda-feira às nove horas da manhã!Agora, se você quiser se tornar um assinante do Clube do Livro da Comunidade Fato Impacto, vou deixar um spoiler dos primeiros títulos que estamos analisando com nossa audiência para serem lidos com vocês em breve, dê uma olhada aqui:Você não acha que pode estar supervalorizando sua ideia?Neste vídeo, compartilhei um pouco com meus seguidores algumas etapas que sequer são consideradas por um empreendedor, a verdade é que se apaixonar por ideias é um risco extremamente caro! Em torno de dois meses, fiquei conversando com pessoas que tinham uma visão diferente da minha, para que eles apenas me contassem seus problemas.Eu acreditava que, se definisse um público-alvo e falasse com eles ao máximo até encontrar um problema comum, eu teria uma boa ideia! Na minha primeira imaginação, fazer pesquisa tinha a ver com um processo de vendaFoi assim que comecei! Pensei: "Vendedores! É isso!”.Você pode estar se perguntando: “Enzo, o que pesquisa tem a ver com vendedores?”. Um bom pesquisador precisa encontrar um bom segmento-alvo que saiba responder às perguntas principais que um projeto visa entender. Qual é a parte mais difícil? Conseguir falar com pessoas que querem te contar os problemas dela facilmente.Por que isso parece com um vendedor? Porque o vendedor precisa entender esse segmento-alvo, porém ele possui uma solução para vender. Normalmente, só não tenho soluções para ofertar.Meu processo de pesquisa passa por entender muito os problemas de um segmento, escolhendo um de cada vez, até que eu digo: “Ok, muito obrigado por compartilhar seus problemas comigo!” e vou embora. E repito isso, até que eu consiga visualizar um problema praticamente óbvio! E então, suponho hipóteses de solução para resolver aqueles problemas. E começo tudo de novo, às vezes até com as mesmas pessoas.Eu cheguei a imaginar que tinha tudo a ver com vendas!Paguei alguns vendedores para falar comigo, mas notei que muitos deles não tinham tanta clareza assim sobre os problemas que tinham. Alguns reclamavam de receber leads desqualificados, outros diziam que é muito difícil treinar vendedores por ser uma área bastante rotativa dentre as empresas, alguns só queriam que as plataformas fossem mais integradas em um único dashboard.Quanto mais eu conversava com eles, mais eu via que meus problemas de pesquisa não tinham nada a ver com os problemas que eles tinham.Talvez a única ferramenta que poderia ajudar a eles e a mim, seria algo que qualificasse uma lista fria de pessoas de um determinado segmento.A partir disso, comecei a pensar em ter um SDR feito por inteligência artificial, que qualificaria listas. Entrei na comunidade AI Builders pensando nisso, quando eu vi, o próprio curso já criava isso, todos ofereciam fazer esse tipo de trabalho pra você por mil ou dois mil reais.1 - Se todo mundo sabe o que você oferece, seu conhecimento vale muito pouco!2 - Se você não facilita algo complexo, pode ser facilmente substituído por alguém com mais habilidade - ou mais dinheiroTer boas ideias se passa por assumir sua própria ignorância todos os diasEu procurava algo que fosse uma dor minha e, que ao mesmo tempo, estivesse ligado ao meu core de pesquisa. Já desenvolvi um produto completo de arquitetura, dê uma olhada abaixo: Qual foi o problema que eu tive após criar a Vê Valor e não conseguir mais ter alinhamento entre os antigos sócios? A empresa não resolvia minha dor e eu não sou um especialista em arquitetura, ou seja, sozinho em uma “euquipe”, não entrego nenhum valor ao cliente. Então, neste novo negócio em que quero alcançar 100 mil reais de faturamento, comecei com alguns objetivos para minha ideia.Lembra o que eu havia falado sobre tornar mais rígido seu processo de ter ideias?Os critérios para minha ideia de negócio de 100 mil reais mensais recorrentes* Ser uma dor minha;* Já ter experiência com essa dor. Ser uma autoridade;* Conseguir ser o rosto da solução, que pudesse apenas eu fazer o marketing e, com meu building in public, criar isso;* Concluir sozinho a proposta de valor inteira, ou seja, ir do zero até a solução materializada, pegar um cliente pela mão e conseguir levá-lo desde não conhecer até o momento “wow”.* Ser algo difícil de fazer para não ter concorrentes tão facilmente;* Ser fácil de explicar, que quase todo mundo entenda e passe por isso;* Parecer muito inovador;* Não ser o primeiro a fazer isso, mas ser o melhor.Parece que eu estava exigindo muito de mim, correto? Eu também imaginei isso no início, mas essa foi a única forma que encontrei de me “autocontrolar” e parar de ter novas ideias todos os dias com base em poucas coisas relevantes.E funcionou! Consegui criar isso e fazer com que eu me acalmasse e ficasse longos dias sem NENHUMA MÍNIMA IDEIA DO QUE FAZER. Talvez para você, não ter ideia do que fazer seja assustador, no meu caso também foi! Ainda mais quando você se comprometeu a mostrar esse processo em público, em Newsletters e compartilhar isso todas as semanas. As pessoas me cobravam sobre essa ideia, sobre o que fazer. E, para mim, foi ótimo dizer "Sendo sincero? Eu não sei!”O que fazer se você não sabe como ter ideiasEu já trabalho com design há mais de 6 anos e nasci em casa de estilista, ou seja, sempre respirei a tal da "criatividade” e vou dar exemplo do que meu pai faz para ter ideias de inovação em moda, que com certeza é muito mais difícil que inovação em tecnologia, devido ao fato da mudança em moda ser datada pelas mudanças climáticas do ano, todos os anos, repetidamente.Meu pai, em um determinado momento do ano, coloca todos seus funcionários a buscarem coisas criativas, o dia inteiro, por quantos dias fossem necessários. E ele tem uma métrica de, pelo menos, 5 mil coisas criativas, enquanto não chega a esse número, ele continua e vai filtrando, até ter uma porção de coisas realmente aderentes ao que ele imaginou com base nas tendências que tèm estudado. Com isso, limita até ter 80-150 bons projetos para lançar na indústria. Na minha opinião, o segmento de serviços é muito mais dirigido por resolução de problemas antes de apenas coisas novas como a moda. E eu sempre tive um grande ganho sendo apaixonado por livros de resoluções de problemas complexos, então quanto mais criativo eu preciso ser, mais eu consumo diferentes formas de resolver problemas complexos.Se eu já tenho muito trabalho a fazer, estudo menos. Se estou em um desses períodos “sem saber o que fazer”, leio e estudo mais! É quase como filtrar café! Pense que sua energia é como a água dentro de uma cafeteira, ela vai passar pelo filtro, tenha inspirações ou não. E você vai ficar lá pensando “uma boa ideia, uma boa ideia, uma boa ideia…”. Pode acontecer? Pode! É provável que aconteça? Não. E ainda digo mais, é provável que, quando aconteça, seja ruim e mediano! Por quê? Porque não foi embasado em nada realmente relevante! O pó do café dentro do filtro seria como as inspirações para sua cabeça, no caso do meu pai, que trabalha muito com design em uma forma visual, são imagens e produtos físicos já materializados. No meu caso, são soluções de problemas complexos, muitas vezes materializados em templates, em steps, listas de tarefas ou em uma forma de metodologia que divide e agrupa conforme as necessidades.Porém, ainda assim, você terá que estar cheio disso no seu filtro, se não vai ser muito difícil ter algo bom, tragável. Pode até ter, porém a demora tende a ser muito maior e, não só isso, tende a ser pouco inovativo. Significado de Inovativoadjetivo capaz de inovar, de fazer algo nunca antes feito; inovador. Que traz consigo inovações e novidades; inventivo, criativo. Etimologia (origem da palavra inovativo). A palavra inovativo deriva da junção do verbo inovar e do sufixo-ivo.O filtro, nesse caso, são as condicionais que você coloca para garantir que quando passar, será uma ideia realmente boa. É muito importante que, quando conseguir passar uma única ideia pelos filtros, você já a valorize e queira vê-la pronta! Queira colocar em prática.Valorize a inovação que pode ser gerada com isso.Recapitulando: a água corrente é sua energia/motivação, sem isso não vai ter nada. Você precisa garantir a recorrência desse primeiro fator, além disso, você precisa garantir inspirações, que são o pó do café, que vai fazer ter algum gosto! E para finalizar, você precisa ter critérios bem estabelecidos para representar o filtro, e garantir que o que sair você vai querer implementar! Torne ter ideias algo leve e fácil Eu cometi um tremendo erro no processo de ter ideias e, talvez isso que foi o que me fez demorar tanto para ter uma boa ideia. Eu estava muito preocupado de como eu iria colocá-la em prática. Eu não tinha tempo para empreender, então acho que isso, em parte, me "segurava". Até que comecei a contratar pessoas para me ajudarem a tirar meus planos do papel.Contratei antes de saber como iria pagá-las. Mas contratei! E uma das primeiras foi um amigo que sabia desenvolver coisas legais com IA. Pedi para ele desenvolver um produto para facilitar a venda da minha mentoria de Inovação e Pesquisa para empreendedores digitais que faturam de 500 mil mensais até 3 milhões mensalmente.E ele, ao ser contratado, falou "Me diz o que você quer que eu faça para mostrar a seus clientes". Eu não sabia o que dizer! Precisava já ter uma ideia, mas não estava seguro com nada. Então pedi a primeira coisa que veio à minha cabeça! Ele começou a me pressionar por agilidade na resposta. Pensei o que eu queria muito ver, que faria sentido para um produtor de conteúdo digital ver também.Então falei: “UM SEGUNDO CÉREBRO! Vamos criar um segundo cérebro!"Logo ele questionou: - Ok! Mas o que você espera com isso?- Eu tomo nota de muito conhecimento, mas chega na hora de me encontrar dentre as notas, me perco! Teria como colocarmos um bot no WhatsApp que olha os locais onde armazeno minhas notas, conteúdos de curso etc. e ele só me ajuda a lembrar onde eu coloquei?