PODCAST · society
Filosofia Goiás (UFG Regional Goiás)
by Cícero Oliveira
O Canal de Podcasts “Filosofia Goiás” promove entrevistas, exposições orais e discussões sobre os mais variados temas de Filosofia com discentes e professores/pesquisadores dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Filosofia da da UFG Regional Goiás e de outras Universidades de todas as partes do país. Além de ampliar os debates filosóficos, o "Filosofia Goiás" pretende promover a interlocução com instituições congêneres e o diálogo filosófico que transite entre a tradição do pensamento filosófico e as questões do nosso tempo. E-mail: [email protected]
-
55
63. Filosofia: literatura das possibilidades
Os trabalhos de filosofia têm sido desenvolvidos de dois modos: ou a partir da história da filosofia, ou através da discussão temática. Em ambos os casos há valorização da originalidade e utiliza-se recursos, tais como técnicas de contestação, de amplificação, de aplicação e de síntese de ideias. Dessa maneira, em filosofia, valoriza-se mais as perguntas e os processos, do que propriamente as soluções. Sem apresentar um método definitivo que permita a comprovação absoluta das conclusões de seus argumentos, a filosofia caracteriza-se como uma expressão criativa, como um processo que tece ideias. Nesse trabalho, Ana Gabriela Colantoni parte de uma discussão metodológica, para fazer uma comparação da filosofia com as ciências, com as religiões e com os jogos, para posteriormente defender a ideia de que a filosofia está no âmbito da arte e apresenta-se como um gênero que ela denomina literatura do possível.
-
54
62. Educação, filosofia e a ética do cuidado
A convidada, professora Thais Publio, discorre nesse episódio acerca do tema “Educação, Filosofia e a Ética do Cuidado, no qual fala sobre os fatos que a levou à lecionar filosofia; qual seria o papel da disciplina na formação humana dos discentes; se as ferramentas usadas no ensino remoto poderão continuar sendo aplicadas no presencial ; e sobre o que ela denomina “Adultez para a Educação”.
-
53
61. A relação entre corpo e alma na filosofia de Hegel
Janaina Teodoro analisa a concepção hegeliana de alma e as críticas que o filósofo Georg Wilhelm Friedrich Hegel dirige à temática dualista entre corpo e alma. A compreensão da existência do corpo e da alma como substâncias completamente distintas foi um tema amplamente abordado na Filosofia Moderna, tendo Descartes como um de seus autores principais. Para compreendermos mais claramente esta interpretação de Hegel sobre o tema da relação corpo e alma, é importante acompanharmos como o autor concebe a subjetividade do espírito a partir da natureza até chegarmos em sua concepção de subjetividade do espírito. Hegel concebe a alma em íntima ligação com o corpo, possuindo inicialmente uma unidade imediata com o mesmo por meio das sensações.
-
52
60. Filosofia e Literatura: intersecção entre Nietzsche e Dostoievski
Igor Freitas aborda nesta comunicação o vínculo terminológico entre a filosofia de Friedrich Nietzsche e os escritos literários de Fiódor Dostoievski. Tal vinculo é encontrado , segundo ele, nas delimitações dos “tipos psicológicos” apresentados nos livros Genealogia da Moral e Memórias do Subsolo, de Nietzsche e Dostoievski, respectivamente. partindo do pressuposto de que o próprio Nietzsche considerou Dostoievski como o maior psicólogo de todos os tempos e influenciou a própria filosofia nietzscheana. É a partir disso que Igor almeja demonstrar, pelo menos minimamente, o quanto essa afirmação pode ser verificada na obra de ambos.
-
51
59. Subjetividade e Autorrelação Pensante na Filosofia de Hegel
Júlia Sebba fala sobre a concepção de Hegel acerca da subjetividade a partir de sua obra “Ciência da Lógica”. Nesta obra, Hegel compreende a subjetividade de um ponto de vista lógico, como puramente formal. Assim, na presente exposição, analisa-se o contexto histórico-filosófico desta concepção lógica de Hegel sobre a subjetividade, bem como o caráter fortemente pensante da subjetividade pura. Como poderemos ver, para Hegel, a subjetividade possui originariamente a dimensão do pensamento e é a partir da própria autorrelação do pensar que o eu se constitui em sua unidade formal e universal.