- Cara, boa ideia! Preciso pesquisar!Foi assim que nasceu minha ideia: sendo pressionado. Eu já tinha algo para criar, eu só não sabia se faria sentido, se teria algum valor, se seria fácil de fazer.Eu não pensei em muitas coisas, só falei a primeira solução que me ajudaria muito.O ambiente importaAlgumas coisas terão que sair de bate e pronto e, é melhor você estar com pessoas que valorizam ideias, ainda que sem acabamento e queiram seguir em frente, do que pessoas que te desestimulam. Não existe ideia boa ou ruim, existem só ideias, ideias são ideias, não valem nada.Se elas derem muito certo, vai parecer que você é um gênio, se derem muito errado, vão dizer que era óbvio que iria dar errado.No fim das contas, tenha certeza de uma única coisa: o que diferencia um gênio de um maluco é apenas o resultado que ambos obtiveram no que diziam que fariam.Quando eu tinha 16 anos e falava a todos que iria expor minha pesquisa científica no Imperial College, em Londres, eu era um maluco, não tirava nem 60% da nota das provas de biologia e me sentia capaz de ser um dos 30 representantes do Brasil no maior fórum científico do mundo. Um ano depois, quando recebi o reconhecimento de ser 1 dos 150 pesquisadores mais influentes para o futuro da humanidade, algumas pessoas me davam tapinhas nas costas e diziam que sempre acreditaram em mim. A solução para mim? Ser um maluco obcecado pelo processo de conquistar seus resultados com o tempo. Até porque eu nem me identifico assim com os outros jovens da minha idade. Eu me identifico com quem resolve problemas e cobra por isso.Espero que tenha gostado desse artigo, no próximo irei explorar de forma mais prática e metódica cada uma das etapas do processo de filtrar o café. Esteja comigo segunda-feira que vem às 9 horas. Você nem precisa marcar esse compromisso na agenda! Deixe-me apenas seu e-mail aqui embaixo. Te vejo em breve.Sua ideia só vale alguma coisa se você tirá-la do papel, lembre-se de que papel na reciclagem e papel com sua ideia anotada valem a mesma coisa. Sua ideia só vira um negócio quando você prova que ela resolve o problema de alguém. Então, se já tem uma ideia, pergunte-se “o que ela resolve? E quem tem essa dor?” Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  42. 6

    Profissionais avessos à inovação

    Eu nunca soube dizer que profissional seria Quando temos em torno de 5 a 8 anos, começam a nos questionar “o que você quer ser quando crescer?”. Você já passou por isso? Ou melhor, se lembra da primeira vez que te fizeram essa pergunta? Parte 01 - Você faz o que foi programado a fazerVocê foi condicionado a ser uma engrenagem da indústria e nem percebeu A escola nasceu na Revolução Industrial, junto com isso, esse movimento criou outros famosos centros de agregações humanas, sendo ela parte do quarteto: escola quartel e indústria prisão. O seu ócio criativo está do tamanho de um grão de mostardaMas antes…Esta é a sétima edição da minha Newsletter, após um sucesso gigantesco e a quebra do meu recorde de engajamento na edição #6 que, acreditem ou não, fez com que mais de 5 diferentes pessoas me procurassem para abrir projetos inovadores, te dou as boas-vindas a uma nova semana comigo!Essa Newsletter tem o objetivo de documentar minha jornada até ter um negócio que fature 100 mil reais ao mês de forma líquida, sem me envolver na operação. Ainda não sei como fazer isso, mas quero criar uma comunidade que acompanhe toda minha trajetória e, caso sinta vontade, se coloque em prática também, afinal eu estou partindo assim como você do absoluto zero. Caso você queira fazer parte desta trajetória, seja lendo e vendo na prática alguém construir isso, saindo das trincheiras ao cume do Olimpo (risos) ou queira um parceiro nesta solitária jornada… Deixe-me seu e-mail e vamos nessa! Retomando… O seu ócio criativo está do tamanho de um grão de mostardaNesta condição industrial do século XIX, havia poucas condicionais, sendo elas: Ou seja, você nasce, vai à escola, de lá, pode escolher entre uma profissão e uma carreira no quartel ou defesa nacional. Em ambas, no ponto mais otimista, você terá um extremo sucesso e uma incrível quantidade financeira.Já no ponto mais pessimista, você terá a prisão; no fim, todos vão ao cemitério. O desafio mais perseguido pela sociedade é, naturalmente, em vida, colocar mais crianças na comunidade, que irão, por consequência, seguir esse mesmo mapa. O que mudou do século XIX para o atualA categoria de serviços: essa foi a grande mudança. O autor Yuval Noah Harari, em seu livro Sapiens, retoma o tema falando da evolução humana.Considerando que crescemos muito similares à vida de um animal, até que passamos a ser caçadores-coletores e trocar os bens que produzíamos pelos bens que outras pessoas produziam, chegamos ao apogeu industriário, onde descobrimos a incrível economia de criar produtos iguais e em larga escala, visando abastecer, praticamente, toda a sociedade com bens como: alimentos, carros, eletrodomésticos, roupas etc. De lá para cá, o que se tornou incrivelmente relevante, foi o crescimento da indústria de serviço, que começou a fazer com que eu pagasse a você por um texto escrito em um site.com, por exemplo, e apenas isso fosse suficiente para uma troca de valor. Como seguem as imagens expostas esta semana pelo perfil “Brasil em Mapas”Onde você se perdeu nesta história Ainda que seja um profissional da área de serviço, você é formado para uma indústria comercial, que vai limitar o seu crescimento. Todavia, sendo um operário ou um médico, caso você veja seu próprio corpo como meio para criar um valor monetário por tempo dedicado, você terá um teto de crescimento e esse teto vai limitar sua ambição. Tornando isto palpável com meu exemplo pessoal Nasci em uma família de profissionais da indústria da moda. Dentro desse setor, podemos dividir a geração de valor entre cinco principais categorias: * Quem trabalha com as mãos* Esta categoria se dá pelos primeiros membros da indústria e, por consequência, mais numerosos. Eles contribuem com seu par de mãos, o trabalho é fazer uma tarefa específica e passar adiante.* Quem trabalha com gestão de mãos * Conforme você seja um ótimo par de mãos para a empresa, poderá se responsabilizar por uma dezena de outros pares de mãos. Dentre essa responsabilidade, precisa garantir que esses profissionais façam exatamente uma única tarefa com suas mãos e passem a diante.* Quem trabalha com cérebro * Caso você comece a intervir, de forma positiva, nas possibilidades definidas para os processos estabelecidos para gestores de mãos, pode ser promovido para “cérebro” de uma área. Ou o “cérebro” por trás da esteira de mãos. Assim, você começa a definir ordens, táticas e processos ligados a gerenciamento de performance, gestão de tempo e diminuição de custos.* Quem trabalha com gestão de cérebros* Dentro de uma organização maior, se você for um “cérebro” muito dedicado, pode ser promovido a líder dos “cérebros!” e poderá olhar as decisões de forma estratégica, pensando um pouco além do semestre atual e visando passos futuros, como por exemplo, ter uma nova “pessoa cérebro” para criar um segundo grande time na empresa.* Quem se responsabiliza pelo bom funcionamento dos profissionais acima.* Caso você seja o melhor “gestor de cérebros”, pode assumir a presidência da empresa ou ser diretor de um desses grupos como um todo sendo o “responsável por marketing” ou “responsável por finanças por exemplo”.Qual destes profissionais você está mais próximo de ser? Meus pais estavam entre os grupos 2 e 3. Não ficaram ricos - nem irão ficar enquanto seguirem sua própria profissão. Eles ficarão entre aquele segmento de pessoas da sociedade que conseguiram construir patrimônio, mas não o suficiente para continuarem se sustentando caso parem de trabalhar. Parte 02 - Do que você tem controle quando faz parte do sistemaNós somos uma engrenagem desse sistema Somos apaixonados por segurança, mas que segurança temos? De 6 meses? Você conseguiria ficar 6 meses sem a sua renda mensal atual? E onde isso é seguro? Partindo de outro princípio, consideremos seguro: vale a pena tamanha “segurança” para continuar até o resto de sua vida nisso? Porque isso te afeta Recentemente, finalizei os livros Flow, do autor Mihaly Csikszentmihalyi e, um dos muitos dados que me marcaram, foi um dos fatores pelos Estados Unidos terem se tornado o país mais desenvolvido do mundo, e após isso estagnado aos poucos… Os estudos dele apontam que o tempo fora do trabalho utilizado para a maioria dos americanos tornou-se o fator chave para o seu desenvolvimento.Vamos fazer uma conta simples… Todos nós temos 24 horas. Você pode ser um empregado que tenha oito horas de sono e gaste em torno de uma hora por cada uma das três refeições que deveria fazer.Desta forma: 24h -8 (trabalho) -8 (dormindo) -3 (alimentação), assim você ainda possui 5 horas. Sobram 5 horas de vida. O próprio autor cita no livro que, durante uma parte da história, esse foi um dos fatores importantes que fizeram os Estados Unidos crescerem: o hábito que os americanos tinham de dedicar essas 5 horas a si mesmos diariamente, até que… Os estudos também apontaram que, pela dificuldade de alocar todas as pessoas em uma determinada função profissional, foi necessário desenvolver um meio de distração em massa para evitar insatisfação e questionamentos ao controle populacionalAssim, os Estados Unidos começaram a ter grandes estímulos para consumir entretenimento, seja de shows, televisão ou grandes modalidades e ligas de esportes. Com isso, aos poucos, a massa econômica que fazia o país ser um motor, passou a ser um grande problema econômico e alto meio de lucro para estas determinadas indústrias. Parte 03: Onde sua ambição é esmagadaSeu emprego está arruinando, de duas formas, sua capacidade de inovarQuando seu único ponto focal de energia é o emprego e suas metas profissionais dentro da companhia, você vê que, 8 das suas 24 horas do dia são dedicadas a esta finalidade, automaticamente você vai querer fazer com que todos seus eventos se adequem a isso. Eu também já fiz isso. E não via nada de errado, afinal, todos fazem exatamente a mesma coisa. O problema por trás dessa atividade é que você já dedicou, pelo menos, 25 anos da sua vida para se capacitar na sua profissão, seja ela qual for, até que, após ficar capacitado, começou a entender que ainda tinha conhecimentos genéricos e, com isso precisava:1 - Se tornar um especialistaIsso quer dizer, você já sabia o que precisava fazer na sua área em um cunho profissional, mas não estamos mais no século XIX. É fácil encontrar outros profissionais com o mesmo canudo de graduação que o seu e, assim, você foi atrás de uma pós, de um mestrado, de cursos profissionalizantes, até que… 2 - Escolher um segmento de atuaçãoVocê precisou se dedicar a um único segmento e não a tudo que, inicialmente, estava se propondo a fazer na sua profissão, com isso, você agora só passou a atender uma determinada característica de problemas de forma recorrente e, aos poucos, foi se tornando bom nisso… Até que em certo dia…3 - Escolher uma categoria-alvo para atuar ou empresas de focoUm supercliente ou uma superempresa te chamou para fazer exatamente a mesma coisa, só que, para as necessidades dela, então esquece um pouco todos os problemas mais ou menos iguais que você fazia e foca só nestes seis ou sete aqui porque eles são realmente complexos… Forma 01: Um profissional deixa de ser inovador quando está preso a um único contextoQuando você disse "sim" ao cliente dos sonhos ou ao emprego dos sonhos, automaticamente disse "não” para todos os joules de energia que você tinha soltado em seu dia para “abstrair". E quanto mais sobrecarregado você está em um mundo cheio de problemas em que é a única pessoa que sabe resolver, você está indo muito bem dentro da empresa, mas muito mal para sua vida pessoal.Aos poucos, seu cliente ou sua empresa vão te moldar exatamente para o que funciona para ela e, pasme: fora dela ou com outro cliente, nada do que você aprendeu vai fazer sentido. Claro que sua experiência é válida, em torno de 15% (em um chute próprio e dedutivo) das habilidades desenvolvidas e que eram ótimas para aquele caso, vão ser utilizadas de novo emprego. 75% dos conhecimentos que você teve daquele segmento de atuação e das ferramentas que utilizava, dos laços profissionais que construiu, das metodologias que funcionavam de acordo com sua necessidade… Tudo isso fica com a empresa e, talvez esse seja o preço mais caro de ter que dedicar a sua carreira a um único cliente ou corporação.Forma 02: Visão Negócio First ou Método First Ninguém dentro de uma empresa vai chegar e te questionar sobre seus métodos. Ou farão isso com baixíssima frequência. Eles querem que você entenda da visão para onde o negócio quer ir e querem que você entenda qual o método precisa para desenvolver o seu trabalho… O problema é que a visão do negócio não é pensada em você, muito menos o método que foi preestabelecido para se chegar a algum lugar. Sua voz não faz a mínima diferença dentro de um negócio, afinal, outras pessoas podem estar lá fazendo o que você faz, tendo uma visão alinhada com o segmento ou que saiba se desenvolver dentro do método da empresa. Esses dois pontos são ideais para você começar a ter problemas de autoconfiança e, quando alguém pergunta: “Por que você não faz exatamente isso para outras pessoas?”, “Por que não abrir um negócio que torna tudo isso que você faz mais fácil?” Você sente que tem pouco a agregar na resolução destes problemas… O motivo são as 8 horas diárias em que você será condicionado a pensar que está no lugar certo, que encaixou como uma luva, que o time não funcionaria sem você… E ao mesmo tempo, não vai conseguir tomar uma decisão sem ter inúmeras validações, seu encaixe vai ser cobrado o tempo inteiro, o time sabe onde você não entra e evidenciam isso uns aos outrosParte 04: O jardim de grama verdeFaça você mesmo seu jardimÉ preciso ver seu emprego ou o supercliente que você atende como meio para uma jornada que será sua, não o caminho para a vida eterna profissional. Defina você como quer crescerAvalie se o seu cliente está pronto para crescer na mesma proporção que você. Analise se a empresa quer dar espaço para se desenvolver da mesma forma como você quer crescer na sua carreira.Já presenciei empresas que não tinham espaço para profissionais na minha área com a capacidade que eu estava me desenvolvendo para ter. E quando obtive essa capacidade, solicitei que meu salário fosse ajustado para o ganho estratégico que eu representava para a empresa, recebi a resposta “a partir do seu salário, só ganha um aumento se mudar de atuação". Não abra mão de regar suas flores Dias quentes criam secas, que fazem com que plantas morram. Se não for na sua empresa, será na sua vida pessoal. E você precisa evitar assumir a responsabilidade - muitas vezes imposta - para conseguir com que um jardim não morra dentro da companhia, afinal, mais do que suportar o jardim dentro da empresa, você precisa garantir que o seu está se tornando mais bonito. Acredite, não vai chover novas sementes A fórmula da inovação no seu dia a dia não vai surgir dentro das metodologias da sua empresa nem dentro da visão de negócio que eles projetaram para você desenvolver. A inovação vai aparecer quando você pegar tudo na sua vida, amassar, jogar no lixo e começar do absoluto zero.“Inovar é um processo de todos os dias, é abrir mão das suas habilidades por algumas horas de ignorância, nestas horas de ignorância, busque aprender tópicos dos mais variados possíveis, sem nenhum objetivo estruturado. Até que, repetindo essa prática, em um dia, as coisas se conectem. Quanto mais pressa você tiver, mais tempo vai levar para os resultados aparecerem.”Enzo DuliusQuantas vezes, na sua empresa, um especialista com pressa, teve uma ideia brilhante que mudou a forma de trabalhar de um time todo, de uma área, talvez até da empresa? Por que isso não aconteceu?Ideias boas não combinam com sentimento de especialista, muito menos com a pressa.A verdadeira forma de conseguir inovar com constânciaUm grande artista não tem objetivo de inovar um certo número de vezes em um ano, muito menos sabe qual a metodologia certa para se chegar a uma fórmula inovadora de tinta sobre tela que irá criar um ícone. Porém, um artista, por inúmeras vezes, olha para um quadro branco e diz: “E agora?”Suas cinco horas diárias devem ser investidas para pensar no que deveria ter assumido a ignorância previamente antes de precisar saber. Novas conexões neurais ocorrem em novos momentosQuantas vezes você já abriu mão dessa sua rotina quadradona, para tentar uma conexão neural nova? Vou dar alguns exemplos: * Acordou e colocou uma música estranha?* Fez o café da manhã em uma ordem diferente?* Esqueça o café… e se você começar por um chá?* Que tal desligar o Waze e ver quanto tempo você leva até o trabalho?* Imagina que maluco se você cumprimenta apenas quem não conhece! * Já olhou o formato que a sola molhada faz no chão seco?* E se, através da janela que você abre todo dia, tiver uma resposta… * Que tal mudar o estilo de podcast?Você pode optar por inovar todos os diasA escolha é sua: ser uma engrenagem do sistema ou ser uma peça única. Você tem, em torno de cinco horas diárias para se perguntar “Como eu posso me tornar único? A empresa quer ir para o mesmo lugar que eu? Quantas vezes me perguntaram para onde minha ambição aponta?”Aponte para algo novoNão se cobre para ver o alvo, a vida não vai ser tão exata quanto a sua empresa te fez acreditar ser possível, só vire para um lado, mire e atire em uma nova direção… Enquanto a flecha corre, você vai vendo se por lá tem algo para acertar. E, se não for de primeira… Fique calmo! Amanhã você tem mais 5 horas. Conseguiu sentir o que eu quis dizer com a fala "somos uma engrenagem do sistema"? Isso fez sentido para você? Me conte nos comentários e, se você conhece alguém que é assim, manda pra ela… Talvez esteja na hora dela começar seu próprio jardim. Estou feliz demais que você chegou até o fim, sério, você precisava ler isso! Já que chegou até aqui, deixe seu e-mail e, semana que vem na segunda-feira, às 09 horas da manhã eu te mando mais um texto, que tal!? Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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    Um único problema