-
50
58. Filosofia e extensão universitária - parte 2
Ricardo de Andrade (UFRB), Geovana Monteiro (UFRB), Cícero Oliveira (UFG), Felipe Martins (UnB) e Janaina Oliveira (UFG) conversam sobre o sentido e as contribuições das atividades de extensão universitárias em filosofia. Partindo de uma caracterização mínima da extensão filosófica, a interlocução segue para uma exposição das experiências vivenciadas e uma avaliação de seus frutos e desafios. Nesta conversa, o próprio projeto extensionista do “Filosofia Goiás” é posto em perspectiva.
-
49
57. Filosofia e extensão universitária - parte 1
Resumo: Ricardo de Andrade (UFRB), Geovana Monteiro (UFRB), Cícero Oliveira (UFG), Felipe Martins (UnB) e Janaina Oliveira (UFG) conversam sobre o sentido e as contribuições das atividades de extensão universitárias em filosofia. Partindo de uma caracterização mínima da extensão filosófica, a interlocução segue para uma exposição das experiências vivenciadas e uma avaliação de seus frutos e desafios. Nesta conversa, o próprio projeto extensionista do “Filosofia Goiás” é posto em perspectiva.
-
48
56. Feminismo e suas complexidades - parte 2
Nesta segunda parte, a professora Ana Gabriela Colantoni entrevista a Professora Rita de Cássia Fraga Machado. Elas trazem alguns elementos que expressam um pouco da complexidade das questões filosóficas na contemporaneidade abarcadas pelo feminismo.
-
47
55. Feminismo e suas complexidades - Parte 1
Nesta edição, a professora Ana Gabriela Colantoni entrevista a Professora Rita de Cássia Fraga Machado. Elas trazem alguns elementos que expressam um pouco da complexidade das questões filosóficas na contemporaneidade abarcadas pelo feminismo.
-
46
53. Filosofia e saúde mental em Epicteto - Parte 1
As contribuições do filósofo Epicteto para a saúde mental são deveras. Sendo um bom estóico, Epicteto apresenta uma espécie de manual para a conquista da vida boa. Esta não somente é o resultado da vontade e do autoconhecimento, mas fruto igualmente da autocrítica às nossas próprias opiniões e escolhas que fazemos diante de coisas que dependem de nós ou das que não dependem de nós. Se nada vem de graça, é importante ter uma meta a ser alcançada e valores claros. Não há meio termo, para Epicteto, ou você é uma pessoa filósofa ou uma pessoa comum.
-
45
52. Poder e resistência: uma conversa sobre Michel Foucault - Parte 2
Partindo das exposições de uma websérie anterior com três episódios, a professora Marcela Castanheira conversa com os professores Pablo Henrique e Cícero Oliveira sobre as noções de experiência, poder e resistência no pensamento de Michel Foucault.
-
44
51. Poder e resistência: uma conversa sobre Michel Foucault - parte 1
Partindo das exposições dos três episódios precedes, a professora Marcela Castanheira conversa com os professores Pablo Henrique e Cícero Oliveira sobre as noções de experiência, poder e resistência no pensamento de Michel Foucault.
-
43
50. Breves considerações sobre medicina e sexualidade - parte 3
No terceiro e último episódio Marcela Castanheira apresenta o caso de Herculine Barbin e discute a partir dele as relações entre medicina e sexualidade.
-
42
49. Experiência e Resistência em Michel Foucault - parte 2
No segundo episódio, de uma série de três, Marcela Castanheira apresenta a partir do exemplo de Pierre Rivière, a experiência do crime.
-
41
48. Experiência e resistência em Michel Foucault - Parte 1
Nesse primeiro episódio, de uma série de três, Marcela apresenta alguns elementos mobilizados por Michel Foucault na construção de seu projeto intelectual denominado de História do Pensamento. Seu intuito, primeiramente, é mostrar como ele se vincula à tradição do pensamento crítico e nos oferece uma singular concepção de experiência entendida como a relação entre formas de conhecimento, tipos de normatividade e modos de subjetividade. Em seguida, ela considera a potência que essa noção comporta para pensarmos formas de resistência.
-
40
47. Arte, filosofia e ensino
No episódio de hoje entrevistamos o professor Dr. José Gonzalo Armijos Palácios, professor do Campus Goiás da UFG. Na entrevista debatem sobre sua trajetória acadêmica, as obras filosóficas que mais o marcaram, do ensino da Filosofia e da relação entre filosofia, arte, literatura e música.