    Ideias, todos querem começar pela ideiaLogo após o meu primeiro artigo quando assumi a responsabilidade de documentar minha jornada construindo um negócio que fature 100 mil reais de forma recorrente saindo do absoluto nada até completar esse valor várias pessoas me mandaram mensagens falando ou “estou pensando em algo assim também, só falta a ideia” ou “já tenho uma ideia, só não sei começar". Boas vindas!Seja bem-vindo, você está na 5a edição da minha Newsletter, aqui eu busco documentar meu processo buscando desenvolver um negócio que fatura 100 mil reais líquidos por mês. Na semana passada estive no Rio Innovation Week no Rio de Janeiro junto com feras marcantes como Uri Levine (co-founder do Waze e Movile), Eric Ries (criador do Startup Enxuta), Alex Osterwalder (criador do Business Model Canva) e Sean’s Substack (Criador do Growth Hacking), porque estou compartilhando isso? Esse evento teve sua principal narrativa 100% relacionada com o artigo de hoje, e logo mais você saberá o motivo! Por último, mas muito importante, lembre-se que ler em grupo é mais satisfatório do que ler sozinho, motivado por isso envie esse artigo a algum amigo seu e tenha um parceiro na sua jornada em busca de crescimento, ou apenas se inscreva no botão abaixo. Vamos ser amigos! Deixe seu email para iniciarmos nossa amizade.O artigo é 100% gratuito, convide seus amigos a construirem esse hábito de ler algo produtivo todas as segundas pela manhãO que eu aprendi no Rio Innovation WeekFiquei no Rio de Janeiro participando do evento de terça a sexta-feira. Eu rigorosamente cheguei todos os dias por volta de 10 da manhã e sai por volta de 10 horas da noite todos os dias, mas dando um zoom out do evento e falando de 48h de conteúdo em apenas uma frase: todos estão sedentos por pessoas que consigam resolver um único problemaNossos próximos anos serão repletos de lixoPara que não haja dúvida, falamos muito sobre Inteligência Artificial, falamos muito sobre o futuro do trabalho, e falamos muito sobre gente, mas apesar de tudo quero trazer isso em cinco principais aprendizados:* Não é uma bolha!* Qual a diferença para o Metaverso? Todos e muitas vezes falaram sobre a diferença de ambos os dois, e a diferença é clara, a inteligência artificial resolve um problema: processamento de dados de forma eficaz, enquanto o Metaverso era uma solução para um problema inexistente.* Após a era dos dados, todos passaram a criar sistemas para armazenar dados, porém não sabiam para que os dados serviam, não faziam bom uso, e a Inteligência Artificial vem para resolver essa dor.* Não conseguimos colocar a IA dentro de uma caixa e dizer “é sobre isso” temos muito a explorar, muito a definir e tudo isso já tendo solucionado boa parte de nossos problemas diários com essa tecnologia.* A inteligência Artificial está bastante longe de substituir o ser humano* Marcos Piangers foi um dos responsáveis por essa ótima união de dados, parafraseando Howard Gardner criador da teoria que em 1980 tornou-se conhecida por categorizar o ser humano com “Inteligências Múltiplas” (segue imagem de referência abaixo).* Atualmente a IA só tem evidências comprovadas dos ganhos que ela pode trazer acerca do campo lógico-matemático. Por mais que tenham outros ganhos do ponto de vista de linguística, interpessoal e intrapessoal ou até mesmo música. Todos esses ganhos são mais escassos de se visualizar serem citados por referências das áreas, além disso… Tem muitos espaços em branco.* 1 → 1 → N* Um pra um pra N. Essa é a fórmula, falamos muito sobre a capacidade de um humano criar uma IA própria, você olhar a cerca da oportunidade de ter uma IA para chamar de sua, um assistente pessoal, chamando assim… Esse assistente irá ter a disposição N diferentes agentes que serão responsáveis por realizarem cada uma das tarefas específicas ou se comunicarem com outros agentes que juntos irão pensar, definir, esboçar, aprofundar, imergir, obter dados, definir, supor hipóteses de problema, buscar explorar soluções analisando riscos e retornar o resultado para você.* Essa é a oportunidade daqui para frente, aprender a construir isso para você e ter estes agentes a sua disposição para adiantar sua vida. Crescimento bola de neve, é isso que irá diferenciar quem passar a ver isso o mais rápido que puder e começar a trabalhar para resolver ele.* Repetir, assim que parte de sua vida tiver resolvida pelo esquema 1 → 1 → N… Você repete, quantas vezes quiser, de acordo com o tamanho da sua ambição.* Lixo, muito lixo* Neste momento ainda estamos em uma transição da era da informação onde tudo é comentado a todo momento e todas as informações podem ser acessadas para outra era, onde todos poderão criar tudo, porém nada vai regular nenhuma dessas criações, pelo menos não inicialmente.* Imagine todos com o poder de criar textos infinitos, áudios infinitos, vídeos, dublagens, imagens, etc. Como você vai obter clareza? Você não vai, cada resultado de busca será cada vez maior, com um retorno gigante de dados, e com isso você vai se tornar cada vez mais perdido e precisará de uma consultoria para obter pequenos dados. Ou confiar a tecnologia decisões difíceis sobre o rumo da sua vida, acreditando em um processamento e eficiência de síntese e conclusão.* Lixo, vamos criar muito lixo digital por capacitar pessoas que em maioria não vão querer fazer uso profissional de quase nada, no momento a maior parte das informações geradas pelo Chat GPT são informações burras. Alunos de Stanford e Berkeley criam estudos sobre o impacto disso desde a metade de 2023.* Capacidade de olhar para problemas reais* O fato mais relevante de todos é: Temos solução demais para problemas de menos, isso mesmo que você leu! Vou editar esse mesmo texto novamente para te ajudar a compreender. Quando falamos sobre os próximos anos da Inteligência Artificial conseguimos ver um horizonte onde a máquina chegará a soluções antes de criarmos problemas a serem resolvidos. * Muitas vezes a conversa se passou a cerca de "quem poderá nos ajudar a encontrar problemas"? * Grandes empresas entravam no assunto várias vezes por esperarem que fosse feito “o mesmo que à concorrência” quando eram questionados sobre o que buscavam que a IA fizesse para ajuda-los a resolver seus problemas.Muito bolo para pouca bocaÉ assim que sinto quando vejo o tamanho do mercado de Inteligência Artificial e o momento que estamos para você que está lendo este artigo no momento em que ele está sendo escrito, então aqui tenho algo para dizer para você que busca atacar essa oportunidade e começar aos poucos a construir o seu castelo. Saiba que você vai precisar escolher inicialmente um único problema para resolver.Mais difícil do que ter uma ideia é ter um problemaPor mais que sua ideia venha antes que o problema, você deve se esforçar para não contar sua ideia para ninguém! A primeira iniciativa que você deve começar é gerar hipóteses de público-alvo, sempre leve em consideração um perfil demográfico mínimo, por exemplo:Hipótese de perfil demográfico:* Mulheres* De 35 aos 55 anos* Que estão empregadas com serviços de vendas* Que moram em cidades não-capital do seu estado de residênciaCom isso você irá começar a buscar pessoas que estão dentro deste segmento, encontrando pessoas neste segmento você vai começar a explorar com um roteiro de perguntas pontos a cerca de sua ideia. Pedi para o Chat GPT criar um template de exemplo para guiar sua imaginação, segue abaixo: Roteiro Resumido de Entrevista para Exploração de Problemas* Introdução* Breve explicação sobre o objetivo da entrevista: entender desafios e problemas no setor de [Seu Segmento de Mercado].* Exemplo: "Estou explorando algumas ideias para desenvolver uma solução inovadora no setor de [segmento]. Sua opinião é essencial."* Compreendendo o Contexto* "Qual é o seu papel na empresa e suas principais responsabilidades?"* "Quais são suas principais metas atualmente?"* Identificando Problemas* "Quais são os maiores desafios que você enfrenta no dia a dia?"* "Existe algum desses desafios que você considera particularmente frustrante?"* Explorando Soluções Anteriores* "O que você já tentou fazer para resolver esses desafios?"* "Essas soluções funcionaram? Por quê?"* Introduzindo a [Melhor Ideia]* "Estou pensando em desenvolver [Melhor Ideia] para resolver problemas como [descreva brevemente]."* "Como essa solução poderia impactar seu trabalho?"* "Que características seriam essenciais para essa solução funcionar para você?"* Validando a Importância* "Se essa solução resolvesse os problemas discutidos, quão importante seria para você implementá-la?"* "Você estaria disposto a investir em algo assim?"* Encerramento* Agradeça o tempo do entrevistado e peça permissão para um possível contato futuro.Do Roteiro até um problemaApós você iniciar sua bateria de pesquisas de exploração do problema você verá que em um momento específico os problemas vão começar a se repetir, saiba que neste momento você conta o número de participantes que falaram coisas em comum, por exemplo, “se repetiu nos dois últimos participantes", então você vai em busca de conseguir chegar até 5 participantes falando problemas em comum… Quando suas 5 últimas entrevistas tiver sido abordado o mesmo problema, você tem um problema! Você pode se perguntar… “Mas se não for 5 exatamente em sequência?”… Se não é cinco em sequência você ainda não encontrou um problema comum, ou você apenas continua aplicando o mesmo roteiro com esse mesmo grupo de pessoas dentre esse recorte demográfico, ou então… Muda de demografia! Ou muda de ideia e começa a olhar para novos segmentos em novas demografias…Do problema ao PDDPDD é a sigla para Problem Definition Document, ou Documento de Definição do Problema, ele será o dia 0 do seu negócio, quando você tiver conseguido encontrar um problema como mostrei acima e chegar a um documento que tangibilize esse problema, então estará feito, você está pronto para começar a olhar para a sua exploração de soluções. Segue, também criado pelo GPT, um template para detalhamento do PDD. Documento de Definição de Problema (PDD)Descrição do ProblemaProblema Principal: [Descreva de forma clara e objetiva o problema central que está sendo abordado. Seja específico sobre o que está causando dor ou dificuldade para os clientes.]Impacto do Problema: [Explique como e por que esse problema afeta os clientes. Inclua informações sobre a urgência e a magnitude do problema.]Público-AlvoPerfil dos Clientes: [Descreva quem são os principais afetados por esse problema. Inclua informações demográficas, comportamentais, e, no caso de B2B, informações sobre o setor, cargo, e responsabilidades.]Principais Decisores: [Identifique os decisores dentro das organizações que têm o poder de comprar ou adotar a solução. Especifique cargos e departamentos relevantes.]Análise das Soluções ExistentesSoluções Tentadas: [Liste as soluções atuais ou anteriores que os clientes tentaram para resolver o problema.]Motivos de Fracasso: [Explique por que essas soluções não foram eficazes. Identifique as lacunas que sua solução pode preencher.]Métricas e IndicadoresMétricas de Gravidade: [Identifique as métricas específicas que demonstram a gravidade do problema. Por exemplo, taxas de conversão, taxas de abandono, ROI, etc.]Impacto Quantificável: [Se possível, forneça dados ou exemplos numéricos que mostrem a extensão do problema.]Validação e EvidênciasFeedback dos Clientes: [Inclua citações ou insights obtidos de entrevistas com clientes ou pesquisas que validam a existência e a importância do problema.]Exemplos de Casos Reais: [Apresente casos de uso ou exemplos de como o problema está impactando os clientes atualmente.]Conclusão e Próximos PassosResumo do Problema: [Recapitule os pontos principais sobre o problema e seu impacto.]Próximos Passos: [Descreva as próximas ações a serem tomadas para continuar o desenvolvimento da solução. Pode incluir testes adicionais, desenvolvimento de protótipos, ou iterações de produto.]Anexos (Opcional)Documentação Suplementar: [Adicione qualquer documentação adicional que suporte as conclusões do PDD, como gráficos, tabelas, ou estudos de caso.]O futuro será definido por pessoas que sabem o que resolver, e sabem como pegar nas ferramentasObrigado por ter chegado até aqui, espero que tenha gostado desta edição da Newsletter, não se sinta sozinho com seu problema, na próxima segunda-feira às 9h da manhã estarei aqui de novo para te ajudar com mais uma edição a dar o próximo-passo afim de chegar perto de tangibilizar um negócio que fature algo, até chegarmos aos 100k líquidos por mês :) Gostou de ler até aqui? Deixe-me seu email abaixo para eu te enviar a próxima edição na semana que vem! Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  44. 4

    A fruição da sua vida

    Nós menosprezamos nossa habilidade de resolver problemas esse é nosso primeiro erro, nós enquanto espécie nos diferenciamos sobretudo da nossa capacidade única e própria de resolver problemas que tínhamos. E não só aprender a resolver problemas, mas também a partir de uma resolução evoluir enquanto humano, afinal, problema resolvido… Bola pra frente! Qual o próximo problema? Encarando problemas como a coisa mais importante da sua vidaCertamente encarar problemas com bons olhos é uma das boas capacidades que você pode desenvolver para isso. Um bom problema pode mudar sua forma de enxergar sua vida, sua forma de visualizar possibilidades e quanto maior o muro, maior será a necessidade de se auto-desafiar, nem sempre em público, mas ao mesmo tempo. Porque não em público? Daqui para frente os artigos começam a virar uma teia! Mas antes de tudo…Sua primeira vez aqui?Seja bem-vindo! Hoje faz exatamente um mês da data onde me autodesafiei a documentar minha jornada do zero a criação de um negócio que fature 100 mil reais em faturamento líquido e recorrente todos os meses e é ótimo te ter aqui pois ainda estou muito longe de concluir com êxito esse projeto e todas as semanas, às 9 horas da manhã você irá no mínimo receber um email meu contando um pouco de como está minha cabeça com isso. O objetivo desse artigo é interagirmos e trocarmos experiências sobre uma forma diferente de encarar a vida, menos rígida e fixa com menos soluções sendo definidas pelos outros e uma margem muito maior e mais aberta para você fazer o que quiser, da forma que quiser sem ter foco especificamente de gerar dinheiro, mas sim gerar valor para a sociedade, e cobrar por isso. Infelizmente não possuímos uma métrica clara para geração e mensuração de valor, mas hoje ser um humano capaz de gerar 100 mil líquido ao mês de forma recorrente parece bastante valor para alguém under25 (com menos de 25 anos), não?Entre nesse barco rumo a ruptura de dogmas da sociedade e se permita a viver uma jornada de questionar o que você acredita a fim de tornar sua existência mais voltada à geração de valor, e não só mais um chato de Twitter. Se inscreva com seu email para ficar sempre por dentro. Faça isso neste botão abaixo:Esse artigo vai falar sobre a sua capacidade de resolver problemas e porque ela tem sido deixada de lado Acredito com sinceridade que os problemas profissionais e financeiros que enfrentamos tem um grau de correlação com o quão mimado uma forte industria esta nos tornando. Não cheguei a fazer pesquisas sobre o tema, mas aqui compartilharei reflexões sobre estes questionamentos.No livro Flow: A psicologia do alto desempenho e da felicidade, o autor explora uma pesquisa que ele e sua equipe conduziram a cerca de responder a pergunta “O que faz as pessoas felizes?”, de forma aberta e genérica, mas aos poucos se notava na amostra participante que o mais próximo de felicidade tangível a todos, em diferentes locais do mundo é nossa habilidade de fluir realizando atividades. O que significa fluir?Fluir ou fruir têm significados semelhantes, mas no livro é abordado como a capacidade que temos de perder a noção do tempo enquanto realizamos uma atividade, então com isso o mais comum das pessoas associarem a felicidade são tarefas a qual elas começam a realizar e esquecem de notar as horas passar, esquecem a dificuldade e apenas continuam buscando a execução da tarefa até que quando piscam, o dia acabou.A maioria das pessoas não flui na sua vida pessoalResumindo os insights do livro, a maior propensão que você tem é associar todos seus momentos de maior felicidade ao trabalho, ainda que você não goste do que faz. Sim, é isso mesmo. E você talvez tenha que reler esse parágrafo para entender a sua profundidade. A maioria das pessoas que eram questionadas de forma recorrente sobre o quanto se sentiam realizadas ao realizar cada uma de suas tarefas diárias, e a maioria das pessoas não tinha realização alguma oriunda de sua vida pessoal. Os únicos momentos a qual ela se sentia realizadas eram de forma majoritária a tarefas associadas ao trabalho. Supomos que o João é um ferreiro que odeia trabalhar com ferragens. Ainda assim João fora do trabalho faz “o de sempre", volta pra casa, da um beijo na esposa, bate sua roupa suja, coloca a lavar, toma um banho, faz uma refeição e sentasse para assistir TV até seu cansaço misturado com monotonia o leve a cama. E então João acorda mais uma vez desmotivado para atender mais um dia como profissional de manipulação de ferragens. Qual a chance que temos de nos satisfazermos enquanto existimos levando uma vida comum?Logo após reclamar do trabalho, reclamar de sua profissão, reclamar da hora em que acorda, João se vê dobrando ferros, novamente. E assim provavelmente por boa parte de suas horas. Até que em um momento ele é questionado… “João, qual seu maior feito na sua vida até o momento?”, João é pego desprevenido, ele nunca havia pensado nisso, buscado um sentido a sua vida, muito menos um feito, rapidamente ele reponde “Já confeccionei uma bonita cerca a casa de um bacana, veja fotos”. A maior epifania da vida de João foi ser ferreiro, mesmo que ele não gostasse disso e odiasse sua rotina. E é assim que a maioria de nós se perde na vida: não em atitudes erradas, mas em ambições comuns.Para quem não tem direção qualquer uma serveEssa é a frase que o Gato diz a Alice no filme “As aventuras de Alice no país das maravilhas”. Antes de você buscar problemas a resolver você precisa entender que a direção da sua vida é sua responsabilidade, não é da profissão que você escolhe, do trabalho que te emprega ou do local onde você reside…Se você não definir um rumo, alguém irá definir por vocêCedo ou tarde, você estará trabalhando no problema de outra pessoa, porque ela te convenceu de que o problema dela é mais interessante, porque ela já descobriu uma forma de ganhar dinheiro com a resolução do problema dela e aceita te bonificar de forma financeira todos os meses pela sua colaboração."Mereço um descanso” Todos os pontos que geram a você necessidade a pensar, a raciocinar, desenvolver algo, tornar tangível, problemas a se resolver… São relacionados a trabalho no termo real que essa palavra quer dizer…A palavra trabalho deriva do latim tripalium ou tripalus, uma ferramenta de três pernas que imobilizava cavalos e bois para serem ferrados. Curiosamente era também o nome de um instrumento de tortura usado contra escravos e presos, que originou o verbo tripaliare cujo primeiro significado era “torturar”.O problema é que você, recebendo de outra pessoa para resolver os problemas dela considera que essa ação de "trabalhar” só deve ser submetida realizando tarefas a pessoa que te atribui dinheiro a isso, e não à você mesmo.“Por esse final de semana escolhi espairecer"E com isso nos tornamos ratos de descanso, do contrário de fruição, buscamos o tédio! Buscamos não pensar, não se esforças, buscamos por alguns dias ou noites nos tornarmos algo similar a uma salsicha, ficamos deitados, molengos, etc. Normalmente consumindo uma série, jogando vídeo-game, usando redes sociais, nos enchendo de fofocas sobre famosos, olhando notícias sensacionalistas, etc. E quando você menos espera você cansou. E vai dormir, para ter um dia fruído no trabalho e esperar esquecer da sua insignificante existência. Para que tanto descanso?Já me peguei nessas "necessidades” de descanso, a maioria delas não é nem um pouco necessária, mas é difícil de assumir isso a si mesmo depois de já ter se esforçado bastante na solução de problemas dos outros, o que sobra diariamente são em torno de duas a três horas, e elas serão as horas mais importantes do seu dia, se você souber utiliza-las a seu favor.Gestão do tempo para inconformadosSe você chegou aqui é porque aceitou minha imposição de te mostrar que a única pessoa que coloca metas na sua vida, que te desafia, que quer ver o máximo de você, em maioria, é seu chefe! Então busque você mesmo fazer essas tarefas, definir o que será dos seus dias, quais serão seus objetivos desse trimestre, desses próximos 6 meses, ou até você chegar a seus X anos.Vou explicar como eu acredito que 3 horas por dia podem mudar sua vida! Essa é a lacuna de tempo que você precisa encontrar, e vou mostrar como eu encontrei isso… Vamos supor que você é uma pessoa que cumpre carga horária de 8 horas, dorme 8 horas por dia, faz atividade física de 1 hora por dia, gasta em torno de 3 a 4 horas se alimentando. Se você somar todas essas horas vamos chegar a resultante de 21 horas, a coisa mais importante é como você irá utilizar essas 3 horas que sobraram nesse dia, e se atente, pois é comum deixarmos essas horas escaparem da nossa visão e se perderem em redes sociais, em séries, em "descansos” e quando você vê sua vida pessoal continua sem nenhuma fruição própria. Seja um detetive de horas jogadas ao ventoA pouco tempo entrei em uma comunidade de empreendedores e perguntei “Pessoal, por onde começo?” e rapidamente me retornaram "Você tem tempo ou dinheiro?”. Resposta incrível! Se você tem tempo, estude, se especialize, faça acontecer, coloque em prática. Agora se você não tem tempo, só pode que está gerando muito dinheiro, não? Se não tem tempo e não tem dinheiroVamos supor que você esteja em um marasmo no meio de uma atividade que te consome muito tempo e te retorna pouco dinheiro, veja, provavelmente você está fazendo algo como João, que te exige muita energia despendida a tarefas de cunho operacional e pouco retorno. Esse é o estágio mais difícil para conseguir passar a ter controle, porque você precisa parar de ganhar dinheiro com as mãos e começar a ganhar dinheiro com a cabeça. Seja mais estratégico e abra mais os olhos a resolver problemas.Resolvendo problemasA forma mais valiosa de ganhar dinheiro na sociedade é na solução ofertada para a pessoa que possui um problema e quer tê-lo resolvido. Finalmente chegamos ao fim da teia que conecta todos esses artigos. Cheguei até aqui para te dizer, essas 3 horas existem no seu dia, você está investindo ela em alguma coisa, se for investir em algo… Invista em você mesmo, no seu autodesenvolvimento.Onde investir suas 3 horas diáriasAgora se não sabe nada que pode fazer ainda com suas 3 horas livres, comece pelo problema. Comece se questionando… * O que eu reclamo para as pessoas? * O que as pessoas fariam por mim se elas estivessem dispostas a resolverem os problemas que eu resolvo? * Qual seria a solução que eu despenderia a maior quantidade de dinheiro para soluciona-la? * Qual seria a solução que mais impactaria minha vida nesse momento? * Qual seria a solução para mim que possui tamanho valor a ponto de parecer que qualquer dinheiro que pague ainda assim seja pouco ao valor ofertado?Afim de responder essas perguntas estarei ajudando você na semana que vêm, as 9 horas da manhã, na minha próxima newsletter. Te espero aqui e espero seus amigos também, compartilhe com quem achar útil para me ajudar a continuar motivado a documentar esta jornada! Obrigado por chegar até aqui lendo este artigo, gostou de ler essa leitura? Se foi fruída a ponto do tempo passar com você lendo e nem sequer perceber os minutos… Suponho que tenha sido um bom momento para pensar. Com isso deixe seu gostei, mande a um amigo e deixe-me seu email que daqui para frente irei te informar com o melhor que estou preparando para você Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  45. 3

    Onde a luz é turva

    Crescer dóiTalvez o seu aperto seja um concreto segurando a sua raiz! Chegou o email mais esperado da sua semana, quem diria que você iria ficar feliz de receber um email, não é mesmo!? E pensar que um dia você julgou seu avô que acordava cedo só para pegar o jornal, seria esse o novo jornal? Seja bem vindo a minha Newsletter número 3 para você que vem acompanhando e conectando os temas, espero que esteja fazendo sentido e tenha te trazido significância e densidade, em um mundo onde cada vez mais nos perdemos no meio de circustâncias rasas; e pessoas que buscam você para usar de bússola e tentarem se encontrar no meio de sua própria confusão. Ficou pensativo? Pensou em alguém? Recomende esse artigo! Se inscreva, deixe-me seu email. Vamos juntos nessa, segue abaixo o botão. Mergulhando em uma água turva é melhor que pular cheio de vontade e se ralar na areia. No fim você vai morrer mesmo, e ninguém fica orgulhoso de ter apenas pulado na areia durante toda sua vida.Quando eu senti que meu vaso estava pequenoEu buscava relações profundas, talvez esse seja até hoje meu maior desafio. Conseguir falar de forma fluída, sem julgamentos. E aqui eu exponho um dos maiores defeitos que eu possuo… Minha cabeça fica ligada todos os momentos se autoperguntando “isso é útil?” ou “Que papo é esse?”, “Ele sabe do que está falando?”, “Se isso tivesse acontecido, porque você teria parado aqui para me contar?”Charlatões Você deve imaginar de quem eu estou falando, a pessoa da vida incrível, que já fez tudo, que se sente completa, que tem tudo oque quer, que está feliz consigo mesmo, que mora na cidade ideal, com sua casa ideal, com seu carro ideal, com três ou seis viagens anuais para a Europa e esbanja uma vida fútil. Ops, perdão por ser sincero.Foi assim que eu notei que estava em um vaso pequenoInúmeras pessoas na minha volta falando sobre conquistas financeiras, conquistas materiais, o quanto seu cachorro estava feliz com o seu sapatinho novo, o quanto a foto que postou agora no Instagram gerou engajamento, o quanto que eu estou sentindo o impacto do treino que meu personal fez comigo hoje. Em todos esses momentos eu apenas conseguia pensarTalvez daqui para frente seja só sobre vocêTalvez o seu tempo dividindo espaço com mais pessoas tenha passado, talvez você deva parar de buscar validação, talvez agora você deva fazer apenas o que você acredita que seja importante pra você. Talvez você deva voltar a acordar com frio na barriga sem saber como ter controle.Vocês precisam parar de normalizar uma vida ruim“Minha profissão está ruim, mas tudo bem” ; “Meu namorado não gosta de sair comigo, aí eu fico mais por casa”; “Minha família mora longe da academia, por isso que eu não treino”; “O curso custa 3 mil reais, por isso eu não faço”; “A segunda-feira é ruim, por isso reclamo”…A gente se acostumaSei que a gente se acostuma… Mas não devia! A gente se acostuma morar em apartamento de fundos e não ter outra vista, a não ser janelas ao redor, e por que não tem vista a gente logo se acostuma a não olhar para fora; porque não olhar para fora logo se acostuma não abrir de tudo as cortinas, e por que não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz! E a medida que se acostuma… Esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão! A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado, porque está na hora a tomar o café correndo; porque está atrasado, lê o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem, a comer só sanduíche porque não dá pra almoçar, a saída do trabalho porque já é noite… A cochilar no ônibus porque está cansado, a deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.A gente se acostuma esperar o dia inteiro e ouvir no telefone hoje eu não posso ir, a sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta, a ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com o que pagar, e a pagar mais do que as coisas valem, e a saber que cada vez pagará mais e vai procurar mais trabalho para ganhar mais dinheiro, para ter que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma à poluição as salas fechadas e o ar-condicionado e cheiro de cigarro, a luz artificial, dirigir o tremor, ao choque que os olhos levam na luz natural, as bactérias de água potável, a gente se acostuma coisas demais! Para não sofrer. E em doses pequenas tentando não perceber vai afastando uma dor aqui um ressentimento ali uma revolta, colar, se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo, se o cinema esta cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco pescoço, se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana, e se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo; e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado, a gente se acostuma pra não se ralar na aspereza, para preservar a pele! Se acostuma para evitar feridas sangramentos para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e se gasta de tanto se acostumar e se perde de si mesmaMarina Colasanti, narrado por Antônio Abujamra no ProvocaçõesTalvez agora seja a horaNinguém vai te falar que o vaso está pequeno, porque normalmente estas pessoas estão no mesmo vaso que você, ninguém vai te dizer… “Eu sou muito fútil para você manter uma relação comigo com base no que você quer para o seu futuro". Tudo isso vai depender de você, e vocês já sabem qual foi minha decisão. A primeira sensação da minha família quando eu saí de casa era que eu iria estragar minha vidaA primeira sensação foi de dúvida e receio, e olha que minha mãe nasceu em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul chamada Boa Esperança (pertence ao municipio de Rolante) que tinha em torno de 150 habitantes e ela se mudou para minha cidade natal, Sapiranga (RS) que já tinha pelo menos seus 30-40 mil habitantes. Quando chegou minha vez de sair de Sapiranga (RS) para Salvador (BA) o sentimento foi de insegurança.Ninguém é responsável a te ajudar a tangibilizar seu sonhoEu demorei para entender isso, mas eu esperava de forma singular que as pessoas conseguissem me ajudar, que meus pais se interessassem em meus projetos, que meus amigos vissem sentido na forma que eu levava a vida, que eles me acompanhassem nas leituras, que vissem o mundo como eu, que meus professores entendessem a inovação de meus projetos e assim por diante.A sua jornada é só para vocêLendo o livro Flow teve uma frase que eu vou parafrasear por não lembrar ao certo como foi redigida e por quem, mas era sobre alguém que perguntava algo do tipo “Como tornar o mundo um lugar um pouco melhor?” E a resposta foi “Comece resolvendo suas próprias confusões internas, assim teremos um idiota a menos".Não é legal ter paranóias, ser corno, ter ciúmes excessivos e não conseguir dormir por tamanha ansiedade, não conseguir ter um dia de trabalho completo porque você simplesmente se distrai… Dito isso, esses problemas são seus. E talvez esteja na hora de se responsabilizar, se auto conhecer e se olhar no espelho tentando resolver os problemas que você tem do corpo pra dentro.Escolha o seu jardimEu escolhi sair de Sapiranga porque eu me sentia um Pica-pau sem madeira, porém em uma cidade cheia de abelhas e colméias. Ainda assim, não era de pólen que eu me sentia feliz, após isso foi um problema meu, pesquisar Brasil afora. Da mesma forma que se a casa de seus pais não é ideal para você, talvez seja a hora de sair, talvez seja a hora de ir pra outra cidade, etc.Não se minimizeChegando próximo ao fim quero deixar outro desafio, que tal pegar seu mapa da semana passada com os pontos que retornaram sobre o seu status atual e pensar da seguinte forma: “E se isso fosse 10x melhor?” Se desafie a ser 10 vezes melhor, até que você já seja perfeito, e se o ambiente não funcionar, seus amigos não te apoiarem, não der like no seu storie. Continue! Porque daqui pra frente você não vai se acostumar com uma notificação para saciar sua carência, o que vai saciar você será sua autorealização de estar no controle da sua vida.Você pode fazer esse exercício copiando o link do FigJam onde criei este template, acesse ele clicando aqui se tiver qualquer dificuldade com isso pode me contatar :)Espero que você tenha gostado dessa edição, nos vemos em breve com você fora de um vaso que impede suas raízes de crescerem e vamos aos poucos, nos tornando cada vez um pouco melhor, não esqueça que se você acompanhar este artigo pelas próximas 49 semanas e se questionar apenas duas vezes enquanto lê um destes textos, você terá feito em torno de 104 auto-questionamentos. Me parece razoável, não? Bora pra ação!Para eu ter motivação de fazer os outros 49 artigos que tal deixar aqui seu email para receber estes textos quentinhos todas as segundas-feiras às 9 horas da manhã? Eu mesmo organizo para você ficar sabendo? Além disso, se esse texto fizer sentido para alguém, compartilhe, fale aqui o que achou desse assunto e vamos para mais uma semana :) Grande Abraço, Enzo.Obrigado por ler O Substack de Enzo! Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  46. 2

    Perdeu o controle da direção

    Se você não materializa a mudança, ela sequer ocorreuPor muito tempo, eu guardava ideias na minha própria cabeça e me sentia incompreendido. Isso soa familiar, não? Você já teve dificuldade em se expressar? Dizer o que pensa? Já sentiu que as pessoas não conseguem ver as coisas como você vê?Antes de continuarmos... Bem-vindo! Se você é novo, esta é a Newsletter #2 de minha autoria. Fiquei muito feliz com a repercussão e o grande engajamento da primeira edição. Você pode ajudar meu trabalho deixando seu "gostei", comentário, e, principalmente, se inscrevendo com seu e-mail e convidando amigos. Dito isso, vamos continuar! Boa leitura.Não somos compreendidos ou não nos compreendemos?Ralph Waldo Emerson foi um escritor e filósofo americano. Eu o conheci por meio de sua ótima frase:O ser humano é o que ele costuma pensar de si mesmo durante todos os diasApós entender a profundidade dessa frase, comecei a buscar saber quem sou eu, me entender... Refletindo sobre mim, sobre quem sou, sobre o que penso... E eu não fazia ideia! Nesse momento, perguntei-me: estou deixando minha cabeça decidir tudo por mim? Como ela pensa, age, guia todas as minhas decisões? Se eu sequer consigo dizer qual é a direção dos meus pensamentos.A maior parte dos nossos problemas com o mundo são problemas nossos, e não do mundoA vaidade humana, nossa supervalorização da sofisticação, cultura e outros pontos que apenas nós, como espécie, valorizamos, nos faz esquecer que, no fim do dia, ainda somos animais. E por que isso precisa ser dito?Quantas vezes você já assumiu que não era bom?E aqui reside o maior problema. Se você está afirmando diariamente que é bom para si mesmo, ou afirmando que é ruim, em ambos os casos vai dar errado em algum momento. Acredito que a causa raiz seja entender com clareza o que queremos assumir.Andava como Pato, falava como Pato, se relacionava com Patos, era um Pato-Warrem Buffet- A internet vai fazer você se sentir incapaz de realizar tudoO problema não é ser incapaz de realizar algo, mas sim, não saber o que é capaz, e por não saber, deixar de investir nessa única coisa. Nós buscamos ser generalistas em diversos aspectos da nossa vida porque isso nos foi imposto culturalmente, mas isso pode te enlouquecer.Cada vez mais, você terá que dizer mais nãos do que simMeus pais casaram ambos com menos de 20 anos, com 27 anos tinham casa própria, com 28 anos me tiveram, eu fui o primeiro dos filhos deles, com 33 anos tiveram meu irmão. Qual o lado da história que eles não viram? A comparação.A comparação te paralisa, se você deixarHaverá pessoas que serão especialistas em uma única coisa e ficarão ricas com isso. É o caso do profissional especializado no desenvolvimento de corrediças de tetos solares automotivos. Como todos os outros humanos... Se fossemos falar de um animal especialista, eu diria os urubus; eles são ótimos comendo carniça e provavelmente nunca se compararão com a águia, com o beija-flor, com o bem-te-vi ou até mesmo com as abelhas. Cada um tem sua unidade de propósito muito clara.Estão a todo momento querendo te tornar um especialista em algo diferenteE sempre achamos que vamos conseguir. Parece que todos precisamos ser especialistas em inglês, em criar conteúdo, em fazer social media, em falar em público, cuidar da dieta, cozinhar marmitas, frequentar a academia, se sustentar, fazer nosso próprio marketing. Nem todo mundo nasceu para ser um pato.Se você não nasceu para ser um pato, nasceu para ser o que?Warren Buffet, na frase acima, fala sobre nossas influências. Afinal, se você convive com pessoas que não sabem o que querem, se você fala com quem coloca metas e não muda as atitudes, se considera essas pessoas seu grupo social e está com elas em todos os momentos... Qual a chance de você não ser o que elas são? O que esperam de você?Onde mais tem alarde, menos tem problemaDecidi me mudar para Salvador; nasci no Rio Grande do Sul. Meu projeto já havia sido apresentado em Londres, eu já havia me profissionalizado como pesquisador por volta dos 19 anos, e no mesmo ano decidi me mudar para Salvador. Eu trabalhava remotamente para a Stone em São Paulo, e a pergunta foi:Qual o motivo de escolher morar em Salvador?Se a resposta é óbvia é porque você demorou para decidir toma-laMinha resposta sempre foi “Para buscar problemas!”, “Para desenvolver soluções”. Para quem imaginava que eu buscava me desenvolver, talvez mudar para São Paulo fosse mais natural. Quer algo mais comum? Se o Brasil inteiro está decidindo ir a São Paulo para resolver os problemas de São Paulo, o que você tem de diferente?Busque primeiro sua clareza interna para depois buscar a clareza para um problema da sociedadeNão seja um urubu tentando nadar, ou procurando carniça sem sair do chão. Ou sendo o urubu que vai até a "Carniçolândia" para procurar o que comer... Talvez lá, seja apenas um local onde a carne seja mais disputada, onde se ganha mais aplausos quando conquistada, mas ainda assim... carne.Tomar uma decisão que direciona sua vida não deveria te dar medo, seu medo deve ser viver sem escolher o que vai ser da sua vidaÉ difícil ler cem livros no ano, é difícil treinar mais de 200 dias no ano, é difícil comer marmitas, começar a pensar cedo na sua profissão, sair de casa com 19 anos para o outro lado do Brasil, colocar um imóvel no seu nome, pegar um empréstimo, mas apesar de ser difícil, talvez a única coisa que você possa escolher é o seu difícil, então escolha ele. Mas depois que escolher, saiba que aquele é o seu difícil.Encontre o seu difícil e o defendaA primeira coisa, logo após escolher o seu difícil, será alguém olhar e dizer: "Nossa, que desafio", “Isso deve ser difícil, não?”. Foi assim que receberam minha primeira newsletter... Destacando o tamanho da dificuldade, mas ninguém me perguntou o tamanho da minha capacidade, o tamanho da minha ambição, ou a estrutura do meu plano para alcançar o meu difícil. Eles não vão acreditar em você, eles acreditam que coisas difíceis são uma perda certa.A culpa será sua da mesma forma que o mérito será seuAntes de criar o projeto que me levou a Londres, eu estava em um trio com outras duas colegas de sala, até que, depois de uma frase, decidi dar o projeto já em processo de conclusão para ambas as colegas, a fim de começar o meu do zero, porque eu havia me encaixado em um grupo que me apequenava, e essa foi minha reação para crescer.A parte boa de criar em grupo? Dividir os problemas. A parte ruim de criar sozinho? Ter todos os problemas para você. A parte boa de criar sozinho? Ter todo o lucro para você. A parte ruim de criar em grupo? Dividir o lucro.Seu meio social pode ser um vaso de concreto para sua raizEu me senti em um vaso de concreto, não só pelo grupo do meu projeto, mas pela forma como as pessoas me viam, de maneira pequena, não como um futuro grande, não com uma chance alta de sucesso. O conselho que recebi quando entrei na prova da escola técnica da minha antiga diretora foi: “Se esforce para não desistir”. Infelizmente, você precisa ser uma raiz muito forte para não apodrecer dentro de um vaso de concreto. Mas a força necessária para quebrar o vaso será elogiada assim que você o quebrar e se mostrar competente.A melhor coisa que você pode fazer com si mesmoGaste em torno de 3 horas se esforçando para você pensar quem você é, e vá anotando todas essas coisas em um papel, vou fazer uma lista de perguntas para te ajudar… * O que eu vejo?* O que eu fico olhando na maior parte da minha experiência profissional?* O que é mais comum de se ver no meu dia a dia?* O que eu vejo os outros fazendo ao meu redor?* O que eu costumo ler e assistir?* O que eu falo?* O que eu me escuto falar?* O que imagino que eu falaria se um desconhecido perguntasse "Quem é você?”* O que eu escuto?* O que eu ouço os outros dizerem?* O que amigos me dizem?* O que eu escuto de colegas?* O que eu faço?* O que eu faço diariamente?* Qual é meu comportamento mais comum?* O que eu me imagino fazendo amanhã?* O que eu penso e sinto?* Quem é a pessoa que eu quero aparentar ser?* Em que situação eu estou?* Qual a importância dessa situação na minha vida?* O que eu preciso fazer diferente?* O que eu quero ou preciso fazer para minha vida?* Quais decisões preciso tomar?* Como vou saber se fui bem-sucedido?* Quais são meus medos, frustrações e ansiedades?* Quais são meus maiores desejos, vontades, necessidades, esperanças e sonhos?Você provavelmente está errado Muito bem por ter feito tudo isso! Aprecio demais você que pegou papel e caneta e tomou nota dessas coisas. Agora, quer fazer uma aposta comigo? Chame as cinco pessoas mais próximas de você, faça todas essas perguntas a elas e resuma a principal resposta que elas deram sobre você.Nem as pessoas mais próximas de você sabem como você éNós estamos nos tornando cada dia mais iguais. Pense nisso, este texto não é para te mostrar uma luz no fim do túnel, mas para te mostrar o tamanho da escuridão que contém nesse túnel. Para que, após ela ser mapeada, saibamos o que irá iluminá-la. Será que é uma luz mesmo? Um LED? Uma tocha? Esse é outro problema.O seu tempo de vida passa, não deixe sua vida passar sem que você e suas cinco pessoas mais próximas tenham visto quem você foi. Mas tenha certeza: isso será algo difícil que todos deveriam fazer por si mesmos, mas ninguém vai parar sua vida para vir aqui te lembrar disso, pois estão todos correndo atrás de resolver o problema de outras pessoas, que pagaram alguma coisa para que elas resolvessem e as convenceram de que este era o valor que mereciam e que o problema a ser resolvido era maior que o problema que tinham.Mas afinal, qual o problema?Semana que vem, já sabem…Obrigado por ler o Substack de Enzo! Este tem sido meu projeto gratuito de compartilhar pensamentos e reflexões semanalmente. Estamos apenas na semana dois, espero que estejam gostando! Leu isso e pensou em um amigo? Não deixe de se inscrever ou compartilhar. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

  47. 1

    Grandes começos precisam de grandes promessas

    Com 13 anos uma simples frase dos meus pais a mim mudou a forma que eu via minha vidaEu estava no carro, eles dirigindo até que comecei a ambicionar o meu futuro com 18 anos, algo normal entre qualquer jovem, já que a maioridade nos vem como algo novo a ser explorado, com mais possibilidades, caminhos a se escolher e novas regras a se seguir. Até que em meio aos meus pensamentos eu ouço a frase: “18 anos? Idade de pagar conta, ou ir morar sozinho. 18 anos você busca emprego, com emprego você ganha salário e com salário você ajuda em casa, todos que tem 18 anos ajudam em casa a pagar contas. Você faz isso até conseguir morar sozinho”A primeira vez em que senti o temor de não estar prontoDificilmente você irá sentir que tem tudo que precisa para começar, os começos cotidianos são inconscientes para a gente. Quando você está pronto você só vai lá e faz. Mas depois dessa frase eu queria saber fazer algum dinheiro, e eu não sabia. E com 13 anos foi assim que eu vi que não estava pronto, não só isso, eu não tinha ideia de por onde começar!E assim eu me vi rico, porém sem nenhum dinheiroO fator maravilho de se começar com 13 anos é que ninguém espera nada de você, então qualquer movimento minimamente sensato já se é visto com otimismo. E o meu primeiro movimento foi comprar o livro que eu julgava mais próximo de me ensinar a fazer algum dinheiro em uma biblioteca da minha cidade. E assim eu comecei a ler o livro Os Segredos da Mente Milionária. Ninguém entendia meu interesse em “livros de adulto”O fato estranho para mim foi que a expectativa era que eu estivesse lendo livros menos sérios, menos densos, menos adultos. Porém por um momento eu tive uma pequena sensação de controle sobre minha vida e minhas decisões. E assim eu comecei a me interessar por controlar as variáveis que eu tinha sobre mim mesmo.Se o natural fosse se tornar extraordinário, Albert Einstein seria só mais um.Eu não parei, mas também não era um super leitor. Eu era um leitor mediano, lia algo em torno de 3 a 4 livros por mês, de acordo com o que eu conseguia gerar moedas, comecei pelos mais baratos imaginando que quanto mais eu comprasse livros e finalizasse-os mais habilidade para fazer dinheiro eu teria.Me senti humilhado por ler poucos livrosChegou a um ponto em que eu não tinha mais dinheiro, e minha professora havia me pedido para escolher um livro da biblioteca para ler. E assim eu encontrei em uma sessão de 4 ou 8 livros de uma escola pública o livro Os diferencias das pessoas de sucesso de Eduardo Tevah. Nele em um capítulo comentou “A maior decisão que tomei na vida foi de desenvolver meu hábito de leitura […]”; “Quando eu tinha 20 anos me comprometi a ler 10 páginas de um livro por dia pelo menos… Hoje quando estou com muito trabalho leio 3 livros por mês, com meu trabalho exigindo menos leio 5.” E assim foi a primeira vez que me senti em vantagem competitivaQuando pude ver que ele tinha até os 20 anos lido menos que 10 páginas por dia, eu lendo aquilo com algo em torno de 13-14 anos… Me senti apto para adquirir uma grande vantagem sobre ele dentro da minha própria imaginação, assim eu criei a métrica “livros de vantagem”Falei a todos que eu chegaria a ler 100 livros por ano!Essa foi minha primeira grande meta, chegar em um ano onde eu leria 100 livros de desenvolvimento pessoal, auto-ajuda, negócios em 12 meses, eu estabeleci ela com 14 anos, mas comecei sabendo que eu não conseguiria facilmente, e assim eu segui o plano:* Ler 1 livro para cada mês do ano* Aumentar um livro completo por mês, ao fim de cada ano* Fazer isso até se tornar inviávelMinha primeira atitude extraordinária foi prometer a quem eu conhecia que eu iria ler mais de 100 livros em um ano. Eu não sabia que ano seria, nem como eu chegaria lá, eu só sabia que eu iria lendo, livro a livro, mês a mês. Até esse número se tornar apenas algo como uma meta de páginas.Diferente do autor do livro, meu maior feito não foi começar a ler. Meu maior feito foi tornar o desafio em público um hábitoAntes que se aborreçam eu não cheguei a ler 100 livros por ano, mas eu cheguei muito mais longe do que eu imaginava ser possível quando eu tinha 14 anos e havia pré estabelecido essa meta.Com 14 anos eu li 24 livros no ano; com 15 anos eu li 32 livros no ano; com 16 anos eu li 48 livros no ano… E com 17 eu sabendo que teria que ler 60 livros no ano…Eu decidi desitirEra Junho, eu havia iniciado um projeto que me forçou a tomar uma decisão, ou eu iria terminar os 60 livros naquele ano. Ou eu faria o projeto se tornar algo grande. Até que decidi desistir de ler 100 livros de desenvolvimento pessoal em um ano. Um dia depois eu abri a porta da sala da minha turma e falei“O meu projeto vai para Londres” foi isso que afirmei com brilho nos olhos mas por dentro muito receio e apreensão. Na minha escola de ensino médio realizávamos cursos técnicos integrados, ao final de cada ano haveria uma exposição de projetos científicos, o maior prêmio da feira seria uma vaga no maior fórum de inovação de jovens cientistas do mundo (London Internacional Youth Science Forum)Depois disso vieram outros auto-desafiosEm 2020 no meio da pandemia me comprometi a treinar em casa por 180 dias ainda no ano de 2020 junto a meus seguidores no Instagram, logo após isso aumentei para 222 treinos, depois 235 treinos. E me auto desafiando em público desenvolvi o hábito de ir a academia e levar uma vida mais saudável.A Newsletter de hoje não é sobre minhas conquistasEssa newsletter é para convocar você a se auto-desafiar em público, eu estarei com você nessa jornada, independente do auto-desafio que você escolher, mas prometo aqui e agora, que se um auto-desafio meu for concluído, estarei me auto-desafiando logo em seguida. Pode ter certeza, o seu eu de hoje sequer sabe estimar o que é difícil pra vocêNão queira começar se auto-desafiando com coisas difíceis, da mesma forma que você não pega 100 quilos na academia de primeira, pense em algo que você quer construir, em um hábito que você quer ter e se comprometa nas suas redes sociais a documentar a materialização do desenvolvimento do seu auto-desafio.Exercite sua capacidade de se impor uma realidade que você quer se ver realizandoEu comecei me comprometendo a ler livros, depois me desafiei a criar um projeto científico que seria reconhecido, logo após isso me comprometi a treinar um determinado número de vezes em um ano e também já me comprometi a gravar 31 lives seguidas para perder o medo de me expor, de falar e de expressar o que penso na internet. O que você faz hoje naturalmente só se tornou simples porque você suportou o processo de repetir essa determinada ação diariamente. Para te inspirar irei me auto-desafiar publicamente mais uma vez. Eu me comprometo a desenvolver um negócio que fature 100 mil reais líquidos por mês. E não só isso, mas também a documentar publicamente esta jornada para você que chegou até aqui. Independentemente do seu auto-desafio, esse será o meu. E no momento em que estou quase finalizando essa NewsLetter, aliás, minha primeira. Eu não faço ideia de como irei começar a materializar issoE talvez você não saiba como vai seguir no processo de perda de 20 quilos, eu não cheguei a ler 100 livros no ano, não sei se vou conseguir completar o auto-desafio que estou me impondo neste momento. Mas nessa jornada eu estarei com você, enquanto você estiver comigo e não desistir do seu auto-desafio, eu estarei fazendo o mesmo. Obrigado por chegar até aqui, estarei produzindo NewsLetters semanais. Caso queira ficar sabendo da próxima ou apoiar meu trabalho deixe-me seu email abaixo. Get full access to Fato Impacto at enzodulius.substack.com/subscribe

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