-
39
46. Cidadania e pobreza: reflexões a partir da Filosofia Política
A relação entre cidadania e pobreza é um tema que remete a uma série de questões difíceis não apenas para nossa própria época, mas que já se mostravam pertinentes desde o surgimento da democracia na Grécia Antiga. Entre essas questões, uma das mais duradouras é a que envolve a própria garantia do direito de cidadania àquelas pessoas cuja situação econômica as coloca nos estratos mais desfavorecidos da comunidade, pois sempre se levantou a dúvida de que elas, por diversas razões, não teriam capacidade ou condições para desempenhar as ações políticas essenciais, tais como participar das deliberações públicas, e votar ou ser votadas para exercer cargos na administração dos assuntos da cidade. Nesta exposição, vou tratar desse tema com o auxílio de alguns autores (Platão, Aristóteles, Maquiavel, Rousseau, Viroli, Sandel, Rancière, Agamben) que nos ajudam a pensá-lo pela perspectiva da Filosofia Política.
-
38
45. Política e conflitos: o que Maquiavel nos ensina?
Neste episódio, os professores João Aparecido Gonçalves Pereira e Felipe Assunção Martins conversam a partir da obra recém lançada de João Aparecido sobre o pensamento de Nicolau Maquiavel. A natureza essencialmente conflituosa da política, a relação entre liberdade e conflitos e necessidade do debate aberto são alguns dos temas tratados neste episódio. A música utilizada durante o episódio é de autoria de Gino Marinuzzi, trilha sonora do filme "La Mandragola" de 1965 adaptada da peça teatral de mesmo nome de Nicolau Maquiavel.
-
37
43. Rousseau: o filósofo da educação moderna
Para Wilson Paiva, malgrado as más interpretações sobre o pensamento do filósofo genebrino Jean-Jacques Rousseau, pode-se afirmar que suas reflexões sobre a educação constitui um marco divisório entre a velha e a nova escola. Mesmo tendo sido um filósofo paradoxal, no entanto sua filosofia nos fornece uma perspectiva nova em termos de formação humana e o coloca como um dos principais nomes da pedagogia de todos os tempos.
-
36
42. Maquiavel: liberdade e corrupção política – parte 2
No nosso 42º Episódio, Vital Alves desenvolve a segunda parte de sua comunicação so-bre o pensamento político de Maquiavel que tem por título “Maquiavel: liberdade e cor-rupção política”. Segundo Vital, Entre as questões medulares que estruturam a filosofia política de Maquiavel observadas nos Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio, verifica-se, por um lado, o secretário florentino confrontando diretamente as reflexões políticas suscitadas pelos gregos, romanos e humanistas cívicos acerca do valor da concórdia no âmbito político. E, por outro lado, ao promover esse confronto em relação à dissemina-da ideia de concórdia, Maquiavel apresenta a defesa, logo nos primeiros capítulos, de uma tese fadada a gerar alvoroço, ou seja, que “a desunião entre a plebe e o senado ro-mano tornou livre e poderosa a república romana” (Discursos, I, 4). Trata-se, [para o pes-quisador], de uma das teses mais ilustres e originais do pensamento de Maquiavel, mas, concomitantemente, uma das mais controversas dentro do panorama da história do pensamento político. Todavia Vital ressalta que, estranhamente, as discussões sobre o lugar ocupado pelos “tumultos” na “teoria do conflito”, desenvolvida a partir dessa tese, recebeu pouca atenção dos diversos intérpretes de Maquiavel até o século XX; pesquisas completas acerca do pensamento maquiaveliano foram produzidas sem se reportarem seriamente aos “tumultos” ou sequer os mencionaram em breves passagens. Partindo dessa constatação, o prof. Vital pretende analisar “a teoria do conflito” que ele considera um traço marcante no pensamento político de Maquiavel em contraponto à noção de concórdia cívica. Seu propósito, portanto, é valorizar a questão dos “tumultos” romanos e compreender como eles se inserem na órbita da referida teoria.
-
35
40. O Amor segundo Ludwig Feuerbach
Felipe Assunção Martins apresenta o desenvolvimento do seu projeto atual de Doutora-do elaborado na UnB sob orientação do professor Márcio Gimenes de Paula na Linha de pesquisa em Ética, Filosofia Política e Filosofia da Religião. A hipótese central de seu projeto gira em torno da interpretação ética do pensamento de Ludwig Feuerbach a par-tir do tema do amor, compreendendo-o enquanto chave conceitual sintetizadora da in-tenção programática da filosofia feuerbachiana de instauração de uma nova vivência re-lacional do homem no mundo dentro do diagnóstico secularizante da modernidade, cumprindo as suas exigências de auto-constituição (amor fati: o homem como responsá-vel pelo seu próprio destino) e de auto-realização (felicidade: as possibilidades de realiza-ção plena do homem dentro dos critérios imanentes da nova realidade humana).
-
34
39. Educação superior: o papel e os desafios de sua democratização
No 39º episódio do Filosofia Goiás, refletindo sobre a contribuição e os desafios do processo de democratização do ensino superior no Brasil, o prof. Dr. Erasmo Baltazar Valadão visa afirmar o papel que a Universidade Federal do Tocantins, campus de Arraias, tem para os sujeitos moradores das comunidades do sudeste do Tocantins e nordeste goiano. Erasmo analisa quais são os limites e as possibilidades dessa inserção neste território, que é marcado por desigualdades e abandono de políticas públicas que incluam a parcela da população constituída por remanescentes de quilombos e até mesmo pelos quilombos reconhecidos na região. O professor destaca o significado que a universidade tem na vida dos estudantes e moradores da região.
-
33
38. O signo das similitudes e o signo da representação em Foucault
Matheus Henrique Borges Soares, egresso do curso de Bacharelado em Filosofia da UFG Regional Goiás, expõe parte de sua pesquisa monográfica em torno da investigação arqueológica foucaultiana. Matheus destaca que para Michel Foucault os saberes são produzidos em um determinado contexto que condiciona a própria possibilidade de verdade. Nesse sentido, a arqueologia é esboçada já na obra Arqueologia do saber (1969) que visa esclarecer tal analítica com uma nova concepção da história. Observa ainda que em As palavras e as coisas (1966) o autor realiza uma aplicação dessa analítica, que busca observar as condições de possibilidade em que os saberes emergiram. Nesse aspecto, o signo desempenha papel importante na formação dos saberes do Renascimento e do período Clássico, porque a forma pela qual os signos foram concebidos ao longo do tempo condicionou a forma pela qual os saberes de tais períodos foram estruturados.
-
32
36. Religião e política. A política como nova religião? - parte 2
Na segunda parte desta entrevista, os professores José Edmar e Felipe Assunção, debatem a relação entre política e religião a partir do pensamento de Ludwig Feuerbach. As críticas de Feuerbach à religião atingiram, em sua época, diretamente os ambientes políticos, levando-o, inclusive a perder seu cargo de professor universitário. Até que ponto religião e política se interferem publicamente é o tema principal deste debate. Esta conversa é fruto de uma dupla produção da UFG/RG com a Universidade Estadual Vale do Acaraú/CE, a partir do financiamento do Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, Estímulo à Interiorização e Inovação Tecnológica – BPI, da FUNCAP-CE, concedido ao Projeto "Ludwig Feuerbach e a Linguagem", desenvolvido no interior do Grupo de Pesquisas "Ludwig Feuerbach e pensamento pós hegeliano", do qual ambos os debatedores fazem parte.
-
31
34. Inclusão social e cidadania: uma abordagem a partir de Alexis de Tocqueville - parte 3
Neste terceiro e último episódio, partindo da noção que o equilíbrio entre a igualdade e a liberdade é um ideal para o qual a democracia deve tender, Helena apresenta os problemas sociais e econômicos que podem surgir quando este equilíbrio é rompido. Ela explica que estes problemas aparecem, de modo um pouco assistemático, em A Democracia na América, Viagens à Inglaterra e Irlanda, Ensaios sobre o Pauperismo, Lembranças de 1848, discursos e escritos políticos diversos. Em primeiro lugar, os problemas sociais e econômicos observados por Tocqueville decorrem da desigualdade e da opressão sofrida por negros e indígenas que ficam à margem da democracia existente nos Estados Unidos. Em segundo lugar, problemas sociais e econômicos transparecem nas relações de trabalho que separam e opõem industriais e trabalhadores, que repercutem no âmbito político e recriam a desigualdade e a opressão, não mais entre nobres e plebeus, mas entre ricos e pobres. Sempre que a inclusão social é impedida, o exercício da cidadania fica restrito a uns poucos e, deste modo, a democracia é rompida.
-
30
33. Inclusão Social e cidadania: uma abordagem a partir do pensamento de Alexis de Tocqueville – 2
Neste segundo episódio, partindo da noção que o equilíbrio entre a igualdade e a liberdade é um ideal para o qual a democracia deve tender, Helena Esser dos Reis (UFG) visa apresentar os problemas políticos que podem surgir quando este equilíbrio é rompido. Tais problemas, descritos em A Democracia na América, são: 1) Tirania da Maioria: baseada em uma sociedade homogênea e refratária à divergências, o governo e as instituições do Estado servem à imposição da posição da maioria dos cidadãos, excluindo, silenciando e violando os divergentes; 2) Governo Tutelar: em vista do rompimento de laços comunitários, o indivíduo fecha-se sobre si mesmo, acredita que basta a si mesmo, torna-se individualista e politicamente apático abrindo a possibilidade do surgimento de um governo tutelar, que dirija os cidadãos promovendo condições para que cada um busque seus próprios interesses privados. Onde a participação política é impedida ou abandonada, a inclusão social é ameaçada e a democracia descaracterizada.
-
29
32. Inclusão social e cidadania: uma abordagem a partir do pensamento de Alexis de Tocqueville - 1
No primeiro episódio da websérie Helena Esser dos Reis (UFG) visa expor o contexto social e político da França no período prévio à Revolução Francesa destacando a desigualdade social e política entre a aristocracia e o povo; apresentar a origem familiar de Alexis de Tocqueville, sua educação e sua curiosidade com o único país democrático na época e, a motivação de sua viagem aos Estados Unidos. Helena expõe ainda a elaboração da noção tocquevilleana de democracia a partir das noções de igualdade e de liberdade, como aspectos social e político interligados e equilibrados entre si.
-
28
31. Foucault e a ontologia histórico-crítica do corpo
Igor Freitas Martins procura esclarecer a vinculação que Foucault realiza entre o ser corpo, determinadas épocas da história e os estilos de exercer o poder que lhes são próprios, a saber, a época clássica, com o estilo de poder supliciante, e a época moderna e suas disciplinas. Para ele não se trata de expor Foucault como defensor de uma ontologia metafísica que concebe o ser corpo enquanto essência imutável, mas como um pensador que concebe uma certa ontologia histórica-crítica, um pesquisador que percebe o ser corpo enquanto produto de diferentes sistemas políticos.
-
27
30. Sobre estética e educação - Parte 2
A segunda parte desta entrevista, fruto de uma parceria entre a UFG/RG e a UFRB, fez parte do Colóquio "Recôncava intensidade" promovido pelo departamento de filosofia da UFRB e pelo GEPE - Grupo de estudos e pesquisa em Estética daquela instituição. O evento foi dedicado em homenagem ao nosso entrevistado, professor Franklin Leopoldo e Silva da USP e nesta segunda parte, os professores Pablo Enrique Abraham Zunino e Franklin debatem sobre a universidade pública, o caráter prático da filosofia e as conexões dos temas estéticos com conceitos como a verdade, a felicidade e a liberdade.
-
26
28. Um novo trabalho para um novo capitalismo – parte 2
Com base nas contribuições de Richard Sennett, Cícero Oliveira (UFG Regional Goiás) argumenta que a ética do trabalho flexível redefine à sua maneira alguns dos principais valores tradicionalmente ligados ao mundo do trabalho e desafia as noções de competência, talento e mérito ligadas à perícia; a aplicação profissional a uma só coisa na perspectiva de bem desenvolvê-la.
-
25
27. Um novo trabalho para um novo capitalismo – parte 1
Num exame das condições sociais nascidas do domínio econômico, sob o amparo de algumas reflexões sociológicas, são abordados os expedientes de flexibilização no mundo do trabalho. A “ordem do descontrole” é, como Cícero Oliveira (UFG Regional Goiás) procura argumentar, um fenômeno coevo à desregulamentação econômica do trabalho e da política. É pela precarização sistemática das duas principais atividades às quais a modernidade confiou o planejamento das trajetórias de vida que o projeto econômico de flexibilização gera descontrole e novos dispositivos de poder, sobrecarregando de riscos e instabilidades as trajetórias individuais e coletivas.
-
24
26. Percursos da filosofia platônica
Aia Hipácia expõe sua trajetória de pesquisas no campo dos Estudos de Gênero, na recepção feminista da obra platônica e no campo da filosofia antiga, com estudos sobre Platão e ênfase nos aspectos éticos e políticos de sua fiosofia.
-
23
25. Notas sobre religião em Bergson e Freud - Parte 2
Dando sequência ao episódio anterior, Geovana da Paz Monteiro expõe a segunda e última parte da comunicação intitulada Notas sobre religião em Bergson e Freud. Partindo de algumas ideias apresentadas por Henri Bergson no segundo capítulo d’As duas fontes da moral e da religião, em cotejo aos argumentos de Sigmund Freud apresentados, sobretudo, em O futuro de uma ilusão e Totem e tabu, Geovana da Paz Monteiro (UFRB) estabelece um diálogo entre a visão filosófica bergsoniana e a compreensão psicanalítica freudiana para a religião e suas implicações nos âmbitos social, moral e subjetivo. Tanto para Bergson quanto para Freud, observada a partir de seu contexto originário, a religião seria um meio utilizado desde os primeiros agrupamentos sociais humanos para conter impulsos humanos primários tendentes à desagregação social e moral. Questiona-se também a eficácia dessa repressão e suas consequências, uma vez que, a despeito de todo poder que a religião e fabulação exercem sobre a vida psíquica, nossa época tem sido pródiga em reproduzir comportamentos antissociais, individualistas ou aberrantes.
-
22
24. Notas sobre religião em Bergson e Freud - Parte 1
Partindo de algumas ideias apresentadas por Henri Bergson no segundo capítulo d’As duas fontes da moral e da religião, em cotejo aos argumentos de Sigmund Freud apresentados, sobretudo, em O futuro de uma ilusão e Totem e tabu, Geovana da Paz Monteiro (UFRB) estabelece um diálogo entre a visão filosófica bergsoniana e a compreensão psicanalítica freudiana para a religião e suas implicações nos âmbitos social, moral e subjetivo. Tanto para Bergson quanto para Freud, observada a partir de seu contexto originário, a religião seria um meio utilizado desde os primeiros agrupamentos sociais humanos para conter impulsos humanos primários tendentes à desagregação social e moral. Questiona-se também a eficácia dessa repressão e suas consequências, uma vez que, a despeito de todo poder que a religião e fabulação exercem sobre a vida psíquica, nossa época tem sido pródiga em reproduzir comportamentos antissociais, individualistas ou aberrantes.
-
21
22. Política, vaias e catarse - Parte 1
No 22º episódio do Filosofia Goiás trazemos uma excelente conversa sobre uma instigante produção da sétima arte. Motivados pela necessidade de migrar o projeto "Vilaboa Cineclube – Filosofia e Cinema" do Cine Teatro São Joaquim da Cidade de Goiás para ambientes virtuais em meio à pandemia, os professores Lisandro Nogueira e Felipe Assunção Martins, debatem sobre o filme-documentário "Uma noite em 67"", dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil. Refletindo sobre o contexto político e cultural da época, eles discutem nesta primeira parte do podcast temas como o realismo documental, o papel da política da arte e o engajamento ativo do público dos festivais em tempos de repressão durante os anos 60 no Brasil.
-
20
21. Cotas raciais no Brasil
Jacques Kwangala Mboma discute a exclusão social do negro Brasil e a função das cotas raciais, das políticas de cotas ou das políticas afirmativas quanto à capacidade de inclusão a partir de universidades e cargos públicos. Recuperando o contexto de emergência das políticas de cotas até sua formalização jurídica no Brasil, como direito de reparação, Jacques procura mostrar que as cotas sociais não podem substituir as cotas raciais e que estas se encontram reduzidas mesmo nas universidades, especialmente em programas de pós-graduação onde também encontram resistências decorrentes de preconceitos, argumentos frágeis e influxo de certa monocultura europeia.
-
19
20. Filosofia Para Crianças 5 - pensando a prática.
No quinto e último episódio da websérie que tem como tema a Filosofia Para Crianças, contamos com as colaborações da Profa. Bruna Aparecida do Nascimento Bacico (SEDUC-SP) e do Prof. Dr. Wilson Alves de Paiva (Faculdade de Educação da UFG). Juntos, eles desenvolvem o subtema Pensando a Prática. Bruna apresenta um relato de caso de sua prática docente, desenvolvida sob a influência do programa de Matthew Lipman, e Wilson expõe, em síntese, o conjunto das dimensões práticas do mesmo programa de Filosofia Para Crianças, além de desenvolver algumas reflexões finais da websérie.
-
18
19. Filosofia para crianças 4 - Contexto latino-americano
No quarto e penúltimo episódio da websérie Filosofia Para Crianças (19° episódio do canal de podcasts Filosofia Goiás) temos as contribuições de Diego Bertoldo Pereira e Wesley Brigo Magalhães. Juntos eles desenvolvem o subtema Filosofia para crianças no contexto da filosofia latino-americana. Numa perspectiva crítica, Diego Pereira identifica o programa reformista lipmaniano de uma filosofia para crianças - guiada pelo propósito de contribuir desde a infância para a formação de pessoas e também instituições mais racionais e democráticas - como a expressão de uma “filosofia magistral”, resultante de uma razão que se pretende onipotente. Já Wesley Magalhães procura pensar os desafios que as políticas educacionais neoliberais do Brasil de hoje impõem ao projeto de uma filosofia para crianças, apesar do crescente influxo que desde 1985 o programa homônimo de Matthew Lippmann tem no país.
-
17
18. Filosofia para crianças 3 - Aportes práticos do pensar crítico e criativo
No terceiro episódio da websérie "Filosofia para crianças" contamos com a participação de Ana Siqueira e Lorena Borba que, juntas, desenvolvem o tema “O pensar crítico e o pensar criativo: aportes práticos”. Acerca da literatura, Ana Siqueira analisa desde as novelas lipmanianas até a apreciação e produção de histórias na formação de habilidades intelectuais de pensamento crítico, criativo e cuidadoso. Com foco na Música, Lorena Borba aborda as novelas lipmanianas e o desenvolvimento da sensibilidade e da compreensão estética do mundo.
-
16
17. Filosofia para crianças 2 - Aportes teóricos do pensar crítico e do pensar criativo
As exposições desenvolvem o subtema Aportes teóricos do pensar crítico e do pensar criativo que, partindo dos fundamentos históricos e filosóficos da proposta de Filosofia Para Criança, além de sua caracterização (tratados no primeiro episódio), procura desenvolver uma interpretação dos aspectos teóricos e metodológicos que delimitam a proposta de Matthew Lipman na obra Filosofia para crianças – educação para pensar. Com foco nas “habilidades específicas” e na “comunidade de investigação”, a exposição segue com a identificação das capacidades cognitivas e meta-cognitivas do pensar crítico e do pensar criativo e a caracterização da investigação comunitária proposta por Lipman.
-
15
16. Filosofia para crianças 1 - Fundamentos históricos e filosóficos
No primeiro episódio da websérie Filosofia Para Crianças contamos com a participação do professor Wilson Alves de Paiva, da Faculdade de Educação da UFG, e do professor José Arimatéia Alves da Silva, da Secretaria de Educação do Estado de Goiás. Os docentes convidados partem de uma Introdução geral à Filosofia Para Crianças, do seu contexto de emergência, e buscam caracterizar o chamado “pensar de ordem superior”, além de fazerem uma abordagem do contexto histórico da Filosofia para Crianças desde os Estados Unidos até o Brasil.
-
14
15. Albert Camus, filosofia e pandemia
Na entrevistada da professora Renata Maria Santos Arruda (UFG Regional Goiás) com a professora Patrícia de Oliveira Machado (Instituto Federal de Goiás), alguns dos conceitos centrais do pensamento existencialista de Albert Camus, como absurdo e revolta, são mobilizados para pensar a relação entre a postura filosófica diante da vida e a situação posta pelo contexto de pandemia; um cenário humano em grande medida antecipado no romance A Peste de Albert Camus.
-
13
14. Ética em Platão
A professora Mariane Farias de Oliveira (UFG Regional Goiás) entrevista o professor Fábio Amorim (UFG Regional Goiás) sobre o a ética na filosofia de Platão com foco nos diálogos aporeticos ou de primeira época da obra platônica. Partindo das considerações platônicas acerca da validação do método filosófico e da delimitaçãodo do perfil do filosofo, dos seus objetivos e procedimentos (de como se distingue dos discursos sofistico, poético e de outros pensadores), a entrevista se dirige ao papel da personagem central dos primeiros diálogos platônicos (Sócrates) e de sua delimitação temática no problema moral da definição das virtudes, cuja forma aporetica conduz a um exame e eventual refutação do interlocutor; daquilo que ele afirma saber a respeito das virtudes.
-
12
11. Reforma do ensino médio. Como fica a filosofia?
Em entrevista, o Professor Dr. Ricardo Henrique Resende de Andrade, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), aborda a reforma do ensino médio e as perspectivas de inserção da filosofia nesse novo cenário cuja implementação está prevista para 2022.
-
11
10. Ser ou não ser notado
Em diálogo com a fala da professora Ana Gabriela Colantoni (Episódio 8), neste décimo Episódio o prof. Gonzalo Armijos Palacios reflete sobre o racismo a partir de sua condição de homem branco, membro da classe economicamente dominante e privilegiada no contexto de seu país natal, o Equador, cuja população é de maioria pobre e indígena.
-
10
09. Políticas identitárias II
Nesse episódio, o professor Sílvio Carlos Marinho Ribeiro apresenta suas posições sobre as políticas identitárias numa perspectiva que diverge da exposição anterior (Episódio 08) a partir da mobilização de um conceito pós-existencial de identidade.
-
9
08. Políticas identitárias I
A professora Ana Gabriela Colantoni apresenta alguns dos motivos que justificam a existência das chamadas "pautas identitárias" e esclarece as contribuições que a filosofia oferece para a compreensão dessa questão.
-
8
07. Fazer filosofia desde o início
Neste episódio (um dos nossos Seminários de Pesquisas Filosóficas) o Professor Dr. Gonzalo Amijos Palacios, pesquisador e docente dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Filosofia da UFG Regional Goiás, faz uma exposição de sua trajetória de pesquisa e desenvolve considerações críticas sobre as práticas hegemônicas da pesquisa e do fazer filosófico no mundo acadêmico, reverberando posições por ele assumidas em artigos e livros produzidos ao longo de sua trajetória acadêmica.
-
7
O6. Rousseau e seu legado
Seguindo com a nossa proposta de interlocução com a comunidade filosófica nacional, nosso primeiro podcast de entrevista é com o Professor Vital Alves e trata acerca do legado filosófico de Jean-Jacques Rousseau, filósofo genebrino radicado na França que viveu no período de 1712 a 1778 e cuja obra se tornou um marco do pensamento político e pedagógico.
-
6
05. Perguntas frequentes sobre Filosofia II
Produzidos no contexto da mostra anual dos cursos de Graduação da UFG, o Espaço das Profissões 2020, os cinco primeiros episódios, especialmente dirigidos a concluintes e egressos do Ensino Médio, apresentam os cursos de Filosofia da UFG Regional Goiás em forma de convite para a profissionalização filosófica. Os episódios subsequentes trarão entrevistas sobre os mais variados temas de Filosofia com professores/pesquisadores dos nossos cursos e de todas as partes do país. O quinto episódio da série traz um segundo bloco de perguntas frequentes sobre Filosofia.
We're indexing this podcast's transcripts for the first time — this can take a minute or two. We'll show results as soon as they're ready.
No matches for "" in this podcast's transcripts.
No topics indexed yet for this podcast.
Loading reviews...
ABOUT THIS SHOW
O Canal de Podcasts “Filosofia Goiás” promove entrevistas, exposições orais e discussões sobre os mais variados temas de Filosofia com discentes e professores/pesquisadores dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Filosofia da da UFG Regional Goiás e de outras Universidades de todas as partes do país. Além de ampliar os debates filosóficos, o "Filosofia Goiás" pretende promover a interlocução com instituições congêneres e o diálogo filosófico que transite entre a tradição do pensamento filosófico e as questões do nosso tempo. E-mail: [email protected]
HOSTED BY
Cícero Oliveira
CATEGORIES
Loading similar podcasts